Dia da Bandeira

Nesta data em que se comemora (quem?) no Brasil o Dia da Bandeira, seguem algumas informações sobre o assunto. Lembro, preliminarmente, que o verde e o amarelo nada têm a ver com “nossas matas e nosso ouro”, como tentaram empurrar os republicanos na crença popular… O verde o amarelo são, respectivamente, as cores da Casa de Bragança (Dom Pedro I) e da Casa de Habsburgo (Dona Leopoldina) e remontam à Bandeira Imperial do Brasil. O pavilhão, idelizado por nosso primeiro Imperador tinha um fundo verde (cores dos Bragança) no qual repousava um losango amarelo (símbolo feminino e homenagem do Imperador a nossa primeira Imperatriz). Ao centro, as Armas do Brasil pintadas por Debret, substituídas pelo círculo azul estrelado e a faixa “Ordem e Progresso” (aspiração republicana que nunca se alcançou nesses catastróficos cento e poucos anos desde a quartelada de 15/11/1899).

Naturalmente, prefiro a bandeira do Império, muito mais bonita. Mas há a possibilidade de mesmo esta da república ser em breve substituída por uma vermelha…

A BANDEIRA DO BRASIL

História

A bandeira do Brasil foi instituída a 19 de novembro de 1889, ou seja, 4 dias depois da Proclamação da República. É o resultado de uma adaptação na tradicional Bandeira do Império Brasileiro. Neste contexto, em vez do escudo Imperial português dentro do losango amarelo, foi adicionado o círculo azul com estrelas na cor branca. Continuar lendo

Tudo vai bem com a ABIN

Que bom que está funcionando! Agora posso dormir sossegado…

PS: As informações sobre os DGs estão imprecisas, e esqueceram o Dr. Buzanelli. Espero que essas incorreções não tenham alcançado o restante do texto…

 Isto É – N° Edição:  2245 |  14.Nov.12 – 17:00 |  Atualizado em 18.Nov.12 – 10:56

Como funciona o Serviço Secreto Brasileiro

Raio X da atuação da Abin feito por ISTOÉ revela que o serviço de inteligência vive seu ápice desde a redemocratização. Hoje a agência monitora simultaneamente cerca de 700 alvos diferentes. De movimentos grevistas até a organização de grandes eventos.

Claudio Dantas Sequeira

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Em meados de julho, no auge da greve dos servidores públicos federais, a presidenta Dilma Rousseff recebeu das mãos do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Elito Siqueira, uma pasta de papel pardo com tarja vermelha onde se lia “urgente”. Dentro dela, um relatório sintético elaborado por espiões infiltrados nos movimentos grevistas traçava uma análise da situação no País e antecipava a tendência de enfraquecimento da greve. Depois da leitura do informe, Dilma pegou o telefone e avisou aos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento) que o governo não cederia aos protestos. O episódio, mantido em sigilo até agora, dá pistas de como funciona hoje o serviço secreto brasileiro. O relatório que fundamentou a decisão de Dilma foi elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A informação que chegou à presidenta foi precisa porque havia agentes da Abin infiltrados no movimento grevista. Entre as classes que espalharam o caos naqueles meses, curiosamente estavam entidades sindicais da própria agência de inteligência, cujos agentes se aproveitaram da circunstância para participar de assembleias e reuniões sem levantar suspeitas. Continuar lendo

O Brasil na Segunda Guerra Mundial

Muito boa a cobertura do Estadão sobre os 70 anos do ingresso do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Afinal, neste país sem memória, temos que louvar a iniciativa que recorda momentos importantes de nossa História e os verdadeiros heróis que deram a vida pelo Brasil. Para acessar o site, clique aqui. Recomendo…

O Brasil em Armas – 2.ª Guerra Mundial – 70 anosUm blindado M-8 do Esquadrão de Reconhecimento da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária entra em Montese, na Itália, no começo da ofensiva da primavera lançada pelos aliados em abril de 1945. Em poucos dias, a guerra estaria terminada para a FEBArquivo Histórico do Exército

O Brasil em Armas

Há 70 anos, o Brasil entrou em guerra pela última vez – contra a Alemanha nazista e a Itália fascista. A decisão foi tomada após o torpedeamento de cinco navios brasileiros na costa do Nordeste. Em dois dias, 551 pessoas foram mortas. Desde 1941, sucediam-se ataques de submarinos alemães. Mas daquela vez foi diferente. As agressões ocorreram na costa brasileira e a quantidade de vítimas – a maioria civis indefesos – fez eclodir a revolta popular. As manifestações que se seguiram à agressão nazista faria o governo declarar o estado de beligerância no dia 22 e o de guerra no dia 30. Continuar lendo

O fracasso da república

Devo escrever alguma coisa sobre a fracassada experiência republicana (que de republicana pouco tem) mais tarde… De toda maneira, para começar este dia de luto pelo golpe de 15 de novembro de 1899, segue texto publicado no site causa imperial. Recomendo a quem queira refletir um pouco sobre o assunto. Para aqueles que acham ridícula a causa monárquica e preferem a republiqueta personalista anarco-sindicalista, bem, não leiam; este site não é para vocês! E continuem com suas convicções (só tenho que lamentar…)!

Res-publica?

               Faz mais de cem anos que a República foi imposta através de um golpe militar!

                Digamos que nestes cem anos, como se estivéssemos num laboratório, pudemos coletar dados suficientes para uma análise acurada das instituições republicanas.

                Será que após cem já somos capazes de responder a questão: _ A República funcionou? Continuar lendo

PCC e terrorismo

Segue artigo muito interessante sobre o PCC. O autor é meu amigo Marcus Reis, e recomendo seu blog: www.marcusreis.com.  Certamente, aquela ainda não é uma organização terrorista. Entretanto, vem usando métodos de terror para influenciar as autoridades públicas e amendrontar a população. Se nada for feito, logo será muito difícil lidar com esses criminosos.

Em breve publicarei aqui algumas considerações pessoais sobre essa organização criminosas e o fenômeno do retorno do terrorismo ao território brasileiro…

13/11/2012

O PCC ainda não é uma Organização Terrorista

Por mvreis

As ações de terror do Primeiro Comando da Capital (PCC) que seguem neste ano de 2012 (mais de 90 policiais de São Paulo mortos) são movimentos táticos dentro de uma estratégia econômica e não política. Não se tratam de ações políticas com o objetivo de pressionar o Estado brasileiro a cumprir a legislação de execução penal e a carta de direitos fundamentais de nossa Constituição. Visam objetivos econômicos, quais sejam, permitir que o comando dessa organização continue controlando os negócios ilegais, bem como abrandar as ações de repressão criminal contra essa organização. Continuar lendo

Haddad e Ahmadinejad

Gente, se aquele ali atrás do Haddad não for o Ahmadinejad, certamente é o irmão dele!

Lançamento do Orvil em Brasília: 25/10, às 19h, na Associação dos Ex-Combatentes, em Brasília.

Divulgo, pois é uma obra que deve ser conhecida de todos os brasileiros, sobretudo dos que querem compreender melhor um período ainda muito obscuro de nossa história e cujas referências são sempre marcadas pela influência ideológica esquerdista…

A meus amigos de esquerda (sim, tenho muitos amigos de esquerda), antes de arrancarem os cabelos e me atacarem, recomendo que leiam o Orvil, ao menos para conhecerem a outra versão de fatos sobre os quais se comenta até hoje de maneira muitas vezes bastante parcial…

Aos Prezados Senhores (as) Membros e Simpatizantes do Ternuma.

 Em colaboração com os organizadores, convidamos para o lançamento do Livro ORVIL, no próximo dia 25 de outubro de 2012, às 1900 horas, na sede da Associação dos ex – Combatentes do Brasil.

O livro foi escrito por pesquisadores militares, até então difundido apenas pela Internet, agora definitivamente publicado, levanta com riqueza de detalhes as quatro tentativas de tomada do poder pelos comunistas, para implantar no Brasil um governo totalitário. Continuar lendo

12 de outubro, uma data especial

Nessa data tão importante para nós monarquistas (vide os posts de 12/10 do ano passado), resolvi publicar um trecho que gosto muito de nossa Constituição Imperial de 1824. Trata-se do artigo referente a direitos e garantias individuais.

Muito se fala da constituição de 1988 como inovadora e “carta cidadã” devido aos direitos e garantias ali listados, particularmente no artigo 5º… Ok, mas o que dizer do art. 179, escrito em 1823? Quem tiver coragem e sobriedade, que aprecie essa maravilhosa obra liberal do início do século XIX!

Viva o 12 de outubro! Viva Dom Pedro I! Pela restauração!

Art.179. A inviolabilidade dos Direitos Civis, e Politicos dos Cidadãos Brazileiros, que tem por base a liberdade, a segurança individual, e a propriedade, é garantida pela Constituição do Imperio, pela maneira seguinte.

        I. Nenhum Cidadão póde ser obrigado a fazer, ou deixar de fazer alguma cousa, senão em virtude da Lei.

        II. Nenhuma Lei será estabelecida sem utilidade publica.

        III. A sua disposição não terá effeito retroactivo.

        IV. Todos podem communicar os seus pensamentos, por palavras, escriptos, e publical-os pela Imprensa, sem dependencia de censura; com tanto que hajam de responder pelos abusos, que commetterem no exercicio deste Direito, nos casos, e pela fórma, que a Lei determinar.

        V. Ninguem póde ser perseguido por motivo de Religião, uma vez que respeite a do Estado, e não offenda a Moral Publica.

        VI. Qualquer póde conservar-se, ou sahir do Imperio, como Ihe convenha, levando comsigo os seus bens, guardados os Regulamentos policiaes, e salvo o prejuizo de terceiro.

        VII. Todo o Cidadão tem em sua casa um asylo inviolavel. De noite não se poderá entrar nella, senão por seu consentimento, ou para o defender de incendio, ou inundação; e de dia só será franqueada a sua entrada nos casos, e pela maneira, que a Lei determinar.

        VIII. Ninguem poderá ser preso sem culpa formada, excepto nos casos declarados na Lei; e nestes dentro de vinte e quatro horas contadas da entrada na prisão, sendo em Cidades, Villas, ou outras Povoações proximas aos logares da residencia do Juiz; e nos logares remotos dentro de um prazo razoavel, que a Lei marcará, attenta a extensão do territorio, o Juiz por uma Nota, por elle assignada, fará constar ao Réo o motivo da prisão, os nomes do seu accusador, e os das testermunhas, havendo-as.

        IX. Ainda com culpa formada, ninguem será conduzido á prisão, ou nella conservado estando já preso, se prestar fiança idonea, nos casos, que a Lei a admitte: e em geral nos crimes, que não tiverem maior pena, do que a de seis mezes de prisão, ou desterro para fóra da Comarca, poderá o Réo livrar-se solto.

        X. A’ excepção de flagrante delicto, a prisão não póde ser executada, senão por ordem escripta da Autoridade legitima. Se esta fôr arbitraria, o Juiz, que a deu, e quem a tiver requerido serão punidos com as penas, que a Lei determinar.

        O que fica disposto acerca da prisão antes de culpa formada, não comprehende as Ordenanças Militares, estabelecidas como necessarias á disciplina, e recrutamento do Exercito; nem os casos, que não são puramente criminaes, e em que a Lei determina todavia a prisão de alguma pessoa, por desobedecer aos mandados da justiça, ou não cumprir alguma obrigação dentro do determinado prazo.

        XI. Ninguem será sentenciado, senão pela Autoridade competente, por virtude de Lei anterior, e na fórma por ella prescripta.

        XII. Será mantida a independencia do Poder Judicial. Nenhuma Autoridade poderá avocar as Causas pendentes, sustal-as, ou fazer reviver os Processos findos.

        XIII. A Lei será igual para todos, quer proteja, quer castigue, o recompensará em proporção dos merecimentos de cada um.

        XIV. Todo o cidadão pode ser admittido aos Cargos Publicos Civis, Politicos, ou Militares, sem outra differença, que não seja dos seus talentos, e virtudes.

        XV. Ninguem será exempto de contribuir pera as despezas do Estado em proporção dos seus haveres.

        XVI. Ficam abolidos todos os Privilegios, que não forem essencial, e inteiramente ligados aos Cargos, por utilidade publica.

        XVII. A’ excepção das Causas, que por sua natureza pertencem a Juizos particulares, na conformidade das Leis, não haverá Foro privilegiado, nem Commissões especiaes nas Causas civeis, ou crimes.

        XVIII. Organizar–se-ha quanto antes um Codigo Civil, e Criminal, fundado nas solidas bases da Justiça, e Equidade.

        XIX. Desde já ficam abolidos os açoites, a tortura, a marca de ferro quente, e todas as mais penas crueis.

        XX. Nenhuma pena passará da pessoa do delinquente. Por tanto não haverá em caso algum confiscação de bens, nem a infamia do Réo se transmittiráaos parentes em qualquer gráo, que seja.

        XXI. As Cadêas serão seguras, limpas, o bem arejadas, havendo diversas casas para separação dos Réos, conforme suas circumstancias, e natureza dos seus crimes.

        XXII. E’garantido o Direito de Propriedade em toda a sua plenitude. Se o bem publico legalmente verificado exigir o uso, e emprego da Propriedade do Cidadão, será elle préviamente indemnisado do valor della. A Lei marcará os casos, em que terá logar esta unica excepção, e dará as regras para se determinar a indemnisação.

        XXIII. Tambem fica garantida a Divida Publica.

        XXIV. Nenhum genero de trabalho, de cultura, industria, ou commercio póde ser prohibido, uma vez que não se opponha aos costumes publicos, á segurança, e saude dos Cidadãos.

        XXV. Ficam abolidas as Corporações de Officios, seus Juizes, Escrivães, e Mestres.

        XXVI. Os inventores terão a propriedade das suas descobertas, ou das suas producções. A Lei lhes assegurará um privilegio exclusivo temporario, ou lhes remunerará em resarcimento da perda, que hajam de soffrer pela vulgarisação.

        XXVII. O Segredo das Cartas é inviolavel. A Administração do Correio fica rigorosamente responsavel por qualquer infracção deste Artigo.

        XXVIII. Ficam garantidas as recompensas conferidas pelos serviços feitos ao Estado, quer Civis, quer Militares; assim como o direito adquirido a ellas na fórma das Leis.

        XXIX. Os Empregados Publicos são strictamente responsaveis pelos abusos, e omissões praticadas no exercicio das suas funcções, e por não fazerem effectivamente responsaveis aos seus subalternos.

        XXX.. Todo o Cidadão poderá apresentar por escripto ao Poder Legislativo, e ao Executivo reclamações, queixas, ou petições, e até expôr qualquer infracção da Constituição, requerendo perante a competente Auctoridade a effectiva responsabilidade dos infractores.

        XXXI. A Constituição tambem garante os soccorros publicos.

        XXXII. A Instrucção primaria, e gratuita a todos os Cidadãos.

        XXXIII. Collegios, e Universidades, aonde serão ensinados os elementos das Sciencias, Bellas Letras, e Artes.

        XXXIV. Os Poderes Constitucionaes não podem suspender a Constituição, no que diz respeito aos direitos individuaes, salvo nos casos, e circumstancias especificadas no paragrapho seguinte.

        XXXV. Nos casos de rebellião, ou invasão de inimigos, pedindo a segurança do Estado, que se dispensem por tempo determinado algumas das formalidades, que garantem a liberdede individual, poder-se-ha fazer por acto especial do Poder Legislativo. Não se achando porém a esse tempo reunida a Assembléa, e correndo a Patria perigo imminente, poderá o Governo exercer esta mesma providencia,como medida provisoria,e indispensavel, suspendendo-a immediatamente que cesse a necessidade urgente, que a motivou; devendo num, e outro caso remetter á Assembléa, logo que reunida fôr, uma relação motivada das prisões, e d’outras medidas de prevenção tomadas; e quaesquer Autoridades, que tiverem mandado proceder a ellas, serão responsaveis pelos abusos, que tiverem praticado a esse respeito.

(Constituição do Império do Brasil, de 22 de abril de 1824)

Parcerias estratégicas… Welcome, Mr. Cameron!

Boa associação entre a sexta e a sétima economias do globo! Claro que não adianta imaginar que isso significa alguma possibilidade de conseguirmos um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Se um dia formos, realmente, uma grande potência, lá estaremos! Ou não…

Congratulations, Mr. Cameron! Tem-se aí um movimento, no mínimo, perspicaz, na Política Externa britânica… Os argentinos que se cuidem… De toda maneira, isso vai matar a Cristina de inveja (só por isso já valeu a visita, heheheheh)!

Cameron leads British hunt for business in Brazil

Reuters, 28SEP2012 – 6:30pm EDT

BRASILIA (Reuters) – British Prime Minister David Cameron had oil and sports on his mind when he visited Brazil this week seeking business opportunities in the South American nation that overtook Britain last year to become the world’s No. 6 economy.

With the European Union in a slump, Cameron has turned to emerging BRIC nations – Brazil, Russia, India and China – as alternative markets for British exports and investments, with little to show so far. Continuar lendo

“Comissão da Verd-” e crimes da esquerda

A notícia é da semana passada, mas eu tinha que comentá-la aqui. Agora a “comissão da verd-” deixa claro para o que veio. Fiquei surpreso com a decisão (ou ao menos com a descalabro das declarações de pessoas que deveriam ser, antes de tudo, isentas). Muito bem! Então só os “crimes dos agentes do Estado” devem ser “investigados!”. Vergonhoso… e põe abaixo qualquer expectativa de seriedade e imparcialidade nos trabalhos dessa comissão. Ah, sim! Esqueci que os opositores do regime militar não cometeram nenhum crime e que ninguém foi vítima do terrorismo de esquerda aqui no Brasil… Perdemos mais uma oportunidade histórica.

Comissão da Verdade não investigará crimes de militantes de esquerda

Somente condutas atribuídas a agentes públicos ou a serviço do Estado serão examinadas

Evandro Éboli, 17/09/2012

BRASÍLIA – Em resolução unânime publicada no Diário Oficial desta segunda-feira, integrantes da Comissão da Verdade oficializaram a decisão de que serão investigadas as violações de direitos humanos – como tortura, desaparecimento e mortes – praticadas pelos agentes de Estado. Estão excluídos atentados ou supostas mortes de responsabilidade de opositores do regime militar. Continuar lendo

Ministério Público, LAI e divulgação de salários

Pois é, o Ministério Público está dividido quanto à divulgação dos salários individualizados dos servidores. Reitero meu entendimento que a medida, aclamada como uma conquista da transparência na Administração pública, é, na verdade, afronta ao princípio constitucional da privacidade e do direito à intimidade. Se alguém conseguir provar que a sociedade ganha com a divulgação do salário específico de fulano ou beltrano, mudo meu entendimento. Mais importante do que esse tipo de afronta à intimidade do servidor público – que é servidor, mas também é cidadão, com direitos e garantias individuais – seria a divulgação de contratos e da maneira como são celebrados no âmbito da Administração. Disso pouco se fala…

Continuo acreditando que essa nova Lei de Acesso à Informação foi um grande desserviço ao País e torna o Brasil mais vulnerável por uma série de motivos que já listei mais de uma vez, inclusive neste site. Na LAI não se fez diferença entre informações de Estado e aquelas administrativas ou de governo. E aqueles que a estão interpretando não estão a considerar as particularidades das informações de caráter privado ou íntimo. Infelizmente, isso é Brasil…

Em tempo: parabéns a meu caro Marcelo Weitzel e ao pessoal do MPM pela lucidez e coragem ao lidar com a questão! O MPM mostra que não tem que se inclinar a pataquadas, arroubos ideológicos ou de pessoas cuja intenção só é expor a segurança e a intimidade dos servidores do Estado em nome de um discurso de transparência, mas que só querem mesmo é criar escândalos e factóides para vender mais jornais, revistas ou tempo de TV e rádio.

Divulgação de salários divide o Ministério Público

Enquanto MPF divulga nominalmente os rendimentos de seus integrantes, Ministério Público Militar decide não revelar nomes com a respectiva remuneração

por Eduardo Militão | 24/09/2012


Decisão da Procuradoria-Geral da República de divulgar relação nominal de seus servidores com respectivos salários tem resistência em outros órgãos do Ministério Público

Parte do Ministério Público avança na transparência ao divulgar nominalmente os salários de procuradores e servidores, enquanto outra parte já decidiu esconder os beneficiários dos rendimentos pagos. Há quase um mês, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) autorizou a publicação das remunerações, mas permitiu que os órgãos do MP optassem por informar apenas o número de matrícula do funcionário, promotor ou procurador. Continuar lendo

Sugestão de destino para as próximas viagens…

Essa quem me enviou foi o caro amigo Alexandre A. Rocha. Certamente vai figurar no roteiro de futuras viagens!

The Wolf’s Lair, a 200-building encampment in the Polish forest from which Hitler, seen there on July 15, 1944, gave commands, fell into disrepair after the war. Gedenkstaette Deutscher Widersta/A.F.P. – Getty Images

Interessante preocupação dos poloneses em recuperar um lugar histórico. Importante manter viva a lembrança do passado, até mesmo para que não se repitam os acontecimentos fatídicos daqueles anos sombrios… A matéria me faz pensar ainda o quanto nós brasileiros pouca atenção damos a nossa memória. Certa vez, quando estava em Estocolmo e tinha que decidir entre os inúmeros museus para ir em tempo escasso, tomei consciência de que na capital do Brasil (e, provavelmente, na maior parte das cidades brasileiras) isso não seria um problema! Decepcionante e vergonhoso imaginar como em Brasília não temos um grande museu, um museu histórico de peso ou um de História Natural… Será que não temos história ou o que nos falta mesmo é memória?

Apesar de sermos a sexta economia do mundo, não, não somos desenvolvidos… ainda vamos demorar muito para sermos uma grande nação e mais ainda para chegarmos à categoria de civilização…

September 17, 2012
 

Restoring the Walls, and the History, at Hitler’s Wolf’s Lair

By JOANNA BERENDT

KETRZYN, Poland — For nearly three years, Hitler commanded the Third Reich from a vast network of bunkers and buildings hidden in the forest here, guiding his genocidal war effort from an encampment called the Wolf’s Lair. Continuar lendo

Inverno de ódio

Ainda como consequência do que se cunhou chamar de Primavera Árabe, e que eu prefiro chamar de “o Levante”, aumentou significativamente a instabilidade no Norte da África e no Oriente Médio nos últimos dias. Pessoas na rua protestando, atacando missões diplomáticas e consulados, gritando palavras de ordem contra Israel e Estados Unidos, queimando bandeiras… Enfim, a efetivação do que para alguns a “consolidação da democracia no mundo árabe/muçulmano”…

Realmente, os ventos democráticos da bela Primavera Árabe, cantada em verso e prosa em diversas partes do globo (sobretudo aqui no Ocidente), sopram com intensidade nas terras do Islã. Na Líbia, quase um ano após a deposição e execução de Muamar Kadafi, permanece o clima de insegurança, associado à disputa pelo poder em um país arrasado pela guerra civil. O fortalecimento do fundamentalismo religioso e de grupos antiocidentais culminou no ataque ao consulado dos Estados Unidos em Benghazi e no assassinato, por extremistas, do Embaixador estadunidense, Christopher Stevens, e de outros três funcionários diplomáticos, além de mais de uma dezena de feridos. Desde 1979 um plenipotenciário norte-americano não havia sido morto em serviço. O trágico evento afeta diretamente as relações entre a Líbia e os Estados Unidos, e pode mesmo influenciar a disputa eleitoral pela Casa Branca. A oposição já cobra medidas mais enérgicas de Barack Obama, que se vê em situação extremamente delicada na reta final da campanha…

Os acontecimentos na Líbia estão relacionados à onda de protestos no mundo árabe em decorrência de um vídeo produzido nos Estados Unidos e ofensivo ao Profeta Maomé. Trata-se de um vídeo de extremo, extremíssimo péssimo gosto, feito, de acordo com as autoridades americanas, por um estelionatário que ganhou notoriedade da noite para o dia com ofensas gratuitas à segunda maior religião do globo. Note-se que foi um ato isolado de um criminoso, nada tendo a ver com o governo dos Estados Unidos.

Em que pese o deplorável vídeo, não me venham com argumentos de que se tem aí uma justificativa para todos esses protestos e explosões de violência no mundo islâmico. Não, não se justificam. Se um cristão resolvesse atacar cada pascácio que fizesse uma piada deplorável contra o cristianismo, ou um judeu resolvesse agredir todo mentecapto que viesse com comentários preconceituosos e ofensivos ao judaísmo, o mundo já teria implodido… Nesse caso, intolerância não pode ser motivo para mais intolerância.

Mas, no Islã, diriam alguns, a coisa parece ser diferente… Manifestações contra representações diplomáticas estadunidenses ocorreram também em outros países de maioria muçulmana, entre os quais Bangladesh, Egito, Tunísia, Marrocos, Iêmen, Iraque e Irã, Sudão e até em Israel (sim, é assim que acontece numa democracia), porém nenhuma tão grave quanto a de Benghazi. O que se evidencia disso tudo é muito mais um pretexto que se encontrou no tal vídeo para uma explosão de descontentamento da parte de milhares de pessoas que vivem em péssimas condições. Sob a camada do protesto de motivação religiosa, estão sentimentos de revolta contra a ordem ali estabelecida e contra tudo que represente aquilo que a maior parte realmente almeja: paz, segurança para tocar a vida e, naturalmente, os benefícios do desenvolvimento. Isso é humano: ao não terem a vida que desejam (e, indiscutivelmente, os padrões econômicos e sociais da América do Norte e da Europa Ocidental são ansiados em todo o mundo), as pessoas acabam se revoltando e buscando bodes expiatórios (algo com a raposa e as uvas). Bom, mas não vou discutir psicologia de massa aqui…

Registro meu repúdio a essas manifestações. Absurdo total a agressão a representações de um país por ações de particulares… O que tem o governo dos EUA (ou da Grã-Bretanha ou o da Alemanha, que acabou de ter sua embaixada atacada no Egito) com um vídeo produzido por um pacóvio? Se assim o fosse, nós ocidentais deveríamos partir para cima de toda nação em que cidadãos se manifestassem contra o Ocidente. Sinceramente, não tenho paciência para esse tipo de coisa…

Voltando à política internacional, esses eventos podem repercutir em uma mudança de percepção dos Estados Unidos (ou da opinião pública e, consequentemente do eleitorado estadunidense) com relação à chamada Primavera Árabe. Note-se que, por exemplo, na Líbia, Egito e Tunísia, regimes seculares foram substituídos por governos sob influência fundamentalista (em alguns casos até com extremistas religiosos em sua composição) e com severas críticas a países ocidentais.

O que mudou no Egito, depois da queda de Mubarack? O país continua em crise, os militares no poder, a população protestando… Ah, sim! Mudou alguma coisa: os egípcios caminham para um governo mais extremista e hostil aos EUA e aos valores ocidentais (bom, né?). Minha viagem do próximo ano para conhecer aquele belo país do Norte da África acabou prejudicada, assim como a principal fonte de recursos do Egito, o turismo. Enfim, salvo por alguns poucos que assumiram o poder no lugar do sucessor Sadat, a tal da “democracia” conquistada na “Primavera Árabe” não beneficiou muita gente, permanecendo a maior parte da população na mesma penúria.

Também como consequência do Levante iniciado no ano passado, a guerra civil prossegue na Síria. Apesar de pressão da comunidade internacional, o regime de Damasco ainda se sustenta, particularmente devido ao apoio de russos e chineses. Como venho insistindo desde sempre, enquanto tiver as graças do Kremlin, o atual regime sírio se sustenta. E, tomando o exemplo do que já aconteceu em outros lugares, será que se teria uma Síria mais estável sem Assad? Não me parece… A queda do atual Presidente sírio só provocaria mais crise e instabilidade, e isso em uma área muito mais estratégica e sensível que o Norte da África.

Chegando ao Golfo, as relações entre potências ocidentais e o Irã têm-se agravado. Recentemente, o Canadá rompeu relações diplomáticas com Teerã (vide posts anteriores). Em nota oficial, Ottawa assinalou que o governo iraniano é “atualmente, a mais significativa ameaça à paz global à segurança no mundo”. A resposta de Teerã foi no sentido de que o Canadá tem tomado numerosas medidas para hostilizar o país dos aiatolás, acusando-se o governo canadense de “racista” e de “seguir a política sionista do Reino Unido”. Coisa boa não sairá daí…

Todos esses eventos assinalam um aumento da insegurança global. Merece atenção um possível aumento de ações terroristas contra alvos ocidentais, paralelamente ao endurecimento nas relações entre potências ocidentais e países islâmicos. A situação conflituosa pode alcançar diferentes partes do globo, inclusive regiões sem envolvimento direto com a crise, como a América Latina. É recomendável que as autoridades brasileiras estejam atentas a esses desdobramentos.

Em tempo: sei que é verão no Hemisfério Norte. Entretanto, assim como aconteceu com a primavera da democracia, o inverno do ódio infelizmente se prolonga no mundo islâmico…

 

Muffins, brigadeiros e uma lição de brasilidade

Estava em casa vendo TV e coloquei na Globonews, onde passava o Globonews em Pauta… Em meio à conversa entre os jornalistas sobre assuntos corriqueiros, que acabou chegando à “nacionalidade” de alguns doces como o quindim e o doce-de-leite, a conversa alcançou o brigadeiro, esse típico petisco de nossa terra… Foi aqui que o jornalista Arieal Palacios deu uma lição de brasilidade: Palacios, que é argentino criado no Brasil e conhece este País como poucos, disse que gosta muito de brigadeiro. E comentou sua decepção quando, ultimamente, ao chegar a aeroportos como Congonhas, Guarulhos e Salgado Filho, louco de vontade de provar um brigadeiro, só encontra nas lanchonetes desses aeroportos muffins, cookies e outras guloseimas que, apesar de deliciosas (ele mesmo o reconhece) nada têm de doces brasileiros. E o jornalista argentino conclui com o seguinte e lúcido comentário: “é assim que vamos receber os estrangeiros que por aqui chegarem para a Copa e as Olimpíadas?”.

A impressão que tive é que ninguém no estúdio percebeu a profundidade e a perspicácia do comentário de Ariel… Ninguém notou o problema que se configura com a ausência dos simples e discretos brigadeiros nas lanchonetes dos aeroportos! Os jornalistas brasileiros mostraram-se desatentos, assim como a maioria absoluta de nossos “formadores de opinião”, para a perda de alguns bens e valores culturais tão tradicionais, como a música, a língua e, agora, a gastronomia! Estaríamos perdendo nossa brasilidade?

Concordo plenamente com Palacios! Estranheza e absurdo que na porta de nossa casa encontremos uma recepção que pouco tem de brasileira! Não estou falando de escola de samba ou pessoas vestidas de verde-amarelo e fazendo embaixadinhas nos aeroportos para turista ver! Estou falando de se mostrar um pouco do verdadeiro Brasil, de nossas raízes (e a gastronomia certamente tem seu papel de destaque nisso!)!

Não temos que ficar com ufanismos ou discursos nacionalistas exacerbados. Entretanto, a história contata pelo jornalista deveria nos causar vergonha como brasileiros. A ignorância e a necessidade de parecer atual faz com que muitos brasileiros coloquem de lado nossas tradições e importem de tudo… afinal, tudo que vem de fora é bom (ainda que os muffins e cookies realmente o sejam)! Continuamos colônia, é que ficou muito evidente. Continuamos muitas vezes como macacos reproduzindo o que gente de outras terras fazem porque parece chic (galicismo) ou fashion (anglicismo). E ficamos contentes se ganhamos uns espelhinhos em troca de nossas macaquices.

Claro que as lanchonetes devem vender muffins e cookies! Entretanto, têm que deixar um lugar de destaque para o bom e velho brigadeiro, para o bolinho de fubá, o de mandioca e para o bolo-de-rolo! Por que não mostrar aos estrangeiros que aqui chegarão o quanto essas guloseimas são singulares e tão típicas nossas, assim como é o pão-de-queijo, o guaraná e a coxinha de galinha (vi coxinha em Portugal, mas não era esse o nome que davam a ela por lá… daí que a “a coxinha também é nossa!”)!!!

O Brasil é um país riquíssimo de recursos naturais… mas também é muito, muito rico em termos de tradição e cultura, de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Conhecer e vivenciar outras culturas é muito bom (ninguém mais que eu para reconhecer isso!)! Entretanto, isso não pode ser pretexto para desvalorizarmos a nossa própria tradição e colocarmos preciosidades tão autenticamente brasileiras como o brigadeiro em segundo plano. Se o fizermos, voltaremos a ser colônia (e o pior é que a maioria estará very happy com isso)…

 

Um pouco mais sobre o Império do Brasil: o Imperador republicano

Deixo para José Murilo de Carvalho mais alguns esclarecimentos sobre o glorioso Império do Brasil e nosso maior soberano que esteve por mais tempo à frente do Estado brasileiro…

Imperador republicano

O governo de D. Pedro II, quem diria, já fazia referências ao novo regime

José Murilo de Carvalho 13/1/2011
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/imperador-republicano

Três frases a propósito da monarquia sempre me deram o que pensar. A primeira, ouvi do maior historiador argentino vivo, Tulio Halperin Donghi: “O império brasileiro foi um luxo”. A segunda foi escrita por outro grande historiador, agora brasileiro, Sérgio Buarque de Holanda, no último volume da História Geral da Civilização Brasileira, por ele organizada: “O império dos fazendeiros (…) só começa no Brasil com a queda do Império”. A terceira foram as várias declarações de norte-americanos quando da viagem do imperador aos Estados Unidos exaltando seu republicanismo e seu ianquismo. A essas últimas poderiam ser acrescentadas as de outros estrangeiros, como o presidente da Venezuela Rojas Paúl e o poeta cubano Julian del Casal. O primeiro comentou ao ficar sabendo da queda do Império: “Foi-se a única República da América”; o segundo colocou na boca do imperador a frase “fui seu [do Brasil] primeiro republicano”. Continuar lendo

O Império do Brasil

Nesta data, que deveria ser celebrada, em verso e prosa, por todos os que amam o Brasil, como a mais cívica de nosso calendário (mas  a qual, infelizmente, é apenas mais um “feriadão” para a absoluta maioria dos brasileiros), faço aqui esta homenagem ao glorioso Império do Brasil. Nunca se viveu tamanha democracia como naqueles tempos! Nunca se valorizou tanto a nacionalidade e o sentimento de pátria! E nunca se vivenciou tanto o republicanismo, sobretudo à época do reinado de Pedro II, o maior estadista de nossa história!

Alguns leitores, particularmente os republicanos mais radicais, vão dizer que faço aqui uma apologia cega e infundada ao Império… Que pensem e digam assim! Não vou mudar suas convições, nem o quero. Este texto é dedicado aos monarquistas e simpatizantes da causa monárquica, àqueles que acreditam que pode haver um Brasil diferente, mais digno, democrático, moderno e civilizado!

O 7 de setembro é uma celebração das conquistas do Império e dos grandes homens que construíram este País! Podem até nos querer tirar esse sentimento de brasilidade e gratidão para com os fundadores da pátria e aqueles que garantiram nossa unidade nacional! Não conseguirão, entretanto, pois o 7 de setembro é uma data imperial, assim como  as cores de nossa bandeira e o hino nacional, legados do Império!

De fato, o 7 de setembro é uma data de regozijo para todos os monarquistas! Lembremos de um tempo de força, honra e glória, um tempo de independência e de respeito que tínhamos perante o concerto da nações! Sim, talvez ainda hoje não tenhamos alcançado o prestígio do Império, prestígio este que a república não soube preservar!

Mas não falemos da república! Lembremos,  sim, de nossos dois monarcas: Pedro I, o jovem príncipe português, que com apenas 23 anos ousou reagir à pressão das Cortes de Portugal pela volta aos grilhões coloniais e proclamou a independência do Brasil! Ele, o filho e herdeiro de Dom João VI, de Portugal, bom lembrar, não nasceu brasileiro… entretanto, tornou-se brasileiro por escolha própria e pelo amor que tinha a estas terras (de fato, foi o primeiro brasileiro, pois fundou o Brasil!)… e amou o Brasil mais que a grande maioria dos governantes que o sucederam! Amou tanto este País que deixou para os brasileiros o que tinha de mais precioso: seu filho varão, que superaria o pai como soberano-cidadão!

Lembremos de Pedro II, o mais singular dos monarcas de seu tempo, sábio e virtuoso, o qual por sua grandeza própria alçava o Brasil à condição de grande! Pedro II, o primeiro dos voluntários da pátria e que, como o pai, amou tanto o Brasil a ponto de sacrificar sua dinastia por princípios maiores, pela garantia da ordem, pela preservação da paz e para que sangue brasileiro não fosse derramado! Um governante que, ao ser enviado ao exílio, recusou a pensão oferecida pelos golpistas republicanos, e cujo único valor que fez questão de levar consigo foi um travesseiro “com terra do Brasil”. Foi sobre essa terra do Brasil que Sua Majestade descansou a cabeça pela última vez e para a eternidade!

O 7 de setembro deveria servir para lembrar aos brasileiros  (e, em especial, a seus dirigentes) de nossos dois imperadores, os quais, cada um a sua maneira, servem de exemplo aos governantes desta república combalida, saqueada e humilhada, vítima da corrupção, da gatunagem e da exploração inescrupulosa!

Que as futuras gerações possam conhecer mais sobre o Império do Brasil e seus soberanos! Quem sabe dessa maneira consigamos desenvolver um sentimento de patriotismo, respeito e zelo pela coisa pública, de cidadania e civilidade! Só conhecendo mais sobre nosso passado imperial é que conseguiremos entender a frase do então Presidente da Venezuela, Rojas Paúl, quando foi informado do golpe que pusera fim à monarquia: “Acabou-se a única República da América – o Império do Brasil!”!

Viva o 7 de setembro! Viva Dom Pedro I! Viva Dom Pedro II! Viva o Império do Brasil!

Pela Restauração!

Protecionismo e retrocesso…

Não costumo comentar questões domésticas. Entretanto, esta tem a ver com nossas relações exteriores… Diante da notícia do estabelecimento de barreiras tarifárias para fomentar o crescimento interno me pergunto em que época vivem essas pessoas que conduzem nossa política econômica!

Protecionismo em pleno século XXI! Isso é surreal! Em vez de estimularem a indústria/produção doméstica com incetivos que a tornem mais eficiente e competitiva, os sábios do governo preferem adotar a cartilha anacrônica do protecionismo taxando os produtos que chegam do exterior! Absurdo!

Cada vez mais damos sinal de que avançamos para trás aqui em Pindorama! Enquanto o mundo segue o livre comércio, por estas terras se prefere regular a economia, salvaguardar ineficiência e proteger quem não tem condições de competir internacionalmente. Isso revolta!

Sim, sou liberal. Acredito que o Estado deveria se meter o menos possível na Economia e nas relações privadas… E, se por algum motivo, tivesse o Leviatan que intervir em nosso comércio exterior, que o fizesse incentivando a melhora da produção interna e não impedindo o cidadão de comprar o bem estrangeiro mais barato!

Cada vez mais chego à conclusão que, como disse ontem um grande amigo, somos povo, mas não civilização. Ainda precisamos evoluir uns quinhentos anos para tentarmos alcançar um patamar de civilização! E a coisa só piora, pois estamos retroagindo.

Durante muito tempo ouvi que o Brasil era o país do futuro… Esse futuro, porém, parece demasiadamente nebuloso. E o anacronismo cego de nossos dirigentes junto com a apatia e ignorância da sociedade contribuem muito para que o Brasil seja o país do futuro… do futuro sombrio…

04/09/2012 – 17h40  / Atualizada 04/09/2012 – 19h55

Governo aumenta imposto de importação de cem produtos, incluindo batata e pneu

 Do UOL, em São Paulo

O governo decidiu elevar o imposto de importação de cem produtos para incentivar a produção local. O anúncio foi feito no fim da tarde desta terça-feira (4) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Continuar lendo

Tratados, tratados…

Impressionante como se assevera, com toda convicção e sem qualquer dívida, que “o Paraguai não suspenderá o fornecimento de energia ao Brasil porque o tratado assim o proíbe”. Santa ingenuidade, Batman!

Ok, por mais relevante que seja o Tratado de Itaipu, não seria isso que impediria uma ação mais ousada por parte de Assunção. Afinal, nós aqui não subvertemos os acordos fundamentais do Mercosul para suspender a República Guarani e incorporar o Estado Bolivariano?

As razões que impedem a iniciativa mais drástica por parte do Governo Franco são de ordem econômica e política. Tratados, bem, já houve outros que foram reinterpretados…

09/08/2012 17:46

Corte paraguaio de energia? Não tão cedo

Apesar das intensões de Frederico Franco de suspender a venda de excedente de energia de Itaipu, não dá para “atropelar” tratado com Brasil – não até que ele expire, em 2023 Continuar lendo

Pachouchadas de Política Externa…

Muito bem! Estamos de volta, como prometido! E retornamos com a notícia que tem sido tratada pela imprensa nos últimos dias e que foi discutida hoje na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional de nosso Senado da República: a de que o Paraguai não estaria disposto a continuar “cedendo” energia para o Brasil (e também à Argentina). Fui buscar diretamente na fonte, o pronunciamento feito pelo Presidente Franco e disponível na página do governo paraguaio. Foi realmente isso que disse Sua Excelência.

Claro que a República Guarani teria mais prejuízos que benefícios se resolvesse suspender ou diminuir o fornecimento da energia excedente produzida em Itaipu e Yacyretá a seus dois vizinhos e (ex-)parceiros do Mercosul. Ademais, não se espera que os paraguaios quebrem os acordos internacionais que têm com Brasil e Argentina (ao contrário do que Brasília, Buenos Aires e Montevidéu fizeram com Assunção na patuscada que suspendeu o Paraguai e incorporou a Venezuela ao Mercosul – atual MercoChávez – subvertendo o Tratado de Assunção).

Entretanto, retórica à parte, a conduta paraguaia nada mais é que justificável resposta aos absurdos de nossa política externa para com aquele país. E conduz à reflexão sobre como temos colocado os pés pelas mãos no trato com nossos vizinhos e parceiros pelo globo. Na última década, por motivação ideológica, incompetência de alguns líderes ou plano concertado para tentar impor um modelo anacrônico de relação de poder, o Governo brasileiro tem subvertido princípios tradicionais de Política Externa, como o da não intervenção em assuntos internos de outros Estados e o da defesa da democracia. Isso macula nossa imagem de país conciliador e defensor do Direito Internacional e coloca o Brasil entre os grandes parceiros de ditaduras e como instrumento de orientações externas ideologicamente motivadas.

Difícil, por exemplo, aceitar a maneira como permitimos (para não dizer “propiciamos”) a suspensão do Paraguai do Mercosul (diga-se de passagem, um membro fundador do bloco), para permitir o ingresso irregular da Venezuela, país importantíssimo de nosso continente, mas que se encontra sob um governo que, na melhor das hipóteses, defende tudo que é contrário aos preceitos que fundamentam o bloco criado pelo Tratado de Assunção (tanto no campo econômico quanto na esfera política e de relações externas). É por isso que defendo que a “agremiação” deixe de se chamar Mercosul e ganhe a nova alcunha de Mercochávez, mais adequada à presente realidade.

Bom, o fato é que a incapacidade de conduzirmos nossa política externa de maneira independente e livre de motivações ideológicas tem causado prejuízos dos mais diversos ao País. E, se continuarmos como estamos, mais prejuízos virão. Impressionante o quanto nos apequenamos diante de figuras como o senhor das terras bolivarianas. E isso revela o quanto estamos longe de sermos protagonista das relações internacionais.

Não, não somos potência. Potências atuam de acordo com seus interesses e não como marionetes nas mãos de outrem. Ainda precisamos caminhar muito para sermos Potência…

Paraguay no está dispuesto a seguir cediendo su energía a Brasil y Argentina

Miercoles, 8 de Agosto de 2012

“La decisión del Gobierno es clara: No estamos dispuestos a seguir cediendo nuestra energía. Y fíjense que utilizo bien la palabra “ceder”. Porque lo que estamos haciendo es ceder a Brasil y Argentina, ni siquiera estamos vendiendo”. Continuar lendo

O salário do servidor público e o direito de acesso à informação

Muito bem! Várias pessoas têm-me perguntado o que penso ou como percebo essa questão do direito de acesso à informação e a iniciativa de algumas autoridades públicas de divulgar os salários dos servidores públicos, com a entrada em vigor da Lei nº 12.527/2011. Preparei, então, algumas breves considerações sobre o tema. Quem concordar com essa percepção, por favor divulgue…

COMENTÁRIOS SOBRE A LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO E A DIVULGAÇÃO DOS SALÁRIOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS

Joanisval Gonçalves (*)

Com a entrada em vigor da Lei nº 12.527, de 2011, também conhecida como a nova Lei de Acesso à Informação (LAI), tem sido grande a confusão sobre o que deve ser divulgado pela Administração pública, particularmente no que concerne a salários e ficha funcional dos servidores. A referida divulgação é interpretação errônea da Lei e fere princípios constitucionais basilares, viola o direito fundamental à intimidade, e, ainda, põe em risco a vida e ameaça a segurança dos milhares de servidores públicos e de suas famílias.

A LAI estabelece a obrigação da Administração pública de divulgar informações em seu poder com o objetivo de assegurar o direito fundamental de acesso à informação. Regulamenta-se, portanto, o inciso XXXIII do art. 5º da Constituição Federal, segundo o qual “todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”. Continuar lendo