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Muito boa a cobertura do Estadão sobre os 70 anos do ingresso do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Afinal, neste país sem memória, temos que louvar a iniciativa que recorda momentos importantes de nossa História e os verdadeiros heróis que deram a vida pelo Brasil. Para acessar o site, clique aqui. Recomendo…

O Brasil em Armas – 2.ª Guerra Mundial – 70 anosUm blindado M-8 do Esquadrão de Reconhecimento da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária entra em Montese, na Itália, no começo da ofensiva da primavera lançada pelos aliados em abril de 1945. Em poucos dias, a guerra estaria terminada para a FEBArquivo Histórico do Exército

O Brasil em Armas

Há 70 anos, o Brasil entrou em guerra pela última vez – contra a Alemanha nazista e a Itália fascista. A decisão foi tomada após o torpedeamento de cinco navios brasileiros na costa do Nordeste. Em dois dias, 551 pessoas foram mortas. Desde 1941, sucediam-se ataques de submarinos alemães. Mas daquela vez foi diferente. As agressões ocorreram na costa brasileira e a quantidade de vítimas – a maioria civis indefesos – fez eclodir a revolta popular. As manifestações que se seguiram à agressão nazista faria o governo declarar o estado de beligerância no dia 22 e o de guerra no dia 30.

O Estado consultou arquivos militares, diplomáticos e governamentais em São Paulo, Rio e Brasília para contar essa história. Achou papéis – até então sigilosos – da Missão Militar Brasileira em Berlim, guardados no Itamaraty, e do Conselho de Segurança Nacional, no Arquivo Nacional. Eles mostram por que e por ordem de quem o Brasil foi agredido pelos submersíveis inimigos e como o País, improvisadamente, preparou-se para enfrentar essa ameaça.

A reportagem ouviu e gravou duas dezenas de entrevistas com veteranos. Também procurou historiadores, familiares de antigos combatentes e militares da ativa. Analisou diários de campanha de unidades da Força Expedicionária Brasileira, acervos particulares e da Justiça Militar. A pesquisa conduziu a histórias surpreendentes. Como a dos pracinhas submetidos à corte marcial e condenados à morte – os únicos durante a guerra – após um estupro e um assassinato. Ou a do capitão que passou o conflito atormentado pela ideia de enterrar um amigo tombado em combate e deixado no campo de batalha. Ou ainda a de brasileiros que combateram – e morreram – pela Alemanha.

A equipe produziu infográficos mostrando a evolução da guerra, as armas e os uniformes usados por brasileiros no maior conflito bélico de todos os tempos. Quase mil imagens serviram para reconstruir o período. Espalhadas pelo País, foram achadas principalmente com veteranos e nos acervos de Marinha, Exército e Força Aérea. O Estado reuniu áudios de músicas da época, resgatou detalhes da vida no front e em São Paulo durante o período e descobriu algumas histórias que muitos queriam ver escondidas e outras que nunca deveriam ter sido esquecidas. São textos, vídeos e gravações indispensáveis para se entender essa história: a nossa história. / MARCELO GODOY

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