“Por que invadir a Polônia?” já no YouTube

Informo que nossa live do domingo passado (30/08) já está disponível em nosso canal no YouTube (joanisvalbsb). Para acessá-la, clique aqui.

Conhece nosso canal? É só entrar no YouTube e digitar joanisvalbsb (ou clicar aqui). Muito me ajudará se você acessar o canal, curti-lo e se inscrever nele. E, claro, se divulgar também! Agradeço encarecidamente! Abraço!

Quando foram abertas as portas do Inferno…

Já se passaram 81 anos, mas aqueles acontecimentos de 01.09.1939 ainda despertam o interesse de muita gente…

Não é para menos: nas primeiras horas daquele dia quente de verão, os poloneses viram-se diante de dezenas de milhares de soldados, da maior máquina de guerra da História, penetrando as fronteiras de seu país. Começaria um inferno que duraria muitos anos… Começava a II Guerra Mundial.

Por mais aguerridos que fossem os bravos combatentes poloneses, resistir era impossível. E situação agravou-se 17 dias depois, quando os soviéticos atacaram pelo Leste.

Transcorridos 36 dias, a Polônia capitulava. O país desapareceria, sendo partilhado entre as duas potências totalitárias. Anos de terror adviriam, terror contra os poloneses e contra as minorias que ali viviam há séculos em paz (os judeus, por exemplo, 10% da população).

E quando acabasse a guerra, em 1945, seriam mais quatro décadas de dominação soviética… Para desespero de milhões de seres humanos!

Aqueles acontecimentos influenciaram muito mais que a vida dos poloneses. Aqueles acontecimentos dariam início a grandes mudanças para toda a humanidade. E é por isso que, mesmo depois de 81 anos, não podem ser esquecidos…

Neste 01.09, informo que nossa live, realizada no dia 30.08, já está disponível em nosso canal do YouTube (joanisvalbsb). Vá lá, confira e se inscreva no canal! Agradeço também pela divulgação.

Por que invadir a Polônia?

Próximo domingo, 30/08, às 17h, faremos mais uma live em nosso perfil público do Instagram (@joanisvalgoncalves). O tema será a invasão da Polônia e o início da Segunda Guerra Mundial. Estão todos convidados e agradeço pela divulgação. Até lá!

Canhões de Agosto e a Invasão da Polônia…

Alguns dos meus 16 (dezesseis) leitores ficaram chateados porque perderam nossa primeira live no Instagram, que foi sobre o mês de agosto nas duas guerras mundiais. A boa notícia é que vocês não precisam ficar tristes! Consegui disponibilizar a conversa de domingo passado em nosso canal do youtube, que vocês já conhecem!

Então, para acessar a live sobre os Canhões de Agosto, basta clicar aqui. Por favor, inscreva-se no canal e muito me ajuda se também divulgar!

E como notícia boa não vem sozinha (sou um eterno otimista!), já divulgo aqui que teremos mais uma live, no próximo domingo, 30/08, às 17:00 (estou pensando em adotar esse bat-horário e essa bat-data para as lives, que acham?)! O tema será… “Por que invadir a Polônia? Como começar uma guerra mundial…”.

Então, não fique triste como o pessoal aqui da foto! Vá ao canal, veja a live e se inscreva! Ah! E divulgue, por gentileza! Abraço!

O mês do cachorro louco nas duas Guerras Mundiais

Próximo domingo, às 17:00, pelo meu perfil público no Instagram, farei uma live para conversar um pouco sobre o mês de agosto nas duas guerras mundiais.
A escolha de 23/08 não foi aleatória. Comentarei a esse respeito na live.
Espero os amigos por lá. Curtam o perfil e nosso canal no youtube também!
Vamos ver se funciona esse negócio…

Em tempo: para acessar meu perfil público no Instagram (https://www.instagram.com/joanisvalgoncalves/), você tambem pode clicar na foto desta publicação.

A Voz de Deus

15.08.1945. Nesse dia, milhões de japoneses ouviram, pela primeira vez, a Voz de Deus. Exatamente às 12:00h, horário de Tóquio, começava a transmissão radiofônica do discurso de Hirohito, o 124º Imperador do Japão, anunciando o fim da Guerra no Pacífico. O país aceitava os termos da rendição incondicional que lhes haviam sido apresentados pelos aliados. Estava-se diante de um acontecimento histórico sem precedentes.

800px-Emperor_ShowaImagino como aquilo deve ter marcado os súditos daquele homem, por todos considerado um deus na terra. Hirohito, o Sagrado Imperador, falou. E as palavras do homem-deus anunciavam não só o fim do maior conflito em que seu país já se envolvera, mas também uma mudança radical na maneira como os japoneses percebiam o mundo e a si mesmos. Sim! O Imperador falou. Hirohito era humano! Uma nova era começaria.

Pouca gente tem noção disso, mas a II Guerra Mundial começou para o Japão bem antes de setembro de 1939. Em 1931, os japoneses invadiram a Manchúria, onde criariam um Estado-fantoche governado pelo último imperador da China. Alguns anos depois, em 1937, teria início formalmente a chamada II Guerra Sino-Japonesa, que acabaria se mesclando com o conflito de 1939-1945. 

Assim, territórios seriam conquistados, povos subjugados, milhões de seres humanos escravizados, agredidos e mortos pela máquina de guerra japonesa. Potências tradicionais, como Grã-Bretanha e França, seriam humilhadas no Extremo Oriente pelos eficientes japoneses. Em pouco tempo, a expansão na Ásia e no Pacífico, essencial para os interesses econômicos e militares nipônicos, transformaria uma parcela significativa da região em dos territórios sob a égide do Império do Sol. O Japão parecia invencível, e sua aliança com a poderosa Alemanha acabaria levando os dois países a dividirem o mundo entre si.

Entretanto, o 7 de dezembro de 1941 mudaria tudo. Na manhã daquele dia, a frota norte-americana em Pearl Harbor, no Havaí, sofreria um ataque surpresa, resultando em mais de 2.000 mortos. E, assim, o Japão provocara um colosso até então adormecido, e cujas capacidades eram subestimadas pela maioria absoluta do senhores da guerra japoneses. E despertar os EUA, fazendo com que a ira daquela imensa nação se voltasse contra si, foi um erro estratégico que levaria o Japão à humilhante derrota, em agosto de 1945. Nesse ínterim, conflitos intensos, a Marinha japonesa destruída, territórios perdidos, grandes áreas devastadas, fome e miséria, milhões de mortos, cidades arrasadas, entre as quais Tóquio (com bombas de fósforo) e Hiroshima e Nagasaki (nos dois únicos ataques nucleares da História). Quatro anos apocalípticos.

Sim, a derrota, inconcebível aos militares e políticos japoneses alguns anos antes, chegara. E o preço que o Japão teria que pagar seria alto. Muitos acreditavam que isso incluiria (no melhor dos cenários) a deposição do Imperador, e o fim daquela monarquia milenar. Outros tantos, e eram realmente milhões, esperavam a ordem do soberano, a voz de Deus, para cometer suicídio coletivo e, assim, pôr fim à vergonha da derrota – o que também seria um duríssimo golpe nas forças de ocupação norte-americanas. Bastava a ordem do Imperador… Bastava que Deus dissesse o que deveria ser feito.

E Deus falou! E sua voz foi ouvida. Mas as palavras proferidas não foram de morte e destruição. Em seu primeiro pronunciamento à nação, Hirohito conclamou os cem milhões japoneses, seus fiéis súditos, a resignarem-se com a derrota, a aceitarem a ocupação e as novas regras que dela adviriam, a não morrer pela pátria, mas, ao contrário, a viver para a reconstrução de seu país, a recuperar o que fora perdido, e a garantir às novas gerações uma nova era de paz e prosperidade. Hirohito mostrou a seus súditos humildade, dignidade e resiliência. E lhes deu esperança.

Com a voz de Deus, acabava a guerra. A capitulação formal só seria assinada depois, em 2 de setembro de 1945, em uma humilhante cerimônia a bordo do navio de guerra norte-americano USS Missouri. Seguir-se-iam anos de trabalho intenso e obstinado para a reconstrução do Japão – e os disciplinados japoneses teriam êxito, transformando seu país, em algumas décadas, na segunda economia do globo.

Ao contrário dos outros líderes do Eixo, o Imperador do Japão foi (sabiamente) preservado. Hirohito continuou no trono até sua morte, em 1989. Viveria para ver o advento de um novo Japão, moderno, próspero e pacífico, um Japão que seria, para todo o globo, exemplo de resiliência e de progresso, de tecnologia e desenvolvimento, de equilíbrio e ordem.

No fim de sua vida, o Imperador que nascera deus, terminava como homem. Entretanto, aquele homem, cuja estatura de 1,65m contrastava com o 1,83 do General Douglas MacArthur, mostrara-se um gigante, um colosso que teve a coragem e a força para (re)criar uma nação de gigantes.

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Fotos e Guerra

Terça-feira, dia do livro.

Aqueles que me conhecem sabem que entre minhas grandes paixões estão a leitura, a fotografia e a polemologia. Afinal, por meio dos livros, das fotos e das guerras, o ser humano consegue expressar o que há de mais profundo em sua natureza, o que o aproxima da beleza da divindade, mas também da escuridão de sua sordidez de ser imperfeito. De toda maneira, tudo é aprendizado.

Voltando a livros, fotos e guerras, hoje destaco uma obra que me é muito cara, pois retrata a vida daqueles que combateram na Grande Guerra (como é também chamada a I Guerra Mundial). São imagens de dor, tristeza, bravura, indignação, medo, angústia, fé, esperança, obstinação, fraternidade, alegria, alívio, conforto, raiva, introspecção, tudo isso junto e misturado. São sensações e sentimentos que preencheram os corações de milhões de homens que, há pouco mais de cem anos, estiveram envolvidos em um conflito sobre o qual, no final das contas, pouco sabiam, e nada entendiam.

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Acho realmente fascinante como a história dessas pessoas foi eternizada por meio da fotografia. Perguntas que sempre me vêm à mente quando vejo uma foto dessas: Quem terá sido essa pessoa? Como era na vida civil? Tinha família? O que achava daquilo tudo? Será que conseguiu sobreviver à Guerra?

Especificamente sobre a cena retratada na foto, fico a imaginar o contexto em que se deu, em uma época em que a fotografia ainda engatinhava, em que “selfie” era algo inconcebível e que cada clique era um precioso registro de arte e de história! Naqueles idos do começo do século passado, já fascinava a invenção do francês Joseph Nicéphore Niépce, que ocorrera então há menos de cem anos, tanto quanto ainda fascina bilhões de pessoas pelo globo! Sim, porque, seja uma clássica imagem do homem comum ou dos reis e imperadores do século XIX, seja uma “selfie” dos dias de hoje (muitas vezes tirada em lugar inusitado como um banheiro, sem qualquer pendor estético e com gosto indiscutivelmente duvidoso), a verdade é que a fotografia toca a alma do ser humano, e o faz se sentir um pouco divino, ao registrar aquele momento e congelar o tempo para todo o sempre!

 “The Faces of World War I”, de Max Arthur. Fica a recomendação do dia.

 

Guerra… E depois da Guerra

Voltando a nossas indicações de livros, hoje trato de uma importante referência sobre os turbulentos anos de 1939 a 1945: “Europa na Guerra: 1939-1945, uma vitória nada simples”, de Norman Davies, um dos maiores historiadores britânicos (e olha que o Reino Unido tem uma tradição de excelentes historiadores!).

O que me impressionou na obra é a forma como Davies relata a Guerra, não descrevendo grandes batalhas ou outros importantes acontecimentos, mas tratando daqueles anos terríveis sob uma perspectiva humana. É um olhar do conflito através dos sentimentos de quem o viveu intensamente. Nada mais rico no conflito humano do que a forma como as pessoas o percebem e as decisões por elas tomadas diante das maiores adversidades!

Destaque para as considerações feitas pelo autor sobre a Polônia (Davies é britânico-polonês). Logo no ínico, ele relata a frustração dos soldados poloneses, que lutavam com o V Exército norte-americano (o mesmo ao qual estavam vinculados nossos pracinhas) na Itália, ao perceberem que a guerra havia acabado e que seu país permanecia ocupado (não mais por tropas alemãs, mas pelo temível Exército Vermelho). Afinal, como é que a Grã-Bretanha havia abandonado a Polônia para o deleite de Stálin? Não foram os britânicos que começaram uma guerra com o III Reich exatamente para garantir a integridade polonesa? E agora?

A narrativa sempre me faz lembrar das palavras do meu guia judeu-polonês quando visitei Auschwitz. Conversamos muito, e em um determinado momento ele desabafou: “não sei o que foi pior para nós (poloneses), os soviéticos que nos invadiram duas vezes durante a Segunda Guerra Mundial, ou os ingleses que nos abandonaram no final do conflito…” 

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O começo do fim…

Foi em um dia 28/07, no ano de 1914, que o Império Austro-Húngaro declarou guerra à Sérvia (que se recusara a entregar a Viena o terrorista que havia assassinado o herdeiro do Trono daquele país e sua esposa).

Como dominós caindo em sequência, as potências europeias procederam à mobilização de seus exércitos nos dias subsequentes. Logo seriam ouvidos os canhões de agosto, e o mundo entraria em quatro anos de dor, destruição e morte.

E aqueles que haviam entrado na guerra em 1914 e conseguissem dela sair em 1918, teriam diante de si um novo mundo. Daquele que acabava nesta data, há exatos 106 anos, muito pouco restara…

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Max Wolf

12 de abril também é uma data a ser lembrada pelos brasileiros. Há exatos 75 anos, nesta data, no Teatro de Operações da Itália, tombava, aos 33 anos de idade, o Sargento Max Wolf Filho.
Nascido em Rio Negro (PR), de família alemã, Wolf foi voluntário para atravessar o Atlântico e ir combater pela liberdade contra o Eixo. Poderia ter ficado no Brasil com sua família, mas tinha um dever a cumprir.

Entre os pracinhas, o Sargento era reconhecido pela camaradagem e pela bravura, e sua liderança evidenciou-se diversas vezes.
Quis o destino que fosse metralhado pelo inimigo enquanto conduzia uma arriscada patrulha. A Guerra acabaria menos de um mês depois, em 8 de maio.
Wolf deixou um legado de heroísmo e coragem e registrou seu nome na história. Seus restos mortais repousam no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, na cidade do Rio de Janeiro.
Importante que conheçamos nossos verdadeiros heróis.

Por mais terras que eu percorra
Não permita D’us que eu morra
Sem que volte para lá!

#maxwolf
#sargento
#FEB
#pracinhas
#IIGuerra

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A Terra é Azul!

12 de abril de 1961. Primeiro homem no espaço. A façanha foi alcançada pelos soviéticos, que colocaram em órbita o cosmonauta Yuri Gagarin.
Gagarin parecia ser um sujeito simples e de bom coração. Sua simpatia era contagiante. É dele a frase de que “a Terra é azul”. Infelizmente, morreria em 1968, aos 34 anos, de um acidente de avião (torna-se piloto de testes de aeronaves militares).
Desde 1962, essa data é o “Dia do Cosmonauta” na Rússia.
Muito bacana o termo “cosmonauta” – prefiro a astronauta.
E seguia a Guerra Fria…
#Gagarin
#cosmonauta
#homemnoespaço

O que estou a ler no momento

Aprendendo a usar um software de edição de vídeo… Então por favor não se chateie com o meu vídeo tosco! De toda maneira, publiquei esses dias no meu canal do YouTube (www.YouTube.com/joanisvalbsb) alguns comentários sobre o que estou lendo no momento. É que nas redes sociais as pessoas têm-me perguntado sobre isso!

Vá lá ao canal (pode ir clicando aqui), curta os vídeos, e se inscreva nele para receber as atualizações! Ah! Se quiser divulgar, agradeço! Abraço!

 

27. Fomos tão jovens! (24/11/2014)

Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
Mateus 6: 26

Aos 20 anos, concluí a graduação em Relações Internacionais. Formei-me em julho de 1995, seis meses antes de minha turma. Consegui a proeza de cumprir 188 créditos em três anos e meio, 24 a mais do que os exigidos para o curso à época (164 créditos).

Éramos doze formandos dos cursos de Relações Internacionais e Ciência Política, dos quais dez mulheres (viva!). Apesar de não ser minha turma original, os formandos eram todos colegas e alguns bons amigos – o currículo dos cursos da Universidade de Brasília nos permitia um trânsito em vários semestres, de modo que era usual fazermos disciplinas com colegas de semestres anteriores e posteriores aos nossos.

Um fato marcante da formatura é que fui escolhido para orador da turma. Preparei um discurso para ser lembrado, buscando referência a nossa formação, à importância das Relações Internacionais e da Ciência Política, aos valores que nos foram ensinados, aos amigos que fizemos. Busquei sair do lugar comum dos discursos de formatura. E deu certo! O discurso foi marcante, muita gente chorando, emoções afloradas. Foi minha primeira e feliz experiência falando para mais de uma centena de pessoas! Cerca de quinze anos depois, recuperaria muito do que disse a meus colegas formandos em um discurso aos bacharéis da primeira turma em Relações Internacionais que me honrou com o convite para padrinho. As mesmas palavras tiveram impacto semelhante. Afinal, como certa vez me ensinou um Mestre rosacruz, “o que passa não é”.

Encerrava minha primeira graduação com muitos sonhos e poucas perspectivas. Apesar do excelente histórico acadêmico, dos programas de iniciação científica, e da disposição para trabalhar, naquela primeira metade da última década do século XX a procura por profissionais de Relações Internacionais no Brasil era praticamente inexistente. Poucos conheciam a graduação e as competências do profissional de Rel (como nós da UNB conhecíamos o curso), e eram raríssimas as ofertas de trabalho, tanto no setor público quanto na iniciativa privada, para um “bacharel em Relações Internacionais”. A maior parte de nós acabaria não trabalhando na área…

Formatura de Rel

Quanto a mim, esperava fazer uma grande viagem após o curso. Meus pais haviam-me convencido a não trabalhar durante a graduação e fazer o curso intensamente para concluir logo. Foi-me feita uma promessa de que seria por eles agraciado com essa sonhada viagem, por meio da qual poderia adquirir alguma experiência no exterior. Naturalmente, a viagem ficou só na promessa – não culpo meus pais, eles não tinham recurso para me ajudar com aquilo; fui ingênuo e bobo acreditando naquele sonho que, de fato, não se poderia concretizar dadas as minhas condições econômico-financeiras… mais uma lição dolorosamente aprendida! Que bom! Afinal, o que não mata, fortalece. E minha vontade de atuar no plano internacional só aumentaria.

Os meses que se seguiram à formatura não foram fáceis. Estava agora com um diploma de um curso superior muito exclusivo e de uma das mais renomadas universidades do País. Adiantou-me pouco. Entrava para as estatísticas do desemprego. Como ainda vivia com meus pais, não tinha muitas contas a pagar, e busquei diferentes maneiras de ganhar dinheiro: dava aulas particulares de francês, fui auxiliar de pesquisa do Professor Amado Cervo (uma sumidade na nossa área), com quem aprendi muito, fazia algumas traduções, e trabalhei como representante comercial de software de contabilidade – época divertida, quando rodei o Distrito Federal tentando vender software para todos os escritórios de contabilidade da região (gastei quase toda a sola de meu único par de sapatos)! Consegui algum êxito, o que me ajudava a pagar minha segunda graduação em Direito, no Ceub (hoje, Uniceub). Também busquei prestar alguns concursos públicos, experiência que contarei em outra oportunidade destas crônicas dos meus 40 anos.

Ao final do ano de 1995, resolvi tentar o Mestrado em Relações Internacionais da UnB. Pretendia continuar a carreira acadêmica, já tinha experiência em pesquisa científica (fora bolsista em um programa do Departamento de Economia, sob orientação de Flávio Rabelo Versiani, expoente na História Econômica do Brasil, trabalhara com Amado Cervo, e fui o terceiro aluno da história do curso de Relações Internacionais a fazer uma monografia de final de curso – que, à época, era optativa). Ademais, inscrevia-me para uma pós-graduação na instituição onde havia cursado a graduação e concluído com louvor o curso no próprio Departamento de Relações Internacionais. Continuaria estudando em minha Alma Mater!

Meu projeto de pesquisa para o Mestrado, lembro bem, era sobre “possibilidades de conflito no Oriente Médio e na Ásia Central no início do século XXI, e o risco do acirramento da presença estadunidense na região”. A temática, portanto, envolvia a essência das Relações Internacionais (a guerra e a paz). Fiz as provas, sendo nelas aprovado. Faltava apenas a entrevista em que discutiriam meu projeto. Grandes expectativas. E mais uma frustração adviria…

Na entrevista, os membros da banca me questionaram sobre o projeto. Era 1995, e os temas comuns de pesquisa eram meio ambiente, direitos humanos, a recém-criada Organização Mundial do Comércio e o liberalismo nas relações internacionais, Mercosul e integração regional. Guerra, Geopolítica (assunto proscrito à época) e Segurança Internacional estavam fora de cogitação aqui no Brasil. E ouvi de um dos membros da banca que “seria inconcebível uma hipótese de conflito no Oriente Médio e na Ásia Central no início do século XXI, ainda mais com uma intervenção armada dos Estados Unidos!” (isso mesmo que vocês leram… nunca me esqueci daquelas palavras). Recordo que o professor Argemiro Procópio argumentou com veemência em meu favor – nunca fora aluno dele, mas acho que percebeu que eu tinha potencial. A banca, ao contrário, não achava minha pesquisa pertinente… Afinal, como alguém poderia imaginar uma situação como aquela no século XXI, que estava por chegar em um ambiente internacional globalizado e de pós-Guerra Fria? Resumo da ópera: não fui aceito no Programa.

Confesso que fiquei muito frustrado à época. A impressão que tinha era de que todo o esforço na graduação, com excelentes notas ao longo do curso, com atividades extracurriculares e muito estudo, de nada me adiantaram. Relações Internacionais não me serviria para nada mesmo, acreditava eu! Nunca havia comentado sobre isso com alguém, mas me senti mal com o episódio…

Não obstante, o Sol sempre nasce no dia seguinte… Continuaria tocando a vida… E aprenderia com o episódio, simples assim! Nós rosacruzes sabemos que nada acontece por acaso, e o que era meu já me estava reservado. Em 1997, acabaria sendo aceito no Mestrado em História da UnB, linha de pesquisa de História das Relações Internacionais… Minha dissertação seria sobre o Tribunal de Nuremberg, tema absolutamente inédito na academia brasileira. Concluiria o mestrado com louvor, aqui assinalando minha gratidão à mui querida orientadora, Professora Albene Menezes (germanófila e historiadora de tremenda competência, uma orientadora e interlocutora sensacional, e uma grande amiga!), ao Professor Antônio Augusto Cançado Trindade (à época magistrado da Corte Interamericana de Direitos Humanos e hoje o juiz brasileiro na Corte Internacional de Justiça), que acabou se tornando uma espécie de coorientador e fundamental para a qualidade de nossa pesquisa, e aos estimados professores Rossini Corrêa e Amado Cervo, presentes ao longo do Mestrado e na banca final. Foi um trabalho muito interessante e daria origem a meu primeiro livro, “Tribunal de Nuremberg, 1945-1946: a Gênese de uma Nova Ordem no Direito Internacional” (Rio de Janeiro: Editora Renovar, 1ª edição, 2001, 2ª edição, 2004), com prefácio de Cançado Trindade, e primeira obra escrita por um lusófono sobre o maior julgamento da história. O livro renderia bons frutos e me faria conhecido nesse campo do Direito Internacional dos Conflitos Armados. Enfim, há males que vêm para o bem…

Depois do Mestrado, continuaria a vida acadêmica com quatro especializações (em Inteligência de Estado, em Direito Militar, em História Militar, e em Integração Econômica e Direito Internacional Fiscal), e o Doutorado (este sim no Departamento de Relações Internacionais, quando fui aprovado em primeiro lugar no concurso de admissão… outros tempos!). E o menino que alcançara a maioridade civil antecipadamente (o Código Civil da época estabelecia a possibilidade em razão de conclusão de curso superior), concluiria um Doutorado, o primeiro da família (pelo lado de papai e pelo de mamãe) a fazê-lo! O tema do Doutorado? Atividade de Inteligência – nunca deixaria o campo da Segurança Nacional e da Defesa… Em tempo: minha gratidão ao meu orientador, que se tornou um bom amigo, Professor Eduardo Viola, aos professores George Felipe de Lima Dantas e Eiti Sato, e aos queridos amigos Paulo Roberto de Almeida e Carmen Lícia Palazzo – todos de extrema importância naquele processo de amadurecimento como pesquisador.

Essas histórias da graduação e pós-graduação que compartilho com os amigos, faltando 14 dias para o meu aniversário de 40 anos, têm por objetivo, além de registrar minhas impressões pessoais sobre as primeiras décadas de vida (estou gostando disso!), ilustrar como a vida muitas vezes nos coloca em situações difíceis e frustrantes, mas que são fundamentais para que cresçamos, em um processo evolutivo que não permite retrocesso. O segredo, ao menos assim tenho aprendido, é nunca desanimar, perseverar nos objetivos, e seguir adiante, consciente de que, se não deu certo, é porque não era para ser…

Importante, ainda, buscar no Mestre Interior inspiração para fazer as escolhas adequadas, e no D’us do coração, no D’us da compreensão de cada um, a força e a confiança para continuar a jornada, com a certeza de que Ele não nos desampara! – ensinamentos rosacruzes que têm que ser vividos! Como disse o Mestre Jesus, “buscai primeiro o reino de D’us e a sua justiça… e tudo mais vos será acrescentado”. Acredito nisso.

Hoje compartilho as fotos de minha primeira formatura, em julho de 1995. Há uma com os que se formaram comigo. Mas fiz questão de colocar também duas fotografias da festa de formatura de minha turma de ingresso na faculdade (minha turma de fato), realizada seis meses depois – em uma delas é possível ver os três valetes juntos!

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A história dos vencidos

Como ontem foi a celebração dos 101 do Armistício de 1918, e hoje é nosso dia do livro aqui em Frumentarius, indico uma obra excelente que li faz pouco: The Vanquished, de Robert Gerwarth (New York: FSG Books, 2016). Muito bem escrito e com uma profusão de histórias, o livro narra como ficou a Europa (e sua gente) no imediato pós-guerra. A pergunta central do autor é: “Que razões fizeram com que a I Guerra Mundial continuasse mesmo após seu término oficial?”

Pouca gente se dá conta disso, mas as guerras continuam mesmo depois do fim oficial das hostilidades. No que concerne à Grande Guerra, mais alguns milhões de seres humanos morreram ou tiveram sua vida destruída após o 11/11/1918. Vale lembrar que a Guerra continuou na Europa Oriental e no Oriente Próximo, com conflitos localizados e guerras civis, das quais a principal referência foi a Guerra Civil Russa. O massacre continuou, portanto, pela década de 1920 adentro. 

Tenho-me interessado pela história do imediato pós-guerra, seja no final da Grande Guerra, seja no período que imediatamente se seguiu ao 8 de maio de 1945. Recomendo muito o livro. 

Vanquished

Nunca serão esquecidos!

A noite de 11/11 já chegou, mas ainda há tempo de registrar aqui a importância desta data. Afinal, foi às 11:00 do dia 11 de novembro (11/11) de 1918 que entrou em vigor o armistício que pôs termo à I Guerra Mundial. Após quatro anos de conflito, a Grande Guerra já havia ceifado mais de 10 milhões de vidas, com toda uma geração sacrificada nas trincheiras da Europa, nas florestas da África, nos mares do globo.

Como já o sabem meus leitores, meu interesse pelo fenômeno da guerra é significativo, remontando a mais tenra infância. E, dentre todos os grandes conflitos humanos, a I Guerra Mundial é, indiscutivelmente, um dos mais marcantes, seja pelo romantismo que a caracterizou, pelos efeitos que causou (que nos influenciam até nossos dias), seja pela memória daqueles que lutaram e morreram no maior conflito que até então a humanidade conhecera.

Não tenho qualquer expectativa de fazer entender meus sentimentos com relação àquele conflito tão distante no tempo e no espaço. Afinal, são meus sentimentos, moldados não sei onde nem de que maneira. O que posso dizer é que hoje minhas preces serão para aquela geração que viveu a Grande Guerra. Meu respeito é por aqueles jovens que saíram de suas casas para combater pela pátria, mesmo sem saber direito contra quem e por quais razões matar ou morrer. Minha deferência para com tudo que significou aquele conflito, o qual para sempre mudou a História da humanidade.

E aquela gente sempre será lembrada! E seus feitos e suas histórias ainda ecoarão por muitas gerações! Que essa memória permaneça viva em nossas mentes e em nossos corações!

Remembrance-Sunday

Para quem tiver interesse em mais posts sobre a Grande Guerra ou sobre o Armistício de 11/11/1918, é só procurar aqui nas categorias Guerra e I Guerra Mundial. Pode procurar, ainda, digitando palavras como “Armistício”, “Flandres” e “Grande Guerra”.

Explosões Nucleares

Como a semana começou com minhas preocupações infantis com o fim do mundo por meio de uma hecatombe nuclear, resolvi publicar aqui a referência a um site muito interessante, que simula explosões nucleares em qualquer parte do globo! (Isso mesmo que você leu!)

O site funciona assim: você digita o nome do local que queira mandar pelos ares e define a potência do explosivo – há opções pré-configuradas, como as de Fat Man e Little Boy, as duas bombas lançadas sobre o Japão na Segunda Guerra Mundial, e também da Tsar, a mais poderosa bomba nuclear já criada.

Perimetro de explosao nuclear simulada

Além das configurações básicas para a detonação, é possível simular a expansão radioativa baseada na direção do vento, número de fatalidades e muito mais. E quando estiver conforme você escolheu, basta clicar no botão vermelho e ver os impactos de uma explosão atômica. Eu testei com algumas cidades brasileiras…

Para acessar o site, clique aqui. Mas não se empolgue, por favor!

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O Dia Seguinte

Saudações, meus caros 16 (dezesseis) leitores! Sei que estavam com saudade (eu também estava), mas as últimas duas semanas foram muito agitadas e não consegui publicar nada. Espero que voltemos a nossa programação normal.

Comecemos a semana falando de algo que marcou muitos de minha geração: a possibilidade de uma hecatombe nuclear que poria fim à humanidade! Sim, aqueles que nascemos nos anos setenta ainda viveram a infância com a real ameaça de serem pulverizados em meio a uma guerra da era do átomo!

Os tempos eram complexos. O mundo era dividido entre as duas superpotências, os Estados Unidos e a União Soviética, que dispunham de arsenais com capacidade de destruir o planeta dezenas de vezes… A chamada Guerra Fria poderia esquentar e não sobraria ninguém para contar a história… Eu tinha medo disso quando era moleque.

Aí você deve estar pensando “Como é que um abestado desses, morando no Brasil, poderia pensar em morrer em meio a um conflito nuclear? Tem que ser muito pateta mesmo!”… Por óbvio, praticamente ninguém aqui em Pindorama se preocupava com isso – até porque as pessoas tinham outras coisas para fazer na vida atribulada do Brasil dos anos oitenta…

Mas eu me preocupava! Fazer o quê? E às vezes me pegava deitado na grama, olhando o belo céu azul do Planalto Central e imaginando mísseis intercontinentais cruzando o firmamento e anunciando o fim da minha existência – ok, dificilmente mísseis intercontinentais passariam por aqui, mas eu não sabia disso. Tinha  total consciência de que, mesmo o conflito entre as superpotências e seus mísseis com ogivas destruitoras acontecendo no distante Hemisfério Norte, o holocausto nuclear alcançaria a todos nós aqui ao sul do Equador! Afinal, viriam a radiação e o inverno nuclear! – sim, eu, um garoto de dez, doze anos, me preocupava com essas coisas!

Felizmente, o pior não aconteceu. As superpotências nunca entraram em confronto direto. Os mísseis nunca foram disparados. A Destruição Mútua Assegurada (MAD) garantiu que nem Washington nem Moscou se aventurassem em uma empreitada suicida…

Os anos noventa vieram… O Muro caiu. A União Soviética colapsou. O Ocidente venceu! A www chegou… E eu sobrevivi! (Eu e os outros 7 bilhões de seres humanos que, escapando do apocalipse nuclear, tivemos a oportunidade de continuar destruindo o planeta de maneira mais lenta…)

As lembranças daqueles tempos sombrios ficaram, entretanto, guardadas n’algumas daquelas caixinhas empoeiradas em um canto esquecido da memória. Quando em vez elas aparecem, só para dizer que ainda existem! Nesse sentido, recomendo à geração que não viveu aqueles anos do final da Guerra Fria, que veja o filme “O Dia Seguinte”, clássico sobre o holocausto nuclear que deixou muita gente (eu inclusive) assustada naquela época e esperando a hora final, quando só seríamos poeira e cinzas… As baratas, claro, sobreviveriam!

Segue o link para o filme (esse negócio de internet e youtube é fantástico!):

E se você quiser entrar mesmo no clima dos anos oitenta, taí a versão dublada:

Aproveite! (Antes que o mundo acabe!)

184 Anos da Farroupilha

No dia 20 de setembro os gaúchos comemoram a Revolução Farroupilha. A data refere-se ao início do levante, em 1835, no contexto de um conflito que duraria dez anos. E foi provavelmente o mais importante dos movimentos separatistas do período da Regência, tanto pela duração quanto pelas dimensões do confronto e pelas perdas de ambos os lados. Regência, diga-se de passagem, que já trazia uma prévia de quão nefasta seria a experiência republicana…

Não sou gaúcho, mas admiro a garra daquela gente. E acho interessantíssimo como um acontecimento de quase duzentos anos passados é ainda lembrado e vivamente está presente na memória de todo um povo. Fascinante como celebram um levante que, felizmente, acabou com a derrota dos insurretos. Dificilmente nós que não somos daquelas terras austrais entenderemos o orgulho da “gauchidade” – nem sei se essa palavra existe. Entretanto, os homens e as mulheres do Rio Grande merecem minha reverência e meu aplauso pelo fervor da luta pela causa, pela dignidade na derrota e pela grandeza de permanecerem no glorioso Império do Brasil, mostrando-se diversas vezes entre os mais brasileiros dos brasileiros!

Com os gaúchos permanecendo no Brasil, todos ganhamos muito! De Bento Gonçalves a Eduardo Villas Boas, passando por Érico Veríssimo, Oswaldo Aranha, Lupicínio Rodrigues, Lya Luft e Rubem Berta, a lista de gaúchos entre grandes brasileiros é infinita! Quantas contribuições aquela gente lá do Sul não trouxe a nossa cultura, nossa sociedade, nossa Defesa, nossa indústria, nossa agricultura, nossa unidade e nossa nacionalidade?  A brasilidade não seria a mesma sem a componente gaúcha. Seríamos muito, muito menores sem o Rio Grande.

Concluo dizendo “que bom que o Rio Grande continuou brasileiro!”. Que bom que o Império venceu! Que bom que nosso País continuou unido! Que bom que somos todos um só povo!

Parabéns, gaúchos, homens e mulheres do Rio Grande, pelo seu dia!

Batismo de Fogo: 75 anos

Foi em um dia 16/09. O ano, 1944. O lugar, Península Itálica, onde a maioria daqueles que ali estavam sob o signo da Cobra Fumando dificilmente imaginariam onde e como seria alguns meses antes. Tinha início a parte quente da epopeia de bravos guerreiros que vinham “das selvas, dos cafezais, da boa terra do coco”…

Sim! A FEB estava na Itália! Vargas decidira-se por enviar a 1a Divisão de Infantaria Expedicionária (DIE) para fazer parte do V Exército dos Estados Unidos no território italiano. Do outro lado, separados pela “Linha Gótica” (que ia do mar Adriático, no leste, ao mar Tirreno, no oeste),  os (temíveis) alemães, inclusive as Waffen SS, força combatente de elite, que um pracinha uma vez me disse que eram por eles apelidadas de “diarreia” (“pois”, contou-me, “toda vez que a gente via aqueles capacetes da SS, passava por aquela crise intestinal…”).

E naquele 16 de setembro, o 6o Regimento de Infantaria efetuou seu primeiro disparo, inciando uma campanha de duzentos e trinta e nove dias ininterruptos de combate. Nossos pracinhas lutaram bravamente, e das 44 divisões dos Estados Unidos que combateram na Europa e no Norte da África entre novembro de 1942 e maio 1945, apenas doze combateram ininterruptamente por mais dias que a divisão brasileira.

“Nossa vitória final” deixaria um saldo de quatrocentos e cinquenta e quatro mortos, dois mil e sessenta e quatro feridos, e trinta e cinco brasileiros aprisionados. As marcas daqueles heróis que cruzaram o Atlântico ficariam até hoje no solo da Itália e, sobretudo, no coração de milhares de italianos, que aprenderam a respeitar e a admirar aquela gente diferente, mas tão semelhante. A cobra fumou e provamos que não deixávamos nada a desejar diante dos mais valorosos exércitos que lutaram na Segunda Guerra Mundial.

Neste aniversário de 75 anos do batismo de fogo da FEB, nossa homenagem àqueles homens e mulheres que viveram, lutaram e deram o que tinham de mais importante para “a glória do meu Brasil”.

Viva a Força Expedicionária Brasileira! Viva nossos pracinhas!

Segue um filme imperdível sobre o batismo de fogo do 11RI, que sofreu seu batismo de fogo em dezembro de 1944. Vale muito a pena!