Caríssimos, É com grande satisfação que informo que já está disponível em e-book nosso novo livro sobre Inteligência:
“Inteligência – Fundamentos, Doutrina e Prática: A Atuação dos Serviços Secretos em Tempos Complexos, Instáveis e Desafiadores“, São Paulo: LVM, 2026.
Trata-se de uma obra sobre doutrina de inteligência. Nela apresento (e discuto) conceitos, classificação, princípios, fontes, entre outros temas. Alguns capítulos são destinados às destinados às categorias de inteligência, e discorro sobre Inteligência de Estado, Inteligência Militar, Inteligência Policial, Inteligência de Segurança Pública, etc. Atenção especial é dada a elementos doutrinários gerais e específicos, com fontes que vão das recentes doutrinas setoriais e da Doutrina da Atividade de Inteligência da Abin até antigos manuais e outros documentos de informações das décadas de 1970 e 1980. Também busquei autores clássicos como Sherman Kent e Washington Platt e os reuni com aqueles de produção mais recente, do Brasil e do exterior. O livro é útil tanto para profissionais de inteligência, pesquisadores e estudantes do assunto, quanto para curiosos que busquem entender um pouco sobre o “ofício dos espiões”. Tenho certeza de que apreciarão a leitura!
Em tempo: Não há perspectiva de publicação de uma sétima edição de Atividade de Inteligência e Legislação Correlata, de modo que este novo livro se aprofunda nas questões doutrinárias daquele.
Conferência: “O Crepúsculo dos Deuses: As Muitas Vidas em Nuremberg” Com o Prof. Joanisval Gonçalves Quando? Segunda-feira, 30/03, às 19h. Onde? Biblioteca Nacional (Brasília) Haverá transmissão pelo Zoom.
Na próxima segunda, 30/03, às 19:00, na Biblioteca Nacional de Brasília, vamos conversar sobre os homens e mulheres que marcaram o Julgamento de Nuremberg. A conferência ocorre no âmbito da exposição “1 Julgamento, 4 Línguas”, sobre os intérpretes que trabalharam no Julgamento dos Grandes Criminosos de Guerra. Além dos impactos jurídicos e históricos, com efeitos que alcançam nossos dias, Nuremberg foi marcante em razão das vidas interessantíssimas reunidas naqueles onze meses, na cidade bávara em ruínas, para processar e julgar os líderes da Alemanha Nazista derrotada.
Nosso novo livro, “Nuremberg, 1945: O Crepúsculo dos Deuses”, publicado pelo Clube Ludovico, da Editora LVM, trata do maior julgamento da era contemporânea também sob a perspectiva das pessoas que ali se encontravam. Vamos conversar sobre essas pessoas fascinantes! Aguardo vocês! Joanisval
Em tempo: a exposição é promovida pela Associação Profissional de Intérpretes de Conferência (APIC) e pela Associação Internacional de Intérpretes de Conferência (AIIC).
Enquanto em Pindorama pululam os especialistas em Venezuela, Política Externa Americana, Direito Internacional e até em Geopolítica (diga-se de passagem, muitos, muitos mesmo, são os outrora “experts” em Covid, conflito Rússia-Ucrânia, Rússia, terrorismo, Oriente Médio, Israel e em Segurança Pública, que agora descobriram um novo assunto para se assenhorarem), chamo atenção para o que tem acontecido no Irã desde o final de 2025… Tudo leva a crer que há reais possibilidades de queda do governo dos aiatolás, a ser substituído por um regime mais democrático e pró-ocidental. Não descartaria a possibilidade da restauração da monarquia com a volta do Xá ao país. Se acontecer, estaremos diante de um daqueles grandes acontecimentos que marcam a história de um século… Não sou especialista em Irã, então só observo… e oro pelo povo persa…
Para começar 2026, teremos uma live na segunda-feira, 05/01, às 20h, em meu canal no YouTube (@joanisvalbsb), cujo tema será “três livros sobre Nuremberg”. Será uma conversa sobre obras que considero fundamentais para entender o Julgamento dos grandes criminosos de guerra perante o Tribunal Militar Internacional constituído pelas grandes potências vencedoras da II Guerra Mundial. Aguardo vocês! Até lá!
Segue o vídeo de nossa conversa com o Professor Dennys Xavier sobre o Julgamento de Nuremberg, ou julgamento dos grandes criminosos de guerra perante o Tribunal Militar Internacional. Foi uma tarde bem interessante, quando pudemos tratar das particularidades daquele que é considerado o maior julgamento da era contemporânea, com curiosidades a respeito daqueles eventos e, sobretudo, das pessoas que foram protagonistas. Nosso livro, “Nuremberg, 1945: O Crepúsculo dos Deuses – Parte I: A Caminho de Valhalla“, pode ser adquirido na loja virtual do Clube Ludovico (www.clubeludovico.com.br). Espere que apreciem o bate papo! Abraço!
Convido a todos para revisitarmos o Tribunal de Nuremberg, com relatos bem interessantes e que nos permitirão refletir sobre o maior julgamento da era contemporânea, a condição humana e a banalidade do mal.
Nascido em Berlim, em 30 de outubro de 1893, Karl Roland Freisler ingressou na Universidade de Jena, na Turíngia, para estudar Direito. A Grande Guerra (1914-1918) interrompeu seus estudos, e logo ele se alistou e, como a maioria dos réus de Nuremberg, conheceu os combates na frente de batalha. Caiu prisioneiro de guerra dos russos, permanecendo nessa condição até o fim do conflito.
Com o término dos combates na frente oriental, ao contrário de outros prisioneiros de guerra alemães, Freisler, fluente em russo, permaneceu na Rússia e aderiu à causa bolchevista, tomando parte na Guerra Civil como comissário para distribuição de alimentos.
De volta à Alemanha em 1920, o futuro magistrado concluiu o curso de Direito e montou uma banca de advogados. Destacar-se-ia como penalista e logo descobriria um filão ao defender membros do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP), liderado por um austríaco veterano da Primeira Guerra Mundial: um certo Adolf Hitler. Começaria aí a guinada de Freisler da esquerda comunista para a direita nazista, e suas habilidades como orador o levariam à política. Ocuparia cargos nas estruturas legislativas municipais e chegaria ao Parlamento Prussiano em 1932. Nessa época, já era membro do Partido Nazista (no qual ingressara ainda em 1925).
Com a “tomada do poder” (como os nazistas chamavam a ascensão de Hitler a Chanceler e a chegada do NSDAP ao governo federal da Alemanha) em 1933, Freisler veria também uma significativa ascensão em sua carreira. Eleito para o Reichstag, ocuparia posições de destaque no Executivo federal e logo passaria a atuar diretamente nas reformas do Judiciário que converteriam esse Poder na Alemanha em uma instância a serviço dos nazistas. De fato, a história de como o Judiciário foi cooptado, completamente capturado pelo regime nazista e sua ideologia, mostra os riscos do Estado totalitário e da velocidade com que as liberdades são perdidas e a democracia ferida de morte. E Roland Freisler estava à frente disso tudo.
A partir de 1935, na condição de Secretário de Estado do Ministério da Justiça Reich, Freisler passou a promover mudanças que transformariam o Direito e a Justiça na Alemanha em um novo ordenamento jurídico (se é que se pode chamar assim) fundamentado nos princípios nazistas e ao qual a grande maioria dos juristas alemães (juízes, advogados, promotores) aderiu sem maiores resistências, quando não celebrou.
Assim, desenvolveu-se muito rapidamente o novo Direito Penal Nacional-Socialista, no qual princípios fundamentais como o da legalidade e o da anterioridade, o do juiz natural e o da presunção de inocência cederam lugar a imperativos ideológicos e a regras em defesa da “nova ordem” nazista. Apenas a título de exemplo, passou-se a adotar um Direito Penal baseado na intenção, no qual a simples vontade ou conjectura de cometer um ato ilícito seria punível, e não o cometimento do ato em si. Associado a isso estava o instituto da “custódia protetiva”, pelo qual o Estado poderia prender alguém preventivamente e manter essa pessoa em um campo de concentração por considerá-la uma “potencial ameaça” à sociedade e, principalmente, ao regime (trato disso em “Nuremberg, 1945: o Crepúsculo dos Deuses”). No centro de todo esse processo, repita-se, estava Roland Freisler, que logo se tornaria também o rosto do Judiciário do Terceiro Reich (uma vez que Hans Frank, advogado de Hitler e réu em Nuremberg, perderia seu protagonismo).
Em 1942, Freisler, na condição de Secretário de Estado, participou da Conferência de Wannsee, sobre a qual tratamos em nosso livro, quando se decidiu definitivamente acerca do extermínio dos milhões de judeus sob o jugo do Terceiro Reich, no que viria a ser conhecido como mais um dos neologismos daquela nefasta ideologia: “a solução final”. O jurista estava lá, conheceu da proposta do número dois da SS, Reinhard Heydrich, e as aprovou.
Há exatos 80 anos, tinha início na cidade de Nuremberg, na Alemanha, aquele que entraria para a História como o maior julgamento da era contemporânea: 22 outrora líderes do Terceiro Reich derrotado eram levados a julgamento perante um Tribunal Militar Internacional constituído pelas Potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial. Parte dos crimes dos quais eram acusados constituía completa novidade no ordenamento jurídico internacional.
Assim, seguir-se-iam onze meses, ou 218 dias de audiências, em que esses crimes seriam apresentados ao mundo, que também conheceria, em primeira mão, os horrores do nazismo, da guerra total e do Holocausto.
Em razão da efeméride dos 80 anos da instalação do Tribunal de Nuremberg, compartilho aqui um trecho de nosso livro, que conta um pouco de como estava o clima no Palácio da Justiça de Nuremberg naquele 20 de novembro de 1945.
O Julgamento de Nuremberg é o tema de nosso livro, “Nuremberg, 1945: O Crepúsculo dos Deuses”, cujo primeiro volume, “A Caminho de Valhalla”, é lançado agora em novembro pelo Clube Ludovico, da Editora LVM. Com base na pesquisa direta nos 22 volumes de autos do Processo dos Grandes Criminosos de Guerra, em documentos primários auxiliares e, ainda, nas memórias de quem vivenciou o Julgamento de Nuremberg, nosso livro traz um relato inédito, marcante e abrangente sobre Nuremberg e, principalmente, sobre as pessoas que ali estiveram, com suas impressões, angústias e questionamentos.
Para adquirir esta primeira edição de luxo da primeira parte de “Nuremberg, 1945: o Crepúsculo dos Deuses”, você pode acessar o Clube Ludovico, da Editora LVM: www.clubeludovico.com.br.
Pouco antes da 10:00 da manhã de 20 de novembro de 1945, o meirinho anunciava a entrada dos magistrados na sala de audiências 600 do Palácio da Justiça de Nuremberg. Todos se levantaram, solene e respeitosamente, enquanto os oito juízes dirigiam-se a seus lugares. Na sequência, um atrás do outro, com altivez, mas sem prepotência, Falco, De Vabres, Parker, Biddle, Lawrence, Birkett, Nikitchenko e Volchkov seguiram para seus assentos, atrás dos quais havia as bandeiras dos respectivos países. Formavam um colegiado interessante, que refletia bem as particularidades de uma Corte Internacional: “os franceses usam a toga com aba, os britânicos e os americanos a toga, os soviéticos estão de uniforme”[1]. Sentaram-se e observaram à sua volta, cientes de que todas as atenções lhes eram então direcionadas. Não havia ninguém, dentre as cerca de 500 pessoas naquele lugar, que não tivesse consciência de que estava vivendo um momento histórico.
Como Presidente da Corte, Lawrence sentou-se à direita do centro, com Birkett à sua direita, seguido por Nikitchenko e Volchkov. À esquerda do centro, vinha Biddle, depois Parker, seguido por De Vabres e Falco. Isso colocou os quatro juízes de língua inglesa juntos. O astuto Biddle, que organizou os assentos, deu a si mesmo destaque igual a Lawrence, pois falava francês fluentemente. Todos os juízes usavam vestes judiciais, com exceção dos soviéticos, que vestiam uniformes militares.[2]
Após alguns segundos de silêncio, mas que pareceram uma eternidade, precisamente às 10:00, Lorde Lawrence abriu os trabalhos. Passavam-se mais de seis anos desde que a fronteira polonesa havia sido atravessada por garbosos e felizes soldados sob o signo da suástica, que acreditavam que começavam sua caminhada para conquistar o mundo e estabelecer uma Nova Ordem, o “Reich de Mil Anos”. E começava o julgamento de 22 homens, acusados de, na condição de líderes da Alemanha, serem os grandes responsáveis pelos pesadelos inimagináveis vividos por milhões de pessoas naqueles anos de guerra, pela condução de seus país ao abismo e do mundo ao inferno.
O curso será nos dias 15 e 16 de agosto, às 19:30, pela internet.
Vamos conversar sobre a Grande Guerra, tratando tanto das principais batalhas quanto dos aspectos políticos, econômicos e sociais relacionados àquele conflito e às suas consequências. Está bem interessante o curso!
Para inscrições e maiores informações, acesse nosso perfil no Linktree ou clique aqui.
Desta vez, teremos um número limitado de vagas. Ainda dá tempo de se inscrever com desconto!
Ah, sim! Confira com a Secretaria do Minicursos se você se qualifica para nossos descontos institucionais!
Aguardando vocês para tratarmos dos “canhões de agosto”! Até lá!
Meus caríssimos leitores, obrigado a todos que participaram de nossa live sobre o antentado de Sarajevo, ocorrido em 28/06/1914! Acompanhe a live por aqui:
E para aqueles que desejarem se inscrever em nosso minicurso sobre a I Guerra Mundial, basta clicar aqui.
Minicurso online “A Guerra que mundou o mundo: uma História da I Guerra Mundial”. Quinta e sexta, 15 e 16 de agosto de 2024, às 19h30.
Saudações aos meus 14 leitores! É com grande satisfação que informo que teremos uma live, desta vez pelo meu canal no YouTube, na próxima sexta-feira, 28/06, às 20h. Como preparação para os 110 anos do início da Grande Guerra, vamos falar de um dia que mudou a História! Estão todos convidados! Abraço! Joanisval
Para me encontrar no YouTube é só entrar na plataforma e digitar “joanisvalbsb” ou clicar aqui.
Como em toda ditadura, perde-se a noção da realidade muito facilmente. O assunto em tela é mais sério do que se possa imaginar. Trata-se da possibilidade real de conflito armado na América do Sul, promovido por um regime insano e que precisa de um inimigo externo e de uma situação como essa como justificativa para abafar a crise interna. É na nossa fronteira, e lembro que qualquer ação militar por terra deve passar necessariamente pelo território brasileiro. Tempos difíceis…
“Agitaram-se as nações, vacilaram os reinos; apenas ressoou sua voz, tremeu a terra. Está conosco o Senhor dos Exércitos, nosso protetor é o Deus de Jacó.” (Salmo 45: 7-8)
Nesta noite de domingo, passadas cerca de 48 horas dos ataques do Hamas a Israel, e após muito ver, refletir e orar, decidi trazer para Frumentarius minhas primeiras impressões disso tudo. Serão breves e objetivas. Vamos a elas.
Se houvesse um único termo para definir toda essa terrível crise é “sem precedentes”. Sim, Israel sofreu um ataque sem precedentes em sua história de 75 anos de conflito. Além já “costumeiros” ataques com foguetes (contra os quais o Domo de Ferro garantia proteção), e diferentemente de tudo que acontecera antes, o Hamas atacou por terra: os “combatentes” da organização (terroristas sim, sem qualquer sombra de dúvida) avançaram contra populações civis dentro do território israelense… Massacraram homens, mulheres, crianças e idosos indistintamente, centenas de pessoas trucidadas em alguns poucos minutos (nunca o Hamas havia causado tantas baixas à população Israel). De fato, o que perpetraram sem qualquer pudor contra os civis israelenses me remonta ao que os nazistas fizeram com populações que pretendiam exterminar há mais de oito décadas – a maioria das vítimas, judeus.
Também sem precedentes foram as dezenas de pessoas tomadas como reféns pelo Hamas. No conflito com os palestinos, já houve cidadãos israelenses cativos, mas nunca nesse número tão significativo. E, na era das redes sociais e dos smartphones, o mundo já assistiu chocado a imagens de famílias executadas em suas casas enquanto comiam, de moças sendo forçadas a entrar em caminhonetes, à idosa ao lado de seu algoz com um fuzil no colo e fazendo um “v” com a mão (o que evidencia algum problema de senilidade da pobre senhora, a qual autoridades norte-americanas já teriam dito ser sobrevivente do Holocausto), ou ao vídeo aterrador de crianças pequenas dentro de gaiolas/jaulas sob a risada debochada dos facínoras que as capturaram. Esses registros de brutalidades contra civis aumentam a cada hora, e se mostram cada vez mais aterradores. Nada, absolutamente nada, justifica semelhantes ações, e aqueles que as cometeram fizeram com sua causa perdesse qualquer legitimidade.
Os ataques diretos a guarnições israelenses, com a execução fria de soldados e tomadas de oficiais (alguns de alta patente) como reféns também surpreenderam. Até ontem, quando um soldado israelense era capturado pelos palestinos, todos os protocolos de segurança do Estado de Israel eram alterados, e o país entrava em alerta máximo. Nesse sábado, repito, foram dezenas de soldados capturados – dificilmente serão tratados como “prisioneiros de guerra”. Some-se a isso cenas de blindados israelenses sendo destruídos por mísseis (não me pareceram foguetes, mas não sou especialista) e de tripulações sendo arrancadas de seus carros de combate e trucidadas, com seus corpos jogados ao chão e vilipendiados. E tudo isso sendo gravado e transmitido em tempo real para o mundo.
Sim, o ataque do Hamas a Israel neste sábado, 7 de outubro de 2023, exatos 50 anos após o início da ofensiva que desencadeou a Guerra do Yom Kippur, foi algo sem precedentes. E a organização demonstrou capacidade operacional, planejamento, coordenação e controle também sem precedentes. Evidenciou um poder de fogo quase que inimaginável. E conseguiu causar danos a Israel e à sua população de intensidade e profundidade como nunca acontecera antes.
Sem precedentes também será a resposta de Israel. O país foi “jogado nas cordas”, e ainda se recupera para reagir. Mas reagirá. O Leão mostrará sua força, e atacará como nunca se viu. Os israelenses, unidos, não medirão esforços para vingar suas vítimas e aniquilar o cruel inimigo. Infelizmente, como aconteceu com a população do sul de Israel, milhares de palestinos inocentes em Gaza também sofrerão as consequências dos contra-ataques israelenses. Não me surpreenderia que se fizesse ali o que Roma vez com Cartago ao final da 3ª Guerra Púnica… Vae victis!
Israel não vai descansar até vingar seus mortos, feridos e sequestrados, e acabar com a existência do Hamas. Não lhe resta outra opção. Não à toa, Tel Aviv declarou estado de guerra. Se não reagir à altura, quem deixará de existir será a nação judaica.
Ao desencadear a operação desse sábado, o Hamas selou seu destino. Não deixou alternativa ao “inimigo”, pois o atacou naquilo que tinha de mais precioso. Também reiterou o que sempre pregara como seu maior objetivo: a extinção de Israel e da nação judaica – em outras palavras, o genocídio do povo judeu (posicionamento bem distinto do que prega a Autoridade Nacional Palestina, a qual governa a Cisjordânia e defende a criação de um Estado palestino livre e soberano).
O Hamas queimou as pontes, como se diz no jargão dos que estudam polemologia. As ações desencadeadas ontem levaram a um ponto sem volta (point of no return). E se isso se aplica para o Hamas, também cabe para a resposta que Israel terá que dar contra os terroristas e contra a Faixa de Gaza e os 2 milhões de palestinos que ali vivem em condições dificílimas. Qualquer reação israelense, repito, que não seja dura, firme e efetiva, implicará em demonstração de fraqueza e sinalizará a possibilidade de colapso iminente do Estado de Israel perante os antagonistas que o cercam.
Talvez escreva nos próximos dias sobre o que vislumbro da reação israelense… A possibilidade dessa resposta envolver alvos além do Hamas não deve ser negligenciada, sobretudo se outros atores, não-estatais (como o Hesbollah) ou estatais (certos países do Oriente Médio, por exemplo), estiverem envolvidos no planejamento e na execução dos ataques iniciados ontem ou vierem a apoiar os palestinos. Nesse caso, o risco de o conflito escalar é alto, inclusive com o recurso de Tel Aviv a seu armamento não-convencional – aí se terá também um conflito verdadeiramente sem precedentes.
O mundo mudou muito (infelizmente para pior) desde sábado, 7 de outubro de 2023. Quero realmente estar enganado, mas as pontes parecem já ter sido queimadas entre as partes diretamente envolvidas no conflito. Talvez ainda não se tenha chegado ao ponto sem volta no que diz respeito à escalada da guerra, mas acredito que se está muito próximo dele.
Ontem à noite, conversando com uma amiga judia muito querida, ela me disse que “há certas derrotas que têm gosto de vitória, mas que na guerra até o vitorioso sai derrotado”. Impossível discordar dessa afirmação. Espero ter errado em minhas reflexões, mas nesta guerra que começou ontem, a única possibilidade de vitória que percebo para cada um dos oponentes, exatamente porque as pontes foram queimadas nos primeiros momentos por um deles, é a aniquilação total do outro. E, assim, todos sairão derrotados.
Resta-nos, ao término deste segundo dia de conflito, orar por todos os que estão sofrendo com ele, pelos mortos e feridos de ambos os lados, por aquelas dezenas de pessoas que estão no cativeiro dos terroristas, e pelas famílias dos envolvidos nesse confronto. E resta-nos orar para que o Senhor dos Exércitos não permita que essa guerra escale e que a paz seja restaurada na região. Só nos resta, neste fim de dia, orar para que os que sofrem sejam confortados.
PS: As reflexões aqui são personalíssimas e fruto de uma tristeza imensa em testemunhar essa tragédia, da qual todos sairão derrotados – não por acaso vivemos em um mundo de provas e expiações. Acredito que nos próximos dias teremos uma chuva de “especialistas” convidados a falar nos meios de comunicação e nas redes sociais sobre o conflito entre Israel e o Hamas. São os mesmos que sabiam tudo sobre Covid, depois passaram à condição de doutores em vacinas, em seguida profundos conhecedores de Rússia e catedráticos aptos a discorrer sobre a Guerra na Ucrânia, para posteriormente analisar com profundidade (de pires) o problema da fome crônica no Brasil (com os 700 milhões de brasileiros que disseram vagar pelo País), e, mais recentemente, mostraram-se conhecedores de terrorismo, crimes contra a humanidade e Tribunal Penal Internacional. Assim, recomendo a meus 8 (oito) leitores (talvez esse número tenha diminuído com a pandemia) moderação aos buscarem opiniões de especialistas – como diria Ésquilo, “na guerra, a primeira vítima é a verdade”. E, mesmo que não me tenham perguntado, indico as análises sérias, embasadas e confiáveis de Alessandro Visacro e de Leo Mattos (ainda não tive como fazê-lo, mas vou ler – e ouvir –, nos próximos dias, o que eles têm a dizer sobre essa crise). Recomendo muito os dois professores.
Estou realmente impressionado com essa história do submarino… Tanta coisa para se fazer na vida, né?
O cara já tinha ido ao espaço! (E voltado!) Aí, não tendo mais nada o que inventar, resolve passear nas profundezas… Podia ter pago um submersível de alto nível…
“Mas, não, eu quero ir agora ao fundo do mar! E com emoção! Comprar um submarino profissa? Nada! Vamos montar esse de lego… aqui na caixa diz: ‘faça você mesmo seu submarino para ir a 4.000 metros de profundidade’… Sai por dez pila, e sobra troco para um caldo de cana e dois pastéis… E ainda dá para chamar mais quatro amigos (porque entrar numa roubada dessas sozinho não rola, né?)”
D’us ajude essas almas… Ganharam do padre do balão!
Para reportagem sobre os passageiros do Titan, que era o nome do bichinho, clique aqui…