A história dos vencidos

Como ontem foi a celebração dos 101 do Armistício de 1918, e hoje é nosso dia do livro aqui em Frumentarius, indico uma obra excelente que li faz pouco: The Vanquished, de Robert Gerwarth (New York: FSG Books, 2016). Muito bem escrito e com uma profusão de histórias, o livro narra como ficou a Europa (e sua gente) no imediato pós-guerra. A pergunta central do autor é: “Que razões fizeram com que a I Guerra Mundial continuasse mesmo após seu término oficial?”

Pouca gente se dá conta disso, mas as guerras continuam mesmo depois do fim oficial das hostilidades. No que concerne à Grande Guerra, mais alguns milhões de seres humanos morreram ou tiveram sua vida destruída após o 11/11/1918. Vale lembrar que a Guerra continuou na Europa Oriental e no Oriente Próximo, com conflitos localizados e guerras civis, das quais a principal referência foi a Guerra Civil Russa. O massacre continuou, portanto, pela década de 1920 adentro. 

Tenho-me interessado pela história do imediato pós-guerra, seja no final da Grande Guerra, seja no período que imediatamente se seguiu ao 8 de maio de 1945. Recomendo muito o livro. 

Vanquished

Valorize o Livreiro!!!

Este quem me enviou foi a querida amiga Beatriz Simas. Trata-se de um artigo sobre a reforma na Barnes & Noble, uma das grandes redes de livrarias dos Estados Unidos, promovidas por seu novo CEO, James Daunt. 

A B&N, como é mais conhecida, entrou em crise, seguindo a tendência de muitas livrarias pelo mundo, que sucumbiram diante do comércio eletrônico e das mudanças no “mercado consumidor” de livros. Vide, por exemplo, o que tem acontecido com grandes corporações aqui no Brasil, como a Saraiva e a Cultura – comento sobre isso no artigo “Livro, um péssimo negócio!, publicado aqui em Frumentarius.

Sem querer me antecipar ao que você lerá na matéria, destaco que o cerne da questão é valorizar o livreiro, aquele sujeito que conhece (e ama) o que faz! Vou sempre repetir que livro não é um negócio como uma rede de fast food, uma indústria de calçados, ou serviços bancários, e que envolve muito mais que comercializar papel com coisas impressas! Enquanto as modernas livrarias e seus “managers” não entenderem isso, continuarão perdendo mercado e acabarão por desaparecer.

Livro é gente. É gente que cria e escreve, gente que edita, gente que tem prazer em momentos consigo mesma, e não gente que compra aquele troço para exibir para os outros ou porque tem a necessidade de adquirir papel impresso e encadernado. Livro é mais que papel, é emoçar, é prazer, é realização! Se os CEO, directors e managers não entenderem isso, que conversem com os livreiros (estes sabem do seu negócio!)!

Segue o artigo que Beatriz me enviou (aproveite!) – se desejar acessar o site é só clicar no título:

Livreiros serão a chave para a mudança na Barnes & Noble, aposta James Daunt

Novo CEO da maior rede de livrarias dos EUA disse que as mudanças necessárias passarão por um novo desenho das lojas, pela curadoria dos seus catálogos e mais investimentos, afinal, ‘lojas precisam de amor e de dólares’

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Mansões da Alma

Pode ser que alguns dos meus 16 (dezesseis) leitores estranhem, mas neste Dia do Livro quero indicar uma obra que me foi muito marcante, estando entre aquelas que verdadeiramente fizeram diferença em minha vida: Mansões da Alma – A Concepção Cósmica, de Harvey Spencer Lewis (Curitiba: Ordem Rosacruz, AMORC, 9ª edição em Língua Portuguesa, 2005). E esse estranhamento talvez se deva ao fato de não se tratar de um livro sobre Política ou Guerra, tampouco sobre acontecimentos históricos ou biografias. Mansões da Alma é uma obra mística.

mansoes-da-alma.jpegNesse clássico da literatura rosacruz, escrito na década de 1930, Spencer Lewis (grande místico do século XX, que restabeleceu a Ordem Rosacruz nas Américas) escreve sobre reencarnação e acerca dos princípios que regem a passagem da alma pela Terra. São dezenove capítulos que compreendem assuntos distintos, como o que motiva a encarnação neste planeta, a sobrevivência da personalidade após a transição (que é como os rosacruzes chamam a morte terrena), carma e evolução pessoal, almas de animais e do “natimorto”, recordações de outras vidas. O autor discorre ainda sobre a reencarnação sob a perspectiva de grandes religiões, inclusive do Cristianismo.

Uma vez que a Ordem Rosacruz não é uma religião, mas uma escola de aperfeiçoamento moral, Mansões da Alma pode trazer esclarecimentos para pessoas de distintos credos e concepções filosóficas. É, de fato, a percepção rosacruz sobre o fenômeno, contada de forma clara e objetiva – Spencer Lewis tinha um grande talento para explicar coisas difíceis de maneira simples.

Nesta semana que começou com a triste notícia da transição de um amigo, o Cel Gilmar, deixo a recomendação de Mansões da Alma, com o sincero desejo de que alcance os corações de alguns dos meus leitores e traga respostas a suas dúvidas.

E para quem quiser adquirir o livro, acesse o site da Ordem Rosacruz, AMORC, clicando aqui. Há outras obras também muito interessantes na Biblioteca Rosacruz.

 

 

As mais belas livrarias

Verdade que gosto, cada um tem o seu. Entretanto, no post de hoje sobre livros, quero compartilhar alguns artigos que achei interessantes sobre as mais belas livrarias do planeta. Interessante como algumas, como El Ateneo, de Buenos Aires, a Livraria Lello, do Porto, e a Livraria Boekhandel Selexyz Dominicanen, de Maastricht, encontram-se nas várias listas!

Confesso que muito me apraz passear por livrarias ao redor do Globo! São, sem dúvida, templos dedicados à cultura, lugares onde recarrego minhas baterias e, claro, aproveito para buscar as novidades difíceis de se encontrar em Pindorama (onde é o livro um péssimo negócio)! Assim, volto para casa com alguns quilos a mais na bagagem e com a felicidade que só aqueles que têm essa obsessão por livros (sim, no meu caso é patológico, mas não vou me tratar!) conhecem o real significado!

Talvez a particularidade que faz dessas livrarias as mais belas seja o local onde se encontram. O Ateneo, por exemplo, está em um antigo teatro da capital argentina, e merece uma visita! Diga-se de passagem, aquele belo país austral já teve mais livrarias que o Brasil só em Buenos Aires! Ali, vá ao café e peça um “submarino”.

A Lello, por sua vez, é por si uma obra de arte! Entre as mais tradicionais de Portugal, cobra ingresso para quem queira ali entrar – segundo um amigo que mora no Porto, esse valor é mais para afastar as ondas de turistas de massa (tão somente interessados em fotografar a livraria, mas pouco dispostos a adquirir aquelas coisas estranham que lá são vendidas), pois o valor é abatido das compras. Não conheço o Porto, mas a Lello está na minha lista de primeiros lugares a visitar (para longas horas de felicidade!) na cidade que tem o coração de nosso amado Dom Pedro I (Dom Pedro IV, de Portugal).

Já a Boekhandel Selexyz Dominicanen, eleita a mais bonita do mundo em 2008, segundo um dos artigos aqui compartilhados, estabeleceu-se em uma antiga igreja dominicana, construída em 1294, em Maastricht. Como não render graças ao Criador por um lugar tão fascinante? (Também está na minha lista de “a visitar”).

Bom, independentemente de onde esteja, de seu tamanho ou dos idiomas dos livros ali vendidos, sempre procurarei livrarias por onde eu for! A satisfação, certamente, é garantida!

Seguem os links. Divirta-se!

As 10 livrarias mais bonitas do mundo

AS 10 LIVRARIAS MAIS BONITAS DO MUNDO

As mais belas livrarias do mundo !

As mais belas livrarias do mundo

Livrarias antigas

Como ontem foi Dia do Livro em Frumentarius, mas não consegui publicar (acontece), resolvi deixar seu hoje um link para matéria interessante sobre as livrarias mais antigas do Ocidente… Recomendo, por exemplo, a Bertrand de Lisboa, lá no Cuidado, e que, fundada em 1732, informa orgulhosamente ser a mais antiga livraria em funcionamento. Na capital portuguesa,   passeio imperdível (O bom é que o post já serve também para a série Pelo Mundo – que publico às quintas.)! 

Las 9 librerías más antiguas del mundo aún en funcionamiento

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As cortes europeias entre 1843 e 1944

IMG_20190810_194918_365Como hoje é o dia do livro, faço referência a uma interessante obra que estava a consultar dia desses… Chama-se Les Cours d’Europe – Histoire d’un Siècle, 1843-1944, e é uma publicação da Revista L’Illustration, um semanário fundado em 1843, e que marcou a França durante a Belle Époque e a primeira metade do século XX. L’Illustration foi o primeiro periódico francês a publicar uma fotografia (em 1891) e também o primeiro a publicar uma foto colorida (em 1908). Em 1957, após inúmeros problemas relacionados inclusive ao colaboracionismo de seus editores durante a Segunda Guerra Mundial, a revista foi à falência e encerrou definitivamente suas atividades.

A obra, portanto, reúne uma série de reportagens e publicadas por L’Illustration nos seus tempos áureos. Descreve um pouco da vida e da história das Casas europeias reinantes no período, dos Windsor (com uma bela foto da Rainha Victoria e três gerações de descentes que reinaram no trono britânico) à Casa dos Romanov (brutalmente executada pelos bolcheviques em julho de 1918).

O que gostei no livro foi de conhecer um pouco mais sobre os antepassados dos atuais soberanos europeus (para aqueles que acham que a monarquia é coisa do passado, lembro que entre as 10 nações mais desenvolvidas do planeta, a maioria é composta por monarquias, como o Reino Unido, a Espanha, a Suécia, a Noruega, a Holanda, a Bélgica, e o Luxemburgo, além, é claro, do Império do Sol Nascente, o Japão).

Fatos inusitados são ali narrados. Certamente, conhecer a história dessas pessoas é positivo para a causa monárquica. Dessa maneira, consegue-se entender muito do lado humano da realeza se percebe o quanto esses Casas, reinantes ou não, são nada mais que “famílias”, o que naturalmente as aproxima do povo. Quem conhece a vida de reis e príncipes modernos (de monarquias constitucionais, que fique o registro) bem sabe o quanto são pessoas simples, comprometidas com suas funções de Estado (dificílimas, por sinal), sem vida privada, patriotas e amantes de seu povo e seu país.

O livro é rico em histórias e em ilustrações, portanto. Nesse sentido, lendo sobre Dom Manuel II, de Portugal, descobri que o último monarca português nasceu exatamente no dia 15 de novembro de 1889, ou seja, na data do golpe de estado que pôs fim ao Império do Brasil. Coincidência? Não sei. Definitivamente, os Bragança nos surpreendem sempre!

Terça, dia do livro!

Muito bem, meus queridos 16 leitores! Como havia prometido, as terças-feiras serão consagradas a uma de minhas grandes paixões – e que, tenho certeza, é também a de 11 em cada 10 seguidores de Frumentarius: os livros!

Assim, a ideia é a cada terça publicar algo sobre livros, por exemplo, comentários referentes a alguma obra que esteja lendo, bem como alguma matéria de interesse de apreciadores dessa maravilhosa peça provocadora da imaginação e geradora de emoções! Nesse sentido, impressionante o quanto repercutiu nosso desabafo, “Livro, um péssimo negócio!“, que alcançou mais de 4 mil visualizações em três dias! (Para alguém que não tem maiores pretensões que as de poder compartilhar com os amigos suas reflexões sobre um pouco de tudo, o alcance realmente superou quaisquer expectativas.)

Pois muito bem! Fique sabendo que toda terça teremos pelo menos um post sobre livros. Espero que goste!

Como “prólogo” dessa nova categoria de publicações de Frumentarius, quero compartilhar com vocês um vídeo sobre meu cantinho, meu lugar sagrado, onde reúno meus livros e posso relaxar e me dedicar à leitura e à reflexão. Conheçam a minha biblioteca! Abraço!

PS: Consultas no local, mediante agendamento prévio e acompanhadas do bibliotecário!