A Grande Guerra Patriótica

Às vésperas do Dia da Vitória (08/05 aqui no Ocidente, ou 09/05 para os russos e alguns povos das ex-URSS), o mundo celebrará o fim da II Guerra Mundial na Europa de maneira muito distinta daquela das últimas sete décadas. Afinal, eventos públicos estão cancelados ou proibidos pela maior parte do planeta. Eu mesmo pretendia comemorar os 75 anos do fim da Guerra em Londres, celebrando a derrota do nazifascismo na terra de Sua Majestade. Graças a outra coroa (o vírus), fiquei por aqui, em casa… – tudo bem! Será uma história bem diferente para contar para as próximas gerações.

Em comemoração ao Dia da Vitória, tenho feito alguns vídeos com recomendações de livros, que publico em meu canal do YouTube (youtube.com/joanisvalbsb). Quem se interessar pelo tema, por favor vá lá, faça-me uma visita e curta os vídeos! Agradeço muito se puder também se inscrever no canal.

Além dos livros, semana passada gravei uma “live”, intitulada “A Grande Guerra Patriótica: a URSS na II Guerra Mundial”. Foi uma conversa muito interessante (em português) com minha professora de russo, Yulia Mikheeva! Falamos da importância do conflito para os russos, de episódios da guerra e de situações inusitadas. Também respondemos a algumas questões dos participantes. Quem perdeu, perdeu! –  brincadeira, quem perdeu pode acessar o vídeo em nosso canal do Youtube. Vale a pena conferir.

A “live” deu tão certo que pediram mais! Então, hoje, 06/05 (quarta-feira), às 19h, teremos outra live para tratar de batalhas e pessoas na Grande Guerra Patriótica. Quem quiser participar é só procurar o perfil @yucursosdeidiomas no Instagram e entrar na conversa! Começaremos respondendo a algumas perguntas feitas na semana passada!

Então é isso! Nesta época de pandemia, vale conversar um pouco sobre outros temas! Espero meus 16 (dezesseis) leitores daqui a pouco. Abraço!

E, para conhecer nosso canal no Youtube, clique aqui!

Who was defeated in the Great Patriotic war? | The Vineyard of the ...

 

Sou Candango! E amo minha Brasília!

Sim, sou Candango! Candango é como eram chamados os que vieram para construir Brasília. Trabalhadores dos diferentes pontos do Brasil, todos aqui motivados por um sonho, um sonho de Dom Bosco, um sonho de muitos brasileiros, um sonho  que se tornou realidade graças a um garoto pobre do interior de Minas Gerais, que chegou a Presidente e liderou outros milhares de homens e mulheres sonhadores na execução de um grande projeto aqui no Planalto Central!

Sou Candango, e me orgulho disso! Não gosto do termo “brasiliense”, que alguns querem usar por achar “sofisticado”. Sou da primeira geração que nasceu nesta Capital, pela qual sou alucinadamente apaixonado, e, ao construir minha vida, também continuo a construção minha cidade amada. Can-dan-go! Candango tal qual meu pai e minha mãe. Candango como quero que meus filhos sejam!

Brasília não é só concreto (apesar de ser um museu de concreto a céu aberto), longe disso. Brasília não são os políticos que o restante do País manda para cá (até porque, desses, nenhum é realmente daqui). Brasília não é frieza, alienação ou distanciamento. Brasília não é ficção.

Brasília é gente, gente que vive, gente que trabalha, gente que sorri, gente que ama. É gente de diferentes feições e diferentes sotaques, muitos e variados sotaques, ao ponto de ainda termos dúvida sobre o modo característico como falamos. É ausência de identidade? Não, é uma identidade plural a do povo daqui. Brasília é gente, sim! É brava gente brasileira (nascida nesta Capital ou em qualquer outro canto… do mundo)!

Brasília é o céu mais lindo que alguém jamais viu, é verde por toda parte, é resiliência na seca, é festa na chuva! São os ipês, com suas distintas e coloridas floradas! São as cores da natureza, e o sinal da existência de um Criador! São as aves e seus variados sons, na janela aqui de casa, no trabalho ou por onde for!

Brasília é música, é arte por toda parte! É rock, é forró, é brega, é punk! É Orquestra Sinfônica! É Teatro dos Bancários! É artista de rua! É violão e sanfona! São os vários CTGs! É a Casa do Cantador! É música na Igreja, e o Espaço Renato, e o nosso Teatro, que é Nacional, mas que fechou.

Brasília é religião e misticismo. São os vitrais da Dom Bosco e os Anjos da Catedral.  São os cultos em inglês, grego e latim. É a Igreja Batista Central. É a Rosacruz no Planalto. É Maçonaria em toda parte. É Templo da Boa Vontade, Mesquita e Comunhão Espírita. São terreiros e centros, igrejas e templos, com um fim único: render graças ao Grande Arquiteto do Universo e pedir pela humanidade! Tudo isso gantindo uma aura especial, e a diversidade e o sincretismo da cidade!

Brasília é churrasco no domingo, a feijoada na sexta e a pizza no sábado! É o choppinho depois do trabalho. É a carne de sol do Xique-Xique, os naturebas e veganos, e japonês por toda parte. É comida a Kilo (ideia nossa!), é a Galeteria Gaúcha do Lago. Mas é também o arroz do Careca, e (no Sílvio) a pizza de salada . É o macarrão do Ninny, a comida da Tia Zélia, e o self-service do Aspargus.

Brasília são avenidas largas, múltiplas tesourinhas, passagens subterrâneas no Eixão, viadutos que resistem ao descaso, e agulhinhas, total novidade! É a Rodô, com a Viçosa e seu pastel com caldo de cana. É Minhocão na UnB, é Templo da Boa Vontade. É Drive-In, autódromo e kart!

Brasília é virar à esquerda quando se quer ir para a direita, é pegar o baú na W3 e descer o Eixo para a L2! É fazer um balão com tranquilidade e jamais buzinar pela cidade! É morar nas 300, nas 200, estudar nas 700 e ir ao culto ou à missa nas 600. É jantar na Asa Norte, passar no Pontão, ir para balada na Asa Sul e terminar a noite com a pizza da Dom Bosco! É entender o que é um Setor, seja ele Hospitalar, Hoteleiro, Comercial ou de Diversões! É descer para os pilotis, conversar embaixo do bloco, conhecer onde as Quadras são fechadas, ir na farmácia ou na lojinha do amigo na comercial. É saber exatamente o que significa um cobogó. 

Brasília é o Parque, é o Lago, é o Buraco do Tatu! Brasília é o Olhos D’Água da Asa Norte, e a Igrejinha da Asa Sul! É a tradição da Vila Planalto, as mansões das Quadras internas e do Lago, nos Lagos, é a Feira do Guará, o sarapatel, a buchada e o cozidão no Núcleo Bandeirante, onde sei que foi encontrar aquele queijo curado! É o samba do Cruzeiro! É o Periquito e o futebol do Gama, é Praça do Relógio em Taguatinga, é o Setor Bolinha da Ceilândia, é a Festa do Morango de Brazlândia, é o Vale do Amanhecer em Planaltina, são as igrejas, igrejas e mais igrejas e a Quadra Central na minha Sobradinho Serrana ! É a vida além do Plano Piloto, mas também no Plano Piloto!

Brasília, Brasil em latim,  é tudo isso e mais um pouco. Sou eu, e é você, que leu e entendeu. É essa gente maravilhosa de todo Brasil, e é o Brasil todo! Gente desbravadora, que veio para cá, buscou, sofreu, perserverou e venceu!

Brasília é minha casa. Sou Candango, assim como os três milhões que nasceram ou adotaram esse quadradinho com um avião no centro desse Brasilzão. Sim, Candango, do Planalto Central, com muito orgulho e gratidão!

Parabéns, Brasília! Parabéns pelos seus 60 anos!

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Sessentona que eu amo!

Screenshot_20200421-083633_ChromeMinha cidade amada agora é sessentona! Parabéns a Brasília!
Você continua um lugar lindo e maravilhoso para nascer e viver, para trabalhar e criar os filhos, para construir amizades e transformar sonhos em realidade!

Você resiste, minha amada Brasília, como esta cidade fascinante, apesar de todo o mal que lhe fizeram desde 1988! E quanto não lhe fizeram de maldade, de descaso e de escárnio!

Brasília não merece os governantes que teve nas últimas três décadas, pessoas que não eram daqui e não amavam esta terra. Sofremos com invasões, ocupações ilegais (de barracos mais simples a mansões em condomínios que causam enormes impactos ambientais e urbanísticos). Sofremos com a ignorância, a falta de espírito público e a corrupção.

Sofremos com o descaso para com este lugar, que deveria ser sagrado para todos os brasileiros, pois foi fundado para simbolizar um Brasil melhor, mais próspero e desenvolvido, um Brasil unido, forte e soberano!

Como disse o poeta que aqui viveu, “neste país lugar melhor não há”!
Amo Brasília, amo minha terra, amo minha casa!

Parabéns, Brasília! Parabéns,  cidade linda! Parabéns, sessentona  charmosa e viva! Apesar de tudo que lhe fizeram, você continua esse lugar especial no meu coração!

Compartilho aqui um vídeo feito por artistas de Brasília. Ao final, nos créditos, informações para quem queira contribuir ajudando o Lar dos Velhinhos de Sobradinho (conheço a instituição e bom serviço assistencial que fazem ali).

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Uma Grande Oportunidade!

Devido a esse período de isolamento, verdadeira purga, que se seguiu durante a Quaresma, talvez pela primeira vez em muitas décadas, os ocidentais se apercebam do verdadeiro sentido da Páscoa.
Não são ovos ou outros enfeites de chocolate, não são grandes promoções no comércio, não é nem mesmo aquele almoço lauto seguido de fotos no Instagram…
Ao menos para nós de tradição cristã, Páscoa é renascimento, é a celebração da Ressurreição daquele que é o Homem-Deus, o Grande Reparador, e cujo legado de 2000 anos é de amor incondicional e de serviço ao próximo.
Para nós, cristãos, foi dada a oportunidade de uma Páscoa diferente, aparentemente mais simples, porém mais verdadeira, uma oportunidade para pensarmos naquilo e, sobretudo, naqueles que realmente importam.
Que a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja marcada em nossos corações e que busquemos sempre imitá-lo, para, algum dia, alcançar a Reintegração e chegar à Jerusalém Celeste, vivendo para a Eternidade em Seu Reino que não é deste mundo.
Uma Feliz Páscoa a todos!
Joanisval

O que estou a ler no momento

Aprendendo a usar um software de edição de vídeo… Então por favor não se chateie com o meu vídeo tosco! De toda maneira, publiquei esses dias no meu canal do YouTube (www.YouTube.com/joanisvalbsb) alguns comentários sobre o que estou lendo no momento. É que nas redes sociais as pessoas têm-me perguntado sobre isso!

Vá lá ao canal (pode ir clicando aqui), curta os vídeos, e se inscreva nele para receber as atualizações! Ah! Se quiser divulgar, agradeço! Abraço!

 

Livros, Viagens e um Pouco de Tudo… Agora em vídeo!

Passados três meses desde minha última publicação por aqui, retorno para que meus 16 (dezesseis) leitores não se esqueçam de mim e saibam que estou vivo! Como diz meu amado paizinho, quem não é visto não é lembrado!

Não pretendo, nesta época de isolamento e quarentena, escrever muita coisa aqui sobre a pandemia – de fato, nem vou mais usar esse termo ou outros relacionados… O mundo já está histérico demais (passou da fase da preocupação) com esse negócio.

Claro, preocupo-me com os milhões de trabalhadores que não estão podendo ganhar seu pão de cada dia, e consequentemente choram ao verem o quadro ruim que já se forma junto à família e aos entes queridos. Acredito, entretanto, na capacidade e nas iniciativas deste Governo para cuidar dessas pessoas. E faço minha parte, ajudando quem posso e, enquanto estiver recebendo meu salário, continundo com o pagamento regular de quem tanto nos ajuda (incluindo a Dona Rosa, que vai ficar em casa recebendo normalmente sua féria).

O trabalho de home office segue de vento em popa! Nossa equipe do Instituto Pandiá Calógeras continua produzindo com excelência! Orgulho-me muito desse time pequenino, porém tremendamente profissional, capacitado e comprometido com o serviço e, por que não, com a nação!

Assim, nas horas vagas, buscarei publicar aqui matérias interessantes e leves, para aqueles que já não queiram mais ler ou ouvir de p… e de C…. Mantenho meu compromisso de não tratar de política ou assuntos domésticos polêmicos, ao mesmo tempo em que estou atento ao que se passa pelo mundo (e que nem sempre poderei comentar neste site).

Bom, sob essa perspectiva, informo que já reativei meu canal no YouTube e comecei a comentar sobre livros, viagens e um pouco de tudo! Esta semana, na terça, deixei uma sugestão de leitura para o iso… para o período que você estiver em casa, caro leitor! E amanhã, quinta, compartilharei aqui o vídeo sobre viagem, em mais um capítulo da Operação Outubro Vermellho!

Por agora, a chamada para meu canal no YouTube (www.youtube.com/joanisvalbsb): vá lá, confira, curta e, já que eu sei que você é um leitor fiel, inscreva-se no canal! Quem sabe não conseguimos chegar a 16 (dezesseis) inscritos lá também!

Abraço!

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

Costumo desejar “Boas Festas” nesta época do ano. Aí descobri que a expressão ganhou força na década de 1990 nos Estados Unidos, Governo Clinton, surfando na onda do “politicamente correto” (saco!). Na época, se entendia melhor desejar boas festas que Feliz Natal, pois assim não se “ofendia” as pessoas de outras religiões…

Sem paciência para essa baboseira. Estamos no Ocidente, nossa herança é judaico-cristã e vou continuar desejando a todos um Feliz Natal! Claro que desejo Boas Festas também, mas não por ser politicamente correto.

Nosso Senhor Jesus Cristo é o cerne dessas comemorações de Natal, e o simbolismo da ocasião é mais abrangente que uma celebração religiosa. Portanto, segue a minha mensagem de fim de ano em Frumentarius!

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41. Quarentão! (08/12/2014)

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.
Charles Chaplin

Cheguei aos 40! Confesso que a sensação ainda é muito complexa para ser descrita… Foram anos de caminhada que, espero, seja apenas um terço desta senda (sim, se puder optar, desejo viver bem até, pelo menos, 120 anos!).

Vejamos o que o Universo me reserva daqui para frente! Do que recebi até hoje, só tenho que agradecer! As histórias do porvir, espero que sejam muitas, serão contadas a partir de agora, e estou ansioso em conhecer as pessoas que cruzarão meu caminho, os lugares por onde passarei, as experiências que vivenciarei!

Obrigado, querido leitor, por me acompanhar nessa jornada de quarenta dias das Crônicas dos meus 40 anos! Oxalá ainda tenhamos muito o que contar, novas narrativas que chegarão nas Crônicas dos meus 50, dos meus 60, dos meus 80! Que possamos ainda ter muito o que conversar! Que possamos viver o presente a cada dia, lembrar com um sorriso do passado, e construir um grande futuro, o nosso futuro!

Você agora me conhece um pouco mais. Fiquei, realmente, surpreso e feliz com o retorno dos amigos acerca do que escrevia ao longo das últimas semanas! Busquei abrir meu coração e contar episódios da minha vida, falar sobre pessoas marcantes, compartilhar momentos e emoções com os amigos. Que minhas experiências lhe tenham agradado, e que o que vivi possa lhe ajudar a entender um pouco as oportunidades que surgirão em sua vida, a superar seus obstáculos e a vencer seus desafios!

E, como hoje é meu aniversário, vou pedir-lhe, querido leitor, um presente! Afinal, sempre gostei de ganhar presentes, não é? Então, por favor, preste atenção!

Como presente de meus quarenta anos, peço que você, querido leitor, nunca desista de seus sonhos, tenha certeza de que você é o senhor de seu futuro e, acima de tudo, lembre-se sempre de agradecer pelas bençãos do Criador! E, como agradecimento, retribua presenteando a alguém, seja com um sorriso, seja com um abraço, seja com um conselho ou uma palavra amiga! É isso que gostaria de você hoje!

Receba, junto com minha gratidão e meu pedido, meu abraço fraterno, um grande abraço a você e a todos que acompanharam as Crônicas dos meus 40 anos. E vamos a mais quarenta!

Eu

40. Gente de Bem (07/12/2014)

Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles gostam.
Platão

Neste último dia que antecede meu aniversário de quarenta anos, gostaria de dedicar a derradeira crônica a algo que me foi muito marcante em 2014: a decisão pela carreira política.

Aqueles que me conhecem desde priscas eras sabem que sempre mantive grande paixão pela política. Apesar de não me engajar diretamente em nenhum partido ou movimento, já muito jovem tinha interesse pela forma como eram conduzidos os caminhos do País. Porém, uma vez que devia trabalhar para vencer na vida, deixei adormecida a vontade de me envolver mais efetivamente com a nobre arte.

Foi apenas agora, com quase 40 anos, e já estabelecido profissionalmente, mais maduro e estabilizado, e diante da situação enlameada em que se encontra o País e da escassez de líderes, de gente comprometida com o interesse público, de gente de bem na Política (não disse que não existe gente séria nesse ramo; disse que estão escassos), decidi que era chegada a hora de arregaçar as mangas, mostrar a cara e tentar fazer alguma coisa pelo futuro de nossos filhos. Candidatei-me a deputado federal, aqui pelo DF.

Como também é do conhecimento de muitos, acabei renunciando, após cerca de um mês de campanha. O que posso dizer sobre os motivos, além do que já assinalei em minha carta aberta de renúncia, é que não aceitei proposta que me foi feita para me desviar dos objetivos. Seu Jacob e Dona Conceição ensinaram-me que valores e princípios não são negociáveis. Por isso, para não começar errado, preferi adiar o projeto político.

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Que fique claro que só adiamos nosso projeto de atuar na esfera política (por um Brasil melhor, mais justo e perfeito)! Como disse meu amigo Leonardo Gadelha (ele próprio da estirpe de bons políticos), uma vez inoculado pelo vírus da Política, não há cura ou antídoto. E, no tempo de campanha e pré-campanha, acabei contaminado por esse bem!

Da experiência deste ano, tirei muito aprendizado. Conheci um pouco dos meandros da política no DF, vi algo do tabuleiro e da maneira como as peças são dispostas. Circulei muito pelo Distrito Federal, e observei o quanto estamos carentes de bons políticos, de gente honrada que esteja disposta a trabalhar pelos outros, e a colocar o interesse público acima do particular. Amadureci. Saí diferente do que era quando entrei.

Mas, indubitavelmente, o melhor desse período foi a possibilidade de conhecer pessoas, reencontrar amigos e reunir um grupo maravilho de cidadãos para discutir sobre os problemas do DF e do Brasil e nos ajudar a tentar mudar nossa terra para melhor. Foi, verdadeiramente, uma experiência gratificante, enriquecedora. Muito bom conseguir reunir gente de bem em torno de uma causa! Muito bom saber que há gente como a gente, mais do que se imagina, interessada em um Brasil mais igualitário, democrático, livre da corrupção e do assistencialismo que mantém milhões sob a égide de grupos com interesses pouco republicanos.

Campanha3Repito que não desistimos dessa caminhada. Apenas seguramos um pouco o passo. Não sei se serei candidato em 2018. Ainda estou sem partido e muito pode acontecer nos próximos anos. Porém, a equipe que nos apoiou continua unida e desejosa de fazer algo, e a ela já se juntaram mais pessoas de bem. Se não for na política partidária, estaremos presentes e prontos, atuando em outras esferas, para contribuir por uma sociedade melhor.

Neste último dia antes de meu aniversário, nesta última crônica dos meus quarenta anos, quero agradecer a todos que me apoiaram, diretamente compondo nossa grande equipe, divulgando nossa candidatura, ou mesmo votando em nós e acreditando em nosso projeto, porque vocês fizeram a diferença! Sinceramente, muito obrigado por confiarem que podemos fazer algo distinto do que está aí, que podemos trabalhar por um Brasil melhor, e com mais gente de bem na política. Meu fraternal abraço a todos que estiveram conosco nessa caminhada!

[Nota: em 2018, decidi não me candidatar. O resultado das urnas, de toda maneira, trouxe uma nova esperança. Oxalá os eleitos em 2018 possam conduzir o País para um novo rumo, combatendo a corrupção, reconstruindo o País e contribuindo para um Brasil melhor!]

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39. Sonhos, títulos e livros (06/12/2014)

O conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã.
Leonardo da Vinci

De que adianta ter conhecimento e não-lo transmitir? O conhecimento é como o sorriso, seus efeitos são muito maiores se compartilhados. Faltando 2 dias para meu aniversário, resolvi dividir com os amigos alguns aspectos de minha formação acadêmica e das obras que escrevi.

Os rosacruzes ensinam tradicionalmente que qualquer criação no mundo material deve começar com um projeto nos planos mental e espiritual. Em outras palavras, conquistas de hoje são sonhos de ontem realizados – ao menos para quem realmente tem conquistas, pois há pessoas que conseguem viver passivas, aguardando tudo cair em suas mãos (em geral, são acomodadas e, ainda que a Providência lhes traga grandes riquezas, não dão o devido valor e permanecem com um vazio que não conseguem preencher).

Sempre tive que batalhar para alcançar o que desejava. Nunca me acomodei. Mas todas as vitórias se forjaram, primeiro, em sonhos que ansiava realizar. Sim! Sonhar é bom e tem efeitos muito positivos. E, a melhor maneira de fazer os sonhos realidade é trabalhando para torná-los concretos e, isso aprendi também com os rosacruzes, construir no plano mental os alicerces para as realizações, o que é feito por meio da técnica milenar da visualização. A fórmula é: sonhar, visualizar, trabalhar, realizar (ou saber, ousar, querer e calar, diriam os sábios).

Nos primeiros 40 anos de vida, concluí um Mestrado, um Doutorado, quatro Especializações e duas Graduações. Publiquei alguns livros. Busquei difundir conhecimento. E todos esses projetos nasceram de sonhos que, com visualização, planejamento, e muito esforço e dedicação, tornaram-se realidade.

Tenho sede de conhecimento. Desde cedo, busco ampliar meus horizontes e obter mais e mais informações sobre o mundo e as pessoas. Por isso gosto de estudar. Daí as duas graduações, as especializações, o mestrado e o doutorado. E não pretendo parar por aí. Só pararei de estudar e de buscar conhecimento quando passar pela maior e mais certa experiência de todos os seres vivos: a Grande Iniciação. E quanto mais conhecimento obtiver, mais pretendo difundi-lo, seja por meio de aulas, palestras, artigos ou livros.

Livros1

Não fiz um Mestrado só por fazer. Não me contentaria com mais uma dissertação acadêmica esquecida nas prateleiras de um repositório na universidade. Ingressei no mestrado com uma proposta de estudo sobre integração latino-americana. Claro que logo mudei meu tema: decidi tratar de um assunto sobre o qual nenhum outro lusófono já havia tratado em um trabalho de pós-graduação: o Julgamento de Nuremberg.

Poderia passar horas dissertando sobre Nuremberg (pouparei o leitor disso, fique tranquilo). O que me levou a estudar o caso, a ir aos autos (42 volumes em francês, que encontrei na Biblioteca do Superior Tribunal Militar, em Brasília), transportar-me para a sala de audiências daquela corte, naqueles onze meses de 1945 e 1946, foi a vontade de conhecer sobre a natureza humana, sobre a história do maior conflito de todos os tempos, e sobre o julgamento dos acusados de crimes de guerra, crimes contra a paz e contra a humanidade. E tive uma experiência tremendamente fascinante, envolvente. Éramos eu e os réus, juízes, promotores e testemunhas de Nuremberg.

Após três anos de intenso trabalho e uma Dissertação de mais de 300 páginas, fui aprovado pela banca examinadora e obtive o título de Mestre em História (lembrando que História é uma grande paixão). Interessante que a outorga do título, feita na hora pela Presidente da Banca (minha orientadora e amiga, Albene Menezes) teve efeitos de um gesto final de uma iniciação, como se a espada do conhecimento estive colocada sobre minha cabeça. Esse momento, no Mestrado, foi mais importante que qualquer outro título futuro, e jamais me esquecerei dele.

Como o título de Mestre, estava habilitado a lecionar no ensino superior. Foi o que fiz. E pude difundir conhecimento. E ali começou a trajetória como professor universitário, que nunca abandonei, pois, como já disse em outra crônica, aprendemos muito dando aula e com nossos alunos.

Mas não consigo ficar quieto. Por ser inédito, achava que o tema de minha Dissertação poderia dar um bom livro. Fiz algumas adaptações, apresentei a editoras de Brasília e de outras cidades. Algumas não deram resposta, outras retornaram dizendo que não tinham interesse, e uma, daqui de Brasília, deixou-me em banho-maria por vários meses para, no final, retornar dizendo que não valeria a pena publicar meu livro. Essas repostas seriam suficientes para fazer desistir a muita gente, mas não a mim. Continuei tentando. Meu sonho era publicar um livro sobre o Julgamento de Nuremberg.

Foi quando recebi uma carta de uma editora de médio porte do Rio de Janeiro, a Renovar, interessada em publicar a obra. Aceitei a proposta. Passados alguns meses, saiu a primeira edição, cujo lançamento foi em setembro de 2001: “Tribunal de Nuremberg, 1945-1946: a Gênese de uma Nova Ordem no Direito Internacional”. Apesar de muito específico, o livro rendeu uma segunda edição, em 2004. E o nome do filho de Seu Jacob e Dona Conceição ficou associado definitivamente ao Julgamento de Nuremberg aqui no Brasil.

O primeiro livro trouxe grandes satisfações, não em termos de direitos autorais, mas de difusão de nossas reflexões e projeção de nosso trabalho. Também conseguiu alcançar o público em geral, o que me deixou tremendamente feliz. Afinal, busco escrever de maneira simples, pois me alegro quando descubro que meu texto é compreendido por “não-iniciados”. Isso me realiza. E aqui conto um episódio que me deixou muito feliz: certa feita, encontrei meu amigo Erick Vidigal, com sua filha de 15, 16 anos, lá no Ceub (a faculdade onde Erick e eu lecionávamos). Qual não foi o regozijo quando me disse que ela havia lido o “Tribunal de Nuremberg”, gostado, e tinha alguns comentários a fazer sobre o caso! Ganhei o dia!

O Tribunal de Nuremberg encontra-se esgotado. Desde 2006, a Editora não me presta contas sobre as vendas ou a situação do livro. Tentei inúmeros contatos, sem sucesso. Isso me decepcionou muito com uma editora que reputava séria. Pretendo atualizar o livro e buscar outro editor que queira republicá-lo. Quem sabe não o consigo com quarenta anos!

Quando se acaba um mestrado, ainda mais como foi o meu, a sensação é de que você vai embora da universidade e deseja nunca mais passar por lá. Isso é perfeitamente normal e aconteceu comigo. Mas a sede de continuar os estudos, o sonho de progredir academicamente, e a ânsia por conhecimento me fizeram voltar, em 2004, para um programa de doutorado. A proposta inicial da tese era sobre o Brasil e questões de Defesa na América do Sul – coincidentemente, um certo professor da UnB a quem mostrei minha proposta de trabalho, algum tempo depois, montou um projeto de pesquisa em termos muito parecidos, com o qual conseguiu alguns recursos, inclusive de fundações estrangeiras (ali conheci mais uma faceta da canalhice acadêmica!). Mas acabei mudando para um assunto que me apraz ainda mais que Defesa: Inteligência.

Foram quatro anos de doutorado, com uma pesquisa aprofundada que rendeu uma Tese de cerca de 800 páginas (fora os anexos, que entreguei em CD) sobre os sistemas de inteligência no Brasil e no Canadá e seus mecanismos de controle – outro assunto inédito no País. Ao final de seis horas de banca examinadora, fui aprovado e recebi o título de Doutor em Relações Internacionais. Mais um sonho realizado! Era o primeiro com mestrado dos dois lados da família, e também o primeiro com doutorado. E, o melhor de tudo, conhecia mais sobre Inteligência ao final do doutorado do que quando ingressara nele!

Li uma vez que não adianta ter doutorado e não dar bom dia ao porteiro. Concordo plenamente! Mesmo com todo o esforço para gerar a tese, posso assegurar que um título de Doutor não faz ninguém melhor que outra pessoa. E se tentarem afirmar de forma diferente, estão mentindo. Não adquiri superpoderes, não fiquei mais inteligente, e continuo com os mesmos anseios e necessidades de todo ser humano. Por isso, quando um idiota pernóstico vier tripudiar sobre alguém se dizendo melhor porque é “Doutor nisso ou naquilo”, tenha a absoluta certeza de que a maior característica dessa pessoa, e que a diferencia de você, é que ela é “um idiota pernóstico”.

De toda maneira, o doutorado me permitiu alçar voos mais altos e obter certo reconhecimento no meio acadêmico e na comunidade de inteligência. E, como não poderia deixar o conhecimento apodrecendo como água parada, tenho buscado publicar com constância sobre o assunto, com destaque para os dois livros “Atividade de Inteligência e Legislação Correlata” (já na terceira edição) e “Políticos e Espiões: o controle da Atividade de Inteligência” (caminhando para a segunda). Daí advieram palestras, cursos e artigos… E pude contribuir para difundir o conhecimento sobre um tema tão hermético.

Enfim, nestes primeiros quarenta anos, busquei adquirir o máximo de conhecimento que consegui. E, sob a proteção do Criador, pude compartilhar com muita gente esse conhecimento, o que me deixa bastante realizado. Pretendo continuar estudando, lecionando, escrevendo, palestrando, adquirindo e difundindo conhecimento. Sou feliz assim. E pretendo fazer muito mais nos próximos quarenta anos.

Em tempo: seguem algumas fotos de lançamentos de meus livros, oportunidade sempre muito agradável de encontrar os amigos!

[Em 2019, o Atividade de Inteligência encontrava-se na 6ª edição, o Políticos e Espiões na 2ª, havia publicado outro livro, Terrorismo: conhecimento e combate, em parceria com meu amigo Marcus Reis, e não parei de escrever…]

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