Bibi continua…

Benjamin Netanyahu conquista seu quinto mandato como Chefe de Governo de Israel. Não governará só, entretanto.

De toda maneira, o Premier israelense é, sem sombra de dúvida, um gigante na política de seu país. Sua capacidade de articulação e liderança são invejáveis.

Apesar da vitória do Likud, a oposição conquistou importante número de cadeiras no Knesset. E, à frente da segunda força entre os partidos israelenses, certamente o General Benny Gantz não poderá ser desprezado…

Aguardemos o discurso da vitória de Bibi…

Parabéns aos israelenses pela festa da democracia!

O Levante do Gueto de Varsóvia

34138O dia 19 de abril é lembrando no mundo todo por um acontecimento marcante de 1943: o Levante do Gueto de Varsóvia. Naquela data, véspera da Páscoa judaica, quando tropas nazistas entraram no gueto (onde estiveram confinados 380 mil judeus, dos quais 300 mil já haviam sido removidos em poucos meses) para concluir a operação de remoção daquelas pessoas para os campos de extermínio, cerca de 700 judeus, com pouco armamento e de baixo poder de fogo, insurgiram-se e começaram ataques contra seus algozes. Foi um ato honroso de resistência, apesar de com pouca efetividade, pois algumas semanas depois, os revoltosos foram aniquilados e o gueto completamente destruído – de fato, a cidade inteira de foi destruída após o levante dos poloneses, em 1944.

Levante Gueto Varsovia

A importância do Levante do Gueto de Varsóvia repousa no fato de que, com aquele ato de resistência, os judeus mostraram ao mundo que não eram simples carneiros indo para o abatedouro dos campos de concentração. Serviria de inspiração para muitos outros grupos de judeus em toda a Europa ocupada e, ainda, para o povo israelense em seu processo de independência e nas guerras contra os árabes, desde de 1948.

Fica aqui nossa homenagem àqueles homens, mulheres e crianças que ergueram-se contra a opressão e preferiram morrer lutando a serem enviados para os campos de concentração.

Segue artigo do Museu do Holocausto em Washington, no qual se trata daquele importante acontecimento.

Levante Gueto Varsovia2

O LEVANTE DO GUETO DE VARSÓVIA

— Instytut Pamieci Narodowej

Muitos judeus que estavam aprisionados em guetos no leste europeu tentaram organizar movimentos de resistência contra os alemães e, para tal, se equiparam com armas de produção artesanal e as que conseguiam contrabandear para dentro do gueto. Entre 1941 e 1943, havia cerca de 100 grupos judeus agindo como movimentos secretos de resistência. A tentativa mais lembrada, dentre as lutas judaicas pela libertação contra um inimigo muito mais poderoso, foi a corajosa revolta armada ocorrida no gueto de Varsóvia, conhecida como “O Levante do Gueto de Varsóvia”.

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Jogada de Mestre!

Apenas uma expressão para definir a última manobra russa na crise da Síria e diante da ameaça franco-estadunidense de atacar o país árabe: ‘”aula de Política Externa!”

Bem que podíamos aprender com Moscou como atua uma Grande Potência! Pazdravliayu, Tavarich Putin! Pazdravliayu, Tavarich Lavrov!

Russia Siria

RIA Novosti

Russia, Syria Back Call for International Control of Syrian Chemical Weapons

21:47 09/09/2013

Russia on Monday threw its backing behind a proposal that Syria’s chemical weapons be put under international control, leading Damascus to say it “welcomes the … initiative” if it would indeed help prevent a US strike on the war-torn country – a suggestion floated by Washington earlier in the day.

 MOSCOW, September 9 (RIA Novosti) – Russia on Monday threw its backing behind a proposal that Syria’s chemical weapons be put under international control, leading Damascus to say it “welcomes the … initiative” if it would indeed help prevent a US strike on the war-torn country – a suggestion floated by Washington earlier in the day.

Russian Foreign Minister Sergei Lavrov told reporters in Moscow that “if putting chemical weapons in that country [Syria] under international control would prevent strikes, we’re immediately beginning to work with Damascus,” and that a proposal had already been passed on to Syria’s Foreign Minister Walid Muallem. Lavrov and Muallem had met earlier on Monday, though it was not clear when or whether they discussed the proposal.

Muallem, in turn, said that Syria “welcomes the Russian initiative” and is “confident in the wisdom of the Russian leadership, which is trying to prevent American aggression against our people,” according to a Russian translation of the Arabic.

Earlier in the day, US Secretary of State John Kerry said Washington could refrain from attacking Syria if Damascus turns over “every single bit” of its chemical weapons to the international community within a week.

 However, a US State Department spokesperson later said Kerry was “making a rhetorical comment,” Reuters reported.

The text of the Russian proposal was not made public, but Lavrov said: “We are calling on the Syrian leadership not only to agree to the placement of chemical weapons storage sites under international control, but also to [their] eventual destruction, and to full accession to the Organization for the Prohibition of Chemical Weapons.”

The United States has accused the regime of Syrian President Bashar Assad of using chemical weapons against civilians.

Most recently, Syrian rebels said the Assad regime was behind an August 21 chemical attack in a Damascus suburb that killed between 355 and 1,700 people; the United States has backed that allegation and is contemplating a retaliatory attack on Syrian government targets.

Assad has said the use of chemical weapons was a provocation by the insurgents, a stance supported by Moscow.

Syria is one of five UN member states that have not signed the 1993 Chemical Weapons Convention outlawing chemical weapons. The other four are Angola, Egypt, North Korea and South Sudan. (Israel and Myanmar have signed but not ratified the convention.)

Forcas ocidentais ataque siria

Razões para a guerra…

Depois da brilhante jogada russa no tabuleiro global envolvendo a questão síria (os dirigentes de Moscou estão-se revelando grandes estrategistas!), o Presidente Obama parece continuar buscar motivos para derrubar o regime de Assad. Isso não é nada bom… Ainda tentando entender o ímpeto do Mandatário estadunidense para desencadear o conflito…

De toda maneira, seria no mínimo irônico um presidente dos Estados Unidos com nome muçulmano e ganhador do Nobel da Paz (lembram disso?) desencadear uma ofensiva militar contra um país árabe por volta do 11 de setembro… Pergunto-me o que George W. Bush estaria pensando disso tudo…

Continuo sem a convicção de que o ataque com armas químicas (se realmente aconteceu) se deu a mando de Assad…

Obama_discurso_Siria

RIA Novosti

Obama Argues for Force in Syria, Says Russian Plan Still in Play

07:28 11/09/2013

In a nationwide televised address Tuesday night, US President Barack Obama argued for a punitive military strike against Syria over its alleged use of chemical weapons, though he said he is working with Russia on a proposal to defuse the situation by securing Syria’s chemical weapons stockpiles.

 WASHINGTON, September 10 (RIA Novosti) – In a nationwide televised address Tuesday night, US President Barack Obama argued for a punitive military strike against Syria over its alleged use of chemical weapons, though he said he is working with Russia on a proposal to defuse the situation by securing Syria’s chemical weapons stockpiles.

“If we fail to act, the Assad regime will see no reason to stop using chemical weapons,” Obama said in his 15-minute speech from the ornate East Room of the White House. “As the ban against these weapons erodes, other tyrants will have no reason to think twice about acquiring poison gas and using them.” Continuar lendo

Apocalipse Now… in Syria

assad_obamaMuita gente tem-me perguntado sobre a crise na Síria e a provável intervenção estadunidense no país do Oriente Médio. Desde que começou o Levante (como sempre chamei a tal da “Primavera Árabe”), há dois anos, tenho dito que a Síria é muito distinta dos demais Estados que passaram pelas revoltas populares, seja a Líbia de Kadafi, seja o Egito de Mubarack… Tanto por sua posição geográfica, quanto pelas características do regime e de seu líder, ou ainda pelos seus estreitos vínculos com grandes potências como Rússia e China e aliados como o Irã e o Hesbollah, o caso sírio é bem mais complexo do que muitos “experts” têm dito.

Assad_quadroNestes dois anos tenho assinalado que Bashar Hafez-al-Assad não é um simples ditadorzinho de país em desenvolvimento, e que dificilmente deixaria a Presidência da Síria pelas manifestações da oposição. Assad estaria mais para déspota esclarecido.  Seu pai assumiu o poder na Síria quanto ele tinha cinco anos de idade – natural que desde cedo já houvesse a possibilidade de ser preparado para uma sucessão. Estudou em Londres, conhece o Ocidente, e muito distante está de um líder beduíno que ocupa o palácio de dia e à noite vai para sua tenda, ou de um coronel que herda o poder de outros coronéis. É, verdadeiramente, uma liderança em seu país e conta com apoio de parte da população.

Ademais, contra Assad se rebelaram grupos distintos, inclusive alguns associados à Al-Qaeda. Ou seja, ele é, ao menos, a opção conhecida no governo do país. Difícil identificar quem poderia assumir o poder em seu lugar ou mesmo se os rebeldes não continuariam a luta fratricida, permanecendo a instabilidade.

assad putin Também desde cedo assinalo que qualquer investida militar contra a Síria teria que contar com a aquiescência de Moscou. O país é área de influência russa – vale lembra que a maior base naval russa em águas quentes é na Síria – e está muito próximo do território da antiga União Soviética para que Putin deixe de acompanhar muito de perto e com grande interesse os acontecimentos e muito menos uma ação militar ocidental. Tenho comentado, ainda, que Assad cairá quando perder o apoio de Moscou.

Falando ainda da Rússia, interessante tem sido a orientação do Kremlin na crise. Sempre manteve o apoio a Damasco, apoio esse que se evidenciou nas últimas declarações sobre os ataques com armas químicas e nas intervenções no Conselho de Segurança da ONU. Nesse ponto, conta com o apoio de Pequim que, no mínimo, não tem interesse em ver aumentada a influência ocidental na região.

Note-se, além disso, que a relação entre Washington e Moscou tem-se mostrado mais tensa nos últimos meses. Algumas vezes se falou sobre uma nova Guerra Fria (ao menos em certos discursos do Governo russo isso foi expressado). O caso Snowden contribuiu para o aumento da tensão, inclusive com o cancelamento de reuniões de cúpula entre Obama e Putin. Os russos aumentaram a presença na Síria e continuam fornecendo armas a Assad. O recado de Moscou, claro desde sempre, mas somente agora percebido por muitos “especialistas” é: “não brinquem no meu quintal sem me consultar”.

syria protest1Entretanto, apesar dos avisos, Obama parece particularmente interessado em uma ação militar contra a Síria e em tirar Assad do poder – ou isso, ou tem-se aí um grande blefe por parte de Washington! E o pior é que encontra resistência em casa, e também entre seus aliados tradicionais. David Cameron, por exemplo, já retrocedeu na ideia de tomar parte diretamente na intervenção na Síria. Até mesmo Israel não se mostra entusiasmado com os tambores de guerra – claro! além do primeiro alvo de contra-ataques, os israelenses já conhecem (e bem) o atual governo Sírio e seu líder, e temem quem poderia sucedê-lo (no Egito, como também já havia assinalado aqui neste site, a experiência não foi das mais felizes).

Bom, alguns diriam, a intervenção militar conta com o apoio de Hollande… Do social-democrata Hollande? Do líder forte e altivo Hollande? Alguém pode me dizer quantas guerras a França venceu nos últimos 150 anos?

Mas, e se os EUA, contrariando seus principais aliados, desafiando Moscou e Pequim, e provocando Teerã, resolverem atacar a Síria? Bom, um conflito tradicional, como na invasão do Iraque, acho improvável. O país sofrerá ataques aéreos e aumentar-se-á o apoio aos rebeldes, mas não acho que Obama arriscaria mandar soldados estadunidenses para este novo teatro de operações. Se, contra todas as expectativas, assim o fizer, pode correr o risco de encarar o que dois democratas que o antecederam tiveram que enfrentar quando decidiram por incursões militares na Ásia – a total surpresa e o desgaste com um conflito prolongado. Falo de Truman na Coréia e Lindon Johnson no Vietnã.

Uma característica da guerra – e qualquer polemólogo iniciante sabe disso – é que se conhece muito bem como ela começa, mas como terminará é sempre uma incógnita. No caso da Síria, se os russos mantiverem o apoio a Assad, o conflito pode se prorrogar… E, havendo a intervenção por terra, será que poderia ocorrer uma nova Coréia (com soldados iranianos e libaneses combatendo ao lado dos sírios) ou um novo Vietnã? Interrompo aqui minhas reflexões para pensar um pouco mais…

Diante de todo esse cenário, a única certeza é que uma intervenção militar estadunidense na Síria será a pior das possibilidades. Mas Obama deve saber disso. Truman e Lindon Johnson também deviam sabê-lo, não?

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Um nazista entre os justos???

Matéria interessante sobre o irmão de Hermann Goering (o segundo homem do III Reich), que teria atuado pela salvação de judeus do holocausto. E então, será que poderia Albert Goering receber o título de “justo entre as Nações” (חסידי אומות העולם)?

Albert Goering

Ser Spiegelonline – 03/07/2013 04:27 PM

Göring’s List –Should Israel Honor a Leading Nazi’s Brother?

By Gerhard Spörl

Leading Nazi Hermann Göring was instrumental to Hitler’s reign of terror, but research suggests his brother Albert saved the lives of dozens of Jews. Israel must now decide whether he deserves to be honored as one of the “Righteous Among the Nations.”

Hermann Göring’s younger brother Albert, of all people, rescued Jews from the Nazis, and yet his story is forgotten. But why?

Irena Steinfeldt looks nervously at the clock to reassure herself that she isn’t too late for her appointment at the Café Paradiso in downtown Jerusalem. She sits down, shakes her hair and gazes intently through her glasses.

It is important to her to set something straight right away. It really doesn’t matter to her, she says, what someone’s name was or what rank he had at the time, if he had rescued only one or several Jews and had proven himself to be a good person at a bad time. The true heroes, who remain good throughout their lives, are extremely rare, she says, and they certainly didn’t exist at the time of the Holocaust. Continuar lendo

Entre os Justos!

Ainda por ocasião do Dia Internacional da Lembrança do Holocausto (27 de janeiro), segue artigo muito interessante sobre muçulmanos que salvaram judeus da perseguição nazista.

We shall never forget!

Muslim Heroes Saved Jewish Lives During Holocaust

Today, January 27, 2013, is the International Holocaust Memorial Day. On this day, 68 years ago, the Allied Forces liberated the Auschwitz Death Camp. Although Israel commemorates her Holocaust Memorial Day on a date memorializing the Warsaw Ghetto Uprising, the United Nations has chosen for the International Holocaust Memorial Day to fall on Auschwitz Liberation Day.

According to Rabbi Israel Meir Lau, a former Chief Rabbi of Israel “In my opinion, the date set by the UN as the International Holocaust Memorial Day should be used to commemorate the righteous of other nations, who worked to save Jews in spite of the terrible dangers involved. There is no more appropriate a day than this to deliberate upon the personalities of those stars which shone brightly in the darkest night, people such as Chiune Sugihara, the Japanese consul in Lithuania; Roul Wallenberg, the Swedish diplomat in Hungary; Oscar Schindler, the German industrialist in Poland, and many others whose names are not known well enough.” Some of those names are of Muslims who selflessly risked their lives to save Jews and International Holocaust Memorial Day is a significant day to honor those people. Continuar lendo