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Sobre Joanisval

Brasiliense. Doutor em Relações Internacionais e Mestre em História. Graduou-se em Relações Internacionais e em Direito. É advogado, professor universitário e consultor legislativo do Senado Federal. Monarquista convicto. Contato: joanisval@gmail.com.

Separar para quê?

scotland-flag-1_2103925cÉ sempre bom lembrar a meus alunos de Relações Internacionais que o separatismo não é uma exclusividade da Ucrânia na Europa de hoje… Há muitas regiões do continente que clamam por emancipação. Geralmente, no contexto atual de integração européia, o separatismo pode trazer mais prejuízos que benefícios para as novas nações que queiram surgir no Velho Mundo.

Publico aqui interessante artigo da DW sobre o separatismo escocês e o referendo de 18 de setembro, quando os escoceses decidirão se permanecerão no Reino Unido e se constituirão uma nação independente. Sei não, mas acho que seria um tiro fatal no pé essa separação da Escócia. A União existe há três séculos; a Grã-Bretanha é a sexta economia do planeta e os escoceses, apesar de suas diferenças e do sotaque, estão tão inseridos na sociedade britânica que é inconcebível imaginar o povo das terras altas constituindo outro país… Esqueçam separação… a coisa não vai acabar bem…

Os escoceses até poderiam se separar… só queria ver onde ficará a Pedra de Scone, ou Pedra do Destino, na coroação do sucessor de Elizabeth II (se algum dia Elizabeth II vier a falecer…). Para quem não sabe, é uma pedra sobre a qual os reis escoceses eram coroados e que foi tomada pelos ingleses quando conquistaram as terras altas. Desde então, durante séculos a pedra ficou em Londres, e todos os reis ingleses e britânicos a partir de então são coroados sobre essa pedra, que fica embaixo do trono… Recentemente ela foi transferida para Edimburgo, mas com a ressalva, sempre destacada, que continua a pertencer à Coroa Britânica… tradição é tradição.

Reino Unido acirra campanha contra a independência da Escócia

Deutsche Welle, 27/04/2014

Após mais de 300 anos de união, escoceses opinam sobre separação do Reino Unido em referendo marcado para setembro. Governo em Londres faz campanha para reverter o avanço nacionalista entre o eleitorado escocês.

Schottland Unabhängigkeit von Großbritannien

O governo britânico decidiu intensificar a campanha contra o referendo sobre a independência da Escócia, marcado para o dia 18 de setembro. Nesta semana, o secretário-chefe do Tesouro britânico, Danny Alexander, irá a Edimburgo tentar “desfazer mitos” que cercam as reivindicações feitas pelos defensores da separação.

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Bandidos de spray e a imagem da nossa cidade

20140501_120438Passeando hoje pela minha cidade me dei conta do quanto Brasília tem sido vítima de um tipo de criminoso da pior espécie, bandidos ordinários, delinquentes que merecem punição exemplar: os pichadores. Não me refiro a grafiteiros, que fazem arte e embelezam a cidade; trato aqui de pichadores. Por onde a gente anda em Brasília encontra um cenário deprimente de muros, paredes, portões pichados com rabiscos feitos por esses vândalos!

Seguia pela W3 Sul e fiquei realmente enfurecido! Para onde olhava, havia pichação. Isso é revoltante! A pessoa tem seu imóvel, seu muro, sua casa, cuida dele. Aí vem um cretino e picha… pelo simples prazer de depredar, de destruir, de estragar o patrimônio alheio. Deve se sentir muito poderoso fazendo aquilo! Fraco, covarde, bandido.

20140501_120548Espaços públicos também não escapam da maldade desses cretinos: você já reparou que não há uma parada de ônibus na W3 que não esteja pichada? E o cenário se repete em outros lugares da capital federal, um cenário de violência…

Não aceito explicação sociológica para a conduta desses delinquentes. Não me venham dizer que são jovens inconsequentes que precisam de orientação, de educação. São bandidos, vândalos que precisam ser duramente reprimidos e punidos. E para esses criminosos a punição mais rigorosa, a tolerância zero, deve ser aplicada!

Sim, pichadores, como os que estão estragando Brasília, são bandidos. Bandidos de spray. Se não forem contidos, logo o spray passa para a arma, para o papelote e a vítima deixa de ser um muro e passa a ser uma pessoa.

20140501_120430Pichadores são bandidos. Quando cometem o crime, não o fazem só contra o patrimônio do cidadão de bem que é alvo do vandalismo. Cometem um crime contra a sociedade como um todo, contra a civilidade e contra a imagem da nossa cidade. É triste ver que estamos em uma Brasília toda pichada, violentada. E é essa Brasília pichada que o mundo vai ver, por exemplo, quando acontecer a Copa do Mundo. É essa Brasília pichada que fica como imagem e recordação para quem vem conhecer a capital do Brasil. Talvez essa triste imagem da nossa cidade revele o quando o Brasil está pichado, descuidado, desamparado. Pense nisso!

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Memórias da Grande Guerra…

Este é um ano emblemático para todos que se interessam por História, em especial por História Militar e História das Relações Internacionais. Afinal, há exatos cem anos, o mundo testemunhava os canhões de agosto que poriam fim a um século de paz na Europa e conduziriam o Velho Continente (e todo o planeta) à mais avassaladora das guerras até então… Milhões de mortos, outros tantos de feridos, e uma mudança na maneira como os seres humanos percebiam o mundo.

Encontrei no site da Deutsche Welle uma página temática interessantíssima sobre a I Guerra Mundial! Em um tempo em que se vislumbra a possibilidade de voltarem a ocorrer conflitos interestatais (no velho estilo), cabe recuperar as memórias da Grande Guerra…

Para acessar o link, clique aqui (em alemão).

Segue, ainda, artigo muito interessante sobre um possível grande fracasso da diplomacia que culminou no morticínio de 1914-1918.

Erster Weltkrieg

Erster Weltkrieg – Hat die Diplomatie versagt?

Der Veranstaltungsort hätte passender kaum sein können: Das 1730 fertiggestellte Zeughaus in Berlin war einmal das größte Waffenlager Preußens. Heute befindet sich in dem barocken Prachtbau am Boulevard Unter den Linden das Deutsche Historische Museum (DHM). Gemeinsam mit dem Auswärtigen Amt (AA) hatte das DHM am Freitag (14.03.2014) zu einer Historiker-Diskussion eingeladen. “Julikrise 1914 – schlafwandelnde Diplomaten?” lautete die Überschrift der zweiten von sieben geplanten Gesprächsrunden, bei denen die Frankfurter Allgemeine Zeitung und die Deutsche Welle Medienpartner sind.
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Mais sobre tributos…

Tenho tratado regularmente aqui sobre nossa carga tributária e os problemas relacionados ao retorno que o Governo deveria dar à sociedade pelos tributos arrecadados. Continuo achando que pagamos muito imposto no Brasil. E, no caso da classe média, essa fica mais e mais estrangulada… Imposto único talvez seja uma solução interessante.

Segue excelente artigo de meu caríssimo amigo José Ailton Braga, profundo conhecedor da matéria, sobre as mazelas tributárias em Pindorama…

carga tributaria

Por que a carga tributária é alta e os serviços são ruins?

Por Ailton Braga, Valor Econômico, 09ABR2014

Os protestos ocorridos em 2013, apesar do público diverso, tiveram em comum o desejo por serviços públicos de qualidade, tais como transporte coletivo, segurança, infraestrutura urbana, saúde e educação. Há uma insatisfação com o modelo de Estado brasileiro, caracterizado pela elevada carga tributária e serviços públicos ruins. Mas por que o Estado brasileiro tem um custo tão alto e presta serviços de má qualidade?

 A resposta começa pela análise da distribuição dos gastos públicos no Brasil, separando-os em dois grupos: as transferências diretas de recursos e a prestação de serviços públicos. As transferências diretas são aquelas em que há repasse de recursos monetários a empresas e famílias sem a contrapartida da prestação de um serviço pelos beneficiários, e incluem previdência, pagamento de juros, subsídios e outras transferências. Os demais recursos, por definição, seriam direcionados à prestação de serviços públicos e manutenção da máquina pública. Continuar lendo

A mais poética das revoluções!

cravosO país vinha de quatro décadas de ditadura. Certamente, foi uma ditadura muito diferente de qualquer outra. Afinal, fundara-se e fora conduzida, praticamente em quase toda sua duração, por um dos estadistas mais brilhantes que o país já tivera, um intelectual, catedrático, patriota e que se casara com a nação, a ela dedicando toda uma vida de obstinados e incansáveis esforços, como um sacerdócio cívico. Mas o ditador, que jamais vestira um uniforme, havia deixado o poder seis anos antes e seu sucessor não conseguira, naturalmente, substituí-lo a contento. O país encontrava-se em meio a grave crise, muito influenciada pelas guerras coloniais, que culminavam na perda do controle sobre um vasto império de além-mar às custas de milhares de mortos e feridos… O regime logo cairia de podre, só não se poderia dizer de que maneira isso ocorreria, e a que custo.

A  REVOLUÇÃO DOS CRAVOSMas a grandiosidade de um povo pode ser percebida nos momentos de maior crise. E aqueles originários de uma pequena nação, esquecida na periferia de um rico continente, mostrariam ao mundo o quão imponente, valiosa e singular era sua origem, nossa origem. E mostrariam ao mundo a mais poética, melodiosa e pacífica das revoluções… naquele 25 de abril!

O sinal para a queda do regime fora dado na noite da véspera. Precisamente às 22:55, transmitia-se pelo rádio um bela canção, uma canção de amor: E Depois do Adeus. Essa música, que nada tinha de conteúdo político, e que fala de um homem que sofre com o fim de um relacionamento amoroso, era o sinal para a preparação das tropas, em sua maior parte comandadas por jovens capitães, que se rebelariam contra o regime.

Com as forças a postos, foi transmitida então, à 00:20h, a segunda senha, o sinal para se desencadear a revolução: a belíssima peça intitulada Grândola, Vila Morena, que trata da fraternidade de um povo de uma pequena vila. E os militares foram às ruas para derrubar a ditadura e instaurar a liberdade. Em poucas horas seu objetivo seria alcançado. E um país novo surgiria.

25abrilPraticamente nenhum tiro foi disparado, e muito pouco sangue derramado. Vermelho apenas o dos cravos que a população colocava  no cano dos fuzis dos soldados, em apoio ao movimento. Sim, porque todo o povo foi logo às ruas, embalado pela canção e pelo desejo de liberdade, apoiar a revolução.

E foi assim que se transformou uma nação. E foi assim que se começou a reconstruir um país. E foi assim que o povo unido disse para o mundo que não admitiria nada diferente de liberdade e democracia. Era 25 de abril… Era 1974.

Passados quarenta anos da Revolução dos Cravos, registramos aqui nossa homenagem ao querido povo português, que deu ao mundo mais uma grande lição de civilidade. O que aconteceu naquele 25 de abril foi único, tinha poesia, melodia e beleza, marca singular do povo lusitano.

Viva o 25 de abril! Viva Portugal! Viva a democracia! Viva a liberdade!

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Parabéns, Brasília!!!

Brasilia_2014aHoje é 21 de abril. Minha cidade faz aniversário. Ela surgiu em 1960, no meio do Planalto Central como um sonho de esperança de um Brasil novo, grande e moderno! Milhares de pessoas vieram para esta terra vermelha e seca para construir um sonho. E hoje, 54 anos depois, ele é realidade!

Hoje é aniversário da minha cidade! A cidade para onde meus pais vieram, como tantos outros nordestinos, e aqui se estabeleceram, se encontraram e constituíram família. É aqui onde eu nasci, onde meus filhos nasceram. Cinquentona linda, simpática e charmosa!

superquadrasSim! Brasília tem coisas que só quem é de Brasília (por nascimento ou opção) conhece: curvas e retas que são um charme só, endereços com siglas (SQN, SQS, SHIS, SIA, SAIS) e números (309, 406, 115, 213), e que apenas para nós são tão comuns; o Eixão, os eixinhos, L2, W3; a ausência de esquinas, a organização em setores (de Diversão Sul, de Diversão Norte, Hoteleiro Sul, Hospitalar Norte, Policial Sul); as Superquadras, os blocos e os pilotis (quem de Brasília nunca marchou encontro “embaixo do bloco”?)…

BRASILIA/50 ANOS/VOOMas Brasília não é só arquitetura e urbanismo! Brasília é natureza, é árvore e verde em toda parte (exceto na seca, porque na seca as cores ficam diferentes, mas as árvores continuam lindas!); é o lago que nos acalenta e nos permite viver no deserto (sim, pois somos filhos do deserto!); e é o céu, o céu mais lindo que alguém já pôde ver, o céu multicolorido que, a toda hora, nos mostra como o Criador foi generoso com nossa cidade!

E Brasília é também única por sua gente! Capital dos brasileiros, aqui se encontram os brasileiros das mais diferentes origens, dos pontos mais distantes do País… diferentes feições, diferentes sotaques! Com isso, Brasília acaba desenvolvendo sua cultura própria, uma mistura das várias culturas que enriquecem o Brasil! Quantas vezes já não ouvimos que foi aqui que uma pessoa do Sul pela primeira vez passou a conviver com alguém do Norte e do Nordeste!?! É ainda a cidade da juventude, a cidade do rock, de Legião, dos Paralamas e do Capital Inicial. É essa gente maravilhosa que faz de Brasília uma cidade única, de muitos rostos e sotaques, com muitas cores e muitos tons, um retrato colorido de todos os brasileiros!

candangos

Por todas essas razões é que amo minha cidade! Impossível não ser completamente apaixonado por Brasília! E assim, neste aniversário, declaro  meu amor incondicional pela capital do Brasil. Brasília, te amo! Feliz Aniversário, Brasília!brasilia2014c

Cinqüentona que precisa de cuidados!!!

Brasilia-2Muito bem! Minha amada Brasília completa hoje 54 anos! Parabéns a esta bela cidade, monumento a céu aberto!

Aqueles que nascemos em Brasília ou que escolheram a cidade para seu lar geralmente lembram de aspectos marcantes desta capital, como suas retas e curvas, a ausência de esquinas, os endereços alfanuméricos, as famosas tesourinhas e os setores para cada coisa! Também são marca de Brasília nosso lago, nossos eixos, avenidas largas me riscam a forma de um avião no Planalto Central e, é claro, nosso céu! O céu de Brasília é lindo, e isso ninguém contesta! Nossa cidade é singular, é linda, é apaixonante! Mais que patrimônio da humanidade, Brasília é patrimônio de todos os brasilienses!

E tem também o povo! Gente de todo o lugar, de todas os sotaques! Gente que chegou a Brasília para construir um sonho, para viver um sonho! Gente que se apaixonou pela capital da esperança e aqui depositou suas esperanças de uma vida melhor! Isso é Brasília: aqui o Brasil se encontra, aqui o Brasil se integra!

Neste aniversário de Brasília, não posso deixar de registrar uma preocupação com nossa cidade e com o Distrito Federal como um todo: a falta de cuidado, e o abandono de muitas áreas de nossa amada terra! Basta caminhar pela cidade, que a gente logo vê muitos problemas de conservação: grama alta, lixo pelas ruas, muros e paredes pichados, descaso que é péssimo para a imagem da capital e que compromete a qualidade de vida dos moradores de Brasília! Isso sem falar de obras e construções, irregulares ou não, que destoam muito daquilo que constituía o plano original de Lúcio Costa!

vista-brasilia1Não vou aqui perder tempo procurando ou apontando culpados pela situação em que se encontra nossa cidade! De fato, neste aniversário de Brasília, o que quero é conclamar todos os brasilienses, todos os candangos, os moradores de nossa cidade, a cuidar melhor da capital do Brasil e a exigir que tratem melhor deste sonho que virou realidade. Se cada um fizer a sua parte, a coisa melhora.

Oxalá possamos ter pessoas cada vez mais comprometidas em cuidar desta cinquentona, que continua charmosa e apaixonante! Claro que muito do passado não será possível mais recuperar, mas se preservarmos o que nos resta, teremos mais cinquenta anos daquela que é, indubitavelmente, a mais singular das capitais! Viva Brasília, capital da esperança!

Segue um post muito interessante do meu amigo Chico Sant’Anna sobre as mudanças, nem sempre positivas, na arquitetura e no perfil urbano de nossa cidade.

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Brasília: obras que desconstroem a memória da cidade

Torre Digital, novo cartão postal de Brasília. Foto de Chico Sant’Anna

Por Chico Sant’Anna

Aos 54 anos, Brasília já começa a viver um processo acelerado de perda de sua memória urbana. A cada dia que passa, novos elementos da paisagem vão desaparecendo. É certo que a cidade não pode ficar congelada, mas como diz o urbanista José Roberto Bassul, também não pode derreter. Pessoalmente, prefiro outra figura de linguagem: se a cidade não pode ficar engessada, tem que se modernizar, este processo não pode deixar fraturas expostas. Recentemente, o aeroporto internacional de Brasília teve uma nova ala inaugurada. Bonita, vistosa, toda de metal e vidro.

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O Levante do Gueto de Varsóvia

34138O dia 19 de abril é lembrando no mundo todo por um acontecimento marcante de 1943: o Levante do Gueto de Varsóvia. Naquela data, véspera da Páscoa judaica, quando tropas nazistas entraram no gueto (onde estiveram confinados 380 mil judeus, dos quais 300 mil já haviam sido removidos em poucos meses) para concluir a operação de remoção daquelas pessoas para os campos de extermínio, cerca de 700 judeus, com pouco armamento e de baixo poder de fogo, insurgiram-se e começaram ataques contra seus algozes. Foi um ato honroso de resistência, apesar de com pouca efetividade, pois algumas semanas depois, os revoltosos foram aniquilados e o gueto completamente destruído – de fato, a cidade inteira de foi destruída após o levante dos poloneses, em 1944.

Levante Gueto Varsovia

A importância do Levante do Gueto de Varsóvia repousa no fato de que, com aquele ato de resistência, os judeus mostraram ao mundo que não eram simples carneiros indo para o abatedouro dos campos de concentração. Serviria de inspiração para muitos outros grupos de judeus em toda a Europa ocupada e, ainda, para o povo israelense em seu processo de independência e nas guerras contra os árabes, desde de 1948.

Fica aqui nossa homenagem àqueles homens, mulheres e crianças que ergueram-se contra a opressão e preferiram morrer lutando a serem enviados para os campos de concentração.

Segue artigo do Museu do Holocausto em Washington, no qual se trata daquele importante acontecimento.

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O LEVANTE DO GUETO DE VARSÓVIA

— Instytut Pamieci Narodowej

Muitos judeus que estavam aprisionados em guetos no leste europeu tentaram organizar movimentos de resistência contra os alemães e, para tal, se equiparam com armas de produção artesanal e as que conseguiam contrabandear para dentro do gueto. Entre 1941 e 1943, havia cerca de 100 grupos judeus agindo como movimentos secretos de resistência. A tentativa mais lembrada, dentre as lutas judaicas pela libertação contra um inimigo muito mais poderoso, foi a corajosa revolta armada ocorrida no gueto de Varsóvia, conhecida como “O Levante do Gueto de Varsóvia”.

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Páscoa e Transformação

Páscoa-judaica-O-que-é2Gosto da Páscoa! E gosto da Páscoa não pelos chocolates, apesar de ser chocólatra – chocolates também são coisa boa. O que me atrai na Páscoa é seu significado, seu simbolismo.

Para os judeus, a Páscoa (ou Pessach, que signfica “passagem”) é um evento de extrema importância, pois se comemora e relembra a libertação dos hebreus do Egito. Segundo as Sagradas Escrituras, a primeira celebração do Pessach aconteceu há cerca de 3.500, quando, como última das dez pragas do Egito, o Senhor disse a Moisés que enviaria um anjo seu que ceifaria a vida de todos os primogênitos do Egito. Seriam poupadas as famílias daqueles que sacrificassem um cordeiro e marcassem sua porta com o sangue do animal. Assim, ocorreu, os filhos dos hebreus foram poupados e o Faraó teria decidido libertar aquele povo da escravidão. O Pessach passou então a ser celebrado como recordação do ato final daquela história de opressão, contam os judeus.

pascoa judaicaDe fato, a Páscoa judaica também pode ser associada ao início da caminhada rumo a terra prometida, com todas as transformações pelas quais o povo hebreu passaria nos 40 anos de peregrinação pelo deserto. Independentemente da maneira como se vê a história, é um momento importante para os judeus de reflexão e celebração das mudanças na vida.

Para os cristãos, Páscoa também é transformação. Foi no domingo de Páscoa o Senhor Jesus ressuscitou dos mortos, mostrando que o poder da Luz e do Amor pode trazer a nova Vida. Páscoa cristã é renascimento, é a passagem para uma nova existência, liberta das dores, sofrimentos e erros do passado. É o ovo, símbolo de nascimento e vida, e ao mesmo tempo de necessidade de mudança, de rompimento da casca protetora para que seja possível uma nova existência – é, portanto, transformação.

Como cristão, tenho na Páscoa a mais importante de nossas celebrações, exatamente porque ela nos conduz a refletir sobre o que pode mudar em nossas vidas. É por isso que, neste domingo de Páscoa, gostaria de desejar a todos meus queridos 8 (oito) leitores, a todos os amigos e familiares, muita alegra e felicidade. Que a Paz de Cristo reine entre nós e que o Criador nos abençoe com Luz, Vida e Amor!

Mesmo àqueles que não são judeus, cristãos, ou que não têm qualquer religião, aproveito a data para propor um desafio: aproveitemos essa época de transformações para mudarmos um pouco nossa vida e trazer a ela mais gentileza! Sim, começo hoje aqui em Frumentarius uma campanha por mais gentileza no dia a dia. Por favor, para saber mais a respeito, dê uma olhada em um breve vídeo em nossa página do youtube (é que não consigo inserir vídeo aqui, ainda – sou analfabeto tecnológico) clicando aqui.

Boa Páscoa! E vamos buscar transformar o mundo em um lugar melhor, mudando primeiro a nós mesmos!

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O homem de bem e a Política

Plenario-camara-federalEm conversa recente com um amigo, tratamos sobre a desilusão crescente de muitos brasileiros com as nossas instituições e com os rumos que o Brasil está tomando. O resultado é que cada vez menos pessoas têm interesse em participar da vida política do País. Afinal, Política no Brasil virou sinônimo de corrupção, falcatruas, falta de compromisso como interesses maiores, com o bem comum, em um ambiente de agentes públicos ineptos, de quadrilhas que se reúnem para se apropriar do erário…

Com a crise de valores em que vivemos, as pessoas boas e honestas tendem não querer se envolver com a política. Essa opção, entretanto, é tremendamente danosa para a democracia brasileira e constitui um grande perigo para o futuro do País.

politica-no-brasil-eleicao-2012O homem de bem não pode se omitir da participação na vida política de sua cidade, de seu estado, de seu país. De fato, ao se omitir, ele ou ela cede espaço para os inescrupulosos, para os desonestos e para os maus, que acabam encontrando na vida pública um campo fértil para explorar os mais necessitados e usar o Estado para objetivos privados e ilegítimos.

As pessoas de bem querem certamente um Brasil melhor, mais justo e igualitário. Querem um Brasil onde haja igualdade de oportunidades, onde o Estado não interfira na vida privada dos cidadãos, e em que a autoridade pública cuide dos mais necessitados. As pessoas de bem querem justiça social e liberdade, querem segurança e serviços públicos de qualidade. O problema é que, enquanto o Estado brasileiro estiver entregue aos maus e aos despreparados, dificilmente teremos um país melhor.

É por isso que acredito que é um dever da pessoa de bem participar da vida pública e da Política, e trabalhar pela boa Política. Somente com mudanças e renovação na Política é que mudaremos o Brasil. Essa participação pode-se dar de diferentes maneiras: com atividades de assistência social, com dedicação de tempo à conscientização dos brasileiros sobre cidadania e sobre regras de vida em sociedade, bem como apoiando ou votando em pessoas de bem que decidam concorrer nas eleições. Deve-se dar também acompanhando o trabalho e as atividades daqueles que elegemos e cobrando deles o cumprimento dos compromissos de campanha. Certamente, o acompanhamento permanente das atividades dos políticos e a cobrança constante feita pelo eleitor sobre aqueles que o representam terão muito mais efeitos para melhorar o Brasil que manifestações pontuais, ainda que de milhares de pessoas, pelas ruas do País.

Cs-politicas1Há, ainda, uma maneira mais ousada de participar da vida política: candidatando-se a um cargo público… Por que não? Este é, sem dúvida, um dos gestos mais abnegados do homem e da mulher de bem. É se dispor a, como fez Daniel, entrar na cova dos leões e ali se conduzir com higidez, com coragem e com o compromisso de trabalhar por um Brasil melhor. Sim, porque temos que transformar a vida pública em um espaço de pessoas cada vez melhores e mais comprometidas com o bem comum. Se ficarmos acomodados em casa, a situação do País só tende a piorar. Alguma coisa precisa ser feita.

Sobre o homem de bem e a Política, o amigo lembrou-me das palavras do Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Independentemente da religião que você professe, meu caro leitor, ou da simpatia que você porventura tenha por Sua Santidade (eu sou um grande admirador do Papa Francisco), as palavras do Chefe de Estado e do líder espiritual de mais de um bilhão de católicos no mundo foram muito apropriadas para o Brasil e os brasileiros no momento de crise de valores, de crise política, pelo qual passamos. Disse o Papa Francisco (transcrição feita pelo amigo do discurso de Sua Santidade):

“Não podemos fazer como Pilatos e lavar as mãos… Nós cristãos temos o dever de nos envolvermos na Política porque a Política é uma das formas mais altas de fazer a caridade, porque busca o bem comum… Envolver-se na Política é uma obrigação para um cristão… Os leigos cristãos devem trabalhar na Política… A Política está muito suja, mas eu pergunto: ‘está suja por quê?!’ Porque os cristãos não se envolveram nela com espírito evangélico… É fácil dizer que a culpa é dos outros… mas eu, o que faço? [Participar da vida política] é um dever… Trabalhar pelo bem comum é um dever cristão…”

Da próxima vez que você se sentir relutante ou desinteressado em participar da vida política de sua cidade, de seu estado, ou mesmo de seu país, lembre-se que, se continuar sem fazer nada, os maus continuarão fazendo alguma coisa de ruim. E, se ainda tiver alguma dúvida, registro as sábias palavras do historiador britânico Arnold Toynbee (1889-1975): “O maior castigo para quem não gosta de política é ser governado pelos que gostam”.

Brazil Confederations Cup Protests

200 mil!

SI-mafaldaMeus queridos leitores,

Chegamos aos 200 mil acessos! Gostaria de agradecer a todos os leitores, colaboradores, comentaristas e divulgadores de Frumentarius! Acredito que a boa marca obtida nesses três anos deve-se, essencialmente, ao carinho e à atenção dos leitores de todos os continentes que acompanham nossos comentários e análises sobre “um pouco de tudo”.

Quem possamos continuar esta jornada, agora rumo aos 400 mil acessos! Muito obrigado mesmo!

Amplexos!                 

 

Transporte público no DF: como está não dá mais!

Engarrafamento EPTG/SIAUm novo problema tem afligido o Distrito Federal ultimamente: a crise no transporte público. Além da inexistência de trens, da baixa quantidade de vagões nas 2 (duas) linhas de metrô, e escassez de ônibus (e de linhas de ônibus), agora virou moda o bloqueio das principais vias que ligam as cidades do DF e do entorno à capital federal. Todo dia há protesto, manifestação, ônibus queimado… milhares de trabalhadores gastam horas de casa para o trabalho, chegam muito atrasados ou, simplesmente, perdem o dia… O prejuízo alcança, além dos próprios trabalhadores, gente que dá duro para tocar a vida, tanto os empregadores quanto o conjunto da sociedade. Enfim, caos absoluto!

bloqueio“Ok”, diriam alguns, “as pessoas estão protestando por seus direitos”. O problema é que o direito de quem tem que ir para o trabalho, seja de ônibus, seja de carro, fica totalmente prejudicado com esses protestos… De fato, o direito constitucional e fundamental de ir e vir fica prejudicado. E, verdadeiramente, muita gente que precisa trabalhar ou depende do trabalho de quem acorda cedo para a labuta diária, acaba prejudicada. A situação é, portanto, inaceitável, ainda mais quando se sabe que muitos desses protestos são feitos por uma minoria politicamente motivada neste ano eleitoral.

Não cabe aqui perder tempo tentando encontrar o responsável pelo problema do transporte, mais especificamente do transporte público, no DF e entorno. Mais importante é pensar em como melhorar esse caos!

brasilia 120Medida interessante é buscar diminuir a grande quantidade de veículos particulares circulando. Para isso, é necessário um serviço de transporte público eficiente, eficaz e integrado.

Precisamos diversificar o transporte público no DF. Como acontece nas grandes capitais do mundo, precisamos de uma rede integrada de transporte que envolva trens de superfície (por que o DF não possui um sistema de trens de superfície? nunca entendi isso), metrô, ônibus e veículos leves sobre trilhos (a versão moderna do velho bonde). Os trens ligariam as cidades do DF e do entorno a Brasília com rapidez e eficiência. Transportam muito mais passageiros e seu bloqueio é  mais complicado…

mapa_df_menorMetrô é outra boa alternativa, apesar de bem mais cara. Com duas linhas, entretanto, e meia dúzia de vagões, não dá para ficar. Isso sem contar a greve dos metroviários. O metrô costuma ser uma alternativa eficiente, rápida, pontual, e organizada em qualquer grande cidade de países civilizados (menos em Brasília).

Ah! E temos o excelente serviço de ônibus urbano e regional (só que não)! Parte da frota do DF até que está sendo renovada – isso é um mérito que tem que ser reconhecido -, mas a prestação do serviço continua muito ruim. Precisamos ampliar a concorrência, permitindo que mais empresas entrem no mercado. Precisamos de mais ônibus e mais linhas. Precisamos de informação nas paradas e horários cumpridos. Tenho outras idéias a respeito, sobre as quais pretendo continuar tratando aqui.

metrodfFinalmente, é importante que se acabe com essa balbúrdia de bloqueio das vias. A população do DF e do entorno está cansada disso, mesmo porque não é queimando ônibus e bloqueando vias que se vai conseguir alguma coisa. A situação já está irritante.

Resolver o problema do transporte no DF será uma tarefa fundamental para nossos governantes nos próximos anos. Se nada for feito, a situação ficará insuportável…

E viva o chocolate!!!

Como chocólatra inveterado, resolvi publicar esta aqui (antes que os cientistas mudem de ideia) e para adocicar o domingo dos meus 8 (oito) leitores… Das plantações dos astecas às montanhas da Suíça, um grande presente dos deuses foi reabilitado!

Eu já sabia!?! Sempre achei impossível que chocolate pudesse fazer mal a alguém, hehehe! Gostei da parte que diz que diminui o apetite… afinal, sempre que como uma barra de chocolate a fome passa… Menção honrosa ao chocolate amargo – os outros tipos, como o ao leite e o com amêndoas, são deturpações que podem ofender os paladares mais puristas (eu prefiro o amargo, mas não dispenso os outros tampouco).

Viva o chocolate!

PS: Aproveito para recomendar também o site Só Notícia Boa, que dispensa apresentações!

Chocolate previne diabetes, obesidade e faz bem para o coração

Só Notícia Boa – SÁB, 05 DE ABRIL DE 2014 00:02 

Mais motivos para os chocólatras continuarem consumindo chocolate.
O tipo preto pode ajudar a prevenir a obesidade graças aos seus elevados níveis de antioxidantes, que ajudam a baixar o açúcar no sangue.
A conclusão é de um estudo, que mostra a forte presença de flavonóides no chocolate, o que impede o aumento de peso e diminui o risco de diabetes. Continuar lendo

Doutor é quem tem doutorado?!?

O-que-é-Pós-Graduação-Mestrado-Doutorado-e-MBAExcelente e esclarecedor artigo do Professor Doutor Marco Antônio Ribeiro Tura. Serve para dirimir qualquer dúvida sobre o assunto, particularmente a nossos estudantes, bacharéis em Direito e juristas, muitos dos quais se baseiam em uma estória para exigirem determinado tratamento.

Eu, particularmente, não ligo se me chamarem ou não de doutor. Não que desmereça os quatro anos de estudo e pesquisa e todo o esforço que tive para para conseguir o título de Doutor em Relações Internacionais, algo que me deixa muito feliz. Entretanto, não fiz um Doutorado preocupado com o vocativo de doutor, mas sim pela vontade de conhecer de forma profunda um tema do meu interesse e contribuir para a pesquisa no Brasil.

doutoradoNa verdade, não ligo tampouco em chamar de doutor quem não tem doutorado. E, de fato se a pessoa se sentir melhor sendo chamada de “Doutor”, por que não fazê-lo?!? Por isso, e sem qualquer restrição, crise, ou reserva moral, chamo de doutor quem não tem doutorado, se isso fizer a pessoa se sentir melhor… E, se ela não tem o título outorgado pela academia, o que tenho eu a ver com isso?… Ademais, conheço muitos “Doutores” que o são sem o título…

Doutor é quem faz Doutorado

JusBrasil – http://por-leitores.jusbrasil.com.br/noticias/1682209/doutor-e-quem-faz-doutorado

No momento em que nós do Ministério Público da União nos preparamos para atuar contra diversas instituições de ensino superior por conta do número mínimo de mestres e doutores, eis que surge (das cinzas) a velha arenga de que o formado em Direito é Doutor.

A história, que, como boa mentira, muda a todo instante seus elementos, volta à moda. Agora não como resultado de ato de Dona Maria, a Pia, mas como consequência do decreto de D. Pedro I.Fui advogado durante muitos anos antes de ingressar no Ministério Público. Há quase vinte anos sou Professor de Direito. E desde sempre vejo “docentes” e “profissionais” venderem essa balela para os pobres coitados dos alunos.

Quando coordenador de Curso tive o desprazer de chamar a atenção de (in) docentes que mentiam aos alunos dessa maneira. Eu lhes disse, inclusive, que, em vez de espalharem mentiras ouvidas de outros, melhor seria ensinarem seus alunos a escreverem, mas que essa minha esperança não se concretizaria porque nem mesmo eles sabiam escrever.

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Direito sem Fronteiras

Divulgo nossa participação no programa Direito sem Fronteiras, da TV Justiça. O tema foi a autodeterminação dos povos, disputas seculares por território, e alguns casos polêmicos, como a Crimeia e as Falklands/Malvinas.

Para acessar o link do programa, clique aqui.

Direito sem Fronteiras
Direito internacional tenta mediar disputas seculares por territórios

Desde o início da história do homem, a divisão do mundo entre os povos gerou tensões e conflitos e de outro lado estimulou, através dos tempos, a formulação de regras e acordos para impedir ou resolver essas disputas. Esse é o tema do programa Direito sem Fronteiras desta semana. Conflitos de séculos ainda sem solução, como no Oriente Médio, ou conflitos recentes como a crise entre a Ucrânia e a Rússia, são motivados por diferentes fatores, como recursos naturais, jazidas minerais, acesso a oceanos ou motivos religiosos e ideológicos.

A resolução desses conflitos passa pelo Direito Internacional, diplomacia, cortes internacionais, e bom senso. Esse conjunto de ações substituiu, há muito, o uso da força na resolução das disputas. Segundo o consultor legislativo do Senado Federal para Relações Exteriores e Defesa Nacional Joanisval Brito Gonçalves, “o que a gente está vivendo hoje é reflexo da Segunda Guerra Mundial”.

Para o advogado de Direito Internacional Tágory Figueiredo, após esse período o reconhecimento de um novo Estado também mudou, passou a ser um ato político. Ele destaca a posição da Corte Internacional de Justiça sobre o assunto. “É possível o reconhecimento de um Estado, mesmo que haja alguns territórios em situação de conflito, em situação de disputa, desde que aquele novo Estado que pleiteia status de soberania tenha pelo menos uma parte significante de seu território de maneira estável”, diz.

Brasil: muito imposto, pouco retorno

Impostos3Matéria da Folha de São Paulo de hoje (03/04/2014) assinala que o Brasil está na última posição entre 30 países em termos de retorno em qualidade de vida dos impostos arrecadados. Os trinta países são os de maior carga tributária em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Algumas observações sobre a matéria:

1) Uma característica central de qualquer Estado é a capacidade de arrecadar impostos. Isso, junto com a moeda e o exército nacional (ou seja, nos dias atuais, a capacidade de prover Segurança Pública e Defesa) são aspectos essenciais do Estado nacional moderno.

2) O Estado, portanto, deve arrecadar impostos sim. O problema é o peso da carga tributária (que aqui é elevadíssima) e o que se faz com o dinheiro arrecadado.

3) Com 36,27 % de carga tributária (o que significa que o brasileiro, em média, trabalha mais de quatro meses por ano só para pagar imposto), o retorno do Estado em termos de serviços públicos de qualidade e eficiência na Administração público deveria ser expressivo. Não é, e todos sabem disso. Ou seja, eis um aspecto que precisa ser melhorado.

4) Também uma carga fiscal de 36,27 % (em média, pois a classe média e os mais pobres acabam pagando mais imposto em termos relativos) significa que só em maio é que começaremos a trabalhar para nós mesmos (até maio, só estaríamos trabalhando para pagar impostos). A coisa não é simples.

5) O brasileiro já está se cansando de ver tanto imposto, tanta arrecadação, e tão pouco retorno. E agora que está aprendendo a protestar, logo o tema chegará as ruas.

Está passando da hora de pensarmos seriamente em uma reforma tributária. Nesse contexto, a possibilidade de um imposto único no âmbito federal, um no âmbito estadual e outro no âmbito municipal deve ser considerada. Isso requer uma ampla mobilização pelas reformas.

Também é importante que os brasileiros tenham consciência da necessidade de fiscalização do Estado por parte da população. Exatamente! O Estado, a máquina pública que usa o dinheiro dos nossos impostos, precisa estar sob rígida, permanente e constante fiscalização por parte do contribuinte. Isso se dá individualmente, por meio de associações e grupos que representem o cidadão e, principalmente, por meio de nossos representantes eleitos.

Sim! Uma função essencial do Parlamento e dos parlamentares é fiscalizar a Administração pública e a maneira como o Estado usa o dinheiro que arrecada de nosso bolso. Seu deputado federal, seu deputado estadual ou distrital, seu senador, todos têm esse papel importantíssimo de fiscalizar o Executivo. Pense nisso quando for votar em 2014. Pense, ao fazer sua escolha, que trará uma grande contribuição para seus interesses pessoais (afinal, estamos falando do “seu” dinheiro que é arrecadado), para o conjunto da sociedade, e para a democracia, ao escolher adequadamente seu representante. Pergunte ao candidato se ele sabe que tem esse papel e esse poder de fiscalizar o que fazem com nossos impostos!

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Brasil é o pior em retorno de imposto à população, aponta estudo

CLAUDIA ROLLI – DE SÃO PAULO 03/04/2014 03h00

Pela quinta vez consecutiva, o Brasil é o país que proporciona o pior retorno de valores arrecadados com tributos em qualidade de vida para a sua população.

A conclusão consta de estudo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) que compara 30 países com maior carga tributária em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e verifica se o que é arrecadado por essas nações volta aos contribuintes em serviços de qualidade.

Estados Unidos, Austrália e Coreia do Sul ocupam respectivamente as primeiras posições do ranking. O Brasil está em 30º lugar, atrás da Argentina (24º) e do Uruguai (13º), quando se analisa o retorno de tributos em qualidade de vida para a sociedade. Continuar lendo

Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo

O autismo é assunto que merece mais atenção e sobre o qual, portanto, compartilho informação aqui em Frumentarius. É importante conhecer, pois a síndrome que afeta o desenvolvimento da comunicação, socialização e comportamento, e atinge mais de 2 milhões de brasileiros, sendo que 70 milhões de pessoas no mundo seriam autistas. A ONU escolheu o 2 de abril como o Dia Internacional da Conscientização sobre o Autismo.

Não foram poucos os gênios que tinham algum tipo de autismo, mas muitos foram e são os incompreendidos por essa maneira diferente de ver o mundo. Em todos os casos, a melhor maneira de derrubar preconceitos e conhecendo melhor sobre o assunto e sobre essas pessoas que são, acima de tudo, muito especiais.

Aproveito ainda, para informar que minha irmã caçula, psicóloga, é especialista em casos de crianças com autismo. Aqueles que desejarem maiores informações, entrem em contato.

Segue um texto sobre o aumento de casos de autismo no mundo.

Seguem  também os links para a Revista Autismo e para uma outra página interessante sobre o tema: Revista Autismo; Autismos.net

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Casos de autismo sobem para 1 a cada 68 crianças

Sex, 28 de Março de 2014 17:43,  Paiva Junioreditor-chefe da Revista Autismo

 Conforme pesquisa do governo dos Estados Unidos, os casos de autismo subiram para 1 em cada 68 crianças com 8 anos de idade — o equivalente a 1,47%. O número foi aferido pelo CDC (Center of Diseases Control and Prevention), do governo estadunidense — órgão próximo do que representa, no Brasil, o Ministério da Saúde. Os dados são referentes a 2010 e foram divulgados nesta quinta-feira, 27 de março de 2014. Continuar lendo

Visões e versões

abaixo a ditaduraIria reproduzir aqui a entrevista de Daniel Aarão Reis, na Folha de São Paulo, sobre o período militar e a luta armada. A Folha, porém, bloqueia a opção. Coloco, portanto, o link.

Durante muito tempo desde a década de 1980, o que se produzia sobre o movimento de 31 de março de 1964 e o período militar era marcado por percepções parciais, muitas sem compromisso com a verdade e, inclusive no campo jornalístico e no acadêmico, por registros com um forte caráter ideológico daqueles que se diziam combatentes fervorosos do regime e defensores ferrenhos da democracia (ainda que fosse uma democracia socialista com o objetivo de chegar à ditadura do proletariado). Exceção nobre que deve ser lembrada é Jacob Gorender (ele próprio que acabou hostilizado pela esquerda que não aceitava sua análise coerente dos fatos).

A coisa parece estar mudando, ainda que muito lentamente. Começamos a encontrar publicações que buscam se despir das vestes ideológicas e tratar com seriedade do período. Afinal, como já disse em outros posts, deve-se considerar a percepção da época, o fato de que vivíamos em meio a uma Guerra Fria, na qual forças muito mais poderosas disputam influência junto aos latino-americanos e aos brasileiros em especial.

Houve acertos e erros de ambos os lados, portanto. A grande conclusão que se pode tirar daquilo tudo é que, não importa se de direita ou de esquerda, há sempre baixas nessas disputas de poder fora da via democrática. De toda maneira, a democracia deve ser a única opção aceitável.

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Sobre o Ebola e a dengue…

A primeira vez que ouvi sobre o Ebola foi há mais de vinte anos, quando uma epidemia na atual República Democrática do Congo ceifou muitos vidas, em pouco tempo, e o mundo vi imagens chocantes de pessoas sangrando pelos poros, o que parecia o prenúncio do Apocalipse. Aquilo realmente me assustou e, como sempre tive interesse em entender essas doenças e epidemias, resolvi pesquisar mais… Aí fiquei mais tranquilo. Fiquei tranquilo não porque o vírus não seja tremendamente perigoso (é, sem dúvida, um dos mais letais conhecidos), mas pela dificuldade deste chegar a terras brasileiras…

O Ebola tem suas origens no interior das florestas africanas. Em uma história que parece de ficção científica, o vírus permaneceu adormecido em algum hospedeiro que não era por ele afetado até que o homem o encontrou. A caixa de Pandora fora aberta. Mais de 90% das pessoas que tinham contato com a doença morriam, e rápido . Era a natureza dizendo que havia certas questões nas quais o homem não deveria meter a mão. Mas a necessidade de derrubar matas e explorar as riquezas da África selvagem falou mais alto. E o mal se propagou…

Por que não me preocupo tanto com o Ebola? Porque a possibilidade de uma epidemia global desta doença é baixa, e por uma razão bem simples: o hospedeiro humano morre muito rapidamente após o contato com o vírus. Assim, a primeira medida para contenção da doença é isolar as pessoas contaminadas.

Não é por isso que não devemos nos preocupar com o Ebola. É importante que a comunidade internacional esteja atenta à propagação da doença. Não se pode brincar com algo tão letal. Porém, no caso brasileiro, mais preocupantes são doenças epidêmicas que afetam diretamente nossa população e contaminam milhares por ano, das quais a dengue é a principal: a febre amarela, a tuberculose (que volta discreta, mas firmemente), a dengue. Sim, tenho muito mais medo da dengue. E a prevenção contra esses males é a melhor alternativa e exige empenho das autoridades públicas e de cada cidadão. Taí uma guerra justa e que tem que ser travada dia-a-dia, só podendo ser vencida se todos colaborarem.

O Brasil é um país tropical, abençoado por Deus. E tem doenças tropicais e doenças causadas por falhas no saneamento público e, em alguns casos, pela falta de cuidados de cada indivíduo. Este post só tinha por objetivo alertar para o problema.

Sobre a dengue, recomendo dois sites com informações que todo mundo deve conhecer: http://www.dengue.org.br/ e http://www.combateadengue.com.br/. Há outros.

Sobre o Ebola, para os mais curiosos, segue um artigo interesse da Deutsche Welle…

PS: Não postarei fotos de pessoas contaminadas pelo Ebola aqui porque são muito chocantes.

Ebola

Deutsche Welle – CIÊNCIA – 02/04/2014

Ebola é um dos vírus mais perigosos do mundo

Não há remédios para combater a doença, e na grande maioria dos casos ela é fatal. Transmissão acontece através do contato direto com pessoas ou animais infectados.

Em 90% dos casos, o vírus ebola é fatal. Não existem vacina ou remédio contra a doença por ele causada, conhecida como febre hemorrágica ebola e que atinge principalmente aldeias nas Áfricas Central e Ocidental, em países como Congo, Sudão, Costa do Marfim, Gabão, Uganda e agora na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

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Lembrai-vos de 64!

2012_primeiro_de_abril_f_007Alguns de meus leitores certamente esperam minha manifestação na data de hoje, alusiva aos 50 anos do rompimento institucional de 31 de março 1964. Claro que não deixarei a data passar em branco! Afinal, foi um dos eventos mais importantes para a História do Brasil, independentemente de se aprovar ou não o que aconteceu a partir da ordem do General Olympio Mourão Filho de deslocar suas tropas de Juiz de Fora para o Rio de Janeiro. O Brasil passaria por grandes mudanças econômicas, políticas e sociais.

Não farei aqui qualquer apologia ao rompimento institucional de 31 de março de 1964 (não, não chamo, não chamarei e de forma alguma usarei o termo “golpe” que se consolidou no linguajar atual, totalmente submisso às ideias daqueles que se opuseram ao regime militar; tampouco chamarei de “revolução”, pois não há fundamentos teóricos para caracterizar o evento como uma revolução… talvez uma contrarrevolução…). Entretanto, ao contrário da maioria absoluta dos que comentam a efeméride, quero trazer uma percepção mais honesta e imparcial dos eventos.

marcha da familia 1964O Brasil vivia a crise mais grave de sua história desde a morte de Vargas (24/08/1954). Estávamos no meio da Guerra Fria, e a disputa bipolar por corações e mentes tinha no maior país da América Latina um palco importante. Naqueles dias, a divisão ideológica entre esquerda e direita era concreta e colocava amigos e familiares em lados opostos. No dia 19 de março, a primeira Marcha da Família com Deus pela Liberdade reuniu meio milhão de pessoas em São Paulo. 500 mil pessoas clamando pela queda de Jango e expressando seu temor de que o Brasil se tornasse um país comunista. Do outro lado, greves, mobilizações de organizações de esquerda no campo e nas cidades (como o comício da Central do Brasil, que reuniu 150 mil pessoas, em 30 de março), levantes de sargentos e cabos afrontando a hierarquia e a disciplina, valores sagrados para as Forças Armadas… Tudo com apoio, ou ao menos com a aquiescência, do Presidente da República… E tudo contribuía para um ambiente instável, em que qualquer faísca poderia ensejar uma grande explosão…

andec02Portanto, em março de 1964, havia um sentimento generalizado entre a classe média brasileira (e, por consequência, entre segmentos das Forças Armadas e das classes política e empresarial, entendidos hoje como grupos conservadores) de que a coisa não ia bem aqui em Pindorama. Tínhamos um presidente da república estancieiro, homem de grandes posses, mas que pregava reformas sociais de forte viés esquerdista, socialista… Greves, manifestações de trabalhadores, ligas camponesas propondo reformas radicais no campo, insurgências nos escalões inferiores das Forças Armadas, confusão, desordem, palavras de ordem a favor e contra o governo… Jango mostrava-se muito simpático à alternativa das esquerdas, e isso gerava preocupação entre aqueles que acreditavam que o país poderia tornar-se uma nação comunista. E essa preocupação, naquele momento, tinha muito fundamento, fazia sentido.

Hoje, os comentaristas de ocasião sobre os eventos de 1964 vão dizer que era uma grande besteira essa ideia de que o Brasil poderia se tornar uma nação comunista. Não, não era bobagem. Relembro que estávamos em meio à Guerra Fria, com a influência da União Soviética e de seus satélites muito significativa por aqui, particularmente para o estabelecimento das condições elementares para uma revolução proletária, e dos Estados Unidos fomentando o temor nos segmentos mais conservadores. “Ah! Mas isso não poderia acontecer em um país com as dimensões do Brasil!”… Por que não? Aconteceu em 1917 no maior país do globo e, mais recente, em 1949, no mais populoso, ambos com características semelhantes às nossas! Para piorar, o comunismo acabara de se consolidar no continente, com a guinada da Cuba revolucionária para esfera de influência de Moscou. O próprio Brasil já sofrera tentativas, civis e militares, de sovietização. O Partido Comunista (e agremiações similares) tinha vez e voz junto a certos segmentos de nossa sociedade, segmentos relevantes. E, para piorar as coisas, o Supremo Mandatário mostrava-se demasiadamente simpático às ideias “revolucionárias”.

manchete-jb-64_0A crise institucional precipitou a queda de Jango, é certo. Mas ele caiu porque não conseguia mais se sustentar… Não teve apoio significativo para resistir, pelo visto, não quis permanecer no poder (ao contrário de Allende, em 1973, que lutou até o fim): rapidamente, tudo estava consumado. Jango caiu. E parte da população, dos políticos e dos formadores de opinião apoiou os militares, que não poderiam realizar uma ação como aquela sem a aquiescência civil…

O governo que se seguiu à queda de Jango promoveu reformas relevantes para o Brasil. A economia cresceu três vezes e meia em duas décadas. Saímos de vez da condição de país agrário para nos tornarmos uma nação industrializada e urbana. Grandes obras de infraestrutura foram executadas (cito, apenas a título de exemplo, Itaipu e a Ponte Rio-Niterói). Índices sociais melhoraram de forma significativa, como a redução de analfabetismo e da mortalidade infantil, em que pese o acirramento das desigualdades. Havia civismo. E havia segurança, com a criminalidade contida. Enfim, o Brasil realmente despontou como um gigante, e essa herança do período militar não pode ser esquecida.

20110310-140364Claro que houve abusos e arbitrariedades. Afinal, eram anos turbulentos. “Não se pode fazer um omelete sem quebrar os ovos”, diriam os mais cínicos. E aqui também alguns ovos foram quebrados, mas poucos, se comparados com os regimes autoritários de direita da América Latina da segunda metade do século XX, ou com os de esquerda, dos quais ainda há remanescentes (e que continuam quebrando ovos…). Poderia ter sido diferente? Sim, poderia. Poderia ter sido bem pior se a esquerda tivesse tomado o poder. Mas isso deixo para reflexão futura.

Ah, sim! E não havia democracia nos anos que se seguiram à queda de Jango… É verdade. Ainda bem que hoje vivemos em uma democracia plena, e não em uma ditadura de uns poucos que se dizem falar em nome do povo. Ainda bem que me sinto representado pelos governantes, que a corrupção foi banida de vez da estrutura do Estado, que vivemos em um Brasil onde o Legislativo e o Judiciário não são submissos ao Executivo. Ainda bem que todos têm voz nesta nossa atual democracia, que há liberdade de expressão, que a oposição existe, que ideias divergentes das do grupo que está no poder são toleradas. Ainda bem que temos liberdade econômica, com a livre iniciativa e os empreendedores tento total apoio público, sem conchavos de companheiros para dar ganho nas concorrências às empresas de companheiros. Ainda bem que, nesta atual democracia, o Estado não controla o cidadão… Ainda bem que em nossa atual democracia a carga tributária é mínima, e não vemos o dinheiro de nossos impostos escorrendo pelos ralos da corrupção, de programas assistencialistas, e do péssimo gerenciamento da máquina pública. Ainda bem que temos a democracia que nos permite ver com transparência como o dinheiro público é gerido pela Administração direta, indireta e pelas empresas públicas – e, por falar nisso, bacana ver como nossa democracia propiciou a uma empresa orgulho dos brasileiros, a Petrobrás (com acento no “á” mesmo, pois foi assim que aprendi a escrever durante o período militar) alcançar a 120ª posição entre as maiores do mundo (apesar de ter sido, há alguns poucos anos, a 12ª). Ainda bem que temos democracia hoje, com direito de ir e vir, sistemas de transporte eficientes, desenvolvimento urbano e, naturalmente, segurança pública! Sinto-me seguro em nossa democracia, pois é muito baixo o risco de um trabalhador que sai cedo para ganhar o dia não voltar para casa ao fim de sua jornada, por ser vítima de criminosos! Sinto-me seguro, já que não há aparato repressor do Estado, ninguém morre por violência em nossas prisões, e a justiça é garantida a todos, indistintamente! 

cm_1964_01Os eventos de 31 de março de 1964, transcorridos cinquenta anos, devem ser lembrados como a vitória de um grupo sobre outro na disputa pelo poder em um Brasil de crise. Não condenarei os militares e civis que aderiram à derrubada de Jango, como também não condenarei os militares e civis que resolveram combater o novo regime, pegar em armas, promover o terrorismo, muitos desejosos de ver o Brasil transformado em uma grande Cuba. Eles viveram seu momento, combateram seu combate, fizeram sacrifícios pelas ideias em que acreditavam. 

Transcorridos cinquenta anos daquele 31 de março em que o General Mourão mobilizou suas tropas, penso que já passa da hora de ficarmos remoendo o passado e olhar para o Brasil de hoje, e para a frente. Deixem os mortos descansarem! Vamos olhar para o momento em que vivemos e para a crise que nos alcança. Que 1964 só sirva para lembrar que aquilo é passado, aquele era outro Brasil, e que muita coisa mudou nesses últimos cinquenta anos. Lembremos de 1964, e pensemos que as conquistas alcançadas nas duas décadas que se seguiram, em termos de segurança e desenvolvimento, foram valiosas, e que aquele não foi só um período de violência, repressão e atraso.

Miremos, portanto, o futuro! Daqui a oito anos celebraremos o bicentenário de nossa independência. Onde e como estaremos em 2022, será uma decisão nossa, a ser tomada agora. Não deixemos que nos tirem o futuro por ficarmos olhando apenas para o passado.

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