Terrorism in Brazil: Brazilian Federal Police arrests supposed terrorists

The Brazilian Federal Police has arrested 10 people supposed to be linked to Daesh in Brazil. According to the Minister of Justice, who talks now to the press, it is a terrorist cell. They are Brazilians.

That’s Brazilian entering in the world targets group…

MJ

 

Prisão de grupo que pretendia praticar atos de terror no Brasil

Voltando de férias. Comentarei alguns acontecimentos das últimas semanas nos próximos dias. Mas já gostaria de registrar essa primeira prisão com base na lei antiterrorismo brasileira. Parabéns ao DPF!

PF prende grupo que preparava atos de terror na Olimpíada

Por Lauro Jardim, 21/07/2016, 10:59

A Polícia Federal realizou a primeira prisão com base na lei antiterror.

Foi preso um grupo que já estava em atos preparatórios para ações terroristas durante a  Olimpíada.

As prisões foram feitas em São Paulo e Paraná. O grupo foi recrutado pelo Estado Islâmico pela internet. Entre os presos, um menor de idade.

O ministro Alexandre de Moraes vai detalhar o ocorrido ainda hoje numa entrevista.

Fonte: http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/pf-prende-grupo-que-preparava-atos-de-terror-na-olimpiada.html?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=O%20Globo

Fallujah livre!

Notícia que chegou em boa hora: a cidade de Fallujah foi libertada das garras do Estado Islâmico. Cada vitória no guerra contra esses monstros deve ser celebrada! Não que o governo iraquiano seja muito gentil com seus cidadãos, mas qualquer coisa é melhor que estar sob o jugo do Daesh.

A guerra contra esses  facínoras está longe de acabar… ainda vai durar muito, para tristeza e desespero da população que vive sob a espada do ISIS ou é vítima dos conflitos no Iraque e na Síria. Diga-se de passagem, a responsabilidade do Ocidente, particularmente dos Estados Unidos, é grande nos dois casos: no Iraque, a coisa fugiu ao controle depois que George Walker Bush elegeu Saddam Hussein seu inimigo e resolveu apeá-lo do poder (às custas da destruição de um país inteiro); na Síria, o apoio de outro Hussein (o Barack Obama) a grupos insurgentes contra o (estável, ainda que tirano) regime de  Bashar al Assad, já ceifou centenas de milhares de vidas e gerou a maior crise de refugiados desde o fim II Guerra Mundial.

De toda maneira, o que conta agora é esmagar o Estado Islâmico. Se os ocidentais não conseguirem, espero que os russos sejam mais efetivos. E que essa corja seja riscada da face da terra…

Forças iraquianas anunciam libertação de Fallujah

DW, 26/06/2016

Militares afirmam terem recuperado último bairro ainda em poder do “Estado Islâmico”. Operação para reconquista começou em maio e obrigou 85 mil civis a deixarem a cidade.

Soldados iraquianos exibem bandeira do EI ao contrário em Falluja

As forças iraquianas anunciaram neste domingo (26/06) terem libertado totalmente Fallujah, uma cidade do oeste do Iraque nas mãos do grupo extremista “Estado Islâmico” (EI) desde janeiro de 2014.

 

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Cuidado com o que pede…

Para sair um pouco da temática do Brexit (ih! falei!), segue notícia que me chamou a atenção: a Ministra da Defesa da Alemanha pede aos russos que informem aos ocidentais sobre suas tropas (Uahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha! Desculpem…).

Não sei se a Senhora Ministra falou com Frau Merkel (gosto de Frau Merkel) sobre o assunto antes de fazer a declaração. Só acho que isso pode ser interpretado por Moscou como provocação… E talvez os russos resolvam informar aos alemães que podem se deslocar para Oeste se for da vontade de Berlim (há 25 anos eles estavam lá, né?)… E os poloneses começam a se preocupar…

De toda maneira, quando se trata com Putin, acho que é bom tomar cuidado com o que se pede… Vai que ele resolve atender! Acompanhemos os desdobramentos e vejamos a reação de Putin. Gosto de Putin. Putin é KGB.

A Ministra de Defesa alemã, Ursula von der Leyen, com soldados da infantaria depois dos exercícios militares na parte sul da Alemanha, em 23 de março, 2016

Alemanha quer informação sobre o número de tropas russas

Ursula von der Leyen, a ministra da Defesa alemã, pediu que Moscou divulgasse as deslocações e o número de suas tropas.

© SPUTNIK/ ALEKSANDR KRYAZHEV, 26/06/2016

“Seria razoável se a OTAN e a Rússia, no âmbito da OSCE, informassem uma a outra sobre o movimento e o número de suas tropas. Por parte da OTAN, que é uma aliança exclusivamente defensiva, a proposta foi feita há muito tempo”, disse a ministra em uma entrevista ao Bild am Sonntag.

 

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Cooperação Sino-Russa e a Paz Mundial

china-russiaGosto do bom humor dos russos, sobretudo da maneira como eles falam ao mundo! A notícia de hoje do Sputnik News que resolvi compartilhar me fez lembrar aquelas clássicas do Pravda ou do Izvestia da época da Guerra Fria: “China: cooperação naval com Rússia contribui para estabilidade mundial”. O mais interessante é que a manchete reproduz a declaração oficial de Pequim sobre a aproximação entre o Urso e o Dragão!

Há razões para se ficar atento a essa aproximação entre chineses e russos? Bom, eu ficaria de olho, sobretudo porque se trata de cooperação na área militar e em um momento que Moscou vê antagonistas em Washington e Bruxelas e que Pequim se incomoda com Tóquio estabelecer a possibilidade de emprego de suas forças armadas fora do território japonês. Chineses e russos se aproximaram há 65 anos e essa relação gerou incômodos para o Ocidente. Foi preciso alguém brilhante como Kissinger para descosturar essa aliança (além da conjuntura da época). Não sei se temos um Kissinger hoje. Não sei se os ocidentais sabem lidar com os russos e com Putin em particular (salvo por Frau Merkel… Frau Merkel sabe… gosto de Frau Merkel!). E a China… bem, a China é sempre muito complexa…

2014111908561510513A OTAN deve colocar as barbas de molho? Sempre. Putin, acuado pelo embargo ocidental, pressionado pela crise econômica (com desvalorização significativa do do rublo), e com situações tensas com países vizinhos, pode tentar manobras que seriam impensáveis para os analistas internacionais do lado de cá, que raciocinam sob a perspectiva de quem vive e se forma no regime democrático. Quanto aos chineses… os chineses estão lá, jogando o seu jogo e com a experiência milenar de lidar com os bárbaros.

O que estou tentando assinalar é a preocupação que se deve ter no Ocidente se ocorrer realmente uma aproximação entre russos e chineses no campo militar. Uma coisa é certa: a paz mundial não será garantida pela aproximação entre russos e chineses, mas pela maneira como esses lidam com sua próprias idiossincrasias e com os interesses dos ocidentais. Tenho receio de toda “aproximação para garantia da paz mundial” nos termos apresentados por russos e chineses. Até porque a paz mundial é tão frágil quanto uma casca de ovo…

Segue a matéria da Sputnik News. 

China: cooperação naval com Rússia contribui para estabilidade mundial

“A cooperação naval entre Rússia e China é uma contribuição para paz e a estabilidade na região e no mundo inteiro”, disse um representante do ministério da Defesa chinês à agência Sputnik.

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40 anos do fim da Guerra do Vitenã

Em 2015, o mundo celebra os 40 anos do fim da Guerra do Vietnã (sim, fim de guerra é coisa para ser celebrada). O conflito marcou os anos 60 e 70 do século XX, não só nos EUA e no Vietnã, mas em diversos lugares do planeta. É a marca de uma época, um período de profundas transformações culturais por todo o mundo (em especial no mundo livre, o lado de cá da Cortina de Ferro). Também é uma guerra marcada de significativo simbolismo, sobretudo por envolver uma Superpotência e um país considerado periférico, exemplo para qualquer estudante de polemologia como conflito assimétrico.

A derrota de fato na Guerra do Vietnã foi bastante traumática para os EUA. Era algo impensável para a maioria dos estrategistas em Washington. Seus reflexos alcançaram a doutrina de emprego das Forças Armadas estadunidenses nas décadas seguintes, afetando diretamente o planejamento das ações militares nas duas Guerras do Golfo.

A grande imagem que permanece da Guerra do Vietnã é de um conflito sem sentido, travado em um lugar distante do globo (ao menos para nós, ocidentais), movido por ideologia e interesses complexos, e um embate de um anão contra um gigante. Impossível não se fazer a associação à história de Davi e Golias, ainda mais porque o desfecho foi semelhante.

Segue o vídeo do programa Direito Sem Fronteiras, em que trato, junto com o Professor Rogério Lustosa, daquele conflito em que o pequeno humilhou o grande, e o forte se viu fraco. Isso com a sempre brilhante apresentação de Cadu Cunha! (Para variar, erraram meu nome nos créditos. Sei que ninguém ia notar se não chamasse a atenção para o caso, mas não resisti. Estou acostumado. Obrigado, papai!)

Russos ao Mar!

russian-navyNeste 26 de julho, data em que os russos comemoram o Dia da Marinha, Vladimir Putin (gosto de Putin; Putin é KGB) aprovou a nova Doutrina Naval de seu país. Segundo o documento, a atuação da Rússia no mar torna-se mais abrangente: além dos quatro oceanos tradicionais por onde navega a frota russa (Atlântico, Ártico, Pacífico, e Índico), o Urso passa a querer nadar na Antártida! (Ou seja, urso polar não come pinguim, mas o urso negro do cáucaso está de olho nas riquezas do continente gelado!).

akula19Sim! Russos navegando nas gélidas águas austrais! (Algo me diz que submarinos russos, que passeiam pelo Ártico, podem desviar a rota para cá também… mas só por curiosidade, para confirmar se aqui é tão frio quanto lá e, claro, se o o gelo é bom para o Whisky ou para a Vodca – é bom sim, confirmo!). Indubitavelmente, a manobra acende a luz amarela para países com interesses estratégicos no Atlântico Sul e no Oceano Glacial Antártico, por exemplo, para os Estados Unidos (por óbvio) e a Grã-Bretanha (como o anterior, membro da OTAN). Assim também deveria ocorrer com outra nação que possui em sua Estratégia Nacional de Defesa um destaque para o Atlântico Sul e a Antártica – ganha um bolo de mandioca comungada com milho quem acertar o nome desse país! 

A agência [(para)oficial] russa Sputniknews publicou matéria hoje sobre a questão, destacando que “a nova versão da Doutrina Naval estabelece a inadmissibilidade dos planos de aproximação da infraestrutura militar da OTAN das fronteiras da Federação Russa como fator determinante das relações com a aliança”, e acrescenta que “a nova doutrina prevê ainda a redução das ameaças à segurança nacional no Ártico e o reforço das posições de liderança da Federação Russa na exploração desta região”. Também se deu atenção ao fortalecimento da infraestrutura para a Frota do Mar Negro (leia-se, Crimeia, deixando claro que ninguém em Moscou cogita devolver a região aos ucranianos) e o desenvolvimento da Frota do Norte.

Resumo da ópera, a Rússia reafirma sua condição de potência naval e dá o recado à OTAN: estamos preparados para usar a força na defesa de nossos interesses (ou ao menos esperamos que vocês pensem assim)!”. Sempre repetirei que uma potência não deixa de ser potência do dia para a noite. Pode até não ser a fera ameaçadora dos tempos soviéticos, mas o velho urso ainda tem dentes e garras!

Para a matéria na Sputniknews:
http://br.sputniknews.com/defesa/20150726/1676059.html#ixzz3h2itlIf3

Russian President Vladimir Putin seen aboard the Arkhangelsk nuclear submarine in the Barents Sea, Russia, Tuesday, Feb. 17, 2004. At left is  presidential standard flag, at right is Russian navy flag. Putin went out to the Barents Sea on board the Arkhangelsk nuclear submarine to observe the maneuvers set to involve numerous missile launches and flights of strategic bombers in what Russian media described as the largest show of military might in more than 20 years.  (AP Photo/ITAR-TASS, Presidential Press Service)

O papel das Forças Armadas em tempo de paz

Alguns amigos têm-me perguntado sobre um programa de TV exibido esta semana pela NBR e do qual participei falando de Forças Armadas em tempos de paz. Pois bem! Segue o vídeo do programa Panorama Ipea, que contou também com a participação de meu amigo Edison Benedito da Silva Filho. Trata-se de iniciativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em conjunto com a NBR.

Discutir sobre a política de defesa do país é indispensável frente a um cenário internacional cada vez mais complexo, incerto e turbulento. No campo doméstico, os militares sempre estiverem presentes em momentos decisivos de nossa história. Fica o convite para quem quiser conhecer um pouco mais a respeito.

Je suis Garissa

Kenya University AttackEles estavam lá para estudar. Não tinham se juntado naquele lugar para conspirar, para ridicularizar o outro, para planejar ataques a pessoas ou instituições. Também não viajavam de férias nem voltavam de momentos felizes em algum local paradisíaco. Estavam lá para estudar e, dessa maneira, alcançar novas conquistas que lhes possibilitassem alguma ascensão na vida simples e difícil que tinham, em um ambiente de pobreza e desesperança. Só queriam estudar, mesmo. Mas seu futuro foi roubado por um bando de facínoras.

O dia começava como qualquer outro. Mais uma jornada de aulas, e de aulas tão ansiadas, pois constituem privilégio naquela região tão carente de futuro. Sim, aulas vistas como um privilégio, mesmo que em condições em que a maioria dos jovens universitários de países ricos – ou mesmo aqueles aqui do Brasil – teriam dificuldade de suportar para conseguir um diploma. Mas eles estavam felizes… sabiam da importância daquelas aulas.

Al-ShabaabO pesadelo veio com um grupo de bandidos armados que ocuparam o campus. Terror, pânico, lágrimas.  O extremismo em nome da religião e a intolerância para com a fé alheia seriam as primeiras lições daquele dia. E o pior ainda estaria por vir. Foram reunidos pelos terroristas, que começaram a separar cristãos de muçulmanos.

Então, o pesadelo se tornou realidade: enquanto os estudantes muçulmanos eram liberados, os cristãos permaneciam nas mãos dos terroristas. Mais uma vez, o homem segregava em nome da fé, e a violência adviria em nome de D’us. Não se podia esperar algo de bom daquele episódio.

Garissa-University-CollegeMilitares e policiais já cercavam o campus. O clima estava tenso. O dia passava rápido para alguns, mas para os reféns do Al-Shabaab deveria estar muito lento: o pôr do sol demoraria a chegar. De fato, para 147 estudantes de Garissa, não haveria um pôr do sol, não haveria um outro dia.

O massacre aconteceu. Os terroristas executaram friamente os 147 estudantes cristãos. Depois foram mortos pela polícia. E as famílias daqueles 147 jovens têm, a partir de hoje, uma data para não ser esquecida: o dia da intolerância, do terror e da morte de seus filhos.

Hoje minhas preces serão para esses 147 jovens, suas famílias  e amigos. Chorarei com eles, pedirei que os anjos os confortem.

kenyaPorém, junto com as preces, registro aqui meu desabafo para com a hipocrisia e desfaçatez humana: fiquei muito triste pelos acontecimentos de Garissa, mas me ofendi também pela repercussão medíocre na mídia internacional e junto a governos e organizações sociais por todo o globo.

Onde estão as coroas de flores e as preces pelos 147 mortos? Onde estão as manifestações de indignação e os protestos contra a barbárie? Onde está a cobertura da imprensa, na TV e no rádio? Onde estão os gritos nas ruas e as mensagens nas redes sociais pelas vítimas do terror no Quênia? Será que ninguém se importa?

Quando reflito sobre indiferença do mundo para com os 147 do Quênia, logo me vem à mente a explicação para toda essa insensibilidade: foi no Quênia, e era uma comunidade pobre de uma cidade da qual nunca se ouviu falar. Nada que tocasse os corações das pessoas nas grandes cidades do Ocidente!

Eles eram estudantes. Mas eram estudantes africanos. Não eram cartunistas nem passageiros voltando de avião para casa. E eram 147… apenas dez vezes mais que os mortos do Charlie Hebdo e praticamente o mesmo número dos que pereceram nos Alpes franceses. Ninguém se importa.

Que fique registrado nosso repúdio ao terrorismo, à intolerância e, também, à hipocrisia. E que nossas preces possam alcançar os 147 de Garissa e suas famílias e amigos.

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O passado alemão de Vladimir

Vladimir Putin in KGB uniformIndubitavelmente, uma das melhores matérias que já reproduzi aqui em Frumentarius. Fundamental, para todos os interessados em Política Externa e Relações Internacionais, bem como em temas relacionados a Segurança e Inteligência, é conhecer a biografia de Vladimir Putin, com destaque para seus anos de KGB e, mais especificamente, para o tempo que passou  na Alemanha Oriental. Como se destaca na própria matéria, o Putin e a Rússia de hoje seriam bem diferentes sem aquele período do atual líder sovié…, digo, russo, entre os alemães.

Interessante observar, ainda, que Putin conhece  bem os alemães, sabe como eles pensam. Mas aí alguém perguntaria: “mas não seriam os alemães orientais que ele conhece bem?”. Respondo lembrando que, antes de tudo,  alemães orientais são alemães… e que Frau Merkel (por quem nutro enorme simpatia) é alemã oriental! De fato, convém assinalar que os dois maiores líderes europeus conhecem bem a realidade e a maneira de pensar de alemães e russos. Assim como Putin conhece os alemães, Frau Merkel conhece os russos, e fala sua língua (tenho minhas dúvidas se algum outro líder ocidental tenha esse conhecimento).

Conversando esses dias com meu grande amigo Túlio Leal (que me encaminhou a matéria e acha que não leio seus e-mails), tentávamos imaginar como seria um encontro entre Putin, Merkel e outros líderes, como Hollande. Merkel fala e alemão, Putin entende e responde em russo – Merkel compreende claramente o que ele quis dizer… Interessante, não?

Enfim, os líderes ocidentais muitas vezes parecem não saber com quem estão lidando quando tratam de Rússia. Exceto Frau Merkel. Frau Merkel conhece a Rússia. Frau Merkel entende Putin. Gosto de Putin. Putin é KGB.

Vladimir Putin’s formative German years

Vladimir Putin in Dresden in 2006

It is 5 December 1989 in Dresden, a few weeks after the Berlin Wall has fallen. East German communism is dying on its feet, people power seems irresistible.

Crowds storm the Dresden headquarters of the Stasi, the East German secret police, who suddenly seem helpless.

Then a small group of demonstrators decides to head across the road, to a large house that is the local headquarters of the Soviet secret service, the KGB.

“The guard on the gate immediately rushed back into the house,” recalls one of the group, Siegfried Dannath. But shortly afterwards “an officer emerged – quite small, agitated”.

“He said to our group, ‘Don’t try to force your way into this property. My comrades are armed, and they’re authorised to use their weapons in an emergency.'”

That persuaded the group to withdraw.

But the KGB officer knew how dangerous the situation remained. He described later how he rang the headquarters of a Red Army tank unit to ask for protection.

The answer he received was a devastating, life-changing shock.

“We cannot do anything without orders from Moscow,” the voice at the other end replied. “And Moscow is silent.”

That phrase, “Moscow is silent” has haunted this man ever since. Defiant yet helpless as the 1989 revolution swept over him, he has now himself become “Moscow” – the President of Russia, Vladimir Putin.

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