Esquecer jamais!

A data de hoje é marcada por dois episódios, separados por exatos 196 anos, os quais deveriam estar na memória de todos os brasileiros (infelizmente não estão). Enquanto o primeiro constitui um momento de glória de nossa história, o outro, mais recente, revela o nosso total desprezo pelo passado e o quanto ainda precisamos evoluir para chegarmos a um nível mínimo de civilização.

02.09.1822. No Palácio de São Cristóvão, a Princesa Regente do Reino do Brasil, Dona Leopoldina de Habsburgo, reúne o Conselho de Estado para deliberar sobre cartas que haviam chegado alguns dias antes de Lisboa. Aquelas missivas determinavam o retorno imediato do Príncipe Regente, Dom Pedro de Bragança, a Portugal, a dissolução do Reino como ente autônomo, e a prisão daqueles que eram próximos ao Regente e defendiam a causa emancipatória brasileira, com destaque para José Bonifácio de Andrada e Silva, Ministro do Reino. Com isso, tornar-se-ia, de fato, o Brasil uma colônia, e o povo que aqui vivia seria subjugado pela vontade das Cortes portuguesas.

Reunido o Conselho, chega-se a única solução possível: lavra-se uma Ata, assinada com grande satisfação pela Princesa, em que se recomenda ao Príncipe, que estava em viagem a São Paulo, o rompimento definitivo dos laços com Portugal: o Brasil deveria se tornar independente, assim o aconselhavam os ministros, endossados pela Regente.

Produzida a Ata, esta é enviada, juntamente com os documentos de Lisboa e cartas da Princesa e de Bonifácio, ao jovem Pedro. As referidas cartas podem ser resumidas em uma única mensagem: “chegou a hora, proclame a independência do Brasil!”.

Alguns dias depois, em 07.09.1822, às margens do Riacho do Ipiranga, ao receber as correspondências, decide Dom Pedro dar o brado de emancipação: “Independência ou morte!” – e o Brasil entrava em uma nova fase.

Sem qualquer dúvida, aquela reunião do Conselho de Estado, presidida por Leopoldina, a primeira mulher a governar este País, foi decisiva. Ali foram gestadas a Ata e as cartas que levaram à nossa independência. Foi ali, portanto, que começou, alguns dias antes, o 7 de setembro.

02.09.2018. Transcorridos exatos 196 anos daquele glorioso episódio, a História do Brasil seria marcada por um evento funesto: no mesmo Palácio onde Leopoldina e o Conselho haviam feito o movimento inicial de nossa emancipação, um incêndio criminoso (porque não se pode dizer outra coisa daquele acontecimento) destruiu o edifício histórico e pôs fim a um acervo de valor incalculável. Com o incêndio do Museu Nacional, desaparecia uma parcela importantíssima de nosso passado, mas também de nosso presente, apagando-se, ademais, o futuro de todo um povo.

Naquele triste domingo, há dois anos, chorei. E chorei copiosamente. Chorei pela forma como tratamos nosso patrimônio histórico e cultural. Chorei pelo descaso com a coisa pública e com nossa História. Chorei pelo desprezo e pela ignorância para com aqueles que nos antecederam e labutaram para (tentar) construir uma nação. Chorei pela impunidade que ainda permanece. Chorei porque ali mostramos ao mundo que somos um povo que não merece a independência conquistada.

Hoje continuo de luto. Luto pelo Brasil e pelo nosso atraso com nação, como povo e como civilização. E deixo aqui meu registro de que os episódios ocorridos ali na Quinta da Boa Vista, entre tantos outros, não devem jamais ser esquecidos.

Quando foram abertas as portas do Inferno…

Já se passaram 81 anos, mas aqueles acontecimentos de 01.09.1939 ainda despertam o interesse de muita gente…

Não é para menos: nas primeiras horas daquele dia quente de verão, os poloneses viram-se diante de dezenas de milhares de soldados, da maior máquina de guerra da História, penetrando as fronteiras de seu país. Começaria um inferno que duraria muitos anos… Começava a II Guerra Mundial.

Por mais aguerridos que fossem os bravos combatentes poloneses, resistir era impossível. E situação agravou-se 17 dias depois, quando os soviéticos atacaram pelo Leste.

Transcorridos 36 dias, a Polônia capitulava. O país desapareceria, sendo partilhado entre as duas potências totalitárias. Anos de terror adviriam, terror contra os poloneses e contra as minorias que ali viviam há séculos em paz (os judeus, por exemplo, 10% da população).

E quando acabasse a guerra, em 1945, seriam mais quatro décadas de dominação soviética… Para desespero de milhões de seres humanos!

Aqueles acontecimentos influenciaram muito mais que a vida dos poloneses. Aqueles acontecimentos dariam início a grandes mudanças para toda a humanidade. E é por isso que, mesmo depois de 81 anos, não podem ser esquecidos…

Neste 01.09, informo que nossa live, realizada no dia 30.08, já está disponível em nosso canal do YouTube (joanisvalbsb). Vá lá, confira e se inscreva no canal! Agradeço também pela divulgação.

Por que invadir a Polônia?

Próximo domingo, 30/08, às 17h, faremos mais uma live em nosso perfil público do Instagram (@joanisvalgoncalves). O tema será a invasão da Polônia e o início da Segunda Guerra Mundial. Estão todos convidados e agradeço pela divulgação. Até lá!

Canhões de Agosto e a Invasão da Polônia…

Alguns dos meus 16 (dezesseis) leitores ficaram chateados porque perderam nossa primeira live no Instagram, que foi sobre o mês de agosto nas duas guerras mundiais. A boa notícia é que vocês não precisam ficar tristes! Consegui disponibilizar a conversa de domingo passado em nosso canal do youtube, que vocês já conhecem!

Então, para acessar a live sobre os Canhões de Agosto, basta clicar aqui. Por favor, inscreva-se no canal e muito me ajuda se também divulgar!

E como notícia boa não vem sozinha (sou um eterno otimista!), já divulgo aqui que teremos mais uma live, no próximo domingo, 30/08, às 17:00 (estou pensando em adotar esse bat-horário e essa bat-data para as lives, que acham?)! O tema será… “Por que invadir a Polônia? Como começar uma guerra mundial…”.

Então, não fique triste como o pessoal aqui da foto! Vá ao canal, veja a live e se inscreva! Ah! E divulgue, por gentileza! Abraço!

O mês do cachorro louco nas duas Guerras Mundiais

Próximo domingo, às 17:00, pelo meu perfil público no Instagram, farei uma live para conversar um pouco sobre o mês de agosto nas duas guerras mundiais.
A escolha de 23/08 não foi aleatória. Comentarei a esse respeito na live.
Espero os amigos por lá. Curtam o perfil e nosso canal no youtube também!
Vamos ver se funciona esse negócio…

Em tempo: para acessar meu perfil público no Instagram (https://www.instagram.com/joanisvalgoncalves/), você tambem pode clicar na foto desta publicação.

Todos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros…

Neste 17.08.2020, são comemorados os 75 anos do lançamento de “A Revolução dos Bichos” (Animal Farm), obra magistral de George Orwell.

O livro dispensaria qualquer apresentação, mas vale fazer alguns comentários, sobretudo para aqueles das novas gerações que, porventura, nunca tenham ouvido falar desse libelo contra o totalitarismo.

Em “A Revolução dos Bichos”, Orwell narra como ideias revolucionárias são difundidas entre os animais de uma granja, que acabam se unindo para “derrubar” o proprietário, expulsá-lo e transformar a quinta em uma “república”, governada pelos bichos sublevados. Na nova comunidade, normas e princípios são estabelecidos para que seus membros vivam na mais absoluta igualdade… Afinal, “o Homem é o nosso verdadeiro e único inimigo. Retire-se da cena o Homem e a causa principal da fome e da sobrecarga de trabalho desaparecerá para sempre”. Ou também “basta que nos livremos do Homem para que o produto de nosso trabalho seja só nosso”. E, ainda, “o que quer que ande sobre duas pernas é inimigo, o que quer que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo”.

O lema mais marcante é “todos os animais são iguais”. Só que, como já seria de se esperar, logo a realidade cobra seu preço, e um determinado grupo de animais da granja, os porcos, usam sua inteligência para chegar ao poder e subjugar os demais. Estabelecem um aparato repressor, controlar a produção (que acaba sendo comercializada com o inimigo humano), e seguem constantemente a manipular a narrativa sobre a derrubada proprietário e senhor do lugar, o estabelecimento da granja dos bichos e as normas originais… Em algum tempo, as regras mudam subrepticiamente… Os porcos conseguem uma série de privilégios, execuções de opositores do regime ocorrem, e a sociedade dos bichos é dividida em classes… Assim, “todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros”. O desfecho é fascinante!

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Escrito como uma denúncia contra o que Orwell entendia como “a deturpação do socialismo”, “A Revolução dos Bichos” é uma brilhante analogia à União Soviética, da tomada do poder pelos bolcheviques ao terror stalinista (inclusive com o controle das mentes da população, os expurgos e a alteração da História). Note-se que, quando é lançado o livro, o mundo vivia o término imediato da II Guerra Mundial, o território europeu encontrava-se sob ocupação por 7 milhões de soldados do Exército Vermelho e o facínora Joseph Stálin estava no auge de seu poder. O Estado proletário dos sonhos de Orwell e de tantos outros socialistas não passava de uma utopia, e totalitarismo aterrorizava milhões de seres humanos sob o signo da foice e do martelo.

Não por acaso, “A Revolução dos Bichos” ficou proibida em todo o bloco socialista. Ainda hoje, o livro permanece na ilegalidade (no todo ou em parte) em alguns países. O autor ali é exitoso ao mostrar como as ideias comunistas não passam de ilusões e que, independentemente de qual seja a sociedade, haverá sempre dominadores e dominados.

A lição de “A Revolução dos Bichos” permanece, assim, atualíssima. Em uma época da pós-verdade, da ditadura do politicamente correto, e da manipulação da narrativa, a história de como os porcos, liderados pelo cachaço Napoleão (a representação do próprio Stálin), tornaram-se os senhores da granja e piores que o opressor humano, deveria servir de alerta aos milhões que bravejam contra o sistema que não compreendem e contra a ordem estabelecida, onde uma adolescente manipulada vira ícone do discurso por mudança, e é usada, com êxito, para formar a opinião de milhões de tolos iludidos…

A Voz de Deus

15.08.1945. Nesse dia, milhões de japoneses ouviram, pela primeira vez, a Voz de Deus. Exatamente às 12:00h, horário de Tóquio, começava a transmissão radiofônica do discurso de Hirohito, o 124º Imperador do Japão, anunciando o fim da Guerra no Pacífico. O país aceitava os termos da rendição incondicional que lhes haviam sido apresentados pelos aliados. Estava-se diante de um acontecimento histórico sem precedentes.

800px-Emperor_ShowaImagino como aquilo deve ter marcado os súditos daquele homem, por todos considerado um deus na terra. Hirohito, o Sagrado Imperador, falou. E as palavras do homem-deus anunciavam não só o fim do maior conflito em que seu país já se envolvera, mas também uma mudança radical na maneira como os japoneses percebiam o mundo e a si mesmos. Sim! O Imperador falou. Hirohito era humano! Uma nova era começaria.

Pouca gente tem noção disso, mas a II Guerra Mundial começou para o Japão bem antes de setembro de 1939. Em 1931, os japoneses invadiram a Manchúria, onde criariam um Estado-fantoche governado pelo último imperador da China. Alguns anos depois, em 1937, teria início formalmente a chamada II Guerra Sino-Japonesa, que acabaria se mesclando com o conflito de 1939-1945. 

Assim, territórios seriam conquistados, povos subjugados, milhões de seres humanos escravizados, agredidos e mortos pela máquina de guerra japonesa. Potências tradicionais, como Grã-Bretanha e França, seriam humilhadas no Extremo Oriente pelos eficientes japoneses. Em pouco tempo, a expansão na Ásia e no Pacífico, essencial para os interesses econômicos e militares nipônicos, transformaria uma parcela significativa da região em dos territórios sob a égide do Império do Sol. O Japão parecia invencível, e sua aliança com a poderosa Alemanha acabaria levando os dois países a dividirem o mundo entre si.

Entretanto, o 7 de dezembro de 1941 mudaria tudo. Na manhã daquele dia, a frota norte-americana em Pearl Harbor, no Havaí, sofreria um ataque surpresa, resultando em mais de 2.000 mortos. E, assim, o Japão provocara um colosso até então adormecido, e cujas capacidades eram subestimadas pela maioria absoluta do senhores da guerra japoneses. E despertar os EUA, fazendo com que a ira daquela imensa nação se voltasse contra si, foi um erro estratégico que levaria o Japão à humilhante derrota, em agosto de 1945. Nesse ínterim, conflitos intensos, a Marinha japonesa destruída, territórios perdidos, grandes áreas devastadas, fome e miséria, milhões de mortos, cidades arrasadas, entre as quais Tóquio (com bombas de fósforo) e Hiroshima e Nagasaki (nos dois únicos ataques nucleares da História). Quatro anos apocalípticos.

Sim, a derrota, inconcebível aos militares e políticos japoneses alguns anos antes, chegara. E o preço que o Japão teria que pagar seria alto. Muitos acreditavam que isso incluiria (no melhor dos cenários) a deposição do Imperador, e o fim daquela monarquia milenar. Outros tantos, e eram realmente milhões, esperavam a ordem do soberano, a voz de Deus, para cometer suicídio coletivo e, assim, pôr fim à vergonha da derrota – o que também seria um duríssimo golpe nas forças de ocupação norte-americanas. Bastava a ordem do Imperador… Bastava que Deus dissesse o que deveria ser feito.

E Deus falou! E sua voz foi ouvida. Mas as palavras proferidas não foram de morte e destruição. Em seu primeiro pronunciamento à nação, Hirohito conclamou os cem milhões japoneses, seus fiéis súditos, a resignarem-se com a derrota, a aceitarem a ocupação e as novas regras que dela adviriam, a não morrer pela pátria, mas, ao contrário, a viver para a reconstrução de seu país, a recuperar o que fora perdido, e a garantir às novas gerações uma nova era de paz e prosperidade. Hirohito mostrou a seus súditos humildade, dignidade e resiliência. E lhes deu esperança.

Com a voz de Deus, acabava a guerra. A capitulação formal só seria assinada depois, em 2 de setembro de 1945, em uma humilhante cerimônia a bordo do navio de guerra norte-americano USS Missouri. Seguir-se-iam anos de trabalho intenso e obstinado para a reconstrução do Japão – e os disciplinados japoneses teriam êxito, transformando seu país, em algumas décadas, na segunda economia do globo.

Ao contrário dos outros líderes do Eixo, o Imperador do Japão foi (sabiamente) preservado. Hirohito continuou no trono até sua morte, em 1989. Viveria para ver o advento de um novo Japão, moderno, próspero e pacífico, um Japão que seria, para todo o globo, exemplo de resiliência e de progresso, de tecnologia e desenvolvimento, de equilíbrio e ordem.

No fim de sua vida, o Imperador que nascera deus, terminava como homem. Entretanto, aquele homem, cuja estatura de 1,65m contrastava com o 1,83 do General Douglas MacArthur, mostrara-se um gigante, um colosso que teve a coragem e a força para (re)criar uma nação de gigantes.

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Ascensão e Queda das Grandes Potências, Maurits Escher, e um Grande Mestre!

“Mas hoje não é dia do livro!”… “Dia do livro é terça!”… “Como assim, livro hoje?”… Meus 16 (dezesseis) leitores devem estar-se perguntando por que eu publicaria uma recomendação de livro numa quarta-feira! Se bem que, se são meus 16 (dezesseis) leitores, já me conhecem suficientemente e sabem que “publicações inopinadas” podem ocorrer, hehehe. Assim, vamos lá a mais uma indicação!

O livro de hoje é um clássico das Relações Internacionais! Meu primeiro contato com a obra foi há quase trinta anos, quando iniciava meu curso de Relações Internacionais, em um mundo do imediato pós-Guerra Fria, em que a URSS tinha acabado de desaparecer, os Estados Unidos da América (EUA) mostravam-se vencedores e a Ordem Internacional entrava no caos que marcaria a década de 1990! E foi assim que comecei a entender um pouco do funcionamento desse tabuleiro onde os atores internacionais realizam o jogo do poder…

Escrito pelo historiador britânico Paul Kennedy em 1987, Ascensão e Queda (permitam-me a intimidade que só é possível pelos anos de convivência e aprendizado) rapidamente se tornou um clássico para todos os que labutam nas Relações Internacionais. A obra se destaca pela análise aprofundada de aspectos políticos, econômicos, sociais e institucionais que permitem a clara compreensão de como as chamadas “Grandes Potências” surgem, crescem e se tornam influentes, disputam a hegemonia e buscam tornar-se o hegemon no sistema internacional… O assunto é fascinante, pois auxilia muito na compreensão do mundo de ontem e de hoje, e na projeção do que pode vir a ser o sistema internacional do porvir…

Paul Kennedy nos leva, sempre com muitos dados estatísticos, a um passeio por 500 anos de História, das disputas entre Portugal e Espanha pela hegemonia global durante as Grandes Navegações à rivalidade entre EUA e União Soviética, que culminaria no colapso da última! A narrativa é tremendamente agradável, assim como deve ser o produto do trabalho do verdadeiro historiador… E aquele que se inicia nesse surpreendente admirável mundo novo logo começa a compreender um pouco mais sobre a dinâmica da política internacional.

Sempre recomendei Ascensão e Queda a meus alunos. De fato, a leitura de clássicos como Morgenthau, Wright e Aron, é essencial para desenvolver a capacidade analítica de qualquer profissional de Relações Internacionais. Sim, porque o que os internacionalistas fazemos é tentar entender e explicar o mundo, sem achismos, mas com método e fundamentação. Tudo mais, repito, é opinião, e não análise…

E por falar em análise, vou compartilhar com meus leitores, pela primeira vez, uma informação que me foi transmitida na minha primeira aula, do meu primeiro dia no curso de Relações Internacionais… A disciplina, “Introdução ao Estudo das Relações Internacionais (IERI)”. O professor, uma das minhas grandes referências na área, indiscutivelmente o principal responsável pela minha decisão de seguir essa carreira tão especial, meu querido Mestre e amigo Eiiti Sato! 

Sato entra na sala de aula e começa a nos brindar com sua simpatia, bom humor e conhecimento. E, mais para o fim da aula, distribui-nos, naquela época em que não tínhamos Powerpoint, worldwideweb, tampouco telefones celulares (não me refiro a smartphones, trato mesmo de “telefones celulares”), uma folha de papel com algumas imagens, que compartilho a seguir…

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Aí tive meu primeiro contato com o artista holandês Maurits Cornelis Escher! Algumas de suas obras Sato nos mostrou. Essas imagens me marcariam a partir de então! “Peço que se atenha um pouco a elas”, disse nosso querido professor àquele grupo de calouros de “Rel” (que é como chamamos o curso de Relações Internacionais aqui na Universidade de Brasília, o primeiro e único durante duas décadas)…

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Depois de alguns instantes, Sato olha para nós, dá um sorriso de canto de boca, e diz: “Essas são as Relações Internacionais. Com esses quadros vocês começam a ter uma primeira percepção do sistema internacional!”. Estava encerrada a aula (justiça seja feita, cumprido o tempo regulamentar de aula, pois antes disso o Mestre se apresentara, falara do curso e dirimira nossas dúvidas – não me lembro, durante todo o semestre, do Professor faltando à aula, chegando atrasado ou mesmo terminando a classe mais cedo… isso também foi importante referência para minha vida como docente, anos depois).

Nunca me esqueci dessa primeira aula! Ali tive certeza de que minha vida profissional seria no campo das Relações Internacionais! Sato e Escher, e os clássicos como Paul Kennedy, fizeram-me “pegar gosto” pela análise de como o mundo funciona. E nunca mais deixaria de olhar o sistema internacional com muito carinho, interesse e como meu grande objeto de estudo!

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Fotos e Guerra

Terça-feira, dia do livro.

Aqueles que me conhecem sabem que entre minhas grandes paixões estão a leitura, a fotografia e a polemologia. Afinal, por meio dos livros, das fotos e das guerras, o ser humano consegue expressar o que há de mais profundo em sua natureza, o que o aproxima da beleza da divindade, mas também da escuridão de sua sordidez de ser imperfeito. De toda maneira, tudo é aprendizado.

Voltando a livros, fotos e guerras, hoje destaco uma obra que me é muito cara, pois retrata a vida daqueles que combateram na Grande Guerra (como é também chamada a I Guerra Mundial). São imagens de dor, tristeza, bravura, indignação, medo, angústia, fé, esperança, obstinação, fraternidade, alegria, alívio, conforto, raiva, introspecção, tudo isso junto e misturado. São sensações e sentimentos que preencheram os corações de milhões de homens que, há pouco mais de cem anos, estiveram envolvidos em um conflito sobre o qual, no final das contas, pouco sabiam, e nada entendiam.

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Acho realmente fascinante como a história dessas pessoas foi eternizada por meio da fotografia. Perguntas que sempre me vêm à mente quando vejo uma foto dessas: Quem terá sido essa pessoa? Como era na vida civil? Tinha família? O que achava daquilo tudo? Será que conseguiu sobreviver à Guerra?

Especificamente sobre a cena retratada na foto, fico a imaginar o contexto em que se deu, em uma época em que a fotografia ainda engatinhava, em que “selfie” era algo inconcebível e que cada clique era um precioso registro de arte e de história! Naqueles idos do começo do século passado, já fascinava a invenção do francês Joseph Nicéphore Niépce, que ocorrera então há menos de cem anos, tanto quanto ainda fascina bilhões de pessoas pelo globo! Sim, porque, seja uma clássica imagem do homem comum ou dos reis e imperadores do século XIX, seja uma “selfie” dos dias de hoje (muitas vezes tirada em lugar inusitado como um banheiro, sem qualquer pendor estético e com gosto indiscutivelmente duvidoso), a verdade é que a fotografia toca a alma do ser humano, e o faz se sentir um pouco divino, ao registrar aquele momento e congelar o tempo para todo o sempre!

 “The Faces of World War I”, de Max Arthur. Fica a recomendação do dia.

 

As 15 maiores cidades europeias (do ano 1 a 2019)

Muito interessante este vídeo sobre a evolução das cidades europeias nos últimos 2 mil anos.

Impressionei-me com o apogeu e a decadência de Roma, com a variação na população de Constantinopla na Idade Média, e com o crescimento de Córdoba e Cádiz no primeiro milênio. Também fiquei surpreso com Kiev, que em um determinado período teria sido a mais populosa cidade da Europa (?????)! Perguntei-me se a oscilação nos números ao longo do tempo não teria sido causada pelas sucessivas pestes naquelas cidades (a Peste de Constantino e a Peste Negra, por exemplo). Mas continuo curioso com Kiev…

Não sei sobre a confiabilidade desses dados, mas, de toda maneira, achei o vídeo interessante… Também cabe lembrar que as bandeiras, em sua maioria, são atuais (por exemplo, apesar dos quase 1500 anos como cidade grega, romana ou bizantina, a bandeira de Constantinopla/Istambul é a turca – os turcos estão desde 1453, como se sabe).

No final, já estava eu a narrar a competição pelo primeiro lugar de cidade mais populosa! Gostei!

https://youtu.be/z_YIQ0jcRoA

Guerra… E depois da Guerra

Voltando a nossas indicações de livros, hoje trato de uma importante referência sobre os turbulentos anos de 1939 a 1945: “Europa na Guerra: 1939-1945, uma vitória nada simples”, de Norman Davies, um dos maiores historiadores britânicos (e olha que o Reino Unido tem uma tradição de excelentes historiadores!).

O que me impressionou na obra é a forma como Davies relata a Guerra, não descrevendo grandes batalhas ou outros importantes acontecimentos, mas tratando daqueles anos terríveis sob uma perspectiva humana. É um olhar do conflito através dos sentimentos de quem o viveu intensamente. Nada mais rico no conflito humano do que a forma como as pessoas o percebem e as decisões por elas tomadas diante das maiores adversidades!

Destaque para as considerações feitas pelo autor sobre a Polônia (Davies é britânico-polonês). Logo no ínico, ele relata a frustração dos soldados poloneses, que lutavam com o V Exército norte-americano (o mesmo ao qual estavam vinculados nossos pracinhas) na Itália, ao perceberem que a guerra havia acabado e que seu país permanecia ocupado (não mais por tropas alemãs, mas pelo temível Exército Vermelho). Afinal, como é que a Grã-Bretanha havia abandonado a Polônia para o deleite de Stálin? Não foram os britânicos que começaram uma guerra com o III Reich exatamente para garantir a integridade polonesa? E agora?

A narrativa sempre me faz lembrar das palavras do meu guia judeu-polonês quando visitei Auschwitz. Conversamos muito, e em um determinado momento ele desabafou: “não sei o que foi pior para nós (poloneses), os soviéticos que nos invadiram duas vezes durante a Segunda Guerra Mundial, ou os ingleses que nos abandonaram no final do conflito…” 

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Freemasonry in Brazil

On Sunday, 07/26/2020, I gave a lecture on “Freemasonry in Brazil”. It was organized by The Grand Lodge of Georgia.

You can watch the lecture here:

https://youtu.be/Gare_Lj8Eeo

O começo do fim…

Foi em um dia 28/07, no ano de 1914, que o Império Austro-Húngaro declarou guerra à Sérvia (que se recusara a entregar a Viena o terrorista que havia assassinado o herdeiro do Trono daquele país e sua esposa).

Como dominós caindo em sequência, as potências europeias procederam à mobilização de seus exércitos nos dias subsequentes. Logo seriam ouvidos os canhões de agosto, e o mundo entraria em quatro anos de dor, destruição e morte.

E aqueles que haviam entrado na guerra em 1914 e conseguissem dela sair em 1918, teriam diante de si um novo mundo. Daquele que acabava nesta data, há exatos 106 anos, muito pouco restara…

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Um triste episódio…

Vamos a mais uma indicação de livro? Ainda sobre a família imperial russa…

[“Tá”, você deve estar se perguntando, “outro livro na terça? O sujeito passa dias sem publicar e agora me manda duas indicações no mesmo dia!?!” É isso mesmo. E sabe por quê? Porque eu quero. Meu site, minhas regras. A regra geral é que “toda terça haverá indicação de um livro” (pelo menos). Nada impede, portanto, que eu indique mais de um livro na terça, ou trate de livros em outros dias da semana… É só me acompanhar por aqui e aguardar as novidades…]

img_20200717_091135_872Indico hoje “Os últimos dias dos Romanov“, de Helen Rappaport, outra profunda conhecedora do último Czar da Rússia e de sua família. A obra trata, especificamente, dos 14 dias finais da vida de Nicolau II, de sua esposa Alexandra e dos filhos (Olga, Tatiana, Maria, Anastácia e ALexei), na residência de Ipatiev, em Ekaterimburg.

Li “Os últimos dias dos Romanov” há uns 15 anos, quando estava de férias no Rio Janeiro, nos chuvosos dias de Verão da capital fluminense. A narrativa é muito envolvente, e o leitor certamente terá dificuldade de interromper a leitura até chegar ao desfecho, o terrível massacre de 17 de julho de 1918.

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A descrição de como os Romanov foram executados é marcante. Só quem conhece essa história sabe o quanto sofreu aquela família, em uma execução desnecessária, pois Nicolau, que abdicara, estava fora da vida pública, deixando o poder de forma pacífica para se dedicar ao que tinha de mais precioso (muito mais precioso para ele que os 22 milhões de km2 de rico território, os 150 milhões de russos e o poder autocrático): sua família.

A decisão de assassinar o Czar, Alexandra, suas belas filhas e o pequeno e doente Alexei, foi ordenada pelo nefasto Lênin, e motivada por ódio, ressentimento, inveja e vingança. É de todo sórdida. E o trecho final da descrição do livro na contracapa resume bem significado daquele massacre:

“Seu assassinato, o início de uma orgia de terror e represálias sangrentas que caracterizaria a guerra civil russa.”

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De volta com o “Dia do Livro”

Atendendo ao clamor dos meus 16 (dezesseis) leitores, retorno aos poucos a publicar em Frumentarius. Volto, inclusive, com o “Dia do Livro” (as terças em que sempre indico livros dos mais distintos temas – sem receber “jabás” das editoras ou dos autores). Observo que já tenho feito, no meu perfil público no Instagram, cometários sobre quase quarenta livros. Farei isso aqui também para os meus leitores que não acessam o aplicativo (mas, se voce quiser acessar o meu perfil no Instagram, e me seguir por lá, agradeço muito!).

Para (re)começar, destaco que no último dia 17, relembramos a trágica morte do Czar Nicolau II e sua família (e seu médico, e dois criados), brutalmente assassinados pelos bolcheviques dos Urais, a mando do canalha Vladimir Ilyich Ulianov, que passou para a história com a alcunha de Lênin. Assim, para relembrar aquela família vítima do terror comunista, publicarei, nos próximos dias, indicações, com comentários, de livros sobre a Rússia e sobre os Romanov, e também acerca da União Soviética.

O primeiro livro que gostaria de indicar é “Os Romanov – o fim da Dinastia“, de Robert Massie.  A obra, resultante de pesquisa aprofundada, narra não só os derradeiros dias do último Czar da Rússia, mas também todo o processo pelo qual os corpos da família foram encontrados, exumados e analisados, oito décadas depois da carnificina.

Respostas são dadas, por exemplo, ao destino de Alexei e da princesa Anastácia… Teriam eles escapado? Seria a lenda de Anastácia verdadeira? Como a ciência respondeu a essa pergunta, contando com a ajuda até da família real britânica?

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O massacre dos Romanov foi um dos mais tristes episódios do século XX, e que, simbolicamente, marcou o início do massacre de milhões de seres humanos, sob o pretexto da luta de classes.

Sempre me interessei pelos Romanov. Sempre repudiei o bolchevismo e a forma como os canalhas a mando de Lênin trataram aquela família.

Com Nicolau II e seus descendentes, morria uma parte da Rússia. O destino do Czar seria compartilhado por muita gente da nobreza, da aristocracia, da burguesia, do campesinato e de quaisquer grupos que fossem considerados “inimigos de classe”.
A tragédia familiar tornou-se nacional e depois alcançou os mais distantes rincões do planeta. Que nunca mais isso volte a acontecer.

E o Sol se fez na Terra…

16 de julho de 1945. Pela primeira vez na história, uma explosão nuclear acontecia. Foi em Alamogordo, no Novo México, como parte do Projeto Manhattan. A caixa de Pandorra fora aberta. O mundo entraria em uma nova era…

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A Grande Guerra Patriótica

Às vésperas do Dia da Vitória (08/05 aqui no Ocidente, ou 09/05 para os russos e alguns povos das ex-URSS), o mundo celebrará o fim da II Guerra Mundial na Europa de maneira muito distinta daquela das últimas sete décadas. Afinal, eventos públicos estão cancelados ou proibidos pela maior parte do planeta. Eu mesmo pretendia comemorar os 75 anos do fim da Guerra em Londres, celebrando a derrota do nazifascismo na terra de Sua Majestade. Graças a outra coroa (o vírus), fiquei por aqui, em casa… – tudo bem! Será uma história bem diferente para contar para as próximas gerações.

Em comemoração ao Dia da Vitória, tenho feito alguns vídeos com recomendações de livros, que publico em meu canal do YouTube (youtube.com/joanisvalbsb). Quem se interessar pelo tema, por favor vá lá, faça-me uma visita e curta os vídeos! Agradeço muito se puder também se inscrever no canal.

Além dos livros, semana passada gravei uma “live”, intitulada “A Grande Guerra Patriótica: a URSS na II Guerra Mundial”. Foi uma conversa muito interessante (em português) com minha professora de russo, Yulia Mikheeva! Falamos da importância do conflito para os russos, de episódios da guerra e de situações inusitadas. Também respondemos a algumas questões dos participantes. Quem perdeu, perdeu! –  brincadeira, quem perdeu pode acessar o vídeo em nosso canal do Youtube. Vale a pena conferir.

A “live” deu tão certo que pediram mais! Então, hoje, 06/05 (quarta-feira), às 19h, teremos outra live para tratar de batalhas e pessoas na Grande Guerra Patriótica. Quem quiser participar é só procurar o perfil @yucursosdeidiomas no Instagram e entrar na conversa! Começaremos respondendo a algumas perguntas feitas na semana passada!

Então é isso! Nesta época de pandemia, vale conversar um pouco sobre outros temas! Espero meus 16 (dezesseis) leitores daqui a pouco. Abraço!

E, para conhecer nosso canal no Youtube, clique aqui!

Who was defeated in the Great Patriotic war? | The Vineyard of the ...

 

Max Wolf

12 de abril também é uma data a ser lembrada pelos brasileiros. Há exatos 75 anos, nesta data, no Teatro de Operações da Itália, tombava, aos 33 anos de idade, o Sargento Max Wolf Filho.
Nascido em Rio Negro (PR), de família alemã, Wolf foi voluntário para atravessar o Atlântico e ir combater pela liberdade contra o Eixo. Poderia ter ficado no Brasil com sua família, mas tinha um dever a cumprir.

Entre os pracinhas, o Sargento era reconhecido pela camaradagem e pela bravura, e sua liderança evidenciou-se diversas vezes.
Quis o destino que fosse metralhado pelo inimigo enquanto conduzia uma arriscada patrulha. A Guerra acabaria menos de um mês depois, em 8 de maio.
Wolf deixou um legado de heroísmo e coragem e registrou seu nome na história. Seus restos mortais repousam no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, na cidade do Rio de Janeiro.
Importante que conheçamos nossos verdadeiros heróis.

Por mais terras que eu percorra
Não permita D’us que eu morra
Sem que volte para lá!

#maxwolf
#sargento
#FEB
#pracinhas
#IIGuerra

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O que estou a ler no momento

Aprendendo a usar um software de edição de vídeo… Então por favor não se chateie com o meu vídeo tosco! De toda maneira, publiquei esses dias no meu canal do YouTube (www.YouTube.com/joanisvalbsb) alguns comentários sobre o que estou lendo no momento. É que nas redes sociais as pessoas têm-me perguntado sobre isso!

Vá lá ao canal (pode ir clicando aqui), curta os vídeos, e se inscreva nele para receber as atualizações! Ah! Se quiser divulgar, agradeço! Abraço!

 

O Metrô de Moscou

20171105_212917Pense em um imenso palácio subterrâneo. Salas das mais distintas temáticas, com obras de artes que fazem o visitante, por mais rápido que por elas passe, surpreender-se com a beleza ali retrada – e com a história e a cultura de um povo! Mosaicos, pinturas, vitrais. Tudo isso pelo preço de um bilhete de metrô!

Continuando nossa Operação Outubro Vermelho, a publicação de hoje se refere ao metrô de Moscou. Sim, isso mesmo que você leu! A capital russa dispõe de um sistema de transporte subterrâno de 346 quilômetros de extensão, distribuído por 12 linhas e 206 estações. Por ele circulam dez milhões de pessoas diariamente.

E o que tem o metrô de Moscou de tão especial para merecer uma publicação? Chamado de “Palácio Subterrâno” por Stálin, o metrô da capital, cuja construção foi iniciada na década de 1930, deveria levar arte ao povo que por ali circulava. Daí que cada estação teria uma temática própria, sendo preenchida por mosaicos, pinturas e até estátuas que despertassem no homem soviético a percepção do belo e o amor ao regime.

Vale muito a pena conhecer o metrô de Moscou, passear por suas estações! Faz-se mesmo um mergulho no tempo e, muitas vezes, andando por elas a gente pensa que está de volta à União Soviética.

Em nosso canal do Youtube (www.youtube.com/joanisvalbsb) fiz um vídeo mostrando um pouco do Metrô de Moscou. Vá lá conferir, curta o vídeo e se inscreva no canal. Para acessá-lo diretamente, clique aqui.

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