O protesto do povo nas ruas e a resposta autoritária… Em Berlim, há 60 anos.

berlin_17june1953Os acontecimentos dos últimos dias por todo o Brasil e os protestos de ontem, 15 de junho de 2013, têm-me levado a algumas reflexões, as quais pretendo partilhar com meus leitores nos próximos dias. Pensando sobre o levante nas ruas de Brasília, com protestos, em sua maioria pacíficos, sendo reprimidos pelas autoridades públicas, lembrei de algo que aconteceu em Berlim, exatamente no dia 16 de junho de 1953 (portanto, há exatos sessenta anos).

Berlim 1953_2Sim, foi naquele 16 de junho, na Berlim do imediato pós-Guerra, ocupada pelas potências aliadas, que, no setor soviético, o mundo viu uma multidão de 2.000 pessoas se dirigindo à sede do Governo da Alemanha Oriental, para protestar contra o regime e as condições de trabalho impostas à população sob o Estado comunista. Cartazes, palavras de ordem e uma grande insatisfação entre trabalhadores e demais cidadãos… logo o movimento conclamou o povo a se levantar e sua revolta contagiou milhares de alemães, que ansiavam por mais liberdade, melhores condições de vida e democracia… Uma greve geral foi marcada para o dia seguinte. Naquela época não havia internet nem redes sociais, mas a notícia conseguiu espalhar-se de tal maneira que, em 17 de junho, milhares de pessoas foram às ruas protestar em diversas cidades e vilas alemãs.

Em Berlim, por volta das 9:00 do dia 17/06, 25 mil pessoas já se aglomeravam em frente à sede do Governo da República Democrática Alemã (RDA). Outras milhares seguiam rumo ao centro da cidade para se juntar aos manifestantes. E os protestos, que haviam se iniciado em reação a um aumento na carga de trabalho do pessoal da construção civil (como seria o aumento nos preços das passagens de ônibus nas cidades de outro país sessenta anos depois), em pouco tempo assumiram conotação política. O levante agora era contra o regime comunista ali estabelecido sob a égide dos soviéticos. “Morte ao comunismo!” e “Abaixo o regime autoritário!”, eram palavras de ordem. Isso o Governo não poderia tolerar.

Berlim 1953A decisão das autoridades da RDA foi de usar a força para conter o levante. E solicitaram ajuda de seus “aliados” soviéticos. Em pouco tempo, o distrito governamental de Berlim já estava cercado por 20 mil soldados do Exército Vermelho e cerca de 8 mil policiais militares alemães. Para dispersar a multidão, as forças do Governo usaram blindados, cães e atiraram contra os manifestantes. Não havia bombas de efeito moral ou balas de borracha. A munição era real. E a multidão realmente foi dispersada. Isso custou mais de 500 vidas entre os manifestantes (na estimativa mais modesta). E pôs fim ao sonho de liberdade naquele país.

Depois das manifestações de junho de 1953, o regime endureceu. O governo buscou razões para o estabelecimento de uma ditadura da pior espécie sob um modelo que alcançava o totalitarismo. Milhares foram presos, torturados, executados sob o argumento da garantia da ordem. A fuga para o Oeste intensificou-se. Até a construção do Muro de Berlim, em agosto de 1961, mais de 3 milhões de alemães orientais (de um total de 19 milhões de pessoas) fugiriam para a Alemanha Ocidental. E o terror estatal perduraria até 1990, quando se dissolveu em suas próprias contradições.

Para os alemães, o dia de 17 de junho de 1953 é uma data marcante. Durante anos, o 17 de junho foi celebrado como o Dia da Unidade Alemã (alterado para o 3 de outubro, data oficial da reunificação em 1990). E será sempre lembrado como a ocasião em que um protesto algumas dezenas de trabalhadores tornou-se um levante das massas pela democracia e pela mudança, levante duramente reprimido por um regime que se dizia representar os trabalhadores.

No ano da Alemanha no Brasil, difícil não comparar os acontecimentos de 1953 com os eventos de 2013 por aqui. Preocupa como tem sido e será a reação do governo que também se diz representar os trabalhadores. A democracia é uma planta muito frágil e precisa ser cuidada. A solução autoritária pode ser muito sedutora…

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Um Império pela liberdade

princesaisabel1Neste 13 de maio, é importante que seja lembrado que a abolição ocorreu sob o regime monárquico, durante o Império do Brasil. Comum é a visão deturpada que aquela foi uma conquista das idéias republicanas, provavelmente  devido à proximidade dos acontecimentos com o fim da monarquia bragantina pelo nefasto golpe de 15 de novembro de 1889. Entretanto, só se sabe que ocorreu no canto do cisne do regime a partir de uma perspectiva de hoje, ou seja, não se imaginava, quando da Lei Áurea, que o Império desapareceria alguns meses depois.

Grandes abolicionistas eram também defensores da monarquia. Exemplo maior é Joaquim Nabuco. A própria família imperial sempre marcara sua posição contrária à escravidão, desde de Dom Pedro I, autor de alguns dos primeiros escritos criticando o modelo em uma época que tais idéias eram consideradas demasiadamente liberais (vide post anterior neste site). Essa conduta antiescravagista continuou em seus sucessores, que continuariam envidando esforços, muitas vezes em conduta contrária às elites brasileiras, para por a termo aquilo que se constituía na maior vergonha para nosso Império dos Trópicos. E sabiam que o preço a pagar poderia ser alto, muito alto.

Segundo-Reinado-SociedadeDe fato, cartas divulgadas recentemente revelam que a Princesa Regente tinha consciência de que estaria a sacrificar sua coroa e mesmo a dinastia dos Bragança ao decidir assinar a Lei Áurea. Mais interessante ainda foi a iniciativa de Dona Isabel, com o apoio de seu pai, Dom Pedro II, de indenizar os ex-escravos para lhes permitir tocar com dignidade a vida de libertos, o que, certamente, desagradaria os escravocratas.

Isabel, portanto, fez uma opção consciente: abriu mão do futuro de sua dinastia no Trono do Brasil, desafiando as oligarquias escravocratas, para garantir a libertação dos escravos e o fim dessa mácula em nossa sociedade. Sua memória deve ser cultuada e aclamada pelos brasileiros em geral e pelos descendentes desses libertos em particular. Incomoda-me o dia da consciência negra não ser comemorado no 13 de maio…

Segue artigo interessante sobre aquela grande mulher, que sacrificou o futuro de sua família pela libertação de milhares.

Viva o 13 de maio! Viva a Redentora Isabel! Viva o Império do Brasil!

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Princesa D. Isabel e sua carta sobre a abolição da escravatura, segredos revelados.

Carta inédita, pinçada do acervo de 3 mil documentos do Memorial Visconde de Mauá, revela que defendia a indenização de ex-escravos, a reforma agrária e o sufrágio feminino.

“Fui informada por papai que me collocou a par da intenção e do envio dos fundos de seo Banco em forma de doação como indenização aos ex-escravos libertos em 13 de maio do anno passado, e o sigilo que o Snr. pidio ao prezidente do gabinete para não provocar maior reacção violenta dos escravocratas.” Lidas assim, como frases soltas extraídas de uma carta qualquer, que pela ortografia sabe-se antiga, essas poucas linhas dizem quase nada digno de nota para a historiografia brasileira. Mas, se colorirmos essa misteriosa preocupação com nome e sobrenomes, títulos e brasões, temos diante de nossos olhos algo capaz de reescrever um dos mais importantes capítulos da História do Brasil.

“Informada”, quem se diz, é ninguém menos do que Isabel Christina Leopoldina Augusta Michaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Orleans e Bragança, a princesa Isabel (1846 – 1921). O pai a que se refere é o imperador d. Pedro II (1825-1891). Os fundos doados para serem usados como indenização aos ex-escravos seriam recursos do Banco Mauá, que a monarquia usaria para assentar os ex-cativos em terras capazes de produzir seu sustento após a assinatura da Lei Áurea em 13 de maio de 1888. Sim, a contar pelo texto, a monarquia tinha esse projeto. Continuar lendo

8 ou 9 de maio?

Muitos (não no Brasil) viram a comemoração do Dia da Vitória em 8 de maio… Entretanto, no dia seguinte, os jornais noticiaram a celebração da data na Rússia e ex-repúblicas soviéticas em 9 de maio… E então? Tem-se aí uma curiosidade sobre a II Guerra Mundial.

Com a morte de Hitler, a capitulação alemã era uma questão de pouquíssimo tempo. Assim foi que, no dia 7 de maio de 1945, deu-se a assinatura da rendição alemã em Reims, perante o comando aliado ocidental, no Quartel-General Supremo da Força Expedicionário Aliada. Quem a subscreveu foi o General Alfred Jodl, em nome do Comando Supremo das Forças Armadas alemãs e do novo Presidente do Reich, o Almirante Karl Dönitz, e a capitulação total deveria entrar em efeito às 23:00h (hora da Europa Central) do dia 8 de maio.

Rendicao_BerlimOs soviéticos, entretanto, que haviam tomado Berlim, na batalha final europeia, não gostaram muito de uma rendição aos aliados ocidentais. Stálin declarou, assim, sem efeito o documento de Reims, chamando-o de rendição preliminar, e exigiu que nova capitulação fosse assinada em Berlim, perante as autoridades soviéticas. Isso veio a acontecer no dia seguinte, pouco antes da meia-noite de 8 de maio, na Administração Militar Soviética na capital do III Reich. Em Moscou, já passara da primeira hora do dia 9. Assim, perante o Marcehal Zhukov, o Marechal-de-Campo Wilhelm Keitel, o Almirante Hans-Georg von Friedeburg, e o General Hans-Jürgen Stumpff, assinaram o novo instrumento que marcou o desfecho de seis anos de guerra em solo Europeu. Eis a razão pela qual o Dia da Vitória na Europa é comemorado em datas distintas.

Instrumento de Rendicao Berlim Instrumento de Rendicao Reims

O dia da Vitória

german_surrenderTempo não tive nessa última semana para comentar uma grande data, que por muitos anos ainda será lembrada: o 8 de maio! Certamente meus oito leitores (ao contrário da quase totalidade dos brasileiros) sabem a que me refiro… Foi no dia 8 de maio de 1945 (9, para os soviéticos) que acabou a II Guerra Mundial em solo europeu, com a capitulação da Alemanha…

Durante a semana foram vistas comemorações nos países que se envolveram naquele terrível conflito, iniciado seis anos antes, no dia 1 de setembro de 1939, e cujos números são surpreendentes em termos de destruição e morte, e dos quais se pode ter uma idéia pela quantidade de almas ceifadas durante o cataclismo humano: entre 80 e 100 milhões é o estimado… Paradas militares, minutos de silêncio, recordações, discursos e aclamação daqueles civis e militares que sobreviveram e hoje representam os últimos de uma geração que está prestes a desaparecer. Não obstante, enquanto ainda houver uma testemunha viva do maior conflito pelo qual a humanidade já passou, permanece a obrigação de saudá-la como vencedora! E, quando essa se for, o culto de sua memória e das lembranças daqueles anos sombrios deve ser diariamente mantido, exatamente para que as novas gerações não considerem se envolver em empreitada cujo desfecho é certo.

diadavitoria2Pois bem, nesse 8 de maio, no Brasil se preferiu dar vazão a notícias sobre os jogos de futebol do fim-de-semana, ao novo sucesso do funk, ou a futilidades mil que tanto marcam nossa sociedade decadente e cada vez mais ignorante (e, portanto, violenta e atrasada). Não vi sequer (talvez até tenha havido, não sei) um pronunciamento oficial de autoridade civil brasileira (certamente o 8 de maio foi lembrado nas ordens do dia das Forças Armadas), tampouco qualquer manifestação de lembrança ou de aclamação aos últimos remanescentes daqueles 25 mil brasileiros enviados para lutar na Europa: sim, ainda existem pracinhas, ainda existem guerreiros que combateram no 1º Grupo de Aviação de Caça, ainda existem aqueles que podem carregar com orgulho o título de verdadeiros heróis. E é a eles que rendo minha homenagem, como sempre farei!

Nesse 8 de maio, lembrei de nossos heróis! Falei deles para meus alunos e amigos! E, em um país adolescente, mas com problemas gravíssimos de memória, entristeceu-me o fato de pouquíssimos se recordarem desses homens e mulheres que ofereceram a vida por uma causa.

Viva o 8 de maio!

diadavitoria

Audiência Pública com o Ministro da Defesa

Para conhecimento. Será transmitida pela TV Senado, também podendo ser acompanhada pela internet.

amorim-hg-20090929

COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DEFESA
NACIONAL – CRE

Audiência Pública
Assunto / Finalidade:

CRE Prioridades da Defesa
O ministro da Defesa, Celso Amorim, fala sobre as prioridades da pasta.
Audiência Pública para que o Ministro de Estado da Defesa, neste início de período
legislativo, preste informações sobre sua pasta, em cumprimento ao disposto na
Resolução nº4, de 2013.
Requerimento(s) de realização de audiência:
– RRE 5/2013, Senador Ricardo Ferraço
Data  09/05/2013 09:30
Convidados:
· Celso Amorim
Ministro de Estado da Defesa – Ministério da Defesa – MD

Roberto Azevêdo na OMC

Roberto Azevedo, Brazil's permanent representative to the WTO speaks during an interview with Reuters in LondonRoberto Azevêdo eleito novo Diretor-Geral da Organização Mundial do Comércio, que congrega 159 membros. Trata-se de conquista importante para o Brasil (talvez não para o Governo brasileiro). Diplomata com larga experiência em matéria de comércio internacional e bom conhecedor da organização da qual será diretor-geral, sem dúvida o embaixador Azevêdo deixará sua marca. Parabéns e votos de êxito nessa nova empreitada!

Brazil’s Azevedo to be next WTO chief: source

Reuters – 1:07pm EDT

GENEVA (Reuters) – Roberto Azevedo, a Brazilian trade diplomat, will be the next head of the World Trade Organization, a diplomatic source said on Tuesday after the results of the race to succeed France’s Pascal Lamy in the job were revealed in a confidential meeting.

Azevedo beat Mexico’s former trade minister Herminio Blanco in the final duel of a three-round competition, becoming the first Latin American to head the global trade club since its creation in 1995.

(Reporting by Tom Miles, editing by Stephanie Nebehay)

Em defesa da democracia popular

pcdobSeguindo a linha das notícias sobre o apoio internacional à valorosa democracia popular norte-coreana, reproduzo aqui a nota publicada no sítio ofical do PCdoB, na qual os ícones da esquerda brasileira se solidarizam com o governo de Pyong Yang. Ainda que seja matéria que envolva aspectos de política interna (e não comentamos política interna em Frumentarius), resolvi publicar a nota por se tratar de manifestação de um grupo bastante representativo do espectro político brasileiro em solidariedade a nosso estimado Bob Filho e seus seguidores. Interessante a similitude entre este discurso e o que se publica na Agência de Notícias da Coréia do Norte. Confiram.

Em tempo: diante de tão belo e aguerrido discurso, acredito de suma importância que esses partidos e organizações que tão valorosamente defendem a causa norte-coreana contra o imperialismo belicista dos EUA utilizem parte de seus recursos (que não são poucos) para financiar o envio de militantes e lideranças para a Coréia do Norte, objetivando engrandecer os quadros de resistência no caso de uma guerra. Afinal, temos muitos brasileiros que, tenho certeza, orgulhariam a esquerda nacional participando de uma versão do século XXI das brigadas comunistas que combateram em defesa de tão nobre causa na Guerra Civil espanhola. Ademais, seria muito bonito ver contingentes de militantes brasileiros marchando sobre as ruas de Seul na parada da vitória, após as forças da Coréia do Norte terem derrotado os EUA e seus aliados imperialistas!

E então, vamos por em prática o que se propõe neste ato de fé revolucionária do PCdoB! Vamos enviar combatentes dessa valorosa militância para a Coréia do Norte para lutarem pela revolução e defenderem a liberdade!

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03/04/2013

Brasil: Partidos e movimentos solidarizam-se com a Coreia Popular

Movimentos, partidos e meios de comunicação progressistas e anti-imperialistas enviaram nesta terça-feira (2) uma declaração de solidariedade e apoio à embaixada da República Popular e Democrática da Coreia em Brasília. 

A escalada da tensão na Península Coreana, com a participação direta dos Estados Unidos, tem aumentado a pressão e a preocupação com um possível conflito internacional, apesar dos pedidos reiterados por diálogo enquanto a Coreia do Sul, apoiada pelos EUA, toma medidas belicistas.

Neste contexto, movimentos e partidos brasileiros que lutam contra o imperialismo belicista e pela manutenção da paz e da soberania das nações enviaram a seguinte declaração à embaixada da Coreia Popular:
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A Venezuela Pós-Chavez e o Brasil

Artigo muito interessante de meu amigo Sean Burges. Foi replicado no site oficial da Presidência dos EUA. Recomendo a leitura a meus alunos de Relações Internacionais.

Apenas uma curiosidade: a data da morte de Chávez (ao menos do anúncio oficial) coincide com a do falecimento de Josef Stálin (5 de março de 1953). O ditador venezuelano teria morrido exatamente 60 anos após a passagem do maior tirano da História moderna e cultuado líder das esquerdas em muitos países.

Post-Chávez Test For Brazil Leadership – Analysis

Hugo Chavez memorial. Photo credit VOA

By  — (March 10, 2013)

By Dr. Sean Burges

Venezuela’s president Hugo Chávez has just died after a prolonged battle with cancer. While his death certainly raises questions about the longevity and sustainability of his Bolivarian revolution, it also stands as a significant test of the democracy promoting credentials of Brazil and the two important regional clubs it runs: the South American political grouping UNASUR and the trade bloc Mercosur. Continuar lendo

ESTADO INERTE, CIDADÃO ACUADO, CRIMINOSO FELIZ

brasao_feiraAbril de 2013. Na vitrine do Brasil, um casal de turistas estrangeiros é brutalizado ao pegar um suposto transporte público. A moça foi violentada por três criminosos que já haviam estuprado outra mulher, em condições semelhantes, há alguns dias (só que, naquele caso, não houve qualquer repercussão). No Distrito Federal, em fevereiro foi alcançada a marca dos 100 homicídios desde o início do ano. Em São Paulo, policiais são alvejados por bandidos que atuam pagando dívidas de a organizações criminosas. Nas cidades brasileiras, grandes e pequenas, pessoas são executadas pelas razões mais fúteis, trabalhadores saem para sua lide diária sem a certeza de que voltarão para casa. A violência e a insegurança pública alcançam índices que fazem com que conflitos como o da Síria pareçam briga de criança. E o pior disso tudo é que o Estado se mostra cada vez mais inerte, e as autoridades públicas começam a adotar a política de recomendar ao cidadão que, simplesmente, fique em casa. Então, trancado em casa, esse cidadão só tem como opção rezar para que o criminoso não chegue a sua porta. Logo chegará.

Enquanto a onda de violência assola o País, cada vez mais nos acostumamos a “viver perigosamente”, em um ambiente onde a insegurança começa a ser percebida como algo natural. Não é. Alguma coisa precisa ser feita. Entretanto, no Brasil de 2013, a Segurança Pública não é tratada de forma profissional e racional, mas sim sob os efeitos de paixões, ideologias e utopias. E o discurso dominante inverte os valores, trata policiais como criminosos, cidadãos como culpados pela violência que sofrem, e criminosos como vítima da exclusão social. Ou mudamos essa percepção, ou a situação ficará insustentável.

Fala-se muito em Educação para resolver o problema da violência. Certamente, investimento em educação é de suma importância para fazer um Brasil mais seguro. Porém, investimento em Educação garantirá um amanhã melhor para Brasil. Mas, e hoje? O que fazer quando temos criminosos invadindo nossas casas, nos atacando nas ruas, cometendo todas as formas de violência contra o cidadão de bem? Não é com Educação (que forma os futuros cidadãos) que se solucionará o problema da criminalidade hoje. Medidas enérgicas devem se tomadas para neutralizar aqueles que promovem a violência.

grc3a1fico-da-violc3aanciaTambém não é possível que a sociedade brasileira continue se orientando por um discurso que defende o criminoso como vítima. As vítimas são outras. As vítimas são o chefe de família que sai de madrugada para o trabalho e é assaltado, agredido, assassinado; é o pai ou a mãe que vê seu filho sendo executado friamente por alguns reais; é a mulher ou a criança violentada por monstros que não podem ser chamados de humanos; é o policial morto no cumprimento do dever por bandidos que saem impunes. Essas são as verdadeiras vítimas.

Passa da hora de se pôr abaixo o discurso da “culpa social e da vitimização do delinquente” e tratar o criminoso como criminoso: aqueles que puderem ser reabilitados devem sê-lo. Para isso, uma ampla reforma prisional se faz necessária. Os criminosos devem ser colocados sob condições dignas no cárcere, mas sem os benefícios que negaram a suas vítimas. Devem ser obrigados a trabalhar no cumprimento de sua pena, tanto para ressarcir as vítimas, quanto para pagar o Estado pelo custo de seu confinamento e, ainda, para que, por meio do trabalho, possam ser reabilitados. É inaceitável que os criminosos passem o dia em nossas prisões sem absolutamente nada para fazer a não ser a se organizarem para cometer novos crimes, inclusive a partir da própria penitenciária. O trabalho árduo durante o dia deve servir para fazer com que o criminoso use suas noites para pensar no erro que cometeu.

a-crime-organizado-violencia-rioHá, entretanto, aqueles delinqüentes cuja reabilitação é impossível. Esses devem ser considerados inimigos da sociedade, e tratados como tal. Alguém realmente acredita na recuperação de criminosos de alta monta, de homicidas seqüenciais, de bandidos com inúmeras passagens pelo crime? Monstros são irrecuperáveis. Devem ser confinados, alijados do convívio social e obrigados, mais que qualquer um, a passar o resto de seus dias sob o mais rígido regime carcerário e, naturalmente, a trabalhar para pagar suas dívidas.

Precisamos, enfim, de uma mudança de paradigma. Temos um problema a ser resolvido, e já. A sociedade brasileira precisa se mobilizar para cobrar dos governantes medidas enérgicas e realistas para resolver o problema da violência. Caso contrário, a coisa só vai piorar, e o Estado se mostrará cada vez mais inerte, o cidadão mais e mais acuado, e o criminoso mais livre e feliz.

Joanisval Gonçalves

Lembrando o 31 de março…

bolsonaro_1964_1Neste domingo de Páscoa, que coincide com o aniversário do movimento de 31 de março de 1964 (sim, por mais que os críticos busquem afirmar a invenção de que teria ocorrido em 1º de abril, aconteceu em 31 de março mesmo!), convém saudar a todos que, de alguma maneira, contribuíram para impedir que o Brasil se tornasse uma ditadura comunista. E, para que se conheça um pouco do outro lado da história, recomendo o site A Verdade Sufocada e transcrevo o manifesto ali publicado:

31/03/2013 Manifesto da Academia Brasileira de Defesa, em comemoração da data nacional de 31 de Março de 1964.

ACADEMIA BRASILEIRA DE DEFESA  Pro Patria   Prof.ª Dr.ª Aileda de Mattos Oliveira -Alte.-Esq. Alfredo Karam -Cel. Aer. Antônio Celente Videira – Prof. Antoniolavo Brion -Jorn. Aristóteles Drummond  – Gen.-Ex. Carlos Alberto Pinto Silva – Prof. Dr. Denis Lerrer Rosenfield – Dr. Emílio A. Souza Aguiar Nina Ribeiro – Gen Div. Francisco Batista Torres de Melo – Prof. Dr. Francisco Martins de Souza – Cel. Ex. Gelio Augusto Barbosa Fregapani – Dr. Gustavo Miguez de Mello-  Dr. Herman Glanz – Maj.-Brig. Hugo de Oliveira Piva – Vice-Alte. Ibsen de Gusmão Câmara – Ten.-Brig. Ivan Moacyr da Frota – Prof. Dr. Ives Gandra da Silva Martins – Dep. Fed. Jair Messias Bolsonaro – Prof. Dr. João Ricardo Carneiro Moderno – Sen. José Bernardo Cabral – Dr. Luciano Saldanha Coelho – Cel.-Av.Luís Mauro Ferreira Gomes – Gen.-Ex. Luiz Cesário da Silveira Filho – Gen.-Ex. Luiz Gonzaga Schroeder Lessa – Econ. Marcos Coimbra – Emb. Marcos Henrique Camillo Côrtes – Prof.ª Dr.ª Maria Helena de Amorim Wesley -Prof.ª Dr.ª Mina Seinfeld de Caracushansky – Ten.-Brig. Octávio Júlio Moreira Lima ✝ – Vice-Alte. Othon Luiz Pereira da Silva  – Dr. Paulo Antônio Uebel – Gen.-Ex. Paulo Cesar de Castro – Ten.-Brig. Reginaldo dos Santos – Gen.-Ex. Rubens Bayma Denys – Desemb. Semy Glanz- Ten. R/2 Sérgio Pinto Monteiro-  Vice.-Alte. Sérgio Tasso Vasquez de Aquino – Maj.-   Brig.  Umberto de Campos Carvalho Netto –

31 DE MARÇO DE 1964     VAMOS COMEMORAR, SIM!  NÓS E O POVO BRASILEIRO!

Vamos comemorar, sempre, esta data    histórica para o Brasil, por todos os benefícios que ela nos proporcionou: •  A libertação de uma  ideologia política totalitária,sectária e pagã;   •  A fantástica média de 7,5% da taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (a maior da História);    •  A redução da corrupção pública a níveis desprezíveis;  •  As grandes obras de infraestrutura:   o  As hidroelétricas de Itaipu e de Sobradinho;    o  A Siderúrgica Açominas e a Ferrovia do Aço;    o  A Ponte Presidente Costa e Silva  (Rio-Niterói);      os  Metrôs de São Paulo e do Rio de Janeiro;    modernização das Telecomunicações;  Os portos de Suape e de Paranaguá; a rodovia transazmazonica; a implantação estratégica dos  Pelotões de     Fronteira na Região Amazônica; a instalação e o desenvolvimento das Indústrias de Material Bélico e  Aeroespacial,  tais  como    ENGESA e EMBRAER; a criação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e do Banco Nacional da Habitação; a radical Reforma da Educação;     a implantação do Projeto Rondon; a unificação dos Institutos de Previdência,  e  tantas outras obras importantes.       Não é por outra razão  que  os brasileiros consideram as  suas Forças Armadas as instituições de maior credibilidade do País.

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Historiadores Malévolos e a falta de memória

Cripta imperialA exumação dos corpos de Dom Pedro I, Dona Leopoldina e Dona Amélia certamente trará grandes contribuições à História do Brasil. Ainda se estuda muito pouco sobre nosso período imperial e o que a grande maioria sabe a respeito do Império envolve informações desencontradas, entendimentos errôneos e até mentiras deliberademente plantadas para prejudicar a imagem de nossos soberanos e daquelas sete décadas áureas.

Achei interessante a matéria aqui reproduzida com os comentários de Dom Bertrand sobre os “historiadores malévolos”. Sua Alteza tem toda razão, já que, infelizmente, a maioria esmagadora de nossos historiadores pesquisa e produz não em busca da verdade, mas orientados por perspectivas ideológicas e até político-partidárias. No Brasil, assim como em diversos rincões do continente, a produção histórica mostrou-se notadamente submissa a desígnios políticos, sobretudo no contexto do enfrentamento dos anos da Guerra Fria e da bipolaridade. E o pior é que ainda vemos aqueles que mantêm essa perspectiva nas escolas e universidades. Fatos são deturpados por imperativos políticos. Isso não é História – ao menos não é a História que entendo como ciência.

Parabéns à equipe da USP por arregaçar as mangas e buscar a verdade nas fontes verdadeiramente primárias. Estão a fazer um trabalho muito mais valoroso que o de centenas de auto-intitulados “historiadores” que, por prequiça, negligência, imprudência ou até má-fé, preferem repetir o que outros disseram, trabalhar e inventar recorrendo a  fontes secundárias, e contar estórias…

Um país sem memória é um país sem futuro.

Para príncipe, estudo desmente versão de ‘historiadores malévolos’

Para tetraneto de Dom Pedro I, pesquisa serve para ‘limpar a barra da boataria’ que envolve o imperador

19 de fevereiro de 2013 |- Edison Veiga e Vitor Hugo Brandalise – O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – “O estudo descarta hipóteses levantadas por historiadores malévolos.” A frase, do príncipe Bertrand Maria José Pio Januário Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança e Wittelsbach, tetraneto de Dom Pedro I, mostra como a pesquisa repercutiu entre os descendentes da família imperial, talvez preocupados em “limpar a barra da boataria” que cerca principalmente Dom Pedro I – que carrega a fama de mulherengo. Continuar lendo

Um novo horizonte para a História do Brasil

Primeiramente, gostaria de agradecer de coração a todos os amigos e amigas que me enviaram notícias sobre as pesquisas referentes à exumação de nosso amado primeiro Imperador e suas esposas!

O trabalho da professora Valdirene e sua equipe é valioso e meritório. O que foi feito por esses pesquisadores e cientistas da USP contribuirá sobremaneira para uma revisão de nosso passado, e para a recuperação da memória do período mais grandioso de nossa História, a saber, os anos em que este País esteve sob uma monarquia constitucional que nada devia às democracias européias. Mitos, muitos criados com o objetivo de denegrir o Império, serão derrubados… a imagem de nosso primeiro Imperador deverá ser revista… também serão mais conhecidas as duas imperatrizes: Dona Leopoldina, a primeira mulher a governar o Brasil e uma austríaca que amava esta terra muito mais que a maioria dos brasileiros que nos governaram desde 1889; e Dona Amélia, companheira de Pedro I, mão adotiva de Pedro II, e exemplo de dignidade e amor ao marido e a seu legado.

Segue o link para a série de reportagens produzida pelo jornal O Estado de São Paulo: http://infograficos.estadao.com.br/public/familiaimperial/. Essas matérias (e as descobertas fruto da pesquisa do pessoal da USP) só aumentam minha admiração e respeito pelo Império do Brasil e o desejo sincero de um dia ver este País novamente sob uma monarquia constitucional. Pela restauração!

Uma nova história da família imperial

Restos mortais de Dom Pedro I, Dona Leopoldina e Dona Amélia são exumados e passam por bateria de exames; estudo revela detalhes desconhecidos da biografia dos imperadoresFamília imperialValter Diogo Muniz/Divulgação

Família imperial

Pela primeira vez em quase 180 anos, os restos mortais do primeiro imperador brasileiro, Dom Pedro I – alojados no Parque da Independência, na zona sul da capital, desde 1972 – foram exumados para estudos. Também foram abertas as urnas funerárias das duas mulheres de Dom Pedro I: as imperatrizes Dona Leopoldina e Dona Amélia.
Os exames – realizados em sigilo entre fevereiro e setembro de 2012 pela historiadora e arqueóloga Valdirene do Carmo Ambiel, com o apoio da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) – revelam fatos desconhecidos sobre a família imperial brasileira, agora comprovados pela ciência, e compõem retrato jamais visto dos personagens históricos. Continuar lendo

Abertura dos Portos

D. João VI (francês)Acabei não podendo fazer esse registro na data devida, mas o faço agora… No dia 28/01, relembra-se um acontecimento de extrema importância para a História do Brasil: a Carta Régia de Dom João (que viria a ser Dom João VI de Portugal, ou Dom João I do Brasil) que abria os portos do Brasil às nações amigas… Qual o significado disso? Pouco se fala por aqui, mais foi o acontecimento que pôs fim a nossa condição de colônia, pois acabou com o monopólio da metrópole e permitiu o livre comércio entre o Brasil e outros países.

Fui irônico ao dizer que “se relembra”… Praticamente ninguém lembra disso nesta terra sem história, sem passado, sem memória… E logo nós, que temos uma história tão rica e preciosa… A maioria absoluta dos brasileiros não tem a menor percepção da envergadura do acontencimento que foi a vinda da família real de Portugal. Caso único em que a colônia passa a ser a metrópole… Exemplo de “grande estratégia”, que garantiu a manutenção da coroa dos Bragança e de sua jóia mais preciosa…

Fala-se muito de Dom João de maneira jocosa, mas não se percebe que ele foi um dos poucos soberanos de sua geração que resistiu a Napoleão e conseguiu se manter no poder… Preservou sua dinastia em dois continentes e permitiu que o progesso chegasse a estas terras que aprendeu a amar…

Devemos muito de nossa emancipação a Dom João e seu reinado… Graças a sua vinda (que nada teve de idéia transloucada, mas sim da execução de um plano concebido décadas antes pelo genial Marquês de Pombal), o Brasil pôde desenvolver-se e amadurecer econômica, social e politicamente… O monarca amava tanto estas terras que não queria voltar a Portugal… e, quando teve que fazê-lo, aqui deixou o que tinha de mais precioso: seu filho amado, o príncipe herdeiro, e que faria nossa indepência e inauguraria um grande império nos trópicos.

Pabertura_portosassa da hora de se revisar a figura de Dom João VI e de se conhecer mais esse período da História do Brasil… Infelizmente, os brasileiros preferem ver e discutir quem vai para o paredão no BBB…

Segue o texto do documento:

Abertura dos Portos às Nações Amigas

“Conde da Ponte, do meu Conselho, Governador e Capitão-General da Capitania da Bahia, Amigo. Continuar lendo

Similitudes…

camara de gasNo dia 29/01, publiquei um post aqui comparando o triste episódio da Boate Kiss com as câmaras de gás… No dia seguinte foi divulgada a notícia de o gás que matou as pessoas em Santa Maria era o cianeto, mesmo usado pelos nazistas na solução final… SMórbida coincidência, sobretudo porque aconteceu exatamente no dia em que se relembra os mortos no Holocausto. Só para registrar…

Folha de São Paulo 30/01/2013

Fogo em boate produziu o mesmo gás usado por nazistas, diz médico

LAURA CAPRIGLIONE – ENVIADA ESPECIAL A SANTA MARIA

Um pedido de doação de medicamento, feito pela diretora de enfermagem do Hospital Universitário de Santa Maria, Soeli Terezinha Guerra, 50, ajudou a esclarecer a natureza dos sofrimentos impostos aos jovens feridos e mortos no incêndio da boate Kiss. Continuar lendo

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https://wordpress.com/support/copyright-and-the-dmca/

Mais sobre o etarra capturado no Rio…

Agora a fonte é o El País, da Espanha, já que foi feita a observação – tremendamente pertinente, por sinal – de que a imprensa por aqui não transmite corretamente a informação. De fato, Vizán ainda não foi condenado pela Justiça espanhola. Entretanto, há uma ordem de prisão contra ele. Ademais, participa(va) de um comando armado do ETA e teria executado atos terroristas, inclusive contra agentes do Estado espanhóis. Estava foragido e escondia-se no Brasil. Deve, portanto, ser levado perante a Corte espanhola para responder por seus atos.

Não existe justificativa para terrorismo, tampouco para o recurso a meios ilegais e ilegítimos (uso da violência e da luta armada, por exemplo) para derrubar um regime ou lutar contra um governo democrático, como é o caso do Reino da Espanha.

Detenido en Río de Janeiro un etarra huido desde 1991

Joseba Gozton Vizán supuestamente colaboró en la dirección de la banda 

Joseba Gotzon Vizan González (d) es escoltado por un miembro de la Policía Federal hoy. /ANTONIO LACERDA (EFE)

El presunto etarra Joseba Gozton Vizán González, Pocholín, ha sido detenido a las 12.30 de la mañana de hoy, viernes, en Río de Janeiro (Brasil) por la policía brasileña gracias a las investigaciones realizadas por la Comisaría General de Información española. Se trata de la tercera detención en lo que llevamos de año y la número 36 desde el inicio de la presente Legislatura.

Nacido en Basauri (Vizcaya) el 7 de mayo de 1959, estaba reclamado por la Audiencia Nacional por los delitos de atentado, asesinato, pertenencia y colaboración con banda armada, según fuentes policiales. Tras huir de España en 1991 por la desarticulación del comando Vizcaya, se escondió en Francia y supuestamente colaboró con la dirección de ETA. Hace unos años se le perdió la pista y se ocultó en América. Pasó varios años en Brasil con documentación falsa facilitada por la organización terrorista. Continuar lendo

O caso do terrorista do ETA capturado no Brasil

terrorista ETA brasilInteressante… Não tinham dito que não havia terrorista no Brasil? Pois é, quero ver como ficam aqueles que têm negado a presença de membros de organizações terroristas no País. Algumas observações a respeito:

1) Ao contrário do que noticiaram alguns meios, o sujeito não é “acusado” de terrorismo. Ele é terrorista, com todas as letras, autor de atos de terror e condenado por terrorismo!

2) Estava vivendo tranqüilamente no Brasil desde 1996…

3) Ingenuidade pensar que ele seja o único por essas terras… Se bem que, aqui em Pindorama, costuma-se acolher esse tipo de criminoso, sobretudo se for amigo de gente influente, não é, signori Battisti?!?

4) Claro que isso não deve ser motivo de qualquer preocupação diante dos grandes eventos que sediaremos em um futuro próximo… ao menos é que seguem afirmando alguns “especialistas”…

Só sei de uma coisa: D’us nos ajude!

PS: Um abraço aos amigos do DPF e parabéns pela captura do criminoso! Abraço a meu caríssimo Valmir Lemos de Oliveira!

G1.globo.com – 18/01/2013

Terrorista espanhol preso no Rio era professor de idiomas na Zona Sul

Crime de Joseba Gotzon González iria prescrever em 1 semana, diz PF. Foragido era ligado ao ETA e usava nome de outro espanhol no país.

 Tássia ThumDo G1 Rio

A uma semana de prescrever o crime, o terrorista do grupo basco separatista ETA Joseba Gotzon Vizan González foi preso nesta sexta-feira (18), próximo à casa onde vivia com a mulher e o filho, na Glória, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele trabalhava como professor de espanhol e tradutor em um curso de idiomas. Continuar lendo

Somos filhos de Chávez

Aquellos que dicen que peleamos, ven acá Nicolás (Maduro, Vicepresidente), Nicolás Maduro es mi hermano y somos hijos de Chávez”! Essas foram as palavras do Presidente da Assembléia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, após sua posse como novo Chefe (?) do Poder Legislativo daquele país.

É preciso comentar mais alguma coisa?

Como não resisto, só expresso minha perplexidade com as notícias e as imagens de homens e mulheres da Venezuela quase que em catarse quando se referiam ao líder moribundo. O pior disso tudo é que o Brasil pretende ser o garante dessa transição do “chavismo” para o “chavismo”… Ganha um doce quem souber quem é o enviado especial (que foi diretamente a Cuba) do governo brasileiro para tratar do processo sucessório da Venezuela… Só digo que não é do Itamaraty (afinal, para que precisamos mesmo de Ministério das Relações Exteriores?).

Sim, somos “todos” filhos de Chávez…

CabelloeMadurao

Cabello: Nicolás Maduro es mi hermano y somos hijos de Chávez

Noticierodigital.com – 5 Enero, 2013

El nuevo  presidente de la Asamblea Nacional, Diosdado Cabello, invitó al  vicepresidente Nicolás Maduro a darse un abarazo para demostrarle al  país que son “hermanos”. Esto lo dijo a las afueras de la Asamblea  Nacional luego de la elección de la nueva Junta Directiva. Continuar lendo

Uma reação nobre ao golpe republicano…

couto1Ao contrário de Deodoro e asseclas, que depuseram o soberano que lhes concedeu as patentes, Couto de Magalhães mostrou-se um verdadeiro nobre! Se Caxias, Osório e Tamandaré estivessem vivos, queria ver o macho que se envolveria na fatídica quartelada de 15 de novembro!

General Couto de Magalhães durante o golpe da República em São Paulo

Na época não havia internet, mas o telégrafo cumpria bem a sua função. Na tarde de 15 de novembro de 1889, o então presidente da província de São Paulo, General Couto de Magalhães, já tinha conhecimento do golpe militar ocorrido no Rio de Janeiro.

Nessa noite, a sede do Clube Republicano paulista fervilhava. Por aclamação, Prudente de Moraes, Rangel Pestana e o Major Souza Mursa deveriam governar o estado provisoriamente. Uma comissão formada por Campos Sales, Rangel Pestana, Martinho Prado Jr., entre outros, dirigiu-se para o Palácio do Governo, então no Pátio do Colégio, para dar conta da escolha do novo governo constituído. Pediram que Couto de Magalhães entregasse a administração da província, porém o velho militar, veterano da Guerra do Paraguai, recusou a solicitação. Havia sido empossado em seu cargo por um governo legalmente estabelecido e só por ordem de outro, igualmente legal, se retiraria. Achava que a “quartelada carioca” não vingaria. Continuar lendo

Monarquias são mais baratas que Repúblicas – fato!

Artigo muito interessante, especialmente sobre a maneira como se trata o dinheiro público em modernas monarquias constitucionais e em regimes presidencialistas. Destaco, ainda, o trecho sobre as despesas da Casa Imperial do Brasil durante o Segundo Reinado e a conduta altamente repreensível com relação ao erário por parte do governo republicano imediatamente estabelecido após o golpe de 15 de novembro. Contra fatos não há argumentos.

Recomendo, portanto, a leitura atenta, sobretudo aos republicanos mais entusiastas. Aos monarquistas, é conveniente que se conheça esses fatos até para subsidiar nossos argumentos em prol da restauração.

Um dado interessante sobre o assunto é que geralmente se compara apenas o custo de manutençao do monarca e do presidente, ou do monarca e do primeiro-ministro em relação o Chefe de Estado e de governo em regimes presidencialistas… Entretando, deve ser considerado também, no cálculo do custo da república, o gasto com eleições presidenciais periódicas, tanto do Estado ao realizá-las (como o que dispende a Justiça Eleitoral aqui no Brasil) quanto o custo da campanha de cada candidato…

Viva o Império do Brasil! Pela restauração!

Monarquias são mais baratas que Repúblicas

Em pé, da esquerda para a direita: Príncipe Henrik da Dinamarca, Rainha Paola dos Belgas, Rei Albert II dos Belgas, Rei Juan Carlos de Espanha, Rainha Sonja da Noruega, Rei Harald V da Noruega, Príncipe Phillip, Duque de Edimburgo, Rei Carl XVI Gustaf da Suécia, Grã-Duquesa Maria Teresa de Luxemburgo, Grão-Duque Henri de Luxemburgo, Grão-Duque Jean de Luxemburgo, Grã-Duquesa Josephine-Charlotte de Luxemburgo. Sentadas, da esquerda para a direita: Rainha Silvia da Suécia, Rainha Margrethe II da Dinamarca, Rainha Elizabeth II do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, Rainha Beatrix da Holanda, Rainha Sofía de Espanha.
 

Dos muitos equívocos atinentes ao regime monárquico, talvez o mais comum resida na falsa noção de que este é mais dispendioso que o regime republicano. Não são poucos os que a mera lembrança da palavra “monarquia” traz à mente imagens de luxo, fausto e ostentação.

Uma das razões para a confusão é o pomposo cerimonial típico da Monarquia Britânica. De fato, graças ao seu aparato, ela é a mais cara de todas elas – e ainda assim, seu custo não pode ser comparado ao de uma República.

A Monarquia Britânica custa anualmente a quantia de U$ 1,20 a cada um dos seus súditos, o preço de um pão no mercado local. Em seqüência vêm as Monarquias Sueca e Belga – US $0,77 –, a Monarquia Espanhola – US $0,74 –, a Monarquia Japonesa – US $0,41 – e a Monarquia Holandesa – US $0,32. A título de comparação, a Presidência dos Estados Unidos custa ao contribuinte americano quase cinco dólares por ano. Continuar lendo

Mais notícias sobre aumento do orçamento de Defesa… na Rússia, claro!

Pois é! Os russos anunciaram aumento nos investimentos em Defesa! Pelo visto, estão querendo recuperar a capacidade perdida. Putin não descuida da capacidade defensiva do país… Há algumas semanas, demitiu o Ministro da Defesa e parte da cúpula militar suspeita de envolvimento com corrupção (essa ao menos é a versão oficial, hehehe). Agora manda dizer que vai por mais dinheiro para a Defesa… Já disse que sou fã incondicional de Vladimir Putin?!? Gosto de Putin… Putin é KGB…

Enquanto isso, em Pindorama, orçamento de Defesa comprometido em 80% com despesas de pessoal e pensões… Muito discurso sobre reaparelhamento, mas ações efetivas ainda estou por ver… Para piorar as coisas, querem usar as Forças Armadas para cuidar de segurança pública (alocando verba para isso). A Presidenta fica feliz, os militares ficam felizes (ao menos aqueles que acham que com isso vão conseguir mais dinheiro do orçamento)… E nossas Forças Armadas começam a ter seu papel e missão constitucional desvirtuados…

Reitero que sou terminantemente contrário a militares federais envolvidos com segurança pública! Segurança pública é atribuição de polícia! Forças Armadas cuidam de Defesa. Faltam investimentos sérios em Defesa…

Como diria o poeta, “ado, ado, ado, cada um em seu quadrado”…

A Russian Topol-M ICBM drives across Red

Russia to Triple State Defense Order by 2015

MOSCOW, December 27 (RIA Novosti) – Russia will gradually increase the annual amount of the state defense order to 2.8 trillion rubles (about $92 billion) by 2015, Deputy Prime Minister Dmitry Rogozin said on Thursday.

“The state defense order will reach about 1.9 trillion rubles next year, about 2.2 trillion in 2014 and 2.8 trillion in 2015,” Rogozin said in an interview with Rossiya 24 television. Continuar lendo