Um nazista entre os justos???

Matéria interessante sobre o irmão de Hermann Goering (o segundo homem do III Reich), que teria atuado pela salvação de judeus do holocausto. E então, será que poderia Albert Goering receber o título de “justo entre as Nações” (חסידי אומות העולם)?

Albert Goering

Ser Spiegelonline – 03/07/2013 04:27 PM

Göring’s List –Should Israel Honor a Leading Nazi’s Brother?

By Gerhard Spörl

Leading Nazi Hermann Göring was instrumental to Hitler’s reign of terror, but research suggests his brother Albert saved the lives of dozens of Jews. Israel must now decide whether he deserves to be honored as one of the “Righteous Among the Nations.”

Hermann Göring’s younger brother Albert, of all people, rescued Jews from the Nazis, and yet his story is forgotten. But why?

Irena Steinfeldt looks nervously at the clock to reassure herself that she isn’t too late for her appointment at the Café Paradiso in downtown Jerusalem. She sits down, shakes her hair and gazes intently through her glasses.

It is important to her to set something straight right away. It really doesn’t matter to her, she says, what someone’s name was or what rank he had at the time, if he had rescued only one or several Jews and had proven himself to be a good person at a bad time. The true heroes, who remain good throughout their lives, are extremely rare, she says, and they certainly didn’t exist at the time of the Holocaust. Continuar lendo

Prisioneiros de Auschwitz

AuschwitzCrimes contra a humanidade são imprescritíveis, fato. Também não há quem, em sã consciência, questione as atrocidades cometidas nos campos da morte do III Reich. Porém, assusta um pouco imaginar que, sete décadas após o holocausto, ainda há homens na prisão condenados por terem sido guardas em Auschwitz… Fico me perguntando se há alguém cumprindo semelhante pena por ter sido guarda nos gulags soviéticos ou em prisões de antigos países da cortina de ferro…

Campos da Morte

50 Alleged Auschwitz Guards Face Jail in Germany

Ria Novosti – 06/04/2013

Fifty men in their 90s may face prison terms in Germany over allegations of their service as guards at Auschwitz, the biggest concentration camp in Nazi Germany, local media said.

MOSCOW, April 6 (RIA Novosti) – Fifty men in their 90s may face prison terms in Germany over allegations of their service as guards at Auschwitz, the biggest concentration camp in Nazi Germany, local media said.

The Zentrale Stelle, a federal law enforcement body investigating Nazi crimes, wants the suspects charged with accessory to murder, the newspaper Westdeutsche Allgemeine Zeitung said late Friday. Continuar lendo

Similitudes…

camara de gasNo dia 29/01, publiquei um post aqui comparando o triste episódio da Boate Kiss com as câmaras de gás… No dia seguinte foi divulgada a notícia de o gás que matou as pessoas em Santa Maria era o cianeto, mesmo usado pelos nazistas na solução final… SMórbida coincidência, sobretudo porque aconteceu exatamente no dia em que se relembra os mortos no Holocausto. Só para registrar…

Folha de São Paulo 30/01/2013

Fogo em boate produziu o mesmo gás usado por nazistas, diz médico

LAURA CAPRIGLIONE – ENVIADA ESPECIAL A SANTA MARIA

Um pedido de doação de medicamento, feito pela diretora de enfermagem do Hospital Universitário de Santa Maria, Soeli Terezinha Guerra, 50, ajudou a esclarecer a natureza dos sofrimentos impostos aos jovens feridos e mortos no incêndio da boate Kiss. Continuar lendo

Entre os Justos!

Ainda por ocasião do Dia Internacional da Lembrança do Holocausto (27 de janeiro), segue artigo muito interessante sobre muçulmanos que salvaram judeus da perseguição nazista.

We shall never forget!

Muslim Heroes Saved Jewish Lives During Holocaust

Today, January 27, 2013, is the International Holocaust Memorial Day. On this day, 68 years ago, the Allied Forces liberated the Auschwitz Death Camp. Although Israel commemorates her Holocaust Memorial Day on a date memorializing the Warsaw Ghetto Uprising, the United Nations has chosen for the International Holocaust Memorial Day to fall on Auschwitz Liberation Day.

According to Rabbi Israel Meir Lau, a former Chief Rabbi of Israel “In my opinion, the date set by the UN as the International Holocaust Memorial Day should be used to commemorate the righteous of other nations, who worked to save Jews in spite of the terrible dangers involved. There is no more appropriate a day than this to deliberate upon the personalities of those stars which shone brightly in the darkest night, people such as Chiune Sugihara, the Japanese consul in Lithuania; Roul Wallenberg, the Swedish diplomat in Hungary; Oscar Schindler, the German industrialist in Poland, and many others whose names are not known well enough.” Some of those names are of Muslims who selflessly risked their lives to save Jews and International Holocaust Memorial Day is a significant day to honor those people. Continuar lendo

Dia da lembrança

O dia 27 de janeiro será lembrado por muitos brasileiros como aquele em que ocorreu uma das maiores tragédias da história recente, onde mais de 200 jovens morreram asfixiados em uma boate de Santa Maria (RS). No mundo, nessa data se recorda o Holocausto e os milhões de homens e mulheres que foram vítima da barbárie e da insanidade.

Não pude deixar de observar a triste (e mórbida) semelhança entre a morte daquelas 200 pessoas a dos milhares que pereceram nas câmaras de gás, justamente em uma data tão simbólica. Pensando no sofrimento daqueles jovens de Santa Maria, veio-me logo a comparação com a situação dos homens, mulheres e crianças asfixiados pelo Zyclon B. A boite de Santa Maria tornou-se uma verdadeira câmara de gás… Na Alemanha, a causa é conhecida de todos. No Brasil, também: a irresponsabilidade de alguns e o descaso de outros com a segurança… Pagamos por nossa imprudência, imperícia e negligência, pela despreocupação típica do brasileiro que “acha que nada de ruim pode acontencer!” com ele. O resultado só pode ser um: choro, dor, morte.

Outra reflexão que me veio: se com uma tragédia como essa, em que duzentas pessoas morrem em um acidente há tanta (e plenamente justificável) comoção nacional, imaginem como seria no caso de um atentado terrorista acontecendo aqui em Pindorama…

Em tempo: o 27 de janeiro foi estabelecido pela Assembléia-Geral da ONU como o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto porque, nesta data, em 1945, foi libertado o campo de concentração de Auschwitz.

Lembremos e oremos pelos mortos de Santa Maria. Lembremos e oremos pelos mortos do Holocausto.

Para mais informações sobre o Holocausto, clique aqui.

Auschwitz

Liberation of Auschwitz

“So I was hiding out in the heap of dead bodies because in the last week when the crematoria didn’t function at all, the bodies were just building up higher and higher. So there I was at nighttime, in the daytime I was roaming around in the camp, and this is where I actually survived, January 27, I was one of the very first, Birkenau was one of the very first camps being liberated. This was my, my survival chance.”
—Bart Stern Continuar lendo

Retornando das férias… e de Dachau…

Meus queridos leitores que resistitiram brava e perseverantemente a três semanas sem nenhum post,

Desculpem a demora em atualizar o Frumentarius. Próxima semana, prometo, retornamos ao ritmo normal…

Entretanto, das terras teutônicas (se é que a Baviera pode ser considerada teutônica…), alguns comentários sobre minha ida hoje a Dachau (o primeiro campo de concentração criado pelos nazistas). Dachau começou a funcionar em 1933, logo que os nazistas chegaram ao poder. Para láforam enviados, primeiramente, opositores do regime. A esses seguiram-se todos os “indesejáveis” – criminosos comuns, comunistas, homossexuais, testemunhas de Jeová, prisioneiros de guerra e, claro, judeus).

O campo surpreende pelas dimensões: somente a visão dos trinta barracões enormes onde se amontoavam centenas de pessoas permite que se tenha uma idéia (ainda que limitada) do sofrimento dos mais de 200.000 prisioneiros que passaram por lá nos 12 anos de governo nazista… Destes, mais de trinta mil foram exterminados (apesar de Dachau não ser, tecnicamente, uma campo de extermínio).

O lugar onde fica o campo é lindíssimo. A beleza do local é proporcional ao sofrimento dos que por lá passaram. Se não fosse pela atmosfera pesada (que permanece mesmo depois de sete décadas), a área do campo poderia facimente ser usada para atividades das mais bucólicas…

As exposições sobre a vida no campo e a condição dos prisoneiros merecem horas de atenção – o que não se consegue com um tour guiado (para isso, recomendo uma primeira visita guiada e um retorno a Dachau com mais calma para conhecer melhor o campo – desde que você tenha estômago, claro).

Há, ainda, os monumentos aos que por ali passaram e as capelas de vários cultos. Estes já dizem muito por si. A propósito, lembro que Dachau continuou funcionando até 1960 (isso mesmo que você leu!), sendo, depois da guerra, campo de concentração de prisioneiros de guerra alemães e membros das SS e, ainda, um pouco mais tarde, residência temporária para alemães dos Sudetos que haviam fugido do regime comunista de Praga.

Você pode terminar sua visita a Dachau indo até o crematório e a câmara de gás do campo… A câmara, diga-se de passagem é pequena, nada comparável ao que havia em campos de extermínio como Auschwitz. Se tiver estômago, pode mesmo entrar na câmara – fiz isso.

Lugares como Dachau são importantes para se conhecer e entender o passado e se pensar na condição humana. Recomendo a todos que tiverem a oportunidade de vir por estas terras…

70 anos da Conferência de Wannsee – o início da Solução Final

70 anos da Conferência de Wannsee. Naquele encontro de altos ofciais nazistas, decidiu-se pela Solução Final do “problema judaico”.  Naquele fatídico 20 de janeiro, a conclusão em Wannsee foi de que não se poderia enviar os judeus para Madagascar ou coisa parecida. O mais “razoável” seria exterminá-los.

Bom lembrar que Wannsee ocorreu em um momento em que a guerra ainda não estava definida nem a Alemanha derrotada. Muito pelo contrário, havia pouco mais de um mês que os EUA haviam entrado no conflito e a campanha contra a União Soviética ia bem, obrigado. Ou seja, a guerra não poderia ser justificativa.

Este quem me enviou foi meu amigo Alexandre Rocha. O artigo está muito bem escrito por alguém que conhece o assunto. recomendo.

Para um link com informações sobre a Conferência, clique aqui.

NY Times – January 3, 2012
 

The First Killings of the Holocaust

By TIMOTHY W. RYBACK

On the brisk winter Tuesday of Jan. 20, 1942, 15 Nazi officials assembled at a lakeside villa on the Wannsee near Berlin to deliberate on the “final solution.” This month, the world marks the 70th anniversary of the Wannsee Conference, one of the pivotal moments in Holocaust history. It provides an appropriate occasion not only for reflecting on the origins and implications of this horrific event, but also on one particular moment when it could have been prevented and, I would posit, almost was. Continuar lendo