Eu vim, e vi!

20181111_221459.jpgNeste aniversário de cem anos do armistício que pôs fim à I Guerra Mundial, praticamente ninguém mais que vivenciou o conflito está entre nós (os poucos centenários encontravam-se, no máximo, na primeira infância quando a Guerra acabou). Entretanto, a memória daquela geração de 1914-1918 deve permanecer viva nos corações e mentes de sua descendência, de modo que o sacrifício que foi feito jamais seja esquecido.

20181111_221547.jpgParis, assim como diversas cidades pelo mundo, celebrou o centenário do fim da Grande Guerra. Na manhã do domingo, 11/11/2018, um grande evento reuniu cerca de 80 Chefes de Estado no Arco do Triunfo: Markron, Trump, Putin, Merkel, Felipe VI… Estes e tantos outros vieram à capital francesa para prestar tributo aos que viveram e morreram durante aquele conflito.

Claro que, além dos líderes mundiais, a celebração se completou com milhares de homens e mulheres comuns, de diferentes raças e credos, que se aglomeraram perto das cercas colocadas para restringir a circulação dos transeuntes na Avenida mais famosa de Paris. O que foram fazer ali? Cada um tinha sua história, seu motivo para estar lá… E eu, que neste domingo fui uma dessas pessoas, também tinha os meus…

Decidi estar em Paris no Centenário do Armistício porque queria presenciar esse momento único no coração da nação que, há cem anos, venceu a Guerra de 1914-1918 à custa de mais de 1 milhão de vidas… Decidi estar em Paris no Centenário do Armistício porque a Grande Guerra sempre me fascinou, uma vez que pôs fim a uma era e deu início ao admirável mundo novo em que se transformaria o século XX. Decidi estar aqui para me unir em pensamento e pela minha presença física a todos os que entendem a importância da Grande Guerra. Enfim, se havia um lugar em que gostaria de estar no Centenário do Armistício era em Paris! Assim, eu vim! 

20181111_221404.jpgDaqui a muitos anos poderei dizer a meus netos que estive em Paris no Centenário do Armistício. Contarei o que vi. Contarei do dia frio e chuvoso, das ruas fechadas, da impecável organização para garantir a segurança daqueles que vieram celebrar a paz. Contarei que vi que nem de longe a cidade deveria estar como estivera há cem anos, com multidões pelas ruas em festa, mas que havia sim quem queria festejar a paz, cem anos depois… Contarei que vi que não houve desfile militar, o que me causou estranheza (não me convenço do argumento de que desfiles seriam incompatíveis com a celebração da paz…) e, de certo modo, frustração.

Daqui a muitos anos, poderei contar a meus netos que vim a Paris e ouvi os sinos de toda a cidade começaram a badalar exatamente às 11:00, pois há cem anos a Guerra acabou na décima-primeira hora, do décimo-primeiro dia, do décimo-primeiro mês… E contarei da dificuldade de descrever a emoção que preenchia o coração deste que, desde menino, era fascinado pela guerra, algo tão inerente à natureza humana…

Cinco gerações se passaram. Certamente, a história daqueles que viveram a hecatombe de 1914-1918 também passou despercebida a muitos dos que estavam hoje em Paris – no metrô, nos jardins e até na Avenida dos Campos Elíseos… Isso também vi. Enquanto ia em direção ao Arco do Triunfo, olhava para a diversidade de rostos que embelezam a capital francesa e me perguntava se essas pessoas tinham consciência de que dia seria hoje… Talvez não tivessem (não as culpo por isso, que fique claro…). Talvez estivessem mais preocupadas com sua guerra diária pela sobrevivência (poderia ser diferente? Não creio…)…

De toda maneira, eu tinha consciência do momento… Eu vim para ver. E sei que outros que estavam ali comigo nos Campos Elíseos também o tinham, é também vieram para ver…

E sempre que pensar na Guerra de 1914-1918, a partir de hoje poderei dizer que  eu vim, vi e, de alguma maneira, acabei me inserindo na história daquele conflito, na história daqueles pessoas.

Assim, quando algum dia me perguntarem o que estava fazendo em 11/11/2018, poderei dizer que, cem anos depois do Armistício, com a Paris, vi Paris, e entrei em comunhão com milhões de outros seres humanos, de ontem e de hoje, na capital francesa.

Sim! Vim a Paris para comungar, para me unir em pensamento àqueles que viveram e morreram há um século na Grande Guerra. E estive aqui para reunir impressões que só poderiam ser reunidas se aqui estivesse e se visse tudo que vi. E, diante do Arco do Triunfo, a alguns metros dos líderes de todo o mundo, prestei minha homenagem aos mais de 9 milhões de seres humanos que não viram o Armistício de 11/11/1918. E direi: “vim e vi”!

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“Novos Rumos da Atividade de Inteligência: Política, Controle e Operações de Inteligência”

A Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS) e o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu do Mestrado em Direito nas Relações Econômicas e Sociais da Faculdade de Direito Milton Campos (FDMC) convidam todos a participarem do Painel “Novos Rumos da Atividade de Inteligência: Política, Controle e Operações de Inteligência”, a ser realizado no dia 23/09/2016, das 18:00/22:00.

O painel terá, como palestrantes, os professores
Denilson Feitoza
Joanisval Brito Gonçalves,
e Vladimir de Paula Brito.

Na mesma ocasião, ocorrerá o lançamento da nova edição da obra “Atividade de Inteligência e Legislação Correlata”, do professor Joanisval Brito Gonçalves.

A entrada é franca.

Os interessados em registrar seu comparecimento e/ou receber certificado de participação (4 horas-aula) deverão preencher o formulário situado em: www.inasis.org.

O evento será realizado no auditório da Faculdade de Administração Milton Campos, situado na Alameda Oscar Niemeyer (também denominada Alameda da Serra), n. 61, Vila da Serra, Nova Lima/MG (referências: próximo ao hospital Biocor; 
há estacionamento quase em frente e posto de gasolina ao lado).

– Denilson Feitoza: Presidente da Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS), Pós-Doutor em Inteligência, Segurança e Direito (CCISS/Canadá), Pós-Doutor em Ciência da Informação (UFMG), Doutor em Direito, e Professor do Mestrado em Direito e Coordenador da Especialização em Inteligência de Estado e Inteligência de Segurança Pública da Faculdade de Direito Milton Campos (FDMC).Minicurrículo dos palestrantes:

– Joanisval Brito Gonçalves: Vice-Presidente Executivo da Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS), Doutor em Relações Internacionais, Consultor Legislativo da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso Nacional e Ex-Oficial de Inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

– Vladimir de Paula Brito: Diretor de Eventos da Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS), Doutor em Ciência da Informação, Especialista em Inteligência de Estado e Inteligência de Segurança Pública e Agente de Polícia Federal.

Foto: Ana Volpe/Agência Senado

Foto: Ana Volpe/Agência Senado

Lançamento: 4ª edição de Atividade de Inteligência e Legislação Correlata

Minha boa gente,

large_411É com imensa satisfação que informo que já está disponível para pré-venda, no próprio site da Editora Impetus, a 4ª edição de nosso livro “Atividade de Inteligência e Legislação Correlata”.
A obra, já conhecida de quem estuda ou se interessa pela Atividade de Inteligência, foi atualizada em sua 4ª edição com comentários à Política Nacional de Inteligência (fixada em 29/06/2016) e com mais observações sobre a inteligência policial e suas diferenças em relação à investigação criminal. Também inseri novos trechos sobre a jurisprudência mais recente referente ao uso de relatórios de inteligência no inquérito policial.
Enfim, o livro foi atualizado alcançando as mudanças na legislação até julho deste ano.
Em tempo: na pré-venda você consegue adquirir o livro com 20% de desconto!
Espero que gostem da nova edição de Atividade de Inteligência e Legislação Correlata!
Boa leitura!

Para acessar a página de pré-venda do livro, clique aqui ou acesse diretamente:

http://www.impetus.com.br/catalogo/produto/421/atividade-de-inteligencia-e-legislacao-correlata—pre-venda_joanisval-brito-goncalves

 

 

Matéria sobre Terrorismo

Matéria da TV Justiça sobre terrorismo, na qual demos uma breve entrevista (Jornal da Justiça, 21/07/2016).

The Winter is coming…

Olá, meu 8 (oito) leitores!

Escrevo apenas para lembrar que retomaremos nossas atividades aqui em Frumentarius em julho! Logo voltaremos a comentar sobre um pouco de tudo… Por falar nisso, o Inverno este ano será forte no Brasil… Convém estar preparado.

Segue artigo interessante sobre a possibilidade de uma nova Era Glacial (ou uma versão mini) para daqui a 15 anos… Espero que só vem o frio com ela…

Diminishing solar activity may bring new Ice Age by 2030

 

LOMONOSOV MOSCOW STATE UNIVERSITY PRESS RELEASE

This image of the Sun was taken by NASA Solar Dynamics Observations mission on 15 July 2015, at a wavelength of 304 Angstroms. Image credit: NASA Solar Dynamics Observations.
This image of the Sun was taken by NASA Solar Dynamics Observations mission on 15 July 2015, at a wavelength of 304 Angstroms. Image credit: NASA Solar Dynamics Observations.

The arrival of intense cold similar to the one that raged during the “Little Ice Age”, which froze the world during the 17th century and in the beginning of the 18th century, is expected in the years 2030—2040. These conclusions were presented by Professor V. Zharkova (Northumbria University) during the National Astronomy Meeting in Llandudno in Wales by the international group of scientists, which also includes Dr Helen Popova of the Skobeltsyn Institute of Nuclear Physics and of the Faculty of Physics of the Lomonosov Moscow State University, Professor Simon Shepherd of Bradford University and Dr Sergei Zharkov of Hull University.

It is known that the Sun has its own magnetic field, the amplitude and spatial configuration of which vary with time. The formation and decay of strong magnetic fields in the solar atmosphere results in the changes of electromagnetic radiation from the Sun, of the intensity of plasma flows coming from the Sun, and the number of sunspots on the Sun’s surface. The study of changes in the number of sunspots on the Sun’s surface has a cyclic structure vary in every 11 years that is also imposed on the Earth environment as the analysis of carbon-14, beryllium-10 and other isotopes in glaciers and in the trees showed. Continuar lendo

O Bom Pastor

Padre VicenteTodos nós sabemos que só existe uma única certeza absoluta na vida… Porém, nunca é fácil lidar com ela, sobretudo quando ocorre com entes queridos.  Consegui lidar com isso relativamente bem ontem e hoje, mas chega uma hora do dia, de fato depois do crepúsculo, quando as lembranças vêm à mente, e o coração se enche de emoção e de saudade…

Estou de luto. Ontem, às 11:35 da manhã de 25 de maio do Ano do Senhor de 2016, meu querido tio, Padre Vicente, nos deixou. E é indescritível o vazio que fica quando alguém como ele vai aos braços do Pai.

Vicente de Paulo Britto era seu nome. Filho mais velho de uma família de oito irmãos, desde muito cedo Vicente sabia o que queria ser na vida: sacerdote! Já nas brincadeiras de criança, buscava logo algo que lhe servisse de altar, juntava as outras crianças e logo começava a celebrar o que seria uma missa campal, sob as mangueiras da casa de vovô. A família, que não era nada abastada, conseguiu reunir recursos para que seu primogênito fosse para o seminário. Assim, no dia 13 de dezembro de 1953, Vicente foi ordenado padre. Sua primeira missa seria na Igreja Matriz de Caxias (MA), onde fora batizado, onde tanto celebrara, e onde é velado e ocorrerá a missa de corpo presente, a última do Padre Vicente, que foi um sacerdote de Cristo, verdadeiramente, longo de todos os seus 86 anos.

Sobre o homem público, o vigário, haveria muito a dizer. Afinal, o Padre Vicente se tornou um marco na cidade onde foi pároco durante 53 (sim, cinquenta e três) anos: a pequena, mas valorosa, Passagem Franca (MA). Ali, no município que hoje conta com cerca de 17.000 habitantes, Vicente chegou ainda jovem (tinha seus trinta anos), e durante cinco décadas batizou, celebrou eucaristias e casamentos, pregou o Evangelho, aconselhou muita gente, catequizou aquele povo. Conquistou Passagem Franca pelo exemplo, pelo trabalho incansável em prol da comunidade, em especial dos mais carentes, pela inteligência e pelo conhecimento (que tão bem sabia compartilhar sem arrogância), e, acima de tudo, pelo Amor, Amor a Cristo e a seu rebanho. Quando, em 1 de novembro de 2013, Dia de Todos os Santos, celebrou sua missa de despedida na Paróquia de São Sebastião (onde tanto servira como pároco), ali estavam reunidas mais de mil pessoas, de autoridades a homens simples, professores, advogados, médicos, agricultores, caboclos e doutores, gente do campo e da cidade, católicos e fiéis de outras crenças, todos para prestar tributo ao amado Padre. Vicente escreveu, com trabalho e amor, a História de Passagem Franca e de seu povo. Será sempre por eles lembrado. Continuar lendo

Revenons à nos moutons

« De par le diable, vous bavez !
Eh ! Ne savez-vous revenir
Au sujet, sans entretenir
La cour de telle baveries ?
Sus, revenons à ces moutons !
Qu’en fut-il ?
»

La Farce de Maître Pathelin, 1485

 

Eu poderia apresentar a meus 8 (oito) leitores muitas desculpas por esses dez meses sem publicação em Frumentarius… Poderia dizer que o tempo se tornou escasso para escrever, que as atribuições do dia-a-dia me impediam de fazer os comentários com a regularidade que desejava… Poderia também dizer que a inspiração estava pouca (não estava), que os posts em minha página do Facebook eram suficientes (por falar nisso, já curtiu minha página no Facebook? – veja a lateral esquerda superior desta tela)… Mas tudo isso seria apenas e tão somente desculpa…

Portanto, em vez das escusas pelo tempo sem publicar, informo simplesmente que estou saindo (de maneira lenta, gradual e progressiva) dessa fase de recolhimento e logo teremos novos posts sobre “um pouco de tudo” de uma forma mais regular… Isso deve acontecer a partir de julho! Vejam que retomaremos a regularidade em julho, com ao menos três posts comentados por semana. Durante junho faremos apenas um “esquenta”!

Há muita coisa sobre o que refletir no mundo em constante transformação! Enquanto Frumentarius estava adormecido, o terrorismo se tornou um tema mais presente no imaginário dos europeus em razão dos ataques de Paris e Bruxelas. Tema mais presente e erroneamente associado às massas de refugiados que chegam à Europa fugindo de sua terra natal em busca de uma vida de paz… Obviamente, vamos comentar sobre isso e tentar remover véus sobre o mito dos “refugiados terroristas”.

Não é possível falar de terrorismo sem uma referência ao Estado Islâmico, que se tornou muito forte nos últimos dois anos (apesar das derrotas recentes para as forças de Assad – continuo achando que ruim com ele, muito pior sem ele – e da intervenção russa – ok, os ocidentais também fizeram intervenções importantes na Síria… fizeram???), chocando o mundo com barbaridades que deixariam roteiristas de Hollywood no chinelo… O ISIS trata-se realmente de organização que merece constante atenção dos serviços de segurança e inteligência pelo mundo…

Outro conflito que continuou foi o da Ucrânia, apesar das poucas atenções àquele lado do mundo… Afinal, aquilo é zona de influência russa, sendo temerário que os ocidentais queiram interferir naquelas terras. Diga-se de passagem, o Urso tem aumentado sua capacidade de atemorizar os países ocidentais… Impossivel falar de Rússia sem referência expressa a Puti… Putin continua lá, mandando como nunca. Gosto de Putin… Putin é KGB…

Eleições nos EUA também são tema corriqueiro! Nunca pensei que fosse torcer por um candidato do Partido Democrata, mas com o Pato Donald Trump sendo o ungido do Partido Republicano, chego à conclusão que passa da hora dos EUA terem Hillary Clinton na cadeira presidencial – Sanders nem com reza brava, por favor!

Tema que meus leitores sabem que muito me agrada é a atuação de Bob Filho no seu aterrorizante parque de diversões! O rato tem rugido, e isso gera instabilidade no Continente Asiático. Em tempo: recentemente ele foi confirmado como Líder Supremo da Coréia da Norte – mas como não fazê-lo com o sujeito que inventou o Ipad? 

E o Brasil? Bom, o Brasil merecerá muitos posts! O melhor foi o ocaso de Madame et caterva, pois o País não aguentava mais o desgoverno… Tenho esperança que nosso novo Presidente (volto a usar o “P”maiúsculo)! Di-lo-ei  (Ahá!) que lhe desejo muito êxito ao promover as mudanças que farão com que o Pais se recupere política, econômica e moralmente (afinal, precisamos recuperar valores morais acima de tudo!)… A equipe econômica é ótima, a equipe de governo também. O Presidente é homem inteligente e lúcido e conhece o Congresso, o que é fundamental neste modelo presidencialista fracassado – sim, porque continuo monarquista e tratarei disso também! 

Essas são apenas algumas palavras iniciais. Espero que possamos interagir mais, meus queridos leitores, e continuar conversando sobre “um pouco de tudo”! Avante!

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40 anos do fim da Guerra do Vitenã

Em 2015, o mundo celebra os 40 anos do fim da Guerra do Vietnã (sim, fim de guerra é coisa para ser celebrada). O conflito marcou os anos 60 e 70 do século XX, não só nos EUA e no Vietnã, mas em diversos lugares do planeta. É a marca de uma época, um período de profundas transformações culturais por todo o mundo (em especial no mundo livre, o lado de cá da Cortina de Ferro). Também é uma guerra marcada de significativo simbolismo, sobretudo por envolver uma Superpotência e um país considerado periférico, exemplo para qualquer estudante de polemologia como conflito assimétrico.

A derrota de fato na Guerra do Vietnã foi bastante traumática para os EUA. Era algo impensável para a maioria dos estrategistas em Washington. Seus reflexos alcançaram a doutrina de emprego das Forças Armadas estadunidenses nas décadas seguintes, afetando diretamente o planejamento das ações militares nas duas Guerras do Golfo.

A grande imagem que permanece da Guerra do Vietnã é de um conflito sem sentido, travado em um lugar distante do globo (ao menos para nós, ocidentais), movido por ideologia e interesses complexos, e um embate de um anão contra um gigante. Impossível não se fazer a associação à história de Davi e Golias, ainda mais porque o desfecho foi semelhante.

Segue o vídeo do programa Direito Sem Fronteiras, em que trato, junto com o Professor Rogério Lustosa, daquele conflito em que o pequeno humilhou o grande, e o forte se viu fraco. Isso com a sempre brilhante apresentação de Cadu Cunha! (Para variar, erraram meu nome nos créditos. Sei que ninguém ia notar se não chamasse a atenção para o caso, mas não resisti. Estou acostumado. Obrigado, papai!)

O papel das Forças Armadas em tempo de paz

Alguns amigos têm-me perguntado sobre um programa de TV exibido esta semana pela NBR e do qual participei falando de Forças Armadas em tempos de paz. Pois bem! Segue o vídeo do programa Panorama Ipea, que contou também com a participação de meu amigo Edison Benedito da Silva Filho. Trata-se de iniciativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em conjunto com a NBR.

Discutir sobre a política de defesa do país é indispensável frente a um cenário internacional cada vez mais complexo, incerto e turbulento. No campo doméstico, os militares sempre estiverem presentes em momentos decisivos de nossa história. Fica o convite para quem quiser conhecer um pouco mais a respeito.

Eu voltei!

Meus queridos 9 (nove) leitores – que atualmente devem ser 5 (cinco),

Depois de quase três meses de inatividade neste ambiente virtual, Frumentarius retorna ao WWW!

Sei que muitos nem perceberam que estávamos inativos, mas para os dois ou três que sentiram nossa falta, registro que pretendemos voltar a publicar aqui, ainda que com uma periodicidade, a princípio, semanal (claro que haverá ocasiões em que publicarei por dois ou três dias seguidos, pois as únicas regras que sigo neste meu cantinho virtual são as minhas próprias – e aquelas estabelecidas pela moral e pelos bons costumes!). Tentarei, nas próximas semanas, alterar a aparência da página para algo mais palatável aos de gosto refinado (até parece que consigo fazer isso!). O estilo dos textos, entretanto, permanece o mesmo (quem não gostar, que vá buscar outra freguesia).

De toda maneira, continuo contando com a colaboração dos meus fiéis leitores, com suas críticas, sugestões e temas para nossa página! Espero que se agradem de nossas reflexões sobre um pouco de tudo!

Nesse sentido, antecipo que o mundo está um prato cheio para nossas análises: conflitos no Oriente Médio (com o famigerado Estado Islâmico e seu saco de maldades, a guerra civil na Síria – Assad continua lá, e isso é bom -, e o terrorismo matando muçulmanos aos montes), a crise européia (com a Grécia querendo engrossar um pescoço que não tem, e chantagear quem lhe emprestou dinheiro – isso sem nem ter conseguido terminar aquelas obras na Acrópole, paradas há alguns séculos), Obama encerrando seu mandato com medidas históricas (como a aproximação com Cuba e as negociações com o regime dos Aiatolás), e Putin sendo, bem, Putin (gosto de Putin; Putin é KGB)!

Muitos temas científicos em destaque, entre os quais a descoberta do novo planeta gêmeo da terra (com a vantagem de que eles não parecem ter certas pessoas que nos assombram por aqui) e passos importantes no campo da medicina (a possibilidade de cura em breve para o Alzheimer e a AIDS, por exemplo)…

Infelizmente, na esfera doméstica, as notícias são as piores: crise econômica e política, risco de rebaixamento do grau de investimento, bolsa despencando e dólar subindo (ai meu D’us!), desemprego, inflação, desgoverno… A causa disso tudo? Anos de corrupção, arrogância e incompetência, somados a uma população apática e pouco afeita a se insurgir contra aqueles que querem se locupletar às custas desta nação tão rica e, ainda, à inexistência de uma classe política que represente (como deveria fazê-lo) os milhões de insatisfeitos com a situação nefasta em que nos encontramos… Minhas esperanças neste País, lamentavelmente, seguem minguando…

Se o Brasil continuar existindo nos próximos meses (e estou falando sério), farei ainda  minhas observações sobre inteligência, monarquia, história, guerras, efemérides, assuntos pitorescos e um pouco de tudo… Conto com meus fiéis leitores para comentar, criticar, sugerir e divulgar nossas reflexões! E vamos avante! Que D’us nos ajude!

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Por que aprender russo?

Vi este gráfico e achei interessante reproduzir por aqui. Talvez seja um pouco forçado, mas são boas razões. Recomendo a meus alunos que aprendam russo – por todas esses motivos e outros mais. Ademais, pode-se acompanhar as notícias de Moscou (sempre oficiais, não importa em que meio) e os pronunciamentos do Putin no original (gosto Putin; Putin é KGB).Rus_lang_infogr

Fonte: http://nl.media.rbth.ru/web/br-rbth/images/2015-02/extra/Rus_lang_infogr.jpg

Os Poderes da Rainha

queenelizabethA principal publicação do dia em Frumentarius é dedicada àqueles que, sempre que digo que sou monarquista, soltam a pérola: “Para que sustentar um rei? Veja a Rainha da Inglaterra, ela não faz nada! Só é peça de decoração!”. Tenho duas reações quando ouço isso: apiedar-me da ignorância, e tentar explicar um pouco à pessoa (se estiver, claro, de boa fé) sobre a importância de um monarca… Afinal, nas monarquias constitucionais, o soberano tem atribuições fundamentais (e poderes) para garantir a estabilidade democrática, defender as instituições, e zelar pelo bem de seu povo. 

Exatamente por não se envolver com as querelas políticas ou com a forma com que o Governo conduz as políticas públicas, o monarca pode intervir sempre que a estabilidade do regime estiver ameaçada e que pessoas com intenções ruins resolvam tomar as rédeas da nação. Mais adiante escreverei um pouco mais sobre a relevância do monarca.

Outra coisa: ao contrário de um presidente, que nunca será o chefe da totalidade da nação (seja ele eleito diretamente, seja escolhido por um colegiado, sempre haverá os que nele não votaram e que, de fato, são-lhe oposição), o soberano está acima de quaisquer divisões políticas e sua relação com o povo é direta e sincera. Enquanto o presidente divide, o monarca reúne, aglutina os distintos interesses e perspectivas nacionais em sua pessoa.

Ademais, registro que, nas monarquias, o soberano sabe qual é seu papel como Chefe de Estado… e o cumpre. Em muitos regimes presidencialistas, o presidente ignora essas atribuições ou as despreza, com consequências danosas para o país. Lembro de um caso de certa governante que detesta tudo que seja relacionado a atribuições de relações exteriores e protocolares, por exemplo… Aí se fica, muitas vezes, apagando incêndios com nações amigas.

Por último, irrita-me profundamente o comentário, que considero de uma toleima profunda, segundo o qual “não vou sustentar uma família!”, referindo-se à família real. A esses mentecaptos, observo que, nos regimes presidencialistas, sustenta-se mais de uma família, pois todos os ex-presidentes têm pensões e, em alguns países, privilégios vitalícios que vão muito além do que é disponibilizado ao monarca e aos seus parentes de primeiro grau. Mas isso, repito, é assunto para outro momento.

Segue o texto interessante sobre os poderes da Rainha da Grã-Bretanha (entre outras nações). Aqueles que quiserem discutir monarquia comigo, por favor, ao menos leiam a matéria até o final.

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What exactly are The Queen’s powers?

4 October 2014 – 08:38pm

One of the greatest peculiarities of the British constitution is that of the Royal Prerogative. Powers which have established over time as those which The Queen holds as Sovereign, though now largely exercised by ministers, have never been definitively or fully listed… and there’s a reason for that. Because of the nature of the Royal Prerogative established mostly through Common Law – its exact scope and contents is something of an enigma, with no single document containing the powers the Sovereign holds.

medium_4642251150Attempts have been made to list the prerogative powers, though we still don’t know (and are unlikely ever to know) the full range of the prerogative powers The Queen holds.

We can easily list the powers used by Her Majesty regularly (or rather more often on her behalf), though there are many which have either fallen out of use completely (though remain available) and several crucial and significant powers which are able to be deployed in the event of a national emergency. Continuar lendo

Terrorismo e liberdade de imprensa

Neste clima de volta às atividades aqui em Frumentarius, segue entrevista na TV Justiça, programa Direito Sem Fronteiras, sobre terrorismo e liberdade de expressão. Claro que meu enfoque foi em terrorismo. Foi gravado logo depois dos atentados na França.

Mãe, voltei!

_IA_9730Passado o Carnaval, e chegando ao fim de fevereiro, é com satisfação que anuncio a meus 9 (nove) fiéis leitores (dentre os quais, minha amada mãezinha) que estamos de volta com Frumentarius!

Sim, passei um tempo afastado, sem nada publicar, apesar das notícias continuarem nos bombardeando com guerra, peste, fome e segundo governo Dilma. Por que passei todo esse tempo sem publicar? Simplesmente porque tinha pouco tempo para fazê-lo em razão de outras atividades que estavam a consumir muito de minha energia. Mas agora creio que conseguiremos seguir com uma publicação despretensiosa a cada dois ou três dias – é o que creio possível.

Temas não faltarão: no campo internacional, a crise grega (daqui a pouco os alemães se irritam e dão a Grécia de volta para os turcos), as peripécias de meu caro Putin na Ucrânia e junto a seus antagonistas ocidentais (gosto de Putin; Putin é KGB), a luta contra o famigerado Estado Islâmico (que antecipo, já deveria há muito ter sido varrido do planeta), e, no plano doméstico, a crise político-econômico-social-gerencial pela qual o Brasil está passando (enquanto a maioria absoluta dos brasileiros comemora as festas de Momo)! Enfim, muita coisa!

Peço desculpas a meus fiéis leitores pelo fase eremita. Precisava disso para reflexão. Espero que consiga alçar voo de cruzeiro logo. Aguardo as críticas, sugestões e comentários dos amigos. E, quanto aos intolerantes e aos petistas, melhor continuar não lendo Frumentarius… Abraço!

Campanha do Brinquedo 2014

No primeiro dia de 2015, gostaria de agradecer a todos os bons de coração que contribuíram com nossa Campanha do Brinquedo. Em pouquíssimo tempo, reunimos gente de bem das mais distintas idades e profissões, que colaboram doando brinquedos, empacotando presentes e, ainda, participando da distribuição em orfanatos e casas de cuidado aqui no DF. Como resultado, cerca de duzentos presentes reunidos e dezenas de crianças e adolescentes que nos brindaram com sorrisos de gratidão. Fiz uma colagem da distribuição e posto aqui, atento para não expor nenhuma criança.

Aos que doaram amor e trabalho nessa campanha, nosso muito obrigado! Especial agradecimento aos queridos duendes que se reuniram para buscar os brinquedos nas casas dos doadores, empacotar os presentes, e que puderam dedicar uma manhã de domingo para ir conosco entregá-los às crianças. Teremos outras oportunidades de ajudar ao próximo no ano que se inicia. 

Desejo a todos um 2015 de muita paz, saúde e prosperidade!

Feliz Ano Novo!

Collage2

Faça uma criança sorrir

Meus caros 9 (nove) leitores,

Gravei este breve vídeo para nossa campanha-relâmpago de arrecadação de brinquedos. Participem e divulguem!
Agradeço antecipadamente.
Abraço!

Campanha do Brinquedo

Olá a todos! Peço desculpas a meus 9 (nove) leitores, pois fiquei quase dois meses praticamente sem me manifestar aqui em Frumentarius. Mas agora estou de volta!

E, para marcar nosso retorno, já começo com uma proposta para os leitores de Brasília… uma ação-beneficente-relâmpago. Explico: até 22/12, estarei, com um grupo de amigos, arrecadando brinquedos para doar no Natal a crianças carentes. Lembro como é ruim para qualquer criança chegar ao Natal vendo tanta propaganda de outras crianças felizes com brinquedos enquanto não se tem nem um abraço ou um sorriso e muito menos algo com o que brincar.

Peço a colaboração de todos os meus leitores. Um brinquedo simples tem como retribuição o sorriso de uma criança. E o sorriso de uma criança não tem preço!

Quem quiser ajudar entre em contato comigo pelo joanisval@gmail.com ou, melhor ainda, pela minha página no Facebook (que você pode acessar clicando ao lado, no canto superior aqui da página, ou simplesmente aqui – mande uma mensagem por inbox e combinamos de buscar o brinquedo).

E então, vamos fazer uma criança sorrir? Conto com vocês!

Abraço!

Doe-um-brinquedo

Evento sobre Inteligência no Maranhão

Estaremos com os amigos nas terras ludovicenses nos próximos dias. Começa nesta quinta, 20/11, o I Seminário de Segurança Institucional do Poder Judicário do Maranhão, a realizar-se entre 20 e 22/11, no Auditório Madalena Serejo, do Fórum Desembargador Sarney Costa, na belíssima capital maranhense. No evento, farei uma palestra sobre Controle da Atividade de Inteligência. Haverá alguns livros nossos para quem desejar adquiri-los.

O evento contará com conferencistas renomados e profundos conhecedores do tema, com destaque para o professor Raimundo Teixeira de Araújo e para Maurício Viegas Pinto (ambos dispensam apresentações).

Seguem maiores informações sobre o Seminário.

Seminario_Intel_MA_2014

TJMA discutirá segurança em seminário sobre a atividade de inteligência no Judiciário

 13 NOV 2014

As atividades desenvolvidas pelo serviço de Inteligência e o plano de segurança institucional do Poder Judiciário do Maranhão serão discutidos por magistrados, servidores e autoridades ligados à área durante o seminário promovido pela Diretoria de Segurança com o apoio da Escola Superior da Magistratura (ESMAM), de 20 a 22 de novembro, no Fórum Desembargador Sarney Costa (no auditório Madalena Serejo). As inscrições estão abertas até o dia 17, no sistema acadêmico Tutor, na plataforma “Sentinela“, disponível no site do Tribunal de Justiça.

“O objetivo é conscientizar acerca das atividades desenvolvidas pela Inteligência, com ênfase na busca da excelência dos procedimentos já estabelecidos e visando à proteção individual e patrimonial de todos os que compõem a instituição”, explica o diretor de Segurança Institucional do TJMA, major Alexandre Magno de Souza.

Inteligência Estratégica e Atividade Jurisdicional, O Papel da Atividade de Inteligência no Poder Judiciário, Inteligência Digital e Inteligência de Sinais, são alguns dos temas que compõem o  treinamento, constituído por parte teórica (palestras e debates) e prática – com visita ao Núcleo de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA).

O seminário será ministrado por renomados profissionais e especialistas ligados à área, tais como: José Nilton Souza (delegado e gestor de Inteligência da Secretaria Adjunta de Inteligência e Assuntos Estratégicos do Maranhão), Maurício Viégas Pinto (supervisor substituto do Serviço de Inteligência do TJDFT e especialista em Inteligência Estratégica), Joanisval Gonçalves (consultor legislativo do Senado Federal, conferencista e autor de livros nas áreas de Inteligência, Segurança e Defesa, Relações Internacionais e Direito) entre outros.

Para mais informações, entrar em contato com a Esmam, pelo telefone (98) 3235-3231.

 Confira AQUI a programação completa do evento.

 Amanda Campos
Assessoria de Comunicação do TJMA
asscom@tjma.jus.br
(98) 3198 4370

http://www.tjma.jus.br/tj/visualiza/sessao/19/publicacao/407301

Dia da Bandeira (republicana)

bandeiras_imperio_republicaHoje, 19 de novembro, é o Dia da Bandeira. A data, que rememora o dia de 1889 quando os golpistas republicanos decidiram qual seria a bandeira definitiva que substituiria o belíssimo pavilhão imperial, serve para lembrar a todos os brasileiros o valor deste símbolo nacional. O único problema é que a maioria absoluta de nossa população não dá a mínima para a festividade de hoje e pouco conhecimento tem sobre a bandeira nacional. Isso é lamentável.

Ainda que prefira o pavilhão imperial, tenho profunda deferência e respeito por nossa bandeira, que considero de grande beleza. Nos últimos 125 anos, ela consolidou-se como o mais importante símbolo da pátria, e deve evocar sentimentos de amor filial e responsabilidade para com a nação. Enquanto estivermos sob o regime republicano, é ela que amarei, respeitarei e defenderei.

dragao_bandeiraTodo povo precisa de símbolos. Durante o Império, o Monarca era nosso símbolo maior, vivo e presente no imaginário da população. A bandeira nacional republicana busca preencher o vazio deixado pela imagem do soberano após a queda da monarquia. É por meio dela que nos fazemos conhecer pelo mundo, é em torno dela que nos unimos, e foi sob ela que muitos brasileiros deram a vida a serviço da pátria.

Minha homenagem hoje ao pavilhão nacional neste 19 de novembro!

Segue um vídeo gravado para a Agência Senado, no qual comento um pouco sobre o pavilhão verde-amarelo, e uma matéria relacionada.

03/11/2014 – Arquivo S

Bandeira nacional sofreu rejeição nos primórdios da República

Ao longo das primeiras décadas da República, vários projetos de lei tentaram desfigurar o modelo atual, feito em 1889. Principal crítica era aos dizeres “Ordem e progresso”, lema da Igreja Positivista


O quadro Pátria, pintado por Pedro Bruno em 1919, mostra mulheres costurando a bandeira do Brasil Foto: Reprodução/Paulo Rodrigues
Ricardo Westin

Quatro meses atrás, a bandeira verde e amarela se multiplicava pelo Brasil. Era plena Copa do Mundo e ela surgia nos muros, nos carros, nas roupas, nas janelas das casas. Poucas imagens conseguem ser tão fortes a ponto de mexer com a emoção dos brasileiros. Nem sempre foi assim. A bandeira, criada há 125 anos, levou décadas até cair de vez no gosto do país.

Em 19 de novembro de 1889, quatro dias após o golpe que enterrou a monarquia, o presidente Deodoro da Fonseca assinava um decreto com a descrição da sucessora da bandeira imperial. É por isso que o Dia da Bandeira se festeja em 19 de novembro. O modelo era praticamente idêntico ao atual. Em vez das 27 estrelas de hoje, havia 21 — o número dos estados de então mais a capital do país.

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Quando o Brasil foi Grande

cetro imperio Neste 15 de novembro, data que considero o dia da infâmia, gostaria de compartilhar com os amigos algumas de minhas razões de ser monarquista convicto. Esta a atualização de um texto que escrevi aqui em 2012.

Preliminarmente, convém registrar que não estou aqui a fazer proselitismo. Não quero convencer ninguém de que o regime monárquico é a melhor opção (apesar da profunda convicção de que é). Só o que desejo é expor minhas razões. Sou monarquista desde que me entendo por gente, e poderei dizer a meus netos que meu primeiro voto foi no parlamentarismo monárquico, por ocasião do plebiscito de 1993. Àquela época votei com convicção e segurança – vou o voto mais valioso e valorizado que já coloquei na urna.

Outra coisa: espero que este texto ajude ao menos a remover alguns preconceitos para com a alternativa monárquica. É irritante as pessoas acharem que somos monarquistas por excentricidade ou anacronismo. Incomoda a reação crítica a esse modelo quando é feita sem nenhum conhecimento do assunto, sob o único argumento (imbecil, desculpem a honestidade) de que “monarquia é coisa do passado” ou de que “o modelo republicano é mais democrático”. Para esses já respondo que a maior parte da população de países como o Reino Unido, o Japão, Suécia, Noruega, Holanda, Bélgica, Dinamarca (que, junto com Canadá, Austrália e Nova Zelândia constituem democracias modernas e desenvolvidas sob um regime monárquico) não pensa assim. Antes de criticarem a monarquia, as pessoas deveriam se informar mais…

Muito bem! Perguntam a razão de eu ser monarquista. Já disse, e repito, preliminarmente, que só vim a conhecer alguém da Casa Imperial do Brasil este ano de 2014, quando tive a feliz oportunidade de encontrar com Dom Bertrand de Orléans e Bragança. Príncipe Imperial do Brasil, com quem tive uma excelente conversa! Tampouco estou formalmente vinculado a qualquer organização monarquista (o que não significa que não o farei oportunamente). Sou monarquista, primeiro, porque creio que uma boa democracia se desenvolve em regimes parlamentaristas e, no Parlamentarismo, entendo que o melhor modelo é o monárquico, não o republicano. Repúblicas parlamentaristas são imperfeitas e o Presidente nunca consegue representar a totalidade da nação como o Chefe de Estado deve fazer (vide o recente caso alemão).

moeda imperioAdemais, parece-me que o único lugar onde o Presidencialismo realmente deu certo foi nos EUA, onde eles criaram o modelo, e no qual a instituição “presidência” é sagrada. Por aqui pela América Latina, o que se viu foram republiquetas instáveis, com caudilhos lutando pelo poder, golpes de Estado e instabilidade político-institucional marcada por aspirantes vorazes a ditador ou megalômanos que chegavam ao palácio presidencial sem estar realmente preparados para ocupar a posição de primeiro mandatário.

Outra razão pela qual sou monarquista é que acho que à época do Império tínhamos instituições mais sólidas e valores mais consistentes. A figura do monarca ajuda nisso – por mais que pessoalmente ele possa ser cheio de imperfeições (senão não seria humano), como figura pública é um símbolo nacional, com valores que devem ser seguidos, servindo de exemplo à população. O povo precisa de heróis, o povo precisa de referenciais, e um soberano é muito útil para compor positivamente esse imaginário. Ademais, aquela foi uma época em que o Brasil, com todos os seus problemas de desenvolvimento e atraso social, tinha uma Economia estável, um regime com liberdade de imprensa, grandes estadistas na vida pública, e era respeitado no concerto das nações, isso muito se devendo aos soberanos que aqui reinaram. Foi uma época, realmente, em que o Brasil era grande!

Antes que venham os comentários pacóvios: monarquias são menos suscetíveis à corrupção que repúblicas, a começar pelo próprio Chefe de Estado. Um monarca não precisa roubar do erário. Afinal, se o fizesse, estaria tirando do próprio bolso e não faria o menor sentido degradar um patrimônio que ele iria deixar para seus filhos. E se roubasse, qual seria o sentido? Onde, quando e como gastaria o butim? Presidentes, por outro lado, têm que fazer seu pé de meia, para quando deixarem o poder…

A monarquia, ao contrário do pensam alguns, é muito mais barata que uma República. Saibam que a Presidência de um país como o Brasil gasta muito mais que qualquer Casa Real. E, ainda que as despesas fossem mais altas para manter uma família real (melhor manter uma família permanentemente que várias famílias de presidentes por sucessivos anos), alguém já pensou no custo do presidencialismo em termos de gastos com campanhas eleitorais periódicas? Quanto dinheiro público não é gasto a cada quatro anos somente com as eleições presidenciais?

coroas (1)Não quero, repito, convencer ninguém para minha causa. Escrevi este texto porque quero compartilhar com meus leitores essa característica político-ideológica que para muitos me é tão marcante. Se você não gostar do que escrevi, paciência, não perca seu tempo tentando desconstruir meu discurso, vá cantar em outra freguesia. Escrevo para aqueles que, ao menos, tenham um mínimo de discernimento e sensatez para considerarem opiniões divergentes das suas, e que não sejam obtusos a ponto de simplesmente se fecharem a qualquer argumento que não tenham facilidade de compreender ou que pensem ser contrário a sua maneira de ver o mundo.

Monarquia é sinônimo de estabilidade. Refiro-me a monarquias constitucionais, que fique bem claro. É instituição moderna (ao contrário do que muitos pensam) e tem aspectos muito positivos.

Este quase quarentão (faço aniversário daqui a 23 dias) pode afirmar com toda convicção que prefere ser súdito do Império do Brasil a cidadão desta (ou de qualquer outra) república… Viva o Império do Brasil! Pela restauração! 

brasilimp1822-1889