E-Gonomics

Meus queridos 15 (quinze) leitores (pois é, o número aumentou nos últimos dias! Yes!),

Dando continuidade à reestruração de Fumentarius.com (teremos novidades nas próximas semanas!), resolvi associar alguns links de páginas que considero interessantes – são referenciais em minhas leituras e pesquisas. Assim, inseri há pouco o vínculo para E-Gonomics, o blog de um querido amigo, Luiz Congazaga Coelho Júnior, com informação econômica sobre o Brasil, os EUA e outros mercados. E-Gonomics está em constante atualização, então estou certo de que será uma página útil, em especial para meus alunos e amigos interessados em Economia.

Bom proveito!

(Os links estão na barra lateral quando se acessa o Frumentarius.com pelo computador. Ainda aprendendo como colocar isso para o formato de tablet e celular.)

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Príncipes soldados

Passados 100 anos da Grande Guerra, aquele período continua fascinando a muitos de nós, apesar de uma parcela significativa da população brasileira vergonhosamente não saber nada sobre o conflito. Como eu não sou de desistir de divulgar conhecimento, segue uma publicação que pode agradar os amantes de Clio…

Familia Imperial no Exilio

A Princesa Isabel e o Conde D’Eu com a família no exílio.

Em 2014, O Globo publicou uma matéria sobre os príncipes brasileiros que combateram na I Guerra Mundial. E o jornal destaca:

Pouca gente sabe, por exemplo, que, muito antes de o país enviar equipe médica, embarcações e alguns oficiais apenas na reta final do confronto, dois príncipes brasileiros atuaram na guerra e até morreram em consequência disso. Filhos da Princesa Isabel com o francês Conde D’Eu, os nobres D. Luís Maria e D. Antônio Gastão, netos do ex-imperador D. Pedro II, serviram ao lado do Império Britânico. [Aqui um comentário nosso: não existe “ex-Imperador”, caro jornalista. Uma vez Imperador, sempre Imperador!]

Chama a atenção o fato dos príncipes exilados (em razão do famigerado golpe de 15 de novembro de 1889), filhos do Conde D’Eu (com sangue francês que remonta a antes mesmo da França existir) não terem sido aceitos pela República Francesa (ah, sempre ela!) para combater em suas fileiras contra as Potências Centrais (pelas quais lutavam muitos de seus primos e onde eles mesmos haviam feito serviço militar).

Dom Luís de Orléans e Bragança

Dom Luís de Orléans e Bragança (1878-1920)

Assim, os Príncipes Dom Luís e Dom Antônio Gastão, netos de Dom Pedro II, nascidos no Brasil e, portanto, oriundos da família real brasileira, eram também franceses (descendiam dos reis da França), foram treinados pelos austríacos (também eram Habsburgos, como os Imperadores da Áustria-Hungria) e serviriam na guerra lutando junto com os britânicos. Situação inusitada, não?

O fato é que os príncipes combateram na Grande Guerra, e combateram com galhardia e coragem. Foram reconhecidos pelos seus pares como bravos soldados. E, como outros tantos milhões de jovens de sua geração, sofreriam diretamente os dissabores do conflito: nas trincheiras da França, Dom Luís contrairia uma doença que o levaria à morte logo depois do conflito, em 1920 (pouco antes do centenário da Independência, proclamada por seu bisavô). Já Dom Antônio, reconhecido por sua coragem, teria participado de batalhas aéreas (teria sua paixão pelo avião vindo da proximidade de sua família com o grande Santos Dumont?) e, em 29 de novembro de 1918 (portanto, alguns dias depois do armistício de 11 de novembro), sofreria um acidente de avião e viria a óbito.

Antonio
Dom Antônio Gastão de Orléans e Bragança (1881-1918)

Cabe destacar que ambos os príncipes-soldados, que mostraram sua bravura no maior confronto que o mundo já conhecera, morreram longe de sua terra natal. Exilados com o golpe de 1889, foram para o Oriente Eterno sem nunca mais ver o Brasil que tanto amavam… Duas décadas depois, a belíssima Canção do Expedicionário expressaria essa preocupação de todo aquele que combate por sua pátria: “não permita D’us que eu morra sem que volte para lá”.

Essa foi mais uma das histórias da Grande Guerra. Belíssima contribuição de nossos príncipes imperiais à liberdade, contribuição essa que deveria ser digna de respeito e gratidão por todos oa brasileiros.

Importante que saibamos, como brasileiros, que os filhos da (legítima) nobreza  brasileira, que aqueles homens que poderiam simplesmente nada ter feito enquanto milhões combatiam nas trincheiras, foram nobres também em sua decisão de lutar e dar a vida pela causa em que acreditavam. Pergunto-me quais filhos da nossa elite republicana de hoje se prestariam a tão altivo sacrifício…

(E ainda tem gente que me pergunta o porquê de eu ser monarquista…)

Para acessar a reportagem, clique aqui.

Os 195 anos da Constituição

imageDeixei passar uma importante efeméride da última semana de março… No último dia 25, celebramos os 195 da primeira (e única legítima) Constituição do Brasil: a Carta de 1824 do Império do Brasil!

Republicanos que me perdoem, mas a Constituição de 1824 é um primor! Carta liberal e muito avançada para sua época, funda realmente uma nação e, em sua simplicidade e abrangência, garante-se como documento político basilar de um país – talvez por isso tenha sido a mais longeva de nossas Constituições. Foram praticamente sete décadas, com apenas uma emenda – algo impensável para quem, nos dias atuais, acostumou-se com uma Lei fundamental que mais parece periódico, tantas as atualizações que possui…

As críticas e até eventuais comentários jocosos sobre nossa Carta de 1824 só se podem dever à má-fé ou à ignorância. Afinal, trata-se de texto bem escrito, e que cuida dos aspectos elementares de que deve cuidar uma Constituição: os fundamentos políticos do Império, a cidadania, os poderes constituídos, o processo legislativo, a administração e economia das províncias… Tudo encadeado com lógica e clareza. Para quem se interessa pelo assunto, recomendo a leitura da Constituição de 1824 em seu inteiro teor – é linda!

Detalhe importante: enquanto todas as outras constituições que a sucederam “fundam” o Brasil como “a união indissolúvel dos Estados, Distrito Federal” e, mais recentemente, dos “Municípios”, ou seja, de um Brasil formado por entes abstratos, a Carta de 1824 estabelece que o Brasil que constitui de uma associação de pessoas, de gente, de homens livres. Esse aspecto humano do Brasil está logo no art. 1º:

Art. 1. O IMPERIO do Brazil é a associação Politica de todos os Cidadãos Brazileiros. Elles formam uma Nação livre, e independente, que não admitte com qualquer outra laço algum de união, ou federação, que se opponha á sua Independencia.

Há outros aspectos interessantes, sobre os quais já comentei aqui em Frumentarius. Por exemplo, pondo a termo o discurso modernoso de que a Constituição de 1988, a “Carta Cidadã”, é pioneira e inovadora ao tratar de uma série de direitos e garantias individuais, recomendo a leitura do art. 179 da Constituição do Império, que trata da “inviolabilidade dos Direitos Civis, e Politicos dos Cidadãos Brazileiros, que tem por base a liberdade, a segurança individual, e a propriedade” e que “é garantida pela Constituição do Imperio”. Comento a esse respeito em A mais legítima das nossas constituições, post que você pode acessar clicando aqui.

Que um dia possamos ter de volta nossa norma fundadora! Assim sairemos desse atoleiro em que os republicanos nos colocaram desde 1889!

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Políticos e Espiões, 2ª edição

É com grande satisfação que informo a meus queridos (12) leitores que já se encontra disponível, nas melhores livrarias, a 2ª edição de nosso livro Políticos e Espiões: o controle da atividade de inteligência.

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Publicada nove anos após a 1ª edição, a obra foi completamente atualizada, inclusive fazendo referência a mudanças importantes no controle dos serviços secretos aqui no Brasil e pelo globo (e olha que realmente muita coisa mudou desde então!).

É sobre isso que trata Políticos e Espiões: como controlar os serviços de inteligência em regimes democráticos, garantindo-se não só que os nobres profissionais do silêncio consigam executar adequadamente sua relevante tarefa, e ao mesmo tempo impedindo que cometam abusos no exercício de suas funções. Afinal, conhecimento é poder, e a Inteligência lida com conhecimento qualificado.

Políticos e Espiões teve grande aceitação quando foi publicado, o que lhe garantiu uma segunda tiragem e, agora, uma nova edição. Junto com Atividade de Inteligência e Legislação Correlata (6ª edição, Niterói: Impetus, 2018) e Terrorismo: conhecimento e combate (Niterói: Impetus, 2017, escrito em parceria com Marcus Reis), Políticos e Espiões compõe nossa trilogia sobre Segurança e Inteligência (trilogia para o momento, pois virão outros). [Como estou ficando bom nesse negócio de blog – yes! -, clique no título dos livros neste parágrafo que você será direcionado para a descrição detalhada de cada um.]

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Onde encontro seus livros? Todo mundo me pergunta isso. A resposta: nas melhores livrarias do ramo!

Infelizmente, apesar da excelência na produção das obras e da retidão na prestação de contas, minha Editora tem um sério problema com distribuição (queria que meu Editor reconsiderasse esse aspecto). Assim, pode ser que você não encontre meus livros naquela livraria bacana ao lado da sua casa ou mesmo na que fica no shopping (e não acredite no vendedor se ele disser que está esgotado ou coisa parecida!). Nesse caso, recomendo que compre diretamente pela internet, no site da Editora Impetus. Para adquirir nossos livros, basta clicar aqui.

Se você aprecia o tema Inteligência, tenho certeza de que gostará de nossos livros (“nossos” porque livros são como filhos, impossível fazer sozinho)! Não perca tempo! Vá lá ao site da Impetus e ajude a garantir o almoço dos meus filhos! Obrigado!

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“Novos Rumos da Atividade de Inteligência: Política, Controle e Operações de Inteligência”

A Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS) e o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu do Mestrado em Direito nas Relações Econômicas e Sociais da Faculdade de Direito Milton Campos (FDMC) convidam todos a participarem do Painel “Novos Rumos da Atividade de Inteligência: Política, Controle e Operações de Inteligência”, a ser realizado no dia 23/09/2016, das 18:00/22:00.

O painel terá, como palestrantes, os professores
Denilson Feitoza
Joanisval Brito Gonçalves,
e Vladimir de Paula Brito.

Na mesma ocasião, ocorrerá o lançamento da nova edição da obra “Atividade de Inteligência e Legislação Correlata”, do professor Joanisval Brito Gonçalves.

A entrada é franca.

Os interessados em registrar seu comparecimento e/ou receber certificado de participação (4 horas-aula) deverão preencher o formulário situado em: www.inasis.org.

O evento será realizado no auditório da Faculdade de Administração Milton Campos, situado na Alameda Oscar Niemeyer (também denominada Alameda da Serra), n. 61, Vila da Serra, Nova Lima/MG (referências: próximo ao hospital Biocor; 
há estacionamento quase em frente e posto de gasolina ao lado).

– Denilson Feitoza: Presidente da Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS), Pós-Doutor em Inteligência, Segurança e Direito (CCISS/Canadá), Pós-Doutor em Ciência da Informação (UFMG), Doutor em Direito, e Professor do Mestrado em Direito e Coordenador da Especialização em Inteligência de Estado e Inteligência de Segurança Pública da Faculdade de Direito Milton Campos (FDMC).Minicurrículo dos palestrantes:

– Joanisval Brito Gonçalves: Vice-Presidente Executivo da Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS), Doutor em Relações Internacionais, Consultor Legislativo da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso Nacional e Ex-Oficial de Inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

– Vladimir de Paula Brito: Diretor de Eventos da Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS), Doutor em Ciência da Informação, Especialista em Inteligência de Estado e Inteligência de Segurança Pública e Agente de Polícia Federal.

Foto: Ana Volpe/Agência Senado

Foto: Ana Volpe/Agência Senado

Curso de Segurança Institucional com Contrainteligência, Gestão de Riscos e Segurança de Dignitários

Meus caros leitores, aos interessados em Inteligência e Segurança, recomendo o curso que será promovido pela INASIS em maio próximo. Seguem as informações a respeito.

Curso de Segurança Institucional com Contrainteligência, Gestão de Riscos e Segurança de Dignitários.

O curso será realizado pela Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS).

Será ministrado em Belo Horizonte/MG, de 11 a 16 de maio/2015, com a carga horária de 60 horas-aula, por corpo docente de altíssimo nível.

O curso é de especial interesse para membros e servidores do Ministério Público, magistrados e servidores do Poder Judiciário, policiais, agentes penitenciários e, enfim, para agentes públicos envolvidos em atividades de fiscalização, investigação, inteligência, segurança, controle, auditoria, corregedoria e segurança institucional.

As inscrições podem ser feitas por meio do formulário online.

A INASIS pode ser contratada tanto por inexigilibidade de licitação quanto por dispensa de licitação, nos termos legais, bem como por particular.

O edital completo do curso, com programa, professores, datas, horários, local, valores etc. se encontra em:www.inasis.org

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