Mais do muro… mais do mesmo

Postei a notícia Al Jazeera para não me chamarem de tendencioso (apesar de gostar de Israel, hehehe). De toda maneira, 250 km de cerca/muro é um feito surpreendente. “Absurdo! Fascismo! Tel Aviv não pode tomar esse tipo de atitude!”, dirão alguns… Bem, se o governo percebe isso como medida de segurança, acho que são eles melhor do que ninguém que conhecem a situação… Ademais, é fácil falar daqui… Quem leva foguete na cabeça todo dia, vive sob ameaça de atentado terrorista, e se vê diante de levantes palestinos e de armas atravessando a fronteira para grupos subversivos são os israelenses que lá vivem…

Em tempo: tenho amigos (e bons amigos) palestinos e gosto do pessoal da Cisjordânia. Sou a favor da partilha da região e da criação de dois Estados, um árabe e um judeu (como deveria ter sido em 1948, se os árabes não tivessem atacado os israelenses por todos os lados – inclusive por dentro, com o levante palestino). Não simpatizo é com uma minoria que tem dado as cartas em Gaza e se beneficiado com um discurso de ódio, enquanto o povo palestino pena…

cerca israel

ALJAZEERA

Israel completes key part of fence with Egypt

Israel says barrier stretching from Red Sea port of Eilat to Gaza Strip on the Mediterranean will stop “infiltrators”.

02 Jan 2013 19:56

Israel has completed the main segment of a razor-wire fence along its border with Egypt.

The five-metre high fence, bolstered by military surveillance equipment, is touted by Prime Minister Binyamin Netanyahu as proof of his commitment to Israel’s security as he campaigns for a national election on January 22. Continuar lendo

Israel sob ataque

Incomoda como a maioria absoluta dos formadores de opinião aqui em Pindorama toma partido automaticamente da causa palestina. Israel é alvejado diariamente por foguetes, sofre ataques contra seu território e sua população e só o que aparece é a grita geral pelos direitos dos palestinos. Alto lá!

Não estou tomando partido dos israelenses, mas convém que haja uma análise menos ideológica e parcial dessa situação. São décadas de insurgência, ataques terroristas e mesmo guerras convencionais envolvendo árabes (aí incluídos os palestinos) e israelenses. Circulam pelo mundo imagens de árabes sangrando ou mortos, mas muito pouco se fala dos civis israelenses vítimas dos foguetes palestinos, do estado de tensão nas cidades, da quebra da paz em Jerusalém. Alguém considerou o fato de que o país (Israel) está sendo atacado?

Há alternativa a Tel Aviv além de entrar logo em Gaza e por fim à ameaça? Não me venham com essa de que é Davi contra Golias… Desde a independência, Israel teve que se tornar forte, senão seria trucidado pelos vizinhos. E lembro que os primeiros ataques, no dia seguinte à criação do Estado, em 1948, foram externos (dos vizinhos) e internos  (com o levante palestino). Os israelenses não devem responder à agressão, então, só porque seriam “mais fortes” que aqueles que os atacam? Ou a resposta deveria ser “moderada” (isso é possível?)? E o Hamas, está disposto a negociar a paz?

O jogo ali se mostra bem mais complexo do que análises simplistas tentam explicar. É muito fácil condenar Israel a partir do ar condicionado de um escritório ou de um estúdio… Difícil é estar recebendo bomba na cabeça e ter que aguentar críticas para que não se revide…

LIVE BLOG: At least 15 rocket fired at Ashdod in less than 5 minutes

Rocket scored direct hit on Be’er Sheva home; three wounded in attacks on south; Iron Dome intercepts rocket over Tel Aviv, car catches fire from shrapnel; Lieberman: Cease-fire is contingent upon total cessation of fire by all terrorist groups.

^Haaretz.com – By ,     Gili Cohen and         |      Nov.18, 2012 | 12:37 AM |  

Israel was bombarded by a barrage of rockets on Sunday, as Operation Pillar of Defense entered its fifth day.

Prime Minister Benjamin Netanyahu told ministers at the weekly cabinet meeting in Jerusalem that Israel was prepared to significantly expand its operation in the Gaza Strip. Continuar lendo