Um Império pela liberdade

princesaisabel1Neste 13 de maio, é importante que seja lembrado que a abolição ocorreu sob o regime monárquico, durante o Império do Brasil. Comum é a visão deturpada que aquela foi uma conquista das idéias republicanas, provavelmente  devido à proximidade dos acontecimentos com o fim da monarquia bragantina pelo nefasto golpe de 15 de novembro de 1889. Entretanto, só se sabe que ocorreu no canto do cisne do regime a partir de uma perspectiva de hoje, ou seja, não se imaginava, quando da Lei Áurea, que o Império desapareceria alguns meses depois.

Grandes abolicionistas eram também defensores da monarquia. Exemplo maior é Joaquim Nabuco. A própria família imperial sempre marcara sua posição contrária à escravidão, desde de Dom Pedro I, autor de alguns dos primeiros escritos criticando o modelo em uma época que tais idéias eram consideradas demasiadamente liberais (vide post anterior neste site). Essa conduta antiescravagista continuou em seus sucessores, que continuariam envidando esforços, muitas vezes em conduta contrária às elites brasileiras, para por a termo aquilo que se constituía na maior vergonha para nosso Império dos Trópicos. E sabiam que o preço a pagar poderia ser alto, muito alto.

Segundo-Reinado-SociedadeDe fato, cartas divulgadas recentemente revelam que a Princesa Regente tinha consciência de que estaria a sacrificar sua coroa e mesmo a dinastia dos Bragança ao decidir assinar a Lei Áurea. Mais interessante ainda foi a iniciativa de Dona Isabel, com o apoio de seu pai, Dom Pedro II, de indenizar os ex-escravos para lhes permitir tocar com dignidade a vida de libertos, o que, certamente, desagradaria os escravocratas.

Isabel, portanto, fez uma opção consciente: abriu mão do futuro de sua dinastia no Trono do Brasil, desafiando as oligarquias escravocratas, para garantir a libertação dos escravos e o fim dessa mácula em nossa sociedade. Sua memória deve ser cultuada e aclamada pelos brasileiros em geral e pelos descendentes desses libertos em particular. Incomoda-me o dia da consciência negra não ser comemorado no 13 de maio…

Segue artigo interessante sobre aquela grande mulher, que sacrificou o futuro de sua família pela libertação de milhares.

Viva o 13 de maio! Viva a Redentora Isabel! Viva o Império do Brasil!

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Princesa D. Isabel e sua carta sobre a abolição da escravatura, segredos revelados.

Carta inédita, pinçada do acervo de 3 mil documentos do Memorial Visconde de Mauá, revela que defendia a indenização de ex-escravos, a reforma agrária e o sufrágio feminino.

“Fui informada por papai que me collocou a par da intenção e do envio dos fundos de seo Banco em forma de doação como indenização aos ex-escravos libertos em 13 de maio do anno passado, e o sigilo que o Snr. pidio ao prezidente do gabinete para não provocar maior reacção violenta dos escravocratas.” Lidas assim, como frases soltas extraídas de uma carta qualquer, que pela ortografia sabe-se antiga, essas poucas linhas dizem quase nada digno de nota para a historiografia brasileira. Mas, se colorirmos essa misteriosa preocupação com nome e sobrenomes, títulos e brasões, temos diante de nossos olhos algo capaz de reescrever um dos mais importantes capítulos da História do Brasil.

“Informada”, quem se diz, é ninguém menos do que Isabel Christina Leopoldina Augusta Michaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Orleans e Bragança, a princesa Isabel (1846 – 1921). O pai a que se refere é o imperador d. Pedro II (1825-1891). Os fundos doados para serem usados como indenização aos ex-escravos seriam recursos do Banco Mauá, que a monarquia usaria para assentar os ex-cativos em terras capazes de produzir seu sustento após a assinatura da Lei Áurea em 13 de maio de 1888. Sim, a contar pelo texto, a monarquia tinha esse projeto. Continuar lendo

O dia da Vitória

german_surrenderTempo não tive nessa última semana para comentar uma grande data, que por muitos anos ainda será lembrada: o 8 de maio! Certamente meus oito leitores (ao contrário da quase totalidade dos brasileiros) sabem a que me refiro… Foi no dia 8 de maio de 1945 (9, para os soviéticos) que acabou a II Guerra Mundial em solo europeu, com a capitulação da Alemanha…

Durante a semana foram vistas comemorações nos países que se envolveram naquele terrível conflito, iniciado seis anos antes, no dia 1 de setembro de 1939, e cujos números são surpreendentes em termos de destruição e morte, e dos quais se pode ter uma idéia pela quantidade de almas ceifadas durante o cataclismo humano: entre 80 e 100 milhões é o estimado… Paradas militares, minutos de silêncio, recordações, discursos e aclamação daqueles civis e militares que sobreviveram e hoje representam os últimos de uma geração que está prestes a desaparecer. Não obstante, enquanto ainda houver uma testemunha viva do maior conflito pelo qual a humanidade já passou, permanece a obrigação de saudá-la como vencedora! E, quando essa se for, o culto de sua memória e das lembranças daqueles anos sombrios deve ser diariamente mantido, exatamente para que as novas gerações não considerem se envolver em empreitada cujo desfecho é certo.

diadavitoria2Pois bem, nesse 8 de maio, no Brasil se preferiu dar vazão a notícias sobre os jogos de futebol do fim-de-semana, ao novo sucesso do funk, ou a futilidades mil que tanto marcam nossa sociedade decadente e cada vez mais ignorante (e, portanto, violenta e atrasada). Não vi sequer (talvez até tenha havido, não sei) um pronunciamento oficial de autoridade civil brasileira (certamente o 8 de maio foi lembrado nas ordens do dia das Forças Armadas), tampouco qualquer manifestação de lembrança ou de aclamação aos últimos remanescentes daqueles 25 mil brasileiros enviados para lutar na Europa: sim, ainda existem pracinhas, ainda existem guerreiros que combateram no 1º Grupo de Aviação de Caça, ainda existem aqueles que podem carregar com orgulho o título de verdadeiros heróis. E é a eles que rendo minha homenagem, como sempre farei!

Nesse 8 de maio, lembrei de nossos heróis! Falei deles para meus alunos e amigos! E, em um país adolescente, mas com problemas gravíssimos de memória, entristeceu-me o fato de pouquíssimos se recordarem desses homens e mulheres que ofereceram a vida por uma causa.

Viva o 8 de maio!

diadavitoria

Batalhas campais…

Depois de vinte dias com o site parado (compreendam, meus queridos oito leitores, que a correria tem sido grande nos últimos dias), segue artigo muito interessante, encaminhado pelo meu caríssimo amigo Alexandre A. Rocha, sobre as mudanças nas práticas de guerra no século XIX, com análise a partir de uma batalha da Guerra Civil americana.  É muito ilustrativo para quem se interessa pelas mudanças na guerra ao longo do século XIX e pelas diferenças entre os conflitos pré-napoleônicos e aqueles sob a égide da Revolução Industrial e com o envolvimento da sociedade.

Destaco a percepção do autor sobre a pouca efetividade das batalhas campais para a guerra moderna. E lembro, ainda, que este ano a batalha de Gettysburg completa 150 anos… Recomendo leitura!

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Winning the Field, but Not the War

NY Times – May 3, 2013, 8:58 pm

By JAMES Q. WHITMAN
 

One hundred and fifty years ago this week, more than 133,000 Union soldiers squared off against more than 60,000 Confederates in the Battle of Chancellorsville. Though the battle swung back and forth for several days, it ended with a decisive Southern victory. And yet the war ground on, for another two years. The war only ended when the devastation spilled off the battlefield, as Sherman and his army took the conflict to the farmland and cities of the South.

It is important to understand the change this pattern marked in military history. Victory in pitched battle was not enough to end the Civil War — and that was an ominous sign for the wars of the future. Pitched battles like Chancellorsville or Gettysburg are terrifying events for the soldiers who participate in them. But for society at large they are a blessing: they confine the horror of war to a single field, ideally for a single day. Strange though it may sound, a pitched battle functions as a kind of orderly legal procedure. It is a formal trial by combat, and when it works, it puts a quick and tidy end to conflict. The verdict of battle settles a war before it spins out of control. Continuar lendo

A chegada ao Poder

No ano em que se relembra as oito décadas da nefasta chegada dos nazistas ao poder na Alemanha (30JAN1933), segue link para imagens daqueles eventos por ocasião da nomeação de Adolf Hitler chanceler do Reich: http://www.spiegel.de/fotostrecke/marking-eighty-years-since-hitler-came-to-power-fotostrecke-92615.html. Bom material para os historiadores e estudiosos do período.

DEU NS Zeit Machtuebernahme

 

A culpa dos inocentes

??????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????Entrevista na Spiegel com psicanalista que foi criança na Alemanha durante a II Guerra Mundial.

Sinceramente, parece-me que os alemães ainda têm muita dificuldade de lidar com o III Reich… A culpa pelo passado permanece e é muito intensa, inclusive nas gerações que não tiveram qualquer responsabilidade pelo nazismo. Nesse sentido, a impressão que tenho é que os alemães conseguem tratar melhor de quatro décadas de ditadura comunista que de treze anos de nacional-socialismo. E olha que o regime era muito duro na República Democrática Alemã e tão totalitário quanto aquele estabelecido há exatos oitenta anos…

BRANDENBURGER TOR

Der Spiegelonline – 03/28/2013 01:19 PM

Nazi Childhood Memories – ‘It’s All Still Very Present’

The miniseries “Our Mothers, Our Fathers” has sparked widespread discussion in Germany about memories of WWII, both first-hand and inherited. In a SPIEGEL interview, war survivor and psychoanalyst Hartmut Radebold talks about guilt, war trauma and his own fraught memories of growing up in the Third Reich.

SPIEGEL: Mr. Radebold, you have researched the impact of traumatic war experiences. Now, in the wake of the three-part TV miniseries “Unsere Mütter, unsere Väter” (Our Mothers, Our Fathers), which was broadcast on March 17, 18 and 20 on Germany’s ZDF public television network, the newspapers are full of accounts of what life was like during World War II. Why is that? We have been dealing with Germany’s Nazi past for decades, and just when we feel we know practically everything about this period of history, it starts making headlines again.

Radebold: It wasn’t talked about much within families themselves, which is regrettable, as is the fact that this film wasn’t made earlier. The protagonists were born shortly after 1920. Very few members of that generation are still alive — and many of those who have survived suffer from dementia. The film actually deals with individuals who are no longer with us. Continuar lendo

Um nazista entre os justos???

Matéria interessante sobre o irmão de Hermann Goering (o segundo homem do III Reich), que teria atuado pela salvação de judeus do holocausto. E então, será que poderia Albert Goering receber o título de “justo entre as Nações” (חסידי אומות העולם)?

Albert Goering

Ser Spiegelonline – 03/07/2013 04:27 PM

Göring’s List –Should Israel Honor a Leading Nazi’s Brother?

By Gerhard Spörl

Leading Nazi Hermann Göring was instrumental to Hitler’s reign of terror, but research suggests his brother Albert saved the lives of dozens of Jews. Israel must now decide whether he deserves to be honored as one of the “Righteous Among the Nations.”

Hermann Göring’s younger brother Albert, of all people, rescued Jews from the Nazis, and yet his story is forgotten. But why?

Irena Steinfeldt looks nervously at the clock to reassure herself that she isn’t too late for her appointment at the Café Paradiso in downtown Jerusalem. She sits down, shakes her hair and gazes intently through her glasses.

It is important to her to set something straight right away. It really doesn’t matter to her, she says, what someone’s name was or what rank he had at the time, if he had rescued only one or several Jews and had proven himself to be a good person at a bad time. The true heroes, who remain good throughout their lives, are extremely rare, she says, and they certainly didn’t exist at the time of the Holocaust. Continuar lendo

Prisioneiros de Auschwitz

AuschwitzCrimes contra a humanidade são imprescritíveis, fato. Também não há quem, em sã consciência, questione as atrocidades cometidas nos campos da morte do III Reich. Porém, assusta um pouco imaginar que, sete décadas após o holocausto, ainda há homens na prisão condenados por terem sido guardas em Auschwitz… Fico me perguntando se há alguém cumprindo semelhante pena por ter sido guarda nos gulags soviéticos ou em prisões de antigos países da cortina de ferro…

Campos da Morte

50 Alleged Auschwitz Guards Face Jail in Germany

Ria Novosti – 06/04/2013

Fifty men in their 90s may face prison terms in Germany over allegations of their service as guards at Auschwitz, the biggest concentration camp in Nazi Germany, local media said.

MOSCOW, April 6 (RIA Novosti) – Fifty men in their 90s may face prison terms in Germany over allegations of their service as guards at Auschwitz, the biggest concentration camp in Nazi Germany, local media said.

The Zentrale Stelle, a federal law enforcement body investigating Nazi crimes, wants the suspects charged with accessory to murder, the newspaper Westdeutsche Allgemeine Zeitung said late Friday. Continuar lendo

Luto pela Dama

Margaret-ThatcherDemorei a escrever sobre ela. A correria de ontem e de hoje me impediu de registrar com a clareza devida meu pesar pela transição (é assim que se referem os rosacruzes à morte) daquela que considero uma das grandes mulheres de seu tempo.

O que dizer de Lady Thatcher? Muito já foi dito nas últimas horas. Nada suficiente para que a atual geração entenda quem foi a Dama de Ferro. Junto com Ronald Reagan e João Paulo II, Thatcher compôs o grande triunvirato do mundo livre que, no último quartel do século XX, pôs abaixo a Cortina de Ferro e derrotou o comunismo. Isso já bastaria para tornar aquela senhora inesquecível.

Margaret Thatcher mostrou-se forte quando precisou ser forte. Quanto respondeu à agressão da ditadura argentina, com generais ansiosos por desviar a atenção de seu povo dos problemas domésticos e desafiar um Império que parecia distante e, na percepção machista latino-americana, governado por uma frágil mulher. A Primeira-Ministra era tudo menos frágil. E a senhora de voz firme mostrou-se firme também na defesa da soberania britânica sobre as Falklands.

Margaret-Thatcher2A filha de alfaiate mostrou-se forte também para reformar a economia e a sociedade de seu país. Diante da crise que ameaçava a estabilidade britânica, promoveu reformas que desagradaram a muitos, mas que, a seu ver, eram necessárias. Essas reformas, e a maneira singular com que conduziu o país por 12 anos, dariam origem ao termo “thatcherismo”. Indubitavelmente, a baronesa Thatcher não era uma mulher nada frágil.

A História da Grã-Bretanha é marcada por mulheres fortes. Elizabeth I, Rainha Victoria… ambas deram seus nomes a sua época… Também se pode falar de uma era Thatcher, de um período de grandes transformações no Reino Unido e que reverberaram pela Europa e pelo mundo!

A Grã-Bretanha teve dois memoráveis primeiros-ministros no século XX: Sir Winston Churchill… e Lady Margaret Thatcher… Aquele venceu o nazi-fascismo, esta o comunismo. Ambos foram líderes conservadores enérgicos e sagazes, tinham discurso incisivo, frases de efeito, enfrentaram guerras, encontraram em grandes presidentes dos EUA bons aliados… Churchill e Thatcher conduziram seu povo em horas difíceis, e combateram o bom combate. Churchill e Thatcher deixaram um grande legado!

Não sei mais o que dizer sobre Lady Thatcher… o que sei é que o mundo fica mais triste sem a Dama de Ferro. Eu ao menos fico.

Como não tenho eloqüência tampouco competência para expressar meu sentimento de pesar, concluo essa reflexão com as palavras de meu caro Paulo Kramer, que consegue com primor expor em algumas linhas o sentimento de muitos:

Descanse em paz, baronesa Thatcher! Ao lado de Ronald Reagan e João Paulo II, V. formou a trinca dos estadistas da segunda metade do século 20 que mais admirei. Simplesmente amo aquela sua frase: “A liderança é o oposto do consenso.” É preciso sacudir o conformismo, desafinar o coro dos contentes, denunciar o ‘mais do mesmo’, balançar o coreto — enfim, despertar a humanidade modorrenta para o fato de que a conquista da liberdade, o maior bem da vida individual e social, pressupõe responsabilidade, maturidade e muita coragem; não é coisa para fracotes, covardes, conformistas que só sabem se esconder atrás das plataformas choronas e imaturas dos eternos grupos-vítima. V., Margaret, combateu o bom combate e será sempre uma referência, uma inspiração para todos nós, liberais-conservadores.

Acordei hoje às 05:20 da manhã para uma ida e volta ao Rio de Janeiro. Peço perdão a meus oito leitores por essas linhas truncadas… Morfeu me chama…

Margaret-Thatcher4

Herança Maldita

Spiegel 25MAR2013E por falar nas lembranças da II Guerra, a Spiegel de 25 de março de 2013 trouxe um dossiê especial sobre o legado do último conflito mundial para os alemães. São matérias primorosas acerca da maneira como os descendentes daqueles que viveram o III Reich e guerra lidam com a história de sua família e de seu país. A revista também trata da percepção dos alemães sobre a guerra do presente e a participação das Forças Armadas germânicas nos conflitos do século XXI.

A título de exemplo, segue reportagem sobre um filho e sua relação com o pai que teria servido sob a suástica.

Der Spiegelonline – 03/29/2013 04:18 PM

A Son’s Quest for Truth – The Last Battle of a German WWII Veteran

By Jürgen Dahlkamp

Heinz Otto Fausten, a German soldier who fought in World War II, saw things no one should ever have to see. After that, the high school teacher just concentrated on the future. But then his son started asking questions to find out whether he was a murderer.

EU; DEU; Deutschland; Sinzig: der Wehrmachtssoldat Heinz Peter Fausten.Ottoooo..! That scream, that horrible scream, the scream that has echoed and reverberated in his head for the last 71 years. That scream, shrill and terrible, that only he can hear now, as he sits at his dining table in a small house at the end of a quiet, dead-end street, in a quiet living room with a vase of tulips and a gingerbread heart on the shelf, with the words “Opa is Fantastic” written on it with icing.

Ottoooo..!

The scream transports Heinz Otto Fausten back 71 years to a trench in Kalikino, Russia, 2,240 kilometers (1,400 miles) away. The journey takes him a fraction of a second. Suddenly he is 21 again, and caught in a ruthless, violent world where life is about nothing but survival.

He is crouched on the ground next to his friend Ekkehardt. They are cowering in the trench, the entire company, one man next to the other. The trench is their only protection. Suddenly the company commander in front shouts to the soldiers behind him: “Fausten group to the front.” Fausten doesn’t move, sensing that whoever heeds the command is a dead man. “Don’t say anything, Ekkehardt,” he tells his friend, but Ekkehardt calls out: “We’re coming.” Continuar lendo

Bomba em Berlim

A notícia correu o mundo na semana passada. Quase sete décadas após o fim da II Guerra Mundial, uma bomba é encontrada próximo à estação central de Berlim (Berlin Hauptbanhof). É incrível como o conflito ainda está vivo no solo alemão – literalmente. Mas as seqüelas nos corações e mentes da população daquele grande país ainda são maiores. Outro aspecto a ser considerado relaciona-se à quantidade de bombas que ainda estão enterradas (para serem encontradas) nas principais cidades alemãs: um sinal da tentativa de genocídio dos aliados contra o povo germânico…

Em tempo: para um link com imagens relacionadas, clique aqui.

Bombenfund am Berliner Hauptbahnhof

Der Spiegel Online – 04/03/2013 08:58 AM

Rail Service Disruption – WWII Bomb Found Near Berlin’s Main Station

Train services to and from Berlin suffered delays and cancellations on Wednesday after a munitions experts set about defusing a 100-kilogram bomb from World War II found near the city’s main train station.

The discovery of a World War II bomb near the main train station of Berlin disrupted rail services to and from the German capital on Wednesday.

“Travellers should be prepared for delays and route changes in long-distance services,” a spokesman for rail operator Deutsche Bahn said.

A police spokesman said buildings in the vicinity of the bomb had already been evacuated in preparation for the disposal, which was likely to take place around noon. “At the moment we plan to defuse it by mechanically screwing out the detonator,” the spokesman said.

Some 1,100 trains and up to 700,000 passengers pass through the modern station each day. It was opened in 2006.

The bomb was found by munitions experts conducting a routine search of a site in preparation of construction work. Unexploded bombs from the Allied bombardment of Germany during World War II are still frequently found. The munitions are getting more difficult and dangerous to defuse because their fuse mechanisms have corroded and become less stable over time.

Bomb disposal experts have been warning that bombs will increasingly have to be exploded where they are found because moving them has become too risky. At least two such controlled explosions took place last year, in Munich and Viersen, causing damage to surrounding buildings.

cro — with wire reports

A Venezuela Pós-Chavez e o Brasil

Artigo muito interessante de meu amigo Sean Burges. Foi replicado no site oficial da Presidência dos EUA. Recomendo a leitura a meus alunos de Relações Internacionais.

Apenas uma curiosidade: a data da morte de Chávez (ao menos do anúncio oficial) coincide com a do falecimento de Josef Stálin (5 de março de 1953). O ditador venezuelano teria morrido exatamente 60 anos após a passagem do maior tirano da História moderna e cultuado líder das esquerdas em muitos países.

Post-Chávez Test For Brazil Leadership – Analysis

Hugo Chavez memorial. Photo credit VOA

By  — (March 10, 2013)

By Dr. Sean Burges

Venezuela’s president Hugo Chávez has just died after a prolonged battle with cancer. While his death certainly raises questions about the longevity and sustainability of his Bolivarian revolution, it also stands as a significant test of the democracy promoting credentials of Brazil and the two important regional clubs it runs: the South American political grouping UNASUR and the trade bloc Mercosur. Continuar lendo

Lembrando o 31 de março…

bolsonaro_1964_1Neste domingo de Páscoa, que coincide com o aniversário do movimento de 31 de março de 1964 (sim, por mais que os críticos busquem afirmar a invenção de que teria ocorrido em 1º de abril, aconteceu em 31 de março mesmo!), convém saudar a todos que, de alguma maneira, contribuíram para impedir que o Brasil se tornasse uma ditadura comunista. E, para que se conheça um pouco do outro lado da história, recomendo o site A Verdade Sufocada e transcrevo o manifesto ali publicado:

31/03/2013 Manifesto da Academia Brasileira de Defesa, em comemoração da data nacional de 31 de Março de 1964.

ACADEMIA BRASILEIRA DE DEFESA  Pro Patria   Prof.ª Dr.ª Aileda de Mattos Oliveira -Alte.-Esq. Alfredo Karam -Cel. Aer. Antônio Celente Videira – Prof. Antoniolavo Brion -Jorn. Aristóteles Drummond  – Gen.-Ex. Carlos Alberto Pinto Silva – Prof. Dr. Denis Lerrer Rosenfield – Dr. Emílio A. Souza Aguiar Nina Ribeiro – Gen Div. Francisco Batista Torres de Melo – Prof. Dr. Francisco Martins de Souza – Cel. Ex. Gelio Augusto Barbosa Fregapani – Dr. Gustavo Miguez de Mello-  Dr. Herman Glanz – Maj.-Brig. Hugo de Oliveira Piva – Vice-Alte. Ibsen de Gusmão Câmara – Ten.-Brig. Ivan Moacyr da Frota – Prof. Dr. Ives Gandra da Silva Martins – Dep. Fed. Jair Messias Bolsonaro – Prof. Dr. João Ricardo Carneiro Moderno – Sen. José Bernardo Cabral – Dr. Luciano Saldanha Coelho – Cel.-Av.Luís Mauro Ferreira Gomes – Gen.-Ex. Luiz Cesário da Silveira Filho – Gen.-Ex. Luiz Gonzaga Schroeder Lessa – Econ. Marcos Coimbra – Emb. Marcos Henrique Camillo Côrtes – Prof.ª Dr.ª Maria Helena de Amorim Wesley -Prof.ª Dr.ª Mina Seinfeld de Caracushansky – Ten.-Brig. Octávio Júlio Moreira Lima ✝ – Vice-Alte. Othon Luiz Pereira da Silva  – Dr. Paulo Antônio Uebel – Gen.-Ex. Paulo Cesar de Castro – Ten.-Brig. Reginaldo dos Santos – Gen.-Ex. Rubens Bayma Denys – Desemb. Semy Glanz- Ten. R/2 Sérgio Pinto Monteiro-  Vice.-Alte. Sérgio Tasso Vasquez de Aquino – Maj.-   Brig.  Umberto de Campos Carvalho Netto –

31 DE MARÇO DE 1964     VAMOS COMEMORAR, SIM!  NÓS E O POVO BRASILEIRO!

Vamos comemorar, sempre, esta data    histórica para o Brasil, por todos os benefícios que ela nos proporcionou: •  A libertação de uma  ideologia política totalitária,sectária e pagã;   •  A fantástica média de 7,5% da taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (a maior da História);    •  A redução da corrupção pública a níveis desprezíveis;  •  As grandes obras de infraestrutura:   o  As hidroelétricas de Itaipu e de Sobradinho;    o  A Siderúrgica Açominas e a Ferrovia do Aço;    o  A Ponte Presidente Costa e Silva  (Rio-Niterói);      os  Metrôs de São Paulo e do Rio de Janeiro;    modernização das Telecomunicações;  Os portos de Suape e de Paranaguá; a rodovia transazmazonica; a implantação estratégica dos  Pelotões de     Fronteira na Região Amazônica; a instalação e o desenvolvimento das Indústrias de Material Bélico e  Aeroespacial,  tais  como    ENGESA e EMBRAER; a criação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e do Banco Nacional da Habitação; a radical Reforma da Educação;     a implantação do Projeto Rondon; a unificação dos Institutos de Previdência,  e  tantas outras obras importantes.       Não é por outra razão  que  os brasileiros consideram as  suas Forças Armadas as instituições de maior credibilidade do País.

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Tambores de Guerra – arrisco a data

Kim Jong-un meets top North Korean military officialsMuito bem! Antes que meus fiéis oito leitores (acho que minha mãe parou de acessar…) comecem a pensar que estávamos todo esse tempo parados em luto por Hugo Chávez (não, não estávamos), ou mesmo que, como pregam os adeptos das conspirações, que eu poderia ter ido aos funerais do homem (não, não fui), ou, pior, que eu fosse o próprio Hugo Chávez (não, não sou), voltamos a nossas atividades regulares neste belo 31 de março (data mais que apropriada).

aap_5456_260313m_NorthKoreaMilitary_800x600Começo assinalando minha preocupação com os acontecimentos na Península da Coréia. Estou surpreso com alguns analistas que têm destacado (sobretudo junto à mídia brasileira) que não se trata de situação grave, pois Pyong Yang estaria apenas blefando. Com todo respeito aos colegas, não é assim que vejo esta crise.

De fato, parece-me que nunca foi tão alto o risco de um conflito armado (re)começar naquela região. Estado de guerra declarado, militares mobilizados, arsenais preparados e um garoto com necessidade de afirmação, aconselhado por um grupo de velhos anciães em um regime com turva percepção da realidade: prato cheio para um gesto impetuoso e impensado…

A Coréia do Norte não tem um governo com os padrões de racionalidade do restante do mundo. Repito que se trata do regime mais fechado do planeta, no qual a percepção da realidade, inclusive do governante supremos de seus conselheiros mais próximos é obscurecida por décadas de regime totalitário (o último reduto do stalinismo) e que, neste momento, calcula (pessimamente) que pode mostrar seus dentes e suas garras ao mundo.

North Korean military drill-1775947Sim, a situação na Península da Coréia está mais tensa do que nunca. Acho muito real a possibilidade de Bob Filho desencadear uma campanha militar contra os sul-coreanos e aliados. A guerra, certamente, será rápida, mas nada indolor. Arsenais nucleares poderão ser usados. Atenção especial deve ser dada à China e, claro, aos EUA nesse contexto. O pessoal em Washington não estava brincando (nem considerando brincadeira as ameaças de Pyong Yang) quando disse que medidas enérgicas poderiam ser tomadas.

Não vi até agora ninguém se arriscando a dizer o que direi a seguir: arriscarei a data do momento máximo de tensão. Será  15 de abril. Por quê?

No próximo dia 15 de abril a Coréia do Norte celebrará os 101 anos do nascimento de seu fundador, o grande líder Kim Il sung, avô de Bob Filho (Kim Jong-un). Os festejos do ano passado acabaram abafados pelo luto com a perda de Chico Cézar (Kim Jong-il, filho do Grande Líder e pai do atual). Seria uma ocasião interessante para o pequeno notável mostrar sua capacidade de conduzir o país a algo grandioso… E esse é meu medo. Mas o pessoal tem dito que está tudo bem, que não passa de bravata. Espero que realmente só seja bravata…

Bob Filho

Corea del Norte anuncia que las relaciones con el Sur han entrado en una fase de guerra

Publicado: 29 mar 2013 | 23:24 GMTÚltima actualización: 31 mar 2013 | 4:06 GMT
 Corea del Norte anuncia que las relaciones con el Sur han entrado en una fase de guerra
AFP

Corea del Norte anunció el sábado que las relaciones en la península coreana han entrado en estado de guerra y resolverán los asuntos con el Sur según las normas de guerra, informó la agencia surcoreana Yonhap citando una nota oficial de Pyongyang. Continuar lendo

O Legado do Coronel…

Chavez 1Muito bem, morreu Hugo Chávez. Nesses últimos dias, o que mais vimos foram matérias e editoriais ovacionando o finado tenente-coronel ou com um rosário de críticas e ofensas ao líder morto. Isso, associado à histeria coletiva que se presenciou por ocasião do velório, faz dos funerais de Chávez um acontecimento que muito demorará a ser esquecido na América Latina…

Não pretendo criticar nem tecer elogios ao de cujus… Nunca fui nem de longe admirador de Chávez (a não ser do Chávez mexicano, que fique registrado), e, de fato, nunca simpatizei com ele e muito menos com o tal do “bolivarianismo”… O que pretendo aqui é apresentar algumas reflexões sobre o “fenômeno Chávez”… Vamos a elas então!

1) Sem dúvida, Hugo Chávez foi uma das figuras mais marcantes da América Latina nos últimos cem anos. Em termos de carisma junto a seu povo, poderia ser facilmente comparável a Vargas, Fidel e Perón (coincidentemente, três ditadores…). Chávez assumiu o poder na Venezuela prometendo mudanças… e realmente cumpriu a palavra! A Venezuela de hoje é bem diferente daquela de quinze anos passados (não que isso seja bom). E isso, efetivamente, foi obra do tenente-coronel vermelho.

2) Chávez soube, como nenhum outro líder do continente, usar a mídia e o que há de mais moderno em termos de comunicação, para projetar sua influência dentro e fora da Venezuela. Desde o primeiro momento, mostrou-se hábil diante das câmeras… era um comunicador nato. E esse talento para passar sua mensagem logo alcançou o grande canal de comunicação do século XXI: a internet. Não conheço outro governante que tivesse maior capacidade de uso de ferramentas como o twitter ou outras redes sociais. Também teve êxito como nenhum outro (para desespero e inveja de colegas aqui da América do Sul) nas chamadas “frases de efeito”: inesquecível, por exemplo, aquele grito que se tornou a palavra de ordem contra a Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA: “Alca, Alca, Alcarajo!”… De igual projeção foi a cena na Assembleia-Geral ONU, quando comentou o cheiro de enxofre por ocasião da passagem, um pouco antes, do Presidente George W. Bush…

chavez 33) Para a Venezuela, Chávez deixou um país mais violento e vitimado pela corrupção, com uma classe média reduzida e uma população muito dependente do Estado, estagnação política, e uma crise econômica que pode gerar muito caos nos próximos anos. Reafirmo que o tenente-coronel perdeu importantíssima janela de oportunidade, resultante do aumento do preço do petróleo, de levar desenvolvimento a seu país. Infelizmente, a Venezuela continua pobre e seu grande e belo povo vitimado pela incompetência das lideranças… Para piorar, Chávez conseguiu implantar uma ditadura personalista em um dos poucos países da América do Sul com tradição de democracia sem grandes rupturas institucionais. Nesse campo, o legado do regime chavista se assemelha a de muitos outros regimes autoritários, infelizmente.

chavez-afp4) Em termos de política externa, o finado líder venezuelano soube, como ninguém, se firmar como liderança… Extremamente competente em apresentar sua imagem com baluarte das esquerdas no século XXI, líder comprometido com uma ideologia (por ele mesmo concebida) e referência para outros governantes latino-americanos, não seria exagero dizer que Hugo Chávez teve êxito ao se mostrar como sucessor político de Fidel Castro no continente. De fato, em termos reais de projeção de poder, o discípulo superou o mestre. Claro que a posição de Castro como o maior líder do continente nos últimos cem anos dificilmente será questionada, mas Chávez conseguiu fazer o que Fidel nunca alcançou de maneira efetiva: projetar sua influência a outros países e levar seus discípulos e/ou aliados ao poder: Bolívia e Equador são apenas dois exemplos. A influência do venezuelano projetou-se aos mais distantes rincões da América Latina: Honduras, Nicarágua, Bolívia, Equador, Peru, Argentina, Uruguai, Paraguai, Cuba (Sim! A Cuba de seu ídolo!), e até mesmo o Brasil. E, nesse sentido, o comandante bolivariano conseguiu eclipsar a liderança brasileira (ou as pretensões de liderança) no continente. Com a subserviência e inabilidade de nossos sucessivos governos em fazer do Brasil um ator verdadeiramente influente na região, Chávez conseguiu colocar a Venezuela em destaque, com muitas nações do continente começando a gravitar politicamente em torno da potência venezuelana.

Chavez 85) Ainda no que concerne à política externa, Chávez teve êxito também em projetar-se para além do continente americano. Com alianças com os chamados “Estados-pária”, destacadamente Irã e Coréia do Norte, o tenente-coronel conseguiu inserir seu país no chamado “Eixo do Mal”, expressão criada pelo país tido declaradamente como o grande inimigo do bolivarianismo, os EUA, na concepção de Chávez a potência imperialista causadora de todos os males da humanidade (inclusive da doença que o levaria à morte), apesar de nunca ter deixado a posição de principal parceiro comercial. E o paradoxo do antagonismo político e da dependência econômica se estendia ao principal aliado dos EUA na região, a Colômbia, com quem a Venezuela quase chegou (ou ao menos era o que o coronel quis fazer crer) às vias de fato… Ademais, nessa projeção para além do continente, Hugo Chávez aproximou-se de grandes potências interessadas em aumentar sua influência nas Américas, notadamente Rússia e China. Chávez mostrou-se muito habilidoso nessas empreitadas…

Chavez 26) Qual o legado do tenente-coronel, afinal? Para a Venezuela, a manutenção do atraso e um país órfão de seu senhor, no qual os sucessores de Chávez (que não têm a mínima parcela de seu carisma) logo podem enveredar para uma luta fratricida pelo poder… Não creio que a oposição terá competência e habilidade para chegar ao poder, ao menos em um cenário de médio prazo. Ao que parece, a disputa se dará entre os grupos de Maduro (que sai na vantagem por ter sido o Delfim, sucessor escolhido e indicado expressamente pelo grande líder) e de Cabello. Apesar de ser o Delfim, lembro que Maduro tem origem no movimento sindical, enquanto Cabello vem da caserna. E, nos meses vindouros, os militares terão papel de extrema importância na decisão sobre os destinos da Venezuela… Governante nenhum se sustentará sem o apoio dos quartéis. Resta saber quem conquistará a lealdade das Forças Armadas.

Chavez 77) Na América Latina e no mundo, Hugo Chávez também deixa um vazio em termos de liderança regional. Goste-se dele ou não, difícil discordar do fato de que o tenente-coronel de fala eloquente e sorriso simpático marcou um período, que talvez no futuro venham a ser conhecido como “a Era Chávez”. Poucos governantes podem entrar para História como alguém que deixou órfãos entre seus pares de outras nações. Chávez conseguiu fazê-lo. Menos ainda poderão ter seu nome associado a uma ideologia… Por mais incoerentes e sem fundamento que sejam essas ideias, também constarão dos livros escolares do futuro as expressões “bolivarianismo” e “chavismo”, como fenômenos de massa deste início de milênio e que ultrapassaram as fronteiras da Venezuela.

Chavez 6Dificilmente o “chavismo” e o “bolivarianismo” sobreviverão a seu criador. Os ícones dessas duas ideologias agora estão no passado. E o futuro, como sempre acontece quando saem de cenas homens da expressão do tenente-coronel, mostra-se imprevisível, mas com fortes sinais de crise e conflito. Ao menos na Venezuela e entre grupos de esquerda do continente, o luto continuará por mais algum tempo. E quando passar, restará o culto ao homem que, de um ilustre desconhecido dos tempos da caserna, tornou-se a cara de um continente, o guia de um povo, e ícone de uma causa. Chávez morreu! Viva Chávez!

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Sede Vacante

Neste momento de transição na Igreja de Roma, segue artigo interessante sobre a “Sede Vacante”. Como bem sabem meus 9 (nove) leitores, fascina-me o processo de escolha do Sumo Pontífice. Não sou católico, praticante, respeito e me interesso pelas diferentes religiões, oro em qualquer templo, e tenho dificuldade com dogmas e personificações da Divindade. Entretanto, acontecimento único é a reunião dos príncipes da Igreja, na Cidade das Sete Colinas, para escolha do soberano da última monarquia absolutista da Europa!

O que é uma Sede Vacante?

Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 01-03-2013, Gaudium Press) A partir das 20h do dia 28 de fevereiro de 2013, a Igreja entrou em um período chamado de Sé Vacante ou Sede Vacante. O termo provêm do latim e significa Trono vazio, ou seja, a Cátedra de Pedro, de onde o Papa governa a Igreja, está desocupada, o que normalmente ocorre quando um Pontífice falece.

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A vacância da Santa Sé corresponde portanto ao período entre o falecimento ou renúncia de um Papa e a eleição de seu sucessor. O Colégio Cardinalício governa a Igreja durante o período de Sé Vacante. Continuar lendo

Поздравляем с Днем рождения, Господинa Горбачёвa!

Como em anos anteriores, lembro a data natalícia de um dos homens mais importantes do século XX: Mikhail Serguéievich Gorbatchev! Graças a ele, reformas foram implementadas na União Soviética, que conduziram ao fim do bloco socialista e à libertação de dezenas de povos do jugo autoritário. Gorby pôs fim à Guerra Fria e trouxe uma nova perspectiva de abertura e liberdade a milhões de pessoas! A História lhe será honesta.

Поздравляем с Днем рождения, Господинa Горбачёвa! (não sei se meu russo está passável, mas acho que me fiz compreender…).

Mikhail Gorbachev completa 82 anos

Gorbachev 80th Birthday Gala - ArrivalsA Voz da Rússia, – 2.03.2013, 12:25, hora de Moscou

O famoso político soviético e russo, figura pública e primeiro presidente da URSS Mikhail Gorbachev celebra hoje seu aniversário. Ele completou 82 anos.

O político irá festejar seu aniversário com a família. O presidente da Rússia Vladimir Putin já desejou-lhe seus parabéns. A mensagem de saudação destaca a participação ativa de Gorbachev – que agora chefia o fundo de estudos sócio-econômicos e políticos – dos projetos beneficentes e educacionais, bem como a sua contribuição para o fortalecimento do prestígio da Rússia na arena internacional.

400 anos dos Romanov

RomanovAproveitando o momento imperial, registro aqui a bela exposição no site da RiaNovosti em comemoração aos 400 anos da Dinastia Romanov. São fotos interessantes do último Czar e sua família, dos festejos ocorridos em 1913 por ocasião dos 300 anos daquela Casa e de artigos que pertenceram à família imperial, como a primeira carta do Príncipe Coroado Alexei a seu amado pai Nicolau II. Recomendo aos interessados pelo tema.

Para acessar a exposição, clique aqui.

Historiadores Malévolos e a falta de memória

Cripta imperialA exumação dos corpos de Dom Pedro I, Dona Leopoldina e Dona Amélia certamente trará grandes contribuições à História do Brasil. Ainda se estuda muito pouco sobre nosso período imperial e o que a grande maioria sabe a respeito do Império envolve informações desencontradas, entendimentos errôneos e até mentiras deliberademente plantadas para prejudicar a imagem de nossos soberanos e daquelas sete décadas áureas.

Achei interessante a matéria aqui reproduzida com os comentários de Dom Bertrand sobre os “historiadores malévolos”. Sua Alteza tem toda razão, já que, infelizmente, a maioria esmagadora de nossos historiadores pesquisa e produz não em busca da verdade, mas orientados por perspectivas ideológicas e até político-partidárias. No Brasil, assim como em diversos rincões do continente, a produção histórica mostrou-se notadamente submissa a desígnios políticos, sobretudo no contexto do enfrentamento dos anos da Guerra Fria e da bipolaridade. E o pior é que ainda vemos aqueles que mantêm essa perspectiva nas escolas e universidades. Fatos são deturpados por imperativos políticos. Isso não é História – ao menos não é a História que entendo como ciência.

Parabéns à equipe da USP por arregaçar as mangas e buscar a verdade nas fontes verdadeiramente primárias. Estão a fazer um trabalho muito mais valoroso que o de centenas de auto-intitulados “historiadores” que, por prequiça, negligência, imprudência ou até má-fé, preferem repetir o que outros disseram, trabalhar e inventar recorrendo a  fontes secundárias, e contar estórias…

Um país sem memória é um país sem futuro.

Para príncipe, estudo desmente versão de ‘historiadores malévolos’

Para tetraneto de Dom Pedro I, pesquisa serve para ‘limpar a barra da boataria’ que envolve o imperador

19 de fevereiro de 2013 |- Edison Veiga e Vitor Hugo Brandalise – O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – “O estudo descarta hipóteses levantadas por historiadores malévolos.” A frase, do príncipe Bertrand Maria José Pio Januário Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança e Wittelsbach, tetraneto de Dom Pedro I, mostra como a pesquisa repercutiu entre os descendentes da família imperial, talvez preocupados em “limpar a barra da boataria” que cerca principalmente Dom Pedro I – que carrega a fama de mulherengo. Continuar lendo

Um novo horizonte para a História do Brasil

Primeiramente, gostaria de agradecer de coração a todos os amigos e amigas que me enviaram notícias sobre as pesquisas referentes à exumação de nosso amado primeiro Imperador e suas esposas!

O trabalho da professora Valdirene e sua equipe é valioso e meritório. O que foi feito por esses pesquisadores e cientistas da USP contribuirá sobremaneira para uma revisão de nosso passado, e para a recuperação da memória do período mais grandioso de nossa História, a saber, os anos em que este País esteve sob uma monarquia constitucional que nada devia às democracias européias. Mitos, muitos criados com o objetivo de denegrir o Império, serão derrubados… a imagem de nosso primeiro Imperador deverá ser revista… também serão mais conhecidas as duas imperatrizes: Dona Leopoldina, a primeira mulher a governar o Brasil e uma austríaca que amava esta terra muito mais que a maioria dos brasileiros que nos governaram desde 1889; e Dona Amélia, companheira de Pedro I, mão adotiva de Pedro II, e exemplo de dignidade e amor ao marido e a seu legado.

Segue o link para a série de reportagens produzida pelo jornal O Estado de São Paulo: http://infograficos.estadao.com.br/public/familiaimperial/. Essas matérias (e as descobertas fruto da pesquisa do pessoal da USP) só aumentam minha admiração e respeito pelo Império do Brasil e o desejo sincero de um dia ver este País novamente sob uma monarquia constitucional. Pela restauração!

Uma nova história da família imperial

Restos mortais de Dom Pedro I, Dona Leopoldina e Dona Amélia são exumados e passam por bateria de exames; estudo revela detalhes desconhecidos da biografia dos imperadoresFamília imperialValter Diogo Muniz/Divulgação

Família imperial

Pela primeira vez em quase 180 anos, os restos mortais do primeiro imperador brasileiro, Dom Pedro I – alojados no Parque da Independência, na zona sul da capital, desde 1972 – foram exumados para estudos. Também foram abertas as urnas funerárias das duas mulheres de Dom Pedro I: as imperatrizes Dona Leopoldina e Dona Amélia.
Os exames – realizados em sigilo entre fevereiro e setembro de 2012 pela historiadora e arqueóloga Valdirene do Carmo Ambiel, com o apoio da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) – revelam fatos desconhecidos sobre a família imperial brasileira, agora comprovados pela ciência, e compõem retrato jamais visto dos personagens históricos. Continuar lendo

70 anos da Batalha de Stalingrado…

No último 2 de fevereiro foram comemorados os 70 anos da Batalha de Stalingrado. Ocorrida no inverno de 1942/1943, aquela batalha marcou o momento da virada na Segunda Guerra Mundial, quando os soviéticos tiveram êxito em repelir o ataque alemão, cercaram e capturaram o VI Exército de Von Paulos e seguiram rumo a oeste, varrendo os exércitos agressores até cercarem Berlim, em 1945, e vencerem a Alemanha, que capitulou a 9 de maio (ou 8, para os aliados ocidentais). Trata-se de data que dificilmente será esquecida… Resolvemos lembrá-la aqui.

Estátua da Vitória - Stalingrado

Russia marks the 70th anniversary of the Battle of Stalingrad

February 6, 2013Ksenia Burmenko

On Feb. 2, nearly 1,200 guests made up of 200 delegations from dozens of Russian regions and 18 countries around the world – including Germany – turned out to celebrate the 70th anniversary of the Battle of Stalingrad. Amid parades, concerts, and national festivities, residents, veterans and President Putin himself shared their emotions about the historic battle.

Source: Mikhail Mordasov

It’s no lie when they say that Volgograd was built on bones. The mass war grave is in the heart of the city, on the Avenue of Heroes, and the Eternal Flame stands on the spot. It is a colossal burial place – the Mamaev Kurgan, under whose monument “The Motherland Calls” lay the remains of 36,000 soldiers, whose bodies were brought from all over the city when Stalingrad was liberated. Continuar lendo