Mais sobre tributos…

Tenho tratado regularmente aqui sobre nossa carga tributária e os problemas relacionados ao retorno que o Governo deveria dar à sociedade pelos tributos arrecadados. Continuo achando que pagamos muito imposto no Brasil. E, no caso da classe média, essa fica mais e mais estrangulada… Imposto único talvez seja uma solução interessante.

Segue excelente artigo de meu caríssimo amigo José Ailton Braga, profundo conhecedor da matéria, sobre as mazelas tributárias em Pindorama…

carga tributaria

Por que a carga tributária é alta e os serviços são ruins?

Por Ailton Braga, Valor Econômico, 09ABR2014

Os protestos ocorridos em 2013, apesar do público diverso, tiveram em comum o desejo por serviços públicos de qualidade, tais como transporte coletivo, segurança, infraestrutura urbana, saúde e educação. Há uma insatisfação com o modelo de Estado brasileiro, caracterizado pela elevada carga tributária e serviços públicos ruins. Mas por que o Estado brasileiro tem um custo tão alto e presta serviços de má qualidade?

 A resposta começa pela análise da distribuição dos gastos públicos no Brasil, separando-os em dois grupos: as transferências diretas de recursos e a prestação de serviços públicos. As transferências diretas são aquelas em que há repasse de recursos monetários a empresas e famílias sem a contrapartida da prestação de um serviço pelos beneficiários, e incluem previdência, pagamento de juros, subsídios e outras transferências. Os demais recursos, por definição, seriam direcionados à prestação de serviços públicos e manutenção da máquina pública. Continuar lendo

Parabéns, Brasília!!!

Brasilia_2014aHoje é 21 de abril. Minha cidade faz aniversário. Ela surgiu em 1960, no meio do Planalto Central como um sonho de esperança de um Brasil novo, grande e moderno! Milhares de pessoas vieram para esta terra vermelha e seca para construir um sonho. E hoje, 54 anos depois, ele é realidade!

Hoje é aniversário da minha cidade! A cidade para onde meus pais vieram, como tantos outros nordestinos, e aqui se estabeleceram, se encontraram e constituíram família. É aqui onde eu nasci, onde meus filhos nasceram. Cinquentona linda, simpática e charmosa!

superquadrasSim! Brasília tem coisas que só quem é de Brasília (por nascimento ou opção) conhece: curvas e retas que são um charme só, endereços com siglas (SQN, SQS, SHIS, SIA, SAIS) e números (309, 406, 115, 213), e que apenas para nós são tão comuns; o Eixão, os eixinhos, L2, W3; a ausência de esquinas, a organização em setores (de Diversão Sul, de Diversão Norte, Hoteleiro Sul, Hospitalar Norte, Policial Sul); as Superquadras, os blocos e os pilotis (quem de Brasília nunca marchou encontro “embaixo do bloco”?)…

BRASILIA/50 ANOS/VOOMas Brasília não é só arquitetura e urbanismo! Brasília é natureza, é árvore e verde em toda parte (exceto na seca, porque na seca as cores ficam diferentes, mas as árvores continuam lindas!); é o lago que nos acalenta e nos permite viver no deserto (sim, pois somos filhos do deserto!); e é o céu, o céu mais lindo que alguém já pôde ver, o céu multicolorido que, a toda hora, nos mostra como o Criador foi generoso com nossa cidade!

E Brasília é também única por sua gente! Capital dos brasileiros, aqui se encontram os brasileiros das mais diferentes origens, dos pontos mais distantes do País… diferentes feições, diferentes sotaques! Com isso, Brasília acaba desenvolvendo sua cultura própria, uma mistura das várias culturas que enriquecem o Brasil! Quantas vezes já não ouvimos que foi aqui que uma pessoa do Sul pela primeira vez passou a conviver com alguém do Norte e do Nordeste!?! É ainda a cidade da juventude, a cidade do rock, de Legião, dos Paralamas e do Capital Inicial. É essa gente maravilhosa que faz de Brasília uma cidade única, de muitos rostos e sotaques, com muitas cores e muitos tons, um retrato colorido de todos os brasileiros!

candangos

Por todas essas razões é que amo minha cidade! Impossível não ser completamente apaixonado por Brasília! E assim, neste aniversário, declaro  meu amor incondicional pela capital do Brasil. Brasília, te amo! Feliz Aniversário, Brasília!brasilia2014c

Cinqüentona que precisa de cuidados!!!

Brasilia-2Muito bem! Minha amada Brasília completa hoje 54 anos! Parabéns a esta bela cidade, monumento a céu aberto!

Aqueles que nascemos em Brasília ou que escolheram a cidade para seu lar geralmente lembram de aspectos marcantes desta capital, como suas retas e curvas, a ausência de esquinas, os endereços alfanuméricos, as famosas tesourinhas e os setores para cada coisa! Também são marca de Brasília nosso lago, nossos eixos, avenidas largas me riscam a forma de um avião no Planalto Central e, é claro, nosso céu! O céu de Brasília é lindo, e isso ninguém contesta! Nossa cidade é singular, é linda, é apaixonante! Mais que patrimônio da humanidade, Brasília é patrimônio de todos os brasilienses!

E tem também o povo! Gente de todo o lugar, de todas os sotaques! Gente que chegou a Brasília para construir um sonho, para viver um sonho! Gente que se apaixonou pela capital da esperança e aqui depositou suas esperanças de uma vida melhor! Isso é Brasília: aqui o Brasil se encontra, aqui o Brasil se integra!

Neste aniversário de Brasília, não posso deixar de registrar uma preocupação com nossa cidade e com o Distrito Federal como um todo: a falta de cuidado, e o abandono de muitas áreas de nossa amada terra! Basta caminhar pela cidade, que a gente logo vê muitos problemas de conservação: grama alta, lixo pelas ruas, muros e paredes pichados, descaso que é péssimo para a imagem da capital e que compromete a qualidade de vida dos moradores de Brasília! Isso sem falar de obras e construções, irregulares ou não, que destoam muito daquilo que constituía o plano original de Lúcio Costa!

vista-brasilia1Não vou aqui perder tempo procurando ou apontando culpados pela situação em que se encontra nossa cidade! De fato, neste aniversário de Brasília, o que quero é conclamar todos os brasilienses, todos os candangos, os moradores de nossa cidade, a cuidar melhor da capital do Brasil e a exigir que tratem melhor deste sonho que virou realidade. Se cada um fizer a sua parte, a coisa melhora.

Oxalá possamos ter pessoas cada vez mais comprometidas em cuidar desta cinquentona, que continua charmosa e apaixonante! Claro que muito do passado não será possível mais recuperar, mas se preservarmos o que nos resta, teremos mais cinquenta anos daquela que é, indubitavelmente, a mais singular das capitais! Viva Brasília, capital da esperança!

Segue um post muito interessante do meu amigo Chico Sant’Anna sobre as mudanças, nem sempre positivas, na arquitetura e no perfil urbano de nossa cidade.

ceu-tema-de-estudo-metropolitana-df.jpg

Brasília: obras que desconstroem a memória da cidade

Torre Digital, novo cartão postal de Brasília. Foto de Chico Sant’Anna

Por Chico Sant’Anna

Aos 54 anos, Brasília já começa a viver um processo acelerado de perda de sua memória urbana. A cada dia que passa, novos elementos da paisagem vão desaparecendo. É certo que a cidade não pode ficar congelada, mas como diz o urbanista José Roberto Bassul, também não pode derreter. Pessoalmente, prefiro outra figura de linguagem: se a cidade não pode ficar engessada, tem que se modernizar, este processo não pode deixar fraturas expostas. Recentemente, o aeroporto internacional de Brasília teve uma nova ala inaugurada. Bonita, vistosa, toda de metal e vidro.

Continuar lendo

O homem de bem e a Política

Plenario-camara-federalEm conversa recente com um amigo, tratamos sobre a desilusão crescente de muitos brasileiros com as nossas instituições e com os rumos que o Brasil está tomando. O resultado é que cada vez menos pessoas têm interesse em participar da vida política do País. Afinal, Política no Brasil virou sinônimo de corrupção, falcatruas, falta de compromisso como interesses maiores, com o bem comum, em um ambiente de agentes públicos ineptos, de quadrilhas que se reúnem para se apropriar do erário…

Com a crise de valores em que vivemos, as pessoas boas e honestas tendem não querer se envolver com a política. Essa opção, entretanto, é tremendamente danosa para a democracia brasileira e constitui um grande perigo para o futuro do País.

politica-no-brasil-eleicao-2012O homem de bem não pode se omitir da participação na vida política de sua cidade, de seu estado, de seu país. De fato, ao se omitir, ele ou ela cede espaço para os inescrupulosos, para os desonestos e para os maus, que acabam encontrando na vida pública um campo fértil para explorar os mais necessitados e usar o Estado para objetivos privados e ilegítimos.

As pessoas de bem querem certamente um Brasil melhor, mais justo e igualitário. Querem um Brasil onde haja igualdade de oportunidades, onde o Estado não interfira na vida privada dos cidadãos, e em que a autoridade pública cuide dos mais necessitados. As pessoas de bem querem justiça social e liberdade, querem segurança e serviços públicos de qualidade. O problema é que, enquanto o Estado brasileiro estiver entregue aos maus e aos despreparados, dificilmente teremos um país melhor.

É por isso que acredito que é um dever da pessoa de bem participar da vida pública e da Política, e trabalhar pela boa Política. Somente com mudanças e renovação na Política é que mudaremos o Brasil. Essa participação pode-se dar de diferentes maneiras: com atividades de assistência social, com dedicação de tempo à conscientização dos brasileiros sobre cidadania e sobre regras de vida em sociedade, bem como apoiando ou votando em pessoas de bem que decidam concorrer nas eleições. Deve-se dar também acompanhando o trabalho e as atividades daqueles que elegemos e cobrando deles o cumprimento dos compromissos de campanha. Certamente, o acompanhamento permanente das atividades dos políticos e a cobrança constante feita pelo eleitor sobre aqueles que o representam terão muito mais efeitos para melhorar o Brasil que manifestações pontuais, ainda que de milhares de pessoas, pelas ruas do País.

Cs-politicas1Há, ainda, uma maneira mais ousada de participar da vida política: candidatando-se a um cargo público… Por que não? Este é, sem dúvida, um dos gestos mais abnegados do homem e da mulher de bem. É se dispor a, como fez Daniel, entrar na cova dos leões e ali se conduzir com higidez, com coragem e com o compromisso de trabalhar por um Brasil melhor. Sim, porque temos que transformar a vida pública em um espaço de pessoas cada vez melhores e mais comprometidas com o bem comum. Se ficarmos acomodados em casa, a situação do País só tende a piorar. Alguma coisa precisa ser feita.

Sobre o homem de bem e a Política, o amigo lembrou-me das palavras do Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Independentemente da religião que você professe, meu caro leitor, ou da simpatia que você porventura tenha por Sua Santidade (eu sou um grande admirador do Papa Francisco), as palavras do Chefe de Estado e do líder espiritual de mais de um bilhão de católicos no mundo foram muito apropriadas para o Brasil e os brasileiros no momento de crise de valores, de crise política, pelo qual passamos. Disse o Papa Francisco (transcrição feita pelo amigo do discurso de Sua Santidade):

“Não podemos fazer como Pilatos e lavar as mãos… Nós cristãos temos o dever de nos envolvermos na Política porque a Política é uma das formas mais altas de fazer a caridade, porque busca o bem comum… Envolver-se na Política é uma obrigação para um cristão… Os leigos cristãos devem trabalhar na Política… A Política está muito suja, mas eu pergunto: ‘está suja por quê?!’ Porque os cristãos não se envolveram nela com espírito evangélico… É fácil dizer que a culpa é dos outros… mas eu, o que faço? [Participar da vida política] é um dever… Trabalhar pelo bem comum é um dever cristão…”

Da próxima vez que você se sentir relutante ou desinteressado em participar da vida política de sua cidade, de seu estado, ou mesmo de seu país, lembre-se que, se continuar sem fazer nada, os maus continuarão fazendo alguma coisa de ruim. E, se ainda tiver alguma dúvida, registro as sábias palavras do historiador britânico Arnold Toynbee (1889-1975): “O maior castigo para quem não gosta de política é ser governado pelos que gostam”.

Brazil Confederations Cup Protests

Brasil: muito imposto, pouco retorno

Impostos3Matéria da Folha de São Paulo de hoje (03/04/2014) assinala que o Brasil está na última posição entre 30 países em termos de retorno em qualidade de vida dos impostos arrecadados. Os trinta países são os de maior carga tributária em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Algumas observações sobre a matéria:

1) Uma característica central de qualquer Estado é a capacidade de arrecadar impostos. Isso, junto com a moeda e o exército nacional (ou seja, nos dias atuais, a capacidade de prover Segurança Pública e Defesa) são aspectos essenciais do Estado nacional moderno.

2) O Estado, portanto, deve arrecadar impostos sim. O problema é o peso da carga tributária (que aqui é elevadíssima) e o que se faz com o dinheiro arrecadado.

3) Com 36,27 % de carga tributária (o que significa que o brasileiro, em média, trabalha mais de quatro meses por ano só para pagar imposto), o retorno do Estado em termos de serviços públicos de qualidade e eficiência na Administração público deveria ser expressivo. Não é, e todos sabem disso. Ou seja, eis um aspecto que precisa ser melhorado.

4) Também uma carga fiscal de 36,27 % (em média, pois a classe média e os mais pobres acabam pagando mais imposto em termos relativos) significa que só em maio é que começaremos a trabalhar para nós mesmos (até maio, só estaríamos trabalhando para pagar impostos). A coisa não é simples.

5) O brasileiro já está se cansando de ver tanto imposto, tanta arrecadação, e tão pouco retorno. E agora que está aprendendo a protestar, logo o tema chegará as ruas.

Está passando da hora de pensarmos seriamente em uma reforma tributária. Nesse contexto, a possibilidade de um imposto único no âmbito federal, um no âmbito estadual e outro no âmbito municipal deve ser considerada. Isso requer uma ampla mobilização pelas reformas.

Também é importante que os brasileiros tenham consciência da necessidade de fiscalização do Estado por parte da população. Exatamente! O Estado, a máquina pública que usa o dinheiro dos nossos impostos, precisa estar sob rígida, permanente e constante fiscalização por parte do contribuinte. Isso se dá individualmente, por meio de associações e grupos que representem o cidadão e, principalmente, por meio de nossos representantes eleitos.

Sim! Uma função essencial do Parlamento e dos parlamentares é fiscalizar a Administração pública e a maneira como o Estado usa o dinheiro que arrecada de nosso bolso. Seu deputado federal, seu deputado estadual ou distrital, seu senador, todos têm esse papel importantíssimo de fiscalizar o Executivo. Pense nisso quando for votar em 2014. Pense, ao fazer sua escolha, que trará uma grande contribuição para seus interesses pessoais (afinal, estamos falando do “seu” dinheiro que é arrecadado), para o conjunto da sociedade, e para a democracia, ao escolher adequadamente seu representante. Pergunte ao candidato se ele sabe que tem esse papel e esse poder de fiscalizar o que fazem com nossos impostos!

carga_tributaria

Brasil é o pior em retorno de imposto à população, aponta estudo

CLAUDIA ROLLI – DE SÃO PAULO 03/04/2014 03h00

Pela quinta vez consecutiva, o Brasil é o país que proporciona o pior retorno de valores arrecadados com tributos em qualidade de vida para a sua população.

A conclusão consta de estudo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) que compara 30 países com maior carga tributária em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e verifica se o que é arrecadado por essas nações volta aos contribuintes em serviços de qualidade.

Estados Unidos, Austrália e Coreia do Sul ocupam respectivamente as primeiras posições do ranking. O Brasil está em 30º lugar, atrás da Argentina (24º) e do Uruguai (13º), quando se analisa o retorno de tributos em qualidade de vida para a sociedade. Continuar lendo

Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo

O autismo é assunto que merece mais atenção e sobre o qual, portanto, compartilho informação aqui em Frumentarius. É importante conhecer, pois a síndrome que afeta o desenvolvimento da comunicação, socialização e comportamento, e atinge mais de 2 milhões de brasileiros, sendo que 70 milhões de pessoas no mundo seriam autistas. A ONU escolheu o 2 de abril como o Dia Internacional da Conscientização sobre o Autismo.

Não foram poucos os gênios que tinham algum tipo de autismo, mas muitos foram e são os incompreendidos por essa maneira diferente de ver o mundo. Em todos os casos, a melhor maneira de derrubar preconceitos e conhecendo melhor sobre o assunto e sobre essas pessoas que são, acima de tudo, muito especiais.

Aproveito ainda, para informar que minha irmã caçula, psicóloga, é especialista em casos de crianças com autismo. Aqueles que desejarem maiores informações, entrem em contato.

Segue um texto sobre o aumento de casos de autismo no mundo.

Seguem  também os links para a Revista Autismo e para uma outra página interessante sobre o tema: Revista Autismo; Autismos.net

dia-mundial-da-conscientizac3a7c3a3o-do-autismo

Casos de autismo sobem para 1 a cada 68 crianças

Sex, 28 de Março de 2014 17:43,  Paiva Junioreditor-chefe da Revista Autismo

 Conforme pesquisa do governo dos Estados Unidos, os casos de autismo subiram para 1 em cada 68 crianças com 8 anos de idade — o equivalente a 1,47%. O número foi aferido pelo CDC (Center of Diseases Control and Prevention), do governo estadunidense — órgão próximo do que representa, no Brasil, o Ministério da Saúde. Os dados são referentes a 2010 e foram divulgados nesta quinta-feira, 27 de março de 2014. Continuar lendo

Visões e versões

abaixo a ditaduraIria reproduzir aqui a entrevista de Daniel Aarão Reis, na Folha de São Paulo, sobre o período militar e a luta armada. A Folha, porém, bloqueia a opção. Coloco, portanto, o link.

Durante muito tempo desde a década de 1980, o que se produzia sobre o movimento de 31 de março de 1964 e o período militar era marcado por percepções parciais, muitas sem compromisso com a verdade e, inclusive no campo jornalístico e no acadêmico, por registros com um forte caráter ideológico daqueles que se diziam combatentes fervorosos do regime e defensores ferrenhos da democracia (ainda que fosse uma democracia socialista com o objetivo de chegar à ditadura do proletariado). Exceção nobre que deve ser lembrada é Jacob Gorender (ele próprio que acabou hostilizado pela esquerda que não aceitava sua análise coerente dos fatos).

A coisa parece estar mudando, ainda que muito lentamente. Começamos a encontrar publicações que buscam se despir das vestes ideológicas e tratar com seriedade do período. Afinal, como já disse em outros posts, deve-se considerar a percepção da época, o fato de que vivíamos em meio a uma Guerra Fria, na qual forças muito mais poderosas disputam influência junto aos latino-americanos e aos brasileiros em especial.

Houve acertos e erros de ambos os lados, portanto. A grande conclusão que se pode tirar daquilo tudo é que, não importa se de direita ou de esquerda, há sempre baixas nessas disputas de poder fora da via democrática. De toda maneira, a democracia deve ser a única opção aceitável.

atentadoIIqg

Sobre o Ebola e a dengue…

A primeira vez que ouvi sobre o Ebola foi há mais de vinte anos, quando uma epidemia na atual República Democrática do Congo ceifou muitos vidas, em pouco tempo, e o mundo vi imagens chocantes de pessoas sangrando pelos poros, o que parecia o prenúncio do Apocalipse. Aquilo realmente me assustou e, como sempre tive interesse em entender essas doenças e epidemias, resolvi pesquisar mais… Aí fiquei mais tranquilo. Fiquei tranquilo não porque o vírus não seja tremendamente perigoso (é, sem dúvida, um dos mais letais conhecidos), mas pela dificuldade deste chegar a terras brasileiras…

O Ebola tem suas origens no interior das florestas africanas. Em uma história que parece de ficção científica, o vírus permaneceu adormecido em algum hospedeiro que não era por ele afetado até que o homem o encontrou. A caixa de Pandora fora aberta. Mais de 90% das pessoas que tinham contato com a doença morriam, e rápido . Era a natureza dizendo que havia certas questões nas quais o homem não deveria meter a mão. Mas a necessidade de derrubar matas e explorar as riquezas da África selvagem falou mais alto. E o mal se propagou…

Por que não me preocupo tanto com o Ebola? Porque a possibilidade de uma epidemia global desta doença é baixa, e por uma razão bem simples: o hospedeiro humano morre muito rapidamente após o contato com o vírus. Assim, a primeira medida para contenção da doença é isolar as pessoas contaminadas.

Não é por isso que não devemos nos preocupar com o Ebola. É importante que a comunidade internacional esteja atenta à propagação da doença. Não se pode brincar com algo tão letal. Porém, no caso brasileiro, mais preocupantes são doenças epidêmicas que afetam diretamente nossa população e contaminam milhares por ano, das quais a dengue é a principal: a febre amarela, a tuberculose (que volta discreta, mas firmemente), a dengue. Sim, tenho muito mais medo da dengue. E a prevenção contra esses males é a melhor alternativa e exige empenho das autoridades públicas e de cada cidadão. Taí uma guerra justa e que tem que ser travada dia-a-dia, só podendo ser vencida se todos colaborarem.

O Brasil é um país tropical, abençoado por Deus. E tem doenças tropicais e doenças causadas por falhas no saneamento público e, em alguns casos, pela falta de cuidados de cada indivíduo. Este post só tinha por objetivo alertar para o problema.

Sobre a dengue, recomendo dois sites com informações que todo mundo deve conhecer: http://www.dengue.org.br/ e http://www.combateadengue.com.br/. Há outros.

Sobre o Ebola, para os mais curiosos, segue um artigo interesse da Deutsche Welle…

PS: Não postarei fotos de pessoas contaminadas pelo Ebola aqui porque são muito chocantes.

Ebola

Deutsche Welle – CIÊNCIA – 02/04/2014

Ebola é um dos vírus mais perigosos do mundo

Não há remédios para combater a doença, e na grande maioria dos casos ela é fatal. Transmissão acontece através do contato direto com pessoas ou animais infectados.

Em 90% dos casos, o vírus ebola é fatal. Não existem vacina ou remédio contra a doença por ele causada, conhecida como febre hemorrágica ebola e que atinge principalmente aldeias nas Áfricas Central e Ocidental, em países como Congo, Sudão, Costa do Marfim, Gabão, Uganda e agora na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

Continuar lendo

Lembrai-vos de 64!

2012_primeiro_de_abril_f_007Alguns de meus leitores certamente esperam minha manifestação na data de hoje, alusiva aos 50 anos do rompimento institucional de 31 de março 1964. Claro que não deixarei a data passar em branco! Afinal, foi um dos eventos mais importantes para a História do Brasil, independentemente de se aprovar ou não o que aconteceu a partir da ordem do General Olympio Mourão Filho de deslocar suas tropas de Juiz de Fora para o Rio de Janeiro. O Brasil passaria por grandes mudanças econômicas, políticas e sociais.

Não farei aqui qualquer apologia ao rompimento institucional de 31 de março de 1964 (não, não chamo, não chamarei e de forma alguma usarei o termo “golpe” que se consolidou no linguajar atual, totalmente submisso às ideias daqueles que se opuseram ao regime militar; tampouco chamarei de “revolução”, pois não há fundamentos teóricos para caracterizar o evento como uma revolução… talvez uma contrarrevolução…). Entretanto, ao contrário da maioria absoluta dos que comentam a efeméride, quero trazer uma percepção mais honesta e imparcial dos eventos.

marcha da familia 1964O Brasil vivia a crise mais grave de sua história desde a morte de Vargas (24/08/1954). Estávamos no meio da Guerra Fria, e a disputa bipolar por corações e mentes tinha no maior país da América Latina um palco importante. Naqueles dias, a divisão ideológica entre esquerda e direita era concreta e colocava amigos e familiares em lados opostos. No dia 19 de março, a primeira Marcha da Família com Deus pela Liberdade reuniu meio milhão de pessoas em São Paulo. 500 mil pessoas clamando pela queda de Jango e expressando seu temor de que o Brasil se tornasse um país comunista. Do outro lado, greves, mobilizações de organizações de esquerda no campo e nas cidades (como o comício da Central do Brasil, que reuniu 150 mil pessoas, em 30 de março), levantes de sargentos e cabos afrontando a hierarquia e a disciplina, valores sagrados para as Forças Armadas… Tudo com apoio, ou ao menos com a aquiescência, do Presidente da República… E tudo contribuía para um ambiente instável, em que qualquer faísca poderia ensejar uma grande explosão…

andec02Portanto, em março de 1964, havia um sentimento generalizado entre a classe média brasileira (e, por consequência, entre segmentos das Forças Armadas e das classes política e empresarial, entendidos hoje como grupos conservadores) de que a coisa não ia bem aqui em Pindorama. Tínhamos um presidente da república estancieiro, homem de grandes posses, mas que pregava reformas sociais de forte viés esquerdista, socialista… Greves, manifestações de trabalhadores, ligas camponesas propondo reformas radicais no campo, insurgências nos escalões inferiores das Forças Armadas, confusão, desordem, palavras de ordem a favor e contra o governo… Jango mostrava-se muito simpático à alternativa das esquerdas, e isso gerava preocupação entre aqueles que acreditavam que o país poderia tornar-se uma nação comunista. E essa preocupação, naquele momento, tinha muito fundamento, fazia sentido.

Hoje, os comentaristas de ocasião sobre os eventos de 1964 vão dizer que era uma grande besteira essa ideia de que o Brasil poderia se tornar uma nação comunista. Não, não era bobagem. Relembro que estávamos em meio à Guerra Fria, com a influência da União Soviética e de seus satélites muito significativa por aqui, particularmente para o estabelecimento das condições elementares para uma revolução proletária, e dos Estados Unidos fomentando o temor nos segmentos mais conservadores. “Ah! Mas isso não poderia acontecer em um país com as dimensões do Brasil!”… Por que não? Aconteceu em 1917 no maior país do globo e, mais recente, em 1949, no mais populoso, ambos com características semelhantes às nossas! Para piorar, o comunismo acabara de se consolidar no continente, com a guinada da Cuba revolucionária para esfera de influência de Moscou. O próprio Brasil já sofrera tentativas, civis e militares, de sovietização. O Partido Comunista (e agremiações similares) tinha vez e voz junto a certos segmentos de nossa sociedade, segmentos relevantes. E, para piorar as coisas, o Supremo Mandatário mostrava-se demasiadamente simpático às ideias “revolucionárias”.

manchete-jb-64_0A crise institucional precipitou a queda de Jango, é certo. Mas ele caiu porque não conseguia mais se sustentar… Não teve apoio significativo para resistir, pelo visto, não quis permanecer no poder (ao contrário de Allende, em 1973, que lutou até o fim): rapidamente, tudo estava consumado. Jango caiu. E parte da população, dos políticos e dos formadores de opinião apoiou os militares, que não poderiam realizar uma ação como aquela sem a aquiescência civil…

O governo que se seguiu à queda de Jango promoveu reformas relevantes para o Brasil. A economia cresceu três vezes e meia em duas décadas. Saímos de vez da condição de país agrário para nos tornarmos uma nação industrializada e urbana. Grandes obras de infraestrutura foram executadas (cito, apenas a título de exemplo, Itaipu e a Ponte Rio-Niterói). Índices sociais melhoraram de forma significativa, como a redução de analfabetismo e da mortalidade infantil, em que pese o acirramento das desigualdades. Havia civismo. E havia segurança, com a criminalidade contida. Enfim, o Brasil realmente despontou como um gigante, e essa herança do período militar não pode ser esquecida.

20110310-140364Claro que houve abusos e arbitrariedades. Afinal, eram anos turbulentos. “Não se pode fazer um omelete sem quebrar os ovos”, diriam os mais cínicos. E aqui também alguns ovos foram quebrados, mas poucos, se comparados com os regimes autoritários de direita da América Latina da segunda metade do século XX, ou com os de esquerda, dos quais ainda há remanescentes (e que continuam quebrando ovos…). Poderia ter sido diferente? Sim, poderia. Poderia ter sido bem pior se a esquerda tivesse tomado o poder. Mas isso deixo para reflexão futura.

Ah, sim! E não havia democracia nos anos que se seguiram à queda de Jango… É verdade. Ainda bem que hoje vivemos em uma democracia plena, e não em uma ditadura de uns poucos que se dizem falar em nome do povo. Ainda bem que me sinto representado pelos governantes, que a corrupção foi banida de vez da estrutura do Estado, que vivemos em um Brasil onde o Legislativo e o Judiciário não são submissos ao Executivo. Ainda bem que todos têm voz nesta nossa atual democracia, que há liberdade de expressão, que a oposição existe, que ideias divergentes das do grupo que está no poder são toleradas. Ainda bem que temos liberdade econômica, com a livre iniciativa e os empreendedores tento total apoio público, sem conchavos de companheiros para dar ganho nas concorrências às empresas de companheiros. Ainda bem que, nesta atual democracia, o Estado não controla o cidadão… Ainda bem que em nossa atual democracia a carga tributária é mínima, e não vemos o dinheiro de nossos impostos escorrendo pelos ralos da corrupção, de programas assistencialistas, e do péssimo gerenciamento da máquina pública. Ainda bem que temos a democracia que nos permite ver com transparência como o dinheiro público é gerido pela Administração direta, indireta e pelas empresas públicas – e, por falar nisso, bacana ver como nossa democracia propiciou a uma empresa orgulho dos brasileiros, a Petrobrás (com acento no “á” mesmo, pois foi assim que aprendi a escrever durante o período militar) alcançar a 120ª posição entre as maiores do mundo (apesar de ter sido, há alguns poucos anos, a 12ª). Ainda bem que temos democracia hoje, com direito de ir e vir, sistemas de transporte eficientes, desenvolvimento urbano e, naturalmente, segurança pública! Sinto-me seguro em nossa democracia, pois é muito baixo o risco de um trabalhador que sai cedo para ganhar o dia não voltar para casa ao fim de sua jornada, por ser vítima de criminosos! Sinto-me seguro, já que não há aparato repressor do Estado, ninguém morre por violência em nossas prisões, e a justiça é garantida a todos, indistintamente! 

cm_1964_01Os eventos de 31 de março de 1964, transcorridos cinquenta anos, devem ser lembrados como a vitória de um grupo sobre outro na disputa pelo poder em um Brasil de crise. Não condenarei os militares e civis que aderiram à derrubada de Jango, como também não condenarei os militares e civis que resolveram combater o novo regime, pegar em armas, promover o terrorismo, muitos desejosos de ver o Brasil transformado em uma grande Cuba. Eles viveram seu momento, combateram seu combate, fizeram sacrifícios pelas ideias em que acreditavam. 

Transcorridos cinquenta anos daquele 31 de março em que o General Mourão mobilizou suas tropas, penso que já passa da hora de ficarmos remoendo o passado e olhar para o Brasil de hoje, e para a frente. Deixem os mortos descansarem! Vamos olhar para o momento em que vivemos e para a crise que nos alcança. Que 1964 só sirva para lembrar que aquilo é passado, aquele era outro Brasil, e que muita coisa mudou nesses últimos cinquenta anos. Lembremos de 1964, e pensemos que as conquistas alcançadas nas duas décadas que se seguiram, em termos de segurança e desenvolvimento, foram valiosas, e que aquele não foi só um período de violência, repressão e atraso.

Miremos, portanto, o futuro! Daqui a oito anos celebraremos o bicentenário de nossa independência. Onde e como estaremos em 2022, será uma decisão nossa, a ser tomada agora. Não deixemos que nos tirem o futuro por ficarmos olhando apenas para o passado.

10154956_478108918983003_1035109568_n

 

Nenhuma bandeira vermelha me representa!

bandeiras_imperio_republicaNão sei se sou apenas eu, mas fiquei muito irritado e incomodado com a imagem de estudantes hasteando uma bandeira vermelha após arriarem a bandeira brasileira na invasão à reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina. Confesso que me embrulha o estômago ver bandeiras vermelhas, com foice e martelo ou estrela, em manifestações, passeatas e protestos pelo Brasil.

Por que me ofendo tanto em ver esse gesto obsceno de substituição da bandeira brasileira por um pano vermelho? É pelo simbolismo da ação, simbolismo esse de que talvez a maioria dos idiotas que agiram daquela maneira nem tenha noção (os líderes do movimento sabiam o que estavam fazendo, mas o restante, como sempre, era massa de manobra, marionetes).

brasil06oPor que me ofendo tanto em ver esse gesto obsceno de substituição da bandeira brasileira por um pano vermelho? Porque a bandeira é um símbolo de um conjunto de idéias e, no caso do pavilhão nacional, de valores e princípios que servem de alicerce para nossa cidadania, nossa nacionalidade e nossa soberania. É a marca mais reconhecível de nosso povo, dos valores que nos unem, dos desafios que enfrentamos, dos anseios e sonhos que temos. Substituir a bandeira nacional por um pano vermelho é gesto, portanto, marcado por simbolismos.

Substituir a bandeira nacional por um pano vermelho é ofender nossa nacionalidade. Substituir a bandeira nacional por um pano vermelho é se levantar contra valores de cidadania e patriotismo. Substituir a bandeira nacional por um pano vermelho é deixar claro que um conjunto de idéias confusas (isso na melhor das hipóteses de que aquele pano sujo represente alguma coisa) são mais valiosas e valorosas que tudo aquilo que o pavilhão nacional representa.

Operation unified ResponseNenhuma bandeira vermelha me representa. E incomoda-me que estudantes, em nome de uma rebeldia infantil, de total alienação ou apenas como desculpa para fumarem maconha e posarem de revolucionários de verniz, saiam por aí hasteando bandeiras vermelhas em substituição ao pavilhão verde-amarelo. Os mentecaptos que fazem isso deveriam realmente estudar, conhecer a História, e aí saberiam quantos males foram causados sob a égide de bandeiras vermelhas… Sim, porque bandeiras vermelhas costumam estar associadas a sangue derramado, a idéias de ódio e rancor, a regimes totalitários e ao uso da violência e do terror, ainda que encobertos por um discurso de paz e solidariedade, para que homens oprimam outros homens.

dragao_bandeiraNenhuma bandeira vermelha me representa. A bandeira que me representa tem verde e tem amarelo. A bandeira que me representa se destaca como a de um País que tem todas as condições de ser grande, de um povo multiétnico e tolerante, de uma gente que batalha pela sobrevivência, que derrama seu suor na labuta desconhecida de muitos daqueles estudantes com seu discurso alienado. Diga-se de passagem, é o suor desses trabalhadores (e que talvez nunca tenham a oportunidade de chegar à universidade) que paga os impostos para custear as aulas (cabuladas) dos estudantes que protestam e a manutenção do patrimônio público que é por esses jovens rebeldes depredado. Rebeldia sem causa se cura com trabalho…

Nenhuma bandeira vermelha me representa, sobretudo quando a causa daqueles que a carregam é mesquinha, espúria e sem sentido. Estudante de universidade pública tem mais é que estudar, e não ficar fazendo manifestação para protestar contra tudo ou contra nada, ou ficar se drogando no campus. Repito, aquilo que sai de graça para ele é fruto dos impostos que toda a sociedade paga. O mínimo que deveria fazer é honrar esse sacrifício de milhões de brasileiros.

Nenhuma bandeira vermelha me representa. A bandeira que me representa tem verde e tem amarelo. E nosso pavilhão é lindo, com cores nacionais forjadas nas lutas à época da independência, de um Brasil que já foi um grande Império, uma nação altiva e promissora… são cores que há muito estão presentes no imaginário do brasileiro e simbolizam nossa nacionalidade.

bandeira esplanadaA bandeira que me representa tem verde e tem amarelo. É bandeira que esteve em momentos decisivos de nossa história (nas lutas pela unidade nacional, nos combates pela consolidação do território, na guerra contra o invasor paraguaio, na belíssima e heroica campanha de nossos pracinhas nas terras da Itália, na campanha pelas diretas)… É bandeira em nossos navios, nos produtos que exportamos, nos uniformes de nossos soldados e de nossos atletas, na camiseta da seleção canarinho, nas mãos do saudoso Ayrton Senna…

E-viva-o-povo-brasileiroA bandeira que me representa é aquela que simboliza uma nação que, conforme uma antiga canção militar, foi forjada “com fibra de herói, de gente brava”, mas também de um povo que preza pela paz e pela alegria de viver, cuja marca é a obstinação, tolerância, companheirismo, um povo que tem uma maneira singular de lidar com os desafios e as agruras da vida! Essas são as cores do meu país, essas são aos cores do Brasil, essas são as cores que simbolizam o povo brasileiro, essas são as cores que me representam.

Como é lindo nosso pavilhão! Como é lindo o losango amarelo no retângulo verde! Chamem-me de piegas, de tolo, de ingênuo, mas digo que nossa bandeira é linda, que me emociono quando a vejo, que sinto orgulho de ser brasileiro, apesar de todos os problemas com que temos que lidar como nação que quer ser grande.

Devemos ter mais apego por nossos símbolos nacionais. Devemos ter mais amor por tudo que representa nossa terra, nossas raízes, nossa história e nossa cultura singular. Devemos valorizar nosso verde e nosso amarelo e jamais permitir que um trapo vermelho nos represente…

Brazilian Formula One champion Ayrton Senna takes

VEJA

Universidades 27 de Março de 2014 Santa Catarina

UFSC: invasores da reitoria trocam bandeira nacional por pano vermelho

Direção admite que sabia de uso de drogas no campus. Delegado da PF diz que reitoria quer transformar instituição em ‘república da maconheiros’

Por Bianca Bibiano
Bandeira vermelha na UFSC
Estudantes que participam da ocupação na reitoria da UFSC substituíram a Bandeira Nacional por uma vermelha (RBS TV/Reprodução)

Os alunos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que participam da ocupação da reitoria arriaram, nesta quinta-feira, a bandeira nacional que ficava no mastro principal da instituição e a substituíram por um pano vermelho com a inscrição “Reitoria Ocupada”. Contrário ao ato, um grupo de estudantes levou a bandeira brasileira para o Centro Tecnológico da instituição e a hasteou a meio-mastro em sinal de protesto. Pelo Facebook, o grupo afirmou também que fará uma passeata para “mostrar que nem todos os estudantes da UFSC concordam com essa ocupação da reitoria”.

Continuar lendo

Risco de atentato: muito alto!

Nota

terrorismoTenho dito isso há anos. Espero, sinceramente, que, em termos de ações terroristas, nada ocorra durante os eventos dos próximos anos. Entretanto, qualquer um que tenha uma percepção mínima de segurança e conheça um pouco sobre terrorismo sabe que tem muitas razões para se preocupar (salvo algumas autoridades públicas, para as quais tudo segue bem, obrigado).

A matéria foi retirada da página do Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal. Há quem diga que é exagero, matéria com interesse político, ou mesmo inverdade. Bom, isso não vou discutir. Ao menos serve de alerta (alerta que já tem sido dado nos últimos meses). Eu me preocuparia…

Terroristas têm 80% de chance de entrar no Brasil com falhas em aeroportos

Fonte: IG – 24/03/2014
 

Com a chegada da Copa do Mundo, aumenta a preocupação com a segurança nos aeroportos do país. Entretanto, para o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (Sindpol-DF), Flavio Werneck, hoje o Brasil não tem uma segurança aeroportuária adequada para receber aproximadamente 600 mil turistas que são esperados durante o evento.

Nessa entrevista em vídeo ao iG, Werneck afirma que pelas condições de segurança dos aeroportos brasileiros existe “80% de chance de uma pessoa mal intencionada entrar no país (…) Entre elas, não podemos descartar a ação de terroristas”, afirma o presidente do sindicato. Continuar lendo

Poder Aeroeapacial e Estudos Interdisciplinares de Segurança e Defesa

seminario defesa aeroespacial 2014Compartilho a notícia sobre o seminário V Seminário de Estudos: Poder Aeroeapacial e Estudos Interdisciplinares de Segurança e Defesa, promovido pela minha querida Universidade da Força Aérea (UNIFA), e que ocorrerá nos dias 26 e 27 de março, no Rio de Janeiro.

Recomendo particularmente a meus alunos de Relações Internacionais e Defesa.

Para acessar o site do evento, inscrições e maiores informações, clique aqui

Segue o texto de apresentação do evento.

“Em tempos remotos, as guerras reuniam grupos que se confrontavam na disputa por melhores espaços para produção agrícola, confisco de armas e expansão dos seus territórios. Terminados os conflitos, vencedores e vencidos conheciam os seus destinos e, com o decorrer dos séculos, trouxeram, a reboque, uma nova variável incorporada à necessidade estratégica de expansão, o poder. Esse novo pensamento modificou os objetivos políticos, impregnou as relações entre os Estados e inaugurou um novo olhar sobre os conflitos, desta feita sob os auspícios do entendimento Geopolítico e das Relações Internacionais. Continuar lendo

“A paz só pode ser preservada com a força”

China Marks 60 Years Of The Chinese NavyEm meio à crise da Ucrânia, os trabalhos do Congresso Nacional do Povo chinês foram retomados. Interessante a declaração de sua porta-voz sobre a segurança na Ásia e, em última instância, no mundo… De acordo com Fu Ying, secretária de imprensa do parlamento da China, o país deixa claro que suas Forças Armadas “estão prontas para darem uma enérgica resposta a quem atentar contra a paz na região”. 

Fu Ying, assinalou, ainda, que a China advoga a solução pacífica dos conflitos, e que seu exército só tem objetivos de defesa. Entretanto, Pequim reagirá efusivamente a qualquer “violação da paz”. Fica o recado para países que teriam litígios territoriais com o Dragão vermelho, particularmente para Japão e Coreia do Sul. 

Em tempos de potências mostrando as garras e os dentes, o Dragão aumenta seus gastos militares e deixa claro que pode também cuspir fogo… A frase da porta-voz, segundo a qual “a paz só pode ser preservada com a força” poderia servir de alerta para outros países que queiram ocupar um papel de destaque no cenário internacional, mas se esquecem de investir em defesa… E, naturalmente, fez-me lembrar das palavras de um grande estadista, este brasileiro, que viveu em Pindorama há cerca de cem anos, o Barão do Rio Branco. Segundo o pai de nossa diplomacia, “não se pode ser pacífico sem ser forte”.

Segue matéria sobre a declaração do Parlamento chinês, extraída do site oficial.

Peace can only be preserved with strength: NPC spokeswoman

English.news.cn | 2014-03-04 16:14:06 | Editor: Yang Yi

BEIJING, March 4 (Xinhua) — A spokesperson for China’s top legislature on Tuesday defended the country’s defense policies, saying that peace can only be preserved with strength.

Responding to a question concerning China’s growing military power, Fu Ying, spokesperson for the second session of the 12th National People’s Congress (NPC), said China as a major power is responsible for regional peace and security. Continuar lendo

Bandido bom é bandido morto… não necessariamente

mulher tiro goianiaA cena chocante dos últimos dias (ao menos para mim, porque, pelo visto, a coisa está tão comum que ninguém mais se assusta) foi a do bandido facínora que atirou na cabeça de uma mãe, que estava já rendida e prostrada no chão, com o filho pequeno nas costas. Aconteceu em Goiânia, cidade de gente simpática e hospitaleira, e na casa da vítima, durante um assalto. Confesso, até envergonhado, que meu primeiro desejo é ver um delinquente como esse executado em praça pública, para servir de exemplo. Mas aí vem a consciência e joga a idéia de lado, e me vejo correndo o risco de cair na banalidade do mal e perder meu resquício de humanidade. Não, execução em praça pública, como nos tempos antigos, não é a melhor solução… Também não é a melhor solução tirar a vida daquele criminoso – por menos valiosa que seja, é uma vida, apesar do desprezo dele próprio pela vida dos outros…

prisaoNão acredito na pena de morte como solução dos problemas da violência. E não é por razões sociológicas, por achar que o bandido é uma vítima da sociedade e da falta de oportunidades. Nem me venham com esse discurso, pois, por causa dele, criminoso é tratado como herói, policial é tachado de bandido, a vítima (ora, a vítima!) é desprezada ou intitulada de “socialmente responsável” por ser vítima, e a criminalidade só cresce (pois esse crescimento até parece agradar a muitos que estudam o fenômeno de sua salinha luxuosa e e segura com ar condicionado). Nunca achei que bandido fosse vítima, e, como membro produtivo da sociedade pagante de meus impostos, não aceito que me chamem de responsável pelas escolhas ruins do criminoso.

prisao trabalhoNão acredito na pena de morte porque a acho improdutiva, inefetiva e ineficaz. Afinal, com ela, só se eliminaria um problema pontual (o criminoso morre e tudo acaba, simples assim! Negativo!), as vítimas permaneceriam sem assistência e a coisa mudaria muito pouco. Pena de morte é um luxo que não deve ser dado a bandido. Em vez de pena de morte, precisamos para o Brasil de um sistema penal eficiente, em que se tenha a certeza rápida e efetiva da punibilidade, com leis rígidas e sem as brechas processuais que fazem com que o criminoso cumpra muito pouco da pena (vejam o caso dos mensaleiros, que logo estarão livres!)… Fundamental, também, é que sejam revistas as penas… E aí entra a minha proposta: trabalho compulsório para os presos.

Um criminoso condenado deve trabalhar, e duro, durante os anos de sua condenação. Não pode ficar o dia inteiro preso, largado em uma cela, esquecido do mundo. Tem que suar durante uma jornada de dez ou doze horas diárias, batendo pedra, capinando, ou realizando qualquer outro ofício. Tem que pagar ao Estado pela estadia na prisão, e parte do fruto de seu trabalho, ainda que mínimo, deve reverter à vítima, individualmente ou para um programa de apoio às vítimas.

trabalho prisaoSendo obrigado a trabalhar, o criminoso preso se torna produtivo. O criminoso preso se torna produtivo para o Estado, para a sociedade e para si mesmo. E antes de delinquir, é fundamental que passe por sua cabeça a idéia de que pode realmente ser pego, processado, julgado e punido, e que vai ter que suar muito enquanto estiver encarcerado.

Não acho que bandido bom é bandido morto. Bandido bom é bandido preso, realmente preso, e trabalhando duro para expiar sua pena. Bandido bom é bandido preso e trabalhando duro.

22226_escolhida

Anacronismo musical

Internacional SocialistaSeria até cômico se não fosse ridículo e preocupante: coral cantando a Internacional em evento da Comissão da Verdade? Será que esse pessoal sabe a verdade sobre os males causados sob a égide dessa canção? Lembro que esse era o hino soviético até a década de 1940 (os genocídios da Revolução Russa, da Guerra Civil naquele país e do Estalinismo se deram sob a referida melodia)…  Em muitos lugares, essa canção inspira dor, sofrimento e opressão. Será que esse coral sabe cantar o hino nacional brasileiro?

O que faz com que a patuscada seja preocupante é que pequenos acontecimentos como esse dão sinal de que ainda há certos grupos radicais, que defendem vias heterodoxas para o Estado e a sociedade e, o pior, que têm apoio do Poder público. Sim, porque a situação ocorreu em um evento patrocinado pelo Governo – com o dinheiro do meu, do seu, do nosso imposto. Se fosse em um evento privado, tudo bem, mas em algo oficial, com participação de autoridades públicas, é aceitável?!?

E o mais ridículo é o grito final de “Pátria Livre! Venceremos!”… Será que o sujeito sabe que está no Brasil e em 2014? Ou ele está se referindo a outro país onde não há liberdade – como Cuba ou Coréia do Norte? “Venceremos” quem?

socialismoO caso revela como se orientam as comissões da verdade pelo Brasil… E que há gente que defende idéias há muito superadas – a maior parte nem as conhece… É para isso que serve a tal da Comissão, para apologia ao socialismo, ao comunismo e a toda a violência relacionada a essas idéias?

Tudo bem, há quem goste desses anacronismos…

(Para quem não tiver vergonha da vergonha alheia e quiser ver o ouvir a pachouchada, clique aqui)

Coral canta ‘Internacional Socialista’ em ato da Comissão da Verdade do Rio

Folha de São Paulo – BERNARDO MELLO FRANCO, 11/02/201421h28

Antigo hino das esquerdas, a “Internacional” voltou a ser cantada em ato da Comissão Estadual da Verdade do Rio, nesta terça-feira (11). A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, participava da cerimônia.

A canção é cantada por militantes socialistas e comunistas desde o século 19. Também chegou a ser adotada como hino da extinta União Soviética até 1944.

A música foi entoada por jovens do coro Nheengarecoporanga, de Petrópolis (RJ), que cantaram a parte final com os punhos cerrados. O gesto foi repetido por militantes na plateia. No fim, o maestro Carlos Fecher puxou uma saudação com gritos de “Pátria livre!” e “Venceremos!”. Continuar lendo

Quem matou Santiago?

cinegrafista-band-santiagoPrenderam Caio de Souza, acusado de lançar o rojão contra Santiago Andrade. Fábio Raposo, que teria fornecido o artefato a Caio, também está detido. Agora os dois responderão pelo homicídio, terão direito a um julgamento no qual buscarão provar sua inocência… Se não conseguirem, serão condenados e passarão parte da vida na cadeia… Santiago, a vítima, não teve a sorte de permanecer vivo. E as autoridades públicas já deram uma resposta à população e à imprensa, pois foi encontrado quem matou Santiago. O problema é que não foram só Caio e Fábio que mataram Santiago…

Mataram Santiago todos aqueles que voluntariamente participam de manifestações públicas com o objetivo de promover a violência, causar tumulto e gerar a desordem. Mataram Santiago pessoas que vão a esses protestos deliberadamente para agredir e promover o caos, usando táticas ardilosamente arquitetadas, moldadas sob orientação de quem foi treinado em cartilhas políticas de violência. Sim! Existem grupos e até de partidos políticos no Brasil que ainda defendem a promoção do caos, da desordem e da violência como forma de alcançar seus objetivos. Para essas organizações, o grande inimigo é a democracia.

O direito à reunião é assegurado pela Constituição brasileira, mas à reunião para fins pacíficos. É mais que evidente que há determinados grupos que participam desses protestos e manifestações para causar tumulto. Nada diferente do que faziam as SA (Sturmabteilung ou Seções de Assalto), tropas de choque do Partido Nazista na Alemanha dos anos 1920 e 1930. Ou alguém tem dúvida de que uma pessoa que vai “armada” com rojões para uma manifestação busca outra coisa além da violência? Essas ações são orquestradas, repita-se, e têm objetivos, muitas vezes objetivos políticos.

Também mataram Santiago aqueles governantes ineptos que permitiram que a situação chegasse a esse ponto. Claro que há responsabilidade por parte de quem deve garantir a segurança do cidadão! Sim, o desgoverno, a despreocupação com a ordem pública, a falta de investimento em setores básicos (e não em estádios de futebol), o desvio de recursos que deveriam ir para a segurança, a saúde, a educação, obras infraestrutura e planejamento urbano, e a condescendência com práticas criminosas de grupos insurgentes (companheiros, muitas vezes são eles assim chamados), tudo isso faz com que os governantes sejam responsáveis pela morte de Santiago. Onde há bom governo há ordem, segurança e paz.

Mataram Santiago todos os que buscam desvirtuar o trágico para algo diferente de uma agressão contra um cidadão comum. Quando se diz que o cinegrafista foi morto porque era da imprensa, e que algo precisa ser feito para proteger a imprensa, o que se está pregando é que a morte de outros cidadãos seria menos importante. E o discurso contra a indiferença diante da violência torna-se um discurso corporativista em defesa de uma determinada categoria profissional. Santiago não foi morto porque era cinegrafista. Santiago foi morto porque virou alvo de criminosos, de irresponsáveis que não mediam esforços em gerar baderna e violência. Foi um cinegrafista, mas poderia ser um policial, um comerciante ou qualquer outro trabalhador que estivesse passando por ali, exercendo sua profissão, ou mesmo um morador de rua que fosse pego na onda de violência.

Santiago está morto. Se o País continuar nesse torvelinho de incompetência política e administrativa, de violência descontrolada, de indiferença para com preceitos básicos de civilidade e cidadania, outros Santiagos serão mortos, e cada vez mais.

blackboc

 

Uma Boa Aliança

alianza-pacifico-presidenciaEnquanto o Mercosul (o quê?) esfacela-se em meio a crises causadas pela ideologização das relações entre seus membros, a Aliança do Pacífico vai bem, obrigado.

El ‘Dream Team’ firma desgravación de 92% del comercio que entraría en vigor en 2015

Mercopress – 11/02/2014

Los presidentes de la Alianza del Pacifico, grupo compuesto por Chile, Colombia, México y Perú, cerraron este lunes en Cartagena la VIII cumbre del grupo, con la firma de un protocolo para la exoneración arancelaria del 92% de los productos, que deja fuera muchas partidas del agro.

El acuerdo ahora deberá ser debatido por los Congresos de cada país pero las autoridades proyectan que la desgravación entraría en vigor en 2015.

La suscripción, que incluye un 92% de los productos que se comercian, estableció un plazo de hasta 17 años para terminar con los aranceles de productos agrícolas denominados “sensibles”, como el banano, el café y los frijoles. Para entrar en vigor, el acuerdo ahora debe ser ratificado por cada país. Continuar lendo

Ninguém gosta da cena aqui registrada

LADRO-~1

Ninguém gosta da cena aqui registrada. Esta não é uma imagem agradável de se ver. Denota humilhação, sofrimento, desamparo. Afinal, é um ser humano que ali está preso como algo não humano, e isso gera sentimentos de repulsa e solidariedade dos que testemunham a cena, sentimentos atávicos. “Não, não é um ser humano! É um bandido!”, logo alguém esclarece. E aí, em muita gente, o sentimento muda…

Ninguém gosta da cena aqui registrada. De fato, ainda que o indivíduo seja um criminoso, não é isso que deveria lhe acontecer em uma sociedade civilizada. Não, não em uma sociedade civilizada! Mas a imagem indica, não obstante, o quão distante estamos da civilização.

Ninguém gosta da cena aqui registrada! Explicações sociológicas virão aos montes! Grupos de direitos humanos (que não se manifestariam se a vítima fosse um policial ou outro trabalhador) vão partir em defesa do criminoso fazendo referência ao passado escravocrata brasileiro. Intelectuais se chocarão. Artistas falarão do problema da violência e da degradação dos valores (que muitos deles contribuem para destruir). Jornalistas registrarão, indignados, o absurdo da violência no Brasil (registro que renderá bons minutos de TV ou páginas de jornal)! Eu tenho minha explicação para esse fenômeno… é mais simplista, talvez porque eu seja simplista…

Ninguém gosta da cena aqui registrada. Além de deixar claro o quão distante estamos do que seriam patamares mínimos de civilização, a imagem também sinaliza outra coisa: que os brasileiros estão se cansando da inércia do Estado. Essa é minha explicação: devido às mazelas políticas, associadas à incompetência dos dirigentes e ao total colapso moral daqueles que governam este País, que perderam o respeito, o brasileiro se vê completamente desamparado diante da criminalidade e da violência. E começa a reagir. Reagir como pode…

Reagir como pode está relacionado, por exemplo, a tomar para si uso da violência com o objetivo de se defender dos criminosos. Afinal, muitos dos governantes que aí estão conseguiram se apropriar do Estado de tal maneira, com o único fim de se locupletar e saquear a coisa pública, que deixaram de se preocupar com aspectos essenciais como a Segurança Pública. Transformaram o Estado brasileiro em um grande balcão de negócios, fazendo da coisa pública algo privado. E têm conseguido fragilizar instituições, como a polícia, o Ministério Público e o Judiciário. Apenas os criminosos (comuns ou de colarinho branco) ganham com a fragilização do aparato policial e das instituições judiciais. Criminosos e aqueles que defendem um Estado anárquico.

Ninguém gosta da cena aqui registrada. Tenho dito que este País está chegando ao chamado “ponto sem retorno”. O Estado vem perdendo o monopólio da violência, o governo perdeu a capacidade de gerir adequadamente a coisa pública, e o cidadão não reconhece mais a legitimidade dos que se propuseram a representá-lo (?) e a dirigir o País – talvez porque, de fato, esse nunca tenha sido seu objetivo quando se propuseram a ocupar cargos públicos… E tudo isso em meio a um clima de colapso moral, com exemplos que chegam de muito alto, infelizmente…

Ninguém gosta da cena aqui registrada. Vivemos um momento perigoso para a democracia e, de fato, para nossa sobrevivência como sociedade: o Estado brasileiro está esfacelando-se pelas mãos de grupos sem compromisso com a coisa pública. Algo precisa ser feito, os brasileiros precisam acordar!

Ninguém gosta da cena aqui registrada. Mas, à medida que o Estado, por meio dos governantes, não consegue resolver o problema da insegurança pública, ela vai se repetir. E vai se repetir de maneira mais intensa. O cidadão de bem está cansado de ser vítima, vítima de criminosos, e vítima de um Estado inerte.

Ninguém gosta da cena aqui registrada. Mas, do jeito que a coisa vai, ela logo passará a ser o cartão postal do Brasil.

07/02 – 15:35 – Notícia da Cidade

Mesmo após a série de protestos contra os responsáveis por algemar um jovem pobre e preto, completamente nu, pelo pescoço, a um poste no bairro do Flamengo, a foto de um outro homem também sem roupas, amarrado a um cano na calçada em frente à sede da empresa norte-americana IBM, no bairro de Botafogo, também na Zona Sul do Rio, voltou a circular nas redes sociais. O fato ocorreu em 2010, mas a foto voltou a ser publicada em um site na internet, apócrifo, que presta algum tipo de homenagem ao filme Tropa de Elite, com o título Faca na Caveira Oficial. O Correio do Brasil não pode confirmar, com fontes oficiais ou independentes, a autenticidade da atual fotografia mas o fato teria sido publicado no diário popular carioca O Dia, à época. Continuar lendo

Voando rumo ao Conhecimento!

Matéria fantástica, enviada pelo  caríssimo amigo dublê de diplomata e bibliotecário, Daniel Guilarducci. Brilhante a iniciativa alemã de transformar Tempelhof em um Templo do Conhecimento!

Lendo a matéria, não pude deixar de pensar na prioridade que é dada aqui a estádios de futebol em detrimento de bibliotecas. E penso na nossa Biblioteca Nacional aqui em Brasília, praticamente abandonada… País rico é país que investe em bibliotecas!

Berlín transformará un histórico aeropuerto en una enorme biblioteca

Se trata del Tempelhof, que se usó contra el bloqueo soviético de 1948. La construcción demandará cinco años y 270 millones de euros. La monumental obra comenzaría recién en 2016.

1948. Un avión de EE.UU vuela sobre el aeropuerto durante el bloqueo./AFP
1 de 2

2016. AsÍ será la biblioteca, según los planos. Tendrá 3.200 asientos/REUTERS

El aeropuerto de Tempelhof, en Alemania, hizo historia cuando los aliados occidentales lo utilizaron para romper el bloqueo soviético de Berlín Occidental en 1948. Antes, había sido usado reiteradas veces por Adolf Hitler, y allí aterrizó, frente a una multitud exultante, el boxeador Max Schmeling en 1936, luego de vencer a Joe Louis en Nueva York. Pero el aeropuerto, ubicado en el centro de la ciudad, dejó de operar el 31 de octubre de 2008. Desde entonces, las autoridades estuvieron sin saber qué hacer con él.

Ahora el lugar está listo para ser transformado de un monumento histórico a un centro de aprendizaje histórico: en diciembre, el Senado de Berlín dio a conocer dos posibles diseños para una nueva biblioteca central, al lado de la pista de aterrizaje en desuso. Continuar lendo

Leviatã Vermelho

leviatãA coisa no Brasil vai de mal a pior. O governo que aí se encontra demonstra todo seu autoritarismo saqueando os cidadãos com medidas como essa do aumento do IOF para as operações no exterior. E o faz na calada da noite, de maneira subreptícia, sem qualquer preocupação com o que pode acontecer a milhares de brasileiros que estão, no momento, fora do País. Tudo sob a pecha da legalidade.

Cada vez mais esse governo mostra sua face autoritária, antidemocrática. Quer controlar a vida privada do cidadão e até sua maneira de pensar. É a transformação proposta por Gramsci, só não vê quem não quer. E a classe média continua assistindo isso quieta, como cordeiros antes de serem abatidos. Já vi esse filme, e não acabou bem.

Se não houver uma reação, essas pessoas continuarão no poder comente seus abusos. Em 2014 teremos eleições. Em uma democracia, essa é a saída.

Lúcidas, tremendamente lúcidas as considerações de Jorge Oliveira no artigo que segue. Recomendo a leitura. Recomendo a reação. Ou seremos devorados pelo Leviatã vermelho.

Diário do Poder – JORGE OLIVEIRA

BRASILEIRO NÃO REAGE E DILMA TENTA IMPEDIR VIAGEM AO EXTERIOR

Publicado: 31 de dezembro de 2013 às 17:42

Rio – Os brasileiros estão cansados,  perdendo a força e a indignação diante de tantas mazelas do governo. Depois que o Lula chamou-os de vira-latas, aí então é que eles botaram o rabinho entre as pernas e se encolheram, apequenaram-se. Preferem as novelas insossas da Globo, a adoração aos milionários jogadores de futebol, as festividades da Copa do Mundo, a pancadaria do Anderson Silva e as juras de amor a Dilma Roussef à lutar pelos seus direitos. É por causa dessa leniência que o governo vem tratando seus súditos como cães sardentos, decidindo, agora, de cima pra baixo, como devem comer,  vestir,  se divertir e até viajar como se fossem um bando de alienados, comandados por ditadores de uma republiqueta de bananas.

 É assim que começamos 2014, com a Dilma mandando o Guido Mantega, o ministro da Fazenda, ítalo-brasileiro, agir como um déspota aumentando de 0,38% para 6,38% o imposto sobre qualquer tipo de operação com moeda estrangeira. Pegos de surpresa no exterior, milhares de brasileiros refazem suas contas, reduzem  suas compras e restringem seu divertimento porque a presidente Dilma decidiu numa canetada penalizá-los, aproveitando-se do recesso do Congresso, a quem caberia também discutir sobre essa questão. Continuar lendo