Os alemães e Kadafi…

Meus caríssimos 19 leitores que já brindaram este site com mais de trinta mil acessos desde fevereiro, estou fora de Brasília e amanhã retorno com mais atualizações do site. Fica esta notícia de que os alemães já saberiam do paradeiro de Kadafi.

Difícil dizer se realmente procede a informação, mas resolvi postar para ilustrar como potências (ou Potências) atuam. Mesmo contrária à ação militar contra a Líbia, seria praticamente impossível que a Alemanha não estivessem acompanhando de perto os acontecimentos na região.

É assim que Potência age. Acabei me lembrando como o Presidente do Brasil havia afirmado desconhecer a situação de Zé-Laya (assim que excrevo, posso?) quando de sua entrada na embaixada brasileira e retorno a Honduras no imbróglio que passamos naquele país…

(PS: ainda inconformado com a maneira como mataram Kadafi e as imagens dos rebeldes tripudiando sobre seu corpo. Sinceramente, aquilo me causou péssima impressão, mesmo se tratando do Muamar… Incomoda-me ver qualquer líder sendo vilipendiado daquela maneira… Pronto, falei.)

10/22/2011 06:33 PM

Aid for the Allies: German Intelligence Service Knew Gadhafi’s Location

The decision to opt out of NATO efforts to aid the Libyan revolution alienated Germany from it Western allies. But according to SPIEGEL information, the country was more involved in the conflict than previously thought. German intelligence agents reportedly helped find fugitive dictator Moammar Gadhafi. Continuar lendo

A matemática no conflito palestino-israelense

A matemática do conflito entre Israel e Palestina: 1 israelense = 1000 palestinos. Mais um marco simbólico dessa nova guerra dos cem anos…

Folha.com – 18/10/201115h07

Horas após libertação, Gilad Shalit chega ao seu povoado natal

DA EFE, EM JERUSALÉM
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O soldado israelense Gilad Shalit — colocado hoje em liberdade pelo Hamas perto da fronteira entre Egito e Israel– chegou ao seu povoado natal, Mitzpe Hilah, no norte de Israel, onde foi recebido por centenas de pessoas. Continuar lendo

O aparato de Segurança Nacional dos EUA

Artigo muito interessante sobre o desenvolvimento da estrutura de Segurança Nacional dos EUA após o 11SET2001. A quantidade de pessoas e organizações envolvidas com o tema é surpreendente! Também impressiona o número de profissionais com acesso a documentos sigilosos!

Diante disso, só imagino o quão difícil seria por fim à guerra contra o terror, tendo-se que desmobilizar boa parte dessa estrutura. Em outras palavras, muita gente ficaria desempregada…

Assim, parece difícil que se retroceda nesse processo… Se não houver inimigo a combater, ele será inventado. Ou isso ou, repito, muita gente vai perder o emprego…

Terrorismo e segurança nacional

 Rubens Barbosa – Ex-embaixador do Brasil nos EUA (1999-2004)
Estadão, 11OUT2011

 Em artigo recente procurei mostrar que o mundo não mudou em decorrência dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, mas a sociedade norte-americana, sim. Os EUA nunca haviam sido atacados em seu território continental desde 1814, quando, na guerra anglo-francesa, depois da independência, a Casa Branca foi incendiada pelos ingleses. A alma americana foi profundamente afetada, o que explica a mudança rápida no comportamento do seu povo e do seu governo. Continuar lendo

Japão sob ataque cibernético

Aconteceu lá, pode acontecer aqui… Fica o alerta.

BBC NEWS – 20 September 2011 Last updated at 11:25 GMT

Japan defence firm Mitsubishi Heavy in cyber attack

Mitsubishi Heavy Industries makes everything from surface-to-air missiles, to warships, and submarines

Mitsubishi Heavy Industries makes everything from surface-to-air missiles, to warships, and submarines

Japan’s top weapons maker has confirmed it was the victim of a cyber attack reportedly targeting data on missiles, submarines and nuclear power plants.

Mitsubishi Heavy Industries (MHI) said viruses were found on more than 80 of its servers and computers last month.

The government said it was not aware of any leak of sensitive information.

But the defence ministry has demanded MHI carry out a full investigation. Officials were angered after learning of the breach from local media reports. Continuar lendo

Mais sobre a questão palestina…

Bem, a Autoridade Nacional Palestina está tentando colocar Israel contra a parede… Usando a ONU para isso, estaria mesmo fazendo uma “chantagem de política internacional”. Continuo achando que isso não acabará bem…

Claro que os palestino têm direito a seu pedaço de terra… Mas deveriam tentar resolver o problema negociando diretamente com Tel Aviv (apesar dos radicais do lado de lá) e não forçar o envolvimento de meio mundo na questão. De toda maneira, o tiro do senhor Abbas pode acabar saindo pela culatra, pois ninguém ganha com o aumento do atrito entre israelenses e palestinos (quer dizer, talvez o Hamas ganhe) e muita gente, especialmente o senhor Abbas, perde…

Hoje vi um debate interessante sobre o assunto em um canal da TV paga. Irritam-me, entretanto, esses intelectuais de esquerda e declaradamente pró-Palestina, que ficam com aqueles comentários óbvios do tipo “Ah, agora os EUA terão que mostrar sua posição pró-Israel” ou “Pois é, vamos ver a verdadeira face do Império americano!”. Coisa mais besta, sô! É natural o apoio de Washington ao Estado judeu. Não poderia ser diferente…

Israel é aliado tradicional dos EUA. Já no outro lado, é comum ver os palestinos queimando bandeiras estadunidenses… Queriam que os EUA apoiassem quem, oras!

Folha de São Paulo – 25/09/2011 – 13h46

Israel vê “difíceis repercussões” caso Estado palestino seja aprovado

DA REUTERS, EM JERUSALÉM

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, disse neste domingo que haverá “difíceis repercussões” se a ONU aprovar uma solicitação da Palestina para ser reconhecida como Estado. Continuar lendo

Tu leur diras que tu es Hutue

Acabei a leitura de uma obra que gostaria de recomendar: Tu leur diras que tu es Hutue, de Pauline Kayitare. Trata-se do relato biográfico da autora, uma tutsi de 13 anos à ocasião do genocídio de Ruanda (1994).

Kayitare resolveu escrever sobre sua história 16 anos após aqueles acontecimentos. O livro é cheio de relatos fortes e marcantes, como o do massacre de 150 pessoas (homens, mulheres e crianças), do qual a autora só escapou por se dizer hutu – fora uma instrução dada pela mãe, já que a menina era ainda muito jovem para ter uma carteira de identidade e sem compleição f’ísica para parecer uma tutsi.

Filha de uma família de seis irmãos, Pauline e seu pai foram os únicos sobreviventes. Além da mãe e dos irmãos, perdeu duas centenas de parentes… Hoje vive na Bélgica com o marido (belga) e uma filha. Continuar lendo

Cemitérios militares da Grande Guerra

Em minha peregrinação por Ypres, descobri que há toda uma “ciência” na organização dos cemitérios militares. E essa “ciência” remonta à Grande Guerra.

De fato, é bom lembrar, até o século XIX não se costumava dar qualquer tratamento especial aos mortos em combate, cujos corpos eram deixados à própria sorte, apodrecendo ou sendo devorado por feras (vide, por exemplo, o campo de batalha no filme A Cruzada).

Com as guerras napoleônicas e os conflitos que lhes seguiram, os combatentes eram enterrados em valas coletivas, sem maiores preocupações com a individualidade dos caídos (uso como exemplo a cena final de Tempo de Glória).

Foi apenas com a carnificina intensa da I Guerra Mundial que os homens provenientes da Belle Époque decidiram dar destino mais honroso aos despojos daqueles que deram a vida pela pátria. E aí a criação dos primeiros cemitérios militares.

Uma primeira observação sobre o assunto foi a decisão de se enterrar os mortos nos lugares onde haviam combatido, evitando-se repatriar os corpos – o que, além dos problemas logísticos, constituiria grande prejuízo ao moral da população, que teria que presenciar seus filhos voltando para casa em caixões.

Uma vez que se criaria cemitérios miltares, como seriam estes? Quem for aos lugares do descanso final dos súditos do Império Britânico verá que as lápides são todas iguais – isso não é por acaso. O padrão seria mantido para se evitar uma heterogeneidade de túmulos (como acontece nos cemitérios civis), quando há aqueles que têm grandes mausoléus sepultados ao lado de lápides singelas, dependendo dos recursos de suas famílias. Ademais, havia a idéia de que todos são iguais na hora da morte, sobretudo em combate.

Outra curiosidade: na lápide deveria constar o símbolo do regimento ao qual pertencia o morto, seu nome e, vez por outra, um epitáfio. Quando não se podia identificar o morto, colocava-se simplesmente “um soldado da Grande Guerra”, “um soldado do Império Britânico” ou mesmo “um soldado do regimento tal”… (É muito tocante estar em pé diante de uma lápide onde se vê a inscrição “a soldier of the Great War”). Também poderia constar a medalha ou comenda recebida pelo morto. E, naturalmente, gravada na pedra, uma cruz, uma estrela de Davi ou mesmo um crescente, dependendo da religião do morto.

Quanto à disposição das lápides, não havia uma ordem muito clara, mas era comum que se colocassem juntas, lado a lado, aquelas de combatentes que haviam perecido juntos. Quando não acontecia assim, havia uma distância pequena entre as pedras… E judeus eram sepultados junto com cristãos, islâmicos ou mesmo ateus. Afinal, combatiam pelo mesmo ideal.

No caso dos súditos do Império Britânico, foi criada uma autoridade para zelar pelos cemitérios militares, prática reproduzida em alguns países. Com isso, os mortos estariam para sempre guardados pelo Império pelo qual lutaram.

São comuns as peregrinações aos cemitérios militares por todo o fronte ocidental de ambas as guerras mundiais. Aprende-se muito sobre a guerra, a história e, sobretudo, acerca do ser humano e sua natureza. Não há como se emocionar diante desses bravos homens cuja vida foi ceifada algumas vezes tão prematuramente (vi-me diante de uma de um jovem de apenas quinze anos). Não há como não lhes prestar as maiores homenagens. São eles, indubitavelmente, os merecedoresde todas elas.

Em tempo, enquanto os cemitérios aliados são constantemente visitados, aqueles onde repousam soldados alemães recebem poucos visitantes alemães. Infelizmente, as novas gerações na Alemanha foram educadas para esquecer as duas guerras mundiais e aqueles alemães que nelas deram sua vida. Isso é triste, uma vez que a memória dos caídos acaba legada a segundo plano. Não deveria ser assim. Também não se pode ter nesses cemitérios qualquer grande monumento ou evocação à bravura dos que pereceram. Verdadeiramente, são modestos.

Minha homenagem aos bravos que tombaram em combate! Que repousem em paz!

Nos campos de Flandres

Quem se interessa pela Grande Guerra sabe que a flor de papoula é o maior símbolo daquele conflito, pois nascia nos campos de batalha da frente ocidental. Também vai se lembrar do que talvez seja o poema mais famoso em língua inglesa sobre a Guerra, escrito por John McCrae, um jovem médico canadense que morreu em 1918, com uma longa folha de serviços prestados nos campos de batalha… McCrae conseguiu reproduzir em belas palavras todo o horror que testemunhou nos campos de Flandres…

Minha homenagem aos milhões que deram suas vidas naquela que deveria ser a guerra que poria fim a todas as guerras…

In Flanders Fields

John McCrae

In Flanders fields the poppies blow
      Between the crosses, row on row,
   That mark our place; and in the sky
   The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.

We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
   Loved and were loved, and now we lie,
         In Flanders fields.

Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
   The torch; be yours to hold it high.
   If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
         In Flanders fields.

Memórias da Grande Guerra

Hoje tive a oportunidade de ir a Ypres, local onde ocorreram algumas das mais importantes e sangrentas batalhas da I Guerra Mundial. Fui também aos cemitérios militares e a uma das últimas trincheiras preservadas daquele conflito (naturalmente entrei nela). A atmosfera desses locais é impressionante. Quase cem anos depois, a memória daqueles que deram as vidas combatendo permanece. Recomendo a quem tiver condições de vir a Ypres…

Outros dados também surpreendem, como o fato de que ainda são encontradas anualmente milhares de bombas (cápsulas de explosivos) não detonadas e ainda constituindo ameaça. Explico: estimativas conservadoras registram que entre 1914 e 1918, 1,4 bilhões (isso, bilhões) de bombas (shells), incluindo 66 milhões contendo gases (clorino, gás mostarda, por exemplo) foram lançadas pelos dois lados apenas no fronte oriental. Dessas, cerca de 10% falharam, não sendo detonadas, ou seja, aproximadamente 145 milhões de ogivas/cápsulas/bombas permaneceram nos campos de batalha da Grande Guerra. Bom, anualmente, algo como 250 toneladas de bombas do período são detonadas pelas autoridades belgas, aí incluídas 20 toneladas de artefatos contendo gases que ainda permanecem tóxicos e mais instáveis  que há cem anos… Ainda levará muito tempo para que os efeitos diretos da Grande Guerra cessem de afetar as gerações já distantes daqueles homens vitorianos… (Antes que perguntem, as fotos são minhas…)

As mudanças na Líbia pós-Kadafi

Boa análise russa sobre os acontecimentos na Líbia. Claro que o futuro a D’us pertence, mas o risco do país virar uma nova Somália não pode ser descartado – em que pese o fato da Líbia, como costuma bem lembrar minha amiga Carmen Lícia, ter o maior IDH do continente e a renda per capita ser maios que a brasileira, fazendo a Líbia bem diferente da Somália.

RIA Novosti

Libya on the threshold of change

http://en.rian.ru/analysis/20110824/166094774.html
00:08 24/08/2011

It took the Libyan rebels only three days to establish control over a considerable part of the country’s capital, Tripoli. This came as a surprise both for the international community and, judging by everything, for the rebels themselves. A week ago it would have been hard to predict that Col. Muammar Gaddafi’s opponents would so easily break through the fading Libyan leader’s last line of defense. Continuar lendo

Vitória rebelde na Batalha de Trípoli… Vitória?

Todos os jornais e agências de notícia anunciam a vitória rebelde na Batalha de Trípoli e conseqüente queda de Kadafi. Se assim for, após seis meses (do que se esperava acontecer em poucas semanas) de duros combates, milhares de mortos e prejuízos diversos, o Muamar parece que foi derrotado… O problema é quem vai assumir seu lugar…

Será que a Líbia acabará entregue às tribos que sempre disputaram poder na região? Teremos uma nova Somália, com senhores da guerra reclamando os despojos de Muamar? Ou nosso Cauby tripolitano iniciará uma resistência com guerra de guerrilha (tem um pessoal aqui no Brasil com histórico nisso e amizade com o Muamar – só que no Brasil, os guerrilheiros acabaram neutralizados pelos nossos militares…)?

Bem, agora é que a crise ganha mais força na Líbia (ou o que sobrou dela)… Ou seja, ainda muita água correrá nesse rio…

Em tempo 1: se Muamar resolver deixar a Líbia, pode correr para o Brasil, onde tem muitos amigos influentes, e pode continuar usando suas fantasias m-a-g-a-v-i-l-h-o-s-a-s que ninguém vai estranhar. No Carnaval, então, monta até um bloco e vende abadás com seu estilo único… Além disso, o Brasil tem acolhido toda sorte de criminosos perseguidos internacionalmente (olha o Battisti aí, gente!)

Em tempo 2: Kadafi sai e deixa um grande vazio no estilo ditador brego-cafona africano, cujo cross-dressing de Trípoli era o pavão-mor. Lady Gaga perde seu maior concorrente e volta a imperar ditando moda…

Antecipação de um ataque esperado…

Os atentados de hoje apenas anteciparam uma ação militar israelense prevista para o início de setembro… Mas os palestinos atacaram primeiro. Legítima defesa portanto, argumenta Tel Aviv…

O problema é que teriam partido ataques da Península do Sinai, o que acabaria por envolver o Egito no confronto, em momento que não é nada bom… Isso, associado à pressão internacional pela saída de Assad, abala bastante o equilíbrio de poder na região… Estariam os tambores de guerra começando a soar?

Em tempo: até eu que sou simpático à causa israelense fiquei surpreso com a cobertura pífia que a mídia internacional deu a esses acontecimentos… Será exagero da minha parte?

PS: não encontrei fotos para postar.

Israel bombardeia Gaza em retaliação a atentado a seu território

BBC Brasil – Atualizado em  18 de agosto, 2011 – 08:46 (Brasília) 11:46 GMT
Ônibus foi alvo de um ataque de homens armados na fronteira entre Israel e Egito.Turistas viajavam nos dois ônibus israelenses quando aconteceu o ataque

O Exército israelense confirmou ter realizado um ataque aéreo na Faixa de Gaza, em retaliação a um atentado ocorrido horas antes, no sul de Israel.

Segundo fontes médicas palestinas, pelo menos seis pessoas morreram no bombardeio de Rafah. Continuar lendo

Fotos coloridas da II Guerra Mundial

Website muito bacana com fotos coloridas da II Guerra Mundial. Material rico para quem se gosta do tema. Seguem algumas das fotos ali disponíveis. Para acessar o site, clique aqui. Continuar lendo

Rebeldes repelidos para o sul da capital líbia…

É… Kadafi contra-ataca… E olha a origem dos mísseis que repeliram o avanço rebelde! Trípolo resiste…

Rockets push back rebels south of Libyan capital

Photo
Reuters, 01JUL2011 – 3:34pm EDT

By Anis Mili

BIR-AYYAD, Libya (Reuters) – Libyan rebels who had advanced to within 80 km (50 miles) of Muammar Gaddafi’s stronghold in the capital were forced to retreat on Friday after coming under a barrage of rocket fire from government forces.

The rebels’ advance five days ago to the outskirts of the small town of Bir al-Ghanam had raised the possibility of a breakthrough in a four-month old conflict that has become the bloodiest of the “Arab Spring” uprisings Continuar lendo

Rússia, Líbia e as críticas à OTAN por armar os rebeldes…

E falando de Rússia, vejam, meus caríssimos nove leitores, a notícia pulicada hoje pela Reuters! Evidentemente, Putin não deixaria passar as ações da OTAN contra a Líbia. E, entre os próprios membros da aliança, parece que o empenho de lutar estaria arrefecendo… Os EUA já deixaram claro que não pretendem ir muito longe… A Itália já não se sustenta como plataforma de lançamento dos ataques contra o Norte da África. Será que a França de Sarkô estaria ficando cada vez mais isolada nessa campanha contra Kadafi?

Russia: arming Libya rebels is “crude violation”

 Reuters, 30JUN2011, 5:34pm EDT – By Lutfi Abu-Aun

TRIPOLI (Reuters) – Russia accused France on Thursday of committing a “crude violation” of a U.N. weapons embargo by arming Libyan rebels, while Washington said it was acting legally, creating a new diplomatic dispute over the Western air war. Continuar lendo

Falácias da Guerra do Paraguai

Recebi de um colega por e-mail e resolvi compartilhar. Incomoda-me a maneira com parte importante da sociedade brasileira e a maioria dos formadores de opinião deste País desconhecem o conflito de 1864-1870 e desmerecem a participação brasileira. E o pior é a falácia criada na década de 1970 (por um brasileiro cujo nome prefiro nem registrar e que fez um grande desserviço ao País) segundo a qual o Paraguai era um centro de prosperidade na América do Sul, chegando a incomodar a Grã-Bretanha (HAHAHAHA!)a ponto daquela potência fazer com que Argentina, Uruguai e o Império do Brasil desencadeassem um guerra genocida contra Solano Lopes! Pelamordedeus!

Deprimente como há professores brasileiros que, por questões ideológicas ou ignorância, compraram a idéia e a disseminam entre seus alunos! Não, o Paraguai não era o paraíso de prosperidade na terra. Lopes era mais um caudilho governando com braço forte e oprimindo aquele povo (em que pese o fato de que seu pai promovera reformas importantes para o desenvolvimento do Paraguai) e o Brasil foi atacado, respondendo à injusta agressão contra nosso território.

Foi o maior conflito pelo qual passou a América do Sul. E deveríamos nos orgulhar de termos saído vencedores. Diga-se de passagem, o Império do Brasil (na figura de sua Majestade Imperial, o maior estadista de nossa História), mostrou-se sim muito nobre na vitória, preservando a integridade territorial paraguaia… E naquele conflito forjou-se nosso Exército, como figuras como Caxias e Osório, fazendo-se também presente nossa gloriosa Armada, cujo patrono, Tamandaré, deveria estar entre os heróis mais aclamados da Pátria.

Entretanto, preferimos acreditar nas mentiras que prejudicam a imagem do Brasil naquele conflito e ridicularizam nossos heróis. Creio que sejamos o único país do mundo que não canta louvores a suas vitórias, preferindo versões que nos desmerecem. Ainda temos muito que crescer, também nesse sentido. Pronto, desabafei!

Singularidade

* Sérgio Paulo Muniz Costa

 Exatamente o que Solano Lopes pretendia ao invadir o Brasil em dezembro de 1864 e junho de 1865, matando, estuprando, roubando e torturando brasileiros nas terras que habitavam há gerações não se sabe. Já o revisionismo histórico que se pratica há mais de quarenta anos no Brasil em relação à Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870) é mais fácil de estimar: levar a luta ideológica ao extremo de negar a nacionalidade. Continuar lendo

Kadafi vai processar a OTAN em “tribunais internacionais”

É isso aí! Kadafi dará o troco na OTAN com a mesma moeda! Vai processar a aliança militar em “tribunais internacionais”(quais tribunais?)!!!

Tirei a hilariante notícia do site da agência russa de notícias que, por sua vez, extraiu da Reuters. Claro que é muito mais divertido ler isso em um site russo, com destaque e tudo!

Dá-lhe, Muamar!

RIA Novosti

Libya says it intends to persecute NATO in international courts

http://en.rian.ru/world/20110628/164879369.html
04:12 28/06/2011
 
Libya intends to persecute NATO in international courts for the Western military alliance’s attempts to physically eliminate country’s leader Muammar Gaddafi and members of his family, the Libyan Justice Ministry said in a statement. Continuar lendo

Muamar ainda está lá, e quer continuar…

Pois é, não é que o Muamar continua lá?!? Eu disse, eu disse que ele ia demorar a cair (só para me contradizerem, é capaz do Cauby de Trípoli ser derrubado amanhã mesmo! Mas, de toda maneira, resistiu bem, não?!)! E opior é que a OTAN ainda não conseguiu apresentar ao mundo alguém com autoridade suficiente para ocupar o lugar do Paulo Beti da Líbia! Quem é o principal líder rebelde? Quem ficará no lugar de Kadafi? O que sei é que ele é, definitivamente, teimoso… E não deixará o poder facilmente…

Gaddafi revives offer of vote to end Libya conflict

Photo
Reuters, 26JUN2011 – 1:39pm EDT
By Nick Carey

TRIPOLI (Reuters) – The Libyan government on Sunday renewed its offer to hold a vote on whether Muammar Gaddafi should stay in power, a proposal unlikely to interest his opponents but which could widen differences inside NATO. Continuar lendo

A retirada estadunidense do Afeganistão: uma perspectiva russa

Artigo muito interessante sobre a retirada norte-americana do Afeganistão… E vindo de um comentarista russo fica mais interessante ainda!

Surpreendente como os gastos com essa campanha devem chegar a meio trilhão de dólares! Pergunto-me quanto se teria gasto se a estratégia tivesse sido voltada para ações pacíficas, como o investimento dólares americanos para desenvolver a economia afegã, de modo a minar as condições de permanência do Talibã no poder. Claro que a guerra é muito mais lucrativa – ao menos para alguns!

RIA Novosti

The American withdrawal from Afghanistan: To leave, to fight, to run?…

http://en.rian.ru/analysis/20110623/164806259.html
23:51 23/06/2011

The numbers are in. Washington finally announced on Wednesday that 10,000 U.S. troops will be withdrawn from Afghanistan before the end of this year, followed by another 23,000 by the summer of 2012. In his address, President Barack Obama was expected to lay out a clear timetable for the drawdown after nearly a decade of fighting. In 2009, he promised to pull out 100,000 troops, yet Wednesday’s announcement makes it clear that the administration’s plan for withdrawal will be far more cautious than once maintained. Continuar lendo

Poder Naval Japonês

Acabei de inserir, no Espaço Acadêmico – Segurança Nacional e Defesa, o arquivo de um livro completo sobre o poder naval japonês. Vale a pena conferir.

Só para lembrar o bom e velho Yamato, símbolo do poder naval japonês... Minha reverência àqueles que com ele repousam no fundo do Oceano.

Para acessar, clique aqui.