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Bem, a Autoridade Nacional Palestina está tentando colocar Israel contra a parede… Usando a ONU para isso, estaria mesmo fazendo uma “chantagem de política internacional”. Continuo achando que isso não acabará bem…

Claro que os palestino têm direito a seu pedaço de terra… Mas deveriam tentar resolver o problema negociando diretamente com Tel Aviv (apesar dos radicais do lado de lá) e não forçar o envolvimento de meio mundo na questão. De toda maneira, o tiro do senhor Abbas pode acabar saindo pela culatra, pois ninguém ganha com o aumento do atrito entre israelenses e palestinos (quer dizer, talvez o Hamas ganhe) e muita gente, especialmente o senhor Abbas, perde…

Hoje vi um debate interessante sobre o assunto em um canal da TV paga. Irritam-me, entretanto, esses intelectuais de esquerda e declaradamente pró-Palestina, que ficam com aqueles comentários óbvios do tipo “Ah, agora os EUA terão que mostrar sua posição pró-Israel” ou “Pois é, vamos ver a verdadeira face do Império americano!”. Coisa mais besta, sô! É natural o apoio de Washington ao Estado judeu. Não poderia ser diferente…

Israel é aliado tradicional dos EUA. Já no outro lado, é comum ver os palestinos queimando bandeiras estadunidenses… Queriam que os EUA apoiassem quem, oras!

Folha de São Paulo – 25/09/2011 – 13h46

Israel vê “difíceis repercussões” caso Estado palestino seja aprovado

DA REUTERS, EM JERUSALÉM

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, disse neste domingo que haverá “difíceis repercussões” se a ONU aprovar uma solicitação da Palestina para ser reconhecida como Estado.

Lieberman não detalhou qual ação Israel tomaria se a organização apoiasse o pedido feito na sexta-feira pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, na Assembleia Geral da ONU.

No passado, Lieberman sugeriu que, se os palestinos ganhassem reconhecimento sem um acordo de paz com Israel, cortaria relações com a Autoridade Palestina, de Abbas, que tem poderes próprios limitados na Cisjordânia, ocupada pelos israelenses.

Os Estados Unidos, maior aliado de Israel, afirmou que vetaria a resolução, o que significa que a Palestina não conseguiria se tornar um membro da ONU.

Mas Israel está preocupado que, mesmo se Washington vetar a moção no Conselho de Segurança, os palestinos possam alcançar mais aprovações na Assembleia Geral, onde qualquer votação é vencida por maioria simples.

“Se os palestinos conseguiram aprovar uma resolução, se não no Conselho de Segurança na Assembleia Geral, isso nos levaria todos para uma nova situação e haveria repercussões, difíceis repercussões”, afirmou Lieberman em uma entrevista à Rádio Israel.

“Qualquer medida unilateral sem dúvida trará uma reação de Israel”, afirmou Lieberman.

Israel insistiu que os palestinos só poderão ganhar status de Estado por meio de negociações, e afirmou que ambos os lados precisam chegar a um acordo sobre fronteiras e segurança.

O embaixador do Líbano na ONU afirmou que o Conselho de Segurança vai se reunir na segunda-feira para discutir o pedido de Abbas.

As negociações de paz pararam há um ano devido a uma polêmica sobre a construção de assentamentos israelenses na Cisjordânia.

O Quarteto de negociadores do Oriente Médio, formado por EUA, União Europeia, Rússia e ONU, propôs uma novo plano na sexta-feira, exortando Israel e os palestinos a se reunirem dentro de um mês para estabelecer uma agenda de negociações.

A proposta pede um prazo para o fim de 2012 para que seja acertado um acordo de paz que resulte em um Estado palestino junto com Israel, nos territórios que Israel capturou na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, saudou a proposta do Quarteto para negociações diretas.

Lieberman também elogiou a ideia, dizendo à Rádio do Exército de Israel que, “com todas as reservas que temos à proposta do Quarteto, estamos prontos para abrir negociações imediatas” com os palestinos.

A imprensa israelense disse que os ministros do gabinete vão debater o plano em uma reunião na segunda-feira. Abbas afirmou que vai discutir a ideia com os líderes da Organização pela Libertação da Palestina e outras autoridades.

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