Os dez homens mais ricos da história

Dia desses encontrei, no site Aventuras na História, matéria sobre os dez homens mais ricos de todos os tempos. Sinceramente, não sei como chegaram a essas conclusões, mas vale a pena ao menos conhecer um pouco sobre essas pessoas.

Interessante observar que quatro na lista são homens de negócios: Henry Ford, Cornelius Vanderbilt, Andrew Carnegie e David Rockefeller, os quais fizeram fortuna com o processo de industrialização dos EUA, entre meados do século XIX e o início do século XX. São verdadeiros selfmade-men (se estivesse em alemão escreveria tudo junto, mas acho que é assim…), cuja trajetória de vida se confunde com a própria ascensão do país ao patamar de primeira potência global. Há, ainda, soberanos, com destaque para Osman Ali Khan, Rajá da Índia (tido como o homem mais rico do mundo em 1937), e Guilherme, o Conquistador (ainda tentando entender como chegaram à cifra de US$ 230 bilhões de fortuna do monarca normando).

Naturalmente, Nicolau II está na lista. O Czar de todas as ruas era também o senhor milhões (isso, milhões) de quilômetros quadrados de terras em seu vasto Império. A riqueza do Estado se confundia, naturalmente, com a do monarca.

Inusitado também foi o aparecimento de Jakob Fugger, um sacerdote renascentista da cidade-Estado de Veneza, que soube negociar com a Santa Sé e auferir bons lucros… Há, ainda, o ditador Muamar Kadafi, senhor da Líbia, amigo íntimo de um certo Luís Inácio (que está preso!), e que se aproveitou de controlar um país sobre vastas reservas de petróleo – até que acabaria derrubado, e morto por empalamento, deixando a Líbia no caos que ainda se encontra.

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De todos os casos listados na matéria (já falei que ainda não entendi como chegaram a essas cifras?), o homem apresentado como o mais rico da história é Mansa Musa, Rei do Mali, e que teria cumulado US$ 400 bilhões em valores atuais (botando Bill Gates, Warren Buffet, Carlos Slim e Cia. no chinelo – chinelo dourado, claro).

Realmente, como chegaram a essa lista não sei. Acho que faltam alguns ditadores modernos (como Fidel Castro) e os monarcas absolutistas dos países produtores de petróleo. De toda maneira, vale a brincadeira!…

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Para acessar a matéria, clique aqui.

Obama e “a maldição de Kadafi”…

É… estou começando a achar que a maldição de Kadafi está chegando às terras estadunidenses… Segundo a Reuters, Romney já está com 44% das intenções e Obama 42% (claro que sempre tem a Flórida, né?)… Será que Obama consegue mais quatro anos?

Romney draws battle lines in GOP acceptance speech

The Washington Post – By , Published: August 30 | Updated: Friday, August 31, 1:16 AM

TAMPA — Mitt Romney claimed the Republican presidential nomination here Thursday night with a promise to restore the nation’s economic strength and a critique of President Obama’s record, which he said has turned hope and change into failure and disappointment for the nation’s families. Continuar lendo

Iraque e Líbia: o preço do sucesso

Artigo enviado pelo Daniel Pinto há alguns dias. A análise permanece atual. E, de fato, ainda não assimilei a barbaridade que fizeram com o Kadafi… Não adianta, o homem foi Chefe de Estado (de fato) durante quatro décadas e não merecia aquele tratamento. Pura barbárie. E, lamentavelmente, sinal dos dias sombrios que a Líbia passará em um futuro próximo…

“Ah”,  dirão alguns, “mas o homem teve o fim que merecia!”. Discordo. Ninguém merece aquele tratamento degradante. O empalamento… a execução sumária… E tão abjeta quanto foi a maneira como deixaram o corpo exposto para visitação em um frigorífico. Sei não… A crueldade humana e anseio por vingança não encontram limites…

Não escreverei mais sobre Kadafi. Que descanse em paz…

Libya and Iraq: The Price of Success

Stratford – October 25, 2011
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By George Friedman

In a week when the European crisis continued building, the White House chose publicly to focus on announcements about the end of wars. The death of Moammar Gadhafi was said to mark the end of the war in Libya, and excitement about a new democratic Libya abounded. Regarding Iraq, the White House transformed the refusal of the Iraqi government to permit U.S. troops to remain into a decision by Washington instead of an Iraqi rebuff.

Though in both cases there was an identical sense of “mission accomplished,” the matter was not nearly as clear-cut. The withdrawal from Iraq creates enormous strategic complexities rather than closure. While the complexities in Libya are real but hardly strategic, the two events share certain characteristics and are instructive. Continuar lendo

Testamento de Kadafi

Claro que é um documento simbólico, mas foi divulgado no http://www.algerie-focus.com/, mais precisamente em http://www.algerie-focus.com/2011/10/22/%c2%abalgerie-focus-com%c2%bb-publie-la-derniere-lettre-d%e2%80%99el-kadhafi-redige-3-jours-avant-sa-mort/ (texto em francês). Resolvi postar aqui…

Testamento de GADAFI

Unos días antes de ser asesinado transmitió su testamento a 3 de sus allegados.

En el nombre de Dios el Clemente y Misericordioso.

Este es mi testamento, yo, Mouammar Bin Mohammed Bin Abdessalam Bin Humaïd Bin Aboumeniar Bin du Naïl Al Fohsi Al Kadhafi. Continuar lendo

Enquanto isso, na Rússia…

Fiquei surpreso com o fato de que, até agora, 23OUT2011, não encontrei qualquer pronunciamento oficial do Governo russo sobre a morte de Kadafi. Nada na página do Primeiro Ministro, nem na Presidência, tampouco no Ministério das Relações Exteriores (por falar nisso, o link para a página em inglês do Ministério das Relações Exteriores redireciona para o Ministério do Interior – hehehehe). Não tive paciência nem tempo para olhar nas páginas em russo.

Pode ser intencional, mas os russos demoram a atualizar seus sites oficiais… Vai entender…

Artigo interessante sobre a real preocupação dos russos no momento: a eleição de Putin. Gosto de Putin…

RUSSIA PROFILE.ORG

 
Section: Politics

A Tough Crowd

Critical Russian Media Scrambles to Analyze the Consequences of another 12 Years of Putin By Dan PeleschukRussia Profile 09/26/2011President Dmitry Medvedev’s announcement on Saturday that he would step aside to allow Prime Minister Vladimir Putin another chance at the presidency ended nearly four years of speculation as to whether Putin would return to the post. Though analysts and casual observers alike had long predicted the move, the announcement still sent ripples through the Russian media. And while the local press tackled the story with commendable analysis, most of the coverage was geared toward predicting the bleak course on which Putin would continue to steer Russia. Bloggers, meanwhile, took to the Web to voice their own concerns. Continuar lendo

Os alemães e Kadafi…

Meus caríssimos 19 leitores que já brindaram este site com mais de trinta mil acessos desde fevereiro, estou fora de Brasília e amanhã retorno com mais atualizações do site. Fica esta notícia de que os alemães já saberiam do paradeiro de Kadafi.

Difícil dizer se realmente procede a informação, mas resolvi postar para ilustrar como potências (ou Potências) atuam. Mesmo contrária à ação militar contra a Líbia, seria praticamente impossível que a Alemanha não estivessem acompanhando de perto os acontecimentos na região.

É assim que Potência age. Acabei me lembrando como o Presidente do Brasil havia afirmado desconhecer a situação de Zé-Laya (assim que excrevo, posso?) quando de sua entrada na embaixada brasileira e retorno a Honduras no imbróglio que passamos naquele país…

(PS: ainda inconformado com a maneira como mataram Kadafi e as imagens dos rebeldes tripudiando sobre seu corpo. Sinceramente, aquilo me causou péssima impressão, mesmo se tratando do Muamar… Incomoda-me ver qualquer líder sendo vilipendiado daquela maneira… Pronto, falei.)

10/22/2011 06:33 PM

Aid for the Allies: German Intelligence Service Knew Gadhafi’s Location

The decision to opt out of NATO efforts to aid the Libyan revolution alienated Germany from it Western allies. But according to SPIEGEL information, the country was more involved in the conflict than previously thought. German intelligence agents reportedly helped find fugitive dictator Moammar Gadhafi. Continuar lendo

Como acabam os ditatores

Aqueles que nos formamos nas últimas décadas acostumamo-nos com a imagem de Muamar Kadafi como homem forte da Líbia, líder autoproclamado da causa dos países em desenvolvimento e de um nacionalismo árabe e anticlerical, admirado por muitos, odiado por tantos outros… Pode-se dizer muito de Kadafi, menos que ele era um sujeito comum. De suas roupas espalhafatosas a seus discursos ardorosos contra os Estados Unidos, passando pelo apoio ao terrorismo e a rivalidade com a Al Qaeda, o homem que aos 27 anos chegou ao poder de forma extraordinária (e igualmente conseguiu mantê-lo por quatro décadas) certamente deixará sua marca na História do final do século XX e do início do terceiro milênio.

É estranho ver Kadafi morto. É estranho ver a Líbia sem Kadafi. É estranho ver o mundo árabe sem um de seus líderes mais conhecidos e polêmicos, um verdadeiro “pop star do terceiromundismo”. É estranho imaginar o mundo sem a figura do líbio com suas vestes de beduíno ou seu uniforme com fotos pregadas, com sua bela guarda pessoal composta só de mulheres, sem sua tenda armada defronte as ruínas do palácio presidencial, sem seu semblante à frente da bandeira verde e do nome “Líbia” nas conferências internacionais.

Muito sentirão falta dele. Eu sentirei falta dele, o Caubi da Líbia, o crossdressing de Trípoli, o inspirador da moda brega-megalômana entre os ditadores… Certamente, o mundo sem Kadafi ficará mais sem graça…

Interessante como acabou Kadafi. Resistiu por décadas às Potências ocidentais. Sobreviveu ao bombardeio estadunidense de 1986. Pereceu nas mãos do próprio povo.

Há alguns meses, comentando o Levante na Líbia, eu disse aqui neste site que Kadafi não era como Saddam Hussein. Disse que ele resistiria até o final e que morreria lutando… Foi o que aconteceu.

Pereceu nas mãos do próprio povo. No século XXI, talvez este seja o destino da maioria dos ditadores. O que aconteceu a Kadafi seria impensável há alguns anos, assim como o que acontece hoje no mundo islâmico. Morreu como deveria morrer.

Que o exemplo de Kadafi sirva de alerta para alguns outros líderes remanescentes de uma época em que os regimes autoritários eram incontestes, e o argumento de que se agia por uma causa maior e em nome do povo era suficiente para perpetuar ditadores no poder.

Tudo indica que os anos que se seguem não serão campo fértil para a manutenção de ditaduras, muitas plantadas há décadas, em uma época em que ser ditador em país pobre era até fashion. Logo essas ditaduras cairão, pois as idéias que lhes deram origem já terão sido esquecidas pelas novas gerações… E esses ditadores cairão por suas próprias mãos, pelas mãos do progresso e do anseio democrático, ou pelas mãos de seu próprio povo.

Depois do que houve com Muamar, os dinossauros que sobreviveram à onda autoritária do século XX deveriam colocar as barbas de molho…