Putin: um recado para o Ocidente / Putin: a message to the West

Pois é! A notícia abaixo, divulgada no dia da posse de Putin, serve de alerta para o mundo em geral, e para o Ocidente em particular: de que o novo (não tão novo) Presidente da Rússia fará todo o possível para tornar seu país cada vez mais forte e tentar recuperar o prestígio dos tempos soviéticos. Afinal, Putin é um remanescente do período em que a União Soviética disputava com os Estados Unidos a hegemonia global. E ele fará de tudo para recuperar a condição de grande potência para seu país.

Já disse que gosto de Putin? Putin é KGB. Salve, Putin!

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By the following news, on his inauguration day, Mr. Putin sends a message to the world, and to the West in particular: he will continue to keepRussiastronger and trying to recover theSoviet Unionlost prestige. The new (not so new) Russian President comes from the time when his country was the second world power in terms of global influence. And he will make everything to bringRussiaback to that condition. Is the Cold War back? Obviously not! However, with Putin, the Kremlin says clearly thatRussiais still a great power and an important player on the international game.

I really admire Mr. Putin. He’s an example of leadership to millions. Actually, I like Putin. Putin is KGB. Hail, Putin!

Putin Pushes For Guarantees on U.S. Missile shield

http://en.rian.ru/world/20120507/173297944.html
RIA NOVOSTI – 19:37 07/05/2012

Russian President Vladimir Putin on Thursday urged the Foreign Ministry to stick to the provisions of the new Russia-U.S. Start treaty and push for guaranties that the U.S. missile shield in Europe will not be aimed against national nuclear facilities. Continuar lendo

O Japão e os mísseis da Coréia do Norte

Essa quem me mandou foi Rafael Rol. Pois é, diante do eventual lançamento, por parte do regime de Piong Yang, de um míssel que pode alcançar o arquipélago japonês, Tóquio coloca em alerta seus sistemas de defesa.

Interessante observar que, apesar de constitucinalmente limitadas à defesa interna, as chamadas Forças de Auto-Defesa do Japão compreendem a terceira armada do Pacífico. Ademais, o Japão tem o que os antigos geopolíticos chamariam de significativo Poder Latente, ou seja, condições de se mobilizar para desenvolver rapidamente seus mecanismos de defesa, e se tornar, em pouco tempo, uma grande potência militar – claro que ninguém quer isso, muito menos as autoridades nipônicas…

É certo que Bob Filho pensaria duas vezes antes de provocar o Japão. Sabe que um ataque ao arquipélago ou à Coréia do Sul geraria reação de toda a comunidade internacional, aí incluídos os EUA e o principal aliado dos norte-coreanos, a China. O problema é que a razão não costuma ser algo muito afeto aos ditadores…

O teste com um míssel como o previsto para as próximas semanas é mais uma demonstração de força, e não necessariamente para Tóquio. Afinal, um vetor que consegue alcançar o arquipélago japonês chega facilmente a Seul, e pode transportar ogivas nucleares. Os norte-coreanos já tratam de mísseis de médio e longo alcance [e até de balísticos intercontinentais (ok, realidade não tão próxima)]. De toda maneira, convém ficar de olho em Bob Filho e sua turma…

 Segue uma tabelinha comparando os dois países… 

 


Japan

North Korea
CURRENT GFP RANK

9

 

22

 
 
 
 
Total Population
126,475,664
24,457,492
Military Manpower Available
53,608,446
12,933,972
Fit for Military Service
43,930,753
10,066,704
Reaching Military Age Yearly
1,214,618
412,290
Active Military Personnel
239,430
1,106,000
Active Military Reserves
57,899
8,200,000
Total Aircraft
1,953
1,650
Total Land-Based Weapons
5,220
20,692
Total Naval Units
110
708
Towed Artillery
480
1,500
Merchant Marine Strength
673
158
Major Ports and Terminals
10
8
Aircraft Carriers
0
0
Destroyers
10
0
Frigates
36
3
Submarines
16
58
Patrol Coastal Craft
6
471
Mine Warfare Craft
29
23
Amphibious Operations Craft
25
273
Defense Budget / Expenditure
$70,495,000,000
$5,000,000,000
Foreign Reserves
$1,096,000,000,000
$0
Purchasing Power
$4,310,000,000,000
$40,000,000,000
Oil Production
132,700 bbl
118 bbl
Oil Consumption
4,363,000 bbl
16,000 bbl
Proven Oil Reserves
44,120,000 bbl
0 bbl
Total Labor Force
65,700,000
12,200,000
Roadway Coverage
1,203,777 km
25,554 km
Railway Coverage
26,435 km
5,242 km
Waterway Coverage
1,770 km
2,250 km
Coastline Coverage
29,751 km
2,495 km
Major Serviceable Airports
176
79
Square Land Area
377,915 km
120,538 km

  

Folha.com – 09/04/201207h44

Japão prepara mísseis ante lançamento de foguete norte-coreano

DA EFE, EM TÓQUIO

O Japão ativou um sistema antimísseis no centro de Tóquio a fim de interceptar o foguete que a Coreia do Norte deve lançar nos próximos dias caso sua trajetória represente um risco para a capital, informou nesta segunda-feira à Agência Efe o Ministério da Defesa japonês. Continuar lendo

Obama entre as duas Coréias

A visita do Presidente Obama à zona desmilitarizada entre as duas Coréias é um movimento interessante no intrincado tabuleiro do Extremo Oriente. Afinal, será o Presidente dos Estados Unidos da América a visitar uma zona de guerra (tecnicamente, as duas Coréias continuam em guerra desde a década de 1950, quando um armistício suspendeu os combates). E, mais importante, reunir-se-á com os líderes russo, Medvedev, e chinês, Hu Jintao. Ou seja, teremos um encontro entre a Superpotência e as duas grandes potências asiáticas, entre as quais o principal aliado de Pyong Yang (a China).

O tema do encontro entre os líderes de três potências nucleares não será, apenas, a crise na península coreana e os anseios megalomaníacos da Coréia do Norte. Também tratarão do Irã e seu programa nuclear. Oportunidade rara em que esses três homens se reúnem.

Apesar da pouca atenção dada ao evento pela imprensa por aqui, pode-se ter aí um momento histórico que certamente influenciará o futuro da Ásia e do planeta…

Obama to visit DMZ, raise pressure on North Korea

Reuters, 20MAR2012- 7:58pm EDT

By Alister Bull and Matt Spetalnick

WASHINGTON (Reuters) – President Barack Obama, seeking to increase pressure on North Korea to abandon its atomic weapons, will visit the Demilitarized Zone (DMZ) on South Korea’s tense border on Sunday before a nuclear security summit in Seoul.

Obama’s visit to the border will be a strong show of support for South Korea, the White House said on Tuesday, sending a message to the North as Washington builds an international effort to get stalled nuclear disarmament talks back on track. Continuar lendo

Fortalecendo o Talibã

Pois é… a situação no Afeganistão só piora. Só não estou seguro quanto à idéia de o Talibã ter-se fortalecido depois do massacre promovido pelo alucinado soldado estadunidense. Afinal, o Talibã foi a pior coisa que já passou por aquelas terras desde muito tempo. Impossível ter qualquer simpatia pelo Talibã.

Não obstante, é conveniente que se entenda que as forças da coalizão no país são vistas pela população como tropa de ocupação. E ninguém gosta de estar sob ocupação. Complicado conquistar corações e mentes por ali.

Quanto ao cidadão que surtou e matou os 16 civis, é óbvio que é louco. O problema é que, em um caso como esses, talvez o melhor a fazer seja punir exemplarmente o sujeito ou até (claro que nunca farão isso) o entregarem aos afegãos. Caso contrário,  a aversão às forças estrangeiras no país só tende a aumentar… Vai ser difícil para os EUA deixarem aquele país.

O sujeito precisa ser punido, simples assim. Entretanto, repito, a alternativa é inviável. Imagino se fosse um soldado afegão que resolvesse sair atirando e matasse 16 civis ocidentais…

Spiegel online, 03/13/2012 03:19 PM
 

The World from Berlin: ‘Taliban Stronger than Ever’ after Massacre

Tensions are high in Afghanistan following Sunday’s alleged massacre of 16 civilians by a US soldier. The incident overshadowed Chancellor Merklel’s visit to Bundeswehr troops in the country. German commentators argue that it has also worsened the chances for peace in the country. Continuar lendo

Os riscos de uma intervenção na Síria

Enquanto determinados grupos clamam por uma intervenção dos EUA e seus aliados contra o regime de Assad, o NY Times de ontem publicou matéria sobre os riscos desse tipo de ação. Repetirei pela enésima vez (mesmo porque alguns dos meus oito leitores podem ter deixado passar os comentários anteriores…) que a Síria não é a Líbia. O buraco ali é muito mais embaixo. Além disso, antes de qualquer coisa, como diria Garrincha, “tem que combinar com os russos”…

NY Times, March 11, 2012

Military Points to Risks of a Syrian Intervention

By 

WASHINGTON — Despite growing calls for the United States to help stop the bloodshed in Syria, senior Pentagon officials are stepping up their warnings that military intervention would be a daunting and protracted operation, requiring at least weeks of exclusively American airstrikes, with the potential for killing vast numbers of civilians and plunging the country closer to civil war. Continuar lendo

Qual o preço de não agir contra o Irã?

Matéria muito elucidativa sobre a viagem de Bibi Netanyahu aos EUA e a perspectiva israelense frente aos últimos acontecimentos da crise iraniana. Recomendo a leitura!

Haartez.com – 07.03.12

Netanyahu, Obama divided on price of Israeli strike against Iran

By Barak Ravid

Netanyahu considers missiles on Tel Aviv preferable to nukes in Iran, says senior Israeli official.

Prime Minister Benjamin Netanyahu presented one central question during his meetings in Washington in the past few days: “What will be the price of not acting against Iran?” he asked at every opportunity. Continuar lendo

Crise do Irã: rumo a uma solução pacífica?

As duas últimas semanas foram interessantes nas relações entre o mundo civilizado e o chamado “Eixo do Mal”. Enquanto Bob Filho anunciou o acordo com os EUA para suspensão do programa nuclear norte-coreano em troca de comida para a população do país mais fechado do planeta (alguém finalmente descobriu em Piong Yang que as pessoas precisam comer, esse luxo capitalista!), no Irã parece haver um clima de apaziguamento e “solução negociada” para o problema do programa nuclear dos aiatolás… Sinceramente, quando a esmola é grande o santo desconfia!

Confesso que tenho certa dificuldade em acreditar na mudança do discurso de Teerã. Mas talvez tenha sido essa a alternativa possível para Armandinho e sua turma. Aceitaram até a visita do pessoal da Agência Internacional de Energia Atômica! É estranho ou não é?

Sei não, mas diante desse cenário só lembrei da situação de calmaria em que fica a praia antes do tsunami…

Obama says new Iran talks should calm “drums of war”

Photo
Reuters – 06/03/2012 – 7:57pm EST

WASHINGTON/BRUSSELS (Reuters) – President Barack Obama said an announcement on Tuesday of six-power talks with Iran offered a diplomatic chance to defuse a crisis over its nuclear program and quiet the “drums of war.”

EU foreign policy chief Catherine Ashton, who represents the United States, Russia, China, France, Britain and Germany in dealings with Iran, announced a fresh bid to allay suspicions that Iran is developing nuclear weapons after weeks of consultations with the other powers. Continuar lendo

Os EUA e as armas de destruição em massa da Síria

Artigo muito interessante sobre a preocupação do Departamento de Estado dos EUA com o destino das armas de destruição em massa [ADM (ou WMD em inglês)] sírias após um eventual colapso do regime de Assad. A Síria teria um arsenal de armas químicas que, caindo em mãos erradas, levaria a conseqüências bastante nefastas. Pelo menos com Assad sabe-se que estão seguras…

Chama a atenção como o Governo dos EUA lidam com um país árabe sob um regime forte e que tem comprovadamente  ADMs… Parece ser bem diferente do discurso de uma década passada com relação ao Iraque. Talvez porque o Iraque de Saddam Hussein não tivesse ADMs…

Foreign Policy -Posted By Josh Rogin 
Friday, February 24, 2012 – 3:03 PM 

The State Department has begun coordinating with Syria’s neighbors to prepare for the handling of President Bashar al-Assad’s extensive weapons of mass destruction if and when his regime collapses, The Cable has learned. Continuar lendo

O Irã e as ações preventivas

Esta foi publicada pelo meu amigo Marcus Reis (por sinal, recomendo efusivamente seu site – http://www.marcusreis.com).

Agora, quem ameaça “agir preventivamente” (seguindo a mais tradicional escola bushiana – nada contra a escola bushiana) é o regime de Teerã. Os iranianos realmente conseguem surpreender… Isso preocupa.

Sinceramente, às vezes acho que o maior aliado do Irã nos últimos anos foi George W. Bush e sua Política Externa. Afinal, ele conseguiu acabar com o maior adversário do regime dos aiatolás na região (Saddam Hussein), fez os preços do petróleo subirem, e permitiu que os xiitas chegassem ao poder no Iraque. Quer prova maior de amizade? E, agora, é o idealizador da doutrina que inspira Armandinho e sua trupe…

Iran threatens preemptive action

CNN.com – By the CNN Wire Staff – 2012-02-21T13:26:46Z

 (CNN) –Iranwarned Tuesday it would strike against an “enemy” threatening it if needed to protect its national interests — even if the enemy didn’t attack first.

Gen. Mohammad Hejazi, a deputy head ofIran’s armed forces, said his country “will no more wait to see enemy action against us,” according to the semi-official Fars News Agency. Continuar lendo

Enquanto isso, em Israel…

Segue o editorial do Haaretz de hoje. Alguns diriam que a sociedade israelense está dividida quanto a uma ação contra o Irã. Difícil dizer, pois não estou acompanhando o assunto tão de perto. Daqui de longe, o que parece é que a maioria dos israelenses não desejam a solução bélica para o caso, ou pelo menos estão bastante apreensivos quanto às medidas a serem tomadas por Tel Aviv diante das provocações de Teerã…

Não parece uma boa idéia atacar o Irã (ao menos neste momento). Provavelmente, a ação armada de Israel despertaria a ira (sem trocadilhos) de muitos muçulmanos pelo mundo, talvez de alguns governos… Isso sem falar do terrorismo… Enfim, as consequências podem ser as piores… para todos. Apesar de muito difícil, a alternativa do diálogo talvez seja a mais sensata. Isso se os iranianos estiverem dispostos a conversar…

Israel must listen to U.S. warnings against Iran attack

Haaretz Editorial, 20FEV2012

Does Iran truly intend to use nuclear technology for military purposes, or do its leaders recognize that the international response to such a development could jeopardize its very survival? Continuar lendo

Israel deve atacar o Irã na primavera, diz Panetta

Quando o Secretário de Defesa dos EUA permite que se torne pública uma informação como esta, é sinal de que a coisa tem realmente grandes chances de acontecer! Se eu fosse Armandinho ou os aiatolás colocaria minhas barbas de molho…

Panetta believes Israel may strike Iran this spring: reports

Reuters, 02FEB2012

WASHINGTON (Reuters) – Defense Secretary Leon Panetta believes there is a growing possibility Israel will attack Iran as early as April to stop Tehran from building a nuclear bomb, U.S. media reported on Thursday. Continuar lendo

O mundo após o colapso dos EUA

Artigo publicado no The Peninsula, do Catar. Brzezinski dispensaria apresentações, mas, para os mais jovens e o pessoal que não é da área de Relações Internacionais, vale lembrar que é um renomado acadêmico, tendo sido C0nselheiro de Segurança Nacional de Jimmy Carter, entre 1977 e 1981, tendo influenciado a política externa democrata no período. Junto com Kissinger (que faz sua contraparte republicana), Brzezinski é um dos grandes pensadores realistas da segunda metade do século XX (quem estuda Relações Internacionais e não o conhece está com sérios problemas…). 

Recomendo a leitura, particularmente a meus alunos que se preparam  para a carreira diplomática. Atentem para o fato de que a perspectiva é de ausência de um novo hegemon quando os EUA deixarem de ocupar essa posição, em um sistema que pode se evidenciar cada vez mais hobbesiano.

Também merece destaque a percepção de que a China não se constitui em sucessor inevitável dos EUA como potência hegemônica. Ao contrário, se teria um conjunto de potências “secundárias” com suas áreas de influência regional (secundárias leia-se todas as grandes que não sejam os EUA ou a China) – aí há a referência ao Brasil.

De toda maneira, é bom lembrar que essa decadência dos EUA não será tão rápida nem talvez tão intensa como preveem alguns ou desejam outros (mesmo porque os EUA são pródigos em bons analistas internacionais e conseguem sempre surpreender em sua capacidade admirável de dar a volta por cima)…

O amigo diplomata que enviou a notícia destaca a referência à Rússia utilizando-se a palavra alemã “schadenfreude”, que significa um sentimento de alegria ou prazer pelo sofrimento ou infelicidade dos outros (só os alemães para conseguirem sintetizar certos sentimentos em palavras). Claro que isso não seria exclusividade dos russos. Por aqui mesmo haveria muita gente (os tais americanófobos) contente com o novo cenário. Eu ainda prefiro ficar sob a hegemonia estadunidense que sob a chinesa…

A faltering US could signal a dangerously unstable world 

The Peninsula – Friday, 27 January 2012 22:59
By Zbigniew Brzezinski

Not so long ago, a high-ranking Chinese official, who obviously had concluded that America’s decline and China’s rise were both inevitable, noted in a burst of candour to a senior US official: “But, please, let America not decline too quickly.” Although the inevitability of the Chinese leader’s expectation is still far from certain, he was right to be cautious when looking forward to America’s demise. Continuar lendo

Bomba na Casa Branca

Os jornais estadunidenses estão anunciando que há pouco teria sido lançada uma bomba de fumaça na Casa Branca (e prédio teria sido evacuado, afirmam alguns). Entretanto, parece não representar qualquer ameaça. De toda maneira, o evento serve para testar a segurança das instalações e os procedimentos de resposta em caso de atentado.

Bom lembrar que cerca de mil pessoas estão protestando em frente à sede do Executivo estadunidense (é como se faz nas democracias). Daí  que o mais provável que tenha saído da multidão. Ou isso, ou há quem diga que foi um sinal de fumaça republicano… Lá vem o  Romney!

Apparent Smoke Bomb Tossed Over White House Fence

About 1,000 protesters rally outside White House

NBC Washington – Tuesday, Jan 17, 2012  |  Updated 10:22 PM EST
White House Smoke Bomb?AFP/Getty Images 

Someone threw what appeared to be a smoke bomb over the White House fence Tuesday night, according to the Secret Service. Continuar lendo

O espião que foi para o frio…

Pois é! Para quem achou que isso havia acabado com a Guerra Fria… E, claro, desde Gouzenko, a espionagem em solo canadense sempre tem seu charme todo especial (e efeitos que vão muito além das fronteiras do segundo maior país do mundo em extensão territorial)! A história é boa!

THE NY TIMES – January 17, 2012

 Canada Accuses Naval Officer of Sharing State Secrets

By 

OTTAWA — A Canadian naval officer who worked in some of the country’s key military intelligence centers has been charged with breach of trust and passing along government secrets to a “foreign entity.” The officer, Sub-Lt. Jeffrey Paul Delisle, 40, remained in jail on Tuesday after his lawyer asked a court in Halifax, Nova Scotia, to delay a bail hearing to give him more time to study the government’s case. Continuar lendo

Inteligência turca alerta sobre ataques a alvos estadunidenses na Turquia

Segundo o Haaretz, os iranianos estariam patrocinando células terroristas para promover ataques a alvos estadunidenses na Turquia, teria informado a inteligencia turca. Difícil é dizer o grau de confiabilidade dessa informação. Seria uma resposta de Teerã ao assassinato do cientista na semana passada?

Sei não, mas se a coisa continuar desse jeito (lembremos que ainda estamos em janeiro), pode ser que 2012 não acabe sem uma guerra no Oriente Médio. Isso não será bom nem para os EUA, nem para Israel e tampouco para o Irã… Não será bom para ninguém…

Haaretz – 17.01.12 – By Avi Issacharoff

Report: Iran planning attacks on U.S. targets in Turkey

According to Turkish Zaman daily, a cell of the Quds Unit of Iran’s Revolutionary Guard is planning to attack U.S. embassy in Ankara. Continuar lendo

Acusado de vazar dados para o Wikileaks vai a julgamento

Prisão perpétua é pouco… Sem maiores comentários…

Suspeito de vazar dados para o WikiLeaks será julgado em corte militar

BBC Brasil – 12 de janeiro, 2012 – 21:08 (Brasília) 23:08 GMT
APAcusado de ‘colaborar com o inimigo’, analista pode ser condenado à prisão perpétua

Um tribunal militar recomendou nesta quinta-feira que o analista do Exército Bradley Manning seja julgado em uma corte marcial. Ele é suspeito de vazar documentos secretos para o site WikiLeaks e, se for condenado, pode pegar prisão perpétua. Continuar lendo

Declaração oficial do Ministro das Relações Exteriores do Irã responsabiliza a CIA pela morte do cientista

A provocação continua. O que surpreende é a insistência iraniana em afrontar os EUA e seus aliados (inclusive o por eles chamado “Estado sionista”) e continuar testando os limites da diplomacia… Será que se sentem tão seguros de si ou certos de que Washington resistirá às provocações? Repito, a acusação é grave, sobretudo vindo de uma autoridade pública.

Iran sends rare letter to U.S. over killed scientist

Reuters, 14JAN2012, 12:30pm EST – By Parisa Hafezi

TEHRAN (Reuters) – Iran said on Saturday it had evidence Washington was behind the latest killing of one of its nuclear scientists, state television reported, at a time when tensions over the country’s nuclear program have escalated to their highest level ever.

In the fifth attack of its kind in two years, a magnetic bomb was attached to the door of 32-year-old Mostafa Ahmadi-Roshan’s car during the Wednesday morning rush-hour in the capital. His driver was also killed. Continuar lendo

Um gênio e três desejos

A charge é de 2003, mas continua atualíssima!

A guerra de nervos em torno do Irã

Dessa vez,  a análise Lukyanov diz respeito à tensão crescente envolvendo o Irã. Comenta, inclusive, o artigo da edição de janeiro/fevereiro de 2012, que propões expressamente que atacar o Irã é “the least bad option“. Gostei, particularmente, do seguinte comentário:

This is a psychological war. Both sides are playing a game of brinksmanship, hoping that they will not have to act on their threats.

Atenção especial à análise sobre o equilíbrio de forças e os interesses na região do Golfo Pérsico. Concordo com Lukyanov de que os EUA não estão dispostos a uma outra guerra depois de dez anos de Afeganistão e Iraque, bem como que Teerã joga contando com o apoio russo e chinês (o problema é até quando Moscou e Pequim permanecerão garantes das provocações do regime dos Aiatolás).

Recomendo, especialmente a meus alunos de Relações Internacionais.

RIA Novosti

Uncertain World: The war of nerves around Iran

15:36 12/01/2012

The January/February 2012 issue of the magazine Foreign Affairs features an article with the shocking title: Time to Attack Iran: Why a Strike Is the Least Bad Option. It is indicative of the current mood and may set the tone for the rest of the year. Continuar lendo

Russos acusam Israel de incentivar os EUA contra o Irã

Notícia com acusação grave, divulgada em um dos principais jornais israelenses. Ainda tentando entender o que há por trás da declaração do assessor de segurança nacional de Putin (os russos têm, os americanos têm, o Brasil não tem um assessor de segurança nacional junto ao Presidente, só para constar…) e da publicação da matéria no Haaretz…

Haaretz – 12.01.12
By Reuters and Eli Shvidler

Israel is pushing U.S. toward Iran war, Russian official says

Nikolai Patrushev, head of the Kremlin’s Security Council, warns Iran could retaliate by blocking oil shipments from the Gulf.

Russia fears Israel will push the United States into a military conflict with Iran which could retaliate by blocking oil shipments from the Gulf, a confidant of Prime Minister Vladimir Putin said on Thursday. Continuar lendo