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Sobre Joanisval

Brasiliense. Doutor em Relações Internacionais e Mestre em História. Graduou-se em Relações Internacionais e em Direito. É advogado, professor universitário e consultor legislativo do Senado Federal. Monarquista convicto. Contato: joanisval@gmail.com.

Campanha do Brinquedo 2014

No primeiro dia de 2015, gostaria de agradecer a todos os bons de coração que contribuíram com nossa Campanha do Brinquedo. Em pouquíssimo tempo, reunimos gente de bem das mais distintas idades e profissões, que colaboram doando brinquedos, empacotando presentes e, ainda, participando da distribuição em orfanatos e casas de cuidado aqui no DF. Como resultado, cerca de duzentos presentes reunidos e dezenas de crianças e adolescentes que nos brindaram com sorrisos de gratidão. Fiz uma colagem da distribuição e posto aqui, atento para não expor nenhuma criança.

Aos que doaram amor e trabalho nessa campanha, nosso muito obrigado! Especial agradecimento aos queridos duendes que se reuniram para buscar os brinquedos nas casas dos doadores, empacotar os presentes, e que puderam dedicar uma manhã de domingo para ir conosco entregá-los às crianças. Teremos outras oportunidades de ajudar ao próximo no ano que se inicia. 

Desejo a todos um 2015 de muita paz, saúde e prosperidade!

Feliz Ano Novo!

Collage2

150 anos da Maldita Guerra

Guerra_ParaguaiNo último sábado, 27/12, foram lembrados os 150 anos do início do maior conflito já ocorrido na América do Sul: a guerra entre as forças que constituíram a Tríplice Aliança (formada por Argentina, Brasil e Uruguai) e as tropas do Paraguai, comandado pelo ditador Francisco Solano López. O confronto, que ceifou 300 mil vidas de ambos os lados, durou quase seis anos, e marcou profundamente a história do continente.

Muito pouco se conhece sobre a Guerra da Tríplice Aliança (ou Guerra do Paraguai). De fato, o que impera são percepções deturpadas, confusas, errôneas mesmo, sobre aqueles acontecimentos. Lembro que, certa feita, estava na sala de espera de um aeroporto aqui no Brasil e acabei escutando a conversa de algumas pessoas, entre as quais um que se dizia “professor de História”… o tema era “a Guerra do Paraguai”.

“Pois é!”, dizia o sujeito para os outros três a ele atentos (quatro, porque eu também comecei a prestar atenção), “o Paraguai foi atacado pelo Brasil e seus aliados, incitados pela Inglaterra… Afinal, os país era uma grande nação desenvolvida da América do Sul que ameaçava os interesses dos ingleses”… E a bobageira continuava: “Nós [brasileiros] acabamos com o Paraguai… quase todos os homens foram mortos na guerra… e o país nunca mais se recuperou daquela agressão!”

Batalha_Riachuelo_2Quando ia interromper o grupo para narrar os fatos como ocorreram, começaram a chamar para o vôo. Tive que deixá-los com essa visão errada do que aconteceu naqueles idos da década de 1860. Isso me incomoda profundamente, sobretudo porque a percepção equivocada do conflito foi uma construção ideológica reforçada por um pseudo-historiador brasileiro que, no auge de sua cretinice, colocou o Brasil como o grande vilão do confronto (para atingir o então governo do Brasil nos anos 1970 e ofender nossas Forças Armadas). Por ocasião desses 150 anos do início daquela “Maldita Guerra”, vamos a alguns esclarecimentos sobre o que realmente ocorreu.

Em primeiro lugar, o Paraguai estava muito longe de ser uma grande nação desenvolvida da América do Sul. De fato, era um país governado a mão-de-ferro por um ditador que se mostrou sanguinário e louco. Não há que se falar tampouco em uma grande potência industrializada. Tinha-se ali uma combinação pouco usual de uma economia escravista, sob forte influência estatal, com alguns esforços de modernização. E para essa “modernização”,  Solano López via na Bacia do Prata um “espaço vital” para o Paraguai, mesmo porque necessitava de livre navegação ali para realizar o comércio com o mundo. Enfim, López precisava aumentar a influência paraguaia na região. Só que as pretensões do ditador entrariam em conflito com os interesses da Argentina, do Uruguai… e do Império do Brasil.

Guerra_Paraguai2Em segundo lugar, deve ficar claro que a guerra não foi instigada pela Grã-Bretanha, “que via o Paraguai como ameaça”. Aspecto relevante sobre o assunto: quando se iniciou o conflito, a Grã-Bretanha estava de relações rompidas com o Brasil (em razão da Questão Christie) – não havia sequer canais institucionais para que o governo de Londres influísse sobre o Brasil. Além, disso, uma guerra seria bastante prejudicial aos interesses britânicos na região, uma vez que havia investimentos de súditos de Sua Majestade a Rainha Victoria em todos os países do Prata, tanto Aliados quanto o próprio Paraguai. Por último, o Império Britânico, no auge de seu poder, dominando 25% da superfície do globo, tinha mais com que se preocupar do que com os arroubos megalomaníacos de Solano López.

Batalho de Campo GrandeTerceira observação importante: o Brasil não estava preparado para a Guerra, nem tinha planos de agressão contra o Paraguai. Quem começou o conflito foi o Paraguai, que tinha interesse em parte do nosso território, queria aumentar sua influência sobre o Uruguai (o que significava entrar em choque com a Argentina) e agrediu diretamente o Brasil. Em 11 de novembro de 1854, López ordenou o apresamento do vapor brasileiro Marquês de Olinda, que subia o Rio Paraguai rumo ao Mato Grosso, levando o recém-nomeado Presidente da Província, que seria preso e morreria no cárcere paraguaio. Esse ato pérfido foi seguido da invasão do território brasileiro, em 27 de dezembro de 1864, com o ataque, por forças de López, do Forte de Coimbra, com forças trinta vezes superiores à guarnição imperial de 155 homens, que resistiram por três dias. Nosso território fora atacado e tropas paraguaias entravam em solo brasileiro.

O Império do Brasil, portanto, apenas respondeu à injusta agressão. Reproduzo o texto do maior conhecedor daquele conflito, o colega e professor da Universidade de Brasília, Francisco Doratioto:

“A Guerra do Paraguai foi fruto das contradições platinas, tendo como razão última a consolidação dos Estados nacionais na região. Essas contradições se cristalizaram em torno da Guerra Civil uruguaia, iniciada com o apoio do governo argentino aos sublevados, na qual o Brasil interveio e o Paraguai também. Contudo, isso não significa que o conflito fosse a única saída para o difícil quadro regional. A guerra era umas das opções possíveis, que acabou por se concretizar, uma vez que interessava a todos os Estados envolvidos. Seus governantes, tendo por bases informações parciais ou falsas do contexto platino e do inimigo em potencial, anteviram um conflito rápido, no qual seus objetivos seriam alcançados com o menor custo possível. Aqui não há ‘bandidos’ ou ‘mocinhos’, como quer o revisionismo infantil, mas sim interesses. A guerra era vista por diferentes ópticas: para Solano López era a oportunidade de colocar seu país como potência regional e ter acesso ao mar pelo porto de Montevidéu, graças a aliança com os blancos uruguaios e os federalistas argentinos, representados por Urquiza; para Bartolomeu Mitre era a forma de consolidar o Estado centralizado argentino, eliminando os apoios externos aos federalistas, proporcionando pelos blancos e por Solano López; para os blancos, o apoio militar paraguaio contra argentinos e brasileiros viabilizaria impedir que seus dois vizinhos continuassem a intervir no Uruguai; para o Império, a guerra contra o Paraguai não era esperada, nem desejada, mas, iniciada, pensou-se que a vitória brasileira seria rápida e poria fim ao litígio fronteiriço entre os dois países e às ameaças à livre navegação, e permitira depor Solano López. (…) Dos erros de análise dos homens de Estado envolvidos nesses acontecimentos, o que maior consequência teve foi o de Solano López, pois seu país viu-se arrasado materialmente no final da guerra. E, recorde-se, foi ele o agressor, ao iniciar a guerra contra o Brasil e, em seguida, com a Argentina.” (DORATIOTO, Francisco, Maldita Guerra, São Paulo: Companhia das Letras, 2002, pp. 95 e 96)

Mais algumas observações podem ser feitas sobre aquela guerra: ao longo de cinco anos, as tropas da Tríplice Aliança lutaram contra as hordas do ditador paraguaio (essas também muito valentes, mas sem grandes comandantes), com uma série de episódios de valentia de ambos os lados, que mereciam mais atenção de nossos estudantes e dos historiadores em geral. Destaco que grandes brasileiros fizeram história nos campos de batalha da Guerra do Paraguai: Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias (1803-1880), Joaquim Marques Lisboa (Marquês de Tamandaré), o Almirante Tamandaré (1807-1897), patronos do Exército Brasileiro e da Marinha do Brasil, respectivamente, e, ainda, Manuel Luís Osório, o Marquês de Herval (1808-1879), Francisco Manuel Barroso da Silva (Barão do Amazonas), o Almirante Barroso  (1804-1882), Antônio de Sampaio (1810-1866), Émile Louis Mallet, o Barão de Itapevi (1801-1886), apenas para citar alguns desses heróis. O próprio Imperador Dom Pedro II (1825-1891), Comandante-em-Chefe das Forças Armadas do Império do Brasil, foi até o front, com o objetivo de animar seus soldados. Note-se que Sua Majestade Imperial chegou ameaçar abdicar do Trono, caso a Assembléia Geral não autorizasse sua ida ao campo de batalha.

guerra_do_paraguaiApós anos de conflito, López foi finalmente derrotado. Seu país estava arrasado, mas sobretudo por sua insanidade na conduta da guerra e por sua crueldade para com seu próprio povo. Mesmo com a derrota paraguaia,  Dom Pedro II fez questão de manter a integridade territorial do país vizinho – ato de nobreza pouco lembrado e incomum na política das nações à época. Foi, repita-se, o maior conflito ao sul do Equador, após o qual o Império do Brasil conquistou a hegemonia na América do Sul. Profundas mudanças ocorreriam na economia, sociedade e política de todos os Estados envolvidos naquela guerra.

Esses são apenas alguns aspectos da guerra de 1864-1870. Quando em vez, trarei mais informações a respeito aqui em Frumentarius. Que a memória daqueles que lutaram e morreram naquele confronto não seja jamais esquecida!

Americo-avaí

Segue artigo do Correio do Estado (de Mato Grosso do Sul) sobre o ataque ao Forte de Coimbra.

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Filmes sobre a Trégua de Natal

Para quem tiver interesse em conhecer mais sobre a Trégua de Natal, recomendo dois bons filmes:

1) Feliz Natal (Joyeux Nöel), uma produção franco-britânica-alemã-belga-romena, dirigida por Christian Carion, que conta com uma beleza incomparável aqueles acontecimentos; e

2) Oh! What a Lovely War!, um musical de 1969, dirigido por Richard Attenborough sobre o conflito. Apesar de não gostar de musicais, este tem boas cenas de guerra.

Seguem um filme breve sobre a Trégua de 1914:

E cenas de Feliz Natal e de Oh! What a Lovely War.

Guerra e Paz no Natal

lal295769Ainda sobre a Trégua do Natal de 1914, segue uma matéria muito interessante do The Telegraph sobre o evento, com destaque para a carta de um jovem soldado britânico que viveu aqueles acontecimentos e o dia-a-dia nas trincheiras.

Boas Festas! Paz, Saúde e Prosperidade!

How one young soldier’s song inspired the 1914 Christmas Truce

It is a story handed down through the generations – and even Christmas adverts – but here a letter from the trenches tells the true story of the Christmas Truce 100 years ago

By Christopher Middleton
The Telegraph
7:00AM GMT 22 Dec 2014
British and German troops meeting in No-Mans's Land during the unofficial truce on Christmas Day in 1914

British and German troops meeting in No-Mans’s Land during the unofficial truce on Christmas Day in 1914

In the British trenches, a young farmer’s son in the Queen’s Westminster regiment, by the name of Edgar Aplin starts up a song. He’s 26, he’s got a good, tenor voice, and after a few verses of Tommy Lad, he hears voices coming from the German trenches, where the 107th Saxon Regiment are dug in, a short distance away.

“Sing it again, Englander,” they call out, in English. “Sing Tommy Lad again.”

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100 anos da Trégua de Natal

fr-trench1Quem já acompanha Frumentarius há algum tempo, sabe que, desde o início deste blog, faço referência, no dia 25/12, a um dos acontecimentos mais inusitados e marcantes da I Guerra Mundial, apesar de pouco conhecido: a Trégua do Natal de 1914. O evento, ocorrido no primeiro ano daquele sangrento conflito, completa em 2014 cem anos.

O que se viu nas trincheiras da Grande Guerra naquele dezembro de 1914 poderia, indubitavelmente, inserir-se entre os mais belos contos de Natal. E, como toda bela história, aconteceria apenas naquele ano, mas marcaria todas as gerações de combatentes a partir de então.

trenche_WWIA guerra já seguia por quatro meses (mais do que esperado quando soaram os primeiros canhões de agosto). Após movimentos iniciais, como a invasão da Bélgica e a entrada em território francês, o conflito na frente ocidental estagnara-se, tornando-se uma guerra de trincheiras.

Já comentei aqui o que era uma guerra trincheiras, e por isso apenas assinalo que os soldados permaneciam a maior parte do tempo enfiados naquelas valas de cerca de 2,5 a 5 metros de profundidade e 2 de largura, em um complexo defensivo de túneis que se estendia da costa do Atlântico até a fronteira com a Suíça. Enfrentavam as intempéries, as péssimas condições sanitárias e os ataques do inimigo, aí incluído o fogo da artilharia, que lançava projéteis convencionais e bombas com gás sobre os combatentes entrincheirados. A vida ali, portanto, não era fácil.

Periodicamente, cada lado conduzia ataques com o objetivo de tomar a trincheira adversária. Para isso, a tropa tinha que, literalmente, desentocar-se e enfrentar a metralha inimiga, passando pela temível “terra de ninguém” (o espaço de cerca de 200 metros entre as trincheiras, cheio de crateras, lama, arame farpado e corpos de combatentes). Claro que os resultados dessas ações eram pouco efetivos para a vitória, embora custassem uma grande quantidade de vidas. E a guerra permaneceria estática, com as linhas de trincheira quase imutáveis, por quatro longos anos.

Mas voltemos ao Natal de 1914. O inverno castigava. Os homens se agrupavam como podiam naquelas valas congelantes. Uma cabeça levantada para olhar para as linhas adversárias poderia custar a vida. A paz parecia bem distante. E o Natal, diferente de qualquer outro pelo qual já haviam passado todos aqueles combatentes, mostrar-se-ia ainda mais inusitado.

La-trève-de-noël-1914Naquele 24 de dezembro, em alguns pontos da frente ocidental, o milagre começou. Um soldado inglês relatou que, enquanto estavam entocados em sua trincheira, ele e seus companheiros começaram a ouvir canções de Natal do outro lado da terra de ninguém. Alemães celebravam o nascimento do Cristo. Logo veio a resposta: os soldados britânicos também começaram a cantar… Mais algum tempo e as primeiras palavras de feliz natal vinham do lado inimigo, cordialmente respondidas. Logo alguns corajosos colocaram o rosto para fora da trincheira. O inimigo não atirava de volta. Então, soldados de ambos os lados começaram a sair de seus abrigos, atravessando a terra de ninguém para cumprimentar os oponentes do outro lado – afinal, tinham muito mais em comum do que imaginavam!

A confraternização nas trincheiras provocou uma reação em cadeia, que se estendeu por praticamente toda a frente ocidental. Combatentes de ambos os lados se abraçavam, cantavam juntos, trocavam cumprimentos de Feliz Natal e até presentes (como cigarros). Fotos da família na carteira eram mostradas ao inimigo. Em alguns lugares, partidas de futebol ocorreram. Os mortos foram enterrados. E, durante alguns dias, nenhum tiro foi disparado.

2657744611Claro que a situação inusitada deixou perplexos e preocupados os comandantes. Logo vieram ordens para por fim à “confraternização com o inimigo”. Soldados foram substituídos e oficiais punidos. E, em.pouco tempo, tiros voltaram a ser disparados. A guerra deveria continuar… e o seria por mais penosos quatro anos e milhões de mortos.

Nunca mais aconteceu uma confraternização como a do Natal de 1914. Passados 100 anos, aquele evento deve continuar a ser lembrado. Afinal, constatou-se ali o poder do Espírito de Natal, que fez inimigos se darem as mãos e celebrarem o nascimento Daquele que veio para pregar o amor e a união entre os povos.

Feliz Natal a todos! E que a Paz do Cristo preencha todos os corações!

Segue um texto bem detalhado e interessante sobre o Milagre do Natal de 1914.

Christmas Truce 1914, as seen by the Illustrated London News.

Guerra de Trincheiras
Publicado em 30/04/2013 Fatos Internacionais
http://tokdehistoria.com.br/tag/guerra-de-trincheiras/

O MILAGRE DO NATAL DE 1914

OS INUSITADOS ACONTECIMENTOS DA CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA ENTRE INIMIGOS DURANTE A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

O milagre do Natal de 1914

Tudo teve início quando foram assassinados em Sarajevo, na Sérvia, o herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, o arquiduque Francisco Ferdinando e sua esposa Sofia. A ação foi realizada por um estudante, mas toda trama fora criada por um membro do governo sérvio. Em 28 de julho, a Áustria-Hungria declarou guerra à Sérvia. Grã-Bretanha, França e Rússia se aliaram aos sérvios; a Alemanha, aos austro-húngaros. Tinha início a Primeira Guerra Mundial, conhecida então como Grande Guerra.

Na sequência o mundo viu um ataque alemão inicial através da Bélgica em direção a França. Este avanço foi repelido no início de setembro de 1914, nos arredores de Paris pelas tropas francesas e britânicas, na chamada Primeira Batalha do Marne. Os aliados empurraram as forças alemãs para trás cerca de 50 km. Os germânicos seguem para o vale do Aisne, onde prepararam suas posições defensivas.

Um infogr´´afico pyublicado na primeira página do jornal recifense Diário de Pernambuco, explicando sobre a nova guerra na Europa

As forças aliadas não foram capazes de avançar contra a linha alemã e a luta rapidamente degenerou em um impasse. Nenhum dos lados estava disposto a ceder terreno e ambos começaram a desenvolver sistemas fortificados de trincheiras. Isso significou o fim da guerra móvel no oeste.

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Faça uma criança sorrir

Meus caros 9 (nove) leitores,

Gravei este breve vídeo para nossa campanha-relâmpago de arrecadação de brinquedos. Participem e divulguem!
Agradeço antecipadamente.
Abraço!

Campanha do Brinquedo

Olá a todos! Peço desculpas a meus 9 (nove) leitores, pois fiquei quase dois meses praticamente sem me manifestar aqui em Frumentarius. Mas agora estou de volta!

E, para marcar nosso retorno, já começo com uma proposta para os leitores de Brasília… uma ação-beneficente-relâmpago. Explico: até 22/12, estarei, com um grupo de amigos, arrecadando brinquedos para doar no Natal a crianças carentes. Lembro como é ruim para qualquer criança chegar ao Natal vendo tanta propaganda de outras crianças felizes com brinquedos enquanto não se tem nem um abraço ou um sorriso e muito menos algo com o que brincar.

Peço a colaboração de todos os meus leitores. Um brinquedo simples tem como retribuição o sorriso de uma criança. E o sorriso de uma criança não tem preço!

Quem quiser ajudar entre em contato comigo pelo joanisval@gmail.com ou, melhor ainda, pela minha página no Facebook (que você pode acessar clicando ao lado, no canto superior aqui da página, ou simplesmente aqui – mande uma mensagem por inbox e combinamos de buscar o brinquedo).

E então, vamos fazer uma criança sorrir? Conto com vocês!

Abraço!

Doe-um-brinquedo

Evento sobre Inteligência no Maranhão

Estaremos com os amigos nas terras ludovicenses nos próximos dias. Começa nesta quinta, 20/11, o I Seminário de Segurança Institucional do Poder Judicário do Maranhão, a realizar-se entre 20 e 22/11, no Auditório Madalena Serejo, do Fórum Desembargador Sarney Costa, na belíssima capital maranhense. No evento, farei uma palestra sobre Controle da Atividade de Inteligência. Haverá alguns livros nossos para quem desejar adquiri-los.

O evento contará com conferencistas renomados e profundos conhecedores do tema, com destaque para o professor Raimundo Teixeira de Araújo e para Maurício Viegas Pinto (ambos dispensam apresentações).

Seguem maiores informações sobre o Seminário.

Seminario_Intel_MA_2014

TJMA discutirá segurança em seminário sobre a atividade de inteligência no Judiciário

 13 NOV 2014

As atividades desenvolvidas pelo serviço de Inteligência e o plano de segurança institucional do Poder Judiciário do Maranhão serão discutidos por magistrados, servidores e autoridades ligados à área durante o seminário promovido pela Diretoria de Segurança com o apoio da Escola Superior da Magistratura (ESMAM), de 20 a 22 de novembro, no Fórum Desembargador Sarney Costa (no auditório Madalena Serejo). As inscrições estão abertas até o dia 17, no sistema acadêmico Tutor, na plataforma “Sentinela“, disponível no site do Tribunal de Justiça.

“O objetivo é conscientizar acerca das atividades desenvolvidas pela Inteligência, com ênfase na busca da excelência dos procedimentos já estabelecidos e visando à proteção individual e patrimonial de todos os que compõem a instituição”, explica o diretor de Segurança Institucional do TJMA, major Alexandre Magno de Souza.

Inteligência Estratégica e Atividade Jurisdicional, O Papel da Atividade de Inteligência no Poder Judiciário, Inteligência Digital e Inteligência de Sinais, são alguns dos temas que compõem o  treinamento, constituído por parte teórica (palestras e debates) e prática – com visita ao Núcleo de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA).

O seminário será ministrado por renomados profissionais e especialistas ligados à área, tais como: José Nilton Souza (delegado e gestor de Inteligência da Secretaria Adjunta de Inteligência e Assuntos Estratégicos do Maranhão), Maurício Viégas Pinto (supervisor substituto do Serviço de Inteligência do TJDFT e especialista em Inteligência Estratégica), Joanisval Gonçalves (consultor legislativo do Senado Federal, conferencista e autor de livros nas áreas de Inteligência, Segurança e Defesa, Relações Internacionais e Direito) entre outros.

Para mais informações, entrar em contato com a Esmam, pelo telefone (98) 3235-3231.

 Confira AQUI a programação completa do evento.

 Amanda Campos
Assessoria de Comunicação do TJMA
asscom@tjma.jus.br
(98) 3198 4370

http://www.tjma.jus.br/tj/visualiza/sessao/19/publicacao/407301

Dia da Bandeira (republicana)

bandeiras_imperio_republicaHoje, 19 de novembro, é o Dia da Bandeira. A data, que rememora o dia de 1889 quando os golpistas republicanos decidiram qual seria a bandeira definitiva que substituiria o belíssimo pavilhão imperial, serve para lembrar a todos os brasileiros o valor deste símbolo nacional. O único problema é que a maioria absoluta de nossa população não dá a mínima para a festividade de hoje e pouco conhecimento tem sobre a bandeira nacional. Isso é lamentável.

Ainda que prefira o pavilhão imperial, tenho profunda deferência e respeito por nossa bandeira, que considero de grande beleza. Nos últimos 125 anos, ela consolidou-se como o mais importante símbolo da pátria, e deve evocar sentimentos de amor filial e responsabilidade para com a nação. Enquanto estivermos sob o regime republicano, é ela que amarei, respeitarei e defenderei.

dragao_bandeiraTodo povo precisa de símbolos. Durante o Império, o Monarca era nosso símbolo maior, vivo e presente no imaginário da população. A bandeira nacional republicana busca preencher o vazio deixado pela imagem do soberano após a queda da monarquia. É por meio dela que nos fazemos conhecer pelo mundo, é em torno dela que nos unimos, e foi sob ela que muitos brasileiros deram a vida a serviço da pátria.

Minha homenagem hoje ao pavilhão nacional neste 19 de novembro!

Segue um vídeo gravado para a Agência Senado, no qual comento um pouco sobre o pavilhão verde-amarelo, e uma matéria relacionada.

03/11/2014 – Arquivo S

Bandeira nacional sofreu rejeição nos primórdios da República

Ao longo das primeiras décadas da República, vários projetos de lei tentaram desfigurar o modelo atual, feito em 1889. Principal crítica era aos dizeres “Ordem e progresso”, lema da Igreja Positivista


O quadro Pátria, pintado por Pedro Bruno em 1919, mostra mulheres costurando a bandeira do Brasil Foto: Reprodução/Paulo Rodrigues
Ricardo Westin

Quatro meses atrás, a bandeira verde e amarela se multiplicava pelo Brasil. Era plena Copa do Mundo e ela surgia nos muros, nos carros, nas roupas, nas janelas das casas. Poucas imagens conseguem ser tão fortes a ponto de mexer com a emoção dos brasileiros. Nem sempre foi assim. A bandeira, criada há 125 anos, levou décadas até cair de vez no gosto do país.

Em 19 de novembro de 1889, quatro dias após o golpe que enterrou a monarquia, o presidente Deodoro da Fonseca assinava um decreto com a descrição da sucessora da bandeira imperial. É por isso que o Dia da Bandeira se festeja em 19 de novembro. O modelo era praticamente idêntico ao atual. Em vez das 27 estrelas de hoje, havia 21 — o número dos estados de então mais a capital do país.

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Quando o Brasil foi Grande

cetro imperio Neste 15 de novembro, data que considero o dia da infâmia, gostaria de compartilhar com os amigos algumas de minhas razões de ser monarquista convicto. Esta a atualização de um texto que escrevi aqui em 2012.

Preliminarmente, convém registrar que não estou aqui a fazer proselitismo. Não quero convencer ninguém de que o regime monárquico é a melhor opção (apesar da profunda convicção de que é). Só o que desejo é expor minhas razões. Sou monarquista desde que me entendo por gente, e poderei dizer a meus netos que meu primeiro voto foi no parlamentarismo monárquico, por ocasião do plebiscito de 1993. Àquela época votei com convicção e segurança – vou o voto mais valioso e valorizado que já coloquei na urna.

Outra coisa: espero que este texto ajude ao menos a remover alguns preconceitos para com a alternativa monárquica. É irritante as pessoas acharem que somos monarquistas por excentricidade ou anacronismo. Incomoda a reação crítica a esse modelo quando é feita sem nenhum conhecimento do assunto, sob o único argumento (imbecil, desculpem a honestidade) de que “monarquia é coisa do passado” ou de que “o modelo republicano é mais democrático”. Para esses já respondo que a maior parte da população de países como o Reino Unido, o Japão, Suécia, Noruega, Holanda, Bélgica, Dinamarca (que, junto com Canadá, Austrália e Nova Zelândia constituem democracias modernas e desenvolvidas sob um regime monárquico) não pensa assim. Antes de criticarem a monarquia, as pessoas deveriam se informar mais…

Muito bem! Perguntam a razão de eu ser monarquista. Já disse, e repito, preliminarmente, que só vim a conhecer alguém da Casa Imperial do Brasil este ano de 2014, quando tive a feliz oportunidade de encontrar com Dom Bertrand de Orléans e Bragança. Príncipe Imperial do Brasil, com quem tive uma excelente conversa! Tampouco estou formalmente vinculado a qualquer organização monarquista (o que não significa que não o farei oportunamente). Sou monarquista, primeiro, porque creio que uma boa democracia se desenvolve em regimes parlamentaristas e, no Parlamentarismo, entendo que o melhor modelo é o monárquico, não o republicano. Repúblicas parlamentaristas são imperfeitas e o Presidente nunca consegue representar a totalidade da nação como o Chefe de Estado deve fazer (vide o recente caso alemão).

moeda imperioAdemais, parece-me que o único lugar onde o Presidencialismo realmente deu certo foi nos EUA, onde eles criaram o modelo, e no qual a instituição “presidência” é sagrada. Por aqui pela América Latina, o que se viu foram republiquetas instáveis, com caudilhos lutando pelo poder, golpes de Estado e instabilidade político-institucional marcada por aspirantes vorazes a ditador ou megalômanos que chegavam ao palácio presidencial sem estar realmente preparados para ocupar a posição de primeiro mandatário.

Outra razão pela qual sou monarquista é que acho que à época do Império tínhamos instituições mais sólidas e valores mais consistentes. A figura do monarca ajuda nisso – por mais que pessoalmente ele possa ser cheio de imperfeições (senão não seria humano), como figura pública é um símbolo nacional, com valores que devem ser seguidos, servindo de exemplo à população. O povo precisa de heróis, o povo precisa de referenciais, e um soberano é muito útil para compor positivamente esse imaginário. Ademais, aquela foi uma época em que o Brasil, com todos os seus problemas de desenvolvimento e atraso social, tinha uma Economia estável, um regime com liberdade de imprensa, grandes estadistas na vida pública, e era respeitado no concerto das nações, isso muito se devendo aos soberanos que aqui reinaram. Foi uma época, realmente, em que o Brasil era grande!

Antes que venham os comentários pacóvios: monarquias são menos suscetíveis à corrupção que repúblicas, a começar pelo próprio Chefe de Estado. Um monarca não precisa roubar do erário. Afinal, se o fizesse, estaria tirando do próprio bolso e não faria o menor sentido degradar um patrimônio que ele iria deixar para seus filhos. E se roubasse, qual seria o sentido? Onde, quando e como gastaria o butim? Presidentes, por outro lado, têm que fazer seu pé de meia, para quando deixarem o poder…

A monarquia, ao contrário do pensam alguns, é muito mais barata que uma República. Saibam que a Presidência de um país como o Brasil gasta muito mais que qualquer Casa Real. E, ainda que as despesas fossem mais altas para manter uma família real (melhor manter uma família permanentemente que várias famílias de presidentes por sucessivos anos), alguém já pensou no custo do presidencialismo em termos de gastos com campanhas eleitorais periódicas? Quanto dinheiro público não é gasto a cada quatro anos somente com as eleições presidenciais?

coroas (1)Não quero, repito, convencer ninguém para minha causa. Escrevi este texto porque quero compartilhar com meus leitores essa característica político-ideológica que para muitos me é tão marcante. Se você não gostar do que escrevi, paciência, não perca seu tempo tentando desconstruir meu discurso, vá cantar em outra freguesia. Escrevo para aqueles que, ao menos, tenham um mínimo de discernimento e sensatez para considerarem opiniões divergentes das suas, e que não sejam obtusos a ponto de simplesmente se fecharem a qualquer argumento que não tenham facilidade de compreender ou que pensem ser contrário a sua maneira de ver o mundo.

Monarquia é sinônimo de estabilidade. Refiro-me a monarquias constitucionais, que fique bem claro. É instituição moderna (ao contrário do que muitos pensam) e tem aspectos muito positivos.

Este quase quarentão (faço aniversário daqui a 23 dias) pode afirmar com toda convicção que prefere ser súdito do Império do Brasil a cidadão desta (ou de qualquer outra) república… Viva o Império do Brasil! Pela restauração! 

brasilimp1822-1889

The Maple Leaf Forever

remembrance_day_inottawa.jpeg.size.xxlarge.letterboxAqueles que me conhecem sabem de minha afeição pelo Canadá e por seu povo. Nesta semana de lembrança do fim da Grande Guerra (por meio do armistício de 11/11/1918), compartilho com meus leitores a letra e a música de uma canção que se torneou uma espécie de hino não-oficial do Canadá. Composta por Alexander Muir, em 1867, ano da fundação daquele grande país, The Maple Leaf Forever foi e é muito tocada em cerimônias patrióticas e militares. Impossível para um canadense não pensar nos que lutaram e morreram nas guerras das quais o país participou, e não lembrar de seus veteranos.

Minha homenagem, com esta canção, aos combatentes de ontem, de hoje, e do amanhã.

The Maple Leaf Forever

In days of yore, from Britain’s shore,
Wolfe, the dauntless hero came,

And planted firm Britannia’s flag,
On Canada’s fair domain.
Here may it wave, our boast, our pride,
And joined in love together,
The thistle, shamrock, rose entwine

The Maple Leaf forever!
Chorus:
The Maple Leaf, our emblem dear,
The Maple Leaf forever!
God save our Queen, and Heaven bless,
The Maple Leaf forever!

At Queenston Heights and Lundy’s Lane,
Our brave fathers, side by side,
For freedom, homes, and loved ones dear,
Firmly stood and nobly died;
And those dear rights which they maintained,
We swear to yield them never!
Our watchword evermore shall be,
The Maple Leaf forever!

Chorus:
Our fair Dominion now extends
From Cape Race to Nootka Sound;
May peace forever be our lot,
And plenteous store abound:
And may those ties of love be ours
Which discord cannot sever,
And flourish green o’er freedom’s home
The Maple Leaf forever!
Chorus:
On merry England’s far famed land
May kind heaven sweetly smile,
God bless old Scotland evermore
and Ireland’s Em’rald Isle!
And swell the song both loud and long
Till rocks and forest quiver!
God save our Queen and Heaven bless
The Maple Leaf forever!

Jamais Serão Esquecidos!!!

Lest forgetComo sempre faço todos os anos, relembro a importância da data de hoje. Há exatos 96 anos, na 11ª hora, do 11º dia, do 11º mês de 1918, os sinos por toda a Europa começavam a badalar celebrando o fim de quatro anos de guerra, cujo saldo negativo fora de 10 milhões de mortos e outros tantos feridos, mutilados, incapacitados. Além das preciosas vidas perdidas e dos incalculáveis prejuízos materiais, a Grande Guerra que terminava provocara mudanças fundamentais na sociedade, no quadro político e econômico internacional e, acima de tudo, da maneira de ver o mundo dos homens e mulheres de então.

A I Guerra Mundial afetou toda uma geração nos cinco continentes. Vale lembrar de países como o Canadá, tão distante do continente europeu, mas que, com uma população de 10 milhões à época, mobilizou 1,5 dos seus nacionais para o esforço de guerra, deixando para sempre nos campos de batalha da Europa cerca de 65 mil homens entre 17 e 45 anos, que foram lutar uma guerra que muitos diziam que não era deles…

Lest forget2Como sempre faço todos os anos, relembro que a Grande Guerra é um divisor de águas na História da humanidade. O mundo mudou completamente naqueles quatro anos e, a partir dali, mudaria muito mais. Bastante do que vivemos hoje encontra origem no conflito de cem anos passados…

Como sempre faço todos os anos, relembro dos milhões que se sacrificaram nos campos de batalha da Grande Guerra, dos civis que pereceram no conflito, das famílias afetadas por aqueles acontecimentos. E é a eles que rendo homenagem. Como se está a dizer hoje por todo o planeta, “jamais serão esquecidos!”!

Em homenagem a todos que viveram a Grande Guerra e que morreram naquele conflito, reproduzo aqui o Ato da Lembrança (The Act of Remembrance), um trecho do poema “For the Fallen” de Laurence Binyon, escrito em 1914, e muito usado no Dia da Lembrança (Remembrance Day), comemorado nos países da Comunidade Britânica das Nações, para lembrar os veteranos e os que tombaram defendendo seu país (for the King and the Empire). Aprendi sobre ele quando vivia no Canadá, onde a data é muito significativa. 

The Act of Remembrance

They shall grow not old,
as we that are left grow old:
Age shall not weary them,
nor the years condemn.
At the going down of the sun
and in the morning
We will remember them.

O Ato da Lembrança

Eles  não envelhecerão
Como nós envelhecemos
Eles jamais ficarão cansados
Nem o tempo os condenará
E quando o sol se puser
E ao amanhecer
Nós lembraremos deles.

Nós lembraremos deles! 

Remembrance-Sunday

Quando a vovozinha acertou o lobo

A vovozinha merece respeito! E tem gente que ainda é contra o direito legítimo do cidadão de bem de portar arma para se defender. Claro, que a posse e o uso de armas de fogo têm que ser fiscalizados e aqueles que as utilizarem indevidamente devem ser punidos com severidade. Agora, simplesmente proibir o cidadão deste mecanismo de defesa em um país onde o Estado é falho em garantir a segurança e os criminosos se proliferam em progressão geométrica, é condenar as pessoas de bem a viver à mercê da bandidagem. Quando possui uma arma (e sabe usá-la), o cidadão tem alguma chance de se defender; quando não possui (mesmo que soubesse usá-la), não tem chance alguma.

Idosa de 77 anos reage a assalto em padaria e mata jovem em São Lourenço do Sul

Caso ocorreu por volta das 21h30min no bairro Navegantes

Zero Hora – Atualizada em 31/08/2014 | 22h2431/08/2014 | 09h53
Idosa de 77 anos reage a assalto em padaria e mata jovem em São Lourenço do Sul Jornal O Lourenciano/Divulgação

Caso ocorreu na Rua Argôlo, no bairro Navegantes, em São Lourenço do SulFoto: Jornal O Lourenciano / Divulgação

Uma tentativa de assalto terminou com morte e chocou moradores de São Lourenço do Sul, no sul do Estado, na noite do último sábado. Ao ser ameaçada por um criminoso que pretendia levar o dinheiro do caixa de seu estabelecimento, uma idosa de 77 anos sacou uma arma e o matou.

O caso ocorreu por volta das 21h30min, no bairro Navegantes. O criminoso invadiu a Padaria da Vovó, anunciou o assalto e foi surpreendido pela reação da idosa, que sacou um revólver calibre .38.

De acordo com a delegada de Canguçu, Paula Garcia, que responde interinamente pela delegacia de São Lourenço do Sul, dois tiros foram disparados enquanto o jovem tentava se aproximar do caixa do estabelecimento. Uma bala atingiu o pescoço de Jonathan Silveira Ferreira, 24 anos, e outra raspou no braço. O rapaz, que também estava armado, morreu no local. A informação inicial era de que ele havia ingressado no local com um comparsa, mas a Polícia Civil não confirma.

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O mais inesperado do mais esperado

mauerAconteceu há exatos 25 anos, mas parece que foi ontem. Naquela noite fria de 9 novembro de 1989, a Alemanha estava dividida, e Berlim era a capital da República Democrática Alemã (RDA), a Alemanha Oriental, baluarte do comunismo fundado em 1949 e país mais desenvolvido do bloco soviético depois da própria União Soviética. A RDA era governada por um regime tão autoritário que os jovens de nem conseguem conceber. Uma ditadura sustentada no terror e na repressão, na qual os cidadãos eram apenas peças da estrutura do Estado, exatamente como os tijolos que compunham o extenso muro que cercava Berlim Ocidental, enclave de resistência capitalista no coração da Alemanha comunista.

Foram quarenta anos de ditadura que inesperadamente começaram a ruir naquele ano de 1989. Com as reformas produzidas por Gorbatchev na União Soviética, o controle da Superpotência sobre seus Estados satélites do Leste Europeu foi se esvaindo e o verão daquele ano testemunhou a abertura e o fim do comunismo nos países do bloco: Polônia, Hungria, Tchecoslováquia… E os ventos de mudança chegavam à RDA.

0,,17747092_303,00Nas semanas que antecederam o dia 9 de novembro, o que se viu foram protestos e passeatas de milhares de pessoas pelas cidades da Alemanha Oriental, com as pessoas desafiando o regime e clamando por mudanças. A partir do verão, outros milhares de alemães orientais atravessavam as fronteiras com os países comunistas que se abriam, para tentar escapar para o mundo livre. As pressões sobre o governo comunista cresciam assustadoramente: ninguém aguentava mais a experiência do “socialismo real” na terra de Goethe.

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Então, o inesperado aconteceu:  ao vivo na TV estatal, Günter Schabowsk, dava uma entrevista falando sobre o processo de abertura das fronteiras que o governo decidira que iria acontecer. E, perguntado de surpresa pelo entrevistador sobre quando isso aconteceria, Schabowsk, sob tensão, titubeou um pouco e disse, “Isso vale, pelo que sei…a partir de agora, impreterivelmente!” (queria de fato dizer que seria o mais brevemente possível).  Foi só o que precisavam ouvir milhares de alemães dos dois lados do muro que acorreram para aquela parede inglória clamando para que as fronteiras fossem liberadas… E o resto foi história. Os guardas de fronteira não conseguiram conter a multidão. Logo o muro estava cercado e marretas o punham abaixo. Emociono-me quando lembro dessa cena. O muro da infâmia, que separava um povo, e no qual muitos pereceram tentando escapar para a liberdade, simplesmente, ruiu, de forma rápida e inesperada. Em menos de um ano, a Alemanha estaria unificada e a RDA seria história. A liberdade triunfava.

queda-do-muro-de-berlimQueria registrar hoje essa lembrança que me é tão marcante. Parabéns aos alemães por essa grande conquista! E que nunca mais possamos testemunhar o retorno do comunismo ao Ocidente!

Seguem imagens muito marcantes daquela noite de 9 de novembro, com o relato dos jornalistas que testemunharam aquele acontecimento.

http://www.youtube.com/watch?v=7w7FWS_CHP4

E um documentário sobre o Muro:

Exemplo de Democracia

Enquanto aqui em Pindorama se questiona a idoneidade do processo democrático que elegeu Dilma Rousseff com 54 milhões de votos,  contra 59 milhões que não votaram nela, no Paraíso Comunista da Coréia do Norte, o grande líder teve apoio maciço da população.

As eleições legislativas da república democrática e popular ocorreram de forma organizada e pacífica, e o Grande Líder Júnir, Kim Jong-Un, o nosso querido Bob Filho, obteve 100% (isso mesmo, senhoras e senhores!) dos votos, sem abstenção!!!!!!

Temos aqui um exemplo de gestão democrática que certamente encontra apoiadores em Pindorama, que aos poucos deixa de ser verde-amarela para se tornar vermelha. D’us nos ajude!

NKOREA-VOTE-POLITICS

Coreia do Norte anuncia eleição com 100% dos votos para Kim Jong-un

O Globo, 28/10/2014

PYONGYANG — A imprensa oficial norte-coreana anunciou nesta segunda-feira a vitória, com 100% dos votos e sem abstenção, do líder Kim Jong-Un nas eleições legislativas de domingo, absolutamente controladas e com apenas um candidato por circunscrição. Em cada uma das quase 700 divisões administrativas do país havia apenas um candidato, apresentado pelo partido único. Na circunscrição de Kim, todos os votos foram atribuídos ao dirigente, que além de deputado é comandante supremo das Forças Armadas e presidente da poderosa Comissão Nacional de Defesa. De acordo com a agência oficial, “isto expressa o apoio absoluto do povo e sua profunda confiança no supremo líder Kim Jong-Un”. Continuar lendo

Imperativo de Mudança

fd9_aecio_765086_50bd0e1fec1e3-1420188Não sou filiado ao PSDB e nem a qualquer partido de oposição e, diferentemente do que possam achar os esquerdopatas que porventura agora estejam lendo este texto  (podem parar de ler, o que vem a seguir não os interessa e vocês não ficarão felizes com minhas conclusões), não recebo um centavo para escrever em Frumentarius. Este site é meu, por mim construído e aqui exponho minhas opiniões, de forma independente, simplesmente externando o que penso. E o faço recorrendo ao direito democrático de expressar minhas idéias (ainda vivemos em uma democracia, certo?). Se não gostar, não se irrite, não me queira mal, basta não as ler. Que fique o esclarecimento preliminar…

Agora vamos aos fatos. O resultado das eleições de 5 de outubro deixou claro que o Brasil quer mudança. Ao contrário do que disse a candidata Dilma Rousseff em seu discurso pós-primeiro turno, a maioria do eleitorado votou contra o PT. Exatamente! Uma vez que obteve 41,59% dos votos, fica evidente (se ainda me lembro de matemática) que 58,41% dos eleitores brasileiros não votaram na atual presidente. O sinal foi dado: a maioria não quer mais o PT no poder. E estamos diante de um imperativo de mudança.

fhc-e-aecio-neves-chapa-que-pode-ganhar-apoio-nacionalA candidatura de Aécio Neves ganha força como um sinal de que muitos brasileiros estão cansados de incompetência gerencial, de destrato da coisa pública, de mentiras, de apropriação do patrimônio do Estado, de corrupção institucionalizada. Nos últimos quatro anos, o governo Dilma mostrou-se incapaz de conduzir adequadamente os destinos do País. Resultado: crise econômica, retorno da inflação, crescimento insignificante do PIB (mas este ano estamos melhor que a Rússia!… que está em guerra!!!), reservas sendo torradas, aumento da violência, sovietização do Estado, tendências autoritárias, e a deplorável corrupção que sangra bilhões de nosso patrimônio… Ninguém aguenta mais!

Espero, sinceramente, que Aécio Neves seja o novo presidente do Brasil.  Acredito que ele e sua equipe terão melhores condições para conduzir o País nos tempos difíceis que se aproximam. Sim, porque 2015 e 2016 não serão fáceis… Ademais, alternância no poder é tremendamente salutar em uma democracia, 12 anos geram desgaste para qualquer administração, e o governo que aí está provou que não consegue administrar o caos e que levará o Brasil à bancarrota.

Fiquei satisfeito com a adesão do PPS, do PSC, do PV, do PSB e de outros partidos e grupos políticos e sociais à candidatura de Aécio. Afinal, são todos unidos pela mudança (taí um bom slogan! Quero meus créditos!)! Precisamos disso. E necessitaremos de um grande esforço nacional para transformar o Brasil, enfrentar a crise econômica, resolver as tensões sociais (as já existentes e as criadas pela política de ódio e de instigação ao confronto dos últimos anos, que deseja por brasileiros contra brasileiros em uma luta de classes anacrônica), e recolocar o País nos trilhos.

Voto, portanto, em Aécio Neves. Que a Providência Divina ilumine os corações e mentes da maioria dos brasileiros no próximo domingo para que decidam por um Brasil mais justo e honesto. Precisamos de mudanças. Isso é imperativo.

aecio

PSB aprova apoio a Aécio e abre caminho para adesão de Marina

RANIER BRAGON, DE BRASÍLIA – Folha de São Paulo, 08/10/2014 18h44

Após mais de três horas de reunião e com algumas divergências, a Executiva Nacional do PSB, o partido de Marina Silva, aprovou na tarde desta quarta-feira (8) o apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência.

Foram 21 votos a favor contra 7 que optavam pela neutralidade. O senador João Capiberibe (AP) foi o único a defender o apoio a Dilma Rousseff (PT).

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Ebola: uma história

BBCHá muitos anos (de fato, há mais de duas décadas) tenho buscado, por curiosidade, estudar as grandes epidemias. Já li alguma coisa sobre a gripe espanhola (que, de acordo com pesquisas mais recentes, pode ter matado 100 milhões de pessoas naqueles anos terríveis de 1918 e 1919), a peste negra (que devastou o Velho Mundo) e, mais recentemente, epidemias da era moderna, como o ebola.

Lembro do ebola do início da década de 1990, quando houve um grande surto no continente africana (nada comparado a este). Achei que aquele vírus, que matava em 90% dos casos (e com uma morte horrível), dizimaria parte da humanidade antes do fim do milênio. Mas o surto passou tão rápido quanto surgiu, e o mundo voltou à normalidade (nem tanto).

Agora o ebola voltou e está fora de controle. Já saiu da África e tem potencial para provocar um inferno na terra. Eu bem que queria não me preocupar com o ebola… só que não consigo.

Segue interessante artigo da BBC sobre a história do vírus.

Vírus do ebola chegou à Europa em garrafa térmica em 1976

BBC
Ebola foi descoberto em 1976, em uma comunidade no antigo Zaire

Há cerca de 40 anos, um jovem cientista belga viajou para um parte remota da floresta do Congo com a tarefa de descobrir por que tantas pessoas estavam morrendo de uma doença misteriosa e aterrorizante.

Em setembro de 1976, um pacote com uma garrafa térmica azul havia chegado ao Instituto de Medicina Tropical em Antuérpia, na Bélgica.

Peter Piot tinha 27 anos e, com formação em medicina, atuava como microbiologista clínico.

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Uso efetivo da força

Protestos aumentam na Turquia, com centenas de pessoas nas ruas exigindo uma ação mais efetiva de Ancara. E o Estado Islâmico aumenta seu domínio no norte da Síria e no Iraque e chega às fronteiras na OTAN.

Continuo achando que a alternativa efetiva é o uso convencional da força contra os monstros do ISIS. Bombardeios não são suficientes. Precisamos do uso clássico da infantaria, da cavalaria e da artilharia na região. Só que no ocidente ninguém quer isso e a palavra-chave na OTAN parece ser inação. Enquanto isso, o Estado Islâmico só se fortalece.

At least 31 killed in Turkey protests

Demonstrators hold a banner as as they are sprayed by a water cannon during clashes with riot police outside of the Middle Eastern Technical University (METU) in Ankara on Oct. 9. (AFp)

At least 31 people have been killed and 360 others wounded in four days of violent protests in Turkey by Kurdish demonstrators angry at the government’s lack of action to save the Syrian town of Kobane from a jihadist militant takeover, the interior minister said Friday.

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A Turquia, o Estado Islâmico e a reação do Ocidente

califadoMeu amigo Marcus Reis perguntou-me ontem o porquê da aparente inação da Turquia diante do Estado Islâmico, que aos poucos se aproxima da fronteira turca. Sobre o assunto, importante lembrar que a população que está massacrando pelo Estado Islâmico no norte da Síria é curda. A questão curda é, há muito tempo, um espinho no sapato do governo de Ancara (ou Angorá, como já se disse em outros tempos).

Ademais, uma ação turca em defesa dos curdos sírios poderia de alguma forma beneficiar o PKK, considerado grupo terrorista por Ancara. Isso traria problemas internos para os turcos e complicaria a relação com a comunidade curda na Turquia. Bom lembrar, finalmente, que a Turquia é membro da OTAN. Se o ISIS (sigla em inglês para o Estado Islâmico do Iraque e do Levante) entrar em território turco, será um membro da OTAN atacado… aí a coisa fica mais feia…

20141006084702218rtsMinha opinião a respeito de como lidar com o Estado Islâmico já foi apresentada aqui em Frumentarius: para resolver o problema, a alternativa seria o emprego de força militar clássica, ou seja, tropas da OTAN (forças convencionais) em grande quantidade mobilizadas para entrar na área sobre controle do ISIS e ir varrendo aquele nefasto grupo dali. Seria algo que só encontraria precedentes nas operações militares de 70 anos atrás.

size_590_jihadistas-raqaClaro que ninguém no Ocidente está mais disposto a recorrer à guerra tradicional. “Isso é coisa do passado, inaceitável para os padrões do século XXI!”, dirão alguns (interessante que as barbaridades cometidas pelo ISIS não colocariam aquela população vivendo em outras eras). Sendo assim, a coisa só tende a piorar e não vislumbro solução breve para o inferno na terra causado pelo Estado Islâmico – sim, porque há gente, de todas as idades, homens e mulheres, sendo torturada, violentada, massacrada, enfim, morrendo nas mãos desses monstros que querem o califado mundial.

Não acredito, portanto, na efetividade de bombardeios estratégicos contra o ISIS. E também acho que fornecer armas para os curdos para “deixá-los se defender por si mesmos” só vai servir para plantar a semente de um novo Afeganistão daqui a alguns anos (como sempre tem acontecido nas guerras periféricas). Mas, repito, ninguém quer realmente se preocupar com as atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico…

Militant Islamist fighters parade on military vehicles along the streets of northern Raqqa province

NATO promises to protect Turkey against ISIS threat

Published time: October 06, 2014 16:30 Get short URL 
Patriot missile batteries are pictured at their positions near the city of Kahramanmaras, Turkey (Reuters / Rainer Jensen)

NATO will not abandon Turkey if it is attacked by Islamic State fighters which are closing in on the member state’s border from Syria, the alliance’s secretary-general, Jens Stoltenberg, said.

“Turkey should know that NATO will be there if there is any spillover, any attacks on Turkey as a consequence of the violence we see in Syria,” Stoltenberg said, as quoted by Reuters. Continuar lendo

Eleições 2014

_IA_9727Meus caros amigos, leitores e eleitores,

Neste pleito de 5 de outubro, gostaria de lembrar que não sou mais candidato a deputado federal, tendo renunciado à candidatura no final de julho, pelas razões apresentadas à época. Agradeço novamente a todos os que apoiaram nossa campanha, acreditaram em nós, e que confiaram em nossas propostas. Tenham certeza de que apenas adiamos o projeto de contribuir diretamente para um DF e um Brasil com mais gente de bem na política.

Reitero que continuo acompanhando de perto a política do DF e do Brasil. Afinal, cidadania envolve atenção à maneira como será conduzida a política e a fiscalização e o controle de nossos representantes no Legislativo e do Executivo. Nesse sentido, gostaria de pedir a todos que acompanham Frumentarius que encarem o dia de amanhã como uma grande oportunidade para fazer do Brasil um país melhor.

Votemos com consciência para nossos deputados estaduais/distritais, deputados federais, senadores, governadores e, acima de tudo, presidente. Busquemos pessoas de bem (porque sim, há pessoas de bem), gente disposta a trabalhar pelo bem comum e não por interesses particulares. Tenhamos realmente representantes no Parlamento e no Executivo. O Brasil precisa de mais gente de bem na política.

Particularmente, acredito que precisamos de mudança e renovação. Estamos cansados dos que aí se encontram, da pilhagem do Estado, e da deterioração dos valores de nossa sociedade. A palavra chave é mudança. E é nessa linha que seguirei, e digitarei os números de meus candidatos amanhã.

Vamos adiante! Não deixemos que a voz das ruas de 2013 tenham sido em vão. Fiquemos atentos ao fato de que o Brasil precisará de gente competente e preparada para conduzir o País nos anos de crise que virão. A responsabilidade é de cada um de nós.

Que a Providência possa iluminar os corações e mentes dos 150 milhões de brasileiros que irão amanhã às urnas. E que possamos ter um Brasil mais democrático, livre, verde e amarelo, justo e perfeito! D’us abençoe o Brasil e seu povo!