Tomada de Três Pinos: sua hora vai chegar…

A famigerada

A famigerada…

Depois da decisão pelo fim do (famigerado) horário de verão, da placa do Mercosul, e daquele Cruzeiro do Sul em nosso passaporte (o que deixava os atleticanos furiosos), ouso recomendar novas alterações que devem ser feitas para pôr uma pedra às mazelas criadas por alguma mente perversa no governo do PT (e como havia mentes perversas ali!): a hedionda tomada de três pinos!

Típica jaboticaba tupiniquim, esse torvo apetrecho criado durante o (des)governo petista é algo que só existe aqui em Pindorama, e que foi concebida para atormentar nossas vidas. Quanto não se gastou para trocar milhões de tomadas e para se comprar outros tantos adaptadores?

Já escrevi aqui condenando essa aberração, que certamente encheu o bolso de muita gente… Agora passa da hora de colocá-la em um passado a ser esquecido. O ideal é retornarmos a um padrão universal ou, ao menos, adotado na maior parte do planeta…

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Um amigo sugeriu uma lista de pequenas barbaridades da era petista que poderiam ter um fim:

  1. o acordo ortográfico;
  2. a tomada de três pinos;
  3. celulares com mais número no prefixo do que na parte que vem depois do traço (coloquei aqui para preservar o texto do amigo);
  4. campeonato brasileiro de pontos corridos (idem);
  5. frases que começam com “então” (boa também);
  6. cobrança de bagagem despachada (isso eu acrescentei);
  7. bandeira vermelha na conta de luz (acrescentei também).

Esses são apenas alguns exemplos… Muita coisa ainda há a ser alterada (em breve farei meus comentários sobre a farra das companhias aéreas). Mas começar pela tomada de três pinos já seria bem bacana!

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O fim do Horário de Verão: amém!

Na última semana, nosso Presidente Jair Bolsonaro anunciou (viva!) o fim do horário de verão. Afinal, a economia de energia é ínfima perto dos transtornos causados pela mudança no relógio.

Comentei da minha satisfação em algumas redes sociais e muita gente assinalou que gosta desse horário do Capiroto… Meus amigos argumentam que “essa hora a mais de luz” é algo bom para aproveitar o dia, que dá para ir para a academia no final da tarde ainda com sol, que até se aproveita uma praia depois do expediente. Tudo bem! Há quem goste… e que bom que isso acontece!

Eu, particularmente, detesto e sempre detestei horário de verão. Mas isso, repito, é uma questão de foro íntimo, como se gostar desse ou daquele time de futebol ou dessa ou daquela escola de samba. Porém, contudo, todavia e entretanto, minha alegria em ver essa coisa ruim acabando repousa em uma preocupação coletiva…

Quem gosta do famigerado horário de verão porque pode aproveitar a praia depois do expediente já pensou nos milhões de trabalhadores que têm que acordar cedo para pegar o ônibus ou o trem das quatro ou cinco da madrugada? Imaginemos o cidadão que tem que estar na estação ou na parada às 5h da manhã (sim, milhões de brasileiros passam por isso todos os dias), e que, portanto, desperta, muitas vezes, 4h da matina (no horário de D’us)? Esses homens e mulheres batalhadores terão que acordar às 3h da manhã com um horário de verão. Isso tem impacto não só sobre o sono e o rendimento dessas pessoas, mas também sobre sua segurança (quantas pessoas no tenebroso horário do Tinhoso não têm que sair para trabalhar ainda no escuro, enfrentando nossas ruas pouco seguras?).

E pensemos também nas crianças e adolescentes (e em seus respectivos responsáveis) que devem estar na escola às 7h, 7h30 da manhã? No horário do Coisaruim, isso seria 6h ou 6h30… A que horas os pobres e seus genitores teriam que acordar?

Assim, repito, ainda que individualmente se ache maravilhoso o tal horário de verão, pensando-se no coletivo a medida veio em muito boa hora (hora regular, de D’us, não hora de verão)! E vida que segue!

Obrigado, novamente, às autoridades federais por essa sábia decisão. Certamente virão outras! (A tomada de três pinos que se cuide…)

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Breve história do nome Capitão-de-Mar-e-Guerra

platinamareguerraComo hoje é quarta-feira, e para manter a constância, resolvi publicar um texto que recebi de um grande amigo naval. Trata-se da explicação da origem do nome “Capitão-de-Mar-e-Guerra”, patente que na Marinha corresponde à de Coronel nas Forças de Terra e Ar. Vamos a ele então!

Breve história da origem do nome Capitão de Mar e Guerra.

Nos tempos das caravelas existiam duas entidades muito importantes a bordo: o piloto e o capitão. O primeiro responsável pela navegação segura do navio. Para tal, contava com o Mestre e os marinheiros para conduzir as fainas marinheiras,  principalmente as velas. O Capitão por sua vez era de formação militar e conduzia os soldados que guarneciam fuzis (daí fuzileiros navais), cuja função era atirar naqueles que quisessem abordar o navio e atirar  no piloto prejudicando a abordagem. A expressão Capitão significa “aquele que comanda”. Assim, o Piloto era o “Capitão do Mar “(expressão usada por muitas Marinhas para o posto equivalente a CMG). Já o outro era o “Capitão da Guerra” devido à sua formação militar.  Com o tempo um mesmo homem passou  a exercer as duas funções. Daí surgir o nome “Capitão-de-Mar-e-Guerra” na Marinha portuguesa. Mais tarde, o termo foi adotado nas Marinhas de língua portuguesa.

Minha homanagem aos amigos da Marinha do Brasil!

Mais uma data a ser lembrada…

O dia 23 de março de 2019 é uma data que merece ser lembrada. Hoje, após anos de combates, a coalização ocidental que opera na Síria anunciou a queda de Baghuz, último reduto da organização que ficou conhecida como “o Estado Islâmico”, ou Daesh – passei a usar o termo Daesh, pois amigos árabes me disseram ser mais adequado.

Com a tomada da cidade pelas “Forças Democráticas Sírias” (FDS) – ou os “rebeldes moderados” tão aclamados por alguns meios aqui no Ocidente -, o projeto de poder de criação de um califado pelo Daesh fracassou. Até esse ponto, entretanto, foram muitos anos de dor, sofrimento, morte… Foram anos de violência exarcebada e de radicalismo, anos de imposição do terror a centenas de milhares pessoas… Sempre vale lembrar que o Daesh, conhecido pela extrema violência, dominou um território do tamanho do Estado de Minas Gerais, promovendo barbaridades que chocariam até membros de outras organizações terroristas. Esses fatos, certamente devem ser lembrados.

AFP Photo

Capture d’écran de la chaîne kurde Ronahi TV montrant les Forces démocratiques syriennes levant leur drapeau au sommet d’un bâtiment du dernier bastion de Daesh. AFP PHOTO / HO / RONAHI TV

Não entrarei neste post nas questões geopolíticas relacionadas à débacle do Estado Islâmico. Deixarei isso para publicações futuras. Mas lembro que a situação na Síria ainda não está totalmente pacificada. Convém que isso seja lembrado.

Agora acabou! Ao menos acabou a dominação do Daesh sobre milhares de seres humanos (sírios, curdos, iraquianos) de uma das regiões mais ricas em história e cultura no planeta. Acabou o osbcurantismo imposto pelo fundamentalismo religioso. Acabaram os estupros, o uso de escravas sexuais e como serviçais, as execuções em praça pública (transmitidas pela internet), o emprego de crianças para promover atrocidades, a violência contra homossexuais… Será que acabou mesmo?

Dificilmente a violência terá acabado para as populações que estiveram sob o jugo do Daesh nos últimos anos. Certamente ela diminuirá, esparamos que bastante. Mas os traumas físicos e psicológicos desse período de terror, de violações indescritíveis à dignidade humana, ainda continuarão com aquelas pessoas pelo resto da vida. Elas precisarão de cuidados, muitos e constantes cuidados. De toda maneira, a bandeira negra do Daesh não mais tremula naquelas cidades. Isso é algo que deve ser lembrado.

Reuters

Syrian Democratic Forces (SDF) fighters ride atop military vehicles as they celebrate victory in Raqqa, Syria, October 17, 2017. REUTERS/Erik De Castro

O fim da dominação do Daesh na Síria e no Iraque não é, inobstante, o fim da organização terrorista. Ainda há milhares de combatentes espalhados pela região e, pior, emigrando (alguns de volta) às cidades da Europa e das Américas. Com isso, o perigo de uma guerra nas sombras, com ataques no coração da civilização ocidental, permanece. A hidra teve suas cabeças cortadas, mas a experiência ensina que elas nascerão novamente. Eis um aspecto do esfacelamento do Daesh que deve ser lembrado.

De toda maneira, a data de hoje tem sua simbologia. Representa o fim do terror e possibilidade de uma nova vida para, repito, centenas de milhares de pessoas. Por aqui, importante ficarmos atentos. Mas, pelo momento, cabe comemorar e orar pelos mortos e pelos que enterraram seus mortos.

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Políticos e Espiões, 2ª edição

É com grande satisfação que informo a meus queridos (12) leitores que já se encontra disponível, nas melhores livrarias, a 2ª edição de nosso livro Políticos e Espiões: o controle da atividade de inteligência.

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Publicada nove anos após a 1ª edição, a obra foi completamente atualizada, inclusive fazendo referência a mudanças importantes no controle dos serviços secretos aqui no Brasil e pelo globo (e olha que realmente muita coisa mudou desde então!).

É sobre isso que trata Políticos e Espiões: como controlar os serviços de inteligência em regimes democráticos, garantindo-se não só que os nobres profissionais do silêncio consigam executar adequadamente sua relevante tarefa, e ao mesmo tempo impedindo que cometam abusos no exercício de suas funções. Afinal, conhecimento é poder, e a Inteligência lida com conhecimento qualificado.

Políticos e Espiões teve grande aceitação quando foi publicado, o que lhe garantiu uma segunda tiragem e, agora, uma nova edição. Junto com Atividade de Inteligência e Legislação Correlata (6ª edição, Niterói: Impetus, 2018) e Terrorismo: conhecimento e combate (Niterói: Impetus, 2017, escrito em parceria com Marcus Reis), Políticos e Espiões compõe nossa trilogia sobre Segurança e Inteligência (trilogia para o momento, pois virão outros). [Como estou ficando bom nesse negócio de blog – yes! -, clique no título dos livros neste parágrafo que você será direcionado para a descrição detalhada de cada um.]

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Onde encontro seus livros? Todo mundo me pergunta isso. A resposta: nas melhores livrarias do ramo!

Infelizmente, apesar da excelência na produção das obras e da retidão na prestação de contas, minha Editora tem um sério problema com distribuição (queria que meu Editor reconsiderasse esse aspecto). Assim, pode ser que você não encontre meus livros naquela livraria bacana ao lado da sua casa ou mesmo na que fica no shopping (e não acredite no vendedor se ele disser que está esgotado ou coisa parecida!). Nesse caso, recomendo que compre diretamente pela internet, no site da Editora Impetus. Para adquirir nossos livros, basta clicar aqui.

Se você aprecia o tema Inteligência, tenho certeza de que gostará de nossos livros (“nossos” porque livros são como filhos, impossível fazer sozinho)! Não perca tempo! Vá lá ao site da Impetus e ajude a garantir o almoço dos meus filhos! Obrigado!

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Novidades a partir de abril

Meus queridos (12) leitores,

Dando continuidade a nossa política de recuperação de fôlego de Frumentarius (agora vai!), trago algumas novidades que teremos a partir de abril. Vamos a elas!

1) Dias de publicação sobre “um pouco de tudo”: como já havia antecipado, teremos o final de semana para nossas publicações sobre temas diversos (da nova política espacial do Zimbábue até o tradicional corte de cabelo do grande líder Bob Filho – meus 12 leitores sabem a quem me refiro). Assim, todo sábado ou domingo publicaremos no velho estilo de nosso blog (tá, vou começar a adotar essa terminologia).

2) Quartas históricas: nas quartas-feiras, teremos ao menos uma publicação com caráter histórico, sempre com nossa ênfase nos conflitos pelos quais a humanidade tem passado. Exemplo foi o post de hoje sobre o babuíno da Grande Guerra (não leu ainda? Dê uma olhadinha clicando aqui).

3) Sextas turísticas (nome provisório): posto que uma de minhas paixões é rodar o mundo, pretendo nas sextas publicar sobre lugares inusitados por onde já passei ou para onde desejo ir. Em alguns casos teremos um pequeno vídeo no qual apresento o lugar ou relato o que lá ocorreu.

Além desses temas pré-estabelecidos e regulares semanais, buscaremos manter uma constância de publicações nos outros dias. Que D’us nos ajude nessa tarefa!

Espero que gostem da novidade para o início de abril. Outras virão.

Claro, suas críticas e observações são sempre bem-vindas (o que não significa que as publicarei por aqui…)!

Obrigado! 

O Babuíno da Grande Guerra

Jackie2A participação dos outros animais nos conflitos armados é tão antiga quanto a dos próprios humanos. Cavalos, cães, elefantes, falcões, pombos… Exércitos sempre recorreram a esses meios para alcançar a vitória nas batalhas! Pouca gente sabe, entretanto, que na I Guerra Mundial um inusitado combatente foi… um babuíno!

Jackie era o nome dele! E símio-soldado foi incorporado às forças do 3º Regimento de Infantaria Sul-Africano (Transvaal), que combateu junto das tropas britânicas nas trincheiras da Grande Guerra. Era o bichinho de estimação (coisa mais inusitada ainda!) de Albert Marr, sulafricano que, ao se apresentar como voluntário para ir combater na França, pediu a seus superiores para levar junto sua mascote! (Devia ser um tipo estranho também esse Albert!). Para a surpresa de todos, a autorização foi concedida, e lá foram  Albert, seu Regimento, e Jackie para o front. 

Foi assim que Jackie tornou-se a mascote oficial (se me permitem o trocadilho) do Regimento! Tinha uniforme completo, bolachas (badges) e até um quepe. Dizem que acompanhava a tropa nas marchas e aprendeu os comandos de ficar em pé, descansar e até a prestar continência (coisas que alguns esquerdopatas nunca aprenderiam a fazer por aqui cem anos depois)!

O babuíno participou de diversas batalhas no Norte da África e em solo Europeu durante três longos anos. Devido a sua visão e sua audição aguçadas, Jackie tinha condições de antecipar os ataques inimigos melhor que qualquer sentinela humana. Graças a isso, salvou muitas vidas em seu regimento. Continuar lendo