Monarquias são mais baratas que Repúblicas – fato!

Artigo muito interessante, especialmente sobre a maneira como se trata o dinheiro público em modernas monarquias constitucionais e em regimes presidencialistas. Destaco, ainda, o trecho sobre as despesas da Casa Imperial do Brasil durante o Segundo Reinado e a conduta altamente repreensível com relação ao erário por parte do governo republicano imediatamente estabelecido após o golpe de 15 de novembro. Contra fatos não há argumentos.

Recomendo, portanto, a leitura atenta, sobretudo aos republicanos mais entusiastas. Aos monarquistas, é conveniente que se conheça esses fatos até para subsidiar nossos argumentos em prol da restauração.

Um dado interessante sobre o assunto é que geralmente se compara apenas o custo de manutençao do monarca e do presidente, ou do monarca e do primeiro-ministro em relação o Chefe de Estado e de governo em regimes presidencialistas… Entretando, deve ser considerado também, no cálculo do custo da república, o gasto com eleições presidenciais periódicas, tanto do Estado ao realizá-las (como o que dispende a Justiça Eleitoral aqui no Brasil) quanto o custo da campanha de cada candidato…

Viva o Império do Brasil! Pela restauração!

Monarquias são mais baratas que Repúblicas

Em pé, da esquerda para a direita: Príncipe Henrik da Dinamarca, Rainha Paola dos Belgas, Rei Albert II dos Belgas, Rei Juan Carlos de Espanha, Rainha Sonja da Noruega, Rei Harald V da Noruega, Príncipe Phillip, Duque de Edimburgo, Rei Carl XVI Gustaf da Suécia, Grã-Duquesa Maria Teresa de Luxemburgo, Grão-Duque Henri de Luxemburgo, Grão-Duque Jean de Luxemburgo, Grã-Duquesa Josephine-Charlotte de Luxemburgo. Sentadas, da esquerda para a direita: Rainha Silvia da Suécia, Rainha Margrethe II da Dinamarca, Rainha Elizabeth II do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, Rainha Beatrix da Holanda, Rainha Sofía de Espanha.
 

Dos muitos equívocos atinentes ao regime monárquico, talvez o mais comum resida na falsa noção de que este é mais dispendioso que o regime republicano. Não são poucos os que a mera lembrança da palavra “monarquia” traz à mente imagens de luxo, fausto e ostentação.

Uma das razões para a confusão é o pomposo cerimonial típico da Monarquia Britânica. De fato, graças ao seu aparato, ela é a mais cara de todas elas – e ainda assim, seu custo não pode ser comparado ao de uma República.

A Monarquia Britânica custa anualmente a quantia de U$ 1,20 a cada um dos seus súditos, o preço de um pão no mercado local. Em seqüência vêm as Monarquias Sueca e Belga – US $0,77 –, a Monarquia Espanhola – US $0,74 –, a Monarquia Japonesa – US $0,41 – e a Monarquia Holandesa – US $0,32. A título de comparação, a Presidência dos Estados Unidos custa ao contribuinte americano quase cinco dólares por ano. Continuar lendo

Dia da Bandeira

Nesta data em que se comemora (quem?) no Brasil o Dia da Bandeira, seguem algumas informações sobre o assunto. Lembro, preliminarmente, que o verde e o amarelo nada têm a ver com “nossas matas e nosso ouro”, como tentaram empurrar os republicanos na crença popular… O verde o amarelo são, respectivamente, as cores da Casa de Bragança (Dom Pedro I) e da Casa de Habsburgo (Dona Leopoldina) e remontam à Bandeira Imperial do Brasil. O pavilhão, idelizado por nosso primeiro Imperador tinha um fundo verde (cores dos Bragança) no qual repousava um losango amarelo (símbolo feminino e homenagem do Imperador a nossa primeira Imperatriz). Ao centro, as Armas do Brasil pintadas por Debret, substituídas pelo círculo azul estrelado e a faixa “Ordem e Progresso” (aspiração republicana que nunca se alcançou nesses catastróficos cento e poucos anos desde a quartelada de 15/11/1899).

Naturalmente, prefiro a bandeira do Império, muito mais bonita. Mas há a possibilidade de mesmo esta da república ser em breve substituída por uma vermelha…

A BANDEIRA DO BRASIL

História

A bandeira do Brasil foi instituída a 19 de novembro de 1889, ou seja, 4 dias depois da Proclamação da República. É o resultado de uma adaptação na tradicional Bandeira do Império Brasileiro. Neste contexto, em vez do escudo Imperial português dentro do losango amarelo, foi adicionado o círculo azul com estrelas na cor branca. Continuar lendo

O fracasso da república

Devo escrever alguma coisa sobre a fracassada experiência republicana (que de republicana pouco tem) mais tarde… De toda maneira, para começar este dia de luto pelo golpe de 15 de novembro de 1899, segue texto publicado no site causa imperial. Recomendo a quem queira refletir um pouco sobre o assunto. Para aqueles que acham ridícula a causa monárquica e preferem a republiqueta personalista anarco-sindicalista, bem, não leiam; este site não é para vocês! E continuem com suas convicções (só tenho que lamentar…)!

Res-publica?

               Faz mais de cem anos que a República foi imposta através de um golpe militar!

                Digamos que nestes cem anos, como se estivéssemos num laboratório, pudemos coletar dados suficientes para uma análise acurada das instituições republicanas.

                Será que após cem já somos capazes de responder a questão: _ A República funcionou? Continuar lendo

A aclamação do Rei

Mais uma sobre a Casa Real da Romênia: matéria sobre as comemorações dos 91 anos de Sua Majestade o Rei Michael. Segundo um site de notícias italiano, o atual presidente romeno (que, por razões óbvias, é contra a restauração) já teria admitido que ele será o último presidente daquele país, pois a república estaria em vias de acabar (não chequei a informação).

Por mais distante que a restauração pareça estar, ainda há esperança. Senão para o velho Michael, certamente para seus descendentes.

Romania government honors ex-king on 91st birthday

By Ioana Patran | Reuters – Thu, Oct 25, 2012Romania's former king Michael waves to his supporters after a ceremony in downtown Bucharest October 25, 2012. REUTERS/Bogdan Cristel
Reuters/Reuters – Romania’s former king Michael waves to his supporters after a ceremony in downtown Bucharest October 25, 2012. REUTERS/Bogdan Cristel

BUCHAREST (Reuters) – Romania renamed a square in central Bucharest after former King Michael to celebrate his 91st birthday on Thursday, 65 years after Soviet-backed communists forced him to abdicate.

Although a return to monarchy is not on the public agenda in the EU member state, Romanian politicians are divided over their attitudes towards Michael. While right-wing President Traian Basescu has criticized the former king for leaving the throne and last year did not attend Michael’s first speech in parliament since his 1947 abdication, a leftist government showed support for the former monarch. Continuar lendo

O discurso do Rei

Ainda sobre a Casa Real Romena, segue notícia, publicada pela BBC, referente ao discurso que o Rei Michael fez ao Parlamento por ocasião do seu aniversário de 90 anos, em outubro de 2011. Interessante na matéria, além do próprio teor do discurso, foi o registro de que o monarca foi ovacionado pelos membros do Legislativo.

BBC Europe –   25 October 2011 Last updated at 10:54 GMT
 

 The former king of Romania has addressed parliament in Bucharest for the first time since he was forced to abdicate in 1947.

Speaking on his 90th birthday, King Michael I called on politicians to strengthen democracy in Romania and restore the country’s dignity.

He received a standing ovation from many MPs. Continuar lendo

O retorno do Rei

Nesta semana em que se lamenta o golpe que pôs fim ao Império do Brasil, aproveito para dar destaque a uma situação praticamente desconhecida aqui em Pindorama: a real possibilidade (sem trocadilhos) da restauração da monarquia na Romênia. Sim! Em meio à crise financeira que tem assolado a Europa e diante da instabilidade política naquele país e do descrédito na classe política dirigente (parece algum outro lugar?), ganha força entre a população romena o discurso pela volta da monarquia. O Rei Michael, de 91 anos, é o último  Chefe de Estado da Segunda Guera Mundial ainda vivo. Foi forçado a abdicar em 1947, sendo sucedido por mais de quatro décadas de tirania comunista.

O mais interessante é a grande deferência com que o monarca tem sido tratado pelas autoridades romenas e por governos de outros países, que já lhe dedicam honras de Chefe de Estado. A figura do monarca como reserva moral da nação é incontestável. E o retorno à Romênia do jovem Príncipe Nicholas, segundo na linha de sucessão (a primeira é sua mãe, pois a lei sálica não mais vigora naquela Casa), também assinala uma maior participação da família real nos destinos do país, participação esta benvinda por uma parcela cada vez maior da população. Não se surpreendam se logo virem mais uma monarquia sendo estabelecida na velha Europa, combalida por um século de republicanismo tirânico…

Published on EurActiv (http://www.euractiv.com)

Romania: The discreet tonic of monarchy

Published: 03 October 2012 | Updated: 04 October 2012

Newspapers in Romania have reported that Prince Nicholas, grandson of King Michael, will move his residency from England to Romania. His return may well show that people’s appetite for monarchy has never been lost, says Ovidiu Nahoi.

Ovidiu Nahoi is a Romanian political analyst and journalist. He is also a talk show host for the Money Channel.

King Michael, 91, is the last head of state from the Second World War still alive. Nicholas, 27, son of Princess Elena – the king’s second daughter – has so far lived in London and first visited Romania 20 years ago. This was because only 20 years ago, the former sovereign was finally allowed to visit the country, for a few days, during the Easter holidays. Continuar lendo

12 de outubro, uma data especial

Nessa data tão importante para nós monarquistas (vide os posts de 12/10 do ano passado), resolvi publicar um trecho que gosto muito de nossa Constituição Imperial de 1824. Trata-se do artigo referente a direitos e garantias individuais.

Muito se fala da constituição de 1988 como inovadora e “carta cidadã” devido aos direitos e garantias ali listados, particularmente no artigo 5º… Ok, mas o que dizer do art. 179, escrito em 1823? Quem tiver coragem e sobriedade, que aprecie essa maravilhosa obra liberal do início do século XIX!

Viva o 12 de outubro! Viva Dom Pedro I! Pela restauração!

Art.179. A inviolabilidade dos Direitos Civis, e Politicos dos Cidadãos Brazileiros, que tem por base a liberdade, a segurança individual, e a propriedade, é garantida pela Constituição do Imperio, pela maneira seguinte.

        I. Nenhum Cidadão póde ser obrigado a fazer, ou deixar de fazer alguma cousa, senão em virtude da Lei.

        II. Nenhuma Lei será estabelecida sem utilidade publica.

        III. A sua disposição não terá effeito retroactivo.

        IV. Todos podem communicar os seus pensamentos, por palavras, escriptos, e publical-os pela Imprensa, sem dependencia de censura; com tanto que hajam de responder pelos abusos, que commetterem no exercicio deste Direito, nos casos, e pela fórma, que a Lei determinar.

        V. Ninguem póde ser perseguido por motivo de Religião, uma vez que respeite a do Estado, e não offenda a Moral Publica.

        VI. Qualquer póde conservar-se, ou sahir do Imperio, como Ihe convenha, levando comsigo os seus bens, guardados os Regulamentos policiaes, e salvo o prejuizo de terceiro.

        VII. Todo o Cidadão tem em sua casa um asylo inviolavel. De noite não se poderá entrar nella, senão por seu consentimento, ou para o defender de incendio, ou inundação; e de dia só será franqueada a sua entrada nos casos, e pela maneira, que a Lei determinar.

        VIII. Ninguem poderá ser preso sem culpa formada, excepto nos casos declarados na Lei; e nestes dentro de vinte e quatro horas contadas da entrada na prisão, sendo em Cidades, Villas, ou outras Povoações proximas aos logares da residencia do Juiz; e nos logares remotos dentro de um prazo razoavel, que a Lei marcará, attenta a extensão do territorio, o Juiz por uma Nota, por elle assignada, fará constar ao Réo o motivo da prisão, os nomes do seu accusador, e os das testermunhas, havendo-as.

        IX. Ainda com culpa formada, ninguem será conduzido á prisão, ou nella conservado estando já preso, se prestar fiança idonea, nos casos, que a Lei a admitte: e em geral nos crimes, que não tiverem maior pena, do que a de seis mezes de prisão, ou desterro para fóra da Comarca, poderá o Réo livrar-se solto.

        X. A’ excepção de flagrante delicto, a prisão não póde ser executada, senão por ordem escripta da Autoridade legitima. Se esta fôr arbitraria, o Juiz, que a deu, e quem a tiver requerido serão punidos com as penas, que a Lei determinar.

        O que fica disposto acerca da prisão antes de culpa formada, não comprehende as Ordenanças Militares, estabelecidas como necessarias á disciplina, e recrutamento do Exercito; nem os casos, que não são puramente criminaes, e em que a Lei determina todavia a prisão de alguma pessoa, por desobedecer aos mandados da justiça, ou não cumprir alguma obrigação dentro do determinado prazo.

        XI. Ninguem será sentenciado, senão pela Autoridade competente, por virtude de Lei anterior, e na fórma por ella prescripta.

        XII. Será mantida a independencia do Poder Judicial. Nenhuma Autoridade poderá avocar as Causas pendentes, sustal-as, ou fazer reviver os Processos findos.

        XIII. A Lei será igual para todos, quer proteja, quer castigue, o recompensará em proporção dos merecimentos de cada um.

        XIV. Todo o cidadão pode ser admittido aos Cargos Publicos Civis, Politicos, ou Militares, sem outra differença, que não seja dos seus talentos, e virtudes.

        XV. Ninguem será exempto de contribuir pera as despezas do Estado em proporção dos seus haveres.

        XVI. Ficam abolidos todos os Privilegios, que não forem essencial, e inteiramente ligados aos Cargos, por utilidade publica.

        XVII. A’ excepção das Causas, que por sua natureza pertencem a Juizos particulares, na conformidade das Leis, não haverá Foro privilegiado, nem Commissões especiaes nas Causas civeis, ou crimes.

        XVIII. Organizar–se-ha quanto antes um Codigo Civil, e Criminal, fundado nas solidas bases da Justiça, e Equidade.

        XIX. Desde já ficam abolidos os açoites, a tortura, a marca de ferro quente, e todas as mais penas crueis.

        XX. Nenhuma pena passará da pessoa do delinquente. Por tanto não haverá em caso algum confiscação de bens, nem a infamia do Réo se transmittiráaos parentes em qualquer gráo, que seja.

        XXI. As Cadêas serão seguras, limpas, o bem arejadas, havendo diversas casas para separação dos Réos, conforme suas circumstancias, e natureza dos seus crimes.

        XXII. E’garantido o Direito de Propriedade em toda a sua plenitude. Se o bem publico legalmente verificado exigir o uso, e emprego da Propriedade do Cidadão, será elle préviamente indemnisado do valor della. A Lei marcará os casos, em que terá logar esta unica excepção, e dará as regras para se determinar a indemnisação.

        XXIII. Tambem fica garantida a Divida Publica.

        XXIV. Nenhum genero de trabalho, de cultura, industria, ou commercio póde ser prohibido, uma vez que não se opponha aos costumes publicos, á segurança, e saude dos Cidadãos.

        XXV. Ficam abolidas as Corporações de Officios, seus Juizes, Escrivães, e Mestres.

        XXVI. Os inventores terão a propriedade das suas descobertas, ou das suas producções. A Lei lhes assegurará um privilegio exclusivo temporario, ou lhes remunerará em resarcimento da perda, que hajam de soffrer pela vulgarisação.

        XXVII. O Segredo das Cartas é inviolavel. A Administração do Correio fica rigorosamente responsavel por qualquer infracção deste Artigo.

        XXVIII. Ficam garantidas as recompensas conferidas pelos serviços feitos ao Estado, quer Civis, quer Militares; assim como o direito adquirido a ellas na fórma das Leis.

        XXIX. Os Empregados Publicos são strictamente responsaveis pelos abusos, e omissões praticadas no exercicio das suas funcções, e por não fazerem effectivamente responsaveis aos seus subalternos.

        XXX.. Todo o Cidadão poderá apresentar por escripto ao Poder Legislativo, e ao Executivo reclamações, queixas, ou petições, e até expôr qualquer infracção da Constituição, requerendo perante a competente Auctoridade a effectiva responsabilidade dos infractores.

        XXXI. A Constituição tambem garante os soccorros publicos.

        XXXII. A Instrucção primaria, e gratuita a todos os Cidadãos.

        XXXIII. Collegios, e Universidades, aonde serão ensinados os elementos das Sciencias, Bellas Letras, e Artes.

        XXXIV. Os Poderes Constitucionaes não podem suspender a Constituição, no que diz respeito aos direitos individuaes, salvo nos casos, e circumstancias especificadas no paragrapho seguinte.

        XXXV. Nos casos de rebellião, ou invasão de inimigos, pedindo a segurança do Estado, que se dispensem por tempo determinado algumas das formalidades, que garantem a liberdede individual, poder-se-ha fazer por acto especial do Poder Legislativo. Não se achando porém a esse tempo reunida a Assembléa, e correndo a Patria perigo imminente, poderá o Governo exercer esta mesma providencia,como medida provisoria,e indispensavel, suspendendo-a immediatamente que cesse a necessidade urgente, que a motivou; devendo num, e outro caso remetter á Assembléa, logo que reunida fôr, uma relação motivada das prisões, e d’outras medidas de prevenção tomadas; e quaesquer Autoridades, que tiverem mandado proceder a ellas, serão responsaveis pelos abusos, que tiverem praticado a esse respeito.

(Constituição do Império do Brasil, de 22 de abril de 1824)

Um pouco mais sobre o Império do Brasil: o Imperador republicano

Deixo para José Murilo de Carvalho mais alguns esclarecimentos sobre o glorioso Império do Brasil e nosso maior soberano que esteve por mais tempo à frente do Estado brasileiro…

Imperador republicano

O governo de D. Pedro II, quem diria, já fazia referências ao novo regime

José Murilo de Carvalho 13/1/2011
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/imperador-republicano

Três frases a propósito da monarquia sempre me deram o que pensar. A primeira, ouvi do maior historiador argentino vivo, Tulio Halperin Donghi: “O império brasileiro foi um luxo”. A segunda foi escrita por outro grande historiador, agora brasileiro, Sérgio Buarque de Holanda, no último volume da História Geral da Civilização Brasileira, por ele organizada: “O império dos fazendeiros (…) só começa no Brasil com a queda do Império”. A terceira foram as várias declarações de norte-americanos quando da viagem do imperador aos Estados Unidos exaltando seu republicanismo e seu ianquismo. A essas últimas poderiam ser acrescentadas as de outros estrangeiros, como o presidente da Venezuela Rojas Paúl e o poeta cubano Julian del Casal. O primeiro comentou ao ficar sabendo da queda do Império: “Foi-se a única República da América”; o segundo colocou na boca do imperador a frase “fui seu [do Brasil] primeiro republicano”. Continuar lendo

O Império do Brasil

Nesta data, que deveria ser celebrada, em verso e prosa, por todos os que amam o Brasil, como a mais cívica de nosso calendário (mas  a qual, infelizmente, é apenas mais um “feriadão” para a absoluta maioria dos brasileiros), faço aqui esta homenagem ao glorioso Império do Brasil. Nunca se viveu tamanha democracia como naqueles tempos! Nunca se valorizou tanto a nacionalidade e o sentimento de pátria! E nunca se vivenciou tanto o republicanismo, sobretudo à época do reinado de Pedro II, o maior estadista de nossa história!

Alguns leitores, particularmente os republicanos mais radicais, vão dizer que faço aqui uma apologia cega e infundada ao Império… Que pensem e digam assim! Não vou mudar suas convições, nem o quero. Este texto é dedicado aos monarquistas e simpatizantes da causa monárquica, àqueles que acreditam que pode haver um Brasil diferente, mais digno, democrático, moderno e civilizado!

O 7 de setembro é uma celebração das conquistas do Império e dos grandes homens que construíram este País! Podem até nos querer tirar esse sentimento de brasilidade e gratidão para com os fundadores da pátria e aqueles que garantiram nossa unidade nacional! Não conseguirão, entretanto, pois o 7 de setembro é uma data imperial, assim como  as cores de nossa bandeira e o hino nacional, legados do Império!

De fato, o 7 de setembro é uma data de regozijo para todos os monarquistas! Lembremos de um tempo de força, honra e glória, um tempo de independência e de respeito que tínhamos perante o concerto da nações! Sim, talvez ainda hoje não tenhamos alcançado o prestígio do Império, prestígio este que a república não soube preservar!

Mas não falemos da república! Lembremos,  sim, de nossos dois monarcas: Pedro I, o jovem príncipe português, que com apenas 23 anos ousou reagir à pressão das Cortes de Portugal pela volta aos grilhões coloniais e proclamou a independência do Brasil! Ele, o filho e herdeiro de Dom João VI, de Portugal, bom lembrar, não nasceu brasileiro… entretanto, tornou-se brasileiro por escolha própria e pelo amor que tinha a estas terras (de fato, foi o primeiro brasileiro, pois fundou o Brasil!)… e amou o Brasil mais que a grande maioria dos governantes que o sucederam! Amou tanto este País que deixou para os brasileiros o que tinha de mais precioso: seu filho varão, que superaria o pai como soberano-cidadão!

Lembremos de Pedro II, o mais singular dos monarcas de seu tempo, sábio e virtuoso, o qual por sua grandeza própria alçava o Brasil à condição de grande! Pedro II, o primeiro dos voluntários da pátria e que, como o pai, amou tanto o Brasil a ponto de sacrificar sua dinastia por princípios maiores, pela garantia da ordem, pela preservação da paz e para que sangue brasileiro não fosse derramado! Um governante que, ao ser enviado ao exílio, recusou a pensão oferecida pelos golpistas republicanos, e cujo único valor que fez questão de levar consigo foi um travesseiro “com terra do Brasil”. Foi sobre essa terra do Brasil que Sua Majestade descansou a cabeça pela última vez e para a eternidade!

O 7 de setembro deveria servir para lembrar aos brasileiros  (e, em especial, a seus dirigentes) de nossos dois imperadores, os quais, cada um a sua maneira, servem de exemplo aos governantes desta república combalida, saqueada e humilhada, vítima da corrupção, da gatunagem e da exploração inescrupulosa!

Que as futuras gerações possam conhecer mais sobre o Império do Brasil e seus soberanos! Quem sabe dessa maneira consigamos desenvolver um sentimento de patriotismo, respeito e zelo pela coisa pública, de cidadania e civilidade! Só conhecendo mais sobre nosso passado imperial é que conseguiremos entender a frase do então Presidente da Venezuela, Rojas Paúl, quando foi informado do golpe que pusera fim à monarquia: “Acabou-se a única República da América – o Império do Brasil!”!

Viva o 7 de setembro! Viva Dom Pedro I! Viva Dom Pedro II! Viva o Império do Brasil!

Pela Restauração!

O Brasil Imperial (… ou porque sou monarquista)

Agora um post mais ameno, para terminar a noite de maneira aprazível. Perguntam a razão de eu ser monarquista. Já disse, e repito, preliminarmente, que não conheço ninguém da Casa Imperial do Brasil e não estou formalmente vinculado a nenhuma organização monarquista (ao menos ainda). Sou monarquista, primeiro, porque creio que uma boa democracia se desenvolve em regimes parlamentaristas e, no Paralmentarismo, entendo que o melhor modelo é o monárquico, não o republicano. Repúblicas parlamentaristas são imperfeitas e o Presidente nunca consegue representar a totalidade da nação como o Chefe de Estado deve fazer (vide o recente caso alemão).

Ademais, parece-me que o único lugar onde o Presidencialismo realmente deu certo foi nos EUA, onde eles criaram o modelo, e no qual a instituição “presidência” é sagrada. Por aqui pela América Latina, o que se viu foram republiquetas instáveis, com caudilhos lutando pelo poder, golpes de Estado e instabilidade político-institucional marcada por aspirantes vorazes a ditador ou megalômanos que chegavam ao palácio presidencial sem estarem realmente preparados para ocupar a posição de primeiro mandatário.

Outra razão pela qual sou monarquista é que acho que à época do Império tínhamos instituições mais sólidas e valores mais consistentes. A figura do monarca ajuda nisso – por mais que pessoalmente ele possa ser cheio de imperfeições (senão não seria humano), como figura pública é um símbolo nacional, com valores que devem ser seguidos e servirem de exemplo à população. O povo precisa de heróis, o povo precisa de referenciais, e um soberano é muito útil para compor positivamente esse imaginário.

Antes que venham os comentários pacóvios: monarquias são menos suscetíveis à corrupção que repúblicas, a começar pelo prórprio Chefe de Estado. Um monarca não precisa roubar do erário. A afinal, se o fizesse, estaria tirando do próprio bolso e não faria o menor sentido degradar um patrimônio que ele iria deixar para seus filhos. E se roubasse, qual seria o sentido? Onde, quando e como gastaria o butim? Presidentes, por outro lado, têm que fazer seu pé de meia, para quando deixarem o poder…

A monarquia, ao contrário do pensam alguns, é muito mais barata que uma República. Saibam que a Presidência de um país como o Brasil gasta muito mais que qualquer Casa Real. E, ainda que as despesas fossem mais altas para manter uma família real (melhor manter uma família permanentemente que várias famílias de presidentes por sucessivos anos), alguém já pensou no custo do presidencialismo em termos de gastos com campanhas eleitorais periódicas?

Não quero convencer ninguém para minha causa. Escrevi este texto porque este é meu site e publico nele o que bem entender e como entender. Se você não gostar do que escrevi, não perca seu tempo e procure outra freguesia, simples assim. Escrevo para aqueles que, ao menos, tenham um mínimo de discernimento e sensatez para considerarem opiniões divergentes das suas, e que não sejam obtusos a ponto de simplesmente se fecharem a qualquer argumento que não tenham facilidade de compreender ou que pensem ser contrário a sua maneira de ver o mundo.

Monarquia é sinônimo de estabilidade. Refiro-me a monarquias constitucinais, que fique bem claro. É instituição moderna (ao contrário do que muitos pensam) e tem aspectos muito positivos. Depois escrevo mais sobre minhas razões para preferir ser súdito do Império do Brasil a cidadão desta (ou de qualquer outra) república…

Curiosidades sobre o Brasil Imperial*

Você sabia?

  • Que o Império do Brasil possuía a segunda marinha de guerra do mundo, teve os primeiros Correios e Telégrafos das Américas, foi uma das primeiras nações a instalar linhas telefônicas e o segundo país do globo a ter selo postal?
  • Que o Parlamento do Império ombreava com o da Inglaterra, a diplomacia brasileira era uma das primeiras do mundo, tendo o Imperador sido árbitro em questões da França, Alemanha e Itália e, entre as nações católicas, a segunda autoridade moral depois do Papa?
  • Que em 67 anos de Império tivemos uma inflação média anual de apenas 1,58%, contra 10% nos primeiros 45 dias da República, 41% em 1890 e 50% em 1891? Continuar lendo

Mais sobre o Jubileu

Para terminar o domingo, notícia sobre o Jubileu de Diamante de Sua Majestade, Elizabeth II. O dia foi repleto de imagens das comemorações na Grã-Bretanha, em uma clara demonstração do quanto os britânicos amam sua rainha e da importância da monarquia como instituição naquele país. Tudo bem organizado e nos padrões civilizatórios que são a marca daquele Império. Diverti-me até mesmo com as imagens dos “efusivos” protestos contra as comemorações (afinal, o direito de protestar é sagrado em uma democracia!): meia dúzia de manifestantes com homogêneos pequenos cartazes impecáveis e todos bem comportados… Isso é civilização! God Save the Queen!

Back to Queen's Diamond Jubilee

More than one million rain-soaked people have watched the Queen’s 1,000-boat Diamond Jubilee pageant weave its way along the Thames, organisers say. The Queen’s barge travelled among the flotilla of tugs, steamers, pleasure cruisers, dragon boats and kayaks. The London event was the highlight of the Jubilee weekend, but a fly-past was cancelled because of the weather. Continuar lendo

The Act of Settlement

Neste fim-de-semana do Jubileu de Diamante de Sua Majestade, Elizabeth II, segue artigo interessante sobre importante instituição daquela monarquia! Deus Salve a Rainha!

The Act of Settlement

The Act of Settlement of 1701 was designed to secure the Protestant succession to the throne, and to strengthen the guarantees for ensuring a parliamentary system of government. The Act also strengthened the Bill of Rights (1689), which had previously established the order of succession for Mary II’s heirs. Continuar lendo

God Save the Queen! Elizabeth II Regina

Como último post da noite, minha homenagem a Sua Majestade, Elizabeth II, neste fim-de-semana comemorativo do Jubileu de Diamante da soberana! Que Sua Majestade possa permanecer ainda muitos e muitos anos à frente da Casa de Windsor! God Save the Queen!

The Queen is Head of State in the United Kingdom. As a constitutional monarch, Her Majesty does not ‘rule’ the country, but fulfils important ceremonial and formal roles with respect to Government. She is also Fount of Justice, Head of the Armed Forces and has important relationships with the established Churches of England and Scotland.

http://www.royal.gov.uk/MonarchUK/TheMonarchyToday.aspx

Isabel, a Redentora

Por ocasião dos festejos referentes ao 13 de maio, data da abolição da escravatura, lembro que quem assinou a Lei Áurea foi a Princesa Regente, Dona Isabel. A Redentora o fez mesmo sabendo que o gesto lhe custaria a coroa e poria fim ao regime monárquico no Brasil. A memória de Sua Alteza permaneceu nos corações e mentes dos que viveram e lutaram pela causa abolicionista. Sempre bom ressaltar que a escravidão acabou durante o Império!  Esse mérito os republicanos nunca vão conseguir tirar!

Segue artigo sobre as comemorações do 13 de maio, extraído do site Instituto Cultural D. Isabel I a Redentora. Para acessá-lo, clique aqui.

Viva o Império do Brasil! Pela Restauração!

TREZES DE MAIO

Desde 1888, anualmente se comemora a data da equiparação social entre todos os BRASILEIROS de variadas formas.

Os depoimentos históricos que dão conta das festas grandiosas ocorridas em 13.05.1888 e nos dias que se seguiram podem ser encontrados em diversos jornais, revistas, folhetins, panfletos, antologias etc., lançadas naquele memorável mês de Maio. Continuar lendo

181 anos do Hino Nacional

Claro que eu tenho que registrar que na data de hoje se comemora a primeira execução do Hino Nacional Brasileiro! Qual a importância disso? Bom, primeiro que, na minha opinião, é uma peça belíssima (comparável aos hinos alemão, francês, da União Européia e, claro, nosso espetacular Hino da Independência)! E depois porque é um dos legados do glorioso Império do Brasil! Isso mesmo! Apesar da letra ter passado por algumas versões, sendo a última a de Joaquim Osório Duque Estrada, escrita em 1909 e adotada oficialmente em 1922 (centenário da independência, diga-se de passagem), a música (composição) de Francisco Manuel da Silva é de 1822!

Diz a lenda que, quando os golpistas da república fizeram o concurso para escolher o novo hino que desbancaria o imperial e levaram o resultado para Deodoro da Fonseca, o generalíssimo-presidente deu seu veredicto: “prefiro o antigo…”! E aí tiveram que fazer da peça vitoriosa o tal do “hino da proclamação da república”…

D’us abençoe o Império do Brasil! Pela restauração!

The Queen and the Government

A última da noite para não saturar os leitores não-monarquistas (mesmo porque os monarquistas não se cansam…). Artiguinho sobre a relação entre a rainha e o governo.

O mais interessante é a lista dos primeiro-ministro que serviram sob o reinado de Elizabeth II: só 12, incluindo Winston Churchill (em minha humilde opinião, depois de Churchill, o premier mais memorável desde a II Guerra Mundial foi Lady Thatcher, só para constar…)!

The Queen and Government

As Head of State The Queen has to remain strictly neutral with respect to political matters. However, Her Majesty does have important formal and ceremonial roles in relation to the Government of the UK Continuar lendo

O papel do soberano

Segue texto sobre o papel do soberano na monarquia britânica (extraído do sítio do jubileu de diamante de Elizabeth II). Talvez ajude a entender a beleza do regime monárquico constitucional…

E para aqueles que pretendem criticar o modelo (sempre há quem não tolera opinião divergente), não percam seu tempo! Procurem coisa mais útil para fazer e fiquem com seu republicanismo… Respeito seu republicanismo. Respeitem meu direito de preferir a opção monárquica! É assim que se faz em uma democracia…

Deus salve a Rainha!

The role of the Sovereign

What is the role of The Queen and what part does she play in the life of the nation? Find out about Her Majesty’s official duties and working life

The British Sovereign can be seen as having two roles: Head of State and ‘Head of the Nation’.

As Head of State, The Queen undertakes constitutional and representational duties which have developed over one thousand years of history. Continuar lendo

God save the Queen!

O tempo foi escasso, por isso não consegui postar nada durante o dia. Entretanto, nos últimos minutos deste dia 6 de fevereiro, gostaria de prestar minha homenagem a Elizabeth Alexandra Mary, ou Elizabeth II, soberana do Reino Unido e outros 15 Estados, pelo seu glorioso Jubileu de Diamante! 60 anos de reinado austero realmente é para pouquíssimos! Este é um dia de júbilo para os monarquistas de todo o mundo.

Deus Salve a Rainha! 

Para a página oficial do jubileu de diamante de Sua Majestade, clique aqui. Recomendo.

Segue biografia dessa nobre filha da Casa de Windsor (ou Hannover, para os mais tradicionalistas…).

Elizabeth II

From Wikipedia, the free encyclopedia
For other uses, see Elizabeth II (disambiguation).
Page semi-protected
Elizabeth II
Elderly Elizabeth with a smile
Elizabeth II in 2007
Reign 6 February 1952 – present
Coronation 2 June 1953
Predecessor George VI
Heir apparent Charles, Prince of Wales
Prime Ministers See list
Spouse Prince Philip, Duke of Edinburgh (m. 1947)

Issue

Prince Charles, Prince of Wales
Princess Anne, Princess Royal
Prince Andrew, Duke of York
Prince Edward, Earl of Wessex
Full name
Elizabeth Alexandra Mary
House House of Windsor
Father George VI
Mother Elizabeth Bowes-Lyon
Born 21 April 1926 (age 85)
Mayfair, United Kingdom
Religion Church of England
Church of Scotland

Elizabeth II (Elizabeth Alexandra Mary; born 21 April 1926[note 1]) is the constitutional monarchof 16 of the 54 sovereign states within the Commonwealth of Nations, and Head of the Commonwealth. In order of foundation, the 16 independent Commonwealth realms are the United KingdomCanadaAustraliaNew ZealandJamaicaBarbadosthe BahamasGrenadaPapua New Guinea, the Solomon IslandsTuvaluSaint LuciaSaint Vincent and the Grenadines,BelizeAntigua and Barbuda, and Saint Kitts and Nevis. As the British monarch, she is theSupreme Governor of the Church of England. Continuar lendo

Gilberto Freyre, Monarquia e doenças tropicais…

Comprei um livro de Gilberto Freyre intitulado China tropical e outros escritos sobre a influência do Oriente na cultura luso-brasileira (São Paulo: Global, 2011), que, de fato, é compilação de ensaios, capítulos de livros e conferências do mestre pernambucano, feita por Vamireh Chacon e Edson Nery da Fonseca.

Dedicarei um post específico a comentar a obra, mas para o momento só gostaria de citar um trecho que achei estupendo sobre as relações políticas na monarquia e na república brasileiras! Em uma conferência de 1944, proferida na Universidade de Indiana, Freyre trata das doenças tropicais, entres elas, os males da política:

“Se no devido tempo tivesse sido feito um estudo desse tipo que explicasse por que o Brasil se tornou independente permanecendo monárquico, evitando uma radical forma republicana de governo, talvez a primeira tivesse sido preservada em nosso país, para vantagem não só do povo brasileiro, em particular, como da comunidade pan-americana em geral. Pois o governo monárquico seguramente imunizava o Brasil contra algumas das doenças políticas adquiridas pelos brasileiros quando, para modernizar ou pan-americanizar o seu país, adotaram a forma republicana de governo. Mesmo em nossos dias, a República brasileira está mais protegida de doenças políticas quando utiliza métodos de lidar com problemas brasileiros que constituem inteligente modernização daqueles métodos tradicionalmente monárquicos e, ao mesmo tempo, democráticos, em lugar de serem mera cópia daquilo que os anglo-americanos construíram nos Estados Unidos; ou do que os alemães fizeram ao criar a sua lírica e irreal República de Weimar – também copiada, em alguns pontos, pelos idealistas brasileiros na década de 1930.”

O texto continua tratando da necessidade de maior interação cultural entre o Sul e o Norte, mas sem que a América Latina se coloque sempre em posição de inferioridade frente à América anglo-saxônica, nem tampouco desenvolva um “anti-ianquismo” ou uma “ianquefobia”…

Se os acadêmicos de hoje (sobretudo os que se autodeclaram “intelectuais”) lessem mais e conhecessem o pensamento de clássicos como Gilberto Freyre, Oliveira Viana, João Camilo de Oliveira Torres (estou falando em ler mesmo, não dizer que leu e que conhece) e fizessem com que seus alunos os conhecessem (sem preconceitos ou influências ideológicas), teríamos um inteligentsia brasileira em desenvolvimento e se compreenderia melhor a realidade e os problemas deste País. Também entendendo o passado , seria possível pensar o futuro com mais acuidade. Infelizmente, nos dias de hoje, a censura ideológica (e conseqüente patrulha sob orientações político-partidárias), ou a simples ignorância motivada pela preguiça, parecem prevalecer no (pseudo)pensamento brasileiro, o que tem como conseqüência a alienação das elites e o emburrecimento da nação. Pronto, falei!

Cumpleaños del Rey

No último dia 5, fez aniversário Juan Carlos Alfonso Víctor María de Borbón y Borbón-Dos Sicilias, mais conhecido como Juan Carlos I da Espanha. Sua Majestade nasceu no exílio em 1938, durante os tenebrosos tempos da malfadada república espanhola.

Preparado desde muito jovem para assumir o trono com o fim do regime franquista, Juan Carlos tornou-se rei dos espanhóis em 1975 e conduziu com muita habilidade a transição para a democracia. O respeito de seu povo foi ganho com o talento de conduzir como monarca constitucional, inclusive por ocasião da tentativa de golpe de 1981, debelada pelo próprio rei.

Indiscutivelmente, Juan Carlos é um dos líderes internacionais mais respeitados e um monarca amado por seu povo (no campo internacional, a melhor lembrança que tenho dele foi o “por que não te calas!?!” dito a Chávez, que fez com a pseudorreincarnação bolivariana se recolhesse a sua insignificância). De fato, a Espanha é um ótimo exemplo de monarquia moderna e próspera, funcionando (muito bem, obrigado!) neste início de século. 

Para acessar a Casa Real espanhola, clique aqui. Ok, estou monarquicamente inspirado hoje… Se você não gostou dos posts monarquistas, problema seu…