8. Meu primeiro discurso (05/11/2014)

O dom da fala foi concedido aos homens não para que eles enganassem uns aos outros, mas sim para que expressassem seus pensamentos uns aos outros.
Santo Agostinho

Um dos aspectos mais característicos da condição humana é a fala. No momento em que nossos antepassados dominaram a articulação das ideias por meio de palavras, demos um salto evolutivo e (ao menos é no que acreditamos) passamos a nos diferenciar dos outros animais.

Fosse para orientar a caça nas primitivas tribos, fosse para transmitir a memória do clã, ou ainda para “discutir a relação” quando o marido voltava cansado para a caverna ao final de um dia extenuante (sim, porque “discutir a relação” deve ser tão antigo quanto o próprio domínio da fala), os seres humanos descobriram que, por meio do verbo, poderiam manifestar a centelha divina que têm em si e dar vida às ideias, seguindo na espiral evolutiva rumo à reintegração. Ao menos é o que dizem os místicos e os filósofos.

Admiro o dom da oratória. Aprecio ouvir bons discursos. Nesse sentido, um bom orador sabe que um discurso marcante envolve 80% de emoção e 20% de conteúdo. Fascina-me essa habilidade de manter a atenção do expectador e fazer com que ele acompanhe seu pensamento. Bons oradores, arrastando multidões ou formando grandes homens em sala de aula, transformam o mundo.

Não que seja um bom orador, mas nunca tive problema em falar em público. Gosto disso, de fato. Afinal, cada discurso é um desafio, cada aula, palestra, conferência é uma gratificante tarefa a ser cumprida: a de transmitir ideias, compartilhar pensamentos e emoções, cativar a audiência. Sim, porque um orador que fala para si sem pensar naqueles que o ouvem, não é um bom orador.

Claro que essa paixão pela oratória vem de família. Do lado de mamãe, além de parentes professores (inclusive minha querida mãezinha), há um padre, meu amado tio Vicente de Paulo Britto, cujos discursos são históricos. E, do lado paterno, Seu Jacob é minha grande referência – desde muito cedo, mesmo quando ainda não dominava a palavra escrita (lembro orgulhosamente que papai começou a se alfabetizar aos 25 anos de idade), aquele cearense já subia em um banquinho para discursar e pessoas se reuniam a sua volta. Papai não perde a oportunidade de falar em público (gostem disso ou não), e eu sigo na mesma linha. Em tempo: João e Victoria carregam com galhardia a chama da família e sei que mais uma geração apreciará o púlpito!

Faltando 33 dias para meus 40 anos, queria compartilhar com os amigos a foto do meu primeiro discurso. Não sei o que disse, mas certamente agradou a audiência – havia ao menos duas pessoas, como se pode perceber pelas sombras. De lá para cá não parei mais…

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7. Esportes? Desculpe, não é aqui não… (04/11/2014)

Les sports ont fait fleurir toutes les qualités qui servent a la guerre : insouciance, belle-humeur, accoutumance à l’imprévu, notion exacte de l’effort à faire sans dépenser des forces inutiles.
Pierre de Coubertin

Nunca fui muito afeito a esportes… de fato, não tenho o menor jeito para atividades desportivas, tampouco para exercícios físicos de repetição, e muito menos paciência para academias com gente cultuando o corpo ao passo que o cérebro desfalece à míngua (há exceções, claro!)… Esportes coletivos, nem pensar! Afinal, se já tenho dificuldade de me coordenar os movimentos sozinho, ainda mais com uma equipe correndo atrás de uma bola ou dando pancada nela!

Definitivamente, estou fora de esportes coletivos. Futebol nunca me atraiu: corro em linhas e ângulos retos. Aí você diria “fique no gol, então!”, ao que logo respondo que meu instinto de autopreservação me impede de permanecer estanque sob uma pequena trave como alvo de boladas… Não, de jeito nenhum…

E, por falar em instinto de autopreservação, foi ele que evitou que eu praticasse esportes como futebol, vôlei, basquete, ou qualquer outro que pudesse culminar em escoriações ou ossos quebrados (nunca coloquei um gesso na vida!). Violento demais para mim esse tipo de atividade. Por isso, sempre preferi esgrima e tiro…

Artes marciais? Nem pensar! Mas aí é por causa de um trauma de infância. Quando tinha uns cinco ou seis anos, meus pais me colocaram na aula de judô. “Ótimo!”, dirá você, “excelente idade para começar!”. O problema é que me colocaram no final do ano na academia de judô e numa turma de garotos maiores/mais velhos. Chego e vejo a molecada praticando aulas de rolamento que haviam sido treinadas durante o ano inteiro, golpes com nomes que para mim eram japonês, e a turma com sangue na boca se preparando para o exame de faixa! E eu, o menor, mais novo, e sem nenhuma experiência em defesa pessoal… Prevaleceram a razão e, novamente, meu instinto de autopreservação: fiquei umas duas semanas só e nunca mais voltei… A experiência foi tão marcante que decidi que, diante da seleção natural, não seria por meio da força física que conseguiria vencer! Fui malhar o cérebro.

Conheço muita gente que tem uma disposição inacreditável! A pessoa acorda às cinco da manhã, toma uma vitamina e vai toda sorridente para a academia “malhar para começar bem o dia!” Aí, depois de uma hora “pegando ferro”, está continua toda disposição para a lida. Isso para mim é absolutamente inconcebível! Pertenço à parcela da humanidade conhecida como “notívagos”, durmo geralmente às 2h da madrugada (feliz da vida!), e tenho grandes dificuldades de acordar cedo. De fato, acho que esse negócio de acordar de madrugada para malhar não é de D’us não. Esse pessoal só pode ter pacto com o Capiroto!

Esporte é tão importante para mim que tenho que confessar que não me lembro de ter aberto alguma vez o caderno de esportes em um jornal… Tampouco fiquei mais que alguns segundos diante de um desses canais de esporte da TV a cabo… Houve, somente, duas exceções ao referido comportamento: na última Copa, quando acompanhava o futebol da seleção canarinho (a dos 7×1) com meu filho João (por causa dele, naturalmente), e comentava os jogos nas redes sociais; e ano passado, quando, na Europa, assisti algumas vezes ao mundial de esgrima – esse sim um esporte que aprecio!

O menino e a bolaTá bom! Não sou “completamente avesso” a práticas desportivas. Gosto de caminhar (correr não) e de nadar (preciso voltar a fazer isso). Também já pratiquei tiro (ué, é esporte sim!) e, o esporte que realmente aprecio, esgrima (dedicarei a ela uma das crônicas de meus 40 anos)! Esgrima me fascina e já ensaio há algum tempo voltar à pista. Quem sabe depois dos 40!

Neste 34º dia que antecede as comemorações das minhas 

quarenta primaveras, resolvi partilhar com meus amigos o apreço que tenho por esportes (nada contra os esportes em si, o problema é comigo, estou ciente!) e postar aqui um retrato do início de minha vida quando, já dando meus primeiros passos, demonstrava completa habilidade para atividades físicas e familiaridade com a bola…

6. Minha primeira foto (03/11/2014)

O homem faz de si a imagem de seus sonhos.
Helena Petrovna Blavastky

Com a modernidade de nossos dias (não me venham com reflexões de pós-modernidade que minha mente limitada não alcança essas coisas!), a fotografia tornou-se absolutamente comum entre as pessoas das mais distintas origens e classes. Isso, associado ao fenômeno das redes sociais, gerou a banalização da fotografia. Do daguerreótipo de 1839 às câmeras digitais da atualidade, o que se pode perceber é uma revolução comportamental na sociedade: todo mundo fotografa de tudo… e posta no Face, no Instagram (não mais no Orkut) e em outras tantas redes sociais internet afora!

Com a epidemia da fotografia digital e a proliferação de selfies e das redes sociais, é verdade que há muita imagem bacana sendo divulgada, mas há também imagens catastróficas! E não vou nem falar daquelas com objetivos políticos, ideológicos ou comerciais! Refiro-me à fotografia privada, feita pelas pessoas comuns dispostas a registrar e difundir imagens do quotidiano… Como tudo que é demasiadamente popularizado, o mundo virtual acaba infestado de coisa ruim: selfies que nunca deveriam ter sido tirados, imagens de prato de comida (ou, pior, de meio prato de comida), de momentos desagradáveis e muito mais. As pessoas parecem ter perdido a noção de que melhor seria privar o mundo dessas coisas! Fazer o quê?! Deixemos o povo fotografar! Assim caminha (e fotografa) a humanidade!

Gosto de fotografia. Sempre gostei. Gosto de captar a imagem de lugares e pessoas. Quando viajo, por exemplo, faço uma média de trezentas fotos por dia (que, naturalmente, só eu tenho a esperança e a paciência de ver). Mas cada uma das fotos que faço tem uma razão de ser e um significado (ainda que eu nunca vá descobrir qual). Cada foto é única, pensada e apreciada – por isso que geralmente sou eu mesmo que as tiro, inclusive quando estou sozinho… Como? Carrego sempre comigo meu precioso e estimado tripé (assim não preciso incomodar ninguém pedindo para me fotografar e faço as fotos como bem entendo, sem depender da habilidade de outrem)! Sim, recomendo efusivamente um tripé para todo viajante solitário.

Vejo a foto como algo sagrado, que deixa registrado para sempre um momento, uma situação, congelando no tempo um acontecimento. Daí que já houve época que me ofendi um pouco com a banalização da fotografia… Hoje, porém, mudei minha perspectiva. “Cidadãos do mundo, fotografai-vos uns aos outros!” Com isso, talvez se consiga mais derrubar barreiras e aproximar os homens, diminuindo-se as diferenças e fazendo com que se perceba que, no final das contas, temos mais pontos em comum que divergências e que fazemos parte de uma mesma humanidade (humanidade esta que adora fotografar).

Nos últimos quarenta anos, portanto, sempre tive um caso de amor com a fotografia. Da minha primeira foto no colo de papai, ao selfie que fiz hoje com o João (meu filho), são quatro décadas dos dois lados dessa caixinha mágica que capta uma parte de nossa existência! Ainda arranjarei um tempo para montar meu próprio estúdio e para me especializar nesse hobby. Enquanto essa hora não chega, sigo com minhas câmeras bem simples (se cair, quebrar ou roubarem, não terei grandes prejuízos), sempre duas, além da do celular, clicando sistematicamente e registrando, para a posteridade, esta modesta e fascinante vida…

Duas fotos hoje para este 35º dia antes de meu aniversário: a minha primeira fotografia, com alguns dias de vida, junto com meu pai; e a mais recente, um selfie bem espontâneo com meu pequeno João (disfarçados de portugueses, claro!). Um Joanisval e dois João, o João pai e o João filho…

PS: A foto com meu pai está um pouco danificada porque, quando criança, minha irmã Joanicy (papai também não perdoou minhas irmãs com sua implacável criatividade para dar nome aos filhos, hehehe!), com raiva e inveja de minha beleza desde a mais tenra infância, antecipando-se aos talibãs que destruíram imagens sagradas, tentou riscá-la com caneta…

Pai eu e o Joao

5. A Importância e o Significado do Nome (02/11/2014)

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
João 1:01

Não existe nada mais indicador da individualidade do ser humano que seu nome. Graças ao nome, a pessoa deixa de ser um “não ser” e passa à condição de “alguém” (ok, estou filosofando, e nunca fui bom nisso). Nosso nome não define só quem nós somos, mas como somos percebidos e nos fazemos perceber em uma comunidade.

O nome também é revelador, muitas vezes, de ideias defendidas pelos pais, de pessoas por eles admiradas ou mesmo de momentos ou lugares importantes para os genitores. Napoleão, César, Pedro, Apolinário, Cícero, Alexandre, Victoria, Catarina, Maria de Jesus, Brasília… O problema é quando a criança acaba sendo vítima do devaneio dos pais… Quem nunca procurou na internet uma relação de nomes esquisitos? (Se você nunca fez isso, tenho certeza de que está fazendo agora! – Peraí! Termine de ler meu texto!).

Nomes estranhos pululam nos cartórios, registros do INSS e cadastros bancários aqui em Pindorama. Lembro, por exemplo, do ex-Diretor-Geral da Polícia Civil de Goiás, já falecido, o Dr. Hitler Mussolini (sim, existiu, e, mesmo sem conhecê-lo, tenho certeza de que não deveria ser muito agradável vê-lo com raiva). Mas há, também, o Amado Amoroso, o Antônio Manso Pacífico de Oliveira Sossegado, o Arquiteclínio Petrocoquínio de Andrade, o Brasil Washington C. A. Júnior, o Chevrolet da Silva Ford, o Disney Chaplin Milhomem de Souza, a Izabel Rainha de Portugal, a Magnésia Bisurada do Patrocínio, a Maria Felicidade, o Último Vaqueiro, e, naturalmente, a Madeinusa (que certamente não foi feita nos Estados Unidos), o Bráulio Pinto Grande, e a senhora Ava Gina (em homenagem a Ava Gardner e Gina Lolobrigida) – todos nomes reais. Os pais têm a ideia que parece brilhante e sobra à pobre criatura carregar pelo resto da vida a escolha inglória.

Não conheço povo mais criativo para botar nome em filho que o brasileiro. Escolha usual costuma ser o de alguma personalidade estrangeira (claro que, muitas vezes, transcrito para nosso vernáculo com primor que deixaria os imortais da Academia Brasileira de Letras abismados): Maicon Jakisson, Uóshiton Rusevelte e Valdisney (em homenagem ao astro pop, aos presidentes dos EUA, e ao criador do Mickey, respectivamente)… Entre os casos que podem ser encontrados nos cadastros diversos deste Brasil estão: Anjo Gabriel Rodrigues Santos, Charles Chaplin Ribeiro, Elvis Presley da Silva, Hericlapiton (sim, isso que você leu) da Silva, Ludwig van Beethoven Silva, Marili Monrói (esse é horrível), Marlon Brando Benedito da Silva, Sherlock Holmes da Silva, Bill Clinton de Souza… Estou absolutamente seguro de que o funcionário do cartório era um gaiato…

Lá no meu Nordeste, é comum também se juntar o nome do pai com o da mãe, com consequências, geralmente, fatais: Valdirene, Marivaldo, Marcélio, Vanderly, Josecleide, Ivanildes, Marivan, Marinelson… todo mundo conhece um desses… E essa é sempre uma pergunta que me é feita sobre o nome que carrego! Primeira informação mais que relevante: Joanisval não é junção de nome do meu pai com o da minha mãe!!!

Há, ainda, os que foram na onda dos movimentos “nova era” e botaram nomes esotéricos (sei…) nos rebentos. Veio-me à mente a prole de Pepeu Gomes e Baby Consuelo (ou Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade, que mudou seu nome artístico para Baby do Brasil): Riroca (que viria a trocar seu nome para Sarah Sheeva – ajudou muito! Mas temos de convir que Riroca sofreu muito no colégio), Zabelê, Nana Shara, Pedro Baby, Krishna Baby, e Kriptus Baby. Preciso dizer mais alguma coisa?

Com os avanços da medicina, hoje já se sabe muito cedo o sexo do bebê. Isso é bom, pois dá tempo aos pais para meditar e fazer uma escolha refletida e razoável (nem sempre). Há, porém, os tradicionalistas, que preferem esperar a criança nascer para olhar para ela e lhe dar o nome. O problema é quando demoram a escolher. Tenho um amigo muito querido que passou nove dias para decidir que nome daria a seu terceiro filho… nove dias depois que o menino nasceu! E a questão só foi resolvida quando a esposa dele decidiu ir ao tabelião e, unilateralmente, registrar o menino. Quando fiquei sabendo da história, não consegui deixar de pensar no romance magistral de Graciliano Ramos, “Vidas Secas”, no qual só tinham nome o personagem principal da obra (Fabiano), e sua cachorra (Baleia). No sentido contrário, há aqueles que querem escolher logo o nome do pequeno(a), antes mesmo de saber o sexo! (“Ah, esse negócio de sexo ele resolve quando crescer!” – dizia um amigo comediante). Como fazer? Os portugueses têm uma boa solução para o problema: “Dá-lhe o nome de João Maria, ou Maria João! Resolvido, ora pois!” Claro que, no Brasil, se não souber o sexo da criança, pode-se recorrer a um nome neutro, indígena geralmente: Guaraci, Iraci, Jaci, Juraci… todos nomes que nos levam ao desespero ao fazer uma primeira ligação telefônica para essas pessoas!

Muito bem! Poderia passar horas divagando sobre o tema. Tenham certeza de que já fiz isso – e sem qualquer ajuda de terapia! Mas vou poupá-los desse sofrimento. Vamos, então, à explicação para meu nome! Reitero que não se trata de junção dos nomes de meus pais.

Antes, porém, breve explicação sobre os motivos alegados por Seu Jacob (sim, porque Dona Conceição não teve culpa alguma, estava de resguardo em casa) para escolher chamar o filho de Joanisval (e quando termino de escrever, aparece a marquinha vermelha embaixo de meu nome – obrigado, Dicionário do Word)! Papai alega que, simplesmente, queria evitar “problema com homônimos” para o filho! Muito bem, pai! Evitou sim! Mas, em compensação, criou um trauma na criança ainda não resolvido: ninguém fala (tampouco escreve!) meu nome corretamente! Jonisval, Jonisvaldo, Joanisvaldo, Josivaldo (por que as pessoas insistem em acrescentar um “do” ao final de meu nome!?!?!?), Jonesval, Joanesval, ou, como diz a Dona Rosa que trabalha aqui comigo há alguns anos, “Seu Lourisval” – sim, em casa sou o “Seu Lourisval”… De toda maneira, justiça seja feita, problema com homônimos nunca tive…

Então, vocês devem estar se perguntando, de onde veio esse nome? Qual o seu significado? Respondo agora: quando indagado por pessoas com quem não tenho grande intimidade, digo que meu nome vem do sânscrito antigo e significa “aquele que foi iluminado pelos gloriosos raios do Sol ao nascer”… se fizer cara de sério, geralmente cola…

Mas vamos à verdade (que rufem os tambores!), muito mais simples (como toda verdade) do que os mais imaginativos poderiam conceber! Meu pai, em sua sábia simplicidade sertaneja, vê os filhos como seres que são “derivados” seus! Sim, sou uma derivação de meu pai (o que não deixa de ter lógica). Daí, como seu primeiro nome é João, resolveu “derivar” de João o Joanisval!!!! Não disse que era simples!?! Cai o véu deste mistério! (Claro que esta é a explicação exotérica… sobre a esotérica não tratarei aqui).

Nunca vi seu João Jacob com um copo de cerveja na mão. Nunca o vi nem perto de um estado mais etílico. Entretanto, tenho muita convicção de que meu pai resolveu tomar umazinha para celebrar o meu nascimento… e aí me registrou com esse nome! Brincadeira. Hoje vejo que meu nome é como uma marca, e graças a ele sou facilmente identificável e conhecido. Obrigado por isso, papai! Mesmo!

E, para provar que não tenho ressentimentos, e que, apesar do nome, era um bebê bonitinho, publico uma de minhas primeiras fotos, sorridente como sempre, e outra no colo de Seu Jacob, o autor da façanha de me dar este nome! E faço tudo isso no 36º dia que antecede meu aniversário de 40 anos!

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4. A história deles (01/11/2014)

Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá.
Êxodo, 20:12

Para as crônicas de meus 40 anos, neste 37º dia que antecede o aniversário, contarei a história da união que culminou em meu nascimento.

É interessante como a Providência faz com que pessoas que estão em diferentes pontos do mundo se encontrem e comecem a se relacionar. Afinal, somos mais de 7 bilhões de almas espalhadas pelos cerca de 70 milhões de km2 de terras emersas no planeta! E, em meio a tanta gente e tanta área, duas pessoas têm seus caminhos cruzados e passam a caminhar, juntas, em uma única jornada.

Casamento_Pai_e_MaeComo rosacruz, já dediquei muito de minhas reflexões exatamente aos vínculos que o “destino” estabelece entre as pessoas. E, pensando sob uma perspectiva mística, ciente de que o acaso não existe, tento compreender qual a importância de cada ser humano que passa por minha vida (do seu Maurílio, que com tanto esmero cuida da limpeza lá no escritório, aos seres mui preciosos que optaram por encarnar em minha família).

Todo aquele que conosco se encontra não o faz por acaso, estando lá para participar de nosso processo evolutivo e nós do dele. Portanto, cada pessoa é importante, e aquilo que fazemos um com o outro, o modo como nos tratamos, as experiências que compartilhamos, e as lembranças que deixamos, reverberam por todo o universo, ao longo das eras, de modo que, nesta ou em outra encarnação, acabamos por nos reencontrar. A roda gira, a caravana passa, e a evolução acontece… É assim que entendo a vida. Nesse sentido, a minha vida começou graças, em última instância, a Juscelino Kubistchek, que tornou o sonho de Dom Bosco realidade em 1960, e inaugurou a amada Brasília, para onde confluiriam milhares de brasileiros, inclusive meus pais. Só estou aqui hoje porque Brasília foi sonhada, construída e inaugurada. Obrigado, JK!

Pois bem! Voltemos à história deles! No início dos anos 1970, Seu Jacob vivia em Brasília. O cearense que havia nascido durante uma das maiores secas do século, crescido em família humilde na caatinga, começado a trabalhar aos 7 (isso mesmo, sete) anos de idade, tocando gado no interior, saído sozinho da casa de seu pai para tentar a vida no Rio de Janeiro, onde, aos 25 anos, começara a aprender as primeiras letras, depois de quase vinte anos vivendo na Cidade Maravilhosa, resolveu largar tudo (não que tivesse muita coisa) e se mudar para a Nova Capital, terra de sonhos, em que construiria sua nova vida.

Dona Conceição, por sua vez, professora formada no Colégio São José de Caxias, MA, tocava a vida em sua cidade natal como diretora de escola, sem imaginar que sairia da casa de seus pais para terras distantes. Casamento não estava entre as prioridades. O que Ceiça gostava mesmo era de viajar: destinava parte de seu salário para “tours” pelo Brasil. Em um desses passeios, veio para Brasília (“neste País lugar melhor não há!”).

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E foi casualmente, passeando com uma tia pela nova capital da república, que Conceição conheceu Jacob, um amigo de sua zelosa acompanhante. Olhares foram trocados, algumas palavras ditas, fez ele alguns gracejos prontamente correspondidos. Em outro momento, papai, que de bobo não tinha nada, perguntou à tia de mamãe: “Sinal verde ou vermelho?”. Pronto, resposta positiva lhe fora dada e já se encontrava em plenas condições para desencadear a corte.

Conversa vai, conversa vem, começaram a trocar cartas e flertes (ao melhor estilo dos romances de outras épocas). Passados alguns meses, ele a pede em casamento e se prontifica a ir a Caxias para se apresentar à família e buscá-la para viver consigo. Mamãe aceita, dando prosseguimento à história de união dessas duas almas.

Já disse que uma das palavras que definem meu pai é obstinação. Obstinadamente, Seu Jacob se deslocou de Brasília para Caxias do Maranhão, para se casar com Dona Conceição. Na Toca do Lobo (a casa de meu avô materno), o cearense de cabeça chata conquistou, com seu jeito simpático, honesto e obstinado, os futuros sogros e toda a família. E foi assim que, em julho de 1973, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e São José (a mesma em que eu seria batizado e faria minha primeira comunhão), meus pais se casaram. A cerimônia reuniu muita gente e foi celebrada por meu tio, Padre Vicente (que também me batizaria e me daria a primeira comunhão), irmão mais velho de mamãe. Selava-se a união que permaneceria até nossos dias, por mais de quatro décadas. E, cerca de dezoito meses depois, chegaria eu a este plano, em mais uma encarnação para aprender e evoluir.

Resumidamente, essa é a história do início de minha família. Publico hoje algumas fotos de mamãe e papai na juventude (ela em sua formatura como professora, ele discursando em algum evento no Rio de Janeiro dos anos sessenta – esse gosto por falar em público e participar da vida da polis herdei de papai). Também coloquei algumas imagens do casamento deles, dentre as quais uma feita a pedido de meu pai, com toda a família de mamãe (a única que tenho de vovô e vovó juntos).

A pesquisa sobre minhas origens segue com algumas fotos antigas que publicarei nos próximos dias.

Amanhã falarei de minha primeira foto e, como é domingo, vou revelar o significado de meu nome! Abraço a todos!

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3. Mamãe e a herança maranhense (31/10/2014)

Deus não pode estar em todos os lugares e por isso fez as mães.
Ditado Judaico

Hoje, faltando 38 dias para minha celebração natalícia, contarei um pouco da história da mulher que me botou no mundo: Dona Conceição. Aqueles que conhecem mamãe logo identificam que herdei dela o bom humor, a maneira tranquila de encarar os problemas e, no campo profissional, a paixão pela docência. Sim! Mamãe sempre foi meu exemplo de professor.

Dona Conceição nasceu na cidade de Caxias do Maranhão, lugar que deu o título ao Duque, e terra do grande poeta Gonçalves Dias (o da terra com palmeiras onde canta o sabiá)! É a sétima de uma família de oito filhos (seis homens e duas mulheres), tendo durante muito tempo mantido a hegemonia de caçula até a chegada de meu tio Orlando. Vovô, funcionário dos correios, e vovó, dona de casa, conheci pouco, mas deles guardo ótimas lembranças (falarei de meus avós em publicação futura).

A família de mamãe era humilde, mas dos oito filhos saíram um padre, um médico e um juiz, além de um diretor dos correios em Caxias, uma funcionária daquela instituição, um diretor do banco do Brasil, e um professor. E minha mãezinha foi normalista e seguiu carreira como professora e diretora de escola em sua cidade natal, e depois professora da antiga Fundação Educacional em Brasília. Também dava duro em sala de aula de manhã e à tarde e ia à noite para faculdade. Essa é uma lembrança muito viva: papai e mamãe indo juntos para a faculdade, pegando ônibus de Sobradinho para estudar no Plano Piloto e voltando tarde, meia-noite (quando os filhos já dormiam, o que fazia com que visse meus pais às vezes só mesmo no fim-de-semana). Acho que a perseverança e a obstinação ficaram gravados na memória e no coração daquele garotinho e forjariam o homem que sou hoje…

Outra lembrança de mamãe é sempre o sorriso. De um rosto todo o tempo alegre a gargalhadas gostosas, Dona Conceição costuma encarar as adversidades com bom humor. E, a meu ver, mostrou-se guerreira ao deixar a casa de meus avós no interior do Maranhão para vir construir a vida com o marido aqui na Brasília do início dos anos setenta! Certamente foi difícil, mas ela também venceu.

Na condição de professor, acabo replicando a maneira de mamãe de lecionar. Fui seu aluno no ginásio e com ela percebi o quanto pode ser divertida e gratificante a sala de aula. Sim, porque não se leciona pelo salário (infelizmente, este país ainda não reconhece a mais importante das profissões, junto com a de agricultor e de empregada doméstica – e não estou brincando). A docência, ao menos como aprendi com mamãe, relaciona-se a um desejo intenso de aprender (porque são nossos alunos que mais nos ensinam) e de contribuir para a formação de outras pessoas! E essa alegria de ver um conhecimento transmitido bem assimilado não tem preço!

Ah! Também herdei de Dona Conceição a paixão por viajar e rodar o mundo. Gosto demais de viajar… mas minha mãe tem o bicho carpinteiro! Está sempre juntando suas economias para passear pelo Brasil e, de uns tempos para cá, pelo globo! Gosta de viagens com o pessoal da Igreja e vai para lugares de peregrinação católica (de Aparecida de Goiás ao Santuário de Lourdes, na França!). Divertido ouvir as aventuras de mamãe em seus giros pelo planeta!

Os rosacruzes sabem que nada acontece por acaso. Apenas a título de curiosidade, nasci no dia de Nossa Senhora da Conceição, sendo filho de uma Conceição de Maria! Detalhe: fui batizado e fiz minha primeira comunhão na Igreja Matriz de Caxias, a Igreja de Nossa Senhora da “Conceição”, onde meus pais se casaram! Talvez daí venha minha devoção a Nossa Senhora. Haja Conceição de Maria em minha vida!

A propósito, como ainda não tive tempo de encontrar fotos da infância, publico hoje algumas de Caxias, cidade de onde trago boas recordações das férias da infância. Além da Igreja Matriz (datada de 1735), onde fui batizado e fiz minha primeira comunhão, há imagens do Morro do Alecrim, lugar da Balaiada, e do busto do Duque, na praça onde restam canhões e ruínas do conflito. Minha infância não seria a mesma sem Caxias, que também mora no meu coração!

Caxias

Operação Outubro Vermelho: Festa da Luz

Indubitavelmente, um dos momentos mais marcantes de nossa viagem à Rússia ocorreu às vésperas de deixarmos São Petersburgo. Fiquei sabendo que à noite haveria, no centro da cidade, defronte o Hermitage (e usando a fachada do Palácio), o que se chamou de “Festa da Luz”, um grande evento criado na Era Putin para celebrar “a unidade nacional do povo russo” – claro que se trata da substituição, na antiga capital imperial, das comemorações do nefasto golpe de outubro de 1917.

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O povo precisa cultuar seu passado, lembrar de seus heróis. E, cem anos decorridos da tragédia do levante bolchevique de 1917, natural que o espírito russo quisesse celebrar alguma coisa! Assim, já que festa deveria haver, testemunhamos um belíssimo espetáculo de som e imagens, luzes na praça central de Petrogrado, e a história daquele país sendo recontada!

O espetáculo, que durava uns vinte minutos, contava a história de amor de Nicolau e Alexandra, falava dos últimos dias do Império, da Grande Guerra e da crise interna e, finalmente, dos nefastos bolcheviques e de sua tomada do poder, com consequente período de ódio, rancor, violência e miséria que se abateu sobre a Rússia. Claro que concluí trazendo esperança, e assinalando que, cem anos após os acontecimentos de 1917, uma nova Rússia erguia-se, forte, próspera e unida! Não há como não se emocionar.

E ali estávamos nós, Gustavo, Adriana e eu, presenciando um espetáculo incrível, em meio a milhares de pessoas que se aglomeravam a celebrar, mas sem qualquer violência ou episódios que nos preocupassem. Sim, os russos lá estavam para festejar, e assim o fizeram! E que povo animado! Em Moscou, veríamos um pouco mais sobre essa gente alegre e confiante, que nada tem de fria!

E assim chegávamos a nossa última noite daquele passeio pela belíssima São Petersburgo/Petrogrado/Leningrado/São Petersburgo, que ficará para sempre em nossos corações!

Segue um vídeo que fiz da Festa da Luz!

2. Meu pai: um exemplo (30/10/2014)

Viva de forma que, quando os seus filhos pensarem em justiça, carinho, e integridade, pensem em você.
Harriett Jackson Brown Jr.

 

Faltam 39 dias para meu aniversário… e sigo com mais uma publicação na contagem regressiva.

Claro que não colocarei uma foto minha aqui a cada dia, tanto porque não sou tão narcisista assim, quanto porque não tenho imagens de todos os anos de minha existência (afinal, naqueles tempos, o daguerreótipo era apenas uma novidade, e as pessoas não tiravam fotos como hoje, quando até o prato de arroz com feijão e ovo no restaurante por quilo vira estrela no Facebook).

Hoje falarei um pouco de Seu Jacob, aquele que me deu este nome estranho… Papai, nascido no Ceará durante a grande seca de 1932, é um sujeito admirável. Contarei um pouco de sua história por aqui. Com 19 anos, pobre e analfabeto, foi de ita do Ceará para o Rio de Janeiro, para fazer a vida. Na capital do Brasil daquele início de anos 1950, meu pai deu muito duro: fez quase tudo que de lícito pode ser feito, trabalhando para se sustentar, algumas vezes passando fome, e sobrevivendo outras tantas com um café pago por amigos… Morava no morro, conhecia gente boa e gente ruim, e, como a maior parte das pessoas que vivem no morro, trabalhava de sol a sol e nunca se envolveu com a criminalidade.

Obstinado que era, meu pai exerceu as mais diferentes profissões (faxineiro, porteiro, funcionário de loja de departamentos, e outras que um retirante encontra no Sul Maravilha). Começou também a estudar, a aprender as primeiras letras e a galgar cada degrau da escada da vida, com muito esforço e dedicação. E o migrante analfabeto concluiria o primário (sempre trabalhando de dia e estudando à noite), o ginasial, o profissionalizante como auxiliar de enfermagem, até chegar à faculdade, já aqui em Brasília. Para orgulho deste que escreve, meu pai foi o primeiro de sua família a concluir um curso superior, de fato dois, Administração e Direito.

Em 1969, ao passar em um concurso público para o quadro geral do Poder Executivo, veio para Brasília. Aqui continuou sua história e seu sonho, ganhando pouco, mas gastando com responsabilidade, juntando dinheiro para comprar sua casinha e conseguir uma vida melhor. Foi quando, em 1971 ou 1972, conheceu minha mãe, que vinha a passeio pela capital do Brasil! A história dos dois contarei mais adiante. Depois de algum tempo de namoro, casaram-se e, cerca de dezoito meses depois, chegava eu ao mundo naquele dia de domingo!

Meu pai foi, é, e será, sempre, um grande exemplo para mim. Palavras que definem papai são: esforço, obstinação, perseverança, coragem, trabalho, estudo, honestidade. Sua história é linda e gostaria de compartilhar um pouco dela com meus amigos nestes dias que antecedem meu aniversário de 40 anos.

Em tempo: quem escolheu meu nome foi meu pai (mamãe estava de resguardo em casa, não teve culpa). Em um próximo capítulo da Saga Joanisvaliana, narrarei de onde veio essa ideia.

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1. Faltam 40 dias… (29/10/2014)

A personalidade humana tem seu curso de existência, eterno e contínuo. Cada personalidade surgiu “no começo de toda a Criação”, mas sempre existiu e existirá por toda a eternidade.
Harvey Spencer Lewis

Muito bem! Em 40 dias, farei 40 anos! E, para celebrar esta data tão simbólica, buscarei publicar aqui, até 08/12, na medida do possível diariamente, algum comentário, foto ou curiosidade sobre estas minhas primeiras quatro décadas da vida.

Para começar, registro que nasci na capital do Brasil em um domingo, às 12:43, quando o Sol se encontrava no meio do firmamento. Para os místicos, seria uma data solar.

Conta-se que minha mãe ria muito durante o parto, ficando conhecida na Clínica Dom Bosco aqui em Brasília como “a grávida que teve o filho rindo”. Acho que isso foi um bom augúrio… Afinal, comecei ganhando o sorriso daquela mulher maravilhosa que me trazia ao mundo, e que seria a primeira grande mulher da minha vida… fazer as pessoas sorrir é algo importante para mim até hoje.

O que posso dizer sobre o início da jornada é que nasci saudável. Não lembro com quantos quilos tampouco centímetros – perguntarei a mamãe no fim-de-semana. De toda maneira, era o primogênito de meus pais, que haviam se casado em julho do ano anterior. E, portanto, melhor que falar de mim, alguns comentários sobre papai e mamãe, que são a origem e de quem carrego o DNA (em uma composição cearense e maranhense que, de acordo com a margem de erro do IBOPE, me colocaria como piauiense típico)…

Amanhã continuo o relato sobre o início desta presente encarnação…

Em tempo: uma das minhas primeiras fotos… bem típica dos anos 1970!

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Valorize o Livreiro!!!

Este quem me enviou foi a querida amiga Beatriz Simas. Trata-se de um artigo sobre a reforma na Barnes & Noble, uma das grandes redes de livrarias dos Estados Unidos, promovidas por seu novo CEO, James Daunt. 

A B&N, como é mais conhecida, entrou em crise, seguindo a tendência de muitas livrarias pelo mundo, que sucumbiram diante do comércio eletrônico e das mudanças no “mercado consumidor” de livros. Vide, por exemplo, o que tem acontecido com grandes corporações aqui no Brasil, como a Saraiva e a Cultura – comento sobre isso no artigo “Livro, um péssimo negócio!, publicado aqui em Frumentarius.

Sem querer me antecipar ao que você lerá na matéria, destaco que o cerne da questão é valorizar o livreiro, aquele sujeito que conhece (e ama) o que faz! Vou sempre repetir que livro não é um negócio como uma rede de fast food, uma indústria de calçados, ou serviços bancários, e que envolve muito mais que comercializar papel com coisas impressas! Enquanto as modernas livrarias e seus “managers” não entenderem isso, continuarão perdendo mercado e acabarão por desaparecer.

Livro é gente. É gente que cria e escreve, gente que edita, gente que tem prazer em momentos consigo mesma, e não gente que compra aquele troço para exibir para os outros ou porque tem a necessidade de adquirir papel impresso e encadernado. Livro é mais que papel, é emoçar, é prazer, é realização! Se os CEO, directors e managers não entenderem isso, que conversem com os livreiros (estes sabem do seu negócio!)!

Segue o artigo que Beatriz me enviou (aproveite!) – se desejar acessar o site é só clicar no título:

Livreiros serão a chave para a mudança na Barnes & Noble, aposta James Daunt

Novo CEO da maior rede de livrarias dos EUA disse que as mudanças necessárias passarão por um novo desenho das lojas, pela curadoria dos seus catálogos e mais investimentos, afinal, ‘lojas precisam de amor e de dólares’

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