12 de outubro, uma data especial

Nessa data tão importante para nós monarquistas (vide os posts de 12/10 do ano passado), resolvi publicar um trecho que gosto muito de nossa Constituição Imperial de 1824. Trata-se do artigo referente a direitos e garantias individuais.

Muito se fala da constituição de 1988 como inovadora e “carta cidadã” devido aos direitos e garantias ali listados, particularmente no artigo 5º… Ok, mas o que dizer do art. 179, escrito em 1823? Quem tiver coragem e sobriedade, que aprecie essa maravilhosa obra liberal do início do século XIX!

Viva o 12 de outubro! Viva Dom Pedro I! Pela restauração!

Art.179. A inviolabilidade dos Direitos Civis, e Politicos dos Cidadãos Brazileiros, que tem por base a liberdade, a segurança individual, e a propriedade, é garantida pela Constituição do Imperio, pela maneira seguinte.

        I. Nenhum Cidadão póde ser obrigado a fazer, ou deixar de fazer alguma cousa, senão em virtude da Lei.

        II. Nenhuma Lei será estabelecida sem utilidade publica.

        III. A sua disposição não terá effeito retroactivo.

        IV. Todos podem communicar os seus pensamentos, por palavras, escriptos, e publical-os pela Imprensa, sem dependencia de censura; com tanto que hajam de responder pelos abusos, que commetterem no exercicio deste Direito, nos casos, e pela fórma, que a Lei determinar.

        V. Ninguem póde ser perseguido por motivo de Religião, uma vez que respeite a do Estado, e não offenda a Moral Publica.

        VI. Qualquer póde conservar-se, ou sahir do Imperio, como Ihe convenha, levando comsigo os seus bens, guardados os Regulamentos policiaes, e salvo o prejuizo de terceiro.

        VII. Todo o Cidadão tem em sua casa um asylo inviolavel. De noite não se poderá entrar nella, senão por seu consentimento, ou para o defender de incendio, ou inundação; e de dia só será franqueada a sua entrada nos casos, e pela maneira, que a Lei determinar.

        VIII. Ninguem poderá ser preso sem culpa formada, excepto nos casos declarados na Lei; e nestes dentro de vinte e quatro horas contadas da entrada na prisão, sendo em Cidades, Villas, ou outras Povoações proximas aos logares da residencia do Juiz; e nos logares remotos dentro de um prazo razoavel, que a Lei marcará, attenta a extensão do territorio, o Juiz por uma Nota, por elle assignada, fará constar ao Réo o motivo da prisão, os nomes do seu accusador, e os das testermunhas, havendo-as.

        IX. Ainda com culpa formada, ninguem será conduzido á prisão, ou nella conservado estando já preso, se prestar fiança idonea, nos casos, que a Lei a admitte: e em geral nos crimes, que não tiverem maior pena, do que a de seis mezes de prisão, ou desterro para fóra da Comarca, poderá o Réo livrar-se solto.

        X. A’ excepção de flagrante delicto, a prisão não póde ser executada, senão por ordem escripta da Autoridade legitima. Se esta fôr arbitraria, o Juiz, que a deu, e quem a tiver requerido serão punidos com as penas, que a Lei determinar.

        O que fica disposto acerca da prisão antes de culpa formada, não comprehende as Ordenanças Militares, estabelecidas como necessarias á disciplina, e recrutamento do Exercito; nem os casos, que não são puramente criminaes, e em que a Lei determina todavia a prisão de alguma pessoa, por desobedecer aos mandados da justiça, ou não cumprir alguma obrigação dentro do determinado prazo.

        XI. Ninguem será sentenciado, senão pela Autoridade competente, por virtude de Lei anterior, e na fórma por ella prescripta.

        XII. Será mantida a independencia do Poder Judicial. Nenhuma Autoridade poderá avocar as Causas pendentes, sustal-as, ou fazer reviver os Processos findos.

        XIII. A Lei será igual para todos, quer proteja, quer castigue, o recompensará em proporção dos merecimentos de cada um.

        XIV. Todo o cidadão pode ser admittido aos Cargos Publicos Civis, Politicos, ou Militares, sem outra differença, que não seja dos seus talentos, e virtudes.

        XV. Ninguem será exempto de contribuir pera as despezas do Estado em proporção dos seus haveres.

        XVI. Ficam abolidos todos os Privilegios, que não forem essencial, e inteiramente ligados aos Cargos, por utilidade publica.

        XVII. A’ excepção das Causas, que por sua natureza pertencem a Juizos particulares, na conformidade das Leis, não haverá Foro privilegiado, nem Commissões especiaes nas Causas civeis, ou crimes.

        XVIII. Organizar–se-ha quanto antes um Codigo Civil, e Criminal, fundado nas solidas bases da Justiça, e Equidade.

        XIX. Desde já ficam abolidos os açoites, a tortura, a marca de ferro quente, e todas as mais penas crueis.

        XX. Nenhuma pena passará da pessoa do delinquente. Por tanto não haverá em caso algum confiscação de bens, nem a infamia do Réo se transmittiráaos parentes em qualquer gráo, que seja.

        XXI. As Cadêas serão seguras, limpas, o bem arejadas, havendo diversas casas para separação dos Réos, conforme suas circumstancias, e natureza dos seus crimes.

        XXII. E’garantido o Direito de Propriedade em toda a sua plenitude. Se o bem publico legalmente verificado exigir o uso, e emprego da Propriedade do Cidadão, será elle préviamente indemnisado do valor della. A Lei marcará os casos, em que terá logar esta unica excepção, e dará as regras para se determinar a indemnisação.

        XXIII. Tambem fica garantida a Divida Publica.

        XXIV. Nenhum genero de trabalho, de cultura, industria, ou commercio póde ser prohibido, uma vez que não se opponha aos costumes publicos, á segurança, e saude dos Cidadãos.

        XXV. Ficam abolidas as Corporações de Officios, seus Juizes, Escrivães, e Mestres.

        XXVI. Os inventores terão a propriedade das suas descobertas, ou das suas producções. A Lei lhes assegurará um privilegio exclusivo temporario, ou lhes remunerará em resarcimento da perda, que hajam de soffrer pela vulgarisação.

        XXVII. O Segredo das Cartas é inviolavel. A Administração do Correio fica rigorosamente responsavel por qualquer infracção deste Artigo.

        XXVIII. Ficam garantidas as recompensas conferidas pelos serviços feitos ao Estado, quer Civis, quer Militares; assim como o direito adquirido a ellas na fórma das Leis.

        XXIX. Os Empregados Publicos são strictamente responsaveis pelos abusos, e omissões praticadas no exercicio das suas funcções, e por não fazerem effectivamente responsaveis aos seus subalternos.

        XXX.. Todo o Cidadão poderá apresentar por escripto ao Poder Legislativo, e ao Executivo reclamações, queixas, ou petições, e até expôr qualquer infracção da Constituição, requerendo perante a competente Auctoridade a effectiva responsabilidade dos infractores.

        XXXI. A Constituição tambem garante os soccorros publicos.

        XXXII. A Instrucção primaria, e gratuita a todos os Cidadãos.

        XXXIII. Collegios, e Universidades, aonde serão ensinados os elementos das Sciencias, Bellas Letras, e Artes.

        XXXIV. Os Poderes Constitucionaes não podem suspender a Constituição, no que diz respeito aos direitos individuaes, salvo nos casos, e circumstancias especificadas no paragrapho seguinte.

        XXXV. Nos casos de rebellião, ou invasão de inimigos, pedindo a segurança do Estado, que se dispensem por tempo determinado algumas das formalidades, que garantem a liberdede individual, poder-se-ha fazer por acto especial do Poder Legislativo. Não se achando porém a esse tempo reunida a Assembléa, e correndo a Patria perigo imminente, poderá o Governo exercer esta mesma providencia,como medida provisoria,e indispensavel, suspendendo-a immediatamente que cesse a necessidade urgente, que a motivou; devendo num, e outro caso remetter á Assembléa, logo que reunida fôr, uma relação motivada das prisões, e d’outras medidas de prevenção tomadas; e quaesquer Autoridades, que tiverem mandado proceder a ellas, serão responsaveis pelos abusos, que tiverem praticado a esse respeito.

(Constituição do Império do Brasil, de 22 de abril de 1824)

“Comissão da Verd-” e crimes da esquerda

A notícia é da semana passada, mas eu tinha que comentá-la aqui. Agora a “comissão da verd-” deixa claro para o que veio. Fiquei surpreso com a decisão (ou ao menos com a descalabro das declarações de pessoas que deveriam ser, antes de tudo, isentas). Muito bem! Então só os “crimes dos agentes do Estado” devem ser “investigados!”. Vergonhoso… e põe abaixo qualquer expectativa de seriedade e imparcialidade nos trabalhos dessa comissão. Ah, sim! Esqueci que os opositores do regime militar não cometeram nenhum crime e que ninguém foi vítima do terrorismo de esquerda aqui no Brasil… Perdemos mais uma oportunidade histórica.

Comissão da Verdade não investigará crimes de militantes de esquerda

Somente condutas atribuídas a agentes públicos ou a serviço do Estado serão examinadas

Evandro Éboli, 17/09/2012

BRASÍLIA – Em resolução unânime publicada no Diário Oficial desta segunda-feira, integrantes da Comissão da Verdade oficializaram a decisão de que serão investigadas as violações de direitos humanos – como tortura, desaparecimento e mortes – praticadas pelos agentes de Estado. Estão excluídos atentados ou supostas mortes de responsabilidade de opositores do regime militar. Continuar lendo

Sugestão de destino para as próximas viagens…

Essa quem me enviou foi o caro amigo Alexandre A. Rocha. Certamente vai figurar no roteiro de futuras viagens!

The Wolf’s Lair, a 200-building encampment in the Polish forest from which Hitler, seen there on July 15, 1944, gave commands, fell into disrepair after the war. Gedenkstaette Deutscher Widersta/A.F.P. – Getty Images

Interessante preocupação dos poloneses em recuperar um lugar histórico. Importante manter viva a lembrança do passado, até mesmo para que não se repitam os acontecimentos fatídicos daqueles anos sombrios… A matéria me faz pensar ainda o quanto nós brasileiros pouca atenção damos a nossa memória. Certa vez, quando estava em Estocolmo e tinha que decidir entre os inúmeros museus para ir em tempo escasso, tomei consciência de que na capital do Brasil (e, provavelmente, na maior parte das cidades brasileiras) isso não seria um problema! Decepcionante e vergonhoso imaginar como em Brasília não temos um grande museu, um museu histórico de peso ou um de História Natural… Será que não temos história ou o que nos falta mesmo é memória?

Apesar de sermos a sexta economia do mundo, não, não somos desenvolvidos… ainda vamos demorar muito para sermos uma grande nação e mais ainda para chegarmos à categoria de civilização…

September 17, 2012
 

Restoring the Walls, and the History, at Hitler’s Wolf’s Lair

By JOANNA BERENDT

KETRZYN, Poland — For nearly three years, Hitler commanded the Third Reich from a vast network of bunkers and buildings hidden in the forest here, guiding his genocidal war effort from an encampment called the Wolf’s Lair. Continuar lendo

Um pouco mais sobre o Império do Brasil: o Imperador republicano

Deixo para José Murilo de Carvalho mais alguns esclarecimentos sobre o glorioso Império do Brasil e nosso maior soberano que esteve por mais tempo à frente do Estado brasileiro…

Imperador republicano

O governo de D. Pedro II, quem diria, já fazia referências ao novo regime

José Murilo de Carvalho 13/1/2011
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/imperador-republicano

Três frases a propósito da monarquia sempre me deram o que pensar. A primeira, ouvi do maior historiador argentino vivo, Tulio Halperin Donghi: “O império brasileiro foi um luxo”. A segunda foi escrita por outro grande historiador, agora brasileiro, Sérgio Buarque de Holanda, no último volume da História Geral da Civilização Brasileira, por ele organizada: “O império dos fazendeiros (…) só começa no Brasil com a queda do Império”. A terceira foram as várias declarações de norte-americanos quando da viagem do imperador aos Estados Unidos exaltando seu republicanismo e seu ianquismo. A essas últimas poderiam ser acrescentadas as de outros estrangeiros, como o presidente da Venezuela Rojas Paúl e o poeta cubano Julian del Casal. O primeiro comentou ao ficar sabendo da queda do Império: “Foi-se a única República da América”; o segundo colocou na boca do imperador a frase “fui seu [do Brasil] primeiro republicano”. Continuar lendo

O Império do Brasil

Nesta data, que deveria ser celebrada, em verso e prosa, por todos os que amam o Brasil, como a mais cívica de nosso calendário (mas  a qual, infelizmente, é apenas mais um “feriadão” para a absoluta maioria dos brasileiros), faço aqui esta homenagem ao glorioso Império do Brasil. Nunca se viveu tamanha democracia como naqueles tempos! Nunca se valorizou tanto a nacionalidade e o sentimento de pátria! E nunca se vivenciou tanto o republicanismo, sobretudo à época do reinado de Pedro II, o maior estadista de nossa história!

Alguns leitores, particularmente os republicanos mais radicais, vão dizer que faço aqui uma apologia cega e infundada ao Império… Que pensem e digam assim! Não vou mudar suas convições, nem o quero. Este texto é dedicado aos monarquistas e simpatizantes da causa monárquica, àqueles que acreditam que pode haver um Brasil diferente, mais digno, democrático, moderno e civilizado!

O 7 de setembro é uma celebração das conquistas do Império e dos grandes homens que construíram este País! Podem até nos querer tirar esse sentimento de brasilidade e gratidão para com os fundadores da pátria e aqueles que garantiram nossa unidade nacional! Não conseguirão, entretanto, pois o 7 de setembro é uma data imperial, assim como  as cores de nossa bandeira e o hino nacional, legados do Império!

De fato, o 7 de setembro é uma data de regozijo para todos os monarquistas! Lembremos de um tempo de força, honra e glória, um tempo de independência e de respeito que tínhamos perante o concerto da nações! Sim, talvez ainda hoje não tenhamos alcançado o prestígio do Império, prestígio este que a república não soube preservar!

Mas não falemos da república! Lembremos,  sim, de nossos dois monarcas: Pedro I, o jovem príncipe português, que com apenas 23 anos ousou reagir à pressão das Cortes de Portugal pela volta aos grilhões coloniais e proclamou a independência do Brasil! Ele, o filho e herdeiro de Dom João VI, de Portugal, bom lembrar, não nasceu brasileiro… entretanto, tornou-se brasileiro por escolha própria e pelo amor que tinha a estas terras (de fato, foi o primeiro brasileiro, pois fundou o Brasil!)… e amou o Brasil mais que a grande maioria dos governantes que o sucederam! Amou tanto este País que deixou para os brasileiros o que tinha de mais precioso: seu filho varão, que superaria o pai como soberano-cidadão!

Lembremos de Pedro II, o mais singular dos monarcas de seu tempo, sábio e virtuoso, o qual por sua grandeza própria alçava o Brasil à condição de grande! Pedro II, o primeiro dos voluntários da pátria e que, como o pai, amou tanto o Brasil a ponto de sacrificar sua dinastia por princípios maiores, pela garantia da ordem, pela preservação da paz e para que sangue brasileiro não fosse derramado! Um governante que, ao ser enviado ao exílio, recusou a pensão oferecida pelos golpistas republicanos, e cujo único valor que fez questão de levar consigo foi um travesseiro “com terra do Brasil”. Foi sobre essa terra do Brasil que Sua Majestade descansou a cabeça pela última vez e para a eternidade!

O 7 de setembro deveria servir para lembrar aos brasileiros  (e, em especial, a seus dirigentes) de nossos dois imperadores, os quais, cada um a sua maneira, servem de exemplo aos governantes desta república combalida, saqueada e humilhada, vítima da corrupção, da gatunagem e da exploração inescrupulosa!

Que as futuras gerações possam conhecer mais sobre o Império do Brasil e seus soberanos! Quem sabe dessa maneira consigamos desenvolver um sentimento de patriotismo, respeito e zelo pela coisa pública, de cidadania e civilidade! Só conhecendo mais sobre nosso passado imperial é que conseguiremos entender a frase do então Presidente da Venezuela, Rojas Paúl, quando foi informado do golpe que pusera fim à monarquia: “Acabou-se a única República da América – o Império do Brasil!”!

Viva o 7 de setembro! Viva Dom Pedro I! Viva Dom Pedro II! Viva o Império do Brasil!

Pela Restauração!

Retornando das férias… e de Dachau…

Meus queridos leitores que resistitiram brava e perseverantemente a três semanas sem nenhum post,

Desculpem a demora em atualizar o Frumentarius. Próxima semana, prometo, retornamos ao ritmo normal…

Entretanto, das terras teutônicas (se é que a Baviera pode ser considerada teutônica…), alguns comentários sobre minha ida hoje a Dachau (o primeiro campo de concentração criado pelos nazistas). Dachau começou a funcionar em 1933, logo que os nazistas chegaram ao poder. Para láforam enviados, primeiramente, opositores do regime. A esses seguiram-se todos os “indesejáveis” – criminosos comuns, comunistas, homossexuais, testemunhas de Jeová, prisioneiros de guerra e, claro, judeus).

O campo surpreende pelas dimensões: somente a visão dos trinta barracões enormes onde se amontoavam centenas de pessoas permite que se tenha uma idéia (ainda que limitada) do sofrimento dos mais de 200.000 prisioneiros que passaram por lá nos 12 anos de governo nazista… Destes, mais de trinta mil foram exterminados (apesar de Dachau não ser, tecnicamente, uma campo de extermínio).

O lugar onde fica o campo é lindíssimo. A beleza do local é proporcional ao sofrimento dos que por lá passaram. Se não fosse pela atmosfera pesada (que permanece mesmo depois de sete décadas), a área do campo poderia facimente ser usada para atividades das mais bucólicas…

As exposições sobre a vida no campo e a condição dos prisoneiros merecem horas de atenção – o que não se consegue com um tour guiado (para isso, recomendo uma primeira visita guiada e um retorno a Dachau com mais calma para conhecer melhor o campo – desde que você tenha estômago, claro).

Há, ainda, os monumentos aos que por ali passaram e as capelas de vários cultos. Estes já dizem muito por si. A propósito, lembro que Dachau continuou funcionando até 1960 (isso mesmo que você leu!), sendo, depois da guerra, campo de concentração de prisioneiros de guerra alemães e membros das SS e, ainda, um pouco mais tarde, residência temporária para alemães dos Sudetos que haviam fugido do regime comunista de Praga.

Você pode terminar sua visita a Dachau indo até o crematório e a câmara de gás do campo… A câmara, diga-se de passagem é pequena, nada comparável ao que havia em campos de extermínio como Auschwitz. Se tiver estômago, pode mesmo entrar na câmara – fiz isso.

Lugares como Dachau são importantes para se conhecer e entender o passado e se pensar na condição humana. Recomendo a todos que tiverem a oportunidade de vir por estas terras…

Neonazistas e a inteligência doméstica alemã

Para quem acha que só por estes lados é que a inteligência escorrega, segue matéria do El País, enviada pelo meu amigo Marcus Reis, sobre o caso da destruição de arquivos referentes a organizações neonazistas pela inteligência doméstica alemã… Atente-se para a importância do controle externo parlamentar da atividade de inteligência em situações como essa.

El espionaje alemán destruyó pruebas de la trama neonazi

La banda grabó en vídeo asesinatos de inmigrantes y reivindicaciones

Berlín7 JUL 2012 – 22:35

El trío de Jena, Beate Zschäpe, Uwe Böhnhardt y Uwe Mundlos. / REUTERS

La estupefacción general tras conocerse que los servicios secretos internos alemanes (BFV) habían destruido expedientes relacionados con la banda terrorista neonazi NSU queda expresada en una frase del presidente de la Comisión parlamentaria que investiga el caso, el socialdemócrata Sebastian Edathy: “esto no contribuye a desterrar las teorías conspiratorias”. Continuar lendo

Prisioneiros do passado…

Nada tem a ver com o post anterior, apesar dos títulos. Achei interessante essa entrevista da Spiegel sobre como os alemães ainda são reféns dos acontecimentos da primeira metade do século XX. O engraçado é que vi a matéria logo depois de assistir novamente Berlim 36 e O Triunfo da Vontade (para treinar meu alemão…). Recomendo leitura e também os dois filmes. Sem maiores comentários…

Spiegel.com 06/22/2012 05:31 PM

Interview with Daniel Barenboim: ‘The Germans Are Prisoners of Their Past’

World-famous Argentine-Israeli conductor Daniel Barenboim is noted for his strong views on the Middle East peace process and for performing Wagner’s music in Israel. In a SPIEGEL interview, he explains why the Israeli antipathy toward Wagner is grotesque and argues that Israel shouldn’t depend too much on Germany and the US for support.

SPIEGEL: Mr. Barenboim, why are you fighting to perform the music of Richard Wagner in Israel? No other composer is as hated there as this anti-Semitic German composer. Continuar lendo

Tordesilhas e a partilha do mundo

Foi em um 7 de junho (do Ano do Senhor de 1494), que os reis de Portugal e Espanha dividiram o mundo novamente (a primeira vez havia sido um ano antes, por meio da Bula Inter Coetera) e se preparavam para controlar as terras a serem descobertas.

Teve-se, com Tordesilhas, uma das grandes manobras estratégicas dos portugueses à época das Grandes Navegações. Com o tratado, Lisboa garantia seus interesses na África e nas Índias (chegando mesmo ao Japão e à China) e ainda ganhava, de quebra, uma imensidão das terras desconhecidas que viriam a ser o Brasil (ou alguém acha que os portugueses já não sabiam deste continente?).

Claro que essa divisão do mundo entre os dois reinos ibéricos seria questionada por outras nações (e o Testamento de Adão?), mas sua importância se refletiria na ocupação do continente americano nos anos seguintes e nos conflitos entre espanhóis e portugueses aqui na América do Sul, que, por sua vez, se transmutariam na rivalidade brasileiro-argentina.

Fica a lembrança do dia em que o mundo foi dividido por um tratado…

O Tratado de Tordesilhas

Fonte: www.brasilescola.com

Em 1492, o navegador genovês Cristóvão Colombo realizou uma das maiores descobertas realizadas no período das grandes navegações. Financiado pelos recursos da Coroa Espanhola, esse navegador anunciou a descoberta de terras a oeste. Tal feito acabou inserindo o reino espanhol no processo de expansão marítimo-comercial que, desde o início daquele século, já havia propiciado significativas conquistas para o Império Português ao longo de todo século XV. Continuar lendo

Ainda sobre “o mais longo dos dias”

Para aqueles que se interessam por História Militar em geral, ou II Guerra Mundial em particular, há muitos sítios que recomendo sobre o “Dia D”, começando pelo National D-Day Memorial, dos EUA, e por outro na mesma linha, do Reino Unido (clique aqui).

Recomendo também, incialmente, o site da Enciclopédia Britânica sobre o evento (para acessá-lo, clique aqui).  Há, ainda, outro com imagens do Dia D (clique aqui).

A filmografia é rica. Minha sugestão (mesmo porque acho que os verei esta noite e amanhã no feriado) é O Resgate do Soldado Ryan e O Mais Longo dos Dias, ambos já clássicos. Livro interessante é o de Stephan Ambrose, O Dia D, e um novo de Antony Beevor, Dia D, a Batalha pela Normandia (se bem que de Beevor prefiro Stalingrado – só não leia a versão em português, pois a tradução é péssima e cheia de erros – e Berlim, 1945: a Queda – a tradução deste está boa!).

Ficam as dicas… É sempre bom lembrar que há sete décadas vivíamos uma guerra total e que definiu os destinos da humanidade…

Em tempo: essa deve ser a foto mais clássica do Dia D, de Robert Capa. Sobre o grande fotógrafo, veja a matéria da Time: http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,267730,00.html.

Curiosidades sobre o “Dia D”

Seguem alguns fatos interessantes sobre o mais longo dos dias…

WEDNESDAY, JUNE 06, 2007

13 Facts Concerning the D-Day Invasion

Today is the 63rd anniversary of D-Day, so I thought it would be appropriate to remember those who took part in the amazing invasion.
1. Many disagree about the meaning for the letter D. What did it stand for? Why was it used? U.S. Army manuals dating as far back as WWI used the terms H-Hour and D-Day to indicate the time/date of an operation’s start. 
2. The military also used the code name Operation Overlord to refer to the movement of men, planes, ships, supplies, and equipment across the English Channel along a beach front that stretched over 60 miles. Continuar lendo

68 anos do “Dia D”

Enquanto as notícias nos principais jornais brasileiros são sobre o STF e o mensalão, o assassinato do executivo da Yoki, a 2ª derrota do Palmeiras no Brasileirão e a atriz Mariana Ximenes posando nua para obra (???), o restante do mundo lembra (alguns com mais fervor, outros menos) os 68 anos do “Dia D”, um dos eventos decisivos da II Guerra Mundial, que abriu a frente ocidental, fazendo como que a Alemanha tivesse que lutar no Leste e no Oeste e acelerando o colapso do III Reich.

Com o “Dia D”, naquele chuvoso 6 de junho de 1944, começava a desmoronar a Muralha do Atlântico e, com ela, a supremacia nazista na Europa… A guerra não duraria mais um ano em solo europeu…

Tudo bem que o centro de gravidade da II Guerra Mundial foi a frente oriental, onde milhões de soviéticos enfrentaram outros milhões de alemães, em um cenário de guerra total, no que se tornou uma verdadeira “máquina de moer gente”. É certo que o conflito foi vencido no Leste. Entretanto, não se pode desconsiderar os milhões de soldados aliados britânicos, canadenses, franceses, poloneses e estadunidenses, entre outros, que chegariam ao continente a partir daquele 6 de junho. Em pouco tempo, só de estadunidenses, o contingente alcançaria 3 milhões de homens…

Já que a maior parte do Brasil nem sabe que houve um Dia D, e aqueles que deveriam lembrar nossa população que já tivemos que mandar 25.000 brasileiros para a Europa combater pela liberdade ignoraram sumariamente a data, fica aqui o registro e o tributo a todos os que lutaram, morreram e venceram no “mais longo dos dias”…

1944: Dia D da ofensiva contra a Alemanha no Canal da Mancha

O dia 6 de junho de 1944 entrou para a história como o Dia D. Neste dia, os aliados ocidentais iniciaram a ofensiva contra as tropas alemãs no Canal da Mancha.

Durante anos, a decisão por uma grande ofensiva sobre o Canal da Mancha foi motivo de fortes controvérsias entre os aliados ocidentais. Inicialmente, não houve consenso quanto à proposta da União Soviética de abrir uma segunda frente de batalha na Europa Ocidental, a fim de conter as perdas russas nos violentos combates contra as Forças Armadas alemãs. Continuar lendo

Isabel, a Redentora

Por ocasião dos festejos referentes ao 13 de maio, data da abolição da escravatura, lembro que quem assinou a Lei Áurea foi a Princesa Regente, Dona Isabel. A Redentora o fez mesmo sabendo que o gesto lhe custaria a coroa e poria fim ao regime monárquico no Brasil. A memória de Sua Alteza permaneceu nos corações e mentes dos que viveram e lutaram pela causa abolicionista. Sempre bom ressaltar que a escravidão acabou durante o Império!  Esse mérito os republicanos nunca vão conseguir tirar!

Segue artigo sobre as comemorações do 13 de maio, extraído do site Instituto Cultural D. Isabel I a Redentora. Para acessá-lo, clique aqui.

Viva o Império do Brasil! Pela Restauração!

TREZES DE MAIO

Desde 1888, anualmente se comemora a data da equiparação social entre todos os BRASILEIROS de variadas formas.

Os depoimentos históricos que dão conta das festas grandiosas ocorridas em 13.05.1888 e nos dias que se seguiram podem ser encontrados em diversos jornais, revistas, folhetins, panfletos, antologias etc., lançadas naquele memorável mês de Maio. Continuar lendo

8 de maio, Dia da Vitória

A data de hoje merece sempre ser lembrada: afinal, há exatos 67 anos, o mundo celebrava o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. Os aliados haviam finalmente derrotado a Alemanha.

A Guerra continuaria, entretanto, no Pacífico, até 2 de setembro de 1945, quando, após duas bombas nucleares, seriam os japoneses a capitular. O saldo: milhões de mortes nos cinco continentes e a avassaladora destruição de cidades, estradas, plantações…

De toda maneira, o 8 de maio é celebrado em todo o mundo… quase todo, pois no Brasil ninguém lembra desse acontecimento de tamanha relevância – talvez em algumas Organizações Militares ainda se celebre… talvez, pois eu não recebi convite para nenhum evento desses aqui em Brasília (ok, meu prestígio já foi maior junto à caserna, creio…).

Fica minha lembrança e a homenagem a todos que combateram naquele período, particularmente a nossos pracinhas, que cruzaram o Atlântico para defender a democracia.

Por falar em pracinhas, para acessar o portal da FEB, clique aqui.

Paris ceremonies mark V-E Day anniversary

By Thomas Adamson – The Associated Press Posted : Tuesday May 8, 2012 11:52:35 EDT

PARIS — In his last state ceremony as France’s president, Nicolas Sarkozy led commemorations Tuesday in Paris marking the end of World War II in Europe, standing side-by-side with the man who ousted him from power. Continuar lendo

Edgar Hoover, espionagem e o Banco Mundial

Meu amigo Alexandre A. Rocha enviou-me este artigo que até agora não tinha conseguido inserir no blog. Trata-se de análise interessante do porquê se fez a distribuição das diretorias do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional entre os EUA e a Europa.

Vale muito a pena conferir! Atenção especial à influência da espionagem no processo…

NY TIMES – April 8, 2012
 

Banker, Tailor, Soldier, Spy

By BENN STEIL

PRESIDENT OBAMA recently nominated Jim Yong Kim, the president of Dartmouth, to be the next president of the World Bank — a privilege accorded to the United States since the bank’s founding in 1946. A European, in turn, gets to run the International Monetary Fund.

In the wake of World War II, such a divvying up of the top spots among the great powers was inevitable. But how did the United States, the primary founder and financer of the two institutions, wind up taking the helm of the World Bank, and not the I.M.F., which was of vastly greater importance to its government? Continuar lendo

181 anos do Hino Nacional

Claro que eu tenho que registrar que na data de hoje se comemora a primeira execução do Hino Nacional Brasileiro! Qual a importância disso? Bom, primeiro que, na minha opinião, é uma peça belíssima (comparável aos hinos alemão, francês, da União Européia e, claro, nosso espetacular Hino da Independência)! E depois porque é um dos legados do glorioso Império do Brasil! Isso mesmo! Apesar da letra ter passado por algumas versões, sendo a última a de Joaquim Osório Duque Estrada, escrita em 1909 e adotada oficialmente em 1922 (centenário da independência, diga-se de passagem), a música (composição) de Francisco Manuel da Silva é de 1822!

Diz a lenda que, quando os golpistas da república fizeram o concurso para escolher o novo hino que desbancaria o imperial e levaram o resultado para Deodoro da Fonseca, o generalíssimo-presidente deu seu veredicto: “prefiro o antigo…”! E aí tiveram que fazer da peça vitoriosa o tal do “hino da proclamação da república”…

D’us abençoe o Império do Brasil! Pela restauração!

ONU: intervenção em assuntos internos do Brasil

E o que a ONU tem com isso? Inadmissível que uma organização internacional queira se meter em assuntos internos dos países. Tem feito isso com a Síria, agora vem com discurso semelhante para com o Brasil.

Acho que os burocratas de Nova York deve buscar questões mais importantes para se preocupar. Ademais, uma organização que já foi um seleto clube de ditaduras não tem que se meter por aqui. A Lei de Anistia é um aspecto importante da redemocratização do Brasil, com uma abertura lenta, gradual e progressiva. É isso que precisam aprender da nossa história.

ONU pede para Brasil levar à frente denúncia contra Curió

Coronel é acusado de cinco sequestros na região do Araguaia durante a ditadura militar

O Globo, Juliana Castro, Bruno Góes, Publicado:16/03/12 – 9h43

RIO – A Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra divulgou na manhã desta sexta-feira um comunicado em que pede que o Judiciário Brasileiro leve à frente a denúncia do Ministério Público Federal contra o coronel Sebastião Curió Rodrigues de Moura por cinco sequestros na região do Araguaia, durante o período da ditadura militar. Continuar lendo

Vinte anos dos atentados contra a embaixada israelense em Buenos Aires

Neste fim-de-semana, lembra-se, com tristeza, o aniversário de 20 anos do atentado contra a embaixada israelense em Buenos Aires. Foi o maior ato terrorista no continente até então. E ocorreu, bom lembrar, aqui ao lado, no país vizinho, no país irmão.

Passadas duas décadas, os culpados ainda não foram encontrados nem punidos. Dicilmente o serão. Há suspeitas sobre a extremistas islâmicos, e mesmo homens que ocupam posições importantes em países do Oriente Médio.

Além do lamento pelos mortos e feridos, o atentado de 17 de março de 1992 serve para lembrar que o terrorismo é algo mais próximo do que muitos queiram imaginar, admitir. Aconteceu, repito, muito perto de nós.

Ao ocupar posição de maior destaque internacional, o Brasil se torna alvo. Teremos aqui grandes eventos nos próximos anos e, como lembro sempre, ainda que não sejamos alvo, receberemos delegações e turistas de países que o são. Será que precisamos esperar que aconteça algo semelhante ao fatídico evento de 17 de marçco de 1992 para agirmos?

Una gran herida que no cicatrizó

Por Alberto Amato, Especial para Clarin

Memoria – 17/03/12

Otra vez el horror, no.

A las 14.45 del 17 de marzo de 1992, cuando estalló la Embajada de Israel el país parecía lamer sus heridas, las viejas y las nuevas, en uno de esos raros momentos de paz que siguen a las catástrofes.

Había superado apenas la revelación de los crímenes de la dictadura luego del juicio a las juntas militares en 1985; intentaba borrar de la memoria los alzamientos carapintadas de 1987 y 1988, que llenaron al país de sangre y de ridículo; había padecido el ataque guerrillero al Regimiento 3 de La Tablada en enero de 1989 y había asistido, atónito y aturdido, a la debacle del gobierno de Alfonsín, a la hiperinflación y a los saqueos; había confiado en Carlos Menem y en su slogan facilongo y efectivo, “Síganme, no los voy a defraudar”, con las ansias de sosiego de un boxeador contra las cuerdas; había soportado, otra vez, una hiperinflación y un congelamiento de depósitos en enero de 1990 y disfrutaba ahora de un oasis en el desierto de su desesperación: la convertibilidad, consagrada por el ministro de Economía Domingo Cavallo, había sofrenado al monstruo de la inflación. Continuar lendo

Justiça Federal rejeita denúncia contra Curió por crimes do período militar. Excelente!

Devido à alta relevância, esta será a única notícia do dia a ser comentada aqui no site. 

Parabéns ao Juiz João César Otoni de Matos, que certamente dignificou a toga que veste! Sua Excelência mostrou que a Justiça não pode ceder a arroubos revanchistas e ideológicos, e garantiu não só a preservação da lei, mas a proteção do estado democrático de direito.

Repito que não conheço Sebastião Curió, nem tenho qualquer simpatia por ele. Mas a decisão do Juiz Otoni de Matos foi sensata e coerente com lei, além de marcar uma posição importante em defesa da democracia.

Certamente outras denúncias virão. Oxalá os demais magistrados brasileiros possam decidir com a mesma isenção, coerência, dignidade e sensibilidade jurídica e, sobretudo, política, como o fez o Juiz no Pará.

Ponto para o Poder Judiciário brasileiro! Ponto para a democracia no Brasil!

Folha.com – 16/03/2012 – 17h08

Justiça Federal rejeita denúncia contra militar do Araguaia

DE SÃO PAULO

A Justiça Federal no Pará rejeitou nesta sexta-feira (16) a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió, conhecido como Major Curió, pelo suposto sequestro de militantes políticos durante a guerrilha do Araguaia (1972-1975). Continuar lendo

Ministério Público denunciará Sebastião Curió por crimes do período militar

Não conheço pessoalmente nem tenho qualquer simpatia por Sebastião Curió, não mesmo. Entretanto, e independentemente da pessoa de Curió, a iniciativa do Ministério Público Federal (MPF) é preocupante e põe em xeque a Lei de Anistia. Os procuradores da República desconsideram a História do País e o aspecto político dessa lei. E essa é só a primeira ação do Parquet. Muitas outras denúncias virão. Muitos réus surgirão.

Sinceramente, tenho muito respeito e admiração pelo MPF e seu trabalho. Mas creio que os representantes do Ministério Público teriam questões muito mais importantes e atuais com as quais se preocupar. Anotem aí: esse é mais um passo (importante) para o fim do estado de direito no Brasil…

G1 – 13/03/2012 

MP diz que denunciará militar por crimes na guerrilha do Araguaia

Coronel Curió, da reserva, será denunciado pelo sequestro de 5 pessoas.
Advogado de militar diz que só se pronunciará depois de ler a denúncia.

Iara Lemos * Do G1, em Brasília

O Ministério Público Federal (MPF) anunciou nesta terça-feira (13), que irá denunciar o coronel da reserva Sebastião Curió Rodrigues de Moura, conhecido como major Curió, por crimes de sequestro qualificado contra cinco militantes que atuaram durante a guerrilha do Araguaia. A guerrilha foi um movimento armado contra a ditadura militar organizado pelo PC do B e reprimido pelo Exército, entre 1972 e 1975, no sul do Pará. Continuar lendo