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Enquanto as notícias nos principais jornais brasileiros são sobre o STF e o mensalão, o assassinato do executivo da Yoki, a 2ª derrota do Palmeiras no Brasileirão e a atriz Mariana Ximenes posando nua para obra (???), o restante do mundo lembra (alguns com mais fervor, outros menos) os 68 anos do “Dia D”, um dos eventos decisivos da II Guerra Mundial, que abriu a frente ocidental, fazendo como que a Alemanha tivesse que lutar no Leste e no Oeste e acelerando o colapso do III Reich.

Com o “Dia D”, naquele chuvoso 6 de junho de 1944, começava a desmoronar a Muralha do Atlântico e, com ela, a supremacia nazista na Europa… A guerra não duraria mais um ano em solo europeu…

Tudo bem que o centro de gravidade da II Guerra Mundial foi a frente oriental, onde milhões de soviéticos enfrentaram outros milhões de alemães, em um cenário de guerra total, no que se tornou uma verdadeira “máquina de moer gente”. É certo que o conflito foi vencido no Leste. Entretanto, não se pode desconsiderar os milhões de soldados aliados britânicos, canadenses, franceses, poloneses e estadunidenses, entre outros, que chegariam ao continente a partir daquele 6 de junho. Em pouco tempo, só de estadunidenses, o contingente alcançaria 3 milhões de homens…

Já que a maior parte do Brasil nem sabe que houve um Dia D, e aqueles que deveriam lembrar nossa população que já tivemos que mandar 25.000 brasileiros para a Europa combater pela liberdade ignoraram sumariamente a data, fica aqui o registro e o tributo a todos os que lutaram, morreram e venceram no “mais longo dos dias”…

1944: Dia D da ofensiva contra a Alemanha no Canal da Mancha

O dia 6 de junho de 1944 entrou para a história como o Dia D. Neste dia, os aliados ocidentais iniciaram a ofensiva contra as tropas alemãs no Canal da Mancha.

Durante anos, a decisão por uma grande ofensiva sobre o Canal da Mancha foi motivo de fortes controvérsias entre os aliados ocidentais. Inicialmente, não houve consenso quanto à proposta da União Soviética de abrir uma segunda frente de batalha na Europa Ocidental, a fim de conter as perdas russas nos violentos combates contra as Forças Armadas alemãs.

Somente no final de 1943, decidiu-se em Teerã planejar para a primavera europeia seguinte a chamada Operação Overlord – a maior operação aeronaval da história militar.

Nos meses seguintes, mais de três milhões de soldados norte-americanos, britânicos e canadenses concentraram-se no sul da Inglaterra para atacar os alemães na costa norte da França. Além disso, dez mil aviões, sete mil navios e centenas de tanques anfíbios e outros veículos especiais de guerra foram preparados para a operação.

Operação anunciada pelo rádio

A 6 de junho de 1944, foi anunciada pelo rádio a chegada do Dia D – o Dia da Decisão. A operação ainda havia sido adiada por 24 horas, devido ao mau tempo no Canal da Mancha e, por pouco, não fora suspensa.

Antes do amanhecer, pára-quedistas e caças aéreos já haviam bombardeado trincheiras alemãs e destruído vias de comunicação. Uma frota de aproximadamente 6.500 navios militares atracou num trecho de cerca de 100 quilômetros nas praias da Normandia, no noroeste da França.

Cemitério das vítimas norte-americanas em Colleville, na Normandia

Ao final do primeiro dia da invasão, mais de 150 mil soldados e centenas de tanques haviam alcançado o continente europeu. Graças à supremacia aérea dos aliados, foi possível romper a temível “barreira naval” de Hitler e estabelecer as primeiras cabeceiras de pontes. As perdas humanas – 12 mil mortos e feridos – foram menores do que o esperado, visto que o comando militar alemão fora surpreendido pelo ataque.

Alemães esperavam adiamento da operação

Os nazistas previam uma invasão, mas não sabiam onde ela ocorreria. Também não chegaram a um consenso sobre a melhor maneira de enfrentá-la. Por causa do mau tempo, eles esperavam que a operação fosse adiada para o verão europeu. Em função de manobras simuladas pelos aliados, Hitler concentrara o 15º Exército na parte mais estreita do Canal da Mancha, onde previa ser atacado.

As demais tropas alemãs permaneceram no interior do país, em vez de serem estacionadas na costa, como havia pedido inutilmente o marechal-de-campo Erwin Rommel. Graças a esses erros estratégicos, os aliados escaparam de uma violenta contraofensiva alemã.

Apesar disso, o avanço das tropas aliadas enfrentou forte resistência. A cidade de Caen, que os ingleses pretendiam libertar já no dia do desembarque, só foi entregue pelos alemães no dia 9 de junho, quase toda destruída. As defesas nazistas no interior da França só foram rompidas a 1º de agosto, uma semana depois do previsto.

O Dia D, comandado pelo general Dwight D. Eisenhower, foi o ataque estratégico que daria o golpe mortal nas forças nazistas. “Esse desembarque faz parte de um plano coordenado pelas Nações Unidas – em cooperação com os grandes aliados russos – para libertar a Europa. A hora da libertação chegou”, profetizara o próprio Eisenhower, a 2 de junho.

Paris foi libertada a 25 de agosto, Bruxelas, a 2 de setembro. A fronteira alemã anterior ao início da guerra foi cruzada pelos aliados em Aachen a 12 de setembro, ao mesmo tempo em que eram realizados bombardeios aéreos contra cidades industriais alemãs. No início de 1945, os soviéticos (pelo leste) e os norte-americanos (pelo oeste) fizeram uma verdadeira corrida para chegar primeiro a Berlim, para comemorar a vitória definitiva sobre a Alemanha nazista.

Extraído da página da Deutsche Welle em português.

http://www.dw.de/dw/article/0,,319002,00.html?maca=bra-uol-all-1387-xml-uol

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