5. A Importância e o Significado do Nome (02/11/2014)

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
João 1:01

Não existe nada mais indicador da individualidade do ser humano que seu nome. Graças ao nome, a pessoa deixa de ser um “não ser” e passa à condição de “alguém” (ok, estou filosofando, e nunca fui bom nisso). Nosso nome não define só quem nós somos, mas como somos percebidos e nos fazemos perceber em uma comunidade.

O nome também é revelador, muitas vezes, de ideias defendidas pelos pais, de pessoas por eles admiradas ou mesmo de momentos ou lugares importantes para os genitores. Napoleão, César, Pedro, Apolinário, Cícero, Alexandre, Victoria, Catarina, Maria de Jesus, Brasília… O problema é quando a criança acaba sendo vítima do devaneio dos pais… Quem nunca procurou na internet uma relação de nomes esquisitos? (Se você nunca fez isso, tenho certeza de que está fazendo agora! – Peraí! Termine de ler meu texto!).

Nomes estranhos pululam nos cartórios, registros do INSS e cadastros bancários aqui em Pindorama. Lembro, por exemplo, do ex-Diretor-Geral da Polícia Civil de Goiás, já falecido, o Dr. Hitler Mussolini (sim, existiu, e, mesmo sem conhecê-lo, tenho certeza de que não deveria ser muito agradável vê-lo com raiva). Mas há, também, o Amado Amoroso, o Antônio Manso Pacífico de Oliveira Sossegado, o Arquiteclínio Petrocoquínio de Andrade, o Brasil Washington C. A. Júnior, o Chevrolet da Silva Ford, o Disney Chaplin Milhomem de Souza, a Izabel Rainha de Portugal, a Magnésia Bisurada do Patrocínio, a Maria Felicidade, o Último Vaqueiro, e, naturalmente, a Madeinusa (que certamente não foi feita nos Estados Unidos), o Bráulio Pinto Grande, e a senhora Ava Gina (em homenagem a Ava Gardner e Gina Lolobrigida) – todos nomes reais. Os pais têm a ideia que parece brilhante e sobra à pobre criatura carregar pelo resto da vida a escolha inglória.

Não conheço povo mais criativo para botar nome em filho que o brasileiro. Escolha usual costuma ser o de alguma personalidade estrangeira (claro que, muitas vezes, transcrito para nosso vernáculo com primor que deixaria os imortais da Academia Brasileira de Letras abismados): Maicon Jakisson, Uóshiton Rusevelte e Valdisney (em homenagem ao astro pop, aos presidentes dos EUA, e ao criador do Mickey, respectivamente)… Entre os casos que podem ser encontrados nos cadastros diversos deste Brasil estão: Anjo Gabriel Rodrigues Santos, Charles Chaplin Ribeiro, Elvis Presley da Silva, Hericlapiton (sim, isso que você leu) da Silva, Ludwig van Beethoven Silva, Marili Monrói (esse é horrível), Marlon Brando Benedito da Silva, Sherlock Holmes da Silva, Bill Clinton de Souza… Estou absolutamente seguro de que o funcionário do cartório era um gaiato…

Lá no meu Nordeste, é comum também se juntar o nome do pai com o da mãe, com consequências, geralmente, fatais: Valdirene, Marivaldo, Marcélio, Vanderly, Josecleide, Ivanildes, Marivan, Marinelson… todo mundo conhece um desses… E essa é sempre uma pergunta que me é feita sobre o nome que carrego! Primeira informação mais que relevante: Joanisval não é junção de nome do meu pai com o da minha mãe!!!

Há, ainda, os que foram na onda dos movimentos “nova era” e botaram nomes esotéricos (sei…) nos rebentos. Veio-me à mente a prole de Pepeu Gomes e Baby Consuelo (ou Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade, que mudou seu nome artístico para Baby do Brasil): Riroca (que viria a trocar seu nome para Sarah Sheeva – ajudou muito! Mas temos de convir que Riroca sofreu muito no colégio), Zabelê, Nana Shara, Pedro Baby, Krishna Baby, e Kriptus Baby. Preciso dizer mais alguma coisa?

Com os avanços da medicina, hoje já se sabe muito cedo o sexo do bebê. Isso é bom, pois dá tempo aos pais para meditar e fazer uma escolha refletida e razoável (nem sempre). Há, porém, os tradicionalistas, que preferem esperar a criança nascer para olhar para ela e lhe dar o nome. O problema é quando demoram a escolher. Tenho um amigo muito querido que passou nove dias para decidir que nome daria a seu terceiro filho… nove dias depois que o menino nasceu! E a questão só foi resolvida quando a esposa dele decidiu ir ao tabelião e, unilateralmente, registrar o menino. Quando fiquei sabendo da história, não consegui deixar de pensar no romance magistral de Graciliano Ramos, “Vidas Secas”, no qual só tinham nome o personagem principal da obra (Fabiano), e sua cachorra (Baleia). No sentido contrário, há aqueles que querem escolher logo o nome do pequeno(a), antes mesmo de saber o sexo! (“Ah, esse negócio de sexo ele resolve quando crescer!” – dizia um amigo comediante). Como fazer? Os portugueses têm uma boa solução para o problema: “Dá-lhe o nome de João Maria, ou Maria João! Resolvido, ora pois!” Claro que, no Brasil, se não souber o sexo da criança, pode-se recorrer a um nome neutro, indígena geralmente: Guaraci, Iraci, Jaci, Juraci… todos nomes que nos levam ao desespero ao fazer uma primeira ligação telefônica para essas pessoas!

Muito bem! Poderia passar horas divagando sobre o tema. Tenham certeza de que já fiz isso – e sem qualquer ajuda de terapia! Mas vou poupá-los desse sofrimento. Vamos, então, à explicação para meu nome! Reitero que não se trata de junção dos nomes de meus pais.

Antes, porém, breve explicação sobre os motivos alegados por Seu Jacob (sim, porque Dona Conceição não teve culpa alguma, estava de resguardo em casa) para escolher chamar o filho de Joanisval (e quando termino de escrever, aparece a marquinha vermelha embaixo de meu nome – obrigado, Dicionário do Word)! Papai alega que, simplesmente, queria evitar “problema com homônimos” para o filho! Muito bem, pai! Evitou sim! Mas, em compensação, criou um trauma na criança ainda não resolvido: ninguém fala (tampouco escreve!) meu nome corretamente! Jonisval, Jonisvaldo, Joanisvaldo, Josivaldo (por que as pessoas insistem em acrescentar um “do” ao final de meu nome!?!?!?), Jonesval, Joanesval, ou, como diz a Dona Rosa que trabalha aqui comigo há alguns anos, “Seu Lourisval” – sim, em casa sou o “Seu Lourisval”… De toda maneira, justiça seja feita, problema com homônimos nunca tive…

Então, vocês devem estar se perguntando, de onde veio esse nome? Qual o seu significado? Respondo agora: quando indagado por pessoas com quem não tenho grande intimidade, digo que meu nome vem do sânscrito antigo e significa “aquele que foi iluminado pelos gloriosos raios do Sol ao nascer”… se fizer cara de sério, geralmente cola…

Mas vamos à verdade (que rufem os tambores!), muito mais simples (como toda verdade) do que os mais imaginativos poderiam conceber! Meu pai, em sua sábia simplicidade sertaneja, vê os filhos como seres que são “derivados” seus! Sim, sou uma derivação de meu pai (o que não deixa de ter lógica). Daí, como seu primeiro nome é João, resolveu “derivar” de João o Joanisval!!!! Não disse que era simples!?! Cai o véu deste mistério! (Claro que esta é a explicação exotérica… sobre a esotérica não tratarei aqui).

Nunca vi seu João Jacob com um copo de cerveja na mão. Nunca o vi nem perto de um estado mais etílico. Entretanto, tenho muita convicção de que meu pai resolveu tomar umazinha para celebrar o meu nascimento… e aí me registrou com esse nome! Brincadeira. Hoje vejo que meu nome é como uma marca, e graças a ele sou facilmente identificável e conhecido. Obrigado por isso, papai! Mesmo!

E, para provar que não tenho ressentimentos, e que, apesar do nome, era um bebê bonitinho, publico uma de minhas primeiras fotos, sorridente como sempre, e outra no colo de Seu Jacob, o autor da façanha de me dar este nome! E faço tudo isso no 36º dia que antecede meu aniversário de 40 anos!

Nome

4. A história deles (01/11/2014)

Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá.
Êxodo, 20:12

Para as crônicas de meus 40 anos, neste 37º dia que antecede o aniversário, contarei a história da união que culminou em meu nascimento.

É interessante como a Providência faz com que pessoas que estão em diferentes pontos do mundo se encontrem e comecem a se relacionar. Afinal, somos mais de 7 bilhões de almas espalhadas pelos cerca de 70 milhões de km2 de terras emersas no planeta! E, em meio a tanta gente e tanta área, duas pessoas têm seus caminhos cruzados e passam a caminhar, juntas, em uma única jornada.

Casamento_Pai_e_MaeComo rosacruz, já dediquei muito de minhas reflexões exatamente aos vínculos que o “destino” estabelece entre as pessoas. E, pensando sob uma perspectiva mística, ciente de que o acaso não existe, tento compreender qual a importância de cada ser humano que passa por minha vida (do seu Maurílio, que com tanto esmero cuida da limpeza lá no escritório, aos seres mui preciosos que optaram por encarnar em minha família).

Todo aquele que conosco se encontra não o faz por acaso, estando lá para participar de nosso processo evolutivo e nós do dele. Portanto, cada pessoa é importante, e aquilo que fazemos um com o outro, o modo como nos tratamos, as experiências que compartilhamos, e as lembranças que deixamos, reverberam por todo o universo, ao longo das eras, de modo que, nesta ou em outra encarnação, acabamos por nos reencontrar. A roda gira, a caravana passa, e a evolução acontece… É assim que entendo a vida. Nesse sentido, a minha vida começou graças, em última instância, a Juscelino Kubistchek, que tornou o sonho de Dom Bosco realidade em 1960, e inaugurou a amada Brasília, para onde confluiriam milhares de brasileiros, inclusive meus pais. Só estou aqui hoje porque Brasília foi sonhada, construída e inaugurada. Obrigado, JK!

Pois bem! Voltemos à história deles! No início dos anos 1970, Seu Jacob vivia em Brasília. O cearense que havia nascido durante uma das maiores secas do século, crescido em família humilde na caatinga, começado a trabalhar aos 7 (isso mesmo, sete) anos de idade, tocando gado no interior, saído sozinho da casa de seu pai para tentar a vida no Rio de Janeiro, onde, aos 25 anos, começara a aprender as primeiras letras, depois de quase vinte anos vivendo na Cidade Maravilhosa, resolveu largar tudo (não que tivesse muita coisa) e se mudar para a Nova Capital, terra de sonhos, em que construiria sua nova vida.

Dona Conceição, por sua vez, professora formada no Colégio São José de Caxias, MA, tocava a vida em sua cidade natal como diretora de escola, sem imaginar que sairia da casa de seus pais para terras distantes. Casamento não estava entre as prioridades. O que Ceiça gostava mesmo era de viajar: destinava parte de seu salário para “tours” pelo Brasil. Em um desses passeios, veio para Brasília (“neste País lugar melhor não há!”).

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E foi casualmente, passeando com uma tia pela nova capital da república, que Conceição conheceu Jacob, um amigo de sua zelosa acompanhante. Olhares foram trocados, algumas palavras ditas, fez ele alguns gracejos prontamente correspondidos. Em outro momento, papai, que de bobo não tinha nada, perguntou à tia de mamãe: “Sinal verde ou vermelho?”. Pronto, resposta positiva lhe fora dada e já se encontrava em plenas condições para desencadear a corte.

Conversa vai, conversa vem, começaram a trocar cartas e flertes (ao melhor estilo dos romances de outras épocas). Passados alguns meses, ele a pede em casamento e se prontifica a ir a Caxias para se apresentar à família e buscá-la para viver consigo. Mamãe aceita, dando prosseguimento à história de união dessas duas almas.

Já disse que uma das palavras que definem meu pai é obstinação. Obstinadamente, Seu Jacob se deslocou de Brasília para Caxias do Maranhão, para se casar com Dona Conceição. Na Toca do Lobo (a casa de meu avô materno), o cearense de cabeça chata conquistou, com seu jeito simpático, honesto e obstinado, os futuros sogros e toda a família. E foi assim que, em julho de 1973, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e São José (a mesma em que eu seria batizado e faria minha primeira comunhão), meus pais se casaram. A cerimônia reuniu muita gente e foi celebrada por meu tio, Padre Vicente (que também me batizaria e me daria a primeira comunhão), irmão mais velho de mamãe. Selava-se a união que permaneceria até nossos dias, por mais de quatro décadas. E, cerca de dezoito meses depois, chegaria eu a este plano, em mais uma encarnação para aprender e evoluir.

Resumidamente, essa é a história do início de minha família. Publico hoje algumas fotos de mamãe e papai na juventude (ela em sua formatura como professora, ele discursando em algum evento no Rio de Janeiro dos anos sessenta – esse gosto por falar em público e participar da vida da polis herdei de papai). Também coloquei algumas imagens do casamento deles, dentre as quais uma feita a pedido de meu pai, com toda a família de mamãe (a única que tenho de vovô e vovó juntos).

A pesquisa sobre minhas origens segue com algumas fotos antigas que publicarei nos próximos dias.

Amanhã falarei de minha primeira foto e, como é domingo, vou revelar o significado de meu nome! Abraço a todos!

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3. Mamãe e a herança maranhense (31/10/2014)

Deus não pode estar em todos os lugares e por isso fez as mães.
Ditado Judaico

Hoje, faltando 38 dias para minha celebração natalícia, contarei um pouco da história da mulher que me botou no mundo: Dona Conceição. Aqueles que conhecem mamãe logo identificam que herdei dela o bom humor, a maneira tranquila de encarar os problemas e, no campo profissional, a paixão pela docência. Sim! Mamãe sempre foi meu exemplo de professor.

Dona Conceição nasceu na cidade de Caxias do Maranhão, lugar que deu o título ao Duque, e terra do grande poeta Gonçalves Dias (o da terra com palmeiras onde canta o sabiá)! É a sétima de uma família de oito filhos (seis homens e duas mulheres), tendo durante muito tempo mantido a hegemonia de caçula até a chegada de meu tio Orlando. Vovô, funcionário dos correios, e vovó, dona de casa, conheci pouco, mas deles guardo ótimas lembranças (falarei de meus avós em publicação futura).

A família de mamãe era humilde, mas dos oito filhos saíram um padre, um médico e um juiz, além de um diretor dos correios em Caxias, uma funcionária daquela instituição, um diretor do banco do Brasil, e um professor. E minha mãezinha foi normalista e seguiu carreira como professora e diretora de escola em sua cidade natal, e depois professora da antiga Fundação Educacional em Brasília. Também dava duro em sala de aula de manhã e à tarde e ia à noite para faculdade. Essa é uma lembrança muito viva: papai e mamãe indo juntos para a faculdade, pegando ônibus de Sobradinho para estudar no Plano Piloto e voltando tarde, meia-noite (quando os filhos já dormiam, o que fazia com que visse meus pais às vezes só mesmo no fim-de-semana). Acho que a perseverança e a obstinação ficaram gravados na memória e no coração daquele garotinho e forjariam o homem que sou hoje…

Outra lembrança de mamãe é sempre o sorriso. De um rosto todo o tempo alegre a gargalhadas gostosas, Dona Conceição costuma encarar as adversidades com bom humor. E, a meu ver, mostrou-se guerreira ao deixar a casa de meus avós no interior do Maranhão para vir construir a vida com o marido aqui na Brasília do início dos anos setenta! Certamente foi difícil, mas ela também venceu.

Na condição de professor, acabo replicando a maneira de mamãe de lecionar. Fui seu aluno no ginásio e com ela percebi o quanto pode ser divertida e gratificante a sala de aula. Sim, porque não se leciona pelo salário (infelizmente, este país ainda não reconhece a mais importante das profissões, junto com a de agricultor e de empregada doméstica – e não estou brincando). A docência, ao menos como aprendi com mamãe, relaciona-se a um desejo intenso de aprender (porque são nossos alunos que mais nos ensinam) e de contribuir para a formação de outras pessoas! E essa alegria de ver um conhecimento transmitido bem assimilado não tem preço!

Ah! Também herdei de Dona Conceição a paixão por viajar e rodar o mundo. Gosto demais de viajar… mas minha mãe tem o bicho carpinteiro! Está sempre juntando suas economias para passear pelo Brasil e, de uns tempos para cá, pelo globo! Gosta de viagens com o pessoal da Igreja e vai para lugares de peregrinação católica (de Aparecida de Goiás ao Santuário de Lourdes, na França!). Divertido ouvir as aventuras de mamãe em seus giros pelo planeta!

Os rosacruzes sabem que nada acontece por acaso. Apenas a título de curiosidade, nasci no dia de Nossa Senhora da Conceição, sendo filho de uma Conceição de Maria! Detalhe: fui batizado e fiz minha primeira comunhão na Igreja Matriz de Caxias, a Igreja de Nossa Senhora da “Conceição”, onde meus pais se casaram! Talvez daí venha minha devoção a Nossa Senhora. Haja Conceição de Maria em minha vida!

A propósito, como ainda não tive tempo de encontrar fotos da infância, publico hoje algumas de Caxias, cidade de onde trago boas recordações das férias da infância. Além da Igreja Matriz (datada de 1735), onde fui batizado e fiz minha primeira comunhão, há imagens do Morro do Alecrim, lugar da Balaiada, e do busto do Duque, na praça onde restam canhões e ruínas do conflito. Minha infância não seria a mesma sem Caxias, que também mora no meu coração!

Caxias

Operação Outubro Vermelho: Festa da Luz

Indubitavelmente, um dos momentos mais marcantes de nossa viagem à Rússia ocorreu às vésperas de deixarmos São Petersburgo. Fiquei sabendo que à noite haveria, no centro da cidade, defronte o Hermitage (e usando a fachada do Palácio), o que se chamou de “Festa da Luz”, um grande evento criado na Era Putin para celebrar “a unidade nacional do povo russo” – claro que se trata da substituição, na antiga capital imperial, das comemorações do nefasto golpe de outubro de 1917.

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O povo precisa cultuar seu passado, lembrar de seus heróis. E, cem anos decorridos da tragédia do levante bolchevique de 1917, natural que o espírito russo quisesse celebrar alguma coisa! Assim, já que festa deveria haver, testemunhamos um belíssimo espetáculo de som e imagens, luzes na praça central de Petrogrado, e a história daquele país sendo recontada!

O espetáculo, que durava uns vinte minutos, contava a história de amor de Nicolau e Alexandra, falava dos últimos dias do Império, da Grande Guerra e da crise interna e, finalmente, dos nefastos bolcheviques e de sua tomada do poder, com consequente período de ódio, rancor, violência e miséria que se abateu sobre a Rússia. Claro que concluí trazendo esperança, e assinalando que, cem anos após os acontecimentos de 1917, uma nova Rússia erguia-se, forte, próspera e unida! Não há como não se emocionar.

E ali estávamos nós, Gustavo, Adriana e eu, presenciando um espetáculo incrível, em meio a milhares de pessoas que se aglomeravam a celebrar, mas sem qualquer violência ou episódios que nos preocupassem. Sim, os russos lá estavam para festejar, e assim o fizeram! E que povo animado! Em Moscou, veríamos um pouco mais sobre essa gente alegre e confiante, que nada tem de fria!

E assim chegávamos a nossa última noite daquele passeio pela belíssima São Petersburgo/Petrogrado/Leningrado/São Petersburgo, que ficará para sempre em nossos corações!

Segue um vídeo que fiz da Festa da Luz!

2. Meu pai: um exemplo (30/10/2014)

Viva de forma que, quando os seus filhos pensarem em justiça, carinho, e integridade, pensem em você.
Harriett Jackson Brown Jr.

 

Faltam 39 dias para meu aniversário… e sigo com mais uma publicação na contagem regressiva.

Claro que não colocarei uma foto minha aqui a cada dia, tanto porque não sou tão narcisista assim, quanto porque não tenho imagens de todos os anos de minha existência (afinal, naqueles tempos, o daguerreótipo era apenas uma novidade, e as pessoas não tiravam fotos como hoje, quando até o prato de arroz com feijão e ovo no restaurante por quilo vira estrela no Facebook).

Hoje falarei um pouco de Seu Jacob, aquele que me deu este nome estranho… Papai, nascido no Ceará durante a grande seca de 1932, é um sujeito admirável. Contarei um pouco de sua história por aqui. Com 19 anos, pobre e analfabeto, foi de ita do Ceará para o Rio de Janeiro, para fazer a vida. Na capital do Brasil daquele início de anos 1950, meu pai deu muito duro: fez quase tudo que de lícito pode ser feito, trabalhando para se sustentar, algumas vezes passando fome, e sobrevivendo outras tantas com um café pago por amigos… Morava no morro, conhecia gente boa e gente ruim, e, como a maior parte das pessoas que vivem no morro, trabalhava de sol a sol e nunca se envolveu com a criminalidade.

Obstinado que era, meu pai exerceu as mais diferentes profissões (faxineiro, porteiro, funcionário de loja de departamentos, e outras que um retirante encontra no Sul Maravilha). Começou também a estudar, a aprender as primeiras letras e a galgar cada degrau da escada da vida, com muito esforço e dedicação. E o migrante analfabeto concluiria o primário (sempre trabalhando de dia e estudando à noite), o ginasial, o profissionalizante como auxiliar de enfermagem, até chegar à faculdade, já aqui em Brasília. Para orgulho deste que escreve, meu pai foi o primeiro de sua família a concluir um curso superior, de fato dois, Administração e Direito.

Em 1969, ao passar em um concurso público para o quadro geral do Poder Executivo, veio para Brasília. Aqui continuou sua história e seu sonho, ganhando pouco, mas gastando com responsabilidade, juntando dinheiro para comprar sua casinha e conseguir uma vida melhor. Foi quando, em 1971 ou 1972, conheceu minha mãe, que vinha a passeio pela capital do Brasil! A história dos dois contarei mais adiante. Depois de algum tempo de namoro, casaram-se e, cerca de dezoito meses depois, chegava eu ao mundo naquele dia de domingo!

Meu pai foi, é, e será, sempre, um grande exemplo para mim. Palavras que definem papai são: esforço, obstinação, perseverança, coragem, trabalho, estudo, honestidade. Sua história é linda e gostaria de compartilhar um pouco dela com meus amigos nestes dias que antecedem meu aniversário de 40 anos.

Em tempo: quem escolheu meu nome foi meu pai (mamãe estava de resguardo em casa, não teve culpa). Em um próximo capítulo da Saga Joanisvaliana, narrarei de onde veio essa ideia.

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1. Faltam 40 dias… (29/10/2014)

A personalidade humana tem seu curso de existência, eterno e contínuo. Cada personalidade surgiu “no começo de toda a Criação”, mas sempre existiu e existirá por toda a eternidade.
Harvey Spencer Lewis

Muito bem! Em 40 dias, farei 40 anos! E, para celebrar esta data tão simbólica, buscarei publicar aqui, até 08/12, na medida do possível diariamente, algum comentário, foto ou curiosidade sobre estas minhas primeiras quatro décadas da vida.

Para começar, registro que nasci na capital do Brasil em um domingo, às 12:43, quando o Sol se encontrava no meio do firmamento. Para os místicos, seria uma data solar.

Conta-se que minha mãe ria muito durante o parto, ficando conhecida na Clínica Dom Bosco aqui em Brasília como “a grávida que teve o filho rindo”. Acho que isso foi um bom augúrio… Afinal, comecei ganhando o sorriso daquela mulher maravilhosa que me trazia ao mundo, e que seria a primeira grande mulher da minha vida… fazer as pessoas sorrir é algo importante para mim até hoje.

O que posso dizer sobre o início da jornada é que nasci saudável. Não lembro com quantos quilos tampouco centímetros – perguntarei a mamãe no fim-de-semana. De toda maneira, era o primogênito de meus pais, que haviam se casado em julho do ano anterior. E, portanto, melhor que falar de mim, alguns comentários sobre papai e mamãe, que são a origem e de quem carrego o DNA (em uma composição cearense e maranhense que, de acordo com a margem de erro do IBOPE, me colocaria como piauiense típico)…

Amanhã continuo o relato sobre o início desta presente encarnação…

Em tempo: uma das minhas primeiras fotos… bem típica dos anos 1970!

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Valorize o Livreiro!!!

Este quem me enviou foi a querida amiga Beatriz Simas. Trata-se de um artigo sobre a reforma na Barnes & Noble, uma das grandes redes de livrarias dos Estados Unidos, promovidas por seu novo CEO, James Daunt. 

A B&N, como é mais conhecida, entrou em crise, seguindo a tendência de muitas livrarias pelo mundo, que sucumbiram diante do comércio eletrônico e das mudanças no “mercado consumidor” de livros. Vide, por exemplo, o que tem acontecido com grandes corporações aqui no Brasil, como a Saraiva e a Cultura – comento sobre isso no artigo “Livro, um péssimo negócio!, publicado aqui em Frumentarius.

Sem querer me antecipar ao que você lerá na matéria, destaco que o cerne da questão é valorizar o livreiro, aquele sujeito que conhece (e ama) o que faz! Vou sempre repetir que livro não é um negócio como uma rede de fast food, uma indústria de calçados, ou serviços bancários, e que envolve muito mais que comercializar papel com coisas impressas! Enquanto as modernas livrarias e seus “managers” não entenderem isso, continuarão perdendo mercado e acabarão por desaparecer.

Livro é gente. É gente que cria e escreve, gente que edita, gente que tem prazer em momentos consigo mesma, e não gente que compra aquele troço para exibir para os outros ou porque tem a necessidade de adquirir papel impresso e encadernado. Livro é mais que papel, é emoçar, é prazer, é realização! Se os CEO, directors e managers não entenderem isso, que conversem com os livreiros (estes sabem do seu negócio!)!

Segue o artigo que Beatriz me enviou (aproveite!) – se desejar acessar o site é só clicar no título:

Livreiros serão a chave para a mudança na Barnes & Noble, aposta James Daunt

Novo CEO da maior rede de livrarias dos EUA disse que as mudanças necessárias passarão por um novo desenho das lojas, pela curadoria dos seus catálogos e mais investimentos, afinal, ‘lojas precisam de amor e de dólares’

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Começa amanhã!

Na tarde desta terça, 29/10/2019, precisamente às 12:43, você começará a conhecer um pouco mais a meu respeito! Por ocasião do meu aniversário de 45 anos, os 16 (dezesseis) leitores de Frumentarius terão acesso, aqui no site, aos 40 capítulos das Crônicas dos meus 40 anos, que escrevi quando estava para completar quatro décadas de vida! 

E que ofereço a meus leitores? Histórias simples, mas que retratam um pouco de minha personalidade, anseios, temores, gostos, expectativas… Palavras reunidas  com carinho para expressar sentimentos sobre pessoas e situações. Enfim, as Crônicas dos Meus 40 anos são um antigo projeto, revisado e trazido a esta nova etapa de minha vida. Espero, sinceramente, que apreciem!

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Casa de Rui Barbosa e a inexistência do acaso

Uma vez que as quintas-feiras são dedicadas às minhas aventuras pelo mundo, interromperei a jornada pela Mãe Rússia para contar sobre duas situações inusitadas que me aconteceram há algumas semanas… O lugar: São Sebastião do Rio de Janeiro (acho que era esse o nome antigo da cidade)! 

Estava eu em viagem à capital fluminense para um compromisso de trabalho. Como o evento ocorreria muito cedo, tive que ir no dia anterior. Cheguei a meu hotel ainda por volta das 16:00 e resolvi proceder ao reconhecimento do ambiente operacional nos arredores. Nesse processo, descobri que a Fundação Casa de Rui Barbosa estava a cerca de 700 metros de onde eu me hospedara.

Ora, o que é que um sujeito como eu, hospedado numa excelente localização em Botafogo, vai fazer com seu tempo livre no Rio de Janeiro? Óbvio: conhecer a Casa de Rui Barbosa! 

Preliminarmente, registro que, em minha defesa, não tenho qualquer simpatia pelo senhor Rui Barbosa. Não obstante, por se tratar de um importante ponto turístico do Rio (vai me dizer que você não sabia disso!), decidi conhecer a residência daquele senhor arrogante, que traiu Sua Majestade instigando o golpe republicano, conduta da qual depois se arrependeu (mas aí Inês já estava morta). E lá fui! 

A  Casa de Rui Barbosa é um palacete de meados do a século XIX, erguido em Botafogo, e serviu de morada ao jurista e político republicano entre 1895 e 1923 (quando de sua morte). O excelente estado de conservação, a bela arquitetura neoclássica, a pluralidade de cômodos (bem-divididos e com os móveis e decoração dos tempos de seus famosos moradores) e, principalmente, a biblioteca de 37 mil volumes (bem-cuidada e disposta exatamente como o deixara o metódico baiano em 1923), tudo isso faz da Casa de Rui Barbosa um destino turístico imperdível. Acrescente-se aí os jardins e a “garagem”, na qual se encontram os carros e carruagens usados por Rui. 

Fiquei fascinado pelo lugar. Mais surpreendentes ainda foram as duas situações que vivenciei nesse passeio. Vamos a elas!

Chego ao palacete (vivia bem o Dr. Rui!) e me dirijo à recepção do museu. Lá, uma simpática mocinha me pede para preencher uma pequena tabela com meus dados. Informa então que a entrada é gratuita, mas que eu teria que esperar uns quinze minutinhos, pois a visita é acompanhada de um vigilante. “Tudo bem”, disse eu, e fui fazer hora passeando pelos jardins (excelente programa), onde casais de namorados se encontravam, e crianças pequenas brincavam sob a supervisão de mães, avós e babás – um bucólico oásis de tranquilidade no agitado Rio de Janeiro! 

Na hora da visita, comigo estavam mais três senhoras, todas de fora da Cidade Maravilhosa, com as quais formei o heterogêneo grupo que iria conhecer o museu. E aí veio a grata surpresa! Luciano, o vigilante designado para nos acompanhar, não nos acompanhou! De fato, Luciano nos guiou pela casa-museu, em uma jornada regada de excelentes histórias sobre o lugar e seus moradores do passado. O nosso guia-vigilante sabe muito sobre o local onde trabalha, conta boas anedotas de cada cômodo e fala de Rui Barbosa e família como se fossem conhecidos seus de longa data! – e são mesmo! Luciano também conhecia particularidades da História do Brasil que deixariam meus amigos do Instituto Histórico e Geográfico orgulhosos! Assim, aprendi muito com aquela moço que honrou com louvor a camisa da Casa. Essa foi a primeira surpresa. 

A segunda ocorreu na saída, quando o grupo já se dispersava. A primeira senhora se despediu e foi embora. Quanto às duas outras, antes que partissem, minha curiosidade linguística me impeliu a perguntar de onde eram (sim, gosto de sotaques e de me desafiar a identificar de onde são as pessoas pela forma como elas falam!):

“Por acaso vocês são do Maranhão?”, perguntei finalmente. E elas, com ar surpreso: “Sim! Como descobriu?”. Minha resposta, com sorriso maroto, “pelo sotaque! Vocês são de onde lá?” (Sou curioso). “Somos de São Luís! E você?”, já atentas à conversa. “Sou de Brasília, mas mamãe é de Caxias.”

Os olhos de ambas se arregalaram. Explicaram que nasceram em São Luís, mas a família era de…Caxias! Cresceram na cidade. Falei então da minha família lá. Logo descobrimos que uma delas tinha sido aluna de uma prima minha, e colega de outra! Ou seja, na Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, encontrei pessoas que tinham vínculos com a família de minha mãe! Note-se que a população de Caxias é de 118.000 habitantes! Parecíamos velhos amigos a falar de Caxias, de amigos em comum, e de perceções afins. Trocamos contatos.

E foi assim que, na Casa de Rui Barbosa, conheci um grande guia turístico e encontrei novas velhas amigas! Existe acaso? Claro que não! 

Depois fui fazer uma incursão à Livraria da Travessa, onde comprei um livro e tomei um chocolate quente, seguindo para jantar no Matsuda, um restaurante japonês tradicional e típico, onde a comida é excelente e preparada pelo Inácio, um mineiro que sabe tudo da culinária nipônica! No Rio, gosto de jantar no Matsuda! 

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Leningrado, Dia 1 (Operação Outubro Vermelho) – Bônus

Estou aprendendo a editar vídeos. Assim, resolvi fazer este ensaio com um piloto sobre o primeiro dia na capital da Rússia Imperial, São Petersburgo. Fica como bônus pelo atraso na publicação desta quinta, hehehe. Ainda há falhas na edição, mas, repito, estou aprendendo – e, como digo a meus filhos, é errando que se aprende! Espero que gostem!

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Políticos e Espiões, 2ª edição

É com grande satisfação que informo a meus queridos (12) leitores que já se encontra disponível, nas melhores livrarias, a 2ª edição de nosso livro Políticos e Espiões: o controle da atividade de inteligência.

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Publicada nove anos após a 1ª edição, a obra foi completamente atualizada, inclusive fazendo referência a mudanças importantes no controle dos serviços secretos aqui no Brasil e pelo globo (e olha que realmente muita coisa mudou desde então!).

É sobre isso que trata Políticos e Espiões: como controlar os serviços de inteligência em regimes democráticos, garantindo-se não só que os nobres profissionais do silêncio consigam executar adequadamente sua relevante tarefa, e ao mesmo tempo impedindo que cometam abusos no exercício de suas funções. Afinal, conhecimento é poder, e a Inteligência lida com conhecimento qualificado.

Políticos e Espiões teve grande aceitação quando foi publicado, o que lhe garantiu uma segunda tiragem e, agora, uma nova edição. Junto com Atividade de Inteligência e Legislação Correlata (6ª edição, Niterói: Impetus, 2018) e Terrorismo: conhecimento e combate (Niterói: Impetus, 2017, escrito em parceria com Marcus Reis), Políticos e Espiões compõe nossa trilogia sobre Segurança e Inteligência (trilogia para o momento, pois virão outros). [Como estou ficando bom nesse negócio de blog – yes! -, clique no título dos livros neste parágrafo que você será direcionado para a descrição detalhada de cada um.]

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Onde encontro seus livros? Todo mundo me pergunta isso. A resposta: nas melhores livrarias do ramo!

Infelizmente, apesar da excelência na produção das obras e da retidão na prestação de contas, minha Editora tem um sério problema com distribuição (queria que meu Editor reconsiderasse esse aspecto). Assim, pode ser que você não encontre meus livros naquela livraria bacana ao lado da sua casa ou mesmo na que fica no shopping (e não acredite no vendedor se ele disser que está esgotado ou coisa parecida!). Nesse caso, recomendo que compre diretamente pela internet, no site da Editora Impetus. Para adquirir nossos livros, basta clicar aqui.

Se você aprecia o tema Inteligência, tenho certeza de que gostará de nossos livros (“nossos” porque livros são como filhos, impossível fazer sozinho)! Não perca tempo! Vá lá ao site da Impetus e ajude a garantir o almoço dos meus filhos! Obrigado!

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“Novos Rumos da Atividade de Inteligência: Política, Controle e Operações de Inteligência”

A Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS) e o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu do Mestrado em Direito nas Relações Econômicas e Sociais da Faculdade de Direito Milton Campos (FDMC) convidam todos a participarem do Painel “Novos Rumos da Atividade de Inteligência: Política, Controle e Operações de Inteligência”, a ser realizado no dia 23/09/2016, das 18:00/22:00.

O painel terá, como palestrantes, os professores
Denilson Feitoza
Joanisval Brito Gonçalves,
e Vladimir de Paula Brito.

Na mesma ocasião, ocorrerá o lançamento da nova edição da obra “Atividade de Inteligência e Legislação Correlata”, do professor Joanisval Brito Gonçalves.

A entrada é franca.

Os interessados em registrar seu comparecimento e/ou receber certificado de participação (4 horas-aula) deverão preencher o formulário situado em: www.inasis.org.

O evento será realizado no auditório da Faculdade de Administração Milton Campos, situado na Alameda Oscar Niemeyer (também denominada Alameda da Serra), n. 61, Vila da Serra, Nova Lima/MG (referências: próximo ao hospital Biocor; 
há estacionamento quase em frente e posto de gasolina ao lado).

– Denilson Feitoza: Presidente da Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS), Pós-Doutor em Inteligência, Segurança e Direito (CCISS/Canadá), Pós-Doutor em Ciência da Informação (UFMG), Doutor em Direito, e Professor do Mestrado em Direito e Coordenador da Especialização em Inteligência de Estado e Inteligência de Segurança Pública da Faculdade de Direito Milton Campos (FDMC).Minicurrículo dos palestrantes:

– Joanisval Brito Gonçalves: Vice-Presidente Executivo da Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS), Doutor em Relações Internacionais, Consultor Legislativo da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso Nacional e Ex-Oficial de Inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

– Vladimir de Paula Brito: Diretor de Eventos da Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS), Doutor em Ciência da Informação, Especialista em Inteligência de Estado e Inteligência de Segurança Pública e Agente de Polícia Federal.

Foto: Ana Volpe/Agência Senado

Foto: Ana Volpe/Agência Senado

Revenons à nos moutons

« De par le diable, vous bavez !
Eh ! Ne savez-vous revenir
Au sujet, sans entretenir
La cour de telle baveries ?
Sus, revenons à ces moutons !
Qu’en fut-il ?
»

La Farce de Maître Pathelin, 1485

 

Eu poderia apresentar a meus 8 (oito) leitores muitas desculpas por esses dez meses sem publicação em Frumentarius… Poderia dizer que o tempo se tornou escasso para escrever, que as atribuições do dia-a-dia me impediam de fazer os comentários com a regularidade que desejava… Poderia também dizer que a inspiração estava pouca (não estava), que os posts em minha página do Facebook eram suficientes (por falar nisso, já curtiu minha página no Facebook? – veja a lateral esquerda superior desta tela)… Mas tudo isso seria apenas e tão somente desculpa…

Portanto, em vez das escusas pelo tempo sem publicar, informo simplesmente que estou saindo (de maneira lenta, gradual e progressiva) dessa fase de recolhimento e logo teremos novos posts sobre “um pouco de tudo” de uma forma mais regular… Isso deve acontecer a partir de julho! Vejam que retomaremos a regularidade em julho, com ao menos três posts comentados por semana. Durante junho faremos apenas um “esquenta”!

Há muita coisa sobre o que refletir no mundo em constante transformação! Enquanto Frumentarius estava adormecido, o terrorismo se tornou um tema mais presente no imaginário dos europeus em razão dos ataques de Paris e Bruxelas. Tema mais presente e erroneamente associado às massas de refugiados que chegam à Europa fugindo de sua terra natal em busca de uma vida de paz… Obviamente, vamos comentar sobre isso e tentar remover véus sobre o mito dos “refugiados terroristas”.

Não é possível falar de terrorismo sem uma referência ao Estado Islâmico, que se tornou muito forte nos últimos dois anos (apesar das derrotas recentes para as forças de Assad – continuo achando que ruim com ele, muito pior sem ele – e da intervenção russa – ok, os ocidentais também fizeram intervenções importantes na Síria… fizeram???), chocando o mundo com barbaridades que deixariam roteiristas de Hollywood no chinelo… O ISIS trata-se realmente de organização que merece constante atenção dos serviços de segurança e inteligência pelo mundo…

Outro conflito que continuou foi o da Ucrânia, apesar das poucas atenções àquele lado do mundo… Afinal, aquilo é zona de influência russa, sendo temerário que os ocidentais queiram interferir naquelas terras. Diga-se de passagem, o Urso tem aumentado sua capacidade de atemorizar os países ocidentais… Impossivel falar de Rússia sem referência expressa a Puti… Putin continua lá, mandando como nunca. Gosto de Putin… Putin é KGB…

Eleições nos EUA também são tema corriqueiro! Nunca pensei que fosse torcer por um candidato do Partido Democrata, mas com o Pato Donald Trump sendo o ungido do Partido Republicano, chego à conclusão que passa da hora dos EUA terem Hillary Clinton na cadeira presidencial – Sanders nem com reza brava, por favor!

Tema que meus leitores sabem que muito me agrada é a atuação de Bob Filho no seu aterrorizante parque de diversões! O rato tem rugido, e isso gera instabilidade no Continente Asiático. Em tempo: recentemente ele foi confirmado como Líder Supremo da Coréia da Norte – mas como não fazê-lo com o sujeito que inventou o Ipad? 

E o Brasil? Bom, o Brasil merecerá muitos posts! O melhor foi o ocaso de Madame et caterva, pois o País não aguentava mais o desgoverno… Tenho esperança que nosso novo Presidente (volto a usar o “P”maiúsculo)! Di-lo-ei  (Ahá!) que lhe desejo muito êxito ao promover as mudanças que farão com que o Pais se recupere política, econômica e moralmente (afinal, precisamos recuperar valores morais acima de tudo!)… A equipe econômica é ótima, a equipe de governo também. O Presidente é homem inteligente e lúcido e conhece o Congresso, o que é fundamental neste modelo presidencialista fracassado – sim, porque continuo monarquista e tratarei disso também! 

Essas são apenas algumas palavras iniciais. Espero que possamos interagir mais, meus queridos leitores, e continuar conversando sobre “um pouco de tudo”! Avante!

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Eleições 2014

_IA_9727Meus caros amigos, leitores e eleitores,

Neste pleito de 5 de outubro, gostaria de lembrar que não sou mais candidato a deputado federal, tendo renunciado à candidatura no final de julho, pelas razões apresentadas à época. Agradeço novamente a todos os que apoiaram nossa campanha, acreditaram em nós, e que confiaram em nossas propostas. Tenham certeza de que apenas adiamos o projeto de contribuir diretamente para um DF e um Brasil com mais gente de bem na política.

Reitero que continuo acompanhando de perto a política do DF e do Brasil. Afinal, cidadania envolve atenção à maneira como será conduzida a política e a fiscalização e o controle de nossos representantes no Legislativo e do Executivo. Nesse sentido, gostaria de pedir a todos que acompanham Frumentarius que encarem o dia de amanhã como uma grande oportunidade para fazer do Brasil um país melhor.

Votemos com consciência para nossos deputados estaduais/distritais, deputados federais, senadores, governadores e, acima de tudo, presidente. Busquemos pessoas de bem (porque sim, há pessoas de bem), gente disposta a trabalhar pelo bem comum e não por interesses particulares. Tenhamos realmente representantes no Parlamento e no Executivo. O Brasil precisa de mais gente de bem na política.

Particularmente, acredito que precisamos de mudança e renovação. Estamos cansados dos que aí se encontram, da pilhagem do Estado, e da deterioração dos valores de nossa sociedade. A palavra chave é mudança. E é nessa linha que seguirei, e digitarei os números de meus candidatos amanhã.

Vamos adiante! Não deixemos que a voz das ruas de 2013 tenham sido em vão. Fiquemos atentos ao fato de que o Brasil precisará de gente competente e preparada para conduzir o País nos anos de crise que virão. A responsabilidade é de cada um de nós.

Que a Providência possa iluminar os corações e mentes dos 150 milhões de brasileiros que irão amanhã às urnas. E que possamos ter um Brasil mais democrático, livre, verde e amarelo, justo e perfeito! D’us abençoe o Brasil e seu povo!

Artigo no Intelligence & National Security

É com grande satisfação que informo que artigo nosso, intitulado The Spies Who Came from the Tropics: Intelligence Services and Democracy in Brazil, foi publica no periódico Intelligence & National Security, um dos mais conceituados da área. Ali faço uma análise da atividade de inteligência no Brasil. Para adquirir o artigo ou a Revista acesse: 

http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/02684527.2014.915178#.VA70JvldWZo

Intelligence and National Security

Volume 29, Issue 4, 2014

Special Issue:   Democratisation of Intelligence

The Spies Who Came from the Tropics: Intelligence Services and Democracy in Brazil

The Spies Who Came from the Tropics: Intelligence Services and Democracy in Brazil

 DOI: 10.1080/02684527.2014.915178
Joanisval Brito Gonçalves*pages 581-599
 Published online: 10 Jul 2014
Abstract

Despite the emergence of Brazil as a global power, little is known about its security and intelligence services and the way they are seen by Brazilian society. This article analyzes the Brazilian perception of the role of its intelligence services and the relationship between the intelligence community (IC) and the decision makers. The historical background of intelligence in Brazil and a general overview of the Brazilian IC after the reestablishment of democracy are presented, as well as the general mechanisms of control and accountability of the secret services. Finally, there is consideration of some concerns on reforming the intelligence sector and its control and oversight apparatus.

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Democracia, Participação e Representatividade no Brasil

Meus caros,

Foi muito proveitoso o bate-papo com a jornalista Natália Borges e o professor Creomar de Souza sobre democracia, participação e representatividade no Brasil.

Segue o vídeo da conversa:

Haverá outros!

Abraço!

Imposto

Hoje é o dia da liberdade de impostos. Calcula-se que seja a partir de hoje (22/05) que o brasileiro fica tecnicamente livre da carga tributária. Ou seja, até ontem todo valor recebido pelo assalariado foi para pagar impostos. Aproveito, portanto, para inserir um vídeo nosso com breve comentário sobre tributos e também para dar os parabéns a todos os brasileiros que começamos o ano hoje… afinal, todo nosso suor até agora tinha ido para o Estado sob a forma de impostos…

1000 assinantes!

Essa semana chegamos aos 1.000 assinantes de nosso site! Isso significa que cada post novo que publicamos aqui vai automaticamente para mil pessoas que seguem nossos comentários sobre um pouco de tudo! Muito obrigado a esses mais de mil fiéis leitores! Vocês são o estímulo para continuarmos alimentando estas páginas com nossas reflexões (claro que há quem diga que são 992 contas de email criadas pela minha querida mãezinha somadas a meus 8 leitores de verdade!)!!!

Obrigado! Obrigado! Obrigado!

Avante!

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Para que serve a Atividade de Inteligência

Meus caros,

Atendendo ao pedido de alguns alunos, resolvi gravar uns vídeos breves com dicas sobre a atividade de inteligência para o pessoal que pretende fazer concurso para a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). Segue o primeiro, sobre a razão de ser da Inteligência. Dependendo da aceitação, produzo outros.

Para saber mais, nossos livros estão disponíveis nas melhores livrarias (inclusive as virtuais) e na própria editora Impetus.

Gente de Bem e a Política

Em tempo: agora que aprendi a colocar vídeos aqui em nossa página, segue breve reflexão sobre a importância de termos mais pessoas honestas e com interesse público participando da vida política. Afinal, se os bons não participarem, os maus continuarão ditando as regras.