2. Meu pai: um exemplo (30/10/2014)

Viva de forma que, quando os seus filhos pensarem em justiça, carinho, e integridade, pensem em você.
Harriett Jackson Brown Jr.

 

Faltam 39 dias para meu aniversário… e sigo com mais uma publicação na contagem regressiva.

Claro que não colocarei uma foto minha aqui a cada dia, tanto porque não sou tão narcisista assim, quanto porque não tenho imagens de todos os anos de minha existência (afinal, naqueles tempos, o daguerreótipo era apenas uma novidade, e as pessoas não tiravam fotos como hoje, quando até o prato de arroz com feijão e ovo no restaurante por quilo vira estrela no Facebook).

Hoje falarei um pouco de Seu Jacob, aquele que me deu este nome estranho… Papai, nascido no Ceará durante a grande seca de 1932, é um sujeito admirável. Contarei um pouco de sua história por aqui. Com 19 anos, pobre e analfabeto, foi de ita do Ceará para o Rio de Janeiro, para fazer a vida. Na capital do Brasil daquele início de anos 1950, meu pai deu muito duro: fez quase tudo que de lícito pode ser feito, trabalhando para se sustentar, algumas vezes passando fome, e sobrevivendo outras tantas com um café pago por amigos… Morava no morro, conhecia gente boa e gente ruim, e, como a maior parte das pessoas que vivem no morro, trabalhava de sol a sol e nunca se envolveu com a criminalidade.

Obstinado que era, meu pai exerceu as mais diferentes profissões (faxineiro, porteiro, funcionário de loja de departamentos, e outras que um retirante encontra no Sul Maravilha). Começou também a estudar, a aprender as primeiras letras e a galgar cada degrau da escada da vida, com muito esforço e dedicação. E o migrante analfabeto concluiria o primário (sempre trabalhando de dia e estudando à noite), o ginasial, o profissionalizante como auxiliar de enfermagem, até chegar à faculdade, já aqui em Brasília. Para orgulho deste que escreve, meu pai foi o primeiro de sua família a concluir um curso superior, de fato dois, Administração e Direito.

Em 1969, ao passar em um concurso público para o quadro geral do Poder Executivo, veio para Brasília. Aqui continuou sua história e seu sonho, ganhando pouco, mas gastando com responsabilidade, juntando dinheiro para comprar sua casinha e conseguir uma vida melhor. Foi quando, em 1971 ou 1972, conheceu minha mãe, que vinha a passeio pela capital do Brasil! A história dos dois contarei mais adiante. Depois de algum tempo de namoro, casaram-se e, cerca de dezoito meses depois, chegava eu ao mundo naquele dia de domingo!

Meu pai foi, é, e será, sempre, um grande exemplo para mim. Palavras que definem papai são: esforço, obstinação, perseverança, coragem, trabalho, estudo, honestidade. Sua história é linda e gostaria de compartilhar um pouco dela com meus amigos nestes dias que antecedem meu aniversário de 40 anos.

Em tempo: quem escolheu meu nome foi meu pai (mamãe estava de resguardo em casa, não teve culpa). Em um próximo capítulo da Saga Joanisvaliana, narrarei de onde veio essa ideia.

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1. Faltam 40 dias… (29/10/2014)

A personalidade humana tem seu curso de existência, eterno e contínuo. Cada personalidade surgiu “no começo de toda a Criação”, mas sempre existiu e existirá por toda a eternidade.
Harvey Spencer Lewis

Muito bem! Em 40 dias, farei 40 anos! E, para celebrar esta data tão simbólica, buscarei publicar aqui, até 08/12, na medida do possível diariamente, algum comentário, foto ou curiosidade sobre estas minhas primeiras quatro décadas da vida.

Para começar, registro que nasci na capital do Brasil em um domingo, às 12:43, quando o Sol se encontrava no meio do firmamento. Para os místicos, seria uma data solar.

Conta-se que minha mãe ria muito durante o parto, ficando conhecida na Clínica Dom Bosco aqui em Brasília como “a grávida que teve o filho rindo”. Acho que isso foi um bom augúrio… Afinal, comecei ganhando o sorriso daquela mulher maravilhosa que me trazia ao mundo, e que seria a primeira grande mulher da minha vida… fazer as pessoas sorrir é algo importante para mim até hoje.

O que posso dizer sobre o início da jornada é que nasci saudável. Não lembro com quantos quilos tampouco centímetros – perguntarei a mamãe no fim-de-semana. De toda maneira, era o primogênito de meus pais, que haviam se casado em julho do ano anterior. E, portanto, melhor que falar de mim, alguns comentários sobre papai e mamãe, que são a origem e de quem carrego o DNA (em uma composição cearense e maranhense que, de acordo com a margem de erro do IBOPE, me colocaria como piauiense típico)…

Amanhã continuo o relato sobre o início desta presente encarnação…

Em tempo: uma das minhas primeiras fotos… bem típica dos anos 1970!

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Começa amanhã!

Na tarde desta terça, 29/10/2019, precisamente às 12:43, você começará a conhecer um pouco mais a meu respeito! Por ocasião do meu aniversário de 45 anos, os 16 (dezesseis) leitores de Frumentarius terão acesso, aqui no site, aos 40 capítulos das Crônicas dos meus 40 anos, que escrevi quando estava para completar quatro décadas de vida! 

E que ofereço a meus leitores? Histórias simples, mas que retratam um pouco de minha personalidade, anseios, temores, gostos, expectativas… Palavras reunidas  com carinho para expressar sentimentos sobre pessoas e situações. Enfim, as Crônicas dos Meus 40 anos são um antigo projeto, revisado e trazido a esta nova etapa de minha vida. Espero, sinceramente, que apreciem!

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Crônicas dos Meus 40 Anos

Queridos 16 (dezesseis) leitores,

Quero compartilhar com vocês um projeto para os próximos quarenta dias: as Crônicas dos meus 40 anos. Em 2014, quando estava às vésperas de completar minhas quatro décadas de existência nesta encarnação, resolvi publicar diariamente, então pelo Facebook, pequenas crônicas sobre esses 40 anos, com reflexões a respeito de fatos e pessoas que haviam marcado minha vida. A ideia era uma crônica a cada um dos quarenta dias que antecedessem meu aniversário. E fiz isso!

As Crônicas tomaram proporções inesperadas! Pessoas começaram a ler, acompanhar, comentar e esperar o texto do dia seguinte. Ali, apresentava um pouco de mim, experiências pessoais, que alguns leitores consideraram interessantes e divertidas… Bom, tratei um pouco de como esse garoto, nascido em uma família de classe média-baixa, no Brasil de meados da década de 1970, foi descobrindo o mundo e se apaixonando pela vida… Pessoas e instituições marcantes tiveram seu dia de crônica, assim como situações sobre as quais nunca havia tratado nem no seio familiar… Enfim, era um pouco sobre a história de uma vida, a minha vida!

Às vésperas dos meus 45 anos, resolvi trazer de volta essas memórias dos 40! E, a partir de 29/10/2019, diária e precisamente às 12:43, será publicada aqui em Frumentarius uma crônica. E isso se seguirá até o 8 de dezembro, quando mais um ciclo será iniciado em minha existência… Espero que gostem! Aguardo os comentários!

(Por que às 12:43? No dia 29/10/2019 você descobrirá!)

Eu

Atualizações e Novidades

Olá, meus 16 (dezesseis) leitores! Sim, aqui já se foram duas semanas sem publicar nada! Desculpem por isso! A correria diária tem-me impedido de fazê-lo, até porque só escrevo à noite ou nos finais-de-semana… E digamos que o PC tem sido monopolizado por minha filha, com as obrigações da escola… Então, é o que temos!

Mas houve muito sobre o que escrever nos últimos dias: protestos no Chile e no Equador, crise na Bolívia, eleições na Argentina e no Uruguai, nossa parceria com o Império do Meio, a catástrofe ambiental que se abateu sobre nossas águas e o silêncio da mídia, de outras nações que se dizem defensoras de causas ambientais, e das ONGs (algumas até suspeitas de terem provocado a tragédia)… Tudo isso intercalado com a continuação das narrativas sobre nossas viagens pelo mundo (todas as quintas) e recomendações relacionadas a livros e à boa leitura (nas terças)!

E, agora,  a novidade: a partir de terça, dia 29/10, começarei a publicar aqui, diariamente, as Crônicas dos meus 40 anos, uma série de textos que escrevi nos quarenta dias que antecederam minha chegada à quarta década nesta existência! Foi um projeto que fiz há cinco anos, e agora trago de volta a meus leitores (cujo número aumentou um pouco…)! Logo trarei maiores detalhes dessa empreitada! 

E vamos avante!

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Casa de Rui Barbosa e a inexistência do acaso

Uma vez que as quintas-feiras são dedicadas às minhas aventuras pelo mundo, interromperei a jornada pela Mãe Rússia para contar sobre duas situações inusitadas que me aconteceram há algumas semanas… O lugar: São Sebastião do Rio de Janeiro (acho que era esse o nome antigo da cidade)! 

Estava eu em viagem à capital fluminense para um compromisso de trabalho. Como o evento ocorreria muito cedo, tive que ir no dia anterior. Cheguei a meu hotel ainda por volta das 16:00 e resolvi proceder ao reconhecimento do ambiente operacional nos arredores. Nesse processo, descobri que a Fundação Casa de Rui Barbosa estava a cerca de 700 metros de onde eu me hospedara.

Ora, o que é que um sujeito como eu, hospedado numa excelente localização em Botafogo, vai fazer com seu tempo livre no Rio de Janeiro? Óbvio: conhecer a Casa de Rui Barbosa! 

Preliminarmente, registro que, em minha defesa, não tenho qualquer simpatia pelo senhor Rui Barbosa. Não obstante, por se tratar de um importante ponto turístico do Rio (vai me dizer que você não sabia disso!), decidi conhecer a residência daquele senhor arrogante, que traiu Sua Majestade instigando o golpe republicano, conduta da qual depois se arrependeu (mas aí Inês já estava morta). E lá fui! 

A  Casa de Rui Barbosa é um palacete de meados do a século XIX, erguido em Botafogo, e serviu de morada ao jurista e político republicano entre 1895 e 1923 (quando de sua morte). O excelente estado de conservação, a bela arquitetura neoclássica, a pluralidade de cômodos (bem-divididos e com os móveis e decoração dos tempos de seus famosos moradores) e, principalmente, a biblioteca de 37 mil volumes (bem-cuidada e disposta exatamente como o deixara o metódico baiano em 1923), tudo isso faz da Casa de Rui Barbosa um destino turístico imperdível. Acrescente-se aí os jardins e a “garagem”, na qual se encontram os carros e carruagens usados por Rui. 

Fiquei fascinado pelo lugar. Mais surpreendentes ainda foram as duas situações que vivenciei nesse passeio. Vamos a elas!

Chego ao palacete (vivia bem o Dr. Rui!) e me dirijo à recepção do museu. Lá, uma simpática mocinha me pede para preencher uma pequena tabela com meus dados. Informa então que a entrada é gratuita, mas que eu teria que esperar uns quinze minutinhos, pois a visita é acompanhada de um vigilante. “Tudo bem”, disse eu, e fui fazer hora passeando pelos jardins (excelente programa), onde casais de namorados se encontravam, e crianças pequenas brincavam sob a supervisão de mães, avós e babás – um bucólico oásis de tranquilidade no agitado Rio de Janeiro! 

Na hora da visita, comigo estavam mais três senhoras, todas de fora da Cidade Maravilhosa, com as quais formei o heterogêneo grupo que iria conhecer o museu. E aí veio a grata surpresa! Luciano, o vigilante designado para nos acompanhar, não nos acompanhou! De fato, Luciano nos guiou pela casa-museu, em uma jornada regada de excelentes histórias sobre o lugar e seus moradores do passado. O nosso guia-vigilante sabe muito sobre o local onde trabalha, conta boas anedotas de cada cômodo e fala de Rui Barbosa e família como se fossem conhecidos seus de longa data! – e são mesmo! Luciano também conhecia particularidades da História do Brasil que deixariam meus amigos do Instituto Histórico e Geográfico orgulhosos! Assim, aprendi muito com aquela moço que honrou com louvor a camisa da Casa. Essa foi a primeira surpresa. 

A segunda ocorreu na saída, quando o grupo já se dispersava. A primeira senhora se despediu e foi embora. Quanto às duas outras, antes que partissem, minha curiosidade linguística me impeliu a perguntar de onde eram (sim, gosto de sotaques e de me desafiar a identificar de onde são as pessoas pela forma como elas falam!):

“Por acaso vocês são do Maranhão?”, perguntei finalmente. E elas, com ar surpreso: “Sim! Como descobriu?”. Minha resposta, com sorriso maroto, “pelo sotaque! Vocês são de onde lá?” (Sou curioso). “Somos de São Luís! E você?”, já atentas à conversa. “Sou de Brasília, mas mamãe é de Caxias.”

Os olhos de ambas se arregalaram. Explicaram que nasceram em São Luís, mas a família era de…Caxias! Cresceram na cidade. Falei então da minha família lá. Logo descobrimos que uma delas tinha sido aluna de uma prima minha, e colega de outra! Ou seja, na Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, encontrei pessoas que tinham vínculos com a família de minha mãe! Note-se que a população de Caxias é de 118.000 habitantes! Parecíamos velhos amigos a falar de Caxias, de amigos em comum, e de perceções afins. Trocamos contatos.

E foi assim que, na Casa de Rui Barbosa, conheci um grande guia turístico e encontrei novas velhas amigas! Existe acaso? Claro que não! 

Depois fui fazer uma incursão à Livraria da Travessa, onde comprei um livro e tomei um chocolate quente, seguindo para jantar no Matsuda, um restaurante japonês tradicional e típico, onde a comida é excelente e preparada pelo Inácio, um mineiro que sabe tudo da culinária nipônica! No Rio, gosto de jantar no Matsuda! 

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Mansões da Alma

Pode ser que alguns dos meus 16 (dezesseis) leitores estranhem, mas neste Dia do Livro quero indicar uma obra que me foi muito marcante, estando entre aquelas que verdadeiramente fizeram diferença em minha vida: Mansões da Alma – A Concepção Cósmica, de Harvey Spencer Lewis (Curitiba: Ordem Rosacruz, AMORC, 9ª edição em Língua Portuguesa, 2005). E esse estranhamento talvez se deva ao fato de não se tratar de um livro sobre Política ou Guerra, tampouco sobre acontecimentos históricos ou biografias. Mansões da Alma é uma obra mística.

mansoes-da-alma.jpegNesse clássico da literatura rosacruz, escrito na década de 1930, Spencer Lewis (grande místico do século XX, que restabeleceu a Ordem Rosacruz nas Américas) escreve sobre reencarnação e acerca dos princípios que regem a passagem da alma pela Terra. São dezenove capítulos que compreendem assuntos distintos, como o que motiva a encarnação neste planeta, a sobrevivência da personalidade após a transição (que é como os rosacruzes chamam a morte terrena), carma e evolução pessoal, almas de animais e do “natimorto”, recordações de outras vidas. O autor discorre ainda sobre a reencarnação sob a perspectiva de grandes religiões, inclusive do Cristianismo.

Uma vez que a Ordem Rosacruz não é uma religião, mas uma escola de aperfeiçoamento moral, Mansões da Alma pode trazer esclarecimentos para pessoas de distintos credos e concepções filosóficas. É, de fato, a percepção rosacruz sobre o fenômeno, contada de forma clara e objetiva – Spencer Lewis tinha um grande talento para explicar coisas difíceis de maneira simples.

Nesta semana que começou com a triste notícia da transição de um amigo, o Cel Gilmar, deixo a recomendação de Mansões da Alma, com o sincero desejo de que alcance os corações de alguns dos meus leitores e traga respostas a suas dúvidas.

E para quem quiser adquirir o livro, acesse o site da Ordem Rosacruz, AMORC, clicando aqui. Há outras obras também muito interessantes na Biblioteca Rosacruz.

 

 

Tributo a um Guerreiro de Selva

Minha semana começou com uma triste notícia, daquelas que ninguém gostaria de receber… Logo cedo, por uma rede social, fui informado da transição, como dizem os rosacruzes, ou viagem ao Oriente Eterno, na terminologia dos maçons, de um querido amigo…

Gilmar nasceu em Rondônia, de família humilde. Seu esforço e sua obstinação o levaram a ingressar nas fileiras do Exército Brasileiro, onde chegaria a coronel, tendo feito vários cursos, dentre os quais o de Guerra na Selva, um dos mais complexos da carreira. Seus laços com a Amazônia fizeram dele um verdadeiro Guerreiro de Selva, e Gilmar tornou-se instrutor de um de nossos principais centros de excelência, o Centro de Instrução de Guerra na Selva.

As qualidades profissionais só seriam superadas pela nobreza do Gilmar como ser humano. Um sujeito amigo, afetuoso, sempre sorridente, um irmão para muitos (dentro e fora da Força Terrestre).

Nesse domingo, enquanto passeava de moto, com amigos e a esposa, Gilmar sofreu um acidente – ainda sei pouco sobre como aconteceu. E nos deixou. Foi embora muito cedo, em minha opinião e na de muitos que o conheciam. Foi embora na hora que deveria ir, segundo os desígnios do Criador.

O fato é que Gilmar deixa um vazio entre aqueles que tiveram a oportunidade de conviver com ele. Nem todas as boas memórias daquele amigo conseguirão preencher esse vazio.

Neste momento de luto, peço ao Grande Arquiteto do Universo que conforte Jacelma, sua esposa, e os amigos que sofrem com essa perda, em especial o querido General Eduardo Villas Bôas, com quem Gilmar serviu nestes últimos sete anos.

Meu amigo, que você possa combater o bom combate em outros planos. E tenha a certeza de que aqui sua missão foi cumprida, e com louvor. Nessa floresta da vida, você foi um grande guerreiro e ombreou com outros grandes. Selva!

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Maçonaria e Independência

Convido a todos para uma palestra que farei amanhã, intitulada “A Maçonaria e a Independência do Brasil – Construindo uma Nação“. Será às 20h00 desta segunda, 02/09/2019, no Templo Igualdade do Grande Oriente do Brasil (GOB), na 913 Sul (SGAS, Quadra 913, Conjunto H,  Brasília-DF). O evento, que ocorrerá por ocasião da Semana da Pátria, é aberto aos amigos e familiares dos maçons, pois se trata de Sessão Magna Pública. Segue o convite.

Vamos conversar um pouco sobre a influência da Maçonaria no processo de independência do Brasil e na construção de nossa nação. Afinal, os maçons, entre os quais José Bonifácio e o próprio Pedro I, foram decisivos no movimento que culminou no 7 de setembro de 1822.

Aguardo vocês lá! Agradeço a divulgação.

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Terça, dia do livro!

Muito bem, meus queridos 16 leitores! Como havia prometido, as terças-feiras serão consagradas a uma de minhas grandes paixões – e que, tenho certeza, é também a de 11 em cada 10 seguidores de Frumentarius: os livros!

Assim, a ideia é a cada terça publicar algo sobre livros, por exemplo, comentários referentes a alguma obra que esteja lendo, bem como alguma matéria de interesse de apreciadores dessa maravilhosa peça provocadora da imaginação e geradora de emoções! Nesse sentido, impressionante o quanto repercutiu nosso desabafo, “Livro, um péssimo negócio!“, que alcançou mais de 4 mil visualizações em três dias! (Para alguém que não tem maiores pretensões que as de poder compartilhar com os amigos suas reflexões sobre um pouco de tudo, o alcance realmente superou quaisquer expectativas.)

Pois muito bem! Fique sabendo que toda terça teremos pelo menos um post sobre livros. Espero que goste!

Como “prólogo” dessa nova categoria de publicações de Frumentarius, quero compartilhar com vocês um vídeo sobre meu cantinho, meu lugar sagrado, onde reúno meus livros e posso relaxar e me dedicar à leitura e à reflexão. Conheçam a minha biblioteca! Abraço!

PS: Consultas no local, mediante agendamento prévio e acompanhadas do bibliotecário!

Leningrado, Dia 1 (Operação Outubro Vermelho) – Bônus

Estou aprendendo a editar vídeos. Assim, resolvi fazer este ensaio com um piloto sobre o primeiro dia na capital da Rússia Imperial, São Petersburgo. Fica como bônus pelo atraso na publicação desta quinta, hehehe. Ainda há falhas na edição, mas, repito, estou aprendendo – e, como digo a meus filhos, é errando que se aprende! Espero que gostem!

Ah! E me siga aqui (basta clicar na barra ao lado) e me acompanhe e curta meu canal no Youtube! Não conhece meu canal no Youtube? Clique aqui então!

Operação Outubro Vermelho – A decisão de avançar!

Sempre quis conhecer a Rússia (grande novidade para quem é um apaixonado pelas relações internacionais!). Afinal, o maior país do mundo, história, cultura, caleidoscópio de povos fascinantes… Uma potência nuclear e uma nação que viveu incomensuráveis transformações em cem anos… Além disso, oportunidade para treinar meu russo (comecei a estudar o idioma nos anos 1990, na Embaixada da Federação da Rússia em Brasília, apesar de ter esquecido tudo), e, para completar, terra de Putin (gosto de Putin; Putin é KGB). Assim, se havia um país que estava na minha lista de destinos, esse seria a Rússia.

20171102_152829Minha ideia de visitar a Rússia ganhara força em 2015, por ocasião dos 70 anos do final da Segunda Guerra Mundial (ou, como dizem os russos, da “Grande Guerra Patriótica”). Havia preparado todo um planejamento para estar em Moscou em 9 de maio, data da assinatura da rendição incondicional alemã, em Berlim, 1945 (haviam assinado a rendição em 7 de maio, em Reims, França, mas sem a presença soviética, e então Stálin fez uma singela interferência para que outro documento fosse firmado para ter efeito a partir das 23:00 de 08/05, na Capital do Reich, e já 09/05 em Moscou). Meu objetivo, portanto, era vivenciar o clima de Moscou durante os festejos do Dia da Vitória. Iria também a São Petersburgo (Leningrado), a Kursk (onde se deu a maior batalha de tanques da história), e a Volgagrado (a antiga Stalingrado)…

Por razões alheias à minha vontade, essa primeira incursão em solo soviét…, digo, russo, foi abortada – meu 8 de maio de 2015 foi em Brasília, participando de uma cerimônia de última hora no Palácio do Planalto, e na qual a impressão que se tinha é que a então presidente da república estava tremendamente desconfortável com o evento… Mas a vontade de viajar para o país dos Romanov só aumentava, e eu já tinha feito contato com o Sérgio Delduque, da Tchayka (já falei dele por aqui), e tinha a expectativa de organizar uma viagem à terra de Tolstoi num futuro próximo…

Passou um ano, acabou o (des)governo Dilma (amém!), um segundo ano, e, em 2017, recebi um e-mail de Sérgio informando que eles estavam a organizar uma excursão especial à Rússia, por ocasião do centenário da (famigerada) revolução de outubro de 1917 (o “famigerada” é por minha conta, pois Sérgio, profissional elegante e isento que é, nunca usaria esse termo – mas, como a história é minha, eu conto como quiser, né?). O momento seria interessantíssimo, pois o país vivia um clima de revisão do passado soviético, preparava-se para as eleições presidenciais do ano seguinte (que fariam com que Putin se tornasse o governante com mais tempo no poder desde os czares) e, de quebra, vivia a fase preparatória para a Copa do Mundo de Futebol de 2018! Essa eu não perderia!

20171106_193039Foi questão de alguns dias para acertar tudo com a Tchayka… A única reticência é que eu iria em um grupo (o que para mim é estranho, pois costumo viajar sozinho), com pessoas completamente desconhecidas. Que tipo de gente se interessaria em ir à Rússia por ocasião do centenário da (nefasta) Revolução Bolchevique? Será que eu, conservador na política, liberal na economia, monarquista convicto, acabaria muito destoante do grupo? Resolvi então consultar alguns amigos para ver se alguém se interessava – aqui de Brasília, o silêncio foi absoluto.

Se o pessoal de Brasília não pôde me acompanhar, quão grata não foi a surpresa quando um casal amigo de Santos resolveu me acompanhar nessa empreitada! Gustavo e Adriana são dois queridos amigos que fiz quando viajamos juntos para a Normandia, em junho de 2014 (certamente serão dedicados vários posts aqui à viagem à Normandia, mas o que ficou de mais marcante daquele passeio foram os amigos que fiz, um grupo fantástico e singular, com quem convivo até hoje!). E, conforme veremos nas publicações seguintes, esses dois companheiros de viagem foram responsáveis por vários momentos inesquecíveis naquele fascinante país – certamente não teria sido a mesma coisa sem eles!

Muito bem! Passagem comprada, pacote ajustado com alguns dias a mais em São Petersburgo (antes do grupo chegar) e em Moscou (depois que acabasse a programação proposta pela Tchayka), inclusive com a companhia de Adriana e Gustavo, agora era começar os meus preparativos… Sim, porque, para ir para a Rússia, ainda mais pela primeira vez, eu teria que me preparar! Nó próximo post, tratarei desses preparativos…

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Pelo mundo… Um pouco de tudo…

Meus queridos 16 leitores, neste domingo, 04/08/2019, começo um projeto novo aqui em Frumentarius: atendendo a pedidos, passarei a contar sobre as minhas viagens pelo mundo… A ideia é, a cada semana, narrar um pouquinho sobre as aventuras deste viajante em destinos pouco conhecidos, ou muito conhecidos, mas com programas que fujam dos roteiros turísticos comuns. Não esperem lugares turísticos tradiconais (a não ser que haja uma boa anedota relacionada), tampouco roteiros de compras (salvo de livrarias ou lojas de militaria), e muito menos de gastronomia (com exceções, como um bom local onde você possa experimentar carne de urso ou um guisado georgiano).

IMG_20190707_175436_117Nossas narrativas envolverão História, gente e guerra. Sempre gostei de visitar campos de batalha, museus ou sítios onde grandes decisões foram tomadas, e, claro, cemitérios militares (para render tributo aos que tombaram no cumprimento de nobres missões)… E é sobre isso que serão as publicações em sua maioria.

Assim, começaremos pela Rússia, onde estive em outubro/novembro de 17 (2017), passaremos pela Alemanha, pelos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial, pelas praias da Normandia. A cada semana, a princípio nas quintas-ferias (por que quintas-feiras? Porque escolhi as quintas aleatoriamente, uai!), publicarei um post comentando um episódio de alguma viagem, com imagens, algumas vezes, vídeos (espero aperfeiçoar minha capacidade de edição das imagens).

Cada viagem terá um nome específico, e os posts serão agrupados na categoria “Viagens” e na subcategoria referente ao destino. Portanto, a da Rússia’17 será chamada “Operação Outubro Vermelho”, e todos os posts relacionados estarão nessa categoria. Naturalmente, não esgotaremos um tema para entrar em outro e, com o passar das semanas, você pode ser surpreendido com uma história sobre a “Operação Outubro Vermelho” e, na outra, com comentários referentes à “Guerra do Fim do Mundo” ou à “Operação Overlord” (no momento certo, informarei sobre a que viagens se referem esses nomes).

Aí você me pergunta, “e o que é que eu tenho com isso?”. Bom, pode ser que você, entre os 16 leitores, seja um dos dois ou três que apreciarão os “causos” que contarei por aqui! Espero que goste e que as dicas que darei possam ser úteis a suas próprias viagens, sem maiores pretensões…

Amanhã começaremos, então, a Operação Outubro Vermelho! Até lá!

Livro, um péssimo negócio!

Ao chegar hoje ao shopping para minha habitual programação das tardes de sábado, deparei-me com um cenário triste e uma situação inesperada: uma parede de madeira dividia a Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, restringindo seu espaço a apenas um terço do original… No tapume bege, a mensagem de que estavam em obras e que ali seriam as futuras instalações de uma papelaria conhecida aqui de Brasília.

20190727_152105Sensação das piores para todos os apaixonados por livros e que tinham na Cultura um oásis para matar a sede de conhecimento nos finais de semana, encontrar os amigos entre as prateleiras e tomar um chocolate no Café ali dentro! Sentimento de perda, não só de espaço, mas uma parcela de momentos inesquecíveis… Frustração ao ver os livros, em menor quantidade, distribuídos quase que aleatoriamente em estantes que sobravam, e para as quais os (poucos) vendedores acorriam com um ar de desencanto, meio que tentando reposicionar títulos que não sabiam se realmente deveriam estar ali. “Desencanto” talvez seja a melhor definição daquele cenário.

Olho para o lado e vejo minha filha com lágrima nos olhos… Ela cresceu indo àquela livraria, brincava na seção infantil, entretia-se com as apresentações culturais, passava horas envolvida com as histórias de quem sabia fazer sonhar… Ali certamente seu gosto pela leitura era ninado em um ambiente saudável e acolhedor. Ali ela participou de lançamentos de obras infantis, infanto-juvenis e até de autoria de seu pai, com lembranças, repito, que jamais serão apagadas. E agora, aquela menina vislumbrava o começo do fim, e seu espaço sendo diminuído, perguntando-se se seria a modernidade que estaria a nos afastar daquele companheiro de toda a vida, e que se popularizou a partir do momento em que Gutemberg nos trouxe a imprensa…

Talvez quem viva com livros entenda esse sentimento de frustração. No Brasil, as grandes livrarias entraram em crise nos últimos anos, com a FNAC fechando e sendo comprada pela Cultura, esta, por sua vez, em recuperação judicial, e em grave risco de bancarrota, assim como acontece com a Saraiva, com diversas unidades tendo que cerrar suas portas, e grupos de livreiros tradicionais deixando dívidas de milhões para as editoras e demais credores. Isso tudo levaria muita gente a afirmar que, “definitivamente, o livro é um péssimo negócio, sobretudo no Brasil”.

Não sou conhecedor do mercado editorial, muito menos do negócio dos livreiros. Na condição de autor, o elo mais fraco nisso tudo depois do próprio leitor, percebi, porém, situações que contribuíram para nos colocar na pior crise que o setor que edita e comercializa livros tem enfrentado em toda sua história. De forma alguma farei qualquer análise técnica do problema, mas apresentarei algumas reflexões fruto da observação de quem escreve, adquire constantemente, e é apaixonado por livros.

Um primeiro ponto a ser considerado no “negócio” dos livros é como são distribuídos os valores pagos quando você compra uma obra. Do preço de capa, entre 5% e 10% vão para o autor (normalmente, não se passa disso), que terá sorte se as editoras realmente pagarem esses direitos autorais (do meu primeiro livro, Tribunal de Nuremberg, recebi um imenso calote da Editora Renovar, que nunca me pagou os direitos referentes à segunda edição, em um total descaso com quem gerou a obra – essa falta de profissionalismo para com os autores talvez tenha contribuído para a falência daquela editora). Assim, o autor dificilmente receberá mais de 10% do preço de capa (definitivamente, são raríssimos os autores que vivem de suas publicações no País).

Se entre 5% e 10% é destinado ao autor, a editora fica com cerca de 40 a 50% do preço de capa, parcela para cobrir os custos de produção, distribuição e impostos e, claro, o lucro do editor – é disso que ele e a empresa vivem. Assim, quem se dedica ao negócio de publicar livros e, normalmente, arca com os riscos do negócio (há editoras que dividem com o autor esses riscos da publicação), terá entre 40 e 50% do preço de capa. E os outros 40 a 50%? Bom, esses vão para os livreiros.

Sim, entre 40 e 50% do preço de capa de um livro fica para a livraria – com isso ela paga suas despesas e tem seu lucro. E é com essa margem que ela pode lidar para, por exemplo, fazer promoções e dar descontos. Aqui cabe um detalhe importante: geralmente, os livros são vendidos pelas livrarias por consignação, ou seja, as livrarias recebem as obras e só “pagam” às editoras depois que venderem. Quando, em ocasiões mais raras, os livreiros pagam antecipadamente parte dos títulos que adquirem, fazem-no com cláusulas contratuais que lhes permitam devolver os livros não vendidos depois de um certo tempo, e receber o dinheiro de volta – em espécie, ou em forma de crédito junto à editora. E assim, em linhas gerais, funciona a distribuição dos valores arrecadados com a comercialização de livros, abocanhando as livrarias uma parcela significativa deles!

20181123114426_1200_675_-_livraria_saraivaAinda que os editores reclamem e digam que os vendedores de livros ficam com a maior parte do lucro, sempre foi assim… E, nessa relação muitas vezes complicada com as editoras, pequenas livrarias viraram grandes redes, fizeram investimentos, engoliram livreiros menores, fizeram contratos leoninos com as editoras (que, muitas vezes, reproduziam esse comportamento com os autores), começaram a “diversificar o negócio”, perderam a mão, não abriam mão dos lucros significativos, e começaram a levar tombos, deixar de vender, deixar de pagar os fornecedores, ver suas dívidas crescerem, fechar as portas e tomar consciência de que a crise era uma evidência de que o livro era “um péssimo negócio”!

Nos últimos anos, as perdas foram significativas para muitos que tinham livros como negócio. Entre 2012 e 2019, o número de livrarias no Brasil (que sempre foi reduzido) teria despencado de cerca de 3.500 para 2.500… Rui Campos, proprietário da Livraria da Travessa, teceu algumas interessantes considerações sobre a situação do mercado editorial do Brasil nos últimos anos, em entrevista publicada pela Deutsche Welle, em 31/01/2019:

“Ao mergulharmos na crise sem precedentes que o Brasil enfrentou nos últimos anos, as nossas principais redes revelaram as estratégias equivocadas em que se envolveram. Encontrando financiamento fácil característico dos anos Dilma, usaram e abusaram de busca desenfreada por aumento de faturamento visando ‘abertura de capital’, sem nenhuma preocupação com margens e resultados. (…) Conduziram uma abertura acelerada de megalojas, enxugamento de quadros com a demissão dos livreiros históricos e um forte investimento em livros eletrônicos e em e-readers para leitura de e-books que não performaram nem perto do que se apregoava. Sendo as livrarias criadoras de demanda, nunca essa demanda será totalmente atendida por outras livrarias. Muito irá se perder com consequências ruins para nossas editoras e para o mercado livreiro”. ( – Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/deutschewelle/2019/01/31/as-livrarias-estao-desaparecendo-do-brasil.htm)

“Tudo bem”, você vai dizer, “sempre lemos pouco em relação ao restante do continente, vivemos o período de maior crise econômica de nossa história, e os livros tradicionais estariam perdendo espaço para novas opções tecnológicas como e-books e audiobooks” (usei o gerúndio e escrevo os nomes em inglês porque o pessoal acha mais chique e modernoso usar a língua e o estilo dos gringos, mesmo que os autores sejam Machado de Assis – que nunca leu um e-book – ou Eça de Queiroz – o qual, consta, detestava audiobooks). Só que a verdade não é bem essa…

Pesquisas assinalam que o número de leitores tem aumentado, bem como a venda de livros – sempre que se tem uma bienal esse fato é ressaltado, não? E enquanto e Saraiva e Cultura quase colapsaram, redes como a Martins Fontes, a Leitura (tenho minhas reservas com relação à Leitura) e a Livraria da Travessa cresceram e ocupam mais espaço. Reproduzo aqui um trecho de matéria de O Estado de São Paulo, de 27/12/2018, que trata dessa situação:

Um cenário desolador, que coloca em xeque o modelo de negócio e faz pensar em alternativas para o futuro, mas que tem boas notícias também. A Martins Fontes Paulista, focada em livro, registrou até a véspera do Natal crescimento de 56% no faturamento em relação ao mesmo período de 2017. Alexandre Martins Fontes, que sempre teve a Cultura do Conjunto Nacional como modelo, diz que “uma livraria física deve oferecer tudo aquilo que uma livraria virtual não oferece: atendimento personalizado, ambiente aconchegante, eventos culturais, café, etc.”. A Travessa, do Rio, chega a SP e a Lisboa em 2019. E a Leitura se espalha pelo interior do Brasil, aeroportos e rodoviárias. (Para a matéria completa, vide: https://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,a-crise-do-mercado-editorial-brasileiro-em-cinco-perguntas,70002658690)

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Voltamos, assim, ao ponto inicial de minhas elucubrações: como a Saraiva e, sobretudo, a Cultura, chegaram a essa situação? Usando as palavras do passageiro perdido, dirigidas o motorista do ônibus, “a que ponto chegamos” para eu entrar na Livraria que se tornou um dos pontos de referência na Capital do Brasil e ver aquele cenário apocalíptico (ao menos para quem ama livros)?

Sinceramente, essas duas grandes corporações editoriais entraram em colapso quando mudaram a sua percepção do comércio dos livros e contrataram “especialistas” para promover uma “reengenharia” em seu “negócio”. Sim, tanto Saraiva quanto Cultura se afastaram das origens, arranjaram “CEOs” e “businessmen” para substituir “donos”, “gerentes” e “diretores” e começaram a conduzir-se como se livros, redes de fast-food e bancos fossem o mesmo tipo de negócio, ou negócios a serem tocados do mesmo jeito: estratégias de vanguarda aplicadas no setor financeiro poderiam ser aplicadas para as livrarias? Por que não? E leitores nada mais seriam que clientes, com “meu negócio preocupado em racionalizar os gastos, aumentar a eficiência, reduzir a despesa e aumentar os lucros?” Claro! “Por que não vender computadores, TVs e DVDs aproveitando o espaço das livrarias?” E “para que eu preciso de vendedores que conheçam e gostem de livros se posso pagar menos para alguém que saiba operar um sistema e verificar no computador que o livro de Joanisval e Marcus Reis, Terrorismo: conhecimento e combate está na seção de Literatura, subseção Terror, ou está esgotado – já que no meu sistema diz que não consta na loja?” Esse mesmo vendedor, diga-se de passagem, vai procurar O Banquete, de Platão, na seção de Culinária – e pode até ser que encontre!

Saraiva e Cultura deixaram de ser livrarias, de contratar livreiros, e passaram a tocar o “negócio de livros”, mais um “negócio”… Esqueceram que o “consumidor” de um livro é, na verdade, um “leitor”. Parecem não saber que quem vai em busca de um livro na livraria está à procura de uma experiência…

Quem lê exerce uma atividade prazerosa desde o momento que chega à livraria (não à “megastore”) para passear pelas estantes, correr os olhos a brilhar sobre as prateleiras, pegar um, dois, três livros, sentar em uma poltrona para passar a outro estado de consciência enquanto viaja nas reflexões de outra pessoa, reflexões essas que se tornam suas a cada página “degustada”. Quem vai a uma livraria quer deixar de lado as preocupações quotidianas, quer fugir, ainda que por alguns minutos, para um universo em que possa, por si só, descobrir algo novo, viver outras realidades. Apenas quem ama livros sabe o prazer que um texto bem escrito proporciona e a importância de uma boa livraria para a saúde mental do ser humano.

Sim, faz toda a diferença chegar a uma livraria como era a Livraria Cultura do Shopping Iguatemi de Brasília! Dezenas de estantes, livros dos mais distintos gêneros, cheiro de livro novo, poltronas para se recostar e apreciar um bom título (que acabaria sendo adquirido), mas não sem antes tirar um cochilo de poucos segundos, porém de imenso potencial revitalizador. Um café no “Café” completa o passeio à livraria que, se há desconto, ainda que simbólico para aqueles que são “fiéis” (sim, porque senão o leitor pode viver tudo isso e buscar a obra mais em conta pela internet – desconto é algo psicológico!), certamente verá o leitor indo embora com a sacolinha e ao menos um livro nela – para voltar na outra semana em busca de mais!

O livro foi, indubitavelmente, uma das maiores criações da humanidade. Portanto, o livro e a humanidade são indissociáveis. Muito difícil vender livros sem gostar de livros. Daí a importância do “livreiro”. As grandes redes sacrificaram seus livreiros. E ao matarem os livreiros que ali estavam, selaram sua própria sorte. A única chance, portanto, é sair do “negócio dos livros” e voltar ao “ofício dos livreiros”.

Para concluir com uma centelha de esperança, se a frustração foi imensa hoje na Cultura, a alegria foi grande diante de um episódio que aconteceu comigo no início da semana: ao entrar na Saraiva do Brasília Shopping, aqui na minha cidade, percebi que a loja estava diferente, com um ambiente mais agradável. Alguma coisa parecia estar mudando ali. Acabei encontrando três livros e fui ao caixa para levá-los (sim, não os comprei pela internet, pois tenho desconto na Saraiva). Qual não foi minha surpresa quando me deparei, trabalhando naquela loja, com o Chiquinho, amigo de longa data, e um dos últimos livreiros aqui do Distrito Federal! Chiquinho dedicou toda sua vida aos livros, é um Livreiro com “L” maiúsculo, alguém que diz com muito orgulho que “saiu da roça para trabalhar na livraria e nunca mais pensou em outra profissão!”. Estava explicado o porquê daquele ambiente diferente, renovado. A livraria agora dispunha de alguém que ama livros, ama falar de livros, ama ser livreiro!

Espero, verdadeiramente, que a Saraiva continue a recuperar-se (e que traga mais Chiquinhos para seus quadros), e que a Cultura retome seu rumo e volte às origens. E as origens da Livraria Cultura dão, por si, uma boa história, uma boa história de dificuldades, desafios e superação, uma história de imigrantes judeus que amavam livros e que viram no comércio dos livros sua profissão.

Livro só será um péssimo negócio se for só “um negócio”. Cada livro é uma peça única, feita por alguém para outra pessoa. Cada livro é uma expressão de nossa cultura, a materialização de nosso pensamento e, sobretudo, em cada livro está uma parcela da humanidade. E, a esse respeito, o encontro com Chiquinho na Saraiva e a experiência nefasta na Cultura, ambas na mesma semana, fizeram-me lembrar as palavras de Charles Chaplin: “Homens, não sois máquina! Homens é o que sois!”.

Seguem os links para as matérias citadas, com informações sobre o mercado editorial brasileiro:

A crise do mercado editorial brasileiro em cinco perguntas

As livrarias estão desaparecendo do Brasil

Sim, chegamos lá!

Duas frases são marcantes para mim desde que me lembro de ter consciência do mundo: “A Águia pousou!” e “Um pequeno passo para um homem, mas um grande passo para a humanidade!”. Ambas foram ditas com alguns minutos de diferença e no mesmo contexto. Ambas foram bem pensadas para serem ditas. Ambas representam a maior empreitada conduzida pela raça humana em sua singela existência… Simbolizam também uma grande conquista, o trabalho direto de 400 mil pessoas, como disse Mike Collins (um dos três astronautas da Apollo 11), de engenheiros àqueles homens e mulheres que costuraram os trajes espaciais. Essas duas frases foram ditas por ocasião da chegada da Apollo 11 à Lua.

Aconteceu há exatos cinqüenta anos, em um dia 20 de julho de 1969… Entretanto, ainda hoje, eu, que nem era nascido então, emociono-me ao ouvir a narração de Collins sobre o evento e ao ver as imagens. Com a Águia, bilhões de seres humanos pousaram naquele corpo celeste que sempre foi objeto de curiosidade, de adoração, de iluminação, aquele astro que preenchia a imaginação do homem primitivo, era a referência a sacerdotes e fiéis de distintas religiões, inspiração para poetas e para os amantes. E isso, repito, desde sempre, unindo pessoas em distintos pontos da Terra e de diferentes tempos, mas que toda noite a viam, lá no céu, majestosa e imponente. A Águia pousou! Todos alunissamos com Neil e Buzz.

Sim, o pequeno passo de Neil Armstrong foi um grande passo para toda a humanidade. Pisamos em solo lunar! Alcançamos o objetivo tão almejado desde o início dos tempos, dos nossos tempos. E caminhamos com Neil e com Buzz Aldrin, e os vimos saltar naquela terra (?) de gravidade diferente e, como faria qualquer ser humano, brincar naquele novo mundo! E nunca mais seríamos os mesmos depois daquilo.

Não tratarei aqui das grandes conquistas e dos avanços tecnológicos oriundos do programa espacial que levou aqueles três astronautas da Apollo 11 à Lua. Tampouco farei refência aos inúmeros objetos que temos conosco e que são resultado daquela empreitada. Nada direi sobre o esforço hercúleo de milhares de pessoas para colocar aqueles desbravadores no espaço, nem que os computadores que usavam à epóca tinham capacidade menor que a dos nossos smartphones do dia-a-dia…

O que desejo registrar aqui é apenas minha reverência àqueles que fizeram acontecer, que lá chegaram, e que deixaram um legado maravilhoso de Ciência e humanismo para as gerações que os sucederam! Obrigado, Neil, Buzz, Mike! Obrigado, a todos os envolvidos no Programa Apollo! Obrigado aos que os antecederam! Obrigado por nos fazerem ver a Lua, e a Terra, sob outra perspectiva! Obrigado por fazer este garoto, homem feito, ter seus olhos lacrimejados quando vê as imagens, ouve as histórias e vive, cinquenta anos depois, aqueles momentos! E parabéns, neste 20 de julho, por terem chegado lá, e por nos terem levado com vocês!

Nota: para a narração de Mike Collins sobre aquele episódio, vide: https://youtu.be/uzbquKCqEQY.

 

 

Não se esqueça do meu blindado!

Estamos em abril, mas já quero aproveitar para ajudar os amigos que desejem me presentar no meu aniversário (8 de dezembro, anote aí!) ou no Natal (25 de dezembro, para quem não sabe!): já escolhi o que quero, e é simples de conseguir!

Quero um tanque de guerra russo, tudo bem? Existe na terra de Putin (gosto de Putin! Putin é KGB) uma “Associação de Veículos para Todos os Terrenos”, por meio da qual se pode adquirir veículos militares (como um tanque!). Para o site da Associação, clique aqui (está em russo, tudo bem?).

T-34 – coisa munita!

Assim, com quaisquer 200 mil dólares você pode adquirir um belíssimo T-34, o mais famoso blindado soviético da II Guerra Mundial (ou, se quiser usar o termo russo, da Grande Guerra Patriótica)!

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A descrição no site do T-34 é muito bacana, mais ou menos assim:

Modelo lendário T-34: características e vantagens de um tanque médio. O modelo T-34 pode ser chamado de lenda – é o tanque mais massivo da Segunda Guerra Mundial, que desempenhou um papel crucial em muitas batalhas. Ele começou a produção em massa em 1940, e até meados de 1944 foi o principal tanque do Exército Vermelho. Ao longo da história, a URSS produziu mais de 80 mil desses tanques, alguns dos quais chegaram aos nossos tempos. O tanque modelo T-34 é de interesse para colecionadores e amantes de veículos blindados históricos. Se desejar, você pode obter um carro lendário em boas condições: em movimento, customizado, mas tendo passado por um processo de desmilitarização.

Caso você, meu caro leitor e amigo, queira me presentear com alguns veículos mais modernos (se puder escolher, prefiro o T-34, que já foi muito testado inclusive contra Panzer), pode escolher um T-72 ou um T-80, ao precinho camarada – entendeu o trocadilho? – de 350 a 500 mil dólares! O que são alguns mil dólares para fazer o Joanisval feliz?

20171111_160001Faço um pequeno alerta: não compre munição! Os módulos de munição são removidos de todos esses blindados, de modo que o canhão de 125 mm não vai funcionar (o que, realmente, é uma pena!)… Tudo bem, cavalo dado…

Finalmente, e como sou boa pessoa, posso até arcar com o frete do bichinho! Só não me mande pelo correio porque ele pode desaparecer no caminho (como a grande maioria das encomendas que a gente ainda insiste em mandar!).

Então, quer fazer este ser humano feliz? Não se esqueça do meu blindado!

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Biden 2020

Resultado de imagem para joe bidenA imprensa noticiou há pouco que Joe Biden, que foi vice-presidente dos Estados Unidos no Governo Obama, será candidato em 2020 à Casa Branca! Biden é um sujeito equilibrado (já tinha ameaçado partir para as vias de fato com o um candidato republicano há alguns anos, salvo engano), e tem a experiência de ter sido vice de Obama (sem maiores comentários). Troquei uma vez rápidas palavras com ele, que usou meu telefone para fazer um selfie – e ele é bom de selfie!

Não sei se a candidatura de Biden decola, até porque, por mais que critiquem Trump por aqui, e apesar de um certo desgaste dele por lá, o fato é que a economia norte-americana vai bem (desemprego zero), e o atual presidente tem cumprido o que prometeu. Não vou me meter em política dos EUA, mas, como já assinalei aqui outras vezes, Donald Trump é, na minha humilde opinião, um bom presidente e melhor candidato que a grande maioria dos nomes democratas. 

De toda maneira, será interessante acompanhar as eleições estadunidense de 2020! As primárias começam daqui a pouco! Portanto, a conferir…

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Políticos e Espiões, 2ª edição

É com grande satisfação que informo a meus queridos (12) leitores que já se encontra disponível, nas melhores livrarias, a 2ª edição de nosso livro Políticos e Espiões: o controle da atividade de inteligência.

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Publicada nove anos após a 1ª edição, a obra foi completamente atualizada, inclusive fazendo referência a mudanças importantes no controle dos serviços secretos aqui no Brasil e pelo globo (e olha que realmente muita coisa mudou desde então!).

É sobre isso que trata Políticos e Espiões: como controlar os serviços de inteligência em regimes democráticos, garantindo-se não só que os nobres profissionais do silêncio consigam executar adequadamente sua relevante tarefa, e ao mesmo tempo impedindo que cometam abusos no exercício de suas funções. Afinal, conhecimento é poder, e a Inteligência lida com conhecimento qualificado.

Políticos e Espiões teve grande aceitação quando foi publicado, o que lhe garantiu uma segunda tiragem e, agora, uma nova edição. Junto com Atividade de Inteligência e Legislação Correlata (6ª edição, Niterói: Impetus, 2018) e Terrorismo: conhecimento e combate (Niterói: Impetus, 2017, escrito em parceria com Marcus Reis), Políticos e Espiões compõe nossa trilogia sobre Segurança e Inteligência (trilogia para o momento, pois virão outros). [Como estou ficando bom nesse negócio de blog – yes! -, clique no título dos livros neste parágrafo que você será direcionado para a descrição detalhada de cada um.]

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Onde encontro seus livros? Todo mundo me pergunta isso. A resposta: nas melhores livrarias do ramo!

Infelizmente, apesar da excelência na produção das obras e da retidão na prestação de contas, minha Editora tem um sério problema com distribuição (queria que meu Editor reconsiderasse esse aspecto). Assim, pode ser que você não encontre meus livros naquela livraria bacana ao lado da sua casa ou mesmo na que fica no shopping (e não acredite no vendedor se ele disser que está esgotado ou coisa parecida!). Nesse caso, recomendo que compre diretamente pela internet, no site da Editora Impetus. Para adquirir nossos livros, basta clicar aqui.

Se você aprecia o tema Inteligência, tenho certeza de que gostará de nossos livros (“nossos” porque livros são como filhos, impossível fazer sozinho)! Não perca tempo! Vá lá ao site da Impetus e ajude a garantir o almoço dos meus filhos! Obrigado!

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Novidades a partir de abril

Meus queridos (12) leitores,

Dando continuidade a nossa política de recuperação de fôlego de Frumentarius (agora vai!), trago algumas novidades que teremos a partir de abril. Vamos a elas!

1) Dias de publicação sobre “um pouco de tudo”: como já havia antecipado, teremos o final de semana para nossas publicações sobre temas diversos (da nova política espacial do Zimbábue até o tradicional corte de cabelo do grande líder Bob Filho – meus 12 leitores sabem a quem me refiro). Assim, todo sábado ou domingo publicaremos no velho estilo de nosso blog (tá, vou começar a adotar essa terminologia).

2) Quartas históricas: nas quartas-feiras, teremos ao menos uma publicação com caráter histórico, sempre com nossa ênfase nos conflitos pelos quais a humanidade tem passado. Exemplo foi o post de hoje sobre o babuíno da Grande Guerra (não leu ainda? Dê uma olhadinha clicando aqui).

3) Sextas turísticas (nome provisório): posto que uma de minhas paixões é rodar o mundo, pretendo nas sextas publicar sobre lugares inusitados por onde já passei ou para onde desejo ir. Em alguns casos teremos um pequeno vídeo no qual apresento o lugar ou relato o que lá ocorreu.

Além desses temas pré-estabelecidos e regulares semanais, buscaremos manter uma constância de publicações nos outros dias. Que D’us nos ajude nessa tarefa!

Espero que gostem da novidade para o início de abril. Outras virão.

Claro, suas críticas e observações são sempre bem-vindas (o que não significa que as publicarei por aqui…)!

Obrigado! 

Retornando… Será?

Meus queridos 12 leitores (se é que sobrou alguém depois de todo esse tempo parado),

Tento retomar minhas publicações aqui em Frumentarius. Vamos ver se consigo. Minha ideia é publicar algo ao menos uma vez por semana, aos sábados ou domingos, e preparar publicações para lançar toda quarta.

Quero retomar a discussão sobre alguns temas, sobretudo de política internacional. Sobre política interna, não me manifestarei. Aqueles que me acompanham em redes sociais sabem de meu apreço pelo Governo que aí se encontra e de minha esperança de um Brasil melhor em novos tempos! 

Críticas ao Presidente Bolsonaro e a seu Governo chegam de todos os lados. Deixem que falem! Eu prefiro concentrar minhas energias (e orações) para tentar, de alguma forma, contribuir para que se consiga alcançar um Brasil melhor.

Claro que trarei para Frumentarius alguns assuntos domésticos que acho que precisam ser tratados: revisão das regras sobre desarmamento, propostas para a Educação, considerações sobre cultura e, naturalmente, minhas observações sobre temas quotidianos, como a maneira nefasta com que companhias aéreas como a famigerada LATAM tratam seus passageiros e a campanha pelo fim da tomada jabuticaba de três pinos.

Conto com a colaboração e os sempre ótimos comentários, críticas e sugestões daqueles que ainda permaneçam meus leitores!

Bom, é isso! Vamos lá novamente!

E que D’us nos ajude!

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