Per benedictionem Rosae Crucis, non nobis, Domine, non nobis, sed nomini Tuo da gloriam!
Há acontecimentos significativamente marcantes ao longo da vida de uma pessoa: o nascimento dos filhos, o primeiro casamento (ou o último), a aquisição da casa própria, a conquista do almejado emprego, a viagem dos sonhos, o lançamento de um livro, a conclusão de um curso superior, a obtenção de um título acadêmico… Cito aqui apenas alguns que marcam positivamente e deixam boas e eternas lembranças na mente e no coração.
Entre os episódios marcantes destes primeiros 40 anos, há um que está, indubitavelmente, entre os mais significativos: foi quando, aos 17 anos, tive a felicidade de ingressar na Ordem Rosacruz, AMORC. Desde então, os ensinamentos rosacruzes foram essenciais em minha formação intelectual, profissional, espiritual e, sobretudo, como ser humano. A Ordem é tão importante para mim, e minha afiliação trouxe-me tantos benefícios, que nada do que fizesse hoje seria suficiente para retribuir todas as bênçãos recebidas.
Mas o que é, afinal, a Ordem Rosacruz? A Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis (AMORC), define-se como “uma organização místico-filosófica mundial, não-religiosa, sem fins lucrativos, cultural, educacional e apolítica, destinada ao autoaperfeiçoamento do ser humano, visando o despertar de seus poderes interiores, para uma vida mais plena e integral”. Está aberta a todo buscador sincero, todo aquele que deseje conhecer melhor sobre si mesmo e sobre o Universo. Em seu website (www.amorc.org.br), a AMORC destaca que “a Ordem conserva um conjunto de técnicas milenares, mas sempre atualizadas, comprovadas pelo tempo e capazes de promover este despertar.” Para os céticos, a única coisa que posso dizer, é que os ensinamentos da Ordem têm sido essenciais para mim.
A AMORC está presente em todos os continentes, e existe formalmente há séculos, seguindo uma tradição que remonta a milênios. Ademais, importante assinalar que a “AMORC integra em seu quadro pessoas de todas as raças, idades, posições sociais e de ambos os sexos, em clima de perfeita liberdade de pensamento”, tendo como meta “guiar o ser humano rumo à sua própria liberdade interior, na comunhão consciente com o Universo, por meio do autoconhecimento”. Grandes personalidades de nossa história foram rosacruzes.
Mas o que é a AMORC para mim? Bom, a Ordem é, primeiramente, uma grande escola, onde pude aprender (e continuo aprendendo), sobre as chamadas leis naturais, as relações entre o homem e a natureza, com os outros seres humanos, e com o Criador, em um processo de autoconhecimento fundamentado na tradição das grandes escolas iniciáticas do passado. Os rosacruzes se definem, antes de tudo, como estudantes. E, uma vez que a AMORC não doutrina, mas sim orienta, desde o início de nossos estudos nos é ensinado a sermos “um ponto de interrogação ambulante”, a questionar todo o conhecimento que nos é transmitido, inclusive os ensinamentos da própria Ordem, e a buscar a resposta, primeiro, em nós mesmos, ouvindo a voz de nosso Mestre Interior. E como essa Escola tem-me ensinado sobre a vida!
A Ordem Rosacruz não é uma Igreja, tampouco o rosacrucianismo uma religião. Nesse sentido, na AMORC encontramos pessoas dos diferentes credos e percepções da Divindade: católicos, protestantes, judeus, muçulmanos, espíritas… É fantástico conviver com homens e mulheres de distintas crenças, o que nos permite conhecer melhor sobre as grandes religiões e os aspectos positivos de cada uma. A única coisa que a Ordem nos pede é que acreditemos em um D’us, não importando como O chamemos ou O compreendamos. É por isso que, em nossas orações, os rosacruzes invocam “o D’us de seu coração, o D’us de sua compreensão”. Assim, apesar de não ser uma religião, minha amada Ordem é para mim um lar espiritual.
Outro aspecto marcante da Ordem Rosacruz é que, para mim, ela tornou-se uma segunda família. Ali conheci pessoas, homens e mulheres, de diferentes percepções sobre o mundo e sobre a vida, mas com inúmeros e significativos pontos em comum: a busca do conhecimento, o sentimento de fraternidade, o desejo de crescer espiritualmente e trabalhar pelo bem de toda a humanidade. De fato, é interessante como ali encontramos pessoas que parece que conhecemos há muito tempo, com quem nos identificamos automaticamente, como se já tivéssemos nos relacionado em outros tempos. Vejo nos rosacruzes meus irmãos e irmãs, e na Ordem encontrei grandes amigos, alguns fundamentais no meu desenvolvimento como ser humano e que estiveram presentes em momentos felizes, mas também em situações dolorosas, quando pude encontrar, entre os rosacruzes, o acolhimento que necessitava. São, portanto, minha família, minha grande família.
Nesta vida, meus vínculos com a Ordem Rosacruz, AMORC, são antigos, anteriores ao ingresso formal na organização. Explico: papai é rosacruz desde os anos sessenta. Nasci, portanto, em um lar rosacruz. Cresci sob a influência da Rosa e da Cruz, presente em minha vida já na mais tenra infância. E os laços com o rosacrucianismo são tão fortes e tão profundos, que não consigo me vislumbrar sem a Rosacruz. O rosacrucianismo é parte de mim, fui moldado rosacruz e pretendo continuar rosacruz até o fim dos meus dias (e depois dele).
Faltando 19 dias para meu aniversário, em um dia 19, queria declarar meu amor incondicional à Ordem Rosacruz, e a ela dedicar essas palavras, agradecendo ao Criador pela oportunidade de me levar a conhecer muito cedo o rosacrucianismo. E, repito, foram tantos os benefícios, tanto aprendizado, tantas as bênçãos alcançadas sob os auspícios da Rosa e da Cruz, que nada do que fizesse hoje seria suficiente para retribuí-los à AMORC. Assim, tento retribuir vivendo como rosacruz, pondo em prática os ensinamentos da Ordem e ajudando aos que necessitam.
Hoje, portanto, agradeço ao D’us do meu coração, ao D’us da minha compreensão, pela luz rosacruz em minha vida!
Além da gratidão, o outro motivo do texto de hoje foi para que meus amigos conheçam este aspecto tão influente em minha personalidade nestas primeiras 4 décadas. Saibam que têm como amigo um estudante que ora e trabalha sob os auspícios da Rosa+Cruz, pela glória de D’us e pelo bem da humanidade.



Neste 15 de novembro, data que considero o dia da infâmia, e faltando 23 dias para meu aniversário, gostaria de compartilhar com os amigos algumas de minhas razões de ser monarquista convicto.
Muito bem! Perguntam a razão de eu ser monarquista. Repito, não tenho qualquer interesse personalista na causa monárquica. Só vim a conhecer alguém da Casa Imperial do Brasil este ano de 2014, quando me concedeu a Providência grata oportunidade de encontrar Dom Bertrand de Orléans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, com quem tive uma excelente conversa! Não estou formalmente vinculado a qualquer organização monarquista (o que não significa que não o farei oportunamente). Sou monarquista, primeiro, porque creio que uma boa democracia se desenvolve em regimes parlamentaristas e que, no Parlamentarismo, entendo que o melhor modelo é o monárquico, não o republicano. Repúblicas parlamentaristas são imperfeitas e o Presidente nunca consegue representar a totalidade da nação como o Chefe de Estado deve fazer (vide o recente caso alemão, quando o Presidente teve que renunciar acusado de corrupção).


À exceção dos X-Men, nunca gostei muito do universo Marvel. Minha simpatia esteve sempre com a Detective Comics (DC). E me divertia com os épicos que, vez por outra, surgiam nesses quadrinhos. Abro parêntesis para o comentário que só os nerds e fanáticos entenderão: a melhor série que li foi, em meados dos anos 80, “Crise nas Infinitas Terras”, que reorganizava todo universo DC, no qual havia mundos paralelos com “gêmeos” dos heróis dos nossos. Fantástico! (Fecha parêntesis e cessam os comentários nerd).
Deixo também a recomendação aos pais: está aí uma excelente maneira de estimular a leitura dos filhos. Na casa de Dona Conceição e de Seu Jacob deu certo. Com Victoria e João também. Meus pequenos estão sempre lendo, estimulando o cérebro e aprendendo. E começaram com as revistinhas da Turma da Mônica. Fica a dica.


Você deve estar se perguntando qual a razão dessa data ter algum significado para mim. De fato, ela nem é conhecida, tampouco lembrada, por 99,99% dos brasileiros! Por que alguém que nasceu e cresceu no Brasil, país sem tradição republicana de envolvimento em conflitos armados, se interessaria por polemologia (do grego, polémikus, conflito – o estudo dos conflitos)? O que tenho eu a ver com isso? Sinceramente, não sei… a única coisa que sei é que a guerra sempre me fascinou e o interesse pelos conflitos armados esteve junto de mim desde muito cedo…
Interessante que, na tenra infância, já lembro de brincar com meus soldados de plástico. Ah! Como gostava dos meus soldadinhos de uma única cor! Alemães azuis, japoneses amarelos, americanos verdes. Tinha também os soldados do Velho Oeste, com alguns de branco (que logo associava aos confederados se quisesse brincar de Guerra de Secessão), os azuis (da 7ª Cavalaria), e os vermelhos (índios que, normalmente, estavam em maior número e levavam a melhor). E tardes inteiras se passavam em batalhas constantes!
Na minha infância, qualquer aviãozinho de papel virava uma aeronave de combate. E, com 7, 8 anos, já fazia esquadrilhas de cores e tamanhos distintos e, inconscientemente, reproduzia formações que depois viria a descobrir que existiram realmente durante as guerras mundiais: pequenos caças escoltando bombardeios. Não me pergunte de onde tirava essas ideias!
De armamentos entendo pouco. O que me fascinava mesmo era a estratégia, a maneira como os generais dispunham suas tropas, as grandes batalhas e, sobretudo, os efeitos da guerra sobre as pessoas… Sim, porque é na guerra que a condição humana chega aos extremos da perversidade e da benevolência, do egoísmo e da generosidade, do desprezo pelo outro e do sacrifício mais nobre, da traição e da mais canina fidelidade. Na guerra, as pessoas se revelam, e se transformam. E, qualquer um que tenha o infortúnio de viver a guerra, nunca mais será o mesmo! Minha fascinação pela guerra talvez repouse no fato de que ela parece ser uma condição essencial da natureza humana, e algo sempre presente desde que os primeiros homens caminharam sobre a terra!


Faltam 29 dias para meu aniversário!!! Na sequência das crônicas de meus quarenta anos, o texto de hoje é dedicado a meus avós.
Faltam 30 dias! E hoje gostaria de compartilhar com os amigos o que deve ter sido meu primeiro ensaio fotográfico, do qual selecionei quatro fotos que revelam o formalismo com que sempre gostei de me vestir! (Claro que quem me vestiu para o ensaio foi minha querida mãezinha, pois à época eu mesmo só me preocupava com a mamadeira seguinte ou com as contribuições filosóficas que deixava em minhas fraldas – e, de fato, nem com isso!)
Aprecio gravatas (pouco importando o preço ou a marca, pois o que vale é a estampa), pois acho que dão uma composição elegante à indumentária masculina. Afinal, a origem das gravatas está nos antigos regimentos para identificar a vinculação do militar e no pano que os soldados colocavam em volta do pescoço).
Direto da capital capixaba, neste 31° dia que antecede meu aniversário, aproveito para escrever algumas palavras sobre um vício que me persegue desde sempre: chocolate!

Sempre fui uma criança sorridente (dizem). Lembrem que sou o filho da senhora que teve o bebê sorrindo (vide capítulo anterior)!!!

Tá bom! Não sou “completamente avesso” a práticas desportivas. Gosto de caminhar (correr não) e de nadar (preciso voltar a fazer isso). Também já pratiquei tiro (ué, é esporte sim!) e, o esporte que realmente aprecio, esgrima (dedicarei a ela uma das crônicas de meus 40 anos)! Esgrima me fascina e já ensaio há algum tempo voltar à pista. Quem sabe depois dos 40!

Como rosacruz, já dediquei muito de minhas reflexões exatamente aos vínculos que o “destino” estabelece entre as pessoas. E, pensando sob uma perspectiva mística, ciente de que o acaso não existe, tento compreender qual a importância de cada ser humano que passa por minha vida (do seu Maurílio, que com tanto esmero cuida da limpeza lá no escritório, aos seres mui preciosos que optaram por encarnar em minha família).
