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Sobre Joanisval

Brasiliense. Doutor em Relações Internacionais e Mestre em História. Graduou-se em Relações Internacionais e em Direito. É advogado, professor universitário e consultor legislativo do Senado Federal. Monarquista convicto. Contato: joanisval@gmail.com.

O “Prosub” russo…

Pois é… enquanto aqui nosso Prosub foi um parto de ouriço e enfrenta dificuldades de todas as espécies, na Rússia o governo anunciou que pretende começar a produzir seis submarinos e um porta-aviões (ou navio aeródromo para o pessoal de marinha) por ano a partir de 2013! Isso mesmo, por ano! A idéia é chegar a 2020 com mais 10 submarinos a diesel, fora os nucleares!

É… potência é potência. Para se fazer ouvir no concerto das nações é necessário falar grosso. Em termos de Defesa, os castrati não têm vez…

RIA Novosti

Russia to Build 6 Submarines Annually – Deputy PM

20:53 02/02/2012

Russia will start producing six submarines and one aircraft carrier annually starting in 2013, Deputy Prime Minister Dmitry Rogozin said on Thursday. Continuar lendo

Drama do aquecimento global

Para descontrair um pouco neste dia de Iemanjá…

Mais sobre Israel e o programa nuclear iraniano

Hoje, conversando com alguns amigos sobre a possibilidade de um ataque israelense ao Irã, um deles lembrou bem que Israel não costuma anunciar antecipadamente suas ofensivas militares. Entretanto, não é de hoje que se tem intensificado o discurso das autoridades israelenses de que o Irã deve ser contido. Parece que a opinião pública doméstica e a comunidade internacional estariam sendo “preparadas” para uma eventual medida de força comandada por Tel Aviv.

Difícil, entretanto, afirmar com segurança se o ataque contra o Irã realmente acontecerá este ano. Há que se considerar, para Israel desencadear qualquer ofensiva militar contra o Irã, os custos políticos, econômicos e, principalmente, de vidas humanas. Também a eleição presidencial nos EUA não deve ser desprezada (será que os israelenses fariam algo sem o apoio e o consentimento de seu maior aliado?).

Teerã, por sua vez, continua com as provocações. E o regime dos aiatolás, relembre-se, é uma ameaça a vários países do Golfo (inclusive Estados árabes). E uma ação israelense contra o Irã até poderia agradar a alguns governos da região…

De toda maneira, pode até acontecer um ataque israelense contra o Irã… Só que ninguém disse aqui neste site que o referido ataque não poderia se dar de outras maneiras, como um ação ofensiva cibernética ou “medidas ativas” direcionadas (usando-se forças especiais ou o pessoal da inteligência). Alternativa também seria o financiamento da oposição a Armandinho e sua turma… A coisa só esquenta por ali…

IDF chief: Iran’s nuclear program must continue to be disrupted

Haaretz.com 02FEB2011 – By Gili Cohen

Israel Defense Forces Chief of Staff Lt. Gen. Benny Gantz said on Wednesday that the threats facing Israel have increased and intensified in recent years due to regional instability. He also said that Iran’s attempts to acquire nuclear weapons must continue to be disrupted. Continuar lendo

O mundo após o colapso dos EUA

Artigo publicado no The Peninsula, do Catar. Brzezinski dispensaria apresentações, mas, para os mais jovens e o pessoal que não é da área de Relações Internacionais, vale lembrar que é um renomado acadêmico, tendo sido C0nselheiro de Segurança Nacional de Jimmy Carter, entre 1977 e 1981, tendo influenciado a política externa democrata no período. Junto com Kissinger (que faz sua contraparte republicana), Brzezinski é um dos grandes pensadores realistas da segunda metade do século XX (quem estuda Relações Internacionais e não o conhece está com sérios problemas…). 

Recomendo a leitura, particularmente a meus alunos que se preparam  para a carreira diplomática. Atentem para o fato de que a perspectiva é de ausência de um novo hegemon quando os EUA deixarem de ocupar essa posição, em um sistema que pode se evidenciar cada vez mais hobbesiano.

Também merece destaque a percepção de que a China não se constitui em sucessor inevitável dos EUA como potência hegemônica. Ao contrário, se teria um conjunto de potências “secundárias” com suas áreas de influência regional (secundárias leia-se todas as grandes que não sejam os EUA ou a China) – aí há a referência ao Brasil.

De toda maneira, é bom lembrar que essa decadência dos EUA não será tão rápida nem talvez tão intensa como preveem alguns ou desejam outros (mesmo porque os EUA são pródigos em bons analistas internacionais e conseguem sempre surpreender em sua capacidade admirável de dar a volta por cima)…

O amigo diplomata que enviou a notícia destaca a referência à Rússia utilizando-se a palavra alemã “schadenfreude”, que significa um sentimento de alegria ou prazer pelo sofrimento ou infelicidade dos outros (só os alemães para conseguirem sintetizar certos sentimentos em palavras). Claro que isso não seria exclusividade dos russos. Por aqui mesmo haveria muita gente (os tais americanófobos) contente com o novo cenário. Eu ainda prefiro ficar sob a hegemonia estadunidense que sob a chinesa…

A faltering US could signal a dangerously unstable world 

The Peninsula – Friday, 27 January 2012 22:59
By Zbigniew Brzezinski

Not so long ago, a high-ranking Chinese official, who obviously had concluded that America’s decline and China’s rise were both inevitable, noted in a burst of candour to a senior US official: “But, please, let America not decline too quickly.” Although the inevitability of the Chinese leader’s expectation is still far from certain, he was right to be cautious when looking forward to America’s demise. Continuar lendo

Egito: a revolução que não houve…

Como tenho dito desde que começou o Levante no mundo árabe e a “revolução” no Egito, é ingênuo esperar alguma mudança real na situação daqueles países (ao menos no que concerne as tais “motivadoras” das manifestações que desencadearam a queda de homens como Mubarak). Os regimes continuam autoritários. De fato, podem ocorrer mudanças: a coisa pode piorar e desencaminhar os países em regimes fundamentalistas, o que não é bom para ninguém…

 Egypt still awaits its real revolution

Gulf Times -: Saturday,28 January, 2012, at 11:22 PMDohaTime
By Eric S Margolis/New York

Last Monday, Egyptians celebrated the first anniversary of the revolution that overthrew the 30-year Mubarak regime. By contrast, America’s reaction this historic event was tellingly muted.  Continuar lendo

A Índia e os Rafale

Meus queridos leitores,

Tentando  retomar o ritmo, seguem três matérias interessantes da REUTERS sobre a aquisição dos Rafale pelos indianos. Reproduzo o comentário do amigo diplomata que mandou a matéria: “em dezembro, o Japão decidiu adquirir 42 caças F-35 de fabricação norte-americana. A venda para a Índia dos 126  Rafales deverá ser a primeira exportação deste modelo da francesa Dassault. Como pode ser visto nas matérias da REUTERS,  o acordo de venda ainda não está finalizado.”

Pois é… se não conseguir vender para a Índia, a Dassault estará com sérios problemas… E nós aqui, como ficamos?

French Rafale jet beats Eurofighter in $10bn India deal – Dassault will now enter exclusive talks to finalise the deal

 French firm Dassault has emerged as the lowest bidder in a $10bn contract to supplyIndiawith fighter jets.

 Dassault Aviation will now enter final negotiations before any deal is signed for supplyingIndiawith 126 Rafale aircraft. Continuar lendo

Relatório do IPEA referente à percepção do brasileiro sobre Defesa – Parte 2

Este quem me enviou foi meu amigo Felipe Magalhães. É a segunda parte do já citado neste site Relatório do IPEA sobre a percepção do brasileiro da Defesa Nacional. Ainda não comentei a primeira parte, mas creio oportuno divulgar logo a segunda.

Atenção especial aos números referentes à “percepção acerca do trabalho das FAs” e sobre a “confiança nas FAs”. Gostei também da visão sobre a participação em Forças de Paz. Surpreendeu-me a contradição referente aos investimentos em Defesa e ao orçamento. Vale a pena conferir!

Para acessar, clique IPEA_Relatorio_Parte 2.

Um ano de Frumentarius: Parabéns!

Meus queridos leitores,

Esta semana Frumentarius completou um ano de existência (registro o aniversário em 25/01, data do primeiro post, apesar de só termos iniciado realmente em fevereiro). Nesses 12 meses, somamos mais de 50 mil acessos, o que considero muito bom para um site cuja única pretensão é “pensar um pouco de tudo” (e compartilhar essas reflexões na rede…).

Acompanhamos acontecimentos importantes pelo mundo, questões internacionais, de segurança e defesa, inteligência. Vimos rebeliões começando e ditadores caindo. Testemunhamos o cronômetro da guerra quase zerado algumas vezes, e as iniciativas de democracias e regimes autoritários de causar instabilidade pelo globo. Lamentamos a maneira como o Brasil lida com assuntos de Segurança Nacional e Defesa, e com a inteligência. Acompanhamos de perto os atentados de Oslo e de não tão perto o fim de Kadafi e do Chico César de Pyong Yang. Também não podíamos deixar de marcar posição em alguns temas como a proliferação da intolerância pelo planeta. Claro que os intolerantes não gostaram nada disso!

Naturalmente, tivemos postagens cujo único objetivo era arrancar um sorriso de nossos leitores. E completamos esses registros com nossa página de humor. Afinal, plagiando a boa e velha “Seleções” (o instrumento de dominação ideológica da CIA, segundo alguns): rir é melhor remédio!

Assim, fazendo um balanço desse primeiro ano, parece-nos que foi muito positivo, o que significa que vamos continuar com o site (quem não gostar, não leia – simples assim). Afinal, parece haver uma meia dúzia de pessoas que gostam de ler o que postamos aqui (minha mãe não ia conseguir acessar 50 mil vezes o site)… É para eles que seguimos escrevendo!

Como sempre digo, o êxito do site se deve aos fiéis leitores (que também mandam suas sugestões, críticas e contribuições). Nosso muito obrigado a todos os que têm lido e contribuído com Frumentarius! E, para a patrulha ideológica (sim, ela existe e quando em vez resolve nos atacar), desculpem, mas ainda vivemos em uma democracia… vou continuar escrevendo…

Esta última semana ficou sem postagens… Mas a partir de hoje voltamos a todo vapor! Obrigado novamente e… avante!

 

Chegamos a 50 mil acessos!

Meus caros leitores,

Faltando uma semana para comemorarmos o aniversário de nosso site, é com grande satisfação que registro que passamos dos 50 mil acessos! O número pode parecer ínfimo, mas para um site cuja pretensão é apenas partilhar notícias e nossas considerações e angústias sobre “um pouco de tudo”, asseguro que é muito gratificante! E só chegamos aos 50 mil acessos por causa daqueles que nos têm acompanhado e divulgado o site! Sinceramente, obrigado pelo apoio!

Para os que não gostam do site e discordam de nossos comentários… Ah, deixa para lá! Não vou perder tempo com isso!

E seguimos adiante! Abraço!

Bomba na Casa Branca

Os jornais estadunidenses estão anunciando que há pouco teria sido lançada uma bomba de fumaça na Casa Branca (e prédio teria sido evacuado, afirmam alguns). Entretanto, parece não representar qualquer ameaça. De toda maneira, o evento serve para testar a segurança das instalações e os procedimentos de resposta em caso de atentado.

Bom lembrar que cerca de mil pessoas estão protestando em frente à sede do Executivo estadunidense (é como se faz nas democracias). Daí  que o mais provável que tenha saído da multidão. Ou isso, ou há quem diga que foi um sinal de fumaça republicano… Lá vem o  Romney!

Apparent Smoke Bomb Tossed Over White House Fence

About 1,000 protesters rally outside White House

NBC Washington – Tuesday, Jan 17, 2012  |  Updated 10:22 PM EST
White House Smoke Bomb?AFP/Getty Images 

Someone threw what appeared to be a smoke bomb over the White House fence Tuesday night, according to the Secret Service. Continuar lendo

O espião que foi para o frio…

Pois é! Para quem achou que isso havia acabado com a Guerra Fria… E, claro, desde Gouzenko, a espionagem em solo canadense sempre tem seu charme todo especial (e efeitos que vão muito além das fronteiras do segundo maior país do mundo em extensão territorial)! A história é boa!

THE NY TIMES – January 17, 2012

 Canada Accuses Naval Officer of Sharing State Secrets

By 

OTTAWA — A Canadian naval officer who worked in some of the country’s key military intelligence centers has been charged with breach of trust and passing along government secrets to a “foreign entity.” The officer, Sub-Lt. Jeffrey Paul Delisle, 40, remained in jail on Tuesday after his lawyer asked a court in Halifax, Nova Scotia, to delay a bail hearing to give him more time to study the government’s case. Continuar lendo

Inteligência turca alerta sobre ataques a alvos estadunidenses na Turquia

Segundo o Haaretz, os iranianos estariam patrocinando células terroristas para promover ataques a alvos estadunidenses na Turquia, teria informado a inteligencia turca. Difícil é dizer o grau de confiabilidade dessa informação. Seria uma resposta de Teerã ao assassinato do cientista na semana passada?

Sei não, mas se a coisa continuar desse jeito (lembremos que ainda estamos em janeiro), pode ser que 2012 não acabe sem uma guerra no Oriente Médio. Isso não será bom nem para os EUA, nem para Israel e tampouco para o Irã… Não será bom para ninguém…

Haaretz – 17.01.12 – By Avi Issacharoff

Report: Iran planning attacks on U.S. targets in Turkey

According to Turkish Zaman daily, a cell of the Quds Unit of Iran’s Revolutionary Guard is planning to attack U.S. embassy in Ankara. Continuar lendo

Cada um se defende como pode…

Para rir um pouco… Obrigado ao amigo Paulo Arouck!

Cartazes Soviéticos: Не болтай!

Esta encontrei na página de Delmo Arguelhes no Facebook. Muito interessante e uma fantástica aula de História! Os nazistas podem até ter inventado a propaganda, mas os soviéticos também não ficavam para trás com seus cartazes e palavras de ordem! 

Gosto, particularmente, daqueles feitos durante a II Guerra Mundial (ou Grande Guerra Patriótica para os soviéticos)… Tenho curiosidade para saber como eram os cartazes da época que nazistas e soviéticos eram aliados (entre 1939 e 1941).

Outros que me chamaram a atenção são o do bebezinho (de 1936) com os dizeres: “os felizes nascem sob a estrela soviética!”. Isso no auge dos expurgos! E também há aquele com o retrato de Lênin e os dizeres “o homem mais humano” (de quem estão falando?)… Mas os melhores são os de Stálin: um dizendo que ele é a “luz do comunismo” e o outro com o camarada Stálin botando um papel numa urna e os dizeres “pela felicidade do povo” (três coisas incompatíveis: Stálin, urna e felicidade do povo)! Vale a pena ver todos!

Há um que não está na relação, mas que reproduzo aqui com os dizeres “Não Tagarele!” (Не болтай!), feito à época da II Guerra. 

* * *

A Rede Histórica selecionou 50 posters e pediu para que Irina Starostina traduzisse para o português. Confira o resultado!

A Pátria-Mãe chama!

Para o alto a bandeira do internacionalismo proletário! Continuar lendo

Egito: fundamentalistas à frente do Parlamento

Pois é! O Speaker do Parlamento egípcio (ou seja, o Presidente do Parlamento, chefe do Poder Legislativo) será um fundamentalista islâmico, pertencente à Irmandade Muçulmana… Qual o significado disso no mais importante dos países árabes? Será que o Egito caminhará para o mesmo destino do Irã ou para o da Turquia? E como isso afetará as relações de poder na região? E as relações com Israel? O que realmente mudou depois da queda de Mubarak? É bom ficar de olho ali também…

Islamist set to be Egypt’s new parliament speaker

Reuters, 16JAN2012 – By Tamim Elyan

CAIRO (Reuters) – Leading Egyptian political parties will back a senior figure in the Muslim Brotherhood’s Freedom and Justice Party (FJP) for the assembly’s speaker, with another Islamist group and a liberal party taking the deputy posts, an FJP official said on Monday. Continuar lendo

Gilberto Freyre, Monarquia e doenças tropicais…

Comprei um livro de Gilberto Freyre intitulado China tropical e outros escritos sobre a influência do Oriente na cultura luso-brasileira (São Paulo: Global, 2011), que, de fato, é compilação de ensaios, capítulos de livros e conferências do mestre pernambucano, feita por Vamireh Chacon e Edson Nery da Fonseca.

Dedicarei um post específico a comentar a obra, mas para o momento só gostaria de citar um trecho que achei estupendo sobre as relações políticas na monarquia e na república brasileiras! Em uma conferência de 1944, proferida na Universidade de Indiana, Freyre trata das doenças tropicais, entres elas, os males da política:

“Se no devido tempo tivesse sido feito um estudo desse tipo que explicasse por que o Brasil se tornou independente permanecendo monárquico, evitando uma radical forma republicana de governo, talvez a primeira tivesse sido preservada em nosso país, para vantagem não só do povo brasileiro, em particular, como da comunidade pan-americana em geral. Pois o governo monárquico seguramente imunizava o Brasil contra algumas das doenças políticas adquiridas pelos brasileiros quando, para modernizar ou pan-americanizar o seu país, adotaram a forma republicana de governo. Mesmo em nossos dias, a República brasileira está mais protegida de doenças políticas quando utiliza métodos de lidar com problemas brasileiros que constituem inteligente modernização daqueles métodos tradicionalmente monárquicos e, ao mesmo tempo, democráticos, em lugar de serem mera cópia daquilo que os anglo-americanos construíram nos Estados Unidos; ou do que os alemães fizeram ao criar a sua lírica e irreal República de Weimar – também copiada, em alguns pontos, pelos idealistas brasileiros na década de 1930.”

O texto continua tratando da necessidade de maior interação cultural entre o Sul e o Norte, mas sem que a América Latina se coloque sempre em posição de inferioridade frente à América anglo-saxônica, nem tampouco desenvolva um “anti-ianquismo” ou uma “ianquefobia”…

Se os acadêmicos de hoje (sobretudo os que se autodeclaram “intelectuais”) lessem mais e conhecessem o pensamento de clássicos como Gilberto Freyre, Oliveira Viana, João Camilo de Oliveira Torres (estou falando em ler mesmo, não dizer que leu e que conhece) e fizessem com que seus alunos os conhecessem (sem preconceitos ou influências ideológicas), teríamos um inteligentsia brasileira em desenvolvimento e se compreenderia melhor a realidade e os problemas deste País. Também entendendo o passado , seria possível pensar o futuro com mais acuidade. Infelizmente, nos dias de hoje, a censura ideológica (e conseqüente patrulha sob orientações político-partidárias), ou a simples ignorância motivada pela preguiça, parecem prevalecer no (pseudo)pensamento brasileiro, o que tem como conseqüência a alienação das elites e o emburrecimento da nação. Pronto, falei!

Acusado de vazar dados para o Wikileaks vai a julgamento

Prisão perpétua é pouco… Sem maiores comentários…

Suspeito de vazar dados para o WikiLeaks será julgado em corte militar

BBC Brasil – 12 de janeiro, 2012 – 21:08 (Brasília) 23:08 GMT
APAcusado de ‘colaborar com o inimigo’, analista pode ser condenado à prisão perpétua

Um tribunal militar recomendou nesta quinta-feira que o analista do Exército Bradley Manning seja julgado em uma corte marcial. Ele é suspeito de vazar documentos secretos para o site WikiLeaks e, se for condenado, pode pegar prisão perpétua. Continuar lendo

A Índia, o Irã e o petróleo

Só por curiosidade, segue artigo sobre as relações entre Irã e Índia no setor do petróleo.

Iran-India Oil Relations

FRIDAY, JULY 22, 2011
Mahnaz Zahirinejad
PhD in International Studies, Jawaharlal Nehru University, India & Expert on Indian Affairs

Introduction

Iran is one of the biggest players in the world energy market with a wealth of over 11.1 percent of global oil reserves or 132 billion barrels of proven oil and 970.8 trillion cubic meters of gas resources.

Although Iran is an oil power, this product accounts for about 80 percent of the country’s total exports and 42.5 percent of the government’s revenues. Therefore, overreliance on oil revenues has turned the Iranian economy heavily dependent on petrodollars. Meanwhile, since Iran’s oil industries have not been renovated in the past years, petrochemical industries have not been properly developed and domestic energy consumption has been constantly on the rise, the country’s oil production has been falling and it has had to import oil products. Continuar lendo

Para onde vai o petróleo do Irã?

Esta é uma contribuição de minha amiga, Carmen Lícia Palazzo. Achei, realmente, muito interessante, pois é possível ter uma visão geral das exportações de petróleo iranianas.

Observação 1: apesar de 22% das exportações de petróleo do Irã serem para a China, isso representa algo em torno de 10% das importações chinesas do produto (ademais, a China busca alternativas, inclusive aqui na América do Sul e, naturalmente, na África). O mesmo acontece com Japão e Coréia do Sul, para onde os iranianos exportam 14% e 10% de seu petróleo, respectivamente.

Observação 2: a Índia é cliente importante, com 13% do petróleo exportado. Um dado que não está no gráfico é que as importações do Irã representam apenas 8% do petróle0 importado pelos indianos. O Irã é 0 13 parceiro comercial da Índia.

Observação 3: os europeus não dependem tanto do petróleo iraniano, mas não podem simplesmente desprezar essas reservas. E claro que vão querer algo em troca se suspenderem as importações do Irã.

Observação 4: last, but not least, a Rússia não importa petróleo do Irã (claro, pois é um dos grandes produtores). Isso quer dizer que as relações entre os dois países não estão baseadas nesse produto (apesar de um embargo ao petróleo iraniano interferir nos preços internacionais e, naturalmente, nas exportações de petróleo russas – o que, dependendo da situação, pode até ser interessante para Moscou). Que fique claro, portanto, que o apoio russo a Teerã se dá por outras razões mais que devem ser consideradas.

Lindsay: Where Iran exports oil

Editor’s Note: Dr. James M. Lindsay is a Senior Vice President at the Council on Foreign Relations and co-author of America Unbound: The Bush Revolution in Foreign Policy. Visit his blog here and follow him on TwitterContinuar lendo

Mais uma charge sobre o programa nuclear iraniano…

Outra que permanece atual…