O passado alemão de Vladimir

Vladimir Putin in KGB uniformIndubitavelmente, uma das melhores matérias que já reproduzi aqui em Frumentarius. Fundamental, para todos os interessados em Política Externa e Relações Internacionais, bem como em temas relacionados a Segurança e Inteligência, é conhecer a biografia de Vladimir Putin, com destaque para seus anos de KGB e, mais especificamente, para o tempo que passou  na Alemanha Oriental. Como se destaca na própria matéria, o Putin e a Rússia de hoje seriam bem diferentes sem aquele período do atual líder sovié…, digo, russo, entre os alemães.

Interessante observar, ainda, que Putin conhece  bem os alemães, sabe como eles pensam. Mas aí alguém perguntaria: “mas não seriam os alemães orientais que ele conhece bem?”. Respondo lembrando que, antes de tudo,  alemães orientais são alemães… e que Frau Merkel (por quem nutro enorme simpatia) é alemã oriental! De fato, convém assinalar que os dois maiores líderes europeus conhecem bem a realidade e a maneira de pensar de alemães e russos. Assim como Putin conhece os alemães, Frau Merkel conhece os russos, e fala sua língua (tenho minhas dúvidas se algum outro líder ocidental tenha esse conhecimento).

Conversando esses dias com meu grande amigo Túlio Leal (que me encaminhou a matéria e acha que não leio seus e-mails), tentávamos imaginar como seria um encontro entre Putin, Merkel e outros líderes, como Hollande. Merkel fala e alemão, Putin entende e responde em russo – Merkel compreende claramente o que ele quis dizer… Interessante, não?

Enfim, os líderes ocidentais muitas vezes parecem não saber com quem estão lidando quando tratam de Rússia. Exceto Frau Merkel. Frau Merkel conhece a Rússia. Frau Merkel entende Putin. Gosto de Putin. Putin é KGB.

Vladimir Putin’s formative German years

Vladimir Putin in Dresden in 2006

It is 5 December 1989 in Dresden, a few weeks after the Berlin Wall has fallen. East German communism is dying on its feet, people power seems irresistible.

Crowds storm the Dresden headquarters of the Stasi, the East German secret police, who suddenly seem helpless.

Then a small group of demonstrators decides to head across the road, to a large house that is the local headquarters of the Soviet secret service, the KGB.

“The guard on the gate immediately rushed back into the house,” recalls one of the group, Siegfried Dannath. But shortly afterwards “an officer emerged – quite small, agitated”.

“He said to our group, ‘Don’t try to force your way into this property. My comrades are armed, and they’re authorised to use their weapons in an emergency.'”

That persuaded the group to withdraw.

But the KGB officer knew how dangerous the situation remained. He described later how he rang the headquarters of a Red Army tank unit to ask for protection.

The answer he received was a devastating, life-changing shock.

“We cannot do anything without orders from Moscow,” the voice at the other end replied. “And Moscow is silent.”

That phrase, “Moscow is silent” has haunted this man ever since. Defiant yet helpless as the 1989 revolution swept over him, he has now himself become “Moscow” – the President of Russia, Vladimir Putin.

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Curso de Segurança Institucional com Contrainteligência, Gestão de Riscos e Segurança de Dignitários

Meus caros leitores, aos interessados em Inteligência e Segurança, recomendo o curso que será promovido pela INASIS em maio próximo. Seguem as informações a respeito.

Curso de Segurança Institucional com Contrainteligência, Gestão de Riscos e Segurança de Dignitários.

O curso será realizado pela Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS).

Será ministrado em Belo Horizonte/MG, de 11 a 16 de maio/2015, com a carga horária de 60 horas-aula, por corpo docente de altíssimo nível.

O curso é de especial interesse para membros e servidores do Ministério Público, magistrados e servidores do Poder Judiciário, policiais, agentes penitenciários e, enfim, para agentes públicos envolvidos em atividades de fiscalização, investigação, inteligência, segurança, controle, auditoria, corregedoria e segurança institucional.

As inscrições podem ser feitas por meio do formulário online.

A INASIS pode ser contratada tanto por inexigilibidade de licitação quanto por dispensa de licitação, nos termos legais, bem como por particular.

O edital completo do curso, com programa, professores, datas, horários, local, valores etc. se encontra em:www.inasis.org

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Às ruas, cidadãos!!!

bandeira tancredo15 de março de 2015 tem tudo para se tornar um daqueles dias que entram para a história! Neste domingo, milhares de brasileiros irão às ruas expressar seu descontentamento para com a situação caótica em que se deixou o Brasil chegar. Irão manifestar seu descontentamento para com um país assolado pela corrupção, pela roubalheira, pela injustiça, pela fraude e pela destruição de valores fundamentais para uma sociedade moderna, justa e civilizada. Sim, irão às ruas… e será por todo o País!

Certamente, os brasileiros irão às ruas pelos mais diferentes motivos e orientados pelos mais diversos interesses. Porém, milhares, talvez milhões, sairão de suas casas, mas não financiados por R$35,00 para protestar, dinheiro esse que só D’us sabe de onde vem. Sairão de suas casas imbuídos de um espírito sincero e desejoso de mudança, de um anseio por um um Brasil diferente, livre, honesto, um Brasil onde quadrilhas que tomaram o poder não tenham voz nem vez, um Brasil sem uma ideologia de ódio, mentira e conflito. Enfim, milhares, talvez milhões, sairão às ruas para reclamar seu País de volta. 

Há quem diga que estes movimentos que tomarão as ruas do Brasil em 15 de março são uma tentativa de golpe porque questionam o (des)governo que aí está. Interessante que, quando o Partido dos Trabalhadores e seus aliados saíram às ruas para pedir o impeachment de Fernando Collor e 1992, e de Fernando Henrique Cardoso alguns anos depois, não era golpe. São sempre os dois pesos e duas medidas que certas pessoas, grupos e partidos colocam para confundir o povo. Isso é retórica, e as esquerdas sabem muito bem como fazê-lo.

Não há que se falar em golpe. O que há é revolta e descontentamento com a situação vexatória e caótica em que o Brasil se encontra, com crise econômica, política e de valores. Nos últimos 13 anos (e treze é realmente um número cabalístico!), os brasileiros assistimos um partido tomar de assalto o poder, impor suas idéias, sua doutrina, aparelhar o Estado, abusar boa vontade dos contribuintes, mexer no bolso dos cidadãos, tripudiar a classe média, beneficiar os mais ricos, enganar os mais pobres. Vimos um grupo que, sob o discurso da honestidade e da solidariedade, montou uma quadrilha e assaltou os cofres públicos. Vimos pessoas que ascenderam social e economicamente às custas do suor e dos esforços de outros tantos. E vimos, sobretudo, um discurso de ódio, de segregação, de luta de classes e de divisão dos brasileiros entre ricos e pobres, brancos e negros, bons e maus, petistas e não- petistas, “nós e eles”. E esse discurso tem mudado a cara do Brasil e tem gerado rancor, revolta e mais ódio em um povo tremendamente solidário e amigável.

É contra tudo isso que os brasileiros protestarão neste domingo. Eu não poderei estar presente, em razão de um compromisso (de extrema relevância) marcado há muito e que envolve responsabilidades para com outras pessoas. Gostaria de participar. Mas terei muitos amigos que estarão lá, terei familiares, irmãos, manifestando pacificamente seu descontentamento. Desejo a eles um domingo de paz, alegria e vitória, vitória sobre a corrupção, a roubalheira e a tirania.

A meus amigos e irmãos que estarão nas ruas, peço cuidado e atenção. Afinal, as forças que aí estão dificilmente deixarão de reagir, na tentativa desesperada de se manter no poder e preservar seus privilégios. E não titubearão em recorrer aos métodos mais sujos e nefastos para plantar a discórdia e gerar tumulto. Estejam preparados para este bom combate, meus amigos e irmãos, para lutar o bom combate do bem contra o mal.

Importante: estejam juntos; protejam os mais frágeis; não cedam a provocações. E, no caso dos agressores tentarem algo, permitam que as forças policiais e de segurança, que estarão lá para proteger as pessoas de bem, façam seu trabalho! Lembrem-se, policiais estão conosco, são gente de bem como nós, e também não aguentam mais o estado em que se deixou o Brasil.

Vamos demonstrar nosso descontentamento! Tenhamos em mente que nossa ira deve ser direcionada não contra pessoas, mas contra condutas que levaram o Brasil ao caos. E sejamos propositivos! Direcionemos nossa energia para clamar por um país mais justo, sem corrupção e onde as pessoas de bem não fiquem à mercê de criminosos comuns, de colarinho branco ou de camisa (e bandeira) vermelha !

Oxalá os brasileiros possamos, amanhã à noite, ter mostrado ao mundo que não temos sangue de barata, que não somos acomodados, que não somos idiotas e que não permitiremos mais que nos roubem e saqueiem nosso amado Brasil. Que possamos mostrar ao mundo que, neste dia 15 de março de 2015, as pessoas de bem começaram as grandes mudanças, e desencadearam um movimento sem volta por transformações por um novo e mais justo Brasil, um movimento em que os brasileiros recuraram sua dignidade, sua honra e seu País!

Avante, cidadãos! 

Brazil Confederations Cup Protests

Exército de Brancaleone ou ameaça à democracia?

BLOG MST O EXERCITOTêm sido constantes as declarações de João Pedro Stédile, capo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), de que pretende colocar seu pessoal na rua e recorrer à violência para impedir as manifestações contra o (des)governo que se perde no lamaçal de corrupção e incompetência e na crise política e econômica. Fala-se no “Exército de Stédile” e nos riscos de uma guerra civil envolvendo o MST e outros grupos de esquerda e até na intervenção de nações vizinhas para socorrer o governo Rousseff contra a tentativa de golpe. Não acredito nessa força toda do MST. Não acredito nesse “Exército de Stédile”.

É certo que o MST não tem escrúpulos de recorrer à violência e a ações de guerrilha para defender seus interesses. Vivem isso, que é parte de sua doutrina anacrônica e de ódio, forjada no que existe de mais nefasto. Também é certo podem causar muita violência em ações pontuais e que não pensariam duas vezes em gritar, espernear e partir para a agressão física e para a depredação do patrimônio, para tentar inibir a onda crescente de protestos dos que estão indignados com o governo e querem um país mais democrático, justo e perfeito.

mst-facaoTambém é certo que, entre os líderes do MST, há a expectativa real de confrontação (preferencialmente com autoridades públicas), de onde podem surgir “mártires” para sua causa. Sim, porque, de acordo com a cartilha que seguem, muito interessante é que alguém seja “sacrificado” para que se crie o fato político e as forças de segurança do Estado sejam taxadas de violentas, opressoras e antipopulares. Disso tudo o “Exército de Stédile” é capaz.

Entretanto, ao contrário das SA (Sturmabteilung) da Alemanha nazista, há muita bravata no discurso do MST e em suas ações. Acredito que não sejam páreos para a Força Pública. A primeira bomba de efeito moral causará a dispersão da grande maioria. Nossas polícias devem estar atentas, porém, que sempre há aqueles dispostos a lutar, mesmo porque nada têm a perder. Esses são os perigosos.

E, se a Força Pública não conseguir conter o MST e seus aliados em sua onda de violência, ou, pior, no caso de uma inimaginável invasão do território brasileiro por tropas estrangeiras (não acredito nisso), haverá sempre as Forças Armadas. Sim, porque a defesa da Pátria e de nossa democracia também é atribuição das Forças Armadas. Espero, sinceramente, que não cheguemos a este ponto. Se chegarmos, porém, confio nos homens e mulheres de farda e que defendem a bandeira verde-amarela. Não acredito no Exército de Stédile para “defender a democracia”; confio no “Exército de Caxias”. Brasil acima de tudo!

Exército-brasileiro

Crime contra a Segurança Nacional

“Art. 8º – Entrar em entendimento ou negociação com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, para provocar guerra ou atos de hostilidade contra o Brasil.
Pena: reclusão, de 3 a 15 anos.
…………………………………………………………………
Art. 10 – Aliciar indivíduos de outro país para invasão do território nacional.
Pena: reclusão, de 3 a 10 anos.
Parágrafo único – Ocorrendo a invasão, a pena aumenta-se até o dobro.”
Lei nº 7.170, de 14 de zembro de 1983
(Lei de Segurança Nacional – LSN)

stedile75571No último  dia 5 de março, em uma homenagem a Hugo Chávez, em Caracas, João Pedro Stédile, líder do MST, fez um discurso de ódio e conclamou o povo da América Latina a ir às ruas em defesa do que ele chama de “bolivarianismo”.

Reproduzo o vídeo do discurso aqui. Ao contrário do que se divulgou em muitos sites, não o vi pregando abertamente a invasão do Brasil. Se aconteceu, foi em outro momento.

Porém, o que vi foi um alinhamento com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, esse sim que falou em medidas enérgicas caso o (des)governo de Dilma Rousseff esteja ameaçado. As declarações de Maduro, por si só, já dariam ensejo a, no mínimo, a convocação do embaixador brasileiro em Caracas para esclarecimentos em Brasília. A presidente, entretanto, preferiu chamar de volta nosso embaixador em Jacarta, por ocasião do episódio do traficante executado na Indonésia (o caso deveria deixar a todos os brasileiros envergonhados e o melhor a fazer seria um pedido de desculpas ao governo de Jacarta pelo criminoso patrício que foi parar naquelas terras).

No que concerne Stédile, no mínimo um indiciamento com base na LSN seria cabível. Ele entrou em entendimento com governo estrangeiro para provocar atos de hostilidade contra o Brasil – crime grave contra a Segurança Nacional. Além disso, esse senhor tem pregado o uso da violência para alcançar objetivos políticos e lidera criminosos travestidos de membros de movimentos sociais em ações violentas. Também ameaçou desencadear uma guerra civil, caso o (des)governo a que serve seja antagonizado. Tudo isso, repito, é crime contra a segurança nacional. Citei apenas dois artigos.

A atuação do MST já ultrapassou os limites de civilidade e legalidade. O bando mostra-se como grupo paramilitar, algo proibido pela Constituição. Impossível não associar esses segmentos violentos do MST às Sturmabteilung (SA) dos nazistas dos anos vinte, trinta e quarenta do século passado. E, exatamente como aconteceu com as SA, se não for contido, o MST pode se tornar uma grande ameaça à nossa democracia.

Segue o vídeo de ódio.

Aniversário do Falecimento do Pai do Grande Líder

Bob Filho2Ainda no que concerne à agência de notícias da Coréia do Norte, chamou-me atenção uma referência à publicação, pela organização solidária brasileira Centro de Estudos da Ideia Juche (Brasil), que dispõe do blog Solidariedade à Coréia Popular, de um artigo em que se lembrava os três anos da morte do Grande Líder (Chico Cezar, pai de Bob Filho) e “ilustrada com um retrato do Líder sorridente”. Eis o inteiro teor da notícia:

Anniversary of Kim Jong Il’s Demise Observed by Brazilian Organization
December 18. 2014 Juche 103

Pyongyang, December 18 (KCNA) — The Brazilian committee for remembering leader Kim Jong Il posted an article on its website on Dec. 2, illustrated with a portrait of the smiling leader.
The article said:
Three years have passed since Chairman of the National Defence Commission Kim Jong Il passed away.
These days were characterized by the noble sense of moral obligation of the Korean people to remain loyal to the leader in boundless reverence for him.
The Korean people are holding him in high esteem as the eternal chairman of the NDC of the DPRK and are glorifying his exploits forever.
The article introduced in detail the cause of perpetuating the memory of the leaders being carried out in the DPRK including the renaming the Kumsusan Memorial Palace where President Kim Il Sung and Kim Jong Il lie in state as the Kumsusan Palace of the Sun, erection of their statues on Mansu Hill and institution of February 16, the birthday of Kim Jong Il, as the Day of the Shining Star.
It is the transparent faith and steadfast will of the Korean people to carry out the plan and last instructions of Kim Jong Il to the last, the article noted, and went on:
Precious seeds for prosperity sown by him are yielding fruits in the DPRK.
Rapid progress made in the drive of breaking through the cutting edge of science and technology resulted in modernizing many industrial establishments in various fields of national economy and speeding up the improvement of people’s living standard.
Great heyday is being ushered in the construction and eye-opening successes have been made in building a highly civilized socialist state.
Marshal Kim Jong Un is standing at the helm of the Korean people in their vigorous drive to successfully carry out the plan and desire of Kim Jong Il, guided by his last instructions.
(http://www.kcna.co.jp/item/2014/201412/news18/20141218-07ee.html)

É, assim, uma peça magistral do discurso socialista. Não consigo ler o artigo da agência de notícias da República Popular sem imaginar aquele “sotaque calelgado dos blavos helóis nolte-coleanos” falando inglês…

Fui conferir no já conhecido site… e não que estava lá!?! Publicado em espanhol, tudo bem – afinal, espanhol tem mais jeito de língua revolucionária latino-americana. Reproduzi aqui, para deleite dos meus leitores. Detalhe: o Grande Líder está líndio! Divirtam-se

Terceiro aniversário do falecimento do Dirigente Kim Jong Il

Desde que Kim Jong Il, Presidente del Comité de Defensa Nacional de la República Popular Democrática de Corea, falleció (17 de diciembre de 2011), transcurrieron tres años, tiempo para los coreanos de infinita añoranza por él y de constante cumplimiento de su noble obligación moral con lo mismo.
Los coreanos le honraron como eterno Presidente del CDN e hicieron todos los esfuerzos para glorificar sus méritos.
Desearon que sus restos con imagen que tenía cuando estaba vivo, lo mismo que los de Kim Il Sung, Presidente de la RPD de Corea y fundador de la Corea socialista fueran conservados en el Palacio del Sol Kumsusan, lo cual se ha hecho realidad. Sobre la colina Mansu en la capital Pyongyang y en varios otros lugares del país fueron colocados respetuosamente sus estatuas y retratos de mosaico, reproducciones de su imagen con amplia sonrisa y en las oficinas de los organismos, las empresas, en las viviendas del país, se ponen con respeto y veneración sus retratos con la misma imagen. Las personas se llevan en su pecho su efigie.
En la IV Conferencia del Partido del Trabajo de Corea y la V Sesión de la XII Legislatura de la Asamblea Popular Suprema de la RPD de Corea, todas efectuadas en abril de 2012, honraron a Kim Jong Il como el eterno Secretario General del PTC y perpetuo Presidente del Comité de Defensa Nacional de la RPD de Corea.

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