Meus caros,
Foi muito proveitoso o bate-papo com a jornalista Natália Borges e o professor Creomar de Souza sobre democracia, participação e representatividade no Brasil.
Segue o vídeo da conversa:
Haverá outros!
Abraço!
Meus caros,
Foi muito proveitoso o bate-papo com a jornalista Natália Borges e o professor Creomar de Souza sobre democracia, participação e representatividade no Brasil.
Segue o vídeo da conversa:
Haverá outros!
Abraço!
A História se faz de pessoas, fatos e coincidências, ao contrário do que pregam alguns historiadores marxistas (que elaboram teorias rebuscadas sobre lutas de classe e movimentos de ideias, em que o indivíduo pouca importância tem diante do coletivo e das relações sociais). E a história de algumas pessoas individualmente acaba afetando a história de toda uma coletividade. Foi exatamente o que aconteceu há exatos cem anos.
O nome dele era Francisco Ferdinando Carlos Luís José Maria da Áustria-Este. Nascido em 1863, aos 25 anos (1889) foi alçado à condição de herdeiro do trono da Áustria, com o suicídio de seu primo Rodolfo de Habsburgo e a renúncia de seu pai, Carlos, irmão do então quase sexagenário Imperador Francisco José (que reinaria até a morte, em 1916). De temperamento sisudo e, para alguns, pouco expressivo, Francisco Ferdinando não mantinha relações das mais amistosas com seu tio, o que não o impediria de ser preparado para assumir o trono da mais tradicional das Casas Reais europeias (sobre a história da grandiosa Casa de Habsburgo, clique aqui – já escrevemos em Frumentarius a respeito).
E foi exercendo suas funções de herdeiro do trono da Áustria-Hungria que Francisco Ferdinando perderia a vida, com conseqüências que alcançariam todo o conjunto da humanidade por décadas. Em 28 de junho de 1914, o Arquiduque e sua esposa, Sofia, duquesa de Hohenberg, visitavam Sarajevo, na Bósnia. Era a época das manobras de verão do exército austro-húngaro que se realizavam naquela região periférica, porém estratégica, do Império. Francisco Ferdinando ali chegara em 25 de junho para supervisionar os exercícios militares, e no dia 27 seguira para Sarajevo, capital da província, para compromissos oficiais. O problema é que a data coincidia com a festa de São Vito, o festival nacional sérvio Vidovdan, aniversário da mítica batalha de Kossovo, em 1389, quando os sérvios haviam sido derrotados pelos turcos – e acreditavam que ali havia começado o longo período de sofrimento nas mãos de opressores estrangeiros. Muitos sérvios percebiam a decisão da visita do Arquiduque como um insulto calculado.
Naquela manhã, quando seguia pelas ruas de Sarajevo, o cortejo do Arquiduque sofreu um atentado, quando uma bomba foi lançada contra um dos carros da comitiva. O alvo, por óbvio, era Francisco Ferdinando, mas o terrorista incompetente (um jovem revolucionário bósnio) errou, e o veículo de Sua Alteza escapou iles, seguindo o compromisso no Legislativo local. O mentecapto que cometeu o atentado tentou suicídio, engolindo uma cápsula de cianureto e se jogou no rio, mas acabou vomitando o veneno, dominado pela polícia (o rio tinha apenas 12 centímetros de profundidade) e levado sob custódia. Os outros três conspiradores acovardaram-se e fugiram.
Após a solenidade na câmara municipal, o Arquiduque cancelou a agenda do dia e se dirigiu ao hospital para visitar os feridos no atento. Aí é que se operam as coincidências que alteram os rumos da História… O motorista de Francisco Ferdinando errou o caminho e separou dos carros da frente do cortejo, virando em uma rua (que por mais uma coincidência tinha o nome de seu tio, Francisco José). Ao fazer a manobra para retomar o trajeto, o motor parou. Naquele instante, os deuses do destino colocaram o veículo de Francisco Ferdinando indefeso diante de um dos terroristas que, frustrado, ia embora: o nacionalista bósnio, Gravilo Princip. Diante da oportunidade, Princip não titubeou e disparou dois tiros contra o carro do herdeiro do Trono da Áustria, acertando fatalmente o Arquiduque e sua esposa. Ambos morreram em alguns minutos. O acionamento do gatilho da pistola do jovem terrorista seria o estopim do maior conflito que o mundo já conhecera.
Fugindo, Princip foi abrigar-se na Sérvia, nação vizinha e rival do Império Austro-Húngaro. Aberto um inquérito para apurar as responsabilidades pelo atentado, as autoridades austríacas não conseguiram encontrar elemento que ligasse diretamente o governo sérvio ao crime, mas identificaram vínculo entre setores do exército sérvio e os conspiradores. De fato, os terroristas pertenciam à “Mão Negra”, uma organização secreta do movimento nacionalista iugoslavo, cujo líder era o chefe do serviço de inteligência sérvio.
Nas semanas que se seguiriam, Viena exigiria que Belgrado entregasse Princip. Diante da negativa da Sérvia (que tinha o apoio político e militar do Império Russo), a Áustria-Hungria (que, por sua vez, possuía na Alemanha Guilhermina seu principal aliado) acabou declarando guerra aos sérvios no início de agosto. Logo, como em um dominó, partindo em auxílio uns dos outros, e sob a égide de alianças militares secretas, os principais países europeus ver-se-iam envolvidos em conflito que, pondo fim a um século de paz na Europa, duraria quatro anos, alcançaria todo o planeta e ceifaria 15 milhões de vidas: a I Guerra Mundial.
Os rosacruzes costumam dizer que o acaso não existe. Naquele fatídico 28 de junho de 1914, um Princip mataria um Arquiduque, e a morte de um homem acabaria por provocar a aniquilação de milhões. Eis uma data e um acontecimento que devem ser sempre lembrados. Afinal, foi um atentado terrorista, em uma região periférica da Europa, contra uma autoridade pouco querida e mesmo sem muito prestígio, em uma época em que se achava que a paz entre os povos estava assegurada, mas que provocaria uma hecatombe que até hoje afeta nossas vidas, 100 anos depois.
Curiosamente, há registros de que o herdeiro do Trono Austro-Húngaro simpatizava com a causa eslava e suas aspirações de maior autonomia. De fato, havia-se mostrado predisposto a aceitar – ao contrário de seu tio, o Imperador – resoluções a favor de uma maior autonomia daqueles povos eslavos, desde que se mantivessem vinculados ao Império. Não viveu para promover essas mudanças… tampouco seu império sobreviveu à Grande Guerra…
Meus caros,
No próximo domingo, 29/06, às 17h, participaremos, juntamento com o Professor Creomar de Souza, de um bate-papo pela internet sobre “democracia, participação e representatividade no Brasil”. Mediando a conversa estará a jornalista Natália Borges. É a internet possibilitando mais uma forma de interação entre pessoas em pontos diferentes do globo o debate de idéias que nos fazem mais próximos!
O link para o evento será fornecido no próprio dia, um pouco antes das 17h, aqui em Frumentarius e em nossa fanpage do Facebook.
Será uma satisfação contar com nossos queridos leitores em mais uma iniciativa para tratar de temas importantes e do interesse de todos. Aguardo vocês e conto com sua divulgação!
Abraço!
E para o pessoal que estava sentindo falto das matérias sobre inteligência (no caso, uns dois leitores…), segue artigo interessante do principal semanário alemão sobre a estreita cooperação entre os serviços de inteligência externa (BND) e interna (BfV) alemães com a NSA.
Os serviços de inteligência devem cooperar, muito, inclusive com congêneres de outros países. As ameaças à democracia e aos legítimos interesses da sociedade e do Estado são cada vez mais transnacionais, o que requer estreita cooperação entre os órgãos de inteligência. Aspeto central aí, entretanto, é que estes serviços devem estar sob rígido controle para que extrapolem suas funções e cometam arbitrariedades contra a própria sociedade que têm a missão de proteger. Controle serve para isso. Sobre esse assunto trato no meu livro Político e Espiões, o Controle da Atividade de Inteligência.
Cooperation between Germany’s foreign intelligence service, the BND, and America’s NSA is deeper than previously believed. German agents appear to have crossed into constitutionally questionable territory.
Three months before Edward Snowden shocked the world with his revelations, members of NSA’s “Special Source Operations department” sat down for a weekly meeting at their headquarters in the US state of Maryland. The group, considered internally to be particularly efficient, has several tasks, one of which is overseeing the intelligence agency’s delicate relationship with large telecommunications firms. It is the department that Snowden referred to as the “crown jewels” of the NSA.
Tudo bem que por aqui a grande preocupação é quem vai para as oitavas e o jogo entre Brasil e Chile no sábado (torcendo pelo Brasil, sil, sil, sil!). Mas, seguindo a linha de Frumentarius, aproveito para lembrar que, no Iraque, a coisa está curda… A guerra entre sunitas e xiitas produz mais tensão e instabilidade na região ao mesmo tempo em que permite cenas inimagináveis como uma aproximação entre Irã e EUA para combater um inimigo comum…
Também complicada está a situação de 40 mil cristãos no Iraque, que são perseguidos e podem se tornar mais vítimas da guerra civil naquele país que, saibam todos, está muito mais terrível do que a imprensa por aqui tem noticiado. Ao menos os nossos internacionalistas deveriam dar atenção a isso…
Segue artigo da Spiegel sobre o assunto.
Some 40,000 Christians live in Qaraqosh, a town near Mosul, Iraq. Residents have been gathering daily in 12 local churches as ISIS jihadists advance towards the community. Their existence is a precarious one.
It was the evening of Tuesday, June 10 when Salam Kihkhwa walked into a mobile phone shop in the Qaraqosh city center to purchase more minutes for his phone. Kihkhwa surfs the Internet for several hours each day and was carrying an iPhone 5s in his hand as he navigated his way past brackish puddles on the edge of the road. He set a few wrinkled dinar notes down on the counter to pay for a pack of Winchesters. Just at that moment, he recalls, he heard the scream: “The jihadists are in the city!”
Salam no longer remembers where the scream came from or whether it was a man or a woman. But he knows he left his cigarettes and money on the counter, grabbed his phone and made a run for it. Hundreds of others joined him, and the crowd kept swelling as it dashed through the streets of Qaraqosh.
Ontem a seleção brasileira jogou em Brasília! E o resultado foi o melhor da Copa até o momento, em um jogaço contra Camarões. No Mané Garrincha, estádio que leva o nome de um dos maiores ídolos do futebol de todos os tempos, contou muito o 12º jogador: a torcida verde-amarela aqui da capital. Não tinha como não se emocionar com a calorosa acolhida que os brasilienses (de nascimento e de coração) deram aos jogadores e a todos que vieram a nossa amada cidade assistir a Brasil x Camarões. A seleção também sentiu isso, com muita garra fez o 4 X 1, e agradeceu à torcida, cujo grito de guerra logo no início foi: “o campeão voltou!” Sim, e voltou nos braços dos brasilienses! Brasília faz muito bem para a seleção!
Pois é! E os jornalistas do mundo inteiro, e os turistas de toda a parte, puderam conhecer um lado geralmente esquecido da bela capital brasileira: uma cidade bem organizada, de gente ordeira e amistosa, uma cidade que pulsa como coração do Brasil. Sim, porque Brasília não é a cidade dos burocratas ou dos políticos (eles até vivem aqui, mas não são a cara da nossa gente). Brasília tem muito mais que burocratas de terno e políticos… tem um povo feliz e trabalhador, que gosta de se encontrar no churrasco do domingo, nos bares da cidade, que se acostuma em viver em blocos no meio do verde e do azul, que se emociona com o pôr do Sol mais lindo do planeta… É um povo de diferentes origens e de diferentes sotaques, que se orgulha de morar no lugar com a melhor qualidade de vida do Brasil. Essa é a gente de Brasília!
No jogo de ontem, senti muito orgulho da seleção. Mas senti muito mais orgulho de ter nascido e de viver em Brasília! Senti orgulho de ser brasiliense (ou candango, como prefiro me identificar, sempre rendendo a justa homenagem àqueles que, como meus pais, vieram de diferentes partes do Brasil para ajudar JK a tornar o sonho em realidade). Minha cidade é linda! Minha cidade é acolhedora! Minha cidade é única! Minha cidade é Brasília!
Segue um artigo do NY Times em que se comenta o quão surpreendente é Brasília. Só discordo de algumas opiniões de entrevistados, que falam de nossa cidade como fria e isolada. E, ao contrário do que diz alguém na reportagem, sim, em Brasília você pode encontrar samba (vá ao Cruzeiro ou a Sobradinho), boa cerveja (não temos esquinas, mas temos muitos barzinhos por todo o DF!), e também futebol (seja com nossos clubes do Periquito ou do Brasiliense, seja com a maior concentração de flamenguistas em relação à população, e de botafoguenses, e de vascaínos, e de corintianos, e palmeirenses, e atleticanos, e cruzeirenses, e gremistas, e colorados, e de gente que torce por todos os grandes clubes do Brasil – afinal, todo mundo em Brasília tem ao menos dois times do coração!). Brasília mostrou ontem que tem futebol sim, e que tem alegria, beleza, e simpatia! Brasília tem isso e tem muito mais!
Quem quiser conhecer nossa capital, seja muito bem-vindo! Brasília está sempre de braços abertos!
BRASÍLIA — The Brazilian flag reads, “Ordem e Progresso” — “Order and Progress” — which is somewhat curious in this wonderfully jumbled and beautiful country. For an outsider who has visited the samba-infused nightclubs of Rio de Janeiro, the Amazonian jungle or São Paulo, with its ramshackle favelas and snarled traffic, order is not what springs to mind.
Until you arrive in Brasília.
In a country known for its flair for improvisation, Brasília stands in jarring contrast, a city so orderly, it is hard to believe it is really in Brazil.
Estamos de volta! Nas últimas semanas, tivemos muitas atividades no mundo físico que nos impediram de atuar aqui no mundo virtual. E como não gosto de simplesmente jogar notícias a meus leitores, preferi não inserir nada que não tivesse comentários.
O mês de junho começou com nossa viagem à Normandia para acompanhar as celebrações dos 70 anos do Dia D. Foi um acontecimento de extrema importância e decidi estar presente no local onde começou a retomada da Europa pelas forças da liberdade e da democracia. Foi uma grande experiência, sobretudo pela possibilidade de conversar com alguns veteranos, homens que, nos dias 6.6.1944 e seguintes, combateram na França nos últimos meses da II Guerra Mundial. Logo publicarei minhas impressões da Normandia e comentários sobre o mais longo dos dias.
Mas quero compartilhar outra novidade com meus queridos leitores: sou pré-candidato ao cargo de deputado federal pelo Partido Progressista aqui no DF. Isso que você leu! Resolvi que chegou a hora de sair da zona de conforto e me apresentar para trabalhar pelo DF e sua gente e unir forças àqueles que querem um Brasil melhor e uma boa Política.
Vocês me conhecem, acompanham minhas reflexões por aqui… Não represento qualquer segmento econômico e nossa campanha se dará com o apoio dos amigos e de gente como nós. Sou um cidadão comum, servidor público e professor, de classe média, preocupado com a situação do País e disposto a trabalhar para melhorar o Brasil. Nesse sentido, a via política é de extrema importância e temos que participar mais dela. Afinal, se pessoas de bem não se envolverem com política, os maus se envolverão.
Enfim, temos projetos para o DF e para o Brasil, e esperamos poder submetê-los aos eleitores do Distrito Federal. No próximo dia 28/06 teremos a convenção distrital e, confirmado nosso nome, apresentarei a meus leitores as idéias e propostas e a razão de nossa candidatura.
Bom, é isso! Estamos de volta com novas perspectivas! Conto com o apoio de todos neste projeto por um DF melhor e por um Brasil melhor.