A Capital da Copa (ou a cidade que consagrou a seleção)

Ontem a seleção brasileira jogou em Brasília! E o resultado foi o melhor da Copa até o momento, em um jogaço contra Camarões. No Mané Garrincha, estádio que leva o nome de um dos maiores ídolos do futebol de todos os tempos, contou muito o 12º jogador: a torcida verde-amarela aqui da capital.  Não tinha como não se emocionar com a calorosa acolhida que os brasilienses (de nascimento e de coração) deram aos jogadores e a todos que vieram a nossa amada cidade assistir a Brasil x Camarões. A seleção também sentiu isso, com muita garra fez o 4 X 1, e agradeceu à torcida, cujo grito de guerra logo no início foi: “o campeão voltou!” Sim, e voltou nos braços dos brasilienses! Brasília faz muito bem para a seleção!

Pois é! E os jornalistas do mundo inteiro, e os turistas de toda a parte, puderam conhecer um lado geralmente esquecido da bela capital brasileira: uma cidade bem organizada, de gente ordeira e amistosa, uma cidade que pulsa como coração do Brasil. Sim, porque Brasília não é a cidade dos burocratas ou dos políticos (eles até vivem aqui, mas não são a cara da nossa gente).  Brasília tem muito mais que burocratas de terno e políticos… tem um povo feliz e trabalhador, que gosta de se encontrar no churrasco do domingo, nos bares da cidade, que se acostuma em viver em blocos no meio do verde e do azul, que se emociona com o pôr do Sol mais lindo do planeta… É um povo de diferentes origens e de diferentes sotaques, que se orgulha de morar no lugar com a melhor qualidade de vida do Brasil. Essa é a gente de Brasília!

No jogo de ontem, senti muito orgulho da seleção. Mas senti muito mais orgulho de ter nascido e de viver em Brasília! Senti orgulho de ser brasiliense (ou candango, como prefiro me identificar, sempre rendendo a justa homenagem àqueles que, como meus pais, vieram de diferentes partes do Brasil para ajudar JK a tornar o sonho em realidade). Minha cidade é linda! Minha cidade é acolhedora! Minha cidade é única! Minha cidade é Brasília!

Segue um artigo do NY Times em que se comenta o quão surpreendente é Brasília. Só discordo de algumas opiniões de entrevistados, que falam de nossa cidade como fria e isolada. E, ao contrário do que diz alguém na reportagem, sim, em Brasília você pode encontrar samba (vá ao Cruzeiro ou a Sobradinho), boa cerveja (não temos esquinas, mas temos muitos barzinhos por todo o DF!), e também futebol (seja com nossos clubes do Periquito ou do Brasiliense, seja com a maior concentração de flamenguistas em relação à população, e de botafoguenses, e de vascaínos, e de corintianos, e palmeirenses, e atleticanos, e cruzeirenses, e gremistas, e colorados, e de gente que torce por todos os grandes clubes do Brasil – afinal, todo mundo em Brasília tem ao menos dois times do coração!). Brasília mostrou ontem que tem futebol sim, e que tem alegria, beleza, e simpatia! Brasília tem isso e tem muito mais!

Quem quiser conhecer nossa capital, seja muito bem-vindo! Brasília está sempre de braços abertos!

Brasília, a Capital City That’s a Place Apart

A slackline devotee practicing near the National Congress in Brasília, one of the host cities for the World Cup. An admirer said the city was “like 120 college campuses lined up next to one another.” SERGIO PEÇANHA / THE NEW YORK TIMES

 By DAVID WALDSTEIN

BRASÍLIA — The Brazilian flag reads, “Ordem e Progresso” — “Order and Progress” — which is somewhat curious in this wonderfully jumbled and beautiful country. For an outsider who has visited the samba-infused nightclubs of Rio de Janeiro, the Amazonian jungle or São Paulo, with its ramshackle favelas and snarled traffic, order is not what springs to mind.

Until you arrive in Brasília.

In a country known for its flair for improvisation, Brasília stands in jarring contrast, a city so orderly, it is hard to believe it is really in Brazil.

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A Copa do Mundo e a mais nefasta forma de violência

copaFalta menos de um mês para o mundial de futebol do Brasil, tido como “o maior espetáculo da terra!”. Muitos brasileiros vão comemorar, e milhares de estrangeiros virão desfrutar as maravilhas desta terra! Mas entre as “maravilhas” pelas quais o Brasil é conhecido no exterior está oferta fácil de sexo e, pior, a prostituição de crianças e adolescentes. E com aquiescência ou ao menos a falta de atenção de nossos governantes para com essa barbaridade.

Das diferentes formas de violência, a violência contra crianças é a mais execrável. E quando se chega à violência sexual contra pequenos, os efeitos são os piores e o impacto do abuso é duradouro. Afinal, tem-se um hipossuficiente em um dos polos, alguém muito mais frágil e indefeso que o adulto, e sem qualquer condição de reagir contra o abuso. Tenho desprezo e repulsa por adultos que se prestam a ter relações sexuais com crianças. E, sinceramente, acho que a punição para esses monstros deve ser dura e implacável.

Infelizmente, a mesma sociedade que acha que um criminoso homicida de 17 anos deve ser tratado como menor infrator e não pode ser punido por seus atos aceita com leniência e permissividade a prostituição de uma menina de 12 anos. Escuta-se argumentos do tipo “pode ter 16 anos, mas já tem corpo de mulher!” ou, pior, “se é prostitua nada tem de inocente, apesar dos seus 13 anos!”, ou, ainda, “se for consentido, tudo bem… uma menina de 12 anos já sabe o que quer!”… São encontradas as justificativas mais repugnantes para a o abuso…

ninasputasUsualmente, o perpetrador desta violência no Brasil não distingue classe social: do operário da construção civil que na hora do almoço procurar uma menina para saciar seu desejo ali perto mesmo da obra, ao homem público, o magistrado e o “chefe de família exemplar” que procura casas de prostituição especializadas ou “compra” uma garota de 10 anos em alguns lugares do País. E tudo fica bem. E no fim do dia esses “homens de bem” voltam para suas casas e beijam suas esposas e filhas… Isso me enoja.

Com a Copa do Mundo, a clientela se amplia: estrangeiros virão em busca do prazer fácil com a inocência. A matéria do portal de notícias chileno chama atenção para o problema: “As meninas putas do Mundial do Brasil” é o título da reportagem, que relata a condição das meninas de várias cidades brasileiras que se prostituem e esperam ansiosas os dólares que virão com os jogos. E, lembra o repórter, com certa aquiescência do governo brasileiro (e eu diria que da sociedade também).

prostituicaoinfantilAté quando seremos o país da violência, da corrupção, da pedofilia e das putas? Talvez até que o brasileiro resolva lutar pela defesa de suas crianças, nosso bem mais precioso como nação, pela valorização da dignidade da pessoa humana e pela recuperação de valores que se fundam na família e na proteção ao indivíduo com “ser humano”. Pessoas não podem ser tratadas como peças de carne que se compra em açougue.

Precisamos de mudança. Isso exige uma transformação social e de mentalidade. Mas parece que os tomadores de decisão, e os nossos formadores de opinião não estão nada preocupados com isso: todos querem uma Copa do Mundo de festa e alegria. O problema é que, para muita gente, essa festa envolve drogas, sexo e violência. Está aí um legado que ficará do Mundial de 2014…

bunda+brasil1

Seguem a reportagem de “El Mostrador” e um vídeo sobre o assunto.

Las niñas putas del Mundial de Brasil

“Espero tener mucho trabajo con los aficionados al fútbol”, sostiene Thais, de 16 años. Planea cobrar 23 dólares, cuatro veces más que el precio actual.

por EL MOSTRADOR, 22 DE MAYO DE 2014

Hace un tiempo, el gobierno brasileño retiró de circulación una pieza de una campaña en redes sociales sobre enfermedades de transmisión sexual, en la que una mujer declaraba “soy feliz siendo prostituta”. Fue emitida en el marco del Día Internacional de la Prostituta.

Pese a la censura, se espera que la prostitución aumente a medida que se acerca la Copa Mundial de la FIFA en 2014. Especialmente, la prostitución infantil. Continuar lendo

Audiências Públicas sobre Inteligência e Segurança de Grandes Eventos

Na próxima terça-feira, 24/04, ocorrerão duas audiências públicas na Câmara dos Deputados, promovidas pela Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência  (CCAI) do Congresso Nacional. Pela manhã (das 9:00h às 12:00h), será discutido o papel da inteligência nos grandes eventos. À tarde (das 14:00h às 18:00h), o tema será a percepção de ameaças pela comunidade de inteligência. Entre os convidados estão o Ministro-Chefe do GSI, o Chefe do Centro de Inteligência do Exército, o Diretor-Geral da Polícia Federal, o Dr. Denilson Feitoza, do MPMG e este que escreve. Os eventos ocorrerão no Plenário 03 do Anexo II da Câmara dos Deputados.

Por favor, divulguem! Segue o requerimento.

PAUTA DEREUNIÃO ORDINÁRIA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA DA COMISSÃO MISTA DE CONTROLE DASATIVIDADES DE INTELIGÊNCIA DO CONGRESSO NACIONAL DIA 24/04/2012

 LOCAL: Anexo II, Plenário 03 HORÁRIO: 09h

 9h Primeiro Painel: “A Inteligência e os Grandes Eventos (Copa do Mundo,  Olimpíadas, Copa das Confederações e Rio +20”

 – Dr. JOSÉ EDUARDO CARDOSO – Ministro da Justiça

 – General-de-Exército JOSÉ ELITO CARVALHO SIQUEIRA – Ministro-Chefe do  GSI

 – General-de-Exército ENZO MARTINS PERI – Comandante do Exército

– Dr. LUIS MANUEL REBELO FERNANDES – Secretário Executivo do Ministério dos Esportes

– Dr. JOANISVAL BRITO GONÇALVES – Consultor Legislativo do Senado  Federal

  14h Segundo Painel: O que o Brasil considera ameaça ao País.

– Excelentíssimo Senhor CELSO AMORIM – Ministro de Estado da Defesa

– General-de-Exército JOSÉ ELITO CARVALHO SIQUEIRA – Ministro-Chefe do  GSI

– Sr. LEANDRO DAIELLO COIMBRA – Diretor-Geral da Polícia Federal

– Dr. DENILSON FEITOZA – Procurador de Justiça do Ministério Público  de Minas Gerais

Requerimento nº 130/2012 do Deputado Antônio Carlos Mendes Thame PSDB/SP e  outros

Risco de terrorismo na Copa

Quem me mandou a matéria foi minha amiga Iva Fonseca. Não é de hoje que tenho chamado atenção para o problema. E o problema não é só a Copa, mas todos os grandes eventos que teremos no Brasil nos próximos anos. Será que vamos esperar que um novo Munique 1972 aconteça por aqui? Ainda estamos muito vulneráveis…

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Folha, 17/11/2011

PF vê elevado risco de terrorismo na Copa

Chefe da Polícia Federal em SP diz que presença de autoridades estrangeiras no país aumenta chance de ataque. Em entrevista à Folha, Roberto Troncon Filho também defendeu o uso de algemas em operações policiais

FLÁVIO FERREIRA, SILVIO NAVARRO, DE SÃO PAULO
 

A Polícia Federal trabalha com o cenário de “risco elevado” para atos de terrorismo na abertura da Copa de 2014, quando os olhos do mundo estarão voltados para a capital paulista.

Essa é a avaliação do superintendente da PF em São Paulo desde maio, o delegado Roberto Troncon Filho, 49, especializado no combate ao crime organizado desde 2004.
Em entrevista à Folha, o chefe do órgão em São Paulo também critica alterações no projeto de lei sobre lavagem de dinheiro e defende o uso de algemas em operações.
Leia trechos da entrevista. Continuar lendo

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