Russos evacuam seus nacionais da Síria

Notícia nada boa para o regime de Assad. Moscou começa a dar sinais de que o fim pode estar próximo…

Russos evacuados da Siria

Russia Evacuates More Nationals from Syria

RIANOVOSTI – 01:36 20/02/2013
A Russian Emergencies Ministry aircraft has evacuated more Russians and nationals of other former Soviet republics from war-stricken Syria, the ministry reported Wednesday.

MOSCOW, February 20 (RIA Novosti) – A Russian Emergencies Ministry aircraft has evacuated more Russians and nationals of other former Soviet republics from war-stricken Syria, the ministry reported Wednesday.

“An [Ilyushin] Il-62 [Classic] plane has landed in Moscow’s Domodedovo Airport,” a ministry spokesman told RIA Novosti.

“There are 99 people on board, 29 women and 38 children among them,” he said. Continuar lendo

Plano de Paz para a Síria… a perspectiva russa

E já que o assunto deste dia de reis é a Síria, vejam, meus queridos 9 leitores, como a Ria Novosti noticiou sobre o plano de paz proposto por Assad! Pois é, o Presidente da Síria continua com as costas quentes…

Syrian President Announces Peace Plan to Resolve Crisis

Protests in Syria

RIA NOVOSTI – 15:25 06/01/2013

BEIRUT, January 6 (RIA Novosti) – Syrian President Bashar al-Assad has proposed a plan to resolve the country’s crisis which includes a national reconciliation conference, the formation of a new government and an amnesty.

“The first stage of a political solution would require that regional powers stop funding terrorists. The second stage will be calling a government conference on a national dialogue. The third stage will be the formation of a new government and declaration of an amnesty,” Assad said in a speech at the opera house in central Damascus. Continuar lendo

Plano de paz para a Síria…

Syria's President Bashar al-Assad speaks at the Opera House in DamascusAlguém lembra que a Síria está em guerra civil? Pelo visto, o assunto deixou de ser interessante para a mídia ocidental (ou ao menos para a brasileira). Afinal, Assad está demorando muito para cair e as notícias sobre o confronto no país já viraram rotina…

Como disse desde o início, Assad não é Mubarak, tampouco Saddam Hussein e, muito menos Kadafi (saudade do cross-dressing de Trípoli). Apesar de já estar cambaleando, ainda consegue se sustentar graças a apoio de algumas (grandes) potências e, naturalmente, de um segmento importante da população síria. E, como lembro sempre, ruim com Assad, muito pior sem ele…

Assad “peace plan” greeted with scorn by foes

Reuters.com, 6JAN2013, 5:04pm EST – By Peter Graff and Erika Solomon

BEIRUT (Reuters) – Syrian President Bashar al-Assad rejected peace talks with his enemies on Sunday in a defiant speech that his opponents described as a renewed declaration of war.

Although the speech was billed as the unveiling of a new peace plan, Assad offered no concessions and even appeared to harden many of his positions. He rallied Syrians for “a war to defend the nation” and disparaged the prospect of negotiations. Continuar lendo

Rússia desloca força-tarefa para o Golfo de Aden

Bom, consta que se trata de uma força-tarefa naval para fazer frente às ações dos piratas na costa da Somália… Se for isso, serve para mostrar como grande potência de verdade age para conter criminosos daquele tipo (nós faríamos o que mesmo?)… Claro que também podem existir outras razões por trás desse movimento, sobretudo diante da crise que continua na Síria e do aumento da instabilidade na região…

De toda maneira, sou fascinado por essas milhares de toneladas de diplomacia, heheheh…

Russia Sends New Anti-Piracy Task Force to Gulf of Aden

RIA-NOVOSTI – 03:13 03/11/2012

VLADIVOSTOK, November 3 (RIA Novosti) – A task force from Russia’s Pacific Fleet, led by the Udaloy class destroyer Marshal Shaposhnikov, has departed on an new anti-piracy mission off the Somali coast, the fleet’s spokesman Capt. 1st Rank Roman Martov said. Continuar lendo

Síria X Turquia

Para se começar a entender a real dimensão da crise, convém lembrar que a Turquia tem o apoio da OTAN (o país é membro da aliança desde 1952), enquanto a Síria encontra-se na esfera de influência russa e é apoiada pelos iranianos. Ou seja, nada é simples por ali…

Turkey warns Syria more strikes would be fatal mistake

Reuters, 05OUT2012 – 4:39pm EDT

ISTANBUL (Reuters) – Turkey’s prime minister said on Friday his country did not want war but warned Syria not to make a “fatal mistake” by testing its resolve, and its army retaliated for a third day running after more mortar rounds from Syria landed on its soil.

In a belligerent speech to a crowd in Istanbul, Turkish Prime Minister Tayyip Erdogan warned Syrian President Bashar al-Assad that Turkey would not shy away from war if provoked. Continuar lendo

Bengazi: um ataque terrorista?

Ainda tentando ler nas entrelinhas da declaração do DNI… De toda maneira, se as ações em Bengazi e no Cairo tiveram alguma participação da Al Qaeda, ficam evidentes as dificuldades que os ocidentais terão com os novos regimes. Ao menos Kadafi e Mubarack eram conhecidos inimigos da Al Qaeda… Será que ninguém vê que a situação na Síria pode ser ainda pior com a queda de Assad?

U.S. intelligence now says Benghazi attack “deliberate and organized”

Reuters, 28SEP2012 6:25pm EDT – By Mark Hosenball

WASHINGTON (Reuters) – The top U.S. intelligence authority issued an unusual public statement on Friday declaring it now believed the September 11 attack on U.S. diplomatic facilities in Benghazi, Libya, was a “deliberate and organized terrorist attack.”

The statement by the office of Director of National Intelligence James Clapper acknowledged that it represented a change in the U.S. intelligence assessment of how and why the attack happened. During the attack on two U.S. government compounds in the eastern Libyan city, four U.S. personnel, including Ambassador Christopher Stevens, were killed. Continuar lendo

Inverno de ódio

Ainda como consequência do que se cunhou chamar de Primavera Árabe, e que eu prefiro chamar de “o Levante”, aumentou significativamente a instabilidade no Norte da África e no Oriente Médio nos últimos dias. Pessoas na rua protestando, atacando missões diplomáticas e consulados, gritando palavras de ordem contra Israel e Estados Unidos, queimando bandeiras… Enfim, a efetivação do que para alguns a “consolidação da democracia no mundo árabe/muçulmano”…

Realmente, os ventos democráticos da bela Primavera Árabe, cantada em verso e prosa em diversas partes do globo (sobretudo aqui no Ocidente), sopram com intensidade nas terras do Islã. Na Líbia, quase um ano após a deposição e execução de Muamar Kadafi, permanece o clima de insegurança, associado à disputa pelo poder em um país arrasado pela guerra civil. O fortalecimento do fundamentalismo religioso e de grupos antiocidentais culminou no ataque ao consulado dos Estados Unidos em Benghazi e no assassinato, por extremistas, do Embaixador estadunidense, Christopher Stevens, e de outros três funcionários diplomáticos, além de mais de uma dezena de feridos. Desde 1979 um plenipotenciário norte-americano não havia sido morto em serviço. O trágico evento afeta diretamente as relações entre a Líbia e os Estados Unidos, e pode mesmo influenciar a disputa eleitoral pela Casa Branca. A oposição já cobra medidas mais enérgicas de Barack Obama, que se vê em situação extremamente delicada na reta final da campanha…

Os acontecimentos na Líbia estão relacionados à onda de protestos no mundo árabe em decorrência de um vídeo produzido nos Estados Unidos e ofensivo ao Profeta Maomé. Trata-se de um vídeo de extremo, extremíssimo péssimo gosto, feito, de acordo com as autoridades americanas, por um estelionatário que ganhou notoriedade da noite para o dia com ofensas gratuitas à segunda maior religião do globo. Note-se que foi um ato isolado de um criminoso, nada tendo a ver com o governo dos Estados Unidos.

Em que pese o deplorável vídeo, não me venham com argumentos de que se tem aí uma justificativa para todos esses protestos e explosões de violência no mundo islâmico. Não, não se justificam. Se um cristão resolvesse atacar cada pascácio que fizesse uma piada deplorável contra o cristianismo, ou um judeu resolvesse agredir todo mentecapto que viesse com comentários preconceituosos e ofensivos ao judaísmo, o mundo já teria implodido… Nesse caso, intolerância não pode ser motivo para mais intolerância.

Mas, no Islã, diriam alguns, a coisa parece ser diferente… Manifestações contra representações diplomáticas estadunidenses ocorreram também em outros países de maioria muçulmana, entre os quais Bangladesh, Egito, Tunísia, Marrocos, Iêmen, Iraque e Irã, Sudão e até em Israel (sim, é assim que acontece numa democracia), porém nenhuma tão grave quanto a de Benghazi. O que se evidencia disso tudo é muito mais um pretexto que se encontrou no tal vídeo para uma explosão de descontentamento da parte de milhares de pessoas que vivem em péssimas condições. Sob a camada do protesto de motivação religiosa, estão sentimentos de revolta contra a ordem ali estabelecida e contra tudo que represente aquilo que a maior parte realmente almeja: paz, segurança para tocar a vida e, naturalmente, os benefícios do desenvolvimento. Isso é humano: ao não terem a vida que desejam (e, indiscutivelmente, os padrões econômicos e sociais da América do Norte e da Europa Ocidental são ansiados em todo o mundo), as pessoas acabam se revoltando e buscando bodes expiatórios (algo com a raposa e as uvas). Bom, mas não vou discutir psicologia de massa aqui…

Registro meu repúdio a essas manifestações. Absurdo total a agressão a representações de um país por ações de particulares… O que tem o governo dos EUA (ou da Grã-Bretanha ou o da Alemanha, que acabou de ter sua embaixada atacada no Egito) com um vídeo produzido por um pacóvio? Se assim o fosse, nós ocidentais deveríamos partir para cima de toda nação em que cidadãos se manifestassem contra o Ocidente. Sinceramente, não tenho paciência para esse tipo de coisa…

Voltando à política internacional, esses eventos podem repercutir em uma mudança de percepção dos Estados Unidos (ou da opinião pública e, consequentemente do eleitorado estadunidense) com relação à chamada Primavera Árabe. Note-se que, por exemplo, na Líbia, Egito e Tunísia, regimes seculares foram substituídos por governos sob influência fundamentalista (em alguns casos até com extremistas religiosos em sua composição) e com severas críticas a países ocidentais.

O que mudou no Egito, depois da queda de Mubarack? O país continua em crise, os militares no poder, a população protestando… Ah, sim! Mudou alguma coisa: os egípcios caminham para um governo mais extremista e hostil aos EUA e aos valores ocidentais (bom, né?). Minha viagem do próximo ano para conhecer aquele belo país do Norte da África acabou prejudicada, assim como a principal fonte de recursos do Egito, o turismo. Enfim, salvo por alguns poucos que assumiram o poder no lugar do sucessor Sadat, a tal da “democracia” conquistada na “Primavera Árabe” não beneficiou muita gente, permanecendo a maior parte da população na mesma penúria.

Também como consequência do Levante iniciado no ano passado, a guerra civil prossegue na Síria. Apesar de pressão da comunidade internacional, o regime de Damasco ainda se sustenta, particularmente devido ao apoio de russos e chineses. Como venho insistindo desde sempre, enquanto tiver as graças do Kremlin, o atual regime sírio se sustenta. E, tomando o exemplo do que já aconteceu em outros lugares, será que se teria uma Síria mais estável sem Assad? Não me parece… A queda do atual Presidente sírio só provocaria mais crise e instabilidade, e isso em uma área muito mais estratégica e sensível que o Norte da África.

Chegando ao Golfo, as relações entre potências ocidentais e o Irã têm-se agravado. Recentemente, o Canadá rompeu relações diplomáticas com Teerã (vide posts anteriores). Em nota oficial, Ottawa assinalou que o governo iraniano é “atualmente, a mais significativa ameaça à paz global à segurança no mundo”. A resposta de Teerã foi no sentido de que o Canadá tem tomado numerosas medidas para hostilizar o país dos aiatolás, acusando-se o governo canadense de “racista” e de “seguir a política sionista do Reino Unido”. Coisa boa não sairá daí…

Todos esses eventos assinalam um aumento da insegurança global. Merece atenção um possível aumento de ações terroristas contra alvos ocidentais, paralelamente ao endurecimento nas relações entre potências ocidentais e países islâmicos. A situação conflituosa pode alcançar diferentes partes do globo, inclusive regiões sem envolvimento direto com a crise, como a América Latina. É recomendável que as autoridades brasileiras estejam atentas a esses desdobramentos.

Em tempo: sei que é verão no Hemisfério Norte. Entretanto, assim como aconteceu com a primavera da democracia, o inverno do ódio infelizmente se prolonga no mundo islâmico…

 

Ainda sobre o rompimento de relações entre o Canadá e o Irã

Segue a nota do Ministério das Relações Exteriores do Canadá sobre o rompimento de relações com Teerã. Achei forte a assertiva canadense de que o governo do Irã é “atualmente a mais significativa ameaça à paz global à segurança no mundo”.

Uma das preocupações referentes à presente situação é com eventuais ataques terroristas em solo canadense outra contra embaixadas e cidadãos daquele país. A coisa não está boa…

Canada Closes Embassy in Iran, Expels Iranian Diplomats from Canada

September 7, 2012 – Foreign Affairs Minister John Baird today issued the following statement:

“Canada has closed its embassy in Iran, effective immediately, and declared personae non gratae all remaining Iranian diplomats in Canada.

“Canada’s position on the regime in Iran is well known. Canada views the Government of Iran as the most significant threat to global peace and security in the world today. Continuar lendo

EUA esperam que Rússia rompa com Assad… Esperem sentados, tá?!?

Matéria publicada pela Ria Novosti no último dia 30… Parece notícia da época da Guerra Fria… E deve ser mesmo! A negociação terá que ser muito boa para fazer os russos (e os chineses – o velho Kissinger tinha razão!) assumirem uma nova posição frente ao regime de Assad. Ademais, a Síria está perto demais da Rússia para simplesmente sair de sua esfera de influência. Até o momento, a única maneira que vejo de Assad cair por um acordo é encontrarem alguém de confiança de Moscou para substituí-lo. Ou seja, se Assad cair é porque o Kremlin o derrubou (e terá colocado um homem seu no lugar dele)… E, reitero, ainda têm que negociar com os chineses também!

RIA Novosti

United States Expects Russia to ‘Break with Assad’

02:37 30/08/2012

The United States would like Russia to clearly state that it will stop supplying Syrian President Bashar al-Assad’s regime with weapons, a spokeswoman for the U.S. State Department said in a statement on Wednesday. Continuar lendo

Um ataque árabe à Síria não é opção… ainda!

Publicado hoje pela Ria Novosti… Apesar das palavras do novo enviado da ONU para a Síria, três aspectos da matéria chamam a atenção:

1) Foi matéria de “primeira página” no meio russo, o que significa que Moscou continua de olho na situação. As autoridades russas têm repetido esse mantra de oposição a qualquer medida de força de potências externas contra o regime de Assad. E, repetirei sempre, enquanto tiver o apoio do Kremlin (e dos chineses), Assad permanece no poder. O problema é até quando a Rússia seguirá com essa posição.

2) A experiência tem demonstrado que é bom ficar desconfiado desse tipo de discurso demasiadamente eloqüente, do tipo “impossível, não é opção, inaceitável”. Geralmente, quando uma autoridade do porte de Brahimi diz isso, a interpretação pode ser “estamos prontos para atacar a Síria… falta só dobrar os russos”.

3) Ainda não apareceu liderança com capacidade de substituir Assad… E a Síria fica numa região bem mais estratégica e sensível que a Líbia para simplesmente derrubarem o homem (como fizeram com Kadafi) e colocarem “não-sei-quem” no lugar dele. Isso sem falar dos arsenais de armas químicas em poder dos sírios e da proximidade com Iraque, Turquia e, obviamente, Israel. O que estou dizendo é que ao menos Assad se conhece…

De toda maneira, o conflito já segue por muito tempo e, pelo visto, Assad está conseguindo lidar bem com a situação (da maneira dele, claro). Mas que a pressão externa é significativa, ah isso é! Continuamos de olho…

RIA Novosti

Arab Invasion in Syria ‘Not an Option’ – UN Envoy

18:20 02/09/2012

A military intervention in Syria by Arab forces is not on the cards, Lakhdar Brahimi, United Nations’ new envoy to the war-torn country, said on Sunday.

“A military interference in Syria means failure of diplomatic efforts,” Brahimi said in an interview to Al Arabiya television. Continuar lendo