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Recado de Moscou: “não me venham com pressões contra o regime de Assad… ele continua com o apoio do Kremlin”. E, o mais interessante, Medvedev manifestou essa posição em conversa com os iranianos.

A Síria é, há muito tempo, área de influência de Moscou. E não sei se o Kremlin está disposto a perder esse poder para as potências ocidentais ou mesmo para movimentos populares, com risco de os sírios caírem em um regime fundamentalista. Afinal, esse negócio de levante popular não é algo que soe bem aos ouvidos das autoridades russas… Ademais, a Federação da Rússia tem várias regiões de população muçulmana, sempre com risco de ser influenciada/contaminada pelo fundamentalismo religioso. Claro que Medvedev e Putin não querem isso em solo russo.

Ansioso pelos desdobramentos dessa “queda de braço” entre Moscou e o Ocidente. Para quem joga/jogou War, os russos não aceitam a opção dos ocidentais de “conquistar todos os territórios no Oriente Médio”. Será que estamos voltando aos bons tempos da Guerra Fria?

RIA Novosti

Russia, Iran Oppose Foreign Interference in Syria

21:51 22/02/2012

Russian President Dmitry Medvedev and his Iranian counterpart Mahmoud Ahmadinejad spoke out on Wednesday against foreign interference in Syrian internal affairs, the Kremlin said.

 Medvedev and Ahmadinejad discussed the “dramatic situation” in Syria in a telephone conversation, where both presidents “urged the resolution of the current crisis by Syrian people using only peaceful means and without any foreign interference,” the Kremlin said in a statement.

“The sides agreed that the main goal today…is to prevent a civil war in the country, which may destabilize the situation in the whole region,” the statement said.

Earlier in the month Russia and China vetoed a UN Security Council resolution on Syria that called on President Bashar al-Assad to step down. Thirteen of the council’s 15 members voted in favor of the resolution to help stop the violence in Syria.

Russia said the resolution was “unbalanced” and reflected “tendencies that are cause for our concern: attempts to isolate the Syrian leadership, reject any contacts with it and impose a political settlement formula from outside.”

Syria has been the scene of continuous anti-government protestsfor almost a year. According to the UN, more than 5,400 people have died in the unrest. The Syrian authorities said that over 2,000 military and law enforcement officials were killed in clashes with well-armed militants.

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