Combate ao Terror: Polícia ou Forças Armadas?

Mais um bom artigo de meu amigo Marcus Reis. Recomendo seu site: www.marcusreis.com

Se definir quem deve combater o terrorismo é um problema, o mesmo não se aplica a questões de segurança pública em geral. Ao menos no Brasil, segurança pública (particularmente o combate à criminalidade) é tarefa das polícias, não compreendendo a missão constitucional das Forças Armadas (ainda que queiram empurrar isso aos nossos militares com as alterações na Lei Complementar nº 97, de 1999).

Às Forças Armadas compete a defesa da pátria, a “garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem” (Constituição Federal, art. 142). Emprego dos militares federais no combate ao crime é desviar-lhes de suas atribuições constitucionais e vai de encontro à própria doutrina de emprego. É ruim para as Forças Armadas. É ruim para a sociedade. É ruim para as instituições democráticas. É ruim para o Brasil. Fica a reflexão…

Combate ao Terror: Polícia ou Forças Armadas

Por que a dificuldade em se combater o terrorismo? Existem várias, mas uma delas, talvez a mais complicada, é o fato de o terrorismo não ser um crime comum, nem um conflito bélico (veja quadro abaixo). O terror está entre o crime e a guerra, motivo pelo qual ainda não se sabe com segurança se é um papel das polícias ou das forças armadas combatê-lo.

Colômbia, Peru, Rússia o tratam como um perigo à defesa nacional, motivo pelo qual suas forças armadas têm a missão de reprimí-lo. EUA, Canadá, Austrália mostram que há uma forma mista de combater o terror, usando de forma coordenada as suas forças armadas em cooperação com suas forças policiais. Espanha, França, Inglaterra ainda possuem o entendimento que é um papel da polícia a repressão ao terrorismo. Continuar lendo

A Casa de Windsor

Curiosidades sobre a Casa de Windsor. Bom lembrar que são parentes dos membros da nossa Casa Imperial do Brasil.

Afinal, o Conde D’Eu era Saxe-Corburgo-Gotha.

E, para quem quiser o site oficial da família real britânica: http://www.royal.gov.uk/Home.aspx.

Retirei este material da Wikipédia, mas os dados estão corretos. É que achei que ficou um bom texto…

“A Casa de Windsor ou Dinastia Windsor é uma casa real do norte da Europa, descendente da Casa de Saxe-Coburgo-Gota, sendo a dinastia atualmente no poder do Reino Unido e dos países da Commonwealth. Seu atual soberano é a Rainha Elizabeth II. Passou a ter a denominação atual no ano de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, ocasião em que um sentimento anti-germânico no povo fez com que a Família Real Britânica trocasse todos os seus títulos e sobrenomes alemães para versões inglesas. Continuar lendo

A Nova Equipe de Segurança Nacional de Obama

Mudanças importantes no aparato de Segurança Nacional e Defesa dos EUA. A equipe que chega é boa. Só não consigo botar muita fé nessa “Doutrina Obama”.

Ademais, a guerra no Afeganistão não dá sinais de um desfecho para breve. E já se vão quase dez anos desde seu início, o que faz dela um dos conflitos mais longos dos últimos cem anos.

Será que sai uma nova Doutrina de Segurança Nacional? E a CIA sob o comando de Petraeus? Bom lembrar que, assim como Gates, o novo Secretário de Defesa é oriundo da CIA.

Vamos esperar para ver o que acontece. De toda maneira, gostava do Bob Gates…

 

Obama divulga nova equipe de segurança nacional

Reuters, quinta-feira, 28 de abril de 2011 18:18 BRT

Por Matt Spetalnick

WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou na quinta-feira a sua nova equipe de segurança nacional, que terá como principais desafios a guerra do Afeganistão, a onda de turbulências no Oriente Médio e as batalhas pelo orçamento de defesa em Washington. Continuar lendo

Risco de atos terroristas nas Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016

Há muito que venho cantando essa pedra. Não, não estamos preparados (também em termos de segurança) para os grandes eventos que o Brasil patrocinará nos próximos anos.

Como costumo dizer nos meus cursos de inteligência e contraterrorismo pelo Brasil, se ocorre algum atentado desses, não se terá outra lembrança do evento. O que vem à memória quando se fala das Olimpíadas de Munique?

Ademais, o Brasil pode não ser um alvo em potencial, mas muitas das delegações que para cá virão o são.

Agência Senado – Djalba Lima
28/04/2011 – 16h31
 

Procurador e juíza alertam para risco de terrorismo na Copa

Foto: José Cruz - Agência Senado

A falta de investimento no combate ao crime organizado pode colocar o Brasil no eixo de ações de grupos terroristas interessados em tirar proveito da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, advertiu o presidente eleito da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho de Assis, durante audiência na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) nesta quinta-feira (28).

A juíza federal Raquel Domingues do Amaral Corniglion, de Mato Grosso do Sul, reconheceu como real o perigo de terrorismo interno de organizações criminosas. A também juíza federal Lisa Taubemblatt, de Mato Grosso do Sul, denunciou a falta de recursos para operações da Polícia Federal na fronteira e pregou uma ação conjunta do Brasil com o Paraguai para combater o crime organizado. Continuar lendo

Casamento de William e Kate e o problema da Segurança

Voltando ao tema dos pombinhos… Imagino como deve estar o sujeito encarregado da segurança do evento. Afinal, tem-se ali um prato cheio para um atentado terrorista ou coisa parecida.

Ataques poderiam ocorrer não necessariamente no casamento ou no trajeto para a cerimônia. De fato, não duvido que uma organização ou pessoas interessadas em fazer o mal  possam se aproveitar do direcionamento da segurança ao evento para realizarem algum ataque em outra parte de Londres. Por mais que as autoridades estejam atentas, há sempre o risco.

Oxála dê tudo certo e que os noivos (e os britânicos) só tenham boas recordações daqueles momentos.