Governo libera acesso a documentos de inteligência da Aeronáutica

O enfoque da imprensa tem sido na atuação da inteligência acompanhando organizações da sociedade civil, independentemente de algumas delas criticarem abertamente o regime democrático e proporem a quebra do estado de direito. Não se dá tampouco atenção ao fato de governos estrangeiros subsidiavam ongs e certos movimentos sociais.

A inteligência não investiga; levanta informações sobre situações, fatos, organizações ou pessoas que possam constituir alguma ameaça ao Estado ou à sociedade. E faz isso com o único objetivo de assessorar o processo decisório, de modo que o decisor/formulador de políticas públicas não seja pego de surpresa.

Se há um grupo como o MST, que tem segmentos (atenção, não falo do movimento como um todo) que propõem expressamente o uso da violência sob orientação político-ideológica para influenciar o governo e defender seus interesses, esses grupos têm sim que ser acompanhados, de modo que as autoridades possam prevenir-se contra medidas radicais dessas organizações.

Informação é poder. O Estado tem que estar bem informado sobre qualquer iniciativa que possa constituir ameça à segurança nacional, às instituições democráticas ou à sociedade. Isso acontece nas principais democracias pelo mundo.

Mas, claro, há quem prefira chamar esse trabalho da inteligência pura e simplesmente de arapongagem… 

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Notícias sobre os “papéis da ditadura” liberados pela Aeronáutica

Começou a caça às bruxas… A matéria não diz nada de concreto, mas insinua que havia significativo aparato estatal espionando os considerados oponentes do regime. Queria ter acesso aos documentos  (se é que deixaram algum) das organizações de esquerda, grupos terroristas e de luta armada com o registro de seus métodos de infiltração e espionagem e sua orientação político-doutrinária.

E se o assunto é controle da população por meio de informantes, nada se compara ao aparato dos países comunistas. A STASI, da Alemanha Oriental, contou com mais de 100 mil “colaboradores/delatores/espiões” quando a população do país era de 10 milhões de habitantes. Isso para não falar dos soviéticos. A bibliografia a respeito atualmente é extensa. E, para os que preferem cinema, indico “A vida dos outros“.

Quem quiser ter uma idéia do que era o aparato de espionagem doméstica (e repressão) do bloco soviético, procure saber como é Cuba ainda hoje – ou, em menor escala, a Venezuela…

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