Vítimas do terrorismo no Brasil I

Esse pessoal foi apagado da História. Não houve indenizações para eles… O pior é que as gerações atuais não têm qualquer noção desses fatos. Houve inocentes vítimas do terrorismo de esquerda no Brasil. Fica aqui o registro, em memória dos esquecidos. 

AS VÍTIMAS DAS ESQUERDAS ANTES DO AI-5

1) 12/11/64 – Paulo Macena,  Vigia – RJ
Explosão de bomba deixada por uma organização comunista nunca identificada, em protesto contra a aprovação da Lei Suplicy, que extinguiu a UNE e a UBES. No Cine Bruni, Flamengo, com seis feridos graves e 1 morto.
 
2) 27/03/65- Carlos Argemiro Camargo, Sargento do Exército – Paraná
Emboscada de um grupo de militantes da Força Armada de Libertação Nacional (FALN), chefiado pelo ex-coronel Jeffersom Cardim de Alencar Osorio. Camargo foi morto a tiros. Sua mulher estava grávida de sete meses.
 
3) 25/07/66 – Edson Régis de Carvalho, Jornalista – PE
4) 25/07/66 – Nelson Gomes Fernandes, almirante – PE
Explosão de bomba no Aeroporto Internacional de Guararapes, com 17 feridos e 2 mortos. Além das duas vítimas fatais, ficaram feridas 17 pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva. Além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão esquerda. Sebastião Tomaz de Aquino, guarda civil, teve a perna direita amputada. Continuar lendo

Desprezado pela Comissão de Anistia

Esta é mais uma reportagem da série publicada pela Veja em 2010 sobre os anistiados políticos. Ilustra bem o outro lado a história.

Pouco se divulga acerca das vítimas do terrorismo de esquerda no Brasil. E houve vítimas. Esta semana dedicarei alguns posts a esses esquecidos. Infelizmente, o País tem uma grande dificuldade de discutir o tema sob uma perspectiva de contraditório. Permanece a versão parcial de que aqueles que pegaram em armas nos anos sessenta e setenta eram apenas “jovens combatentes da liberdade” que lutavam pelo restabelecimento da democracia.

Em que pese o fato de que muitos que resistiram ao regime militar o faziam com os mais nobres anseios democráticos, também houve muita gente que pegou em armas e cometeu crimes com o objetivo de derrubar o regime e estabelecer uma ditadura de esquerda da pior estirpe. A verdade é que não houve nenhum modelo de esquerda defendido por aquelas pessoas que não se constituísse de ditaduras abjetas comandadas por uma casta que se dizia governar em nome do povo, mas que vivia no luxo e se beneficiando das benesses de pertencer ao politiburo. A providência se encarregou de estirpar esse modelo no final do século passado (embora ainda haja centenas de milhões de pessoas que ainda vivem sob regimes autoritários de índole marxista, é bom lembrar).

Uma Vítima da Comissão de Anistia

Bruno Abbud

Em 19 de março de 1968, Orlando Lovecchio Filho chegou a São Paulo por volta da 1h da manhã, depois de passar o fim de semana em Santos, onde morava a família. Acompanhado de dois amigos, deixou o carro no estacionamento do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, número 2073, como fazia quase todos os dias – aos 22 anos, morava num prédio sem garagem perto dali. Como fazia todos os dias, Lovecchio subiu até o térreo do edifício e seguiu em direção à saída da Rua Padre João Manoel.

Orlando Lovecchio Filho - mais uma vítima do terrorismo de esquerda, esquecido pela Comissão de Anistia

Como fazia todos os dias, passou os olhos pelas grades e paredes de vidro do consulado dos Estados Unidos que ficava no caminho até a porta do Conjunto. Nesse momento, um pequeno objeto rodeado por uma nuvem de fumaça despertou-lhe a atenção. Para prevenir os responsáveis pelo esquema de segurança, virou as costas para o que pensou tratar-se de um equipamento elétrico em curto-circuito. Ouviu-se então um barulho estrondoso e o trio foi arremessado ao chão. Continuar lendo

Os dez mais da Anistia

Sem comentários… Tsc, tsc, tsc…

Os dez mais da Anistia

(publicado na Coluna do Augusto Nunes em 15/01/2011)

O ranking dos 10 mais da lista dos anistiados políticos soma R$ 25.439.875,94 em indenizações. A quantia é suficiente para instalar 26 mil computadores em escolas públicas, equipar 31 hospitais com aparelhos de tomografia e distribuir exemplares do livro ‘Técnicas de interrogatório sem violência’ entre 392 mil militares. As cifras aparecem na folha de pagamento do Ministério do Planejamento. A identificação dos beneficiários exige uma demorada busca na coleção do Diário Oficial da União.

Bolsa-Ditadura: mais uma falácia com o seu, o meu, o nosso dinheiro...

Todas as indenizações foram aprovadas pela Comissão de Anistia, mas nenhum integrante do ranking recebeu integralmente o dinheiro pago em parcelas. Enquanto esperam, recebem pontualmente as pensões mensais fixadas na mesma decisão que calculou o valor da indenização. O n° 1 da lista, José Carlos Arouca, não sabe quando poderá dispor dos R$ 2,9 milhões que lhe valeram a condição de recordista. Mas os R$ 15,6 mil da pensão mensal têm sido regularmente depositados em sua conta bancária.

Aos 75 anos, instalado na banca de advogado perto do centro paulistano, Arouca foi aprovado em 1° lugar num concurso para juiz do Trabalho em 1965. Ele se inscrevera para garantir a sobrevivência financeira ameaçada pela suspensão, decorrente de pressões do governo militar, da assistência jurídica que prestava a vários sindicatos. Não só foi impedido de assumir o cargo de juiz como se viu processado com base na Lei de Segurança Nacional e passou algumas semanas na prisão.

“Eu era filiado ao Partidão”, conta em tom orgulhoso, chamando pelo apelido carinhoso o velho Partido Comunista Brasileiro. “Tinha uma militância política muito intensa junto aos sindicatos”.  Em 1999, 20 anos depois da anistia, o resultado do concurso foi formalmente reconhecido e Arouca se tornou juiz do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. Aposentou-se em  2005 e, no mesmo ano, foi contemplado com a indenização milionária.

A voz parece menos afirmativa quando a conversa trata do dinheiro. “Eu tenho uma porção de opiniões, mas algumas não estão valendo nada no momento”, esquiva-se o ex-juiz, que se nega a confirmar o tamanho da pensão mensal. “Acho que o meu caso está de acordo, está na lei”, diz. “Eles não podiam dar nem mais nem menos”.

Terceiro do ranking, Paulo Cannabrava Filho conseguiu R$ 2,7 milhões, além da pensão de 15.754,80 por mês. Presidente da  Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais, Cannabrava recebe o equivalente ao salário médio de um editor. Procurado por VEJA.com, exigiu que a pergunta fosse feita por e-mail. Atendida a exigência, respondeu com admirável concisão: “A VEJA digo: nada a declarar. Assunto encerrado”. Os beneficiários das boladas gostariam que o assunto fosse sepultado para sempre. Os brasileiros que pagam a conta discordam.

O quarto da lista, Renato Leone Mohor, também premiado com R$ 2,7 milhões, teve a reparação equiparada ao salário médio de um chefe de redação: R$ 15,3 mil. Encerrou o telefonema ao saber que conversava com um repórter de VEJA.com.  “Este número é confidencial e não vou te atender, amigo”.

Décimo do ranking, o jornalista e ex-deputado federal Hermano de Deus Nobre Alves não viveu para receber integralmente a indenização de R$ 2,1 milhões. Em julho, aos 86 anos, morreu em Lisboa, onde morava desde 1991. Segundo as regras da anistia, o direito à reparação não é transferível para algum herdeiro.

Entre os relatores, o campeão da generosidade com dinheiro alheio é o advogado Márcio Gontijo. Seis dos 10 nomes entraram no ranking graças ao parecer favorável do conselheiro perdulário. “Eu sou o conselheiro mais antigo da Comissão, muitos processos já passaram pelas minhas mãos”, desconversa Gontijo. E quais foram os critérios que ampararam a gastança?  “Eu me baseio na lei”, acredita. Ninguém sabe exatamente a que lei se refere.

1) José Carlos da Silva Arouca
Indenização: R$ 2.978.185,15

Pensão mensal: R$ 15.652,69.
Relator: Márcio Gontijo

2) Antonieta Vieira dos Santos
Indenização: R$ 2.958.589,08

Pensão mensal: R$ 15.135,65.
Relator: Sueli Aparecida Bellato

3) Paulo Cannabrava Filho
Indenização: R$ 2.770.219,00

Pensão mensal: R$ 15.754,80.
Relator: Márcio Gontijo

4) Renato Leone Mohor
Indenização: R$ 2.713.540,08

Pensão mensal: R$ 15.361,11.
Relator: Hegler José Horta Barbosa

5) Osvaldo Alves
Indenização: R$ 2.672.050,48.

Pensão mensal: R$ 18.095,15.
Relator: Márcio Gontijo

6) José Caetano Lavorato Alves
Indenização: R$ 2.541.693,65

Pensão mensal: R$ 18.976,31.
Relator: Márcio Gontijo

7) Márcio Kleber Del Rio Chagas do Nascimento
Indenização: R$ 2.238.726,71

Pensão mensal: R$ 19.115,17.
Relator: Márcio Gontijo

8 ) José Augusto de Godoy
Indenização: R$ 2.227.120,46

Pensão mensal: R$ 12.454,77.
Relator: Sueli Aparecida Bellato

9) Fernando Pereira Christino
Indenização: R$ 2.178.956,71

Pensão mensal: R$ 19.115,19.
Relator: Márcio Gontijo

10) Hermano de Deus Nobre Alves
Indenização: R$ 2.160.794,62

Pensão mensal: R$ 14.777,50.
Relator: Vanda Davi Fernandes de Oliveira

Fundamentação econômica do terrorismo

Do site de um amigo. Recomendo  (www.marcusreis.com).

Terrorismo…

05/03/2011
por mvreis

O Terrorismo, ao ser percebido como um método de ação[1], possui determinada lógica que passa pela economia. O comportamento de um terrorista ou de uma organização terrorista pode ser explicado de forma similar a um consumidor racional, que mede os custos e os benefícios de suas ações. Indivíduos e grupos possuem incentivos e restrições que os fazem agir de determinada maneira, procurando sempre maximizar seus resultados.

Assim, organizações terroristas atuam com racionalidade e dessa maneira devem ser atacadas. Terrorismo não acontece pelo simples objetivo de matar, como bem assevera SNODGRASS (2008). Existe uma lógica por trás desse comportamento violento. Entender o porquê de se participar de grupos terroristas é um desafio dos investigadores, que tentam mensurar os ganhos individuais de pertencer a tais grupos (MULLER, 1996). Estados falham ao não proporcionar bens necessários à vida de seus nacionais, e isso pode motivar o surgimento de grupos que tentem destruir tais nações (ROTBERT, 2003).

PILLAR (2001) também destaca que os Estados devem aumentar os custos de uma ação terrorista com a adoção de medidas antiterror. O terrorismo tem uma lógica. O comportamento do terrorista obedece a um raciocínio lógico. O terrorismo, como outra forma de crime, possui custos e benefícios que são analisados pelos membros das organizações que o adotam. Políticas que levem em conta esses aspectos são as mais efetivas no combate ao terrorismo, considerando este ato uma escolha racional de um determinado grupo (GRENSHAW, 1998).

O terrorismo visto como crime pode e deve ter uma análise econômica. A abordagem econômica já vem sendo adotada para o estudo do fenômeno criminoso desde o trabalho Crime and Punishment: an Economic approach, do professor Gary BECKER, de 1968.


[1] “o terrorismo é uma etapa de uma seqüência de ações que visa a produzir um fim político desejado, sendo melhor caracterizado, portanto, como parte de uma estratégia, algo que definimos como um estratagema.” (DINIZ, Eugênio. Compreendendo o Fenômeno do Terrorismo. IN BRIGADÃO, C. e PROENÇA JR, D. Paz e Terrorismo. Ed. Hucitec, São Paulo, 2004, p. 197 a 222).

Pena de morte a fonte do WikiLeaks

Sim, terá que pagar por seu crime. Vazamento de informação é coisa séria.

Fonte do WikiLeaks pode pegar pena de morte

Justiça americana apresenta 22 novas acusações contra o soldado Bradley Manning, preso desde julho, entre elas a de ‘ajudar o inimigo’

04 de março de 2011 | 0h 00

Denise Chrispim Marin – O Estado de S.Paulo

Principal suspeito de deixar vazar documentos secretos dos EUA para o site WikiLeaks, o soldado ` foi acusado ontem pelo Exército de cometer 22 crimes, entre os quais o de “ajudar o inimigo”. A punição prevista é a pena de morte. A Promotoria do caso, porém, comprometeu-se a aplicar, como punição máxima, a prisão perpétua. Manning, de 23 anos, foi preso no Kuwait em julho e está detido na brigada do Corpo de Marines de Quantico, Virgínia.

“As novas acusações, mais precisas, refletem o amplo leque de crimes supostamente cometidos por Manning”, afirmou o porta-voz do Exército, capitão John Haberland.

Apesar da desconfiança do Exército de haver mais pessoas envolvidas no vazamento para o WikiLeaks, Manning é o único preso e acusado. Ele servia no Kuwait quando foi delatado por um amigo, a quem contara ter enviado ao WikiLeaks 260 mil telegramas secretos do Departamento de Estado e um vídeo com o registro de um ataque aéreo americano no Afeganistão, em 2009. Continuar lendo

Grande Guerra: submarinos e encouraçados

Uma vez que esta semana foi dedicada primeiramente à I Guerra Mundial, inserimos mais um post que pode interessar aos estudiosos de História Militar. Aspecto importante naquele conflito foi a guerra no mar. Nesse sentido, algumas palavras acerca de submarinos e encouraçados, duas inovações que revolucionaram as batalhas marítimas. Enquanto aqueles (cujo primeiro protótipo já havia sido testado na Guerra Civil estadunidense) se desenvolveriam ao longo do século XX, estes surgiram no final do século XIX, reinaram pelas primeiras décadas do século seguinte, mas começariam a ver-se limitados já na II Guerra Mundial, quando perderiam para o porta-aviões (navio aeródromo) a posição de nau capitânia de uma frota e se evidenciariam vítimas fáceis do poder aéreo. Continuar lendo

Grande Guerra: o tanque, essa arma sem sentido!

Artigo muito enriquecedor publicado no “the War Illustrated”, de 9 de dezembro de 1916. Na opinião do autor, o tanque “não vinha para ficar”…

‘Cruising in a Tank’

by Max Pemberton

It is evident that the “tank” has not come to stay. It is here to go on. When it first burst upon the astonished Germans like a dragon upon children from a wood of fables our critics were a little doubtful about its future. “It is experimental,” they said. “Famous things have been done, but we do not know how far it will go.” Well, it has gone a long way already, and we may say in all moderation that it has but begun.

O começo...

There have been new things in this war—as perhaps in all wars—but the “tank” was both a new and à humorous thing. When Hannibal introduced the Roman to the elephant there may have been laughter in Carthage, but no historian has recorded it. Gunpowder about the time of Crécy does not appear to have inspired the Harry Tates of the time. The first man in armour may have amused his relatives at home, .and no doubt the small boy of the period had observations to make upon his appearance. For all that, the man in armour is ever historically a gentle knight sans peur et sans reproche. Even throwing back to the East and the coming of the Juggernaut, it has needed a twentieth- century artist to hitch laughter to that singular coach. Yet I suppose the Juggernaut is the true forbear of the “tank.”

Some people will tell you that it all arose from the employment, both by us and the Germans, of the armoured car at the beginning of the war. We put machine-guns upon fine Rolls-Royce chassis, sent them into France and Flanders, and often left them in a few weeks hut rusted wrecks upon a roadside. They were not new, for, oddly enough, in the very earliest days of the motor movement inventors came forward with contraptions of the kind; and so closely did they resemble the machines which fought in Flanders that one must look twice at the picture to discover their lack of modernity. Continuar lendo

Pra frente, Brasil!!!

É isso aí… Apesar de tudo, estamos avançando… Quem sabe um dia não alcancemos os índices de 13% de crescimento dos anos setenta (período militar, diga-se de passagem)! Pra frente, Brasil! (Fim do surto ufanista)

03/03/2011 09h00 –

Economia brasileira cresce 7,5% em 2010, mostra IBGE

No último trimestre do ano, expansão foi de 0,7% sobre trimestre anterior.
Na comparação com um ano antes, alta foi de 5%.

Do G1, em São Paulo e no Rio

A economia brasileira fechou 2010 com crescimento de 7,5%, conforme revelou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (3). Em valores correntes, a soma de todas as riquezas produzidas pela economia no ano passado alcançou R$ 3,675 trilhões. O PIB per capita ficou em R$ 19.016.

Na comparação do IBGE com outros 16 países, o ritmo de expansão do Brasil só perde para China (10,3%) e Índia (8,6%). Supera, no entanto, a taxa de crescimento de países como Coréia do Sul (6,1%), Japão (3,9%), EUA (2,8%), e a da região da zona do euro (1,7%).

Em comunicado, o instituto diz que o resultado foi “beneficiado pela baixa base de comparação do ano anterior”, já que, em 2009, ano abatido pelos efeitos da crise financeira mundial, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve recuo de 0,6%, de acordo com dado revisado pelo IBGE. Continuar lendo

Grande Guerra: Armas I

Perto de se completar um século de sua deflagração, a I Guerra Mundial (1914-1918) continua fascinando os historiadores e todos os que se interessam por assuntos militares. Sem dúvida, aquele conflito trouxe mais inovações em termos tecnológicos que qualquer confronto que o precedeu. E um dos campos com maiores novidades foi o de armamentos.

Nesse sentido, duas armas primeiramente usadas na Grande Guerra e que mudariam o pensamento militar a partir de então foram  o avião e o carro de combate.

Com o avião, a guerra adquiriu mais uma dimensão. Já naquele conflito a nova arma foi usada para reconhecimento aéreo, para orientar o fogo de artilharia e para bombardear as posições do inimigo. No entre-guerras desenvolveu-se a doutrina do domínio do ar como condição necessária e suficiente para assegurar a vitória. Isso foi atestado na II Guerra Mundial (1939-1945).

Já o carro de combate, outra importante inovação, empregado inicialmente como arma tática de apoio à infantaria, cresceria de importância no entre-guerras: a mecanização passou a ser defendida por alguns doutrinadores, e os carros de combate funcionariam como uma cavalaria moderna. Imprimiriam vigor e velocidade na II Guerra Mundial.

De fato, essas duas armas somadas constituíram a base doutrinária da guerra relâmpago, que se tornou a referência no conflito de 1939-1945.

Democracia ou Teocracia?

Esta recebi de um amigo. Reflete bem a atual situação de mudanças no mundo islâmico e as alternativas para aqueles países…

Alternativa turca ou iraniana? Não, democracia não é uma opção fácil...

Grande Guerra: o Exército alemão (que nunca existiu)

Pouca gente sabe, mas a Alemanha não tinha um Exército único na I Guerra Mundial.

O Império Alemão de 1914 (o II Reich) era composto por 26 Estados: 4 reinos, 6 grão-ducados, 5 ducados, 7 principados, 3 cidades livres e as antigas províncias francesas da Alsácia e Lorena, conquistadas na Guerra Franco-Prussiana (1870-71). Até o armistício de 1918, o Reich tinha uma Marinha Imperial (menina dos olhos do Kaiser), mas nenhum Exército.

De fato, a força terrestre alemã era constituída de 4 exércitos: os dos reinos da Prússia, Baviera, Saxônia e Württemberg. Antes da guerra, relata H.P. Willmott (Primeira Guerra Mundial, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008), estes eram organizados em 217 regimentos de infantaria, dos quais 166 eram prussianos, 24 bávaros, 17 saxões e 10 de Württemberg. Isso explica a diferença entre os uniformes que podem ser identificadas em imagens das tropas alemãs na Grande Guerra. De toda maneira, convém assinalar que à frente desses exércitos estava o bem-estruturado Grande Estado-Maior Alemão, uma herança da tradição prussiana e exemplo de organização e eficiência.

Soldados de um regimento bávaro da I Guerra Mundial. O primeiro sujeito sentado à esquerda era um cabo austríaco que se tornaria chanceler da Alemanha em 1933, e que seis anos depois iniciaria a II Guerra Mundial...

Rebeldes enfrentam ofensiva de Gaddafi no oeste da Líbia

Como disse, acho muito difícil que ele deixe o poder sem matar muita gente… De fato, não sei se está disposto a sair ele mesmo vivo dessa confusão toda…

Folha.com

01/03/2011 – 11h14

Rebeldes enfrentam ofensiva de Gaddafi no oeste da Líbia

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O ditador líbio, Muammar Gaddafi, lançou nesta terça-feira uma ofensiva na parte oeste do país, em um esforço para reverter o avanço dos rebeldes da oposição que já controlam a faixa leste do país. Moradores relataram batalhas com tropas leais a Gaddafi em Nalut, Misrat e Zawiyah.

Moradores disseram que forças pró-Gaddafi se mobilizaram para reafirmar o controle de Nalut, a cerca de 60 quilômetros da fronteira com a Tunísia, e impedir que ela caia em poder dos rebeldes.

As forças de Gaddafi reforçaram ainda sua presença na remota localidade de Dehiba, também na fronteira com a Tunísia, e decoraram o posto de passagem com as bandeiras verdes do regime.

Repórteres que estão no lado tunisiano viram veículos do Exército da Líbia e soldados armados com fuzis Kalashnikov. No dia anterior, não havia presença militar líbia nesse posto fronteiriço.

Forças leais ao ditador líbio lançaram ainda uma batalha de seis horas na madrugada desta terça-feira para tentar reconquistar a estratégica Zawiya, apenas 50 km ao oeste da capital Trípoli. Gaddafi chegou a ameaçar bombardear os opositores em Zawiya, segundo o canal de TV Al Jazeera.

Os rebeldes, que incluem militares desertores, estão armados com tanques, metralhadoras e bateria antiaérea. Eles reagiram ao avanço das tropas de Gaddafi, que levava as mesmas armas e atacaram de seis direções. Não há relatos de vítimas no combate.

“Nós não desistiremos de Zawiya a nenhum custo”, disse uma testemunha, que preferiu não se identificar. “Nós sabemos que ela é estrategicamente importante. Eles lutarão para consegui-la, mas nós não desistiremos. Nós conseguimos derrotá-los porque nossos espíritos são nobres e os espíritos deles são nada”.

As testemunhas disseram que os jovens de Zawiya estão nos telhados dos prédios na cidade para monitorar os movimentos das forças pró-Gaddafi e acionar alerta em caso de ataque iminente. Elas disseram ainda que o regime Gaddafi chegou a oferecer generosas quantias para os rebeldes entregarem o controle da cidade de volta para as autoridades.

As forças do ditador, que resiste à forte pressão interna e internacional, também tentaram reconquistar Misrata, a terceira maior cidade líbia, localizada 200 km a leste de Trípoli. As forças rebeldes conseguiram derrotá-las, mas um dos porta-vozes dos chamados ‘jovens da revolução de 17 de fevereiro’ garantiu ao canal Al Jazeera que ao menos três pessoas morreram.

Arte/Folha

 NERVOSISMO

Gaddafi, que está no poder há mais de 41 anos, já perdeu o controle da metade leste do país desde que os protestos pedindo sua queda começaram há duas semanas. Continuar lendo

Grande Guerra: uniformes

Ainda no contexto das homenagens aos combatentes da I Guerra Mundial, pretendo inserir alguns posts com curiosidades sobre aquele conflito de cerca de 8 milhões  de mortos (há quem estime 10 e até 12 milhões de vítimas) e outros tantos feridos e inválidos.

Uniformes franceses do início da Grande Guerra.

Pois bem,  o exército francês possuía, no início da Grande Guerra, 777.000 combatentes franceses e  46.000 homens das forças coloniais. Havia, ainda, a Legião Estrangeira, sempre atuante em todos os conflitos em que a França participou desde sua criação (1831).

Muitos desses bravos combatentes que foram para as trincheiras naquele fatídico verão de 1914 vestiam o uniforme tricolor clássico. Isso, em uma guerra estática (de trincheiras) e com armas modernas (em termos de precisão e alcance) era prato cheio para os atiradores alemães. Bastava mirar naquele alvo escarlate (as calças dos soldados franceses) que era difícil errar.

Difícil errar um alvo assim...

A decisão do Alto Comando francês de manter o uniforme com as cores nacionais por meses após a deflagração do conflito custou as vidas de milhares de combatentes.

Finalmente, resolveu-se pela adoção do tradicional uniforme azul-acinzentado… Mas aí já muitos haviam perecido…