Grande Guerra: o Exército alemão (que nunca existiu)

Pouca gente sabe, mas a Alemanha não tinha um Exército único na I Guerra Mundial.

O Império Alemão de 1914 (o II Reich) era composto por 26 Estados: 4 reinos, 6 grão-ducados, 5 ducados, 7 principados, 3 cidades livres e as antigas províncias francesas da Alsácia e Lorena, conquistadas na Guerra Franco-Prussiana (1870-71). Até o armistício de 1918, o Reich tinha uma Marinha Imperial (menina dos olhos do Kaiser), mas nenhum Exército.

De fato, a força terrestre alemã era constituída de 4 exércitos: os dos reinos da Prússia, Baviera, Saxônia e Württemberg. Antes da guerra, relata H.P. Willmott (Primeira Guerra Mundial, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008), estes eram organizados em 217 regimentos de infantaria, dos quais 166 eram prussianos, 24 bávaros, 17 saxões e 10 de Württemberg. Isso explica a diferença entre os uniformes que podem ser identificadas em imagens das tropas alemãs na Grande Guerra. De toda maneira, convém assinalar que à frente desses exércitos estava o bem-estruturado Grande Estado-Maior Alemão, uma herança da tradição prussiana e exemplo de organização e eficiência.

Soldados de um regimento bávaro da I Guerra Mundial. O primeiro sujeito sentado à esquerda era um cabo austríaco que se tornaria chanceler da Alemanha em 1933, e que seis anos depois iniciaria a II Guerra Mundial...

Rebeldes enfrentam ofensiva de Gaddafi no oeste da Líbia

Como disse, acho muito difícil que ele deixe o poder sem matar muita gente… De fato, não sei se está disposto a sair ele mesmo vivo dessa confusão toda…

Folha.com

01/03/2011 – 11h14

Rebeldes enfrentam ofensiva de Gaddafi no oeste da Líbia

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O ditador líbio, Muammar Gaddafi, lançou nesta terça-feira uma ofensiva na parte oeste do país, em um esforço para reverter o avanço dos rebeldes da oposição que já controlam a faixa leste do país. Moradores relataram batalhas com tropas leais a Gaddafi em Nalut, Misrat e Zawiyah.

Moradores disseram que forças pró-Gaddafi se mobilizaram para reafirmar o controle de Nalut, a cerca de 60 quilômetros da fronteira com a Tunísia, e impedir que ela caia em poder dos rebeldes.

As forças de Gaddafi reforçaram ainda sua presença na remota localidade de Dehiba, também na fronteira com a Tunísia, e decoraram o posto de passagem com as bandeiras verdes do regime.

Repórteres que estão no lado tunisiano viram veículos do Exército da Líbia e soldados armados com fuzis Kalashnikov. No dia anterior, não havia presença militar líbia nesse posto fronteiriço.

Forças leais ao ditador líbio lançaram ainda uma batalha de seis horas na madrugada desta terça-feira para tentar reconquistar a estratégica Zawiya, apenas 50 km ao oeste da capital Trípoli. Gaddafi chegou a ameaçar bombardear os opositores em Zawiya, segundo o canal de TV Al Jazeera.

Os rebeldes, que incluem militares desertores, estão armados com tanques, metralhadoras e bateria antiaérea. Eles reagiram ao avanço das tropas de Gaddafi, que levava as mesmas armas e atacaram de seis direções. Não há relatos de vítimas no combate.

“Nós não desistiremos de Zawiya a nenhum custo”, disse uma testemunha, que preferiu não se identificar. “Nós sabemos que ela é estrategicamente importante. Eles lutarão para consegui-la, mas nós não desistiremos. Nós conseguimos derrotá-los porque nossos espíritos são nobres e os espíritos deles são nada”.

As testemunhas disseram que os jovens de Zawiya estão nos telhados dos prédios na cidade para monitorar os movimentos das forças pró-Gaddafi e acionar alerta em caso de ataque iminente. Elas disseram ainda que o regime Gaddafi chegou a oferecer generosas quantias para os rebeldes entregarem o controle da cidade de volta para as autoridades.

As forças do ditador, que resiste à forte pressão interna e internacional, também tentaram reconquistar Misrata, a terceira maior cidade líbia, localizada 200 km a leste de Trípoli. As forças rebeldes conseguiram derrotá-las, mas um dos porta-vozes dos chamados ‘jovens da revolução de 17 de fevereiro’ garantiu ao canal Al Jazeera que ao menos três pessoas morreram.

Arte/Folha

 NERVOSISMO

Gaddafi, que está no poder há mais de 41 anos, já perdeu o controle da metade leste do país desde que os protestos pedindo sua queda começaram há duas semanas. Continuar lendo

Grande Guerra: uniformes

Ainda no contexto das homenagens aos combatentes da I Guerra Mundial, pretendo inserir alguns posts com curiosidades sobre aquele conflito de cerca de 8 milhões  de mortos (há quem estime 10 e até 12 milhões de vítimas) e outros tantos feridos e inválidos.

Uniformes franceses do início da Grande Guerra.

Pois bem,  o exército francês possuía, no início da Grande Guerra, 777.000 combatentes franceses e  46.000 homens das forças coloniais. Havia, ainda, a Legião Estrangeira, sempre atuante em todos os conflitos em que a França participou desde sua criação (1831).

Muitos desses bravos combatentes que foram para as trincheiras naquele fatídico verão de 1914 vestiam o uniforme tricolor clássico. Isso, em uma guerra estática (de trincheiras) e com armas modernas (em termos de precisão e alcance) era prato cheio para os atiradores alemães. Bastava mirar naquele alvo escarlate (as calças dos soldados franceses) que era difícil errar.

Difícil errar um alvo assim...

A decisão do Alto Comando francês de manter o uniforme com as cores nacionais por meses após a deflagração do conflito custou as vidas de milhares de combatentes.

Finalmente, resolveu-se pela adoção do tradicional uniforme azul-acinzentado… Mas aí já muitos haviam perecido…