Japão: risco nuclear

Reator 1 da usina nuclear de Fukushima fica a 250 quilômetros ao norte de Tóquio (Kim Kyung Hoon - Reuters)

Já passam de 1.700 mortos e desaparecidos na tragédia japonesa. Por mais pesar que esses números causem, é importante lembrar que é uma cifra baixa diante da gravidade dos eventos. Mérito do povo japonês, que tem em suas veias correndo a disciplina, organização, planejamento, preparo e noção de coletividade.

O perigo agora, além de novo terremoto e tsunami, é o de acidente nuclear… Continuar lendo

A Tragédia no Japão e o (des)preparo de Pindorama

Japão 2011 - Terremoto e tsunami - previsíveis, mas inevitáveis...

Além do pesar pelas vítimas da tragédia e de nos solidarizarmos com o povo japonês, esses terríveis acontecimentos no Império do Sol Nascente nos fazem pensar no despreparo aqui em Pindorama frente a grandes tragédias… Ok, país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza… Não temos vulcões ativos, furacões nem terremotos (ainda que meus amigos do Rio Grande do Norte insistam que não é bem assim)… Mas temos nossas enchentes e desmoronamentos de encostas… nesses casos, todos eventos previsíveis e, de certa forma, controláveis… Mas as mortes por aqui são a única certeza.

Os japoneses se mostraram (como era de se esperar) tremendamente preparados para enfrentar catástrofes. O problema ali é que, realmente, o terremoto e a tsunami que o sucedeu foram muito intensos. É exatamente o inverso do cenário por aqui.

Região Serrana do Rio, 2011 - enchentes e desmoronamentos: evitáveis, mas não previstas...

Em Pindorama, não temos que nos preocupar com desastres naturais das proporções dos ocorridos no Japão. Nossos terremotos e nossas tsunamis estão relacionados à má administração dos recursos públicos, à falta de planejamento e ao descaso das autoridades para com os interesses gerais. E essas catástrofes também matam e causam graves prejuízos…

Tudo bem, diriam alguns… mas é o Japão, não é? Terceira economia do globo, índices de desenvolvimento sociais altíssimos… Bom, aqui no Hemisfério Ocidental tivemos dois casos marcantes no ano passado, os terremotos do Haiti e do Chile. Não preciso comentar a tragédia haitiana (onde, inclusive, perdi dois amigos). Mas vale lembrar a eficiência com que os chilenos lidaram com a catástrofe por lá. Eu estava em Santiago quando ocorreu o terremoto do Haiti e lá, conversando com os amigos, percebi como os chilenos estavam preparados para um evento cuja única certeza é que iria acontecer. Resta saber por aqui se em Pindorama estamos mais para Haiti do que para Chile e Japão. Deus nos ajude!

Imagens da tragédia no Japão: http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/terremoto-no-japao/

Cobertura: http://topicos.estadao.com.br/terremoto