Grande Guerra: submarinos e encouraçados

Uma vez que esta semana foi dedicada primeiramente à I Guerra Mundial, inserimos mais um post que pode interessar aos estudiosos de História Militar. Aspecto importante naquele conflito foi a guerra no mar. Nesse sentido, algumas palavras acerca de submarinos e encouraçados, duas inovações que revolucionaram as batalhas marítimas. Enquanto aqueles (cujo primeiro protótipo já havia sido testado na Guerra Civil estadunidense) se desenvolveriam ao longo do século XX, estes surgiram no final do século XIX, reinaram pelas primeiras décadas do século seguinte, mas começariam a ver-se limitados já na II Guerra Mundial, quando perderiam para o porta-aviões (navio aeródromo) a posição de nau capitânia de uma frota e se evidenciariam vítimas fáceis do poder aéreo.

Os submarinos mostraram-se uma arma de grande importância na Grande Guerra. Eram usados sobretudo na guerra do corso, desenvolvida especialmente pela Alemanha naquele conflito. Submarinos foram utilizados também para atrapalhar as linhas de comunicação marítima. Assim, os alemães conseguiram, durante muito tempo, estrangular as rotas de navegação aliadas. Eram (como continuam a ser) importante arma para surpreender o inimigo e deixar suas forças navais em constante alerta. As perigosas e temidas matilhas de U-Boats da Grande Guerra só vieram a ser contidas à medida que enfraquecia a capacidade alemã de reposição e abastecimento paralelamente ao desenvolvimento de equipamentos e técnicas de guerra antissubmarina.

HMS Dreadnought (1906)

No que concerne aos encouraçados, esses grandes navios com seus poderosos canhões permitiam o combate às formações navais inimigas a dezenas de quilômetros de distância. Suas baterias completas de canhões sobrepujavam quaisquer navios de guerra até então produzidos. Com isso, os grandes encouraçados reinaram nos mares, no início do século XX, como instrumento de poder das grandes potências, só vindo a ser desbancados pelos porta-aviões a partir da II Guerra Mundial – quando se teria o predomínio do avião na guerra naval.