Fundamentação econômica do terrorismo

Do site de um amigo. Recomendo  (www.marcusreis.com).

Terrorismo…

05/03/2011
por mvreis

O Terrorismo, ao ser percebido como um método de ação[1], possui determinada lógica que passa pela economia. O comportamento de um terrorista ou de uma organização terrorista pode ser explicado de forma similar a um consumidor racional, que mede os custos e os benefícios de suas ações. Indivíduos e grupos possuem incentivos e restrições que os fazem agir de determinada maneira, procurando sempre maximizar seus resultados.

Assim, organizações terroristas atuam com racionalidade e dessa maneira devem ser atacadas. Terrorismo não acontece pelo simples objetivo de matar, como bem assevera SNODGRASS (2008). Existe uma lógica por trás desse comportamento violento. Entender o porquê de se participar de grupos terroristas é um desafio dos investigadores, que tentam mensurar os ganhos individuais de pertencer a tais grupos (MULLER, 1996). Estados falham ao não proporcionar bens necessários à vida de seus nacionais, e isso pode motivar o surgimento de grupos que tentem destruir tais nações (ROTBERT, 2003).

PILLAR (2001) também destaca que os Estados devem aumentar os custos de uma ação terrorista com a adoção de medidas antiterror. O terrorismo tem uma lógica. O comportamento do terrorista obedece a um raciocínio lógico. O terrorismo, como outra forma de crime, possui custos e benefícios que são analisados pelos membros das organizações que o adotam. Políticas que levem em conta esses aspectos são as mais efetivas no combate ao terrorismo, considerando este ato uma escolha racional de um determinado grupo (GRENSHAW, 1998).

O terrorismo visto como crime pode e deve ter uma análise econômica. A abordagem econômica já vem sendo adotada para o estudo do fenômeno criminoso desde o trabalho Crime and Punishment: an Economic approach, do professor Gary BECKER, de 1968.


[1] “o terrorismo é uma etapa de uma seqüência de ações que visa a produzir um fim político desejado, sendo melhor caracterizado, portanto, como parte de uma estratégia, algo que definimos como um estratagema.” (DINIZ, Eugênio. Compreendendo o Fenômeno do Terrorismo. IN BRIGADÃO, C. e PROENÇA JR, D. Paz e Terrorismo. Ed. Hucitec, São Paulo, 2004, p. 197 a 222).

Pena de morte a fonte do WikiLeaks

Sim, terá que pagar por seu crime. Vazamento de informação é coisa séria.

Fonte do WikiLeaks pode pegar pena de morte

Justiça americana apresenta 22 novas acusações contra o soldado Bradley Manning, preso desde julho, entre elas a de ‘ajudar o inimigo’

04 de março de 2011 | 0h 00

Denise Chrispim Marin – O Estado de S.Paulo

Principal suspeito de deixar vazar documentos secretos dos EUA para o site WikiLeaks, o soldado ` foi acusado ontem pelo Exército de cometer 22 crimes, entre os quais o de “ajudar o inimigo”. A punição prevista é a pena de morte. A Promotoria do caso, porém, comprometeu-se a aplicar, como punição máxima, a prisão perpétua. Manning, de 23 anos, foi preso no Kuwait em julho e está detido na brigada do Corpo de Marines de Quantico, Virgínia.

“As novas acusações, mais precisas, refletem o amplo leque de crimes supostamente cometidos por Manning”, afirmou o porta-voz do Exército, capitão John Haberland.

Apesar da desconfiança do Exército de haver mais pessoas envolvidas no vazamento para o WikiLeaks, Manning é o único preso e acusado. Ele servia no Kuwait quando foi delatado por um amigo, a quem contara ter enviado ao WikiLeaks 260 mil telegramas secretos do Departamento de Estado e um vídeo com o registro de um ataque aéreo americano no Afeganistão, em 2009. Continuar lendo

Grande Guerra: submarinos e encouraçados

Uma vez que esta semana foi dedicada primeiramente à I Guerra Mundial, inserimos mais um post que pode interessar aos estudiosos de História Militar. Aspecto importante naquele conflito foi a guerra no mar. Nesse sentido, algumas palavras acerca de submarinos e encouraçados, duas inovações que revolucionaram as batalhas marítimas. Enquanto aqueles (cujo primeiro protótipo já havia sido testado na Guerra Civil estadunidense) se desenvolveriam ao longo do século XX, estes surgiram no final do século XIX, reinaram pelas primeiras décadas do século seguinte, mas começariam a ver-se limitados já na II Guerra Mundial, quando perderiam para o porta-aviões (navio aeródromo) a posição de nau capitânia de uma frota e se evidenciariam vítimas fáceis do poder aéreo. Continuar lendo