Medidas do Conselho de Segurança contra a Líbia

Direto do UN News Centre… Resta saber se a medida terá alguma efetividade, em um momento em que as forças de Kadafi estão vencendo os rebeldes e retomando o controle do país.

Benghazi pode cair em breve. Se isso acontecer, Kadafi venceu. As lideranças rebeldes terão sido aniquiladas, o Levante fracassado e o mundo vai encarar um Kadafi ressentido e disposto a se vingar de quem considere inimigos.

Parece que a manifestação da comunidade internacional por meio dessa Resolução do Conselho de Segurança vem tardia e desesperadamente. Questiono a efetividade da iniciativa.

Em tempo: dos 15 membros do Conselho, dez votaram a favor e cinco se abstiveram. E as abstenções foram de países importantes como Rússia, China (ambas com poder de veto e assento permanente), Alemanha e Índia, além do Brasil. Esse é um dado que não pode ser desconsiderado.

Indago se as potências vão realmente usar a força militar contra a Líbia… Não me parece muito lógico, muito menos com a participação dos Estados Unidos. Os estadunidenses não teriam condições (ou, melhor dizendo, disposição) para abrir mais uma frente depois do Afeganistão e do Iraque.

No Afeganistão, as forças da OTAN comandadas pelos EUA estão longe de um desfechos no confrontos. E o Iraque ainda não foi desocupado…

Será que alguém acha realmente que os EUA iriam mandar tropas para a Líbia e abrir uma nova frente, um novo Iraque? Será que a opinião pública americana compraria essa causa? Será que o Presidente Obama (que está com baixos índices de popularidade) ousaria se arriscar em um empreitada no Norte da África? Sinceramente, não estou seguro de que a Líbia vale tanto assim para as potências ocidentais.

De toda maneira, se ocorrer uma remota hipótese de intervenção armada por parte de uma coalizão da ONU (e, nesse caso, será comandada pelos EUA e não contará com efetivos russos, chineses, alemães, indianos ou brasileiros), não se poderá parar até a derrubada de Kadafi (exatamente como ocorreu com Saddam Hussein).

Só que a intervenção não seria fácil, ainda mais agora que as forças do Governo estão com o moral mais elevado. E, claro, Kadafi não parece estar muito disposto a largar o osso…

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