Artigo muito interessante, postado pela minha caríssima amiga, Carmen Lícia Palazzo, em sua página no facebook, e que achei por bem replicar aqui no site. Mostra que a Síria não tem muito a ver com a Líbia, nem Assad com Kadafi.
Assad (assim como o Rei Hussein, da Jordânia), convém destacar, pertence a uma nova geração de líderes do mundo árabe, que herdaram o poder do pai, mas foram educados no ocidente. Nesse sentido, assim como o rei hachemita, Assad tem competência e talento para lidar com o Levante em seu país e até promover as reformas que acalmem a multidão – se terá êxito, são outros quinhentos…
De toda maneira, convém lembrar a importância estratégica da Síria (muito superior à da Líbia) no equlilíbrio de forças da região, inclusive no que concerne a sua posição geográfica e geopolítica.
Também é bom assinalar que o regime de Assad, considerado autoritário para os padrões ocidentais, não é percebido com tanto antagonismo pela maioria dos sírios. Sobre o assunto, lembro de um professor de árabe que tive aqui em Brasília (Carmen certamente se recordará dele), que uma vez declarou que via com muita naturalidade que em seu país houvesse o mesmo presidente desde sempre (ou um sucessor por ele escolhido), estranhando esse modelo nosso de alternância periódica de mandatário.
O mundo é bem mais complexo do que nós ocidentais imaginamos…





