Obama teria autorizado o fornecimento de armas para os rebeldes na Líbia… Claro! Isso é que os estadunidenses chamam de covert actions, outros países operações especiais e por aí vai (vide nosso livro Atividade de Inteligência e Legislação Correlata)… As grandes potências seguem essas práticas não é de hoje. Surpreenderia se assim não fosse!
Agora, o mais interessante é o porta-voz da Casa Branca dizendo que “não vai comentar assuntos de inteligência…”. Note-se que ele não negou a operação de inteligência, apenas disse que não iria comentá-la.
No tabuleiro da política internacional, as potências certas vezes recorrem a medidas heterodoxas para fazer valer seus interesses (obviedade). O uso da inteligência em alguns caso serve exatamente para se evitar o recurso à força, como uma declaração de guerra ou a intervenção armada. A notícia é só um exemplo de que não há amadores no grande jogo. Nesse sentido, não é aceitável que governos se mostrem ingênuos.
Ainda que não se recorra à inteligência para influenciar governos estrangeiros e interferir em assuntos internos de outros países, é importante que todo Estado disponha de mecanismos para fazer frente às referidas ações. Isso é que se chama de contrainteligência. País que não se preocupe com inteligência e contrainteligência acaba sendo vítima de quem se preocupa (seja de outros governos, seja de organizações não-governamentais, como grupos terroristas e redes criminosas).
Yeah, baby! That’s Intelligence! That’s International Politics!

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