Eu quero ter um milhão de amigos…

Lembrei-me de um provérbio russo: “mais vale ter amigos que tesouros acumulados”…

Quem pode, pode...

 

Só não entendi aquela fotografia esquisita grudada no peito dele...

 

Compañeros!

Imagem bonita de união entre os povos…

Encontrei esta imagem… Achei tão simbólica que resolvi postá-la, sem maiores comentários…

Quem consegue viver sem amigos?

França ameaça atacar Kadafi… E tem alternativa?

O Sarkô se viu diante do que poderíamos chamar de “sinuca de bico”: foi um dos primeiros líderes a se pronunciar contra o regime de Kadafi, logo que o Levante chegou à Líbia; retirou seu embaixador de Trípoli e reconheceu as lideranças rebeledes; e encabeçou a Resolução do Conselho de Segurança da ONU que autoriza o uso da força contra Kadafi… Enquanto o Levante estava vencendo, tudo parecia bem. Agora que as forças leais ao coronel-apreciador-de-música-pop-ocidental estão virando o jogo, a França terá que agir.

De fato, o Governo francês não tem alternativa… necessita que Kadafi deixe o poder. Se o clone do Cauby continuar a mandar na Líbia, a França terá um grande problema de política externa, em uma região muito sensível para os interesses franceses. Daí a justificativa para um eventual recurso à força…

Por enquanto, os franceses se restringiriam a ataques aéreos… sei não, mas acho que quando o primeiro avião francês cair (sendo abatido ou por “problemas técnico-operacionais”), a popularidade do marido de Carla Bruni vai cair mais que Rafale no Mediterrâneo…

Enquanto isso, a sexta foi marcada por manifestações e confrontos em vários países árabes, tendo chegado à Síria. O Levante não acabou… Continuar lendo

Líbia: suspensão das operações militares contra o Levante

A coisa virou novamente… Mas agora não há justificativa para uma ação militar ocidental, né? Kadafi estaria ganhando tempo? Ou a suspensão dos ataques aos rebeldes é só para inglês ver (literalmente)?

BBC – B R A S I L
Atualizado em  18 de março, 2011 – 10:22 (Brasília) 13:22 GMT.

Líbia anuncia suspensão de operações militares contra oposicionistas

O governo da Líbia anunciou nesta sexta-feira a suspensão imediata de sua ofensiva militar contra os oponentes do regime do líder Muamar Khadafi.

O ministro do Exterior líbio, Moussa Koussa, disse que a medida foi tomada para proteger civis, de acordo com a resolução tomada pelo Conselho de Segurança da ONU na noite da última quinta-feira, que aprovou uma zona de exclusão aérea no país.

“Decidimos por um cessar-fogo imediato e uma imediata paralisação de todas as operações militares”, disse o ministro a jornalistas.

Na quinta-feira, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que estabelece uma zona de exclusão aérea na Líbia e autoriza “todas as medidas necessárias” para “proteger civis e áreas habitadas por civis” de ataques das forças do coronel Khadafi. Continuar lendo

Yankees, Welcome!

Artigo nosso publicado no Inforel.

Yankees, Welcome!

Joanisval Brito Gonçalves*, 18/03/2011 – 14h48

É grande a expectativa em torno da visita ao Brasil do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Fala-se no aumento da cooperação nas áreas econômica, energética, de segurança e, também, em matéria de meio ambiente, educação e cultura. Com a agenda a ser divulgada apenas no último momento, há especulações das mais diversas, até mesmo sobre o fim da exigência de vistos de turismo e negócios para cidadãos dos dois países. Entretanto, mais que todos esses aspectos práticos da viagem de Obama, é importante que se perceba o caráter simbólico dessa visita.

A decisão do Presidente dos Estados Unidos de, ao visitar a América do Sul, eleger Brasil e Chile como destino, envolve mais que grandes acordos econômicos ou energéticos. Especificamente, no caso Brasil, é sinal da importância crescente do País não só em termos regionais, mas, sobretudo, globais. Também evidencia o interesse de aproximação entre duas grandes economias, países com valores coincidentes e parceiros que têm muito a ganhar retomando laços tradicionais.

O Brasil que Obama encontrará é muito diferente daquele com que seus antecessores se depararam quando aqui estiveram. Já somos a sétima economia do planeta, nossa democracia está consolidada, uma classe média se estrutura e ganha força, assim como melhoram as condições gerais de vida da população, aumentando sua capacidade de consumo. O País também se mostra mais aberto ao mercado externo e, portanto, atraente parceiro comercial: de fato, o comércio de mão dupla entre Brasil e Estados Unidos mais que dobrou na última década, chegando a US$ 80 bilhões em 2010, e somente no referido ano, as exportações estadunidenses para o Brasil cresceram 35% em relação a 2009. Outro dado importante: nossas exportações para lá incluem commodities, mas também bens de valor agregado, como aviões e peças. Empresas brasileiras estão presentes no mercado estadunidense. E o Brasil já é o décimo parceiro comercial da Superpotência, com infinitas possibilidades de parceria e cooperação nos mais distintos setores que não podem ser descartadas. Certamente, Obama tratará desses assuntos em sua vinda ao Brasil.

Não obstante, repita-se, se nada disso fosse tratado, a visita de Barack Obama ao Brasil já seria de importância capital por seu simbolismo. O evento demonstra o interesse dos estadunidenses em tratar o Brasil em nova relação, como parceiro. Ainda que condições de igualdade sejam difíceis, ao menos as relações entre Brasil e Estados Unidos passam a se constituir como relações entre potências mundiais, e não mais sob uma ótica regional. Note-se que é no Chile, outro parceiro importante para os estadunidenses na América Latina, onde Obama anunciará sua política para a região. A política externa para o Brasil não será a mesma para o restante do subcontinente, o que é natural. Em outras palavras, com o Brasil a conversa é distinta, exatamente devido às novas dimensões de nosso país.

Passa da hora de reatarem-se os laços entre Brasil e Estados Unidos, as duas principais economias das Américas. Passa da hora desses países, com muito mais semelhanças que diferenças, com valores compartilhados, e grandes possibilidades de cooperação, fomentarem uma relação mais harmônica e produtiva. O discurso “yankees, go home!” é anacrônico e sem sentido para o Brasil de hoje. Nada o justifica, sobretudo porque país nenhum do mundo tem condições de submeter o Brasil a uma política imperialista. A idéia agora deve ser de aproximação com os Estados Unidos e qualquer outra Potência que queira nos tratar com o devido respeito: “yankees, welcome!”.

* Joanisval Brito Gonçalves. Os conceitos e opiniões aqui emitidos são exclusivamente do autor e não refletem necessariamente as posições de entidades às quais esteja eventualmente vinculado. E-mail para contato: joanisval@gmail.com. Website: www.joanisval.com.