Líbia: suspensão das operações militares contra o Levante

A coisa virou novamente… Mas agora não há justificativa para uma ação militar ocidental, né? Kadafi estaria ganhando tempo? Ou a suspensão dos ataques aos rebeldes é só para inglês ver (literalmente)?

BBC – B R A S I L
Atualizado em  18 de março, 2011 – 10:22 (Brasília) 13:22 GMT.

Líbia anuncia suspensão de operações militares contra oposicionistas

O governo da Líbia anunciou nesta sexta-feira a suspensão imediata de sua ofensiva militar contra os oponentes do regime do líder Muamar Khadafi.

O ministro do Exterior líbio, Moussa Koussa, disse que a medida foi tomada para proteger civis, de acordo com a resolução tomada pelo Conselho de Segurança da ONU na noite da última quinta-feira, que aprovou uma zona de exclusão aérea no país.

“Decidimos por um cessar-fogo imediato e uma imediata paralisação de todas as operações militares”, disse o ministro a jornalistas.

Na quinta-feira, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que estabelece uma zona de exclusão aérea na Líbia e autoriza “todas as medidas necessárias” para “proteger civis e áreas habitadas por civis” de ataques das forças do coronel Khadafi.

O ministro Moussa Koussa disse nesta sexta-feira que o Conselho de Segurança não agiu de modo razoável ao autorizar o uso de ações militares contra a Líbia. De acordo com Koussa, esta medida foi uma violação à Carta da ONU e à soberania da Líbia.

Horas

Depois da aprovação da resolução da ONU, um representante do governo francês informou, nesta sexta-feira, que a ação militar ocidental contra a Líbia começaria nas próximas horas, com a França sendo o primeiro país a participar dos ataques aéreos.

A resolução recebeu dez votos a favor e nenhum contra na votação da noite de quinta-feira, mas cinco países – incluindo China e Rússia, membros permanentes do Conselho, e o Brasil – se abstiveram.

Concentradas na cidade de Benghazi, no leste do país, forças contrárias a Khadafi comemoraram o anúncio da ONU.

A resolução, de número 1.973, foi proposta por Grã-Bretanha, França e Líbano e contou com apoio dos EUA.