Tu leur diras que tu es Hutue

Acabei a leitura de uma obra que gostaria de recomendar: Tu leur diras que tu es Hutue, de Pauline Kayitare. Trata-se do relato biográfico da autora, uma tutsi de 13 anos à ocasião do genocídio de Ruanda (1994).

Kayitare resolveu escrever sobre sua história 16 anos após aqueles acontecimentos. O livro é cheio de relatos fortes e marcantes, como o do massacre de 150 pessoas (homens, mulheres e crianças), do qual a autora só escapou por se dizer hutu – fora uma instrução dada pela mãe, já que a menina era ainda muito jovem para ter uma carteira de identidade e sem compleição f’ísica para parecer uma tutsi.

Filha de uma família de seis irmãos, Pauline e seu pai foram os únicos sobreviventes. Além da mãe e dos irmãos, perdeu duas centenas de parentes… Hoje vive na Bélgica com o marido (belga) e uma filha. Continuar lendo

Cemitérios militares da Grande Guerra

Em minha peregrinação por Ypres, descobri que há toda uma “ciência” na organização dos cemitérios militares. E essa “ciência” remonta à Grande Guerra.

De fato, é bom lembrar, até o século XIX não se costumava dar qualquer tratamento especial aos mortos em combate, cujos corpos eram deixados à própria sorte, apodrecendo ou sendo devorado por feras (vide, por exemplo, o campo de batalha no filme A Cruzada).

Com as guerras napoleônicas e os conflitos que lhes seguiram, os combatentes eram enterrados em valas coletivas, sem maiores preocupações com a individualidade dos caídos (uso como exemplo a cena final de Tempo de Glória).

Foi apenas com a carnificina intensa da I Guerra Mundial que os homens provenientes da Belle Époque decidiram dar destino mais honroso aos despojos daqueles que deram a vida pela pátria. E aí a criação dos primeiros cemitérios militares.

Uma primeira observação sobre o assunto foi a decisão de se enterrar os mortos nos lugares onde haviam combatido, evitando-se repatriar os corpos – o que, além dos problemas logísticos, constituiria grande prejuízo ao moral da população, que teria que presenciar seus filhos voltando para casa em caixões.

Uma vez que se criaria cemitérios miltares, como seriam estes? Quem for aos lugares do descanso final dos súditos do Império Britânico verá que as lápides são todas iguais – isso não é por acaso. O padrão seria mantido para se evitar uma heterogeneidade de túmulos (como acontece nos cemitérios civis), quando há aqueles que têm grandes mausoléus sepultados ao lado de lápides singelas, dependendo dos recursos de suas famílias. Ademais, havia a idéia de que todos são iguais na hora da morte, sobretudo em combate.

Outra curiosidade: na lápide deveria constar o símbolo do regimento ao qual pertencia o morto, seu nome e, vez por outra, um epitáfio. Quando não se podia identificar o morto, colocava-se simplesmente “um soldado da Grande Guerra”, “um soldado do Império Britânico” ou mesmo “um soldado do regimento tal”… (É muito tocante estar em pé diante de uma lápide onde se vê a inscrição “a soldier of the Great War”). Também poderia constar a medalha ou comenda recebida pelo morto. E, naturalmente, gravada na pedra, uma cruz, uma estrela de Davi ou mesmo um crescente, dependendo da religião do morto.

Quanto à disposição das lápides, não havia uma ordem muito clara, mas era comum que se colocassem juntas, lado a lado, aquelas de combatentes que haviam perecido juntos. Quando não acontecia assim, havia uma distância pequena entre as pedras… E judeus eram sepultados junto com cristãos, islâmicos ou mesmo ateus. Afinal, combatiam pelo mesmo ideal.

No caso dos súditos do Império Britânico, foi criada uma autoridade para zelar pelos cemitérios militares, prática reproduzida em alguns países. Com isso, os mortos estariam para sempre guardados pelo Império pelo qual lutaram.

São comuns as peregrinações aos cemitérios militares por todo o fronte ocidental de ambas as guerras mundiais. Aprende-se muito sobre a guerra, a história e, sobretudo, acerca do ser humano e sua natureza. Não há como se emocionar diante desses bravos homens cuja vida foi ceifada algumas vezes tão prematuramente (vi-me diante de uma de um jovem de apenas quinze anos). Não há como não lhes prestar as maiores homenagens. São eles, indubitavelmente, os merecedoresde todas elas.

Em tempo, enquanto os cemitérios aliados são constantemente visitados, aqueles onde repousam soldados alemães recebem poucos visitantes alemães. Infelizmente, as novas gerações na Alemanha foram educadas para esquecer as duas guerras mundiais e aqueles alemães que nelas deram sua vida. Isso é triste, uma vez que a memória dos caídos acaba legada a segundo plano. Não deveria ser assim. Também não se pode ter nesses cemitérios qualquer grande monumento ou evocação à bravura dos que pereceram. Verdadeiramente, são modestos.

Minha homenagem aos bravos que tombaram em combate! Que repousem em paz!

Nos campos de Flandres

Quem se interessa pela Grande Guerra sabe que a flor de papoula é o maior símbolo daquele conflito, pois nascia nos campos de batalha da frente ocidental. Também vai se lembrar do que talvez seja o poema mais famoso em língua inglesa sobre a Guerra, escrito por John McCrae, um jovem médico canadense que morreu em 1918, com uma longa folha de serviços prestados nos campos de batalha… McCrae conseguiu reproduzir em belas palavras todo o horror que testemunhou nos campos de Flandres…

Minha homenagem aos milhões que deram suas vidas naquela que deveria ser a guerra que poria fim a todas as guerras…

In Flanders Fields

John McCrae

In Flanders fields the poppies blow
      Between the crosses, row on row,
   That mark our place; and in the sky
   The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.

We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
   Loved and were loved, and now we lie,
         In Flanders fields.

Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
   The torch; be yours to hold it high.
   If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
         In Flanders fields.

Memórias da Grande Guerra

Hoje tive a oportunidade de ir a Ypres, local onde ocorreram algumas das mais importantes e sangrentas batalhas da I Guerra Mundial. Fui também aos cemitérios militares e a uma das últimas trincheiras preservadas daquele conflito (naturalmente entrei nela). A atmosfera desses locais é impressionante. Quase cem anos depois, a memória daqueles que deram as vidas combatendo permanece. Recomendo a quem tiver condições de vir a Ypres…

Outros dados também surpreendem, como o fato de que ainda são encontradas anualmente milhares de bombas (cápsulas de explosivos) não detonadas e ainda constituindo ameaça. Explico: estimativas conservadoras registram que entre 1914 e 1918, 1,4 bilhões (isso, bilhões) de bombas (shells), incluindo 66 milhões contendo gases (clorino, gás mostarda, por exemplo) foram lançadas pelos dois lados apenas no fronte oriental. Dessas, cerca de 10% falharam, não sendo detonadas, ou seja, aproximadamente 145 milhões de ogivas/cápsulas/bombas permaneceram nos campos de batalha da Grande Guerra. Bom, anualmente, algo como 250 toneladas de bombas do período são detonadas pelas autoridades belgas, aí incluídas 20 toneladas de artefatos contendo gases que ainda permanecem tóxicos e mais instáveis  que há cem anos… Ainda levará muito tempo para que os efeitos diretos da Grande Guerra cessem de afetar as gerações já distantes daqueles homens vitorianos… (Antes que perguntem, as fotos são minhas…)

11 de setembro de 2001: um dia que jamais será esquecido…

Meus queridos leitores,

Naturalmente, acompanhei pela TV a cerimônia no Marco Zero e, como muitos, emocionei-me com as lembranças trágicas daquele 11 de setembro de 2001. E chorei. Chorei pelas milhares de vidas que foram ceifadas por atos de barbárie que nada, absolutamente nada pode justificar. Chorei pelas mães e pais que perderam seus filhos, as esposas e esposos que perderam seus companheiros, os filhos que ficaram órfãos. Chorei pelos sonhos que foram interrompidos e pelos anos que não serão vividos. Sim, chorei por todas as vítimas daqueles horrendos atentados…

Sei que ainda há os que dirão: “bem feito! os Estados Unidos mereceram o 11 de setembro!” Permitam-me discordar. Não acho que os homens e mulheres que foram vitimados naquela manhã ensolarada porém a mais sombria, mereceram o destino que lhes chegou pelas mãos de fanáticos. Não acho que as pessoas comuns, que iam para mais um dia de jornada ganhar a vida, vivendo simplesmente, mereceram aquela sina. Não, nada justifica o que lhes foi feito e nem eram elas as responsáveis por todos os males do mundo, como não o são os Estados Unidos.

Minha tristeza é pelos que foram vitimados pelo 11/09, mas é também pelos milhões em todo o globo que sofreram e ainda sofrem as conseqüências das ações de resposta aos ataques: Afeganistão, Iraque, Líbano, Israel, Espanha, Reino Unido… Muitos ainda pagarão pelo mal feito por um bando de terroristas…

O que os terroristas do 11/09 conseguiram foi catalizar o ódio, multiplicando a dor e o sofrimento de pessoas por todo o mundo, independentemente de religião, raça ou ideologia… Portanto, não aceito aqueles atos… E choro pelos que deles foram e são vítimas. E choro pela humanidade que a cada ato de terror, promovido por indivíduos ou por Estados, vê-se tolhida em sua essência. Choro, pois ainda levaremos muito tempo para aprender que violência só gera mais violência, desde o sempre.

Minha homenagem e meu luto pelas vítimas do 11/09, vivas e mortas, nos EUA e pelo mundo…

Carta de D. Pedro I a seu filho…

Ainda por ocasião dos festejos do dia da Pátria, transcrevo a carta escrita por Dom Pedro I, quando de sua partida para a Europa após a abdicação, a seu amado filho, o futuro Imperador do Brasil (grifei uns trechos).

Apesar de breve, a missiva revela não só o amor do pai para com o filho  (que logo se tornaria órfão, para ser criado pela nação), mas também a preocupação de Sua Majestade com o país que deixava a seu herdeiro e com as responsabilidades do futuro monarca…

Vale a pena ler e refletir… É de uma época em que os homens de Estado tinham consciência de suas responsabilidades à frente de uma grande nação, e um espírito público raro de ser encontrado entre os governantes do período republicano…

Em tempo: lembro que Dom Pedro II tinha cinco anos quando seu pai teve que deixar o Brasil…

 

Carta de Despedida de d. Pedro I para seu filho d. Pedro II

“Meu querido filho, e meu imperador. Muito lhe agradeço a carta que me escreveu, eu mal a pude ler porque as lágrimas eram tantas que me impediam a ver; agora que me acho, apesar de tudo, um pouco mais descansado, faço esta para lhe agradecer a sua, e para certificar-lhe que enquanto vida tiver as saudades jamais se extinguirão em meu dilacerado coração. Deixar filhos, pátria e amigos, não pode haver maior sacrifício; mas levar a honra ilibada, não pode haver maior glória. Lembre-se sempre de seu pai, ame a sua e a minha pátria, siga os conselhos que lhe derem aqueles que cuidarem na sua educação, e conte que o mundo o há de admirar, e que me hei de encher de ufania por ter um filho digno da pátria. Eu me retiro para a Europa: assim é necessário para que o Brasil sossegue, o que Deus permita, e possa para o futuro chegar àquele grau de prosperidade de que é capaz. Adeus, meu amado filho, receba a benção de seu pai que se retira saudoso e sem mais esperanças de o ver.”

D. Pedro de Alcântara

Bordo da Nau Warspite, 12 de abril de 1831

 

 

O ROMPIMENTO COM PORTUGAL

Para os apreciadores de documentos históricos, segue a transcrição da carta enviada por dom Pedro I a seu pai e rei de Portugal, dom João VI, esclarecendo o episódio ocorrido no dia 7 de setembro. A metrópole negava-se a reconhecer a independência do Brasil. A nova nação, porém, não aceitaria mais voltar à condição de colônia.

Rio, 22 de setembro de 1822. 

Meu Pai e Senhor.

Jazemos por muito tempo nas trevas; hoje vemos a luz. Se Vossa Majestade cá estivesse seria respeitado, e então veria que o povo brasileiro, sabendo prezar sua liberdade e independência, se empenha em respeitar a autoridade real, pois não é um bando de vis carbonários e assassinos, como os que têm Vossa Majestade no mais ignominioso cativeiro.

Triunfa e triunfará a independência brasílica, ou a morte nos há de custar. Continuar lendo

Bandeira Imperial do Brasil

Aproveitando as comemorações da Semana da Pátria, seguem algumas informações sobre a Bandeira do Brasil (do Império, claro!), que considero um dos mais belos entre os pavilhões nacionais!

Em tempo: estava ainda hoje explicando a uma casal estrangeiro amigo sobre as cores da nossa bandeira, cujo verde e amarelo remontam ao pavilhão do Império. É sempre bom lembrar que o verde e o amarelo nada têm a ver com “nossas matas e nosso ouro”, explicação republicana para tentar subverter o significado heráldico do losango amarelo no retângulo verde…

BANDEIRA IMPERIAL DO BRASIL (1822-1889)

Recusando-se obedecer as ordens das Cortes Portuguesas, D. Pedro, a 7 de setembro de 1822, num sábado de céu azulado, às margens do riacho Ipiranga (Rio Vermelho – do tupi), em São Paulo, proclamou a emancipação política do Brasil, depois de proferir o brado de Independêcia ou Morte e de ordenar Laços Fora!, arrancando do chapéu o tope português, exclamou : “Doravante teremos todos outro laço de fita, verde e amarelo. Serão as cores nacionais “. O amarelo representa a Casa de Habsburgo (Dona Leopoldina) e o verde representa a Casa de Bragança (Dom Pedro I). Continuar lendo

Guerras de Independência

Diferentemente do que se costuma acreditar por aí, tivemos conflitos e derramamento  de sangue por ocasião da independência do Brasil. Segue um artigo singelo, porém interessante, sobre o tema.

Graças a Dom Pedro I e ao esforço de muitos brasileiros e estrangeiros é que conseguimos garantir a integridade territorial e a unidade nacional, evitando que as colônias portuguesas se esfacelassem em diversas repúblicas instáveis como ocorreu com as possessões espanholas.

Infelizmente, há aqueles que insistem em dizer que tudo por aqui foi fácil e que não tivemos heróis, ridicularizando nossa História…

As guerras de independência foram cruciais para o fim do domínio português.

As guerras de independência foram cruciais para o fim do domínio português.

Guerras de Independência

(Extraído de http://www.brasilescola.com/historiab/guerras-independencia.htm)

Ao contrário do que representa as imagens que fazem alusão à independência do Brasil, o reconhecimento político do governo de Dom Pedro I não foi obtido por vias pacíficas. Ainda fiéis às autoridades de Lisboa, alguns governadores da província fizeram oposição ao processo de independência do Brasil. Ao saber dos movimentos contrários ao seu governo, Dom Pedro I ordenou a aquisição de navios e a contratação de militares. A partir daí, diversas tropas foram organizadas com o objetivo de consolidar os territórios e a supremacia política do novo país.  Continuar lendo

Hino da Independência

Pintura em que D. Pedro I realiza a execução da peça musical dedicada ao Hino da Independência.

Pintura em que D. Pedro I realiza a execução da peça musical dedicada ao Hino da Independência.

Uma das mais belas peças dentre as melodias cívicas, o Hino da Independência deveria ser executado com mais freqüência no País, trazendo orgulho a todos os brasileiros. Afinal, quantos países têm o privilégio de ter um hino tão rico e belo composto pelo goverante?!? Para ouvi-lo, clique aqui

O 7 de setembro é data importante para lembrar que ainda temos muito que lutar pela nossa independência como nação sobera, libertando-nos dos grilhões pérfidos da corrupção, da desigualdade e do retrocesso!

Ah, como carecemos de brasileiros comprometidos com um bem maior, com o desenvolvimento do País e com a probidade no trato da coisa pública! Quantos estão dispostos a morrer pelo Brasil?

HINO DA INDEPENDÊNCIA

(Extraído de http://www.brasilescola.com/historiab/hinodaindependencia.htm)

Se a arte imita a vida, podemos notar que a história do Hino da Independência foi tão marcada de improviso como a ocasião em que o príncipe regente oficializou o fim dos vínculos que ligavam Brasil a Portugal. No começo do século XIX, o artista, político e livreiro Evaristo da Veiga escreveu os versos de um poema que intitulou como “Hino Constitucional Brasiliense”. Em pouco tempo, os versos ganharam destaque na corte e foram musicados pelo maestro Marcos Antônio da Fonseca Portugal (1760-1830). Continuar lendo

Salve o 7 de setembro!

Há 189 anos foi proclamada a independência do Brasil!

Viva Dom Pedro I!

Viva o Império do Brasil!

6 de setembro: dia do profissional de inteligência

No dia 6 de setembro comemora-se o “dia do profissional de inteligência”. A data é referência ao Decreto n. 9.775-A, de 06/09/1946, que criou o Serviço Federal de Informações e Contra-Informações (SFICI), primeiro serviço secreto formalmente estabelecido pelo Estado brasileiro.

Apesar de instituído por Eurico Gaspar Dutra, o SFICI só foi efetivamente estrutura a partir de 1956, quando o Governo Juscelino Kubitschek enviou brasileiros aos EUA para treinamento na CIA e no FBI. Aspectos interessantes do SFICI: ele foi criado antes da CIA (estabelecida em 1947) e começou a funcionar no auge da democracia brasileira do pós-II Guerra Mundial, em um Governo considerado um dos mais democráticos de nossa história. Gosto de lembrar disso para assinalar que democracia e inteligência são plenamente compatíveis e nenhuma grande democracia pode prescindir de serviços secretos.

Apesar do pouco reconhecimento nos dias de hoje, o SFICI foi um marco da atividade de inteligência no Brasil, não só em virtude da formação de uma doutrina e de práticas adotadas até hoje, mas porque dali advieram grandes brasileiros que conduziriam o País nas décadas seguintes, como o próprio General Golbery do Couto e Silva e o Presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo.

Passa da hora deste País dar o devido valor ao profissional de inteligência e à atividade por ele exercida.

Minha homenagem a todos os soldados do silêncio!

Beslan: 7 anos…

Aconteceu há sete anos. No primeiro dia do ano letivo, na pequena cidade de Beslan, o mundo presenciou estarrecido a momentos trágicos em que terroristas tomaram centenas de pessoas (a maioria crianças) como reféns.

Passados três dias, uma operação malajambrada de forças especiais russas pôs fim ao seqüestro, com o nefasto saldo de 334 mortos, mais da metade crianças.

Primeiro de setembro é um dia triste para a Rússia e para mundo. Marca um momento da História da humanidade em que a inocência e a doçura foram vítimas do terror e do ódio.

Nossa homenagem às vítimas de Beslan.

RIA Novosti

Beslan siege remembered seven years on

http://en.rian.ru/russia/20110901/166359179.html                             19:18 0 1/09/2011

Russia marks on Thursday the seventh anniversary of the start of the Beslan school siege, the second deadliest terrorist attack outside of the Middle East in modern times.

The three-day siege, which ended when special forces stormed the building, claimed the lives of 334 people, more than half of them children. Many others were crippled for life. Continuar lendo

Entrevista com Mikhail Gorbachev: a História contada por um protagonista

Excelente entrevista como Mikhail Gorbachev. Considero-o, junto com Mandela, dois dos grandes estadistas do século XX ainda vivos.

Recomendo, pois trata-se da História contada por quem a fez. Perspectiva muito interessante, particularmente para alguns de meus alunos que (pasmem!) nasceram após o fim da URSS! (Estou ficando velho…)

SPIEGEL Interview with Mikhail Gorbachev: ‘They Were Truly Idiots’

In a SPIEGEL interview, Mikhail Gorbachev, 80, discusses the last days of the Soviet Union, his failure to resolve problems with the Communist Party and the ensuing bloodshed he says still troubles him today. He also accuses Vladimir Putin of pulling the country “back into the past.”

SPIEGEL: Mikhail Sergeyevich, you turned 80 this spring. How do you feel? Continuar lendo

Como os Estados Unidos dormiam enquanto a União Soviética entrava em colapso

Mais uma matéria interessante vinda da Rússia: entrevista com o General Scowcroft, ex-assessor de segurança nacional do Presidente Bush (pai), que comenta a maneira como prosseguia a crise na União Soviética enquanto os EUA se mostravam alheios e sem conhecimento do que realmente ocorria.

A crise de 1991 não foi a primeira nem a última em que os serviços de inteligência e o Departamento de Estado falharam em informar a Casa Branca da real situação de um país (lembro, por exemplo, o caso do Irã, em 1979). A verdade é que, quanto mais complexo um país, menos interesse parece haver nos funcionários estadunidenses lotados na embaixada em procurar conhecer melhor a situação (por desídia, incopetência ou, simplesmente, medo…).

Então, as coisas acontecem e alguém na Casa Branca acaba pego de surpresa…

RIA Novosti

How the United States slept while the Soviet Union crashed

http://en.rian.ru/analysis/20110819/165923872.html
11:32 19/08/2011
 

 Lt. General Brent Scowcroft (US Air Force, ret.) served as National Security Advisor under President George H. W. Bush when the coup against Mikhail Gorbachev occurred on August 19, 1991. He was in the White House team when all dramatic changes were happening in Eastern Europe and in the USSR, including the rapid growth of nationalism in the Soviet republics, the movement for independence from the USSR, and, finally, the breakup of the Soviet Union after the coup. Together with President George H. W. Bush, he authored the memoirs of these tumultuous years, A World Transformed (New York, 1998). Continuar lendo

O legado de Gorby…

Outro ótimo artigo, cuja leitura considero fundamental, sobretudo para meus alunos de Relações Internacionais…

Gosto de Gorby. Sempre gostei dele… Tem todo seu valor, mesmo diante dos três grandes homens da década de 1980: João Paulo II, Ronald Reagan e Margareth Thatcher…

18/08/2011

The Mystery of Mikhail: Gorbachev’s Ambiguous Legacy

By Christian Neef and Matthias Schepp in Moscow

Was Mikhail Gorbachev the greatest reformer of the 20th century? Or did he rise to the position of Communist Party leader more or less by accident, only to cause the collapse of the Soviet Union through indecision and fear? Twenty years after perestroika, the politician’s legacy is still disputed.

This is the second part of a SPIEGEL series looking at the legacy of Mikhail Gorbachev, 20 years after the collapse of the Soviet Union. Read part one here and SPIEGEL’s exclusive interview with Gorbachev here. Continuar lendo

Fotos coloridas da II Guerra Mundial

Website muito bacana com fotos coloridas da II Guerra Mundial. Material rico para quem se gosta do tema. Seguem algumas das fotos ali disponíveis. Para acessar o site, clique aqui. Continuar lendo

Linha do tempo sobre o fim da URSS

Linha do tempo referente aos principais acontecimentos dos últimos anos da União Soviética… Bons tempos aqueles!

11/22/2006 10:48 AM
 

Milestones of Perestroika – The Dissolution of the USSR

A timeline of the Gorbachev era, perestroika, glasnost and the demise of the Soviet Union.

March 11, 1985

Mikhail Gorbachev becomes general secretary of the Communist Party of the Soviet Union (CPSU). His predecessor, Konstantin Chernenko, 73, died one day earlier after only a year in office. Continuar lendo

Novas informações sobre o colapso da União Soviética

Excelente material sobre o colapso soviético. Peça histórica de grande valor! Recomendo a meus alunos a leitura. Agora que me dei conta de que estamos em agosto, 20 anos após o golpe que marcou o início do fim do regime estabelecido após a nefasta revolução de 1917! 

Pois é… Há exatos vintes anos o mundo assistia, atônito, aos acontecimentos que pareciam por fim à Perestroika e à Glasnost promovidas por Gorbachev. Lembro, como se fosse, hoje das imagens das ruas de Moscou apinhadas de gente reunida para fazer frente ao golpe da linha dura do Partido Comunista da URSS. 

Pretendo postar algumas coisas sobre o período nas próximas semanas…

Gostava do mundo sob a bipolaridade… Era mais seguro e mais previsível…

08/11/2011 03:57 PM
 

The Gorbachev Files: Secret Papers Reveal Truth Behind Soviet Collapse

By Christian Neef

Communist hardliners staged a coup against Mikhail Gorbachev 20 years ago, and the Soviet Union collapsed soon afterwards. Previously unknown documents, which SPIEGEL has obtained, show just how desperate the last Soviet leader was as he fought to retain power — and how he begged Germany for money to save his country. 

There is one moment — a single decision — that some people still hold against Mikhail Gorbachev today, 20 years later.

Gorbachev, the last leader of the Communist Party of the Soviet Union and last president of the Soviet Union, his wife and his closest confidants had survived the attempted coup by the KGB, the military leadership and the interior minister. They returned to Moscow from their house arrest at Gorbachev’s vacation home in the Crimean resort of Foros. Their plane landed in the capital at 2:15 a.m., local time, on August 22, 1991. Continuar lendo

A perspectiva “do lado de lá”

Resolvi divulgar esta exposição com imagens da Berlim dividida feita por berlinenses que viviam na Alemanha Oriental. Pode ser acompanhada online.

É fundamental que as novas gerações conheçam mais sobre a época em que o mundo esteve dividido entre as democracias liberais e os regimes autoritários de esquerda. Preocupa-me o fato de formadores de opinião junto aos mais jovens divulgarem informações erradas ou “floreadas” sobre a realidade “do lado de lá da Cortina de Ferro”.

Aviso a meus alunos: o mundo comunista (sim, porque foi o que se conheceu do comunismo na prática – não me venham com eufemismos de socialismo real) era um inferno, com repressão e censura em distintos níveis, escassez de bens essenciais, violações constantes aos direitos humanos. Não, não era bom.

Graças à providência divina, o mundo livre venceu a Guerra Fria. E os regimes “de lá” caíram de podre, para a alegria dos milhões de seres humanos que ali viviam sob a bota autoritária das ditaduras do proletariado.

SPIEGEL ONLINE

07/13/2011 06:24 PM

Rare East German Photographs – The Other Side of the Berlin Wall

Concerned about security problems, the East German communist regime ordered border guards to snap photos of the Berlin Wall in the 1960s. The images, which were top secret, were lost in an archive for decades. Now a new exhibition will reveal hundreds of the photographs, digitally spliced to create remarkable panoramic views of the infamous landmark. Continuar lendo