O enfoque da imprensa tem sido na atuação da inteligência acompanhando organizações da sociedade civil, independentemente de algumas delas criticarem abertamente o regime democrático e proporem a quebra do estado de direito. Não se dá tampouco atenção ao fato de governos estrangeiros subsidiavam ongs e certos movimentos sociais.
A inteligência não investiga; levanta informações sobre situações, fatos, organizações ou pessoas que possam constituir alguma ameaça ao Estado ou à sociedade. E faz isso com o único objetivo de assessorar o processo decisório, de modo que o decisor/formulador de políticas públicas não seja pego de surpresa.
Se há um grupo como o MST, que tem segmentos (atenção, não falo do movimento como um todo) que propõem expressamente o uso da violência sob orientação político-ideológica para influenciar o governo e defender seus interesses, esses grupos têm sim que ser acompanhados, de modo que as autoridades possam prevenir-se contra medidas radicais dessas organizações.
Informação é poder. O Estado tem que estar bem informado sobre qualquer iniciativa que possa constituir ameça à segurança nacional, às instituições democráticas ou à sociedade. Isso acontece nas principais democracias pelo mundo.
Mas, claro, há quem prefira chamar esse trabalho da inteligência pura e simplesmente de arapongagem…
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